Os cientistas conseguiram ampliar os locais que impulsionam a necessidade de nicotina e viram que uma conexão mental feita quando o fumador pode fumar aumenta significativamente o desejo de o fazer.

Descobriram ainda que ao interromper aquela conexão – através de estimulação magnética -, o viciado ficava com maior capacidade de controlar os seus desejos.

“As descobertas podem levar ao desenvolvimento de tratamentos para o vício do tabaco e outros”, porque permitiram localizar as partes exactas do cortex frontal que estão envolvidas, disse o investigador Takuya Hayashi à agência France Presse.

Hayashi, do RIKEN Centre for Molecular Imaging Science do Japão, referiu que o estudo em que participou “mostra que o desejo de fumar não tem apenas a ver com o facto de o fumador estar a ficar sem nicotina”.

Adiantou que os fumadores entre o pessoal de cabine dizem que sentem maior vontade de fumar à medida que se aproxima a hora de desembarque, independentemente de os voos serem de longa distância ou não.

Imagens de ressonância magnética mostraram que duas zonas no córtex frontal, a parte do cérebro que controla a tomada de decisões, interagem e aumentam o desejo de fumar, segundo o estudo realizado em conjunto com Alain Dagher do Montreal Neurological Institute da Universidade McGill no Canadá.

A investigação foi publicada na revista norte-americana PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences.