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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Militares prometem manter bloqueio aos projectos em Nacala

Militares prometem manter bloqueio aos projectos em Nacala

As palavras do director-geral do GAZEDA soaram como um tiro contra as hostes militares e o Ministério da Defesa quer levar a “guerra” até às últimas consequências. E como quem tem armas sempre tem razão, os estratégicos talhões Nacala continuam bloqueados até que se negocie uma nova saída.

O ministério da Defesa não gostou de ouvir o director-geral do GAZEDA dizer que a zona de servidão militar deve ser reformulada e que já há uma decisão do governo para transformar o aeródromo militar de Nacala em aeroporto civil. Os recados de Danilo Nalá só serviram para extremar posições e o ministério da Defesa diz que vai entrar na linha de combate até ao fim.

Fontes ligadas ao processo avançaram a nossa fonte que o ministério da Defesa mantém-se inflexível e vai continuar a impor o embargo aos projectos levantados à volta da base aérea de Nacala, à luz do Regulamento de Servidão Militar.

Nos corredores de coordenação do Ministério da Defesa existe o entendimento de que a cintura da base aérea ainda é parte integrante do quartel, mesmo com a aprovação de uma resolução que transforma a unidade num aeroporto civil.

A 27 de Abril de 2010, na sua 15.ª Sessão de Conselho de Ministros, o governo apreciou e aprovou duas resoluções para acomodar a Zona Económica Especial de Nacala. A primeira resolução estabelece a desafectação do Aeródromo Militar de Nacala do ministério da Defesa Nacional e sua afectação à empresa Aeroportos de Moçambique.

A base aérea é, essencialmente, sustentada por um aeródromo militar, que garante o exercício e manobras no ar. Ao passar a infra-estrutura para as mãos da empresa Aeroportos de Moçambique, cessa o papel do ministério da Defesa e das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

O Governo aprovou ainda uma resolução que visa transformar o aeródromo militar de Nacala em Aeroporto Internacional para satisfazer a demanda dos grandes investimentos em curso na região norte do país, considerando que a zona de Nacala, na província de Nampula, se afigura como um importante ponto estratégico para o desenvolvimento socioeconómico devido às potencialidades que oferece.

Estampadores de matrículas acusam Alfândegas de “apadrinhar” ilegalidades

Estampadores de matrículas acusam Alfândegas de “apadrinhar” ilegalidades
Os estampadores oficiais de matrículas para viaturas na cidade de Maputo acusam as Alfândegas de Moçambique de violar regras de concorrência, ao permitir que uma empresa do sector funcione no interior das instalações do Terminal Internacional de Automóveis, TIAUTO, localizado no bairro da Machava, no Município da Matola.

É que para além da referida empresa estar a funcionar no interior da TIAUTO em regime de monopólio, todas as viaturas que passam por este terminal são “obrigadas” a estampar as matrículas dos seus veículos com aquele operador, facto que, na óptica dos restantes operadores, é injusto e até, de certa forma, ilegal, na medida em que os restantes não beneficiam desta protecção das alfândegas.

São no total 14 empresas licenciadas pelo Governo, através do  Instituto Nacional de Transportes Terrestres, INATER, para o exercício da actividade de estampamento das novas matrículas em vigor no país.

Face ao aparente monopólio detido pela empresa que funciona no interior da TIAUTO, os mesmos dizem estar à beira da falência, na medida em que não há negócio.
O assunto já se arrasta há dois anos e parece não haver solução à vista.
As empresas lesadas por este negócio obscuro dizem que investiram milhões de meticais para aquisição de equipamento.

“Só com a compra de equipamento, gastámos mais de um milhão de meticais.  Ainda estamos a pagar ao banco. Mas, sem negócio, não sabemos como liquidar o empréstimo”, desabafa um dos estampadores oficiais na cidade de Maputo.

Entretanto, o Instituto Nacional dos Transportes Terrestres, INATER, por sinal instituição que licenciou várias empresas para este tipo de actividade, diz que as preocupações apresentadas podem ser legítimas mas lamenta o facto do assunto ter ido parar nos órgãos de comunicação social antes de ser canalizado às instituições competentes.

“Estamos a ser colhidos de surpresa. Não sabíamos do problema. As empresas que se dizem lesadas nunca se aproximaram para expor o assunto, embora tenham os nossos contactos”, explicou Aurélio Cossa, engenheiro mecânico do INATER.

Contudo, Cossa prometeu investigar o caso e tomar as devidas medidas previstas no decreto que regula esta actividade.

Verónica Macamo visita vítimas das cheias

Verónica Macamo visita vítimas das cheias
Durante a sua permanência nas zonas afectadas, a presidente da Assembleia da República vai manter encontros com as autoridades governamentais e entidades envolvidas na mitigação dos efeitos das enxurradas, inteirar-se da magnitude das cheias e inundações no local e obter informações sobre as medidas adoptadas para a mitigação desta calamidade no que concerne à acomodação dos desalojados, sua assistência alimentar e disponibilização de cuidados sanitários.

Manifestar o sentimento de solidariedade para com as populações afectadas, encorajá-las a continuarem a acatar as recomendações do Governo, visando a prevenção das calamidades naturais e a assistência as vítimas, bem como encorajar as autoridades locais, organizações não-governamentais, parceiros de cooperação e todas as entidades envolvidas na mitigação desta calamidade para prosseguirem com os esforços de apoio e assistência às vítimas são outros propósitos desta deslocação de Verónica Macamo às zonas afectadas pelas cheias nas províncias de Gaza e Inhambane.

Depois de escalar Gaza, Verónica Macamo vai, na próxima quarta-feira, 13 de Fevereiro, escalar a província da Zambézia, com o mesmo propósito.

Enquanto isso, a Comissão Central de Ética, recentemente empossada, promove esta manhã uma conferência de Imprensa para apresentar os seus órgãos sociais, bem como as modalidades que vão nortear a sua organização e funcionamento.

A conferência de Imprensa, que terá lugar na sede do Parlamento, será orientada pelo porta-voz da Comissão, o reverendo Jamisse Taimo.

Refira-se que cabe à esta comissão a administração do sistema de conflitos estabelecidos por Lei; a avaliação e fiscalização da ocorrência de situações que configurem conflito de interesses e a determinação de medidas apropriadas para a sua prevenção e eliminação, incluindo a apresentação de queixa ou participação criminal junto do Ministério Público, receber e dar andamento às denuncias públicas relativas a situações de conflitos de interesses, devendo deliberar sobre elas ou remetê-las aos órgãos competentes para a promoção do procedimento disciplinar ou criminal.

Partido no poder encoraja o Governo

 Partido no poder encoraja o Governo

Reunida quarta-feira última em Maputo, em VI sessão ordinária, a Comissão Política fez tal encorajamento depois de ser informada do estágio actual das cheias e inundações no país, saudando o Governo pelo apoio multiforme e pelos meios disponibilizados para o resgate e socorro das populações afectadas.

Na mesma sessão, a Frelimo saudou o povo moçambicano pela forma como respondeu ao apelo de solidariedade, de moçambicano para moçambicano, em apoio às famílias afectadas pelas cheias e inundações.

Lamentou a perda de vidas humanas e solidarizou-se com as populações afectadas endereçando condolências às famílias enlutadas.

A Comissão Política saudou o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades Naturais (INGC), as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), a Cruz Vermelha de Moçambique (CVM), órgãos de comunicação social, quadros da Saúde, obras públicas, agentes económicos e outras ligadas à sociedade civil pelo seu engajamento no resgate, no reassentamento e apoio multifacetado prestado às populações afectadas pelas calamidades.

As saudações estenderam-se ao Governo da África do Sul pelo pronto apoio prestado em meios aéreos e bens alimentares, que ajudaram a mitigar o impacto das calamidades naturais.

Nesta sessão foi igualmente informada sobre o estágio actual das actividades da UNA (Universidade Nachingweia), com vista ao início das aulas e saudou o trabalho até então realizado.

Exortou também o povo moçambicano para que se mantenha vigilante e denuncie às autoridades situações de desinformação e outras que possam perturbar a ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Zambézia – Nicoadala: Insuficiência alimentar nos centros de acomodação

Zambézia - Nicoadala: Insuficiência alimentar nos centros de acomodação
As mães entrevistadas pela nossa Reportagem afirmam que quase não conseguem pregar sono, ficando toda a noite com lenços na mão, esforçando-se em afugentar os mosquitos. Referiram que mesmo assim, um curto pestanejar dos olhos, é suficiente para o filho ser picado pelo principal agente causador da malária.

A nossa Reportagem, que esteve nos últimos três dias nos quatro centros de acomodação, viu muitas mulheres e crianças com corpo cheio de borbulhas, resultantes de picadas de mosquitos. Devido ao vector propagador da malária, tanto as crianças como as suas mães não conseguem apanhar sono e, quando amanhece, ficam cheias de sono e fome devido à escassez de comida, passando quase todo o dia a dormir e a chorar de fome.

 A maior parte dos desalojados queixa-se de malária por falta de redes mosquiteiras e de insuficiência de comida, uma situação que afecta as crianças que deveriam ter, no mínimo, três refeições diárias mas acontece o contrário, havendo casos de pessoas que ficam um dia sem se alimentarem.

 A nossa Reportagem testemunhou o facto nos centros de acomodação Nhanguo e EPC Josina Machel, na localidade de Licuar, onde se encontram mais de três mil pessoas. As mulheres e crianças que conversaram com o nosso Jornal afirmaram que no Centro de Acomodação de Nhanguo, com 1300, oitenta por cento dormem ao relento por falta de espaço no interior da igreja local. Esta situação, segundo Ilda Moisés, está a prejudicar a saúde das crianças pelo facto de estarem expostas ao mosquito, principal vector e propagador da malária.

“Nas noites fica difícil pregar um sono. Como mãe tenho de ficar com um lenço nas mãos para afugentar os mosquitos e, quando, amanhece a preocupação é outra; procurar comida. Aqui nos dão um copo de arroz para uma família constituída por cinco pessoas”, disse a nossa entrevistada.

Fernando David, responsável daquele centro, explicou à nossa Reportagem que, das 1300 pessoas que se encontram no local, apenas trinta é que receberam redes mosquiteira. Segundo ainda a fonte, a comida é insuficiente apesar do abastecimento diário nos últimos três dias.

Dois Copos de Arroz por Família 

As pessoas que estão no Centro de Acomodação EPC Josina Machel partilham a mesma preocupação de doenças e insuficiência de comida. Apesar de todas elas estarem albergadas em salas de aula, estas não possuem redes mosquiteiras.

Perto do centro corre o rio Licuar e há um grande potencial de degradação ambiental que propicia a reprodução do mosquito. No local conversamos com Pinto Francisco, Chefe de Higiene, o qual lamentou a insuficiência de comida e das redes mosquiteiras.

“Eu e a minha família recebemos dois copos de arroz e dois peixes carapau. O meu agregado é constituído por cinco pessoas, como posso alimenta-las todas durante um dia com essas quantidades?”, questionou aquele cidadão.

Entretanto, o governo provincial da Zambézia criou mais um centro de acomodação no distrito de Nicoadala. Trata-se do Centro de Acomodação 4 de Outubro com mais de 1000 desalojados e as operações de salvamento de pessoas sitiadas pelas águas continuam, apesar da tendência destas baixarem. Por exemplo, as casas que estavam inundadas na sede da localidade de Licuar já estão habitáveis e mesmo o caudal do rio baixou consideravelmente.

Os desabrigados reivindicam ainda as condições de higiene e saneamento. No Centro de Acomodação EPC Josina Machel, por exemplo, as latrinas construídas não estão vedadas e, no local, há pessoas de diferentes idades, o que provoca um sério constrangimento. No centro de Nhanguo o responsável pede mais tendas, lonas e rolos plásticos.

A situação de emergência afecta nove mil pessoas na província da Zambézia. Há indicações de voltar a cair chuva nos próximos dias que deverão afectar principalmente a cidade de Quelimane, onde vinte e cinco famílias estão directamente afectadas e se encontram num centro de acomodação.

Cheias em Gaza: Afectados clamam por tendas e sementes

Cheias em Gaza: Afectados clamam por tendas e sementes
As preocupações foram ontem apresentadas pelo administrador daquele distrito, Alberto Libombo, durante a visita da Primeira-Dama, Maria da Luz Guebuza, ao centro de acomodação de Chihaquelane, o maior dos nove que funcionam naquela região de Gaza.

Embora, um significativo número de agregados familiares continue ao relento por falta de tendas ou lonas, o maior desafio das autoridades neste momento é alocar insumos agrícolas à população para que possa urgentemente aproveitar a humidade dos solos e recuperar a produção levada pelas inundações.

Se há duas semanas, a preocupação era como alimentar as cerca 12.300 famílias, num total de 78.400 cidadãos, que se encontram em Chihaquelane, a mais ou menos 25 quilómetros de Macia em direcção a vila de Chókwè, hoje as frentes são outras e têm uma visão futurista, dado que incluem material de construção e parcelamento de talhões. O drama de falta de comida vem sendo colmatado pela intervenção de vários parceiros, entre agências internacionais e empresários nacionais.

Alias ontem, um grupo de empresários sedeado na cidade de Maputo, em parceria com o Gabinete da esposa do Presidente da República, ofereceu 50 toneladas de produtos alimentares diversos, materiais de higiene, roupas e material escolar aos afectados pelas cheias acolhidos naquele centro.

A chegada do donativo, transportado em 16 camiões e algumas viaturas turismo, foi bastante ovacionada pelos afectados, que, tendo perdido quase tudo nas cheias de Chókwè e de outras regiões circunvizinhas, dependem da boa vontade dos restantes moçambicanos e não só para reerguer as suas vidas praticamente do zero.  

Falando aos afectados, Maria da Luz Guebuza, reiterou que ainda não é chegado o momento de voltarem às zonas de origem porque isso pode gerar mais desgraças, uma vez que continuamos na época chuvosa.
Aconselhou a população a acompanhar os avisos e alertas das autoridades e a cuidarem devidamente das acrianças, mulheres grávidas e idosos.

“Apesar da situação em que se encontram, os pais devem velar pelas crianças para que continuem a estudar”, disse acrescentando que “tenham coragem e esperança para reconstruir tudo que perderam”.

Por sua vez, Alberto Libombo, disse que foi identificada uma área de 20 hectares em Chihaquelane, onde já foram parcelados pouco mais de 130 talhões. A ideia é atribui-los aos residentes das zonas baixas de Chókwè, cujas casas foram totalmente destruídas pelas águas do Limpopo.

Falou ainda de outras zonas em Hokwe e Mapapa, onde se prevê urbanizar para reassetar os afectados agora em Chihaquelane, estando-se agora a mobilizar os parceiros para ajudar as vítimas em materiais de construção.

Zambézia: Mais mordeduras caninas

Zambézia: Mais mordeduras caninas
Falando na sessão do governo provincial da Zambézia, Luísa Cumba, disse que durante o ano passado, foram registados pelas autoridades sanitárias 1476 casos de mordedura canina.

Aquela responsável disse, sem adiantar números, que a cidade de Quelimane lidera a lista com mais casos, o que implica, uma maior coordenação sectorial entre a Saúde, Agricultura, Concelho Municipal e Educação para identificação e abate de cães vadios, bem assim na promoção da sensibilização das comunidades para vacinarem os seus animais.

Cumba disse ainda que, só na primeira quinzena do mês passado, foram registados 38 novos casos e, uma vez mais, Quelimane está no topo das urbes com mais casos. A directora do pelouro da Saúde disse que o sector tem vindo a promover educação sanitária junto das comunidades, transmitindo as formas de prevenção e cuidados a tomar assim que uma pessoa for mordida pelo cão.

Entretanto, a cidade de Quelimane, possui muitos cães vadios que andam à solta. Os edifícios onde funcionam os gabinetes do governador provincial e do presidente do Conselho Municipal da cidade de Quelimane são exemplos disso. Os cães vadios não abatidos multiplicam-se e pulam nas imediações daqueles locais, o que provoca um sério constrangimento aos funcionários e cidadãos que se dirigem para aquelas instalações para tratar de assuntos do seu interesse.

Próximo dos edifícios atrás mencionados encontra-se a Escola Primária Completa de Quelimane. As crianças estão expostas a riscos perante um olhar cúmplice das autoridades municipais e da Agricultura, que deveria promover uma campanha de abate de todos os cães vadios que pululam na urbe.

Mais gente em Chihaquelane

Mais gente em Chihaquelane
Dados transmitidos ontem a partir do terreno dão conta que estão neste momento, naquele centro, 104 mil pessoas número que supera as cerca de 70 mil pessoas contabilizadas na semana passada. Esta situação ocorre numa altura em que a situação geral no distrito tende a melhorar porque as águas baixaram significativamente.

As autoridades preocupadas com elevada concentração de pessoas numa área muito circunscrita temem que esta situação resulte na propagação de doenças de vária ordem entre as quais a cólera que implicará esforços adicionais para a cura.

Ana Cristina, oficial do INGC, disse, a partir do local, que algumas destas pessoas estavam ao longo da estrada e outras são atraídas pelas caravanas de ajuda que, volta e meia, tem Chihaquelane como ponto de chegada.

Segundo as autoridades gestoras das calamidades, a concentração da ajuda em Chihaquelane, faz parecer que o drama atingiu apenas aquelas pessoas enquanto existem outras tantas  noutros centros abertos por causa destas cheias dentre os quais em Xai-Xai, Chilembene, Guijá, Macia e Chibuto.

Para minimizar um possível drama sanitário numa área não preparada para acolher tanta gente, as autoridades estão já a diligenciar no sentido de começar o processo de distribuição de talhões e dos kits para a construção de habitação o mais rápido possível.

O único senão neste momento prende-se com a indisponibilidade de estacas devido ao problema das vias de acesso para o norte de Gaza. Por isso mesmo, está-se a diligenciar para que as mesmas sejam adquiridas na província de Inhambane.

Em Chihaquelane persiste o drama das latrinas. Até ontem eram contabilizadas apenas 170, algumas das quais chegaram a ser vandalizadas com a retirada das estacas e lonas que as circundavam.

O problema que prevalece neste ponto tem a ver com o facto de os populares exigirem remuneração para o seu envolvimento na construção de latrinas.

Enquanto isso, as autoridades prosseguem a distribuição de comida nos centros de acomodação abertos em resultado deste infortúnio e, onde ainda não é possível chegar devido ao mau estado das vias de acesso, recorre-se a ponte aérea.

Um total de 135 mil pessoas tinham sido assistidas pelo Programa Mundial de alimentação em Chókwè, Guijá, Chicualacuala, Chibuto, Macia e Xai-Xai.

Zambézia – Mocuba: Nem obras de emergência resolvem questão de água

Zambézia - Mocuba: Nem obras de emergência resolvem questão de água
As obras de emergência, que iniciaram em finais de Setembro último, consistem, fundamentalmente, em intervenções consideradas pontuais como, por exemplo, a reabilitação da estação de tratamento, colocação de novas bombas, sistema de decantação de água por forma fornecer o precioso líquido vinte e quatro horas e aumentar a produção dos actuais mil trezentos metros cúbicos para mais 2880 metros cúbico para elevar a capacidade para 807 novas ligações.
A obra de emergência, que está a ser executada por uma empresa polaca, a PBG SAS, tem como previsão para sua conclusão em Março do próximo ano mas ao que tudo indica as mesmas poderão sofrer um adiamento.
A nossa Reportagem que trabalhou há dias naquela cidade deslocou-se à estação de captação e bombagem para se inteirar do trabalho em curso tendo observado que o problema é grave, nomeadamente vimos munícipes a disputar espaço. Enquanto uns, lavavam a roupa, outros lavavam a loiça, tomavam banho, outros cartavam água para as necessidades diárias e outros ainda lavavam viaturas no mesmo local.
O Presidente do Concelho Municipal de Mocuba, Rogério Gaspar, disse que com a actual situação, associada às chuvas que inundaram latrinas e casas, a saúde pública está em perigo, o que inferniza a vida daqueles cidadãos.
Segundo ainda Rogério Gaspar, a actual rede, considerada obsoleta, está ser gerida pela empresa Água de Mocuba que enfrenta vários problemas de gestão do sistema, para além de que ele funciona a conta gota, ou seja, se jorrar água hoje nas torneiras dos munícipes podem ficar noutros dias ou meses sem água, sendo a única salva vida o recurso aos rios Licungo e Lugela que atravessam a urbe.
O Concelho Municipal local tem apoiado a empresa na compra de algumas componentes, nomeadamente electrobombas, cloro para o tratamento de água, entre outros. Todavia, o sistema está constantemente a avariar, o que tira sono ao executivo de Rogério Gaspar, que, desta vez, quis dizer tudo o que sentia ao Ministro das Obras Públicas e Habitação ao afirma que a reabilitação não vai resolver a promessa de levar água de qualidade aos munícipes daquela urbe, onde todos os caminhos se cruzam e Moçambique se abraça.
Consumidores Agastados
Na estação de captação e bombagem a nossa Reportagem conversou com alguns munícipes sobre como têm vivido a crise de água. Amélia Trindade, 30 anos de idade, encontrava-se no local com a filha com dois recipientes para cartar água no rio Lugela. Explicou que a água depois de retirada no rio mesmo fervendo-a e tratando-a com Certeza não muda de cloração e, qualquer individuo que for à sua casa pedir a água para matar a sede, sente alguma estranheza pela tonalidade de café misturado com leite. “ Se nos prometeram água durante a campanha eleitoral, então, é obrigação do governo resolver o problema; não há desculpas aqui”, disse a nossa entrevistada visivelmente agastada com a situação.
Um outro munícipe abordado pela nossa Reportagem no local é Julião Marques de Azevedo, empresário de restauração. Afirmou que nas torneiras do seu restaurante não jorra água há 20 anos e viu-se obrigado a montar um sistema para dar água para tomar banho aos seus clientes e lavagem das mãos. Disse que, mesmo assim, para o referido sistema funcionar é preciso ir com o seu tractor e tambores maiores no rio Licungo para cartar água. “Já tive clientes que compraram água mineral para tomar banho porque desconfiaram a que saia do chuveiro”, disse para depois acrescentar que a situação de água em Mocuba é grave e se o hospital rural não fica abarrotado de doentes com diarreias, “só porque Deus é que protege os seus filhos”.

Chuvas e valas entupidas: As fraquezas da Mafalala

Chuvas e valas entupidas: As fraquezas da Mafalala

Situado no distrito municipal KaMfumo, o bairro da Mafalala sofre muito após a queda da chuva. O nível freático encontra-se elevado. Nos últimos anos, o bairro era apontado como sendo um dos pontos por onde iniciava a cólera na capital moçambicana devido ao deficiente saneamento do meio, algo que não se verifica desde o ano de 2011.

Contudo, ainda há focos de lixo e água suja que perigam a saúde dos cerca de 23 mil moradores. Márcia Alzira, 20 anos, é uma das residentes do quarteirão 33 que mais corre risco de contrair doenças diarreicas e malária.

Esta jovem e o marido vive com outras 10 pessoas, há sensivelmente um mês, num compartimento feito de madeira e zinco quase que a cair aos pedaços. A casa deixa entrar água quer do tecto, quer das paredes. Mas também do chão devido ao nível freático daquela zona residencial. O espaço pertence a uma cidadã que vive próximo. Para residir nesta casa, cada elemento paga 100 meticais por mês.

Quando a nossa Reportagem visitou esta família, na semana passada, encontrou a Márcia a tentar livrar-se da água suja que inunda o espaço que serve de quarto e cozinha. Já cansada reclama: “Está a ser impossível acabar com esta água. Tento tirar com o balde mas em vão. O pior é que, ultimamente, está água cheira mal”.

Para preparar as refeições e dormir, Márcia e companheiros, alguns dos quais amigos e outros desconhecidos, fizeram arranjos. Alguns colocaram pneus e por cima uma chapa de zinco para servir de cama. Outros, como ela e o marido, têm como base do colchão uma sanita quebrada e pedras. O fogão a carvão é colocado entre a água suja. Esverdeada. No local, não há quem possui rede mosquiteira e produtos para tratar água e conserva-la. Entre os que vivem nesta casa, alguns já têm diarreia.

“A casa de banho está em péssimas condições. Está alagada. O que me preocupa é que algumas pessoas que vivem nesta casa já têm diarreia”, observa Márcia, única mulher no grupo.

Divulgados resultados das admissões na UP

Divulgados resultados das admissões na UP
Entre as inovações, a instituição destaca o facto de os resultados poderem ser consultados através de mensagens telefónicas, sms.

Uma nota daquela instituição de ensino indica que para um dado candidato saber da sua situação basta entrar no campo de mensagens de um telefone celular e digitar UP Espaço Nº do Candidato e enviar para o número 92070 na rede 82 ou 84. Os resultados estão também disponíveis na página www.up.ac.mz.

Na comunicação social: “Notícias” quer mais liderança

Na comunicação social: “Notícias” quer mais liderança
Falando na abertura da IV Reunião Nacional da empresa, que decorre nas instalações da UniLúrio, Esselina Macome nomeou ainda como um dos desafios a ter em conta ver os jornais “Notícias”, “Domingo” e “Desafio” em primeiro lugar, marcando a diferença e cumprindo o seu papel social de formar e informar a sociedade moçambicana.

“Quando olhamos para a posição cimeira que a Sociedade do Notícias, SA, ocupa em Moçambique, quando somos confortados com a sucedida história que caminha velozmente para completar 100 anos, todos nós temos que ter uma postura de tremenda responsabilidade para com o futuro da empresa”, realçou Esselina Macome.

Por sua vez, o Administrador-Delegado, Jorge Matine, apresentou o relatório anual de actividades referente a 2012, assinalando terem sido registados avanços não só na melhoria dos conteúdos editoriais, bem como deu a conhecer os progressos registados nas áreas gráfica e comercial.

Ainda ontem o encontro debateu os informes sectoriais das áreas editorial, administrativa, financeira e comercial, para além de ter passado em revista o grau de cumprimento das realizações ocorridas desde o último encontro do género realizado no ano passado em Bilene, na província de Gaza.

A reunião termina hoje, depois de passar em revista assuntos relativos à informatização e jornais on-line, situação social dos trabalhadores e a apresentação do plano estratégico da empresa.

Amanhã está agendada uma deslocação à histórica Ilha de Moçambique, Património da Humanidade decretado pela UNESCO em Setembro de 1991, onde os responsáveis da Sociedade do Notícias, SA, vão poder entrar em contacto directo com a rica história e cultura daquele ponto do país.

Nova vaga de chuvas à vista: Áreas de inundações devem ser desocupadas

Nova vaga de chuvas à vista: Áreas de inundações devem ser desocupadas
Estes impactos, segundo Rute Nhamucho, chefe do Departamento de Recursos Hídricos na Direcção Nacional de Águas, poderão se fazer sentir em território nacional a partir do próximo domingo.

Na análise feita por Sérgio Buque, do Instituto Nacional de Meteorologia, estas chuvas resultam da actividade da chamada Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que nos meses de Janeiro a Março é responsável pela abundante pluviosidade na região Centro/Norte do país e em nações como Zimbabwe, Malawi e Zâmbia.

É neste quadro que até o dia nove de Fevereiro esperam-se chuvas em regime forte e localmente muito fortes em Tete, Zambézia e parte sul da província de Nampula.

As trovoadas e chuvas fortes (mais de 50 milímetros em 24 horas) far-se-ão sentir com maior intensidade no norte de Tete (distritos de Zumbo, Marávia, Chifunde, Macanga, Angónia e Tsangano), extremo norte da Zambézia (distritos de Milange, Lugela, Namarrói, Gurué e Alto Molócuè) e sul de Nampula (Malema e Ribáuè).

Face a esta previsão, as autoridades na Zambézia estão a acelerar a retirada das pessoas das áreas de risco para os bairros de reassentamento e a intensificar a divulgação de medidas de prevenção.

Aliás, o director-geral do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), João Ribeiro, encontra-se desde terça-feira na Zambézia para com as autoridades locais articular os mecanismos de reforço das medidas de mitigação num quadro da crescente fragilidade devido à persistência das chuvas na região.

 Em termos gerais, segundo dados partilhados ontem na reunião do Conselho Técnico de Gestão das Calamidades em Maputo, Nampula, Zambézia, Inhambane, Gaza e Maputo são as províncias que ainda mantêm vivas as marcas da presente época chuvosa que afectou, em todo o país, 212.943 pessoas, das quais 151.122 estão nos centros de acomodação.

A província de Gaza, particularmente, é a mais afectada, porque as cheias assolaram o vale do Limpopo, bastante povoado, conhecidas que são as suas potencialidades agrícolas.

Basta dizer que mesmo num quadro de melhoria geral da situação (os níveis dos rios baixaram significativamente) continuam nos centros de acomodação 140.213 pessoas, um quadro motivado pelo facto de a maioria ter perdido tudo, tendo que recomeçar a vida preferencialmente em zonas consideradas seguras.

No terreno os esforços estão direccionados para o programa de reassentamento, identificação de áreas e parcelamento de terra para início do processo de reconstrução e recuperação dos deslocados.

No entanto, ainda prevalecem alguns desafios, nomeadamente no que se refere às infra-estruturas, cuja recuperação vai levar tempo, apesar da urgência que já se sente, particularmente no que se refere às vias de acesso, que permitem a movimentação de pessoas e bens.

Basta referir que devido ao mau estado das vias carvoeiros há que continuam retidos nas zonas de corte, muitas delas situadas a norte de Gaza, porque ainda não é possível transportar a mercadoria para os grandes centros de consumo situados na cidade de Maputo, onde o preço do carvão e lenha mostra sinais de incremento.

Nas zonas de reassentamento também faltam estacas para acelerar a construção de abrigos e também de latrinas. Neste momento estão em curso diligências para trazer aquele material de construção a partir da província de Inhambane.

Governo ratifica protocolo contra torturas

Governo ratifica protocolo contra torturas
O Governo de Moçambique aprovou, Terça-feira (5), na cidade de Maputo, a resolução que ratifica o protocolo facultativo à convenção contra a tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.

Trata-se de um instrumento jurídico internacional que visa assegurar um tratamento condigno às pessoas privadas da sua liberdade. A aceitação daquele instrumento, que poderá melhorar as condições dos cidadãos em estabelecimentos prisionais, ocorreu ontem durante a 1ª sessão ordinária do Conselho de Ministros (CM).

O vice-ministro da Justiça e porta-voz do Governo, Alberto Nkutumula, disse a jornalistas que com a aceitação do protocolo, serão criados mecanismos para que haja visitas regulares aos locais de reclusão, tanto por entidades nacionais, assim como internacionais ligados à defesa dos Direitos Humanos.

“Com a aprovação desta resolução, as organizações de defesa dos direitos humanos e a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas poderão visitar os estabelecimentos de reclusão, o que vai facilitar o controlo das condições de reclusão, garantindo, assim, a integridade física dos indivíduos presos” — afirmou Nkutumula, em conferência de imprensa.

Moçambique tem sido apontado como sendo um dos países em que os reclusos continuam a ser submetidos a tratamentos cruéis e desumanos. A Liga Moçambicana dos Direitos Humanos (LDH) tem vindo, anualmente, a denunciar este tipo de atitudes.

Com o protocolo facultativo, as autoridades acreditam que melhores dias se reservam para as pessoas privadas da sua liberdade.

Aliás, o porta-voz do Governo disse que já em 1991, um ano após a entrada em vigor da Constituição de 1990, Moçambique ratificou a convenção contra a tortura e tratamento cruel ou desumano, o que nessa altura era visto como comprometimento do Estado em garantir um dos direitos mais fundamentais do ser humano, que é a integridade física.

Ainda naquela que constitui a 1ª reunião oficial do Governo em 2013, foi apreciado o relatório da delegação que participou na cimeira extraordinária da “Troika” do órgão da SADC e da delegação moçambicana à 20ª sessão da Conferência da União Africana.

O Governo aprovou ainda o decreto que atribui poderes ao ministro das Finanças e aos órgãos e instituições do Estado para efectuarem alterações às dotações orçamentais.

Foram ainda aprovadas as resoluções ratificativas dos convénios de créditos com o Brasil, com o Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD) e com a Cooperação Islâmica.

Moçambique poderá ter PIB superior ao de Angola

As reservas de gás natural e de carvão podem tornar Moçambique numa das referências mundiais do sector energético nos próximos 10 anos, atingindo, nesse período, um PIB igual ou superior ao de Angola, estimou hoje a consultora SPTEC Advisory.

Moçambique poderá ter PIB superior ao de Angola
A consultora da área da indústria do petróleo e do gás natural em África e no Médio Oriente, que prepara uma conferência sobre o tema para maio em Maputo, lembra que, em 2012, os operadores em Moçambique anunciaram descobertas de gás natural de mais de 100 triliões de pés cúbicos (2.900 biliões de metros cúbicos), rondando as reservas de carvão as 23.000 milhões de toneladas.

`Moçambique tem hoje reservas de gás suficientes para fornecer a Alemanha e a França durante cerca de 20 anos e as reservas de carvão podem abastecer, ao ritmo actual, o mercado da União Europeia durante cerca de 25 anos´, afirma Roger Carvalho, presidente executivo da SPTEC Advisory.

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Morreu o guitarrista Chico Ventura

Perdeu a vida na madrugada da última segunda-feira na cidade de Nampula, vítima de doença, o músico e guitarrista Chico Ventura.
Morreu o guitarrista Chico Ventura

Ventura, natural da cidade da Beira, no centro do país, notabilizou-se no mundo musical na década de oitenta, quando participou na criação de bandas musicais como Eyuphuro, onde tocou ao lado de nomes como Salvador Maurício, Gimo Abduremane e Zena Bacar, para além dos Massukos.

Com Chico Ventura, os Eyuphuro gravaram o seu primeiro CD “Mama Mosambique”, para além das inúmeras viagens pelos quatro cantos do mundo. Das músicas que constam deste álbum se pode escutar a mestria do Chico Ventura e o seu estilo único de tocar a guitarra solo sem “descasar” com os ritmos tradicionais da província de Nampula e os instrumentos tradicionais que eram a marca dos “Eyuphuro”.

Terminada a sua aventura nos “Eyuphuro”, Chico Ventura partiu para uma nova aventura, desta feita na província do Niassa, onde continuou a partilhar as suas qualidades com os músicos daquela cidade. Foi assim que conviveu com os Massukos durante os primeiros anos da sua formação como agrupamento musical. Anos mais tarde regressaria a Nampula para lá se instalar definitivamente.

O músico, que nos últimos tempos andava ausente das lides musicais por não gozar de boa saúde, morre aos 54 anos de idade deixando viúva e dois filhos.

O funeral, segundo fontes familiares, realiza-se hoje no Cemitério Novo.

Crime violento regressa a Manica

A província de Manica, no centro do país, é palco, nos últimos tempos, de crimes violentos de natureza e gravidade diversa. Assassinatos, assaltos à mão armada, morte a pistolada de agentes económicos, agressões físicas, roubo ou furto de bens, são alguns dos crimes que ocorrem com mais frequência nos últimos dias naquela província. A cidade do Chimoio apresenta as mais altas taxas de assaltos e homicídios com o recurso a armas de fogo.
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Agostinho Rututo

Devido a este fenómeno, que tende a recrudescer, o Procurador Chefe provincial de Manica, Agostinho Rututo, apelou para a necessidade de as autoridades da lei ordem e a população em geral, redobrarem esforços visando a contrariar a tendência ascendente da criminalidade, identificando melhores métodos visando a sua prevenção e combate.

“Manica registava sim crimes de pequena monta, mas agora a situação é complicada. Voltamos a registar assaltos à mão armada em pleno dia. E há uma inovação: as vítimas dos últimos assaltos são agentes económicos, de preferência de nacionalidade estrangeira” – disse Agostinho Rututo.

Na sequência destes tipos de crimes, nos últimos dois meses, segundo reconheceu o procurador, pelo menos três comerciantes estrangeiros foram baleados mortalmente, em igual número de assaltos a mão armada, sendo dois paquistaneses e um britânico, que foram baleados a queima-roupa e despojados de avultadas somas de dinheiro.

Por isso, segundo Rututo, o combate contra este mal, exige o envolvimento de todos os segmentos da sociedade, desde as populações, em geral, até às lideranças comunitárias, as quais devem servir de elos fundamentais de apoio às forças de defesa e segurança nas suas actividades operativas e punitivas.

Disse não serem claras as causas que levam ao ressurgimento destes comportamentos desviantes e violentos, considerando que acção está a contribuir para desacreditar o esforço tremendo que está a ser desenvolvido pelas forcas de defesa e segurança, no quadro do combate a criminalidade.

“Verificamos com preocupação que o crime violento voltou a recrudescer na província. A cidade de Chimoio lidera as situações de assalto à mão armada, com a diferença também de que esses assaltos decorrem de dia” – disse o procurador para quem “o combate contra este fenómeno, constitui o nosso maior desafio como Ministério Público neste ano de 2013.

Em coordenação com as forças de defesa e segurança, a população, a sociedade civil e as lideranças comunitárias a vários níveis, segundo Rututo, devem fazer um trabalho exaustivo visando denunciar, punir e neutralizar os infractores que ameaçam a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas na província.

Para além destes escalões, o procurador disse ser necessário envolver, para além dos governos distritais, os dos postos administrativos e localidades. Afirmou que o criminoso é membro da sociedade e das famílias pelo que vive com as pessoas. São essas pessoas que devem denuncia-lo.

Na sua opinião, cada governo local, líder comunitário e autoridade tradicional, deve controlar a sua área de jurisdição do ponto de vista de quem vive aonde, o que faz e dai poder denunciar eventuais delinquentes que estejam a morar e a perturbar as comunidades.

Em edificação laboratório de combate à mosca da fruta

Um novo laboratório regional destinado à produção de predadores da mosca da fruta vai ser edificado a partir deste ano na província de Manica.
Em edificação laboratório de combate à mosca da fruta

O empreendimento, cuja primeira pedra foi lançada semana finda pela governadora, Ana Comoane, visa operacionalizar o programa de multiplicação de predadores da mosca da fruta, como uma das medidas visando o combate à praga que afecta as regiões norte e centro do país, e com base na qual vigora, desde há mais de seis anos, um embargo generalizado do mercado da fruta, sobretudo da província central de Manica.

Na sequência deste embargo, a fruta produzida na província de Manica não pode ser vendida no sul do Save e muito menos ser exportada para a vizinha República da África do Sul. O projecto de edificação do referido laboratório está a ser financiado pelo Banco Mundial e a execução decorre em pareceria com a Universidade Eduardo Mondlane.

Com esta iniciativa, o Executivo pretende minimizar a disseminação da praga. Com efeito, segundo uma fonte da direcção provincial da Agricultura de Manica, o laboratório destina-se à produção e multiplicação dos referidos inimigos naturais da mosca da fruta, contribuindo assim para a redução da população destes insectos devastadores da produção frutícola.

A iniciativa, de acordo com a fonte, já está a ser implementada na província de Nampula onde já foi edificado um laboratório do género, representando a região norte, por sinal uma das mais flageladas pela praga ao nível nacional.

Através destes inimigos naturais, cujo nome não foi revelado, Moçambique pretende reduzir os machos da mosca da fruta e, desta forma, afectar a reprodução destes insectos, facto que irá contribuir para o controlo da praga que prevalece mais nas províncias de Manica, Sofala, Tete e Zambézia, onde está a afectar grandemente a economia dos camponeses que, em consequência, já não encontram mercado para a colocação da sua produção.

Ao nível das províncias afectadas, estão em curso programas integrados de controlo da doença, que inclui a inibição da circulação da fruta para as regiões não afectadas, como forma de evitar que a praga se espalhe por todo o país, tornando-se mais danosa ainda.

A integração das medidas de controlo da circulação dos produtos frutícolas constitui uma das alternativas eficazes encontradas até aqui para evitar que o problema se alastre pelo país todo. O agro-processamento, o recurso a mercados locais e regionais como o Zimbabwe foi outra alternativa pensada pelo Governo para dar vazão à produção, por exemplo, da província de Manica.

Na província de Manica, o embargo da fruta afectou significativamente o empenho dos camponeses na produção agrícola, havendo registo do apodrecimento de elevadas quantidades de mangas e bananas devido à falta de mercado e a desistência de operadores empresariais e familiares de produzir fruta.

O assunto de mosca da fruta tem vindo a ser tema de debates em vários fóruns, alimentando comentários inesgotáveis, não só entre os próprios técnicos do sector agrário, como e sobretudo no seio daqueles que se afirmam espantados pelas consequências do embargo, questionando se não haveria tanta ciência para tanta desestabilização da actividade produtiva.

Mais do que simples coro de lamentações, vários sectores da província têm defendido o empenho das autoridades do sector da Agricultura no país, com vista ao esclarecimento do caso, visando o levantamento do referido embargo ou o combate à praga, cujas consequências, extremamente dramáticas, afectam sobretudo as culturas de banana, manga e citrinos.

Reposta ligação eléctrica em Gaza e Inhambane

Foi restabelecido na noite de segunda-feira o fornecimento de energia eléctrica às províncias de Gaza e Inhambane, depois de uma interrupção de pouco mais de 12.00 horas verificado na sequência do rompimento de um dos condutores da Linha Sul (CL1) que fornece àquelas regiões.
Reposta ligação eléctrica em Gaza e Inhambane

A avaria, verificada na manhã de segunda-feira, foi causada por uma descarga eléctrica que incidiu sobre um dos condutores da linha, na zona de Bobole, distrito de Marracuene, por onde passa a linha.

O Porta-voz da Electricidade de Moçambique (EDM), Alberto Banze, explicou que o restabelecimento do fornecimento de energia àquelas províncias só ocorreu por volta das 21.00 horas de segunda-feira, quando foi concluída a reparação da avaria detectada.

“Ao concluirmos este processo, tivemos que fazer ensaios para nos certificarmos da garantia do trabalho e só depois é que ligamos a linha restabelecendo a corrente a todos os pontos por onde ela passa”, disse Banze.

Acrescentou que o corte no fornecimento de energia àquelas províncias trouxe prejuízos para empresa, mas que ainda era impossível quantificar estas perdas em termos numéricos.

“O grande prejuízo foi a interrupção no fornecimento de energia para os cerca de 130 mil clientes em todos os pontos por onde a linha passa”, referiu.

Refira-se que a linha CL1, de 110 quilovolts, parte da parte da Subestação do Infulene, em Maputo, numa extensão de 400 quilómetros. Neste percurso abastece as subestações de Xinavane, Macia, Lionde, Chicumbane e Lindela, em Inhambane, onde ela termina.

O nosso interlocutor garantiu que neste momento a empresa tinha a situação controlada e que não tinha sido detectada outra avaria na linha, não havendo mais motivos para alarmes.

A avaria na linha CL1 foi detectada na manhã de segunda-feira na Subestação do Infulene, quando um dos disjuntores accionou alertando a existência de irregularidade no quilómetro 71 da linha, na zona de Bobole.

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