Internacional Donald Trump volta a criticar Papa Leão XIV sobre guerra no Irã

Donald Trump volta a criticar Papa Leão XIV sobre guerra no Irã


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV na madrugada desta quarta-feira, 15 de Abril, por meio das redes sociais.

Em uma publicação, Trump pediu para que alguém avisasse ao pontífice que “o Irã matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses” e enfatizou que o fato de o Irã possuir uma bomba nuclear é “absolutamente inaceitável”.

Nos últimos dias, Trump tem direccionado suas críticas ao papa, especialmente após o pontífice se posicionar contra o conflito no Oriente Médio. O líder norte-americano declarou que não é “fã do papa Leão” e o considerou “fraco”, afirmando que o papa “não estaria fazendo um bom trabalho”.

Em resposta às críticas, o papa Leão XIV afirmou não ter medo de Trump e que continuará a se manifestar contra a guerra. “Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”, disse o pontífice.

Trump também gerou controvérsia ao publicar nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece como Jesus Cristo, curando um doente. A imagem foi posteriormente apagada, e ao ser questionado sobre o assunto, Trump afirmou que o post foi interpretado de forma equivocada, esclarecendo que não se tratava de uma representação de Jesus, mas sim dele próprio como médico.

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O presidente dos EUA deixou claro que não pediria desculpas ao líder da Igreja Católica pelas críticas. “Ele é muito contra o que estou fazendo em relação ao Irã, e não se pode ter um Irã nuclear. O papa Leão XIV não ficaria feliz com o resultado final. Acho que ele é muito fraco em relação ao crime e outras coisas, então não vou me desculpar”, reiterou.

Na terça-feira, 14 de Abril, o Vaticano divulgou uma carta na qual o papa Leão XIV alertou para o risco de democracias modernas escorregarem para uma “tirania maioritária” quando não são sustentadas por valores morais e uma visão ética da pessoa humana. Sem mencionar países ou governos específicos, o pontífice afirmou que a democracia “só se mantém saudável quando está enraizada na lei moral”. A troca de declarações entre Trump e o papa ressalta a crescente tensão entre a política americana e as posições éticas defendidas pela Igreja Católica em temas globais.

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