26 C
Matola
Quarta-feira, Abril 15, 2026
Site Página 2258

Pragas devastam culturas diversas em Manica

Estima-se em 2.213 hectares a área afectada pelas pragas de gafanhoto elegante e de lagarta invasora que tingiram os distritos de Tambara, Macossa, Machaze e a cidade do Chimoio.
Pragas devastam culturas diversas em Manica

No distrito de Machaze, a sul da província de Manica, o mais flagelado, o gafanhoto elegante devorou culturas nas regiões de Chissalajde, Matucua, Zambaredja, Fulaindipe, Timbi-Timbi e Chivavane, enquanto em Tambara, a lagarta invasora destruiu culturas nas localidades de Nhamalema, em Nhacafula e Muzanga, na sede distrital Nhacolo.

Na cidade do Chimoio e no distrito de Macossa, a lagarta invasora e o gafanhoto vermelho afectaram o posto administrativo de Ngwawala e as chamadas zonas verdes da capital provincial de Manica.A governadora de Manica, Ana Comoane, que anunciou o facto há dias, informou que a praga foi controlada a tempo, antes de provocar estragos de vulto. Na ocasião referiu que pelo menos 1.645 famílias foram afectadas necessitando de apoio adicional.

Ainda na sequência das chuvas que estes dias observaram um pequeno interregno, informações em nosso poder indicam que pelo menos 2.1 mil hectares de culturas diversas foram inundados nos distritos de Macossa, Machaze e Guro.

Em Machaze, as inundações afectaram com maior incidência as regiões de Urima, Mavende, Mutefu e Mavzissanga. Por seu turno, em Guro, os danos verificaram-se em Bunga, Mungari e sede distrital, enquanto em Macossa, as cheias afectaram Ngwawala. No geral, as inundações afectaram 1.666 famílias.

Avaria da báscula de Dondo concorre para a degradação da EN6

A avaria da báscula no Dondo, em Sofala, situação que não permite o controlo do peso da carga de viaturas que circulam ao longo da Estrada Nacional Número 6 (EN6), está a acentuar a degradação daquela via.
Avaria da báscula de Dondo concorre para a degradação da EN6

Estima-se em dois mil o número de veículos pesados e cerca de mil ligeiros que diariamente usam aquela estrada que liga a cidade portuária da Beira e a vila fronteiriça de Machipanda, servindo a países do “hinterland” como o Zimbabwe, a Zâmbia, o Malawi e a República Democrática de Congo.

Com efeito, os camiões circulam na via com excesso de carga e as autoridades da área assistem impotentes ao cenário. O Governo reconhece que o trânsito está sem controlo, resultando mesmo numa autêntica anarquia.

A delegada da Administração Nacional de Estradas (ANE) em Sofala, Irene Simões, considera haver até um certo oportunismo por parte de alguns transportadores desonestos que deliberadamente movimentam carga em excesso nas viaturas de grande tonelagem.

Falando há dias à Reportagem da nossa Delegação da Beira, a fonte anunciou que o Governo acaba de adquirir uma nova báscula para a EN6, no Dondo, mas problemas técnicos dificultam ainda a sua instalação.

Trata-se, conforme apurámos, de um equipamento moderno integrado num projecto de âmbito nacional que, essencialmente, visa actualizar as principais rodovias do país com unidades do controlo de peso nas viaturas.

Enquanto a nova báscula não é montada, conforme referiu Irene Simões, para disciplinar os prevaricadores seria necessário uma báscula móvel. Entretanto, não há fundos para viabilizar a esta intenção.

Polícia investiga rapto de Imtiasse Golam

A Polícias da República de Moçambique (PRM) garante estar já a investigar o caso de rapto do empresário Imtiasse Golam, proprietário da Golam Motors, num caso registado na última quinta-feira, na cidade de Maputo.
Polícia investiga rapto de Imtiasse Golam

A garantia foi dada ontem pelo porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, que não quis entrar em pormenores para não perturbar as investigações policiais.

São igualmente escassos os detalhes sobre as circunstâncias em que ocorreu o rapto deste empresário nacional de origem asiática porque a família da vítima prefere o silêncio.

Cossa referiu que a Polícia tomou conhecimento da ocorrência e, por se tratar de um crime público, iniciou com o processo de investigação havendo garantias de o caso ser esclarecido e os seus autores conduzidos às celas.

“Já sabemos do caso e iniciamos as investigações e há certeza de que os raptores serão identificados e detidos. Pode levar o seu tempo, mas em devida altura eles serão apresentados publicamente”, garantiu Cossa.

Mesmo sem certeza, o nosso interlocutor afirmou ser presumível que os sequestradores tenham já contactado a família de Imtiasse Golam, mas não se conhece ainda o teor da eventual conversa.

Cossa disse que as informações em poder da Polícia indicam que o empresário continua em cativeiro, num lugar ainda incerto, mas tudo será feito para que este regresse para junto da sua família.

Entre outras ligações, o empresário Imtiasse Golam faz parte da família dos proprietários do Hotel 2001, localizado na baixa da cidade de Maputo, e do estabelecimento comercial Golam Motors, dedicado à venda de acessórios de viaturas.

Recentemente, a PRM veio a público apresentar um grupo de indivíduos indiciados de serem também autores de alguns casos de sequestros de empresários ou seus familiares de origem asiática no país.

Desde a eclosão deste fenómeno dos raptos, já se registaram mais de 25 casos. Algumas das vítimas foram libertadas mediante o pagamento de resgate e outros ainda em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Mulher suicida-se no prédio Lobito

Uma mulher, cuja identidade não conseguimos apurar, encontrou morte imediata na manhã de ontem, em Maputo, presumivelmente depois de se ter atirado do terraço do prédio número 1040, de 12 andares, localizado na Av. Eduardo Mondlane, ao lado do Ministério da Saúde.
Mulher suicida-se no prédio Lobito
Nelo Francisco Seven, guarda do prédio, também conhecido por Prédio Lobito, disse a jornalistas, momentos após a ocorrência, que a mulher não era moradora nem trabalhadora naquele edifício. O acontecimento deu-se pouco depois das 11.30 horas quando a finada, que aparentava uma idade compreendida entre 30 e 40 anos e de estatura forte, entrou no prédio, passando pelo guarda que, sem suspeitar de nada, ainda foi por ela saudado, tendo tomado conhecimento, momentos depois, de que havia se lançado do alto daquela infra-estrutura.

“Ela não é deste prédio. Chegou aqui, cumprimentou-me, eu agradeci e ela subiu, não sei para qual dos andares”, disse.

Quando a nossa Reportagem se fez ao local, já com muitos mirones, o corpo da mulher já estava a ser levado para uma viatura por uma brigada técnica da Polícia de Investigação Criminal (PIC). Ela caiu sobre uma viatura de marca Toyota Vitz, com a chapa de inscrição ACP 264 MP que se encontrava estacionada à beira do passeio.

Nos anos noventa, no mesmo prédio uma mulher coincidentemente, decidiu pôr termo à sua vida, atirando-se a partir do terraço do edifício.

Duas pessoas morrem afogadas no Incomati

Duas pessoas morreram após afogarem-se, domingo e segunda-feira, nas águas do rio Incomati, distrito de Marracuene, a 30 quilómetros da capital, durante um mergulho.
Duas pessoas morrem afogadas no Incomati

Até a manhã de ontem, os familiares das vítimas estavam à espera que os corpos flutuassem ou fossem localizados pelos pescadores que exercem actividade naquele rio.

O primeiro caso deu-se na tarde de domingo, quando um jovem de 24 anos, cuja identidade não apurámos, se afogou quando tomava banho na companhia de amigos. As buscas iniciaram-se no mesmo dia mas o corpo do jovem identificado como residente no bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo, só foi localizado na manhã de ontem.

O último afogamento aconteceu cerca das 15.00 horas de segunda-feira, quando o menor Aldino Macaneta de 13 anos de idade, tomava banho na companhia de seis amigos. Até à tarde de ontem o corpo não tinha sido localizado, segundo conta Herculano Magaia, tio da vítima.

“Comunicamos o incidente à Polícia local mas disse não ter meios para iniciar as buscas no rio. A nossa esperança é que o corpo possa flutuar para o encontrarmos, mas com a corrente que vai em direcção ao oceano e o aumento do caudal não sabemos se será possível”, lamenta Herculano.

Chuva dificulta reparação do corredor de Nacala

Fracassou a primeira tentativa de intervenção para a reparação dos danos causados pela chuva no corredor ferroviário de Nacala e que há quatro dias condicionam a circulação de comboios de mercadorias no troço Nacala-Nampula. Os trabalhos estão a ser condicionados pela chuva torrencial que continua a registar-se na província de Nampula, particularmente no distrito de Monapo, local do corte.

Chuva dificulta reparação do corredor de Nacala

As dificuldades de intervenção fazem antever grandes prejuízos financeiros aos utilizadores e gestores daquele sistema. A linha garante o escoamento, em média, de cerca de 300 mil toneladas de mercadorias diversas por ano, 70 por cento das quais para o vizinho Malawi.

Manuel Macopa, director executivo da ferrovia, no Corredor do Desenvolvimento do Norte, disse que o trabalho realizado segunda-feira por técnicos da sua instituição e da Track Line para corrigir os danos foram inutilizados pela chuva torrecncial.

Esta situação contraria a previsão avançada ontem pelo CDN, segundo a qual a retoma da circulação de comboios de mercadoria ocorreria a partir da sexta-feira. Manuel Macopa explicou a jornalistas em Nampula que, porém, toda a logística está a ser mobilizada no sentido de se acelerar com os trabalhos de reposição do troço danificado.

 Os trabalhos consistem na construção de uma ponte provisória de madeira para o suporte da linha. Posteriormente será construído um aqueduto visando repor o que na noite da última sexta-feira foi arrastado pela força da água da chuva.

“A situação no local é bastante delicada, porque se a chuva não cessa o prazo que inicialmente estabelecemos para a reabertura do tráfego ferroviário pode ficar dilatado”, lamentou Mucopa.

A nossa fonte escusou-se a falar neste momento dos prejuízos que a empresa está a acumular devido à interrupção do tráfego no sistema ferroviário de Nacala, mas revelou que até sexta-feira havia no Porto de Nacala cerca de 300 contentores de carga diversa prontos para seguir ao Malawi.

Manuel Macopa não tem dúvidas que o número de contentoras tenha subido no longo fim-de-semana, tendo em conta que alguns navios atracaram no Porto de Nacala com cargas destinadas ao Malawi.

O Malawi importa através do sistema ferroviário de Nacala várias mercadorias que mexem com a sua economia, nomeadamente combustíveis, fertilizantes, clinquer que é matéria-prima para a indústria de cimento de construção entre outras e exporta tabaco e outros produtos agrícolas.

A interrupção do tráfego ferroviário no troço Monapo-Nacala, já está a causar enormes prejuízos financeiros que ainda não foram totalmente contabilizados pelos principais utilizadores da linha, designadamente para o escoamento de mercadoria diversa para as províncias de Nampula e Niassa, assim como para os países vizinhos, nomeadamente Malawi e Zâmbia, através do Porto de Nacala.

O representante da Mediterranean Shoppings Company (MSC), em Nacala, disse ao “Notícias” que esta interrupção representa um grande prejuízo que não é fácil agora quantificar. Não conseguimos colher o sentimento da Manica, outro potencial utente do sistema.

Entretanto, as nossas fontes lamentam o facto de a empresa gestora da ferrovia, o Corredor de Desenvolvimento do Norte (CDN), não ter emitido nenhuma comunicação oficial a dar conhecimento desta ocorrência que forçou a paralisação da circulação de comboios nos dois sentidos.

Governo projecta capacitar 2700 jovens em liderança

Governo projecta capacitar 2700 jovens em liderança
A ideia ‘e consolidar o associativismo e promover o empreendedorismo na área da juventude, prevendo-se  ainda a realização de três acampamentos juvenis regionais e oito provinciais, beneficiando cerca de dois mil jovens.

“O Governo deposita a sua esperança e responsabilidade na juventude, não só como continuadora da luta pela construção da nação moçambicana, mas sobretudo, no engenho e criatividade da juventude para encontrar soluções mais criativas e práticas para os problemas que apoquentam a nossa sociedade”,refere.
Recentemente, o Primeiro-ministro, Alberto Vaquina, veio a público anunciar que o Executivo vai desembolsar um milhão de meticais para financiar iniciativas empreendedoras no contexto das acções que visam dar resposta a problemática do desemprego nos jovens nas grandes cidades.

Este projecto, que já está a ser implementado na Cidade de Maputo, tem por objectivo financiar projectos de desenvolvimento sócio-económico com vista ao combate à pobreza e à promoção do empreendedorismo.

Pelo menos em Maputo os resultados desta iniciativa são considerados como sendo bastante animadores , uma vez que os mutuários que receberam os apoios financeiros estão já a desenvolver os projectos por si propostos, dos quais se destaca a criação de frango, salão de cabeleireiro, prestação de serviços entre outros.

Dados disponíveis indicam que perto de metade do valor desembolsado na capital do país já foi reembolsado, facto que fará com que este ano haja mais beneficiários.

No que respeita à cidade de Quelimane, na Zambézia  existem indicações dando conta de que dentro de um mês os jovens poderão se candidatar ao Fundo PRO-JOVEM. Os que serão seleccionados terão uma capacitação em matérias de plano de negócio, empreendedorismo,  entre outras matérias destinadas  para reforçar a sua capacidade de gestão do fundo de forma sustentável.

Cabo Delgado – FRPU devolvido a conta-gotas

Cabo Delgado - FRPU devolvido a conta-gotas
Tagir Ássimo Carimo disse, ao nosso Jornal, que se esperava que os reembolsos se situassem à volta de 60 por cento, mas a realidade mostra o contrário, ou seja, cerca de 20 a 26 por cento, um nível considerado aquém das necessidades. O Presidente do Conselho Municipal de Pemba diz que, olhando pelos fundos desembolsados pelo Estado, nada justifica para que as devoluções aconteçam a conta-gotas.

O chefe da edilidade de Pemba afirmou que não se pode considerar perdido o dinheiro do financiamento, porque todos mutuários sabem que devem devolver para beneficiar outros munícipes. Disse, por outro lado, que o Fundo de Redução da Pobreza veio para ajudar aos munícipes a sair da situação de pobreza em que se encontra a maioria dos residentes das cidades.

Na verdade, de 2011 a 2012 foram financiados 554 projectos submetidos pelos conselhos consultivos dos bairros. Só em 2011, a edilidade aprovou 253 projectos e, no ano passado, 301 totalizando, 554, destes 164 pertencem a mulheres. Das pequenas iniciativas que beneficiaram de financiamento, destaque vai para pequenas indústrias, ou seja, carpintarias das zonas residenciais de Ingonane e Muxara, onde foram criados postos de trabalho.

De acordo com dados fornecidos pelo conselho municipal, foram financiados no mesmo período em análise, projectos de criação de frangos pertencentes a mulheres nos bairros de cimento e Eduardo Mondlane. Com estes projectos, de acordo com os mesmos dados, foram criados na cidade de Pemba entre os anos de 2011 e 2012, 672 novos postos de trabalho, distribuídos em diversos bairros da urbe.

Educação de eleitores deve ser permanente – defende “ transparência eleitoral”

Educação de eleitores deve ser permanente - defende “ transparência eleitoral”
Falando num seminário preparatório da formalização daquela Organização Não Governamental (ONG),realizado em Maputo, aquele académico explicou que muitos problemas que mancham os processos eleitorais, derivam, sobretudo, dum desconhecimento pelos eleitores das leis que regem o processo, bem assim um elevado défice de educação cívica eleitoral.

“ O que nos assistimos no nosso pais ‘e que a educação cívica só ocorre nas vésperas do processo de votação. Essas campanhas não só não são abrangentes, como também pecam por serem realizadas só para o cumprimento do calendário eleitoral. O que nos propomos ‘e que este processo de educação dos eleitores deve ser um processo permanente que envolve não so as autoridades eleitorais, mas também a todas as forcas da sociedade civil. O Governo tem as suas responsabilidades, os órgãos eleitorais também, mas as igrejas, as escolas e muitos outros sectores da sociedade podem muito bem fazer a sua parte”, defendeu.

Sofiano Vicente disse ainda que Moçambique possui uma experiência muito bem consolidada de realização de pleitos eleitorais, mas lamentou o facto de ocorrerem com muita frequência ilícitos eleitorais e incidentes envolvendo eleitores.

“ Nos não podemos perpetuar essas situações sob o risco dos nossos processos eleitorais caírem no descrédito e os resultados eleitorais serem sempre motivo de suspeitas de fraude. Aqui a responsabilidade também recai sobre os principais actores políticos que muitas vezes são os protagonistas dos desentendimentos e incidentes que ocorrem nos pleitos eleitorais. As leis e regulamentos são claros, mas muitos partidos preferem não seguir as leis para provocarem conflitos desnecessários”, lamentou.

Um dos participantes ao seminário, foi mais longe ainda ao afirmar que “ muitas vezes os partidos que protagonizam tais desmandos e incidentes são exactamente aqueles que ao longo de todo o tempo que antecedeu as eleições não se prepararam, não mobilizarem as suas bases, e, antevendo uma derrota eleitoral, preferem criar falsos factos para perturbar o processo e passar a ideia de que o vencedor do pleito foi fraudulento”.

A este respeito, Carlos Manguele, jurista, explicou que “ nenhum cidadão deve alegar o desconhecimento da lei para justificar qualquer que seja o ilícito”.

“ O pais tem estado a formar centenas de juristas de algum tempo a esta parte. São estes juristas que podem ajudar os gabinetes eleitorais dos partidos a perceberem as regras do jogo eleitoral. Os partidos passam a vida a lançar acusações uns aos outros sem qualquer fundamento legal. Acusam, mas nunca provam com argumentos legais. Politizam matérias de índole jurídico e recorrem a demagogias para fazer valer as suas posições. Temos que crescer. Temos que dar o salto e prepararmo-nos melhor para enfrentar os processos eleitorais, contribuirmos para que tais processos sejam processos transparentes, isentos, credíveis e pouco barulhentos”.

A “ Transparência Eleitoral” projecta replicar seminários de género nas regiões norte, centro e sul do pais, de modo a atrair o interesse dos eleitores sobre a importância do voto e a necessidade de todos assumirem a seriedade duma eleição para a vida do pais.

“ Vamos implantar núcleos a escala nacional e vamos envolver todos os sectores da sociedade civil nesta iniciativa que visa, acima de tudo, criar em Moçambique uma cultura eleitoral. Por outro lado, vamos trabalhar com as escolas a todos os níveis de modo a que em cada um desses estabelecimentos se criem pequenos núcleos que se preocupem com questões eleitorais. Isso vai permitir que muito cedo os jovens estudantes assumam a importância de eleições”, frisou.

Cabo Delgado – Conselho Municipal divulga seu orçamento participativo

Cabo Delgado - Conselho Municipal divulga seu orçamento participativo
De acordo com o Presidente do Conselho Municipal de Pemba, Tagir Ássimo Carimo, divulgar o orçamento aos munícipes significa tornar a sua governação participativa, pois, de acordo com a sua opinião, trata-se de um mecanismo governamental democrático, que permite aos cidadãos influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente de investimentos dos municípios, através de processos de inclusão da comunidade.

O presidente do município de Pemba revelou, na ocasião, que dos 109 milhões de meticais previstos no orçamento, 24 milhões são do fundo de compensação autárquica, que já estão disponíveis, tendo afirmado que a edilidade respira de boa saúde financeira ao transitar o ano de 2012 para 2013 com um valor de cinco milhões de meticais, o que, na opinião de Tagir Carimo, representa um bom desempenho.

“Esses processos costumam contar com assembleias abertas e periódicas e etapas de negociação directa com os diversos intervenientes. No orçamento participativo retira-se o poder de uma elite burocrática repassando-o directamente para a sociedade. É segundo esses pressupostos da nova forma de ser e estar com os munícipes que hoje tomamos a liberdade de apresentar, publicamente, aquilo que vai ser o nosso orçamento e plano de actividades para o presente ano”- afirmou o presidente municipal.

Acrescentou que a apresentação pública vai permitir que todos possam identificar onde cada um deverá “pegar a corda” rumo ao desenvolvimento do município, tendo afirmado ainda que não trouxe no referido plano um produto acabado, mas sim, parte de ideias que foram colhidas ao longo das visitas feitas ao nível dos bairros municipais.

Alguns munícipes presentes na reunião pediram à edilidade para incrementar o trabalho de recolha de lixo, sobretudo nos diversos bairros suburbanos, onde acham que os Serviços de Salubridade relegam ao segundo plano, optando por limpar apenas a zona urbana, quando na prática todos os residentes da cidade pagam impostos e taxas de lixo. Outros participantes queixaram-se da proliferação de vendedores ambulantes que ocupam os passeios numa altura em que existem mercados que andam às moscas.

Iniciativa Irreversível

No final da reunião, Tagir Carimo disse a jornalistas, numa conferência de Imprensa, que a iniciativa será irreversível, se bem que acredita que a primeira experiência terá sido boa, que a classificou de um sucesso, porque ouviu dos representantes de 146 mil habitantes de Pemba a apontar as prioridades que gostariam fossem consideradas e tomadas em consideração no plano de orçamento. Afirmou que a reunião foi a concretização de um grande sonho de interagir com os residentes sobre o orçamento participativo.

Disse, por outro lado, que o plano de orçamento ora apresentado aos munícipes comporta despesas e receitas e que, no geral, a performance vai ser a arrecadação de receitas de vários níveis, desde as taxas diárias nos mercados e outros impostos, com vista a tornar o município sustentável do ponto de vista financeiro. Acrescentou que a edilidade vai continuar a criar condições de um bom ambiente de governação.

O presidente da cidade de Pemba disse, por outro lado, que a edilidade precisa, neste momento, de mais dinheiro para executar obras mais urgentes que se circunscrevem na construção de valas de drenagem na unidade residencial de Noviane, pavimentação da avenida principal da zona baixa da cidade e a continuação do trabalho de tapamento de buracos na urbe. Ainda no tocante às construções de vulto, o chefe da edilidade da cidade de Pemba anunciou, na ocasião, a abertura de uma nova estrada considerada rápida que vai ligar a praia de Wimbe ao bairro de Muxara.

Entretanto, o conselho municipal, lançou na última sexta-feira uma brochura denominada “Pemba Oye”, uma publicação pertença da edilidade que se pretende seja trimestral, uma iniciativa do Gabinete de Comunicação, Imagem e Imprensa. De acordo com Tagir Carimo, a brochura vai publicar as realizações do governo da cidade para o conhecimento do público ali residente.

Queda da ponte na via Nametil a Chalaua: Circulação rodoviária só dentro de três meses

Queda da ponte na via Nametil a Chalaua: Circulação rodoviária só dentro de três meses
Dados em nosso poder indicam que o desabamento da ponte sobre o rio Muririmue, com 33 metros, terá ocorrido quando um camião de grande tonelagem (com cerca de 40 toneladas de cimento) passou por aquela infra-estrutura, concebida para suportar 30 toneladas.

“A R 683, no troço Nametil-Chalaua, está intransitável em virtude do desabamento da ponte, desde o dia 14 de Janeiro. Necessitamos de desmontar e lançar uma nova ponte metálica de 33 metros”, indica a ANE.

Neste momento, as viaturas que pretendem chegar ao distrito de Moma, um dos potenciais produtores do pescado, bastante consumido na capital provincial e noutros distritos do interior, como Malema, Lalaua e Ribaúe, e onde se localiza a maior mina de Eliminite e Zircão (vulgo areias pesadas), tem de seguir pela EN 104 (Nampula/Angoche, através da região de Boila, e R324, Boila/Moma), ou pela R 1171 (Nametil/Iuluti e entrar na R 684, Murrupula/Mecane, e depois na R 324, Murrupula/Mecane).

Segundo dados da ANE, apesar da chuva que tem vindo a cair, as condições de transitabilidade não são más em toda a província, pois ela é condicionada apenas nalguns troços principalmente nos de Nametil/Boila (EN 104), Nacavala/Muecate (R 698) e Mutuali/Lurio (EN 13).

Naquelas rodovias, foram afectados aquedutos, cuja reposição passa pela colocação de novas estruturas de betão, aterros e plataformas. Neste momento, estão a ser mobilizados os empreiteiros, que irão realizar as obras.

Resposta a emergência no país foi exemplar – segundo o embaixador dos EUA

Resposta a emergência no país foi exemplar - segundo o embaixador dos EUA

Segundo o embaixador norte-americano em Moçambique, que visitou esta semana a província de Gaza, a capacidade demonstrada pelas autoridades, em particular do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), é impressionante.

“A colaboração com as autoridades moçambicanas é importante para que haja uma resposta organizada. Estamos a trabalhar com o INGC há mais de 20 anos e estamos impressionados com a capacidade demonstrada. Mesmo antes das cheias, tinha sido realizada uma simulação de evacuação do Chókwe e a população sabia o que fazer, como chegar ao centro de acolhimento e levar o que podia”, disse.

Neste caso, segundo referiu numa conferência de imprensa, infelizmente as pessoas mais vulneráveis, com casas precárias, são as que sofreram muito.

“Sempre estamos a aprender das experiências e o Governo está a analisar estes desafios ao tentar incentivar a população a construir em zonas seguras”, disse.

Polly Dunford, directora interina da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), defendeu na mesma ocasião que “a resposta foi muito melhor este ano do que tem sido no passado”.

Acrescentou que a sua instituição está pronta para continuar a apoiar o Governo e o povo moçambicano a pensarem também em métodos preventivos.

Douglas Griffiths deu conta que os parceiros de cooperação do Executivo estão a responder ao drama causado pelas cheias e as comunidades na região estão a oferecer a solidariedade que permite minorar o sofrimento da população afectada.

“Já anunciamos uma ajuda de 1.7 milhões de dólares e já está a chegar à população que precisa e estamos a trabalhar com o INGC que está a organizar a ajuda duma maneira muito impressionante” disse Griffiths.

Questionado sobre a fase de reconstrução que se segue após a ajuda humanitária, o embaixador americano deu conta que “no nosso sistema há sempre etapas e a primeira é o coração do embaixador e já fizemos isso providenciando 1.7 milhões de dólares. Neste momento, estamos na fase de assistência humanitária, mas a população deslocada vai precisar de sementes, de insumos para que possam recuperar.

Estamos já a trabalhar com a USAID em Washigton para identificar como podemos ajudar”.

Cabo Delgado – Mueda dá passos positivos no ordenamento territorial

Cabo Delgado - Mueda dá passos positivos no ordenamento territorial
Segundo se pode ver do balanço do governo distrital, as acções nesse sentido já atingem os postos administrativos e localidades, podendo se destacar passos muito significativos em Mpeme, pelo menos no que diz respeito à urbanização.

A fonte informou que, durante o ano passado, foram feitas no distrito 732 demarcações de talhões, cifra que indica uma diferença positiva de 285 por cento, quando posto como medida de comparação o ano de 2011, sendo 111 somente da Localidade de Mpeme, a 17 quilómetros da sede distrital, onde igualmente funciona uma autarquia.

Aliás, conforme se justifica, a subida considerada acentuada do número de talhões demarcados no último mês do ano passado, em relação ao resto do período de Janeiro até Novembro, deve-se à entrega e incorporação de dados da área municipal, facto que antes não acontecia.

Sobre este aspecto, António Hernâni Filipe, Director dos Serviços de Planeamento e Infra-estruturas, em Mueda, explica que, durante muito tempo, houve dificuldades de ordem organizacional que não viabilizavam a que o executivo local tivesse os dados respeitantes à área autárquica.

“Tínhamos sérias dificuldades de termos os dados que se referem àquilo que estava a acontecer na área municipal, porque os responsáveis, nomeadamente os chefes dos bairros, não nos forneciam, não havia clareza sobre a necessidade desses elementos caírem também na estatística distrital. Felizmente, isso foi ultrapassado, razão porque encontramos essa subida de certo modo vertiginosa em tão pouco tempo”, explicou António Filipe.

Mesmo assim, o distrito penitencia-se por não ter conseguido cumprir o seu plano de distribuir 300 talhões concedidos, do conjunto dos 732 demarcados. Este facto, de acordo com o balanço do executivo liderado por Xavier Vansela, corresponde a um subcumprimento na ordem de 244 por cento, apesar de, em comparação com o que foi possível realizar, em 2011, assistir-se a uma taxa de crescimento de 285 por cento.

O processo de correcção em curso no distrito de Mueda, inclui todas as localidades do Posto Administrativo-Sede, designadamente Litembo e Miúla, assim como do posto de Imbuo, com as respectivas localidades de Mpeme, Nnonge e Namaua.

Entretanto, António Filipe, num outro desenvolvimento, falou-nos de um programa similar que vai abranger o posto administrativo fronteiriço de Negomano, junto à Ponte de Unidade, que liga Moçambique à República da Tanzânia.

Cidade de Maputo: Vinte e uma escolas afectadas pelas chuvas

Cidade de Maputo: Vinte e uma escolas afectadas pelas chuvas

Esta situação levou à interrupção das aulas por uma semana em algumas escolas e a perda de diverso material escolar, incluindo carteiras e livros.

Estes dados constam do balanço do impacto das chuvas que afectaram a capital, apresentado ontem por Antonino Grachane, director de Educação a nível da cidade de Maputo.

Para além de alagar alguns estabelecimentos de ensino, as enxurradas desalojaram 4200 pessoas e parte desta população foi acomodada em três estabelecimentos de ensino, nomeadamente Escola Primária de Matchike-Tchike, onde estão 46 famílias, Escola Secundária Solidariedade que acolhe 737 cidadãos e a Escola Força do Povo que alberga 120 famílias.

Segundo Grachane, a colocação de famílias em escolas condiciona o processo de ensino e aprendizagem. Por essa razão, os dirigentes desses estabelecimentos de ensino pedem a colocação de tendas no recinto escolar de modo a permitir a desocupação das salas de aula, já que não se sabe ainda a data prevista para a retirada das famílias das escolas.

Entretanto, com o abrandamento das chuvas, de acordo com a nossa fonte, foi possível limpar o recinto da maioria das escolas e retomar-se as aulas. Contudo, há três escolas que não estão ainda em condições para a leccionação das aulas. Trata-se das Escolas Primária Completa (EPC) da Munhuana, Unidades 29 e 30, cujos espaços escolares continuam alagados, situação que representa um risco para a saúde dos alunos, segundo deu a conhecer Grachane.

“O recinto escolar continua muito alagado. As casas de banho não estão em condições de serem usadas”, segundo Grachane, descrevendo a situação da EPC da Munhuana.

Dados estes problemas, 500 alunos da 1ª a 5ª classe da EPC da Munhuana foram colocados no Instituto de Formação de Professores (IFP) da Munhuana, enquanto que os educandos da 6ª e 7ª classes estão integrados na Escola Primária Completa 25 de Junho.

Para os alunos da EPC Unidade 29 e 30, a Educação está a articular com o município para a realização de trabalhos de aterro no pátio da escola e a abertura de uma entrada na parte traseira, bem como o aterro da parte frontal, consoante as necessidades de cada estabelecimento de ensino.

Aulas Perdidas e Material Escolar Danificado

Quase todas as escolas perderam material escolar. Porém, as Escolas Primária de Mavalene “A” e Magoanine “B” são as que mais sofreram. Das perdas consta a destruição de cerca de 600 livros de distribuição gratuita de diversas classes e a danificação de 193 carteiras de madeira prensada.

Quanto aos 556 alunos que vivem nos centros de acomodação, o director de Educação da cidade de Maputo informou que os educandos das classes iniciais foram integrados em escolas próximas dos centros de alojamento e os das classes superiores orientados a deslocarem-se para as suas escolas de origem, embora se reconheça que terão que percorrer distâncias superiores a que estavam habituados.

Para a recuperação das aulas perdidas devido às enxurradas, a Educação a nível da cidade de Maputo instrui a todas a escolas afectadas a elaborarem e implementarem planos de aulas de recuperação que serão ministradas até aos sábados.

Quando a rede sombrite fere a postura urbana

Quando a rede sombrite fere a postura urbana

Acontece que qualquer um altera como quiser o aspecto do imóvel, quer dentro do seu estabelecimento comercial, quer da sua residência.

Um dos exemplos é das diferentes cores garridas com que muitos inquilinos da “cidade das acácias” pintam as varandas das suas flats ou mesmo parte das paredes, passando pelo tipo de grades a usar e muito mais.

A razão destas linhas no “Coisas que Não Estranhamos” de hoje tem a ver com um episódio que acontece num dos prédios localizados na Avenida Eduardo Mondlane, concretamente em frente a um estabelecimento vocacionado à venda de tecidos.

Numa das flats, por sinal transformada numa doçaria, como se diz, pode-se notar grandes quantidades de formas de bolo colocadas na parte frontal como se de um armazém se tratasse. Nós elogiamos iniciativas empreendedoras de muitos cidadãos. Aliás é o que o Governo incentiva e desafia a todos a ter o espírito empreendedor. Mas há formas e lugares apropriados de se evidenciar como tal.

Será que o dono daquela residência não podia encontrar outra forma que menos banalizaria o prédio e/ou a casa onde vive? Acreditamos que possa não ter um armazém à altura de acomodar o seu material de trabalho mas no lugar de expor aquela quantidade de formas que sacrificasse um dos compartimentos da casa, em nome do civismo e/ou da postura urbana.

 Se um gradeia como quer e pinta à cor da sua preferência ou armazena o que bem entender, outros há ainda que colocam nas suas varandas rede sombrite que destoam tudo o resto, ferindo cada vez mais a vista de quem por lá passa, como se pode testemunhar na imagem captada pelo nosso colega Carlos Bernardo. Caros munícipes, não estaríamos desta forma perante mais um caso de coisas que não estranhamos?

A outra face de combate à pobreza urbana: Caixas que sustentam famílias em Maputo

A outra face de combate à pobreza urbana: Caixas que sustentam famílias em Maputo

Esta realidade pode ser testemunhada na baixa da cidade de Maputo, mais concretamente no cruzamento entre as avenidas 25 de Setembro e Filipe Samuel Magaia, ao lado do Mercado Central, onde dezenas de jovens, sendo a maioria pais de famílias, dedicam-se à venda de caixas de papel, embalagens de sacos, tendas, cordas, fita-cola entre outros materiais, que nalgum momento são considerados lixo.

Segundo os vendedores contactados pelo “Notícias” no local, a mercadoria é adquirida nas lojas, armazéns e fábricas da cidade, para além de outros materiais fornecidos por alguns camionistas que os adquirem na vizinha África do Sul.

Todos foram unânimes em dizer que o negócio não é rentável, mas uma vez constituir a sua única fonte de rendimento, vale a pena “remar contra a maré”, pois ficar em casa não compensa.

As fontes acrescentaram que apesar de não ganharem muito com o negócio, conseguem sustentar as suas famílias, permitindo que as suas crianças possam ir à escola.

Em relação as autoridades municipais, diferentemente de muitos vendedores informais, os nossos entrevistados não se queixam, afirmando que nunca tiveram atritos com qualquer que seja a autoridade, muito menos ver as suas mercadorias confiscadas.

Felisberto Alfiado, 35 anos, solteiro, vivendo maritalmente há seis anos e pai de um filho, disse à nossa Reportagem que se dedica a este negócio há cinco anos. Começou a vender sacos, tendas e cordas por falta de alternativa ao desemprego que, segundo ele, é provocado pela sua baixa escolaridade.

Afirmou que não ganha muito com a actividade que abraçou, tendo um lucro diário que varia de 200 a 250 meticais e como forma de suprir a fraca rentabilidade do negócio recorre ao “xitique”, que é feito diária ou semanalmente entre os vendedores.

O nosso entrevistado avançou que adquire as suas mercadorias nas lojas, sendo que uma caixa compra a um preço que varia de cinco a 25 meticais. Por sua vez, vende a um preço que vai de 50 a 60 meticais cada.

Por outro lado, uma tenda do tamanho de cinco metros quadrados compra a 500 meticais e revende a um preço que varia de 650 a 700 meticais.

Alfiado admitiu que é difícil viver deste negócio, mas é possível. O movimento de compradores varia de um dia para outro, afirmando que vezes há que vai para casa sem ter vendido algo.

Cénio Tomás tem 29 anos, solteiro, vende fita-cola e cordas de diferentes tipos e tamanhos. Como Alfiado, o nosso interlocutor afirmou que o negócio não é rentável mas vale a pena, pois é através dele que há pão em casa.

“Não estamos habituados a ficar em casa. Não ganhámos nada mas, vale a pena estarmos aqui. Assim evitamos roubar coisas alheias, não temos mais nada a fazer. Eu, por exemplo, estou aqui há oito anos, não tenho outra referência, se não fazer isto”, explicou Tomás.

A nossa fonte acrescentou ainda que uma corda de 100 metros adquire nos armazéns a 1.350 meticais e revende a um preço máximo de 1.500 meticais, lucrando 150 meticais, valor que ele considerou de ínfima, mas que muda alguma coisa na sua vida.

Não se queixa das autoridades, afirmando que nem a PRM, muito menos a Polícia Municipal já perturbaram o seu negócio. Quanto ao rendimento diário, Tomás revelou que o máximo que consegue é 300 meticais de lucro, quantia que garante a satisfação das suas necessidades básicas, isto se se tiver em conta que é diário.

Américo Alexandre, 40 anos, pai de sete filhos, disse estar nesta actividade desde o distante ano de 1989, portanto, é um dos pioneiros. Dedica-se exclusivamente à venda de caixas de papel de diferentes tamanhos.

Trata-se de caixas que geralmente contém diversos produtos, desde detergentes aos alimentares.

Para Alexandre, o negócio tem sido bom de uma forma geral, mas vezes há em que se volta para casa sem qualquer tostão. Embora sejam pouquíssimas as vezes que isso acontece, é de opinião que este tipo de situações abalam psicologicamente a pessoa, pois para “ nós esta é a única fonte de rendimento e quando as coisas não correm bem, o desespero é total”, sublinhou a nossa fonte.

Mas como arma supletiva ao negócio, recorre à “xitique” diário no qual cada elemento contribui com 100 meticais. Para ele, as finanças rotativas têm tido um contributo notável para que o seu negócio continue estável.

Quanto aos preços dos sacos são, segundo Alexandre, variáveis assim como o lucro diário, mas garante que em dias do movimento consegue pelo menos 500 meticais.

“E quando consigo este valor deixo 200 a 250 meticais em casa e outro guardo para qualquer eventualidade como, por exemplo, aquisição de novos stocks que podem aparecer imprevisivelmente”, vincou Américo Alexandre.

As palavras de Américo foram corroboradas por Albino Tomo, de 42 anos, pai de quatro filhos, para quem o negócio que faz depende exclusivamente da reacção da clientela. Para ele, estimar o que ganha por dia é difícil pois, não raras vezes fica com a mercadoria semanas a fio.

“Por exemplo, as caixas que tenho agora estão há duas semanas. Comprei mais algumas recentemente, o que faz com que seja complicado eu saber qual é o lucro destas ou daquelas”, esclareceu Tomo, para de seguida ajuntar que 300 a 400 meticais, é o máximo de lucro que obtém por dia.

Á semelhança de outros colegas, recorre à “xitique”, mas o dele é familiar feito uma vez ao mês no valor de 1.000 meticais. Nunca falhou o compromisso de “xitique”, segundo ele, graças ao seu negócio até que porque já conseguiu construir uma casa do tipo três no bairro Nkobe, na periferia da Cidade da Matola, para além de mandar as crianças à escola.

“Não tenho mais nada a fazer, com a idade que tenho mesmo para segurança privada é difícil eu conseguir emprego. A minha vida é esta desde 1993, são muitos anos. O negócio também tem muitos prejuízos, por exemplo, em dias de chuva as caixas molham-se e o nosso investimento torna-se nulo”, lamentou o nosso interlocutor.

Exaltando-se o espírito de solidariedade: Hoje vai-se ao “Gwaza Muthini”

Exaltando-se o espírito de solidariedade: Hoje vai-se ao “Gwaza Muthini”

Como tem sido hábito, além da tradicional festa de evocação dos mártires de “Gwaza Mtuhini”, a sede do distrito de Marracuene será palco de um movimento cultural que vai juntar artistas e entusiastas idos de diferentes partes do grande Maputo e não só.

Aliás, uma caravana artístico-cultural parte esta tarde da Estação Central dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, em Maputo, com destino a Marracuene. Trata-se da excursão ferroviária denominada “Comboio Marrabenta”, enquadrada no Festival Marrabenta, iniciada na noite de ontem na capital do país.

De referir que a edição do presente ano do Festival Marrabenta iniciada ontem no Centro Cultural Franco-Moçambique (CCFM) tem como cabeça de cartaz o congolês Sam Mangwana, popularizado entre nós na década de 80 com as músicas “Tio António” e “Marracuene”.

De recordar que “Gwaza Muthini” é o nome que coube à Batalha de Marracuene que teve lugar no dia 2 de Fevereiro de 1895, contra a ocupação colonial portuguesa.

Na referida batalha, os guerreiros lideradas por Nwamatibyana, Zihlahla, Mahazule, Mulungu e Mavzaya perderam a guerra a favor dos portugueses.

Um ano após a Batalha de Maracuene, em 1896, as autoridades coloniais portuguesas celebraram o “Gwaza Muthini” em memória dos soldados portugueses tombados na vitoriosa batalha. E durante as celebrações os povos submetidos gritavam “bayetee” em sinal de total submissão ao colonialista.

Aquando da independência, houve apenas três celebrações, nomeadamente em 1974, 1975 e 1976. Em 1976 foi o ano em que marcaram o fim das celebrações de “Gwaza Muthini”, uma vez que o então Estado moçambicano achou que 3 de Fevereiro era a data em que se comemorava toda a heroicidade moçambicana e “Gwaza” também podia caber no 3 de Fevereiro.

Mas por iniciativa de alguns grupos sociais de intervenção, apoiados pelo Governo as comemorações de “Gwaza Muthini” foram reactivadas no dia 2 de Fevereiro em 1994.

Cheias na Zambézia: Salvas 1800 pessoas

Cheias na Zambézia: Salvas 1800 pessoas
A operação de resgate está a ser dirigida pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades com o apoio da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC), mobilizados para o efeito, desde que a situação atingiu o nível de uma catástrofe.
O director regional Centro do Instituto Nacional de Gestão de Calamidade, Belém Monteiro, disse ontem a jornalistas, em Muziva, que há vários casos de pessoas que solicitaram as embarcações para se retirarem dos locais inundados devido ao transbordo do rio Licuare.

Só ontem, segundo o nosso entrevistado, foram salvas 800 pessoas e as operações de busca e resgate continuam, apesar de nos últimos dois dias não ter chovido.

Outras informações indicam que as inundações afectam mais de 37000 alunos em consequência da destruição ou inundação de 625 escolas em toda a Zambézia.

O porta-voz da Direcção Provincial da Educação e Cultura na Zambézia, Armindo Primeiro, disse que, porém, em muitos casos as aulas reataram graças à colaboração das confissões religiosas que disponibilizaram seus espaços.

“O Ensino Primário está a ser severamente afectado pela situação de calamidades”, observou Armindo Primeiro, para depois acrescentar que algumas comunidades onde as águas começaram a baixar estão a reconstruir os estabelecimentos de ensino.

Entretanto, as chuvas e descargas atmosféricas já fizeram nove mortos e quatro feridos na província, segundo o último balanço feito pelas autoridades. Entretanto, no terreno prossegue o levantamento dos danos causados pelas chuvas fortes que se abatem sobre a província.

Enquanto isso, na cidade de Quelimane foi criado um centro de acomodação albergando 25 famílias. O centro funciona na Unidade Residencial 7 de Abril. Trata-se de pessoas cujas casas estão inundadas ou destruídas devido à situação de calamidades.

O Conselho Municipal local lançou já um apelo para a solidariedade interna, solicitando às instituições e pessoas a canalizarem apoio multiforme para assistir aos desabrigados.

A Direcção Nacional de Águas alerta para a subida dos níveis hidrométricos na bacia do Licungo que poderá resultar em inundações em algumas áreas baixas depois de ter atingido o alerta em Mocuba no passado dia 30 de Janeiro.

As áreas mapeadas são o posto administrativo de Nante, particularmente nos povoados de Intabo, Insopa e VilaValdez, no distrito da Maganja da Costa, em consequência do alto volume de escoamento gerado pelas chuvas que se têm registado naquela região do país.

Cérebro – Campos magnéticos podem controlar desejo de fumar

Cerebro1213.jpg

Os cientistas conseguiram ampliar os locais que impulsionam a necessidade de nicotina e viram que uma conexão mental feita quando o fumador pode fumar aumenta significativamente o desejo de o fazer.

Descobriram ainda que ao interromper aquela conexão – através de estimulação magnética -, o viciado ficava com maior capacidade de controlar os seus desejos.

“As descobertas podem levar ao desenvolvimento de tratamentos para o vício do tabaco e outros”, porque permitiram localizar as partes exactas do cortex frontal que estão envolvidas, disse o investigador Takuya Hayashi à agência France Presse.

Hayashi, do RIKEN Centre for Molecular Imaging Science do Japão, referiu que o estudo em que participou “mostra que o desejo de fumar não tem apenas a ver com o facto de o fumador estar a ficar sem nicotina”.

Adiantou que os fumadores entre o pessoal de cabine dizem que sentem maior vontade de fumar à medida que se aproxima a hora de desembarque, independentemente de os voos serem de longa distância ou não.

Imagens de ressonância magnética mostraram que duas zonas no córtex frontal, a parte do cérebro que controla a tomada de decisões, interagem e aumentam o desejo de fumar, segundo o estudo realizado em conjunto com Alain Dagher do Montreal Neurological Institute da Universidade McGill no Canadá.

A investigação foi publicada na revista norte-americana PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences.

Zambézia – Inaugurado Centro de Tecnologias

Zambézia  - Inaugurado Centro de Tecnologias
O centro vai proporcionar à população local oportunidade de acesso às novas tecnologias, beneficiando para o efeito de diferentes acções de capacitação técnica.

Falando na ocasião, Louis Augusto Pelembe disse que o estabelecimento da Vila de Milénio de Malua insere-se no processo de implementação do Movimento Nacional das Vilas do Milénio, programa que é desenvolvido pelo Governo através do MCT desde 2006 com apoio de parceiros, tendo como objectivo principal a erradicação da pobreza no seio das comunidades e a criação de condições para o bem-estar e prosperidade das populações.

O ministro da Ciência e Tecnologia disse ainda que a Vila do Milénio é por excelência um espaço associativo em que os membros da comunidade a vários níveis discutem sobre os problemas que afectam o seu desenvolvimento, identificam e partilham experiências ou soluções que implementadas em conjunto e de forma concertada contribuem para a melhoria da qualidade de vida de toda a comunidade.

Augusto Pelembe, que trabalhou na província da Zambézia entre os dias 23 e 25 do último mês, afirmou ter registado com muito apreço a mensagem do Comité de Desenvolvimento Local que claramente espelha as grandes realizações resultantes do trabalho desenvolvido pelos membros da comunidade de Malua nas áreas de agricultura, saúde, educação, água e saneamento, HIV/SIDA e género, entre outras.

Ainda em Malua, o timoneiro do MCT visitou o Centro de Saúde local reabilitado e apetrechado pelo Programa Nacional Vilas do Milénio, no quadro do programa de melhoria da saúde materna infantil.

Louis Augusto Pelembe orientou também um encontro de balanço das actividades desenvolvidas pela Delegação Provincial de Ciência e Tecnologia da Zambézia, onde destacou a importância do conhecimento científico e tecnológico para o desenvolvimento social e económico do país, e em particular da província da Zambézia.

Visitou igualmente três inovadores baseados na cidade de Quelimane, nomeadamente Salé Gulamo Mussage, Milton Manuel de Gussule e Timóteo Francisco Castiano, inovadores de máquina de produção de blocos estabilizados, bicicleta táxi e “Take Away” móvel e emissor da rádio denominado Rádio Zambeze, respectivamente.

De referir que o Programa Vilas do Milénio está em implementação em Chibuto e Lionde, na província de Gaza, Itoculo e Lumbo, em Nampula, e Malua, na Zambézia, contando com apoio financeiro do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD), do Japão e Portugal, e Chitima, na província de Tete, com o financiamento da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

Últimas Notícias Hoje

Preços dos combustíveis podem subir devido a conflitos internacionais

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou na província de Gaza, que a guerra em curso no Médio Oriente, envolvendo Irão, Israel e Estados...

Homem dado como morto e volta à vida após 5 horas na Sibéria

Um homem foi reanimado depois de ter permanecido cerca de cinco horas em estado de morte clínica sob temperaturas de -20°C na região da...

Governo extingue institutos e lança Escola de Governação

O Conselho de Ministros de Moçambique aprovou a criação de uma nova Escola de Governação, uma medida que representa mudanças significativas na formação de...

Donald Trump volta a criticar Papa Leão XIV sobre guerra no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV na madrugada desta quarta-feira, 15 de Abril, por meio das...