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Quarta-feira, Abril 15, 2026
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Estudo procura baixar perdas de muda de cajueiro

Estudo procura baixar perdas de muda de cajueiro

Segundo o coordenador do programa de pesquisa do caju no IIAM, Américo Uaciquete, os estudos recomendam que três dias antes do transporte das mudas do viveiro para o local definitivo se deve decepar o ápice (parte superior da folhagem). Para aquele investigador esta é uma das técnicas para salvar a planta, uma vez que com este procedimento ela se torna mais robusta para aguentar com o “stress” causado pelo vento durante o seu transporte.

O transporte de mudas sem a observância das medidas anteriormente referidas desencadeia um processo nefasto para a planta, nomeadamente a evapotranspiração deixando a murcha, portanto. Algumas mudas desenvolvem raízes que chegam a escapar-se pela parte inferior da bolsa. Nestas situações os estudos aconselham para a decapitação de tais raízes sete dias antes da transferência da muda para o local definitivo para o seu estabelecimento. Este trabalho garante o suporte natural pela planta de situações relacionadas com a baixa precipitação e estimula a resistência ao vento durante o transporte e tolerância a seca no campo definitivo.

“Há um preconceito dos produtores de que o corte das raízes da muda do cajueiro que aparecem fora do plástico pode concorrer para a morte precoce da planta, mas isso não constitui a verdade” – rebateu Uaciquete.

Acrescentou que depois da sua ramificação é imperioso acompanhar continuamente o processo de formação da copa da muda do cajueiro para o seu corte facto que concorre para uma melhor qualidade da planta que se pode consubstanciar por ramos bem desenvolvidos.

Baseando-se nos resultados das pesquisas, Américo Uaciquete disse que a possibilidade de apegamento das mudas após a decepção do ápice se situa acima dos 80 por cento. Para as mudas não podadas a possibilidade de germinação é de 30 por cento, sendo esta a razão do relativo atraso que se verifica na reposição do parque cajuícola ao nível do país.

A realização do estudo enquadra-se no âmbito da implementação do plano estratégico do subsector do caju que preconiza a elevação dos volumes de produção da cultura até cerca de 200 mil toneladas de castanha até 2020 na base de novos plantios de clones.

O Instituto de Fomento do Caju, como autoridade governamental competente para garantir o desenvolvimento do subsector, vem promovendo estudos a muitos anos visando apurar as razões que estão por detrás da mortalidade elevada de mudas de cajueiro depois do estabelecimento das plantas no campo definitivo.

Nyussi avalia operações das FADM no socorro

Nyussi avalia operações das FADM no socorro
Durante a sua visita, o titular da pasta da Defesa escalou as regiões de Chibuto, Conhane, Chókwè e Xai-Xai.

Nestes locais, Nyusi saudou e encorajou os jovens que se encontram a trabalhar no terreno, bem como manifestou a sua solidariedade para com as famílias afectadas pelas cheias.

Com esta visita o ministro pretendia ainda inteirar-se sobre os constrangimentos e desenhar soluções imediatas e lições futuras sobre a prestação dos militares em tempos de cheias, para além de partilhar a sua visão com o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE).

Violento incêndio devora Restaurante Bikes na Beira

Violento incêndio devora Restaurante Bikes na Beira
Ainda não são conhecidas as circunstâncias que terão provocado tal incidente que devorou literalmente uma infra-estrutura construída praticamente na base de pau e capim o que poderá ter acelerado a acção do fogo.

Assim, perto de meia centena de trabalhadores vão para o desemprego. Os proprietários, de origem zimbabweana, ainda estão a digerir o acontecimento e não se dispuseram a prestar quaisquer declarações públicas.

Zambézia – Três mil pessoas acessam às infra-estruturas de desenvolvimento

Zambézia - Três mil pessoas acessam às infra-estruturas de desenvolvimento

Trata-se de infra-estruturas construídas na Vila de Milénio de Malua, no distrito de Alto Molócuè, norte da província da Zambézia, nomeadamente um centro de transferência de tecnologias para o desenvolvimento do capital humano, centro de saúde e uma escola primária completa, esta última que inscreveu para o presente ano lectivo 260 alunos da primeira a sétima classes.

Dados apurados pela nossa Reportagem indicam que a escola, construída de raiz e apetrechada com mobiliário para alunos e professores, está avaliada em mais de um milhão de meticais, financiamento do Executivo moçambicano e do Governo japonês. Enquanto isto, o centro de saúde e o de transferências de tecnologias para o desenvolvimento do capital humano foram reabilitados e refuncionalizados às actuais necessidades de desenvolvimento social e económico daquele distrito localizado no norte da província da Zambézia.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Louis Pelembe, que presidiu, há dias, a cerimónia de inauguração daquelas infra-estruturas, pediu à população da Vila de Milénio de Malua para a necessidade de melhor conservar as instalações e tirar maior proveito delas para resolver problemas concretos que apoquentam os residentes locais.

De acordo com Pelembe, a implementação do programa Vilas de Milénio, está a melhorar os rendimentos agro-pecuários das comunidades de Malua, visto que os produtores têm agora outras necessidades como o agro-processamento, ração para alimentar os seus frangos e uma escola técnico-profissional, entre outras. “A Vila de Milénio, em Malua, deve gerar rendimentos que possam reduzir a dependência da população”, disse Louis Pelembe, para quem os produtores agrícolas, criadores de frangos e os que abraçaram outras actividades como, por exemplo, corte e costura e outras devem sentir melhorias nas suas vidas.

Aquele governante apelou aos pais e encarregados de educação para incentivarem os filhos a estudarem para resolver os problemas locais, na medida que o Executivo e os seus parceiros de cooperação estão a criar condições que aumentam a competência de pensar e fazer, principalmente, os jovens do distrito de Alto Molócuè, o que se reflecte na criação de condições infra-estruturas e transferência de tecnologias.

Sofala – Chuvas condicionam circulação rodoviária

Sofala - Chuvas condicionam circulação rodoviária
Com efeito, conforme nos disse ontem a delegada da Administração Nacional de Estradas (ANE) naquela província, Irene Simões, não vão ser lançados novos concursos para a adjudicação das obras de emergência, senão a inclusão das mesmas empreitadas nos anteriores contratos bianuais.

A circulação rodoviária é desoladora na região, sobretudo no norte, sendo que a estrada Chemba/Mulima se apresenta com aquedutos em risco de arrastamento. Situação semelhante acontece na via Sena/Marínguè/Gumbalansai, Caia/Sena, entre outras, sendo que no último troço a situação se repete anualmente.

No distrito do Búzi, a situação também é deplorável na estrada Tica/Búzi, enquanto no troço Gurara-guara/Nova Sofala, as obras de restauração física da plataforma foram, pura e simplesmente, interrompidas incluindo Savane/Sengo.

A ponte sobre o rio Metuchira, em Nhamatanda, está submersa desde a primeira semana de Janeiro e a travessia de uma margem para a outra é garantida por uma embarcação a motor fora de bordo, pertencente ao Governo, e 13 canoas do sector privado. Mais de 20 mil passageiros, dos quais 600 alunos, recorrem a este mecanismo.

De igual modo, foram “engolidas” pela água as pontes sobre os rios Pomphwe, no troço  Chiramba/Tambara, enquanto a de Sangadze já está transitável, permitindo a comunicação Mulima/Chemba.

“Noutras estradas da província de Sofala a circulação continua condicionada. O ideal seria revestir todas as estradas, mas não há fundos para o efeito, mas estas chuvas nos permitem identificar agora as zonas que precisam de obras de drenagem como pontes, pontões e “drifts” para nossos planos de actividade”, disse Irene Simões.

Cheias na Zambézia – Sobe para cinco número de mortos em Nicoadala

Cheias na Zambézia - Sobe para cinco número de mortos em Nicoadala
Dados apurados pela nossa Reportagem indicam que a última vítima foi encontrada debaixo de escombros da sua residência que desabou em consequência das águas das chuvas que invadiram 8534 casas, cujas famílias já se encontram acomodados em dois centros.

Dados disponíveis indicam que 1380 casas continuam inundadas e 36.500 pessoas estão directamente afectadas, precisando apoio de emergência após perderem os seus alimentares.

No âmbito de emergência, foram criados dois centros de acomodação, temporários, sendo um na EPC Josina Machel, acomodando 347 famílias e outro em Nhanguo, acomodando 230, ambos na Localidade de Munhonha.

O delegado do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades na província da Zambézia, Silvestre Uqueio, disse que o Executivo já disponibilizou víveres para as vítimas das inundações naquele distrito. Soubemos que o Governo provincial já enviou um cheque de cinquenta mil meticais para a aquisição de produtos alimentares localmente para além de cinquenta sacos de arroz, farinha e óleo alimentar para socorrer os desalojados.

Outros apoios continuam a chegar às vítimas das enxurradas, apesar de o Governo local reclamar exiguidade de meios para socorrer as pessoas desalojadas. A nossa Reportagem visitou os centros de acomodação criados e constatamos um considerável número de pessoal da Saúde que foi mobilizado para assistir os afectados.

Ainda ontem, grande parte das pessoas se encontravam na berma da estrada à espera que a água baixasse para retomarem a vida ou reconstruir o que ficou destruído. As mulheres, por exemplo, estavam a lavar a roupa e estendê-la, enquanto os homens mais corajosos tentavam chegar às respectivas casas para resgatar o que sobrava.

Entretanto, o trânsito rodoviário na ponte que está próxima a báscula está condicionado. As viaturas circulam numa faixa em consequência de um dos encontros estar a ceder a pressão da água.

Dados avançados pelo director provincial da Educação e Cultura da Zambézia, indicam que 14 mil alunos do ensino primário estão afectados pelas calamidades nos distritos de Quelimane, Nicoadala, Maganja da Costa, Mopeia, Morrumbala e Chinde. Lemos Aranica disse que um total 141 salas de aula ficaram destruídas. Os professores encontram-se na mesma situação, precisando de apoio para reerguer as suas vidas.

Entretanto, o Instituto nacional de Meteorologia prevê a ocorrência de chuvas em regime moderado a forte, localmente muito forte para Niassa, Cabo Delgado e Nampula. As chuvas que deverão situar-se entre 30 e 50 milímetros, em 24 horas, deverão afectar também a província da Zambézia.

Angoche, Mongicual, Erati, nacaroa e Monapo, em Nampula e os distritos de Palma, Mocímboa da Praia, Quissanga, Macomia, pemba Metuge, Meluco, cidade de Pemba, Mecufi, em Cabo Delgado, e Mavago, Mecula e Marrupa, no Niassa, deverão registar precipitação acima de 75 milímetros em 24 horas.

Zambezia – Morrumbala: Oito mil produtores aprendem técnicas agrícolas

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O coordenador distrital do Projecto de Apoio aos Pequenos Produtores Orientados para o Mercado, em Morrumbala, Paulo Brito, disse há dias à nossa Reportagem que muitos produtores e criadores de animais contemplados no empreendimento estão a melhorar as suas condições sociais, nomeadamente através da construção de casas melhoradas, aquisição de motorizadas e início de outros negócios para aumentar as suas rendas.

Para viabilizar o projecto, que visa ajudar os produtores a acessar aos mercados ruais, o Banco Mundial investiu, nos últimos três anos, mais de 18 milhões de meticais. Paulo Brito disse à nossa Reportagem que o dinheiro foi aplicado para a reabilitação de 70 quilómetros de estradas rurais, construção de celeiros melhorados do tipo Gorongosa, quatro mercados rurais e oito casas para os extensionistas contratados para assistir os produtores.

O nosso entrevistado disse que os produtores enfrentavam muitas dificuldades de colocação dos seus excedentes nas feiras agrícolas pelo facto de as estradas não permitirem a entrada dos operadores económicos para a comercialização. Devido ao investimento feito, foram seleccionadas estradas geoestratégicas para a economia do distrito para a sua reabilitação, o que permite, desde o ano passado, maior fluxo de trocas comerciais e realização feiras agrícolas.

Os camponeses associados foram assistidos pelos técnicos extensionistas em técnicas que elevaram a produtividade por hectare. Os beneficiários foram, igualmente, treinados em matéria de gestão de micro projectos para garantir a sustentabilidade das suas iniciativas empreendedoras até ao final deste ano quando terminar o empreendimento. Vários projectos de geração de renda estão a ser implementados por um total de 131 associações em Morrumbala.  

Entretanto, está ainda em execução uma outra vertente de apoio. Trata-se do Fundo de Investimento Agrícola e Ambiental para a promoção da pesca artesanal sustentável. No terreno, as 12 associações que receberam os quites de pesca estão treinadas para usar melhor as artes de pesca.

Segundo Paulo Brito, os pescadores usavam a rede mosquiteira para a pesca, o que arrastava tudo e perigava a existência das espécies. “ Pouco a pouco há uma tendência de mudar as artes. Nós não estamos a ensinar a pescar mas como devem pescar para preservar as espécies para as novas gerações”, disse o nosso entrevistado, para quem os resultados são bons porque, actualmente, aparece no mercado a tilapia e outras espécies da mesma família maiores, o que não acontecia há três anos.

Previstos ciclones para Nampula

Previstos ciclones para Nampula
O delegado regional Norte do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, o meteorologista Hélder Sueia, disse que em função desta provável realidade, a população da província deve continuar a precaver-se com vista a fazer face a estes fenómenos naturais.

Sueia não escondeu a preocupação do INGC, numa altura em que a chuva, nos últimos dias, provocou o desalojamento de cerca de duas mil pessoas, em quatro dos seis postos administrativos da cidade de Nampula.

Esta chuva provocou a morte de quatro pessoas e deixou cerca de duas mil sem abrigo, devido à destruição das suas casas.

Raptado filho de um empresário na Beira

Raptado filho de um empresário na Beira
São poucas as informações em torno desta ocorrência, mas testemunhas avançam que os raptores, que se faziam transportar numa viatura ligeira sem chapa de inscrição, teriam amordaçado, primeiro, o motorista que aguardava pelo menor na rua da área adjacente à escola e em seguida raptando a vítima.

‘Contactada a Polícia na pessoa do porta-voz do Comando da PRM, em Sofala, Mateus Mazive, confirmou tal acto, mas não entrou em detalhes, prometendo fazê-lo numa outra oportunidade.

Zambézia – Devido as cheias e inundações: Onze mil alunos sem aulas em Nicoadala

Zambézia - Devido as cheias e inundações: Onze mil alunos sem aulas em Nicoadala
O director dos Serviços Distritais da Juventude, Ciência e Tecnologia de Nicoadala, Alexandre Conhece, disse esta semana à nossa Reportagem que os alunos estão nos centros de acomodação onde se refugiaram com os seus pais e encarregados de educação em face da situação calamitosa que a região vive.

O nosso entrevistado afirmou que a situação de calamidades também afecta os professores que, igualmente, perderam suas casas, material didáctico e outros pertences. Desde segunda-feira que os alunos da localidade de Licuar não vão à escola. Alexandre Conhece disse que devido à interrupção das aulas poderão ser criados mecanismos para a recuperação do tempo perdido de forma a não comprometer o cumprimento dos programas e do calendário escolar, principalmente para os alunos da 7.ª classe que terão, no final do ano, exame escolar.

Neste momento, segundo aquele responsável, decorre o levantamento dos danos causados pelas cheias, e tudo indica que aquele número de alunos e escolas poderá subir, uma vez que ainda é difícil ir para o interior do distrito.

Na localidade de Licuar, a nossa Reportagem conversou com alunos e professores e todos mostraram uma grande preocupação com a interrupção das aulas. César Maurício é aluno da 7.ª classe na escola primária completa local, o qual lamentou a destruição do seu estabelecimento de ensino, uma situação que, de acordo com as suas palavras, fará com que depois das cheias volte a estudar debaixo das árvores.

Justino Silva é outro aluno que diz que a interrupção das aulas poderá trazer consequências desastrosas para os estudantes que terão de enfrentar o exame em Novembro deste ano. “ Gostaríamos de pedir para programarem aulas de recuperação para os alunos que vão ao exame no final do ano e pedimos mais livros porque aqueles que recebemos foram destruídos pelas enxurradas”, disse.

Lourenço Miguel é professor que está num dos centros de acomodação criados para o abrigo temporário. Diz que as chuvas poderão comprometer a realização do programa de ensino e, ademais, o material didáctico que tinha, bem como da escola foi arrastado pelas inundações, o que irá exigir mais uma nova distribuição para o reinício das aulas.

Advinha um futuro difícil para si bem como para o trabalho. De acordo com as suas palavras, primeiro terá de trabalhar para reerguer a casa destruída para depois se aplicar a fundo para os compromissos profissionais.

Muitos professores estão a viver um clima de incerteza quanto ao problema de como recomeçar a vida. Não sabem se haverá um apoio específico para apoiar os professores que perderam suas casas devido às cheias e inundações.

Zona de cimento: Energia estável na capital

Zona de cimento: Energia estável na capital
O processo iniciou no domingo passado, quando a Electricidade de Moçambique, a nível da capital, restabeleceu o funcionamento daquela infra-estrutura, depois do incêndio de grandes proporções registado em Março do ano passado.

Neste contexto, dentro dos próximos 15 dias, os técnicos da EDM irão proceder à colocação de cabos nos painéis ali montados. Ao todo, foram colocados na infra-estrutura 24 novos painéis.

De acordo com Alberto Banze, porta-voz daquela empresa pública, o trabalho realizado no domingo passado decorreu dentro da normalidade, facto que permitiu que todos os bairros anteriormente afectados passassem a receber corrente da subestação nº 5.

Sommershield, Coop, Malhangalene, Triunfo e Costa do Sol são alguns dos bairros que voltarão a ter energia eléctrica estável.

“Nós fazemos uma avaliação positiva do trabalho realizado no domingo passado e que nos obrigou a interromper o fornecimento da corrente eléctrica por algumas horas. Neste momento, a zona abrangida está tranquila quer em tensão, quer em qualidade”, disse o porta-voz.

Com a conclusão dos trabalhos na subestação, dotada de novo equipamento, já não haverá perturbações na rede, conferindo deste modo uma maior segurança aos consumidores.

“Já descongestionamos as cargas, ou seja, com a subestação nº 5 a funcionar em pleno, as demais subestações que alimentam a zona de cimento já dispõem de corrente suficiente para os bairros da cidade”, disse Banze.

Perante este facto, a EDM já não fará novos cortes de corrente eléctrica, tendo como pretexto as obras da subestação nº 5.

Para reabilitar a subestação nº 5, a EDM investiu 100 milhões de meticais, num trabalho que consistiu na ampliação e colocação de 24 novos painéis com 32 Megawatts cada, aquisição de um transformador de 20 Megawatts, novos circuitos de controlo, entre outros aspectos.

O novo equipamento é considerado de alta qualidade e moderno. A título de exemplo, os novos painéis são digitais, enquanto os anteriores eram mecânicos. O seu manuseamento é simplificado e têm uma longevidade média de 30 anos.

Num incidente pouco claro na Maxaquene: Jovem morre carbonizada

Num incidente pouco claro na Maxaquene: Jovem morre carbonizada
Trata-se de Célia Lhaluco, 29 anos, e Wazir Ide Issufo, 30, cujo relacionamento era caracterizado nos últimos dias por desentendimentos provocados pela interferência, na vida dos dois, da antiga namorada do jovem Wazir.

Ao que apuramos de fontes familiares, as últimas discussões tiveram como origem mensagens enviadas e chamadas telefónicas feitas para o telefone de Wazir pela ex-namorada deste.

Maria Orlanda, mãe do jovem, disse ontem ao nosso Jornal que o seu filho terminou uma relação com uma rapariga no primeiro semestre do ano passado, altura em que intensificou o seu envolvimento com a Célia Lhaluco, com quem planeava constituir família, brevemente. Tudo se desenrolava a contento até que recentemente a malograda leu, no telefone do namorado, mensagens e chamadas telefónicas feitas pela antiga parceira de Wazir.

Uma tentativa de busca de solução do problema teve lugar no domingo, sob mediação de uma vizinha. No fim, o diferendo parecia ter sido ultrapassado e os dois namorados terão sido vistos terça-feira à noite numa das barracas do bairro.

Contudo, pouco depois da meia-noite, no interior de uma viatura VW, cor preta, pertencente a Wazir, a malograda terá deitado gasolina sobre os dois, ateando fogo em seguida. Na altura afirmava, segundo relatos feitos à mãe por testemunhas, que “chega de andares a trair-me, vamos morrer juntos”.

Maria Olinda, visivelmente abalada com o que aconteceu, contou a fonte que foi na tentativa de evitar a morte da namorada, já em chama, que o seu filho contraiu ferimentos na parte frontal do corpo.

Noé Lhaluco, irmão mais velho da malograda, disse à nossa Reportagem que não se sabe, ao certo, como é que tudo aconteceu, embora haja na família quem avente a possibilidade de ter se tratado de assassínio. “Só as investigações dirão o que realmente aconteceu. O que sabemos é que estava com o namorado com quem terá discutido por alguma razão”, sublinhou.

A jovem, que deixa dois menores de 8 e 12 anos de idade, vai a enterrar esta manhã no Cemitério de Lhanguene, antecedido de velório na casa dos pais junto ao campo do Clube Desportivo 1º de Maio.

Policia Diz Que Houve Assassinato

Se para as duas famílias, a morte daquela jovem e ferimento do namorado ainda carece de explicação, para a Polícia o cenário está explicado. Orlando Mudumane, porta-voz da Polícia a nível da capital, disse ao nosso Jornal que o jovem deitou combustível sobre ela e a namorada e ateou fogo.
Mudumane não indicou que elementos a corporação possui para acreditar na hipótese de assassinato.

A versão da Polícia é rebatida por algumas pessoas na zona que não conseguem entender por que é que o jovem tomaria a decisão de matar a namorada, queimando-a, no seu próprio carro em plena Avenida das FPLM e junto da ruela que dá acesso à casa da sua mãe.

Mulher e Acção Social em Nampula – A aposta em 2012 foi a expansão de ajuda

Mulher e Acção Social em Nampula - A aposta em 2012 foi a expansão de ajuda
Esse esforço fez com que durante o período em causa fosse possível assistir a um total de 45.800 pessoas, vivendo na situação de extrema pobreza ou de necessitadas, segundo deu a conhecer recentemente ao nosso Jornal o director provincial da Mulher e Acção Social, Lourenço Buene.

Segundo a nossa fonte, a expansão dessa ajuda é fruto de um trabalho que vem sendo feito há sensivelmente três anos na província de Nampula, mas que neste conheceu um grande impulso com a introdução de algumas acções que tornaram o processo célere até chegar àquelas localidades onde a maior parte dos residentes vive na condição de desfavorecido.

“Conseguimos, durante este ano, alargar essa ajuda social aqui na província de Nampula. Vamos continuar a trabalhar, pois a nossa aposta é conseguirmos que até 2014 a concessão de subsídio de alimentos chegue a todas as localidades da província. O que faremos depois é ir consolidando o programa, até porque todos os postos administrativos de Nampula já foram abrangidos pelo programa. Em consequência, já está a ser atenuado o sofrimento das camadas mais vulneráveis da sociedade”, anotou Buene.

O director provincial da Mulher e Acção Social naquele ponto do país destacou também o facto de durante o ano passado, o apoio directo social feito pelo seu sector ter abarcado mais de três mil pessoas que de forma isolada se apresentaram àquela direcção, solicitando tal apoio.

Num outro desenvolvimento, Lourenço Buene disse que no contexto da área da Mulher, o seu sector privilegiou essencialmente a criação e fortificação de algumas bases de sustentabilidade desta camada nos três grandes centros de promoção da mulher existentes na província de Nampula, concretamente nos distritos de Monapo, Meconta e Moma, que tanto contribuíram para a redução da vulnerabilidade deste segmento durante este ano.

Nesses locais, centenas de mulheres aprendem a produzir alguns artigos destinados à venda, sendo que os fundos financeiros resultantes do negócio ajudam a resolver as preocupações das suas famílias, como a aquisição de material didáctico para os seus educandos, assistência médica e medicamentosa e uma boa alimentação, entre outras coisas.

Trezentos Casos de Violência Doméstica

Durante o ano passado, a Acção Social a nível da província de Nampula registou um total de 300 casos de violência doméstica.

De acordo com o nosso entrevistado, aquele número pode não reflectir efectivamente aquilo que é a realidade na província de Nampula, pois a direcção provincial da Mulher e da Acção Social só obtém dados através das zonas onde existem e funcionam gabinetes de atendimento à mulher e criança vítimas de violência doméstica.

Tendo em conta a multiplicação de casos de violência doméstica na província, Lourenço Buene disse que a sua instituição tem vindo a trabalhar em parceria e de forma coordenada com outras entidades, com destaque para as esquadras da Polícia da República de Moçambique (PRM) e Governos distritais, sobretudo no capítulo referente ao aconselhamento às famílias no sentido destas não enveredarem pela violência na resolução dos seus problemas no lar. Esta sensibilização não tem, entretanto, surtido efeitos desejados a julgar pelo número de casos de violência.

Por outro lado, o sector da Mulher e Acção Social tem vindo a produzir os actos de poder paternal e da acção alimentar para o tribunal requer uma história social e o sector é chamado a produzir. No ano passado, o pelouro produziu 310 histórias sociais.

Reintegradas Mais de 250 Crianças

Na área da criança, a direcção da Mulher e Acção Social em Nampula diz ter conseguido reintegrar pouco mais de 250 crianças nas respectivas famílias, no quadro da implementação do projecto de atendimento à chamada “população da rua”, já que a maior parte dos menores estavam em situação de abandonados e a viver na rua, principalmente nas cidades de Nampula e Nacala-Porto, onde este fenómeno é mais notório.

No processo de reintegração de crianças, a direcção provincial da Mulher e Acção Social naquela parcela do país destaca a parceria existente entre o sector e a Faculdade de Educação e Comunicação da Universidade Católica de Moçambique, num trabalho feito com a participação de estudantes do curso do serviço social daquele estabelecimento do Ensino Superior.

Conforme o nosso entrevistado, depois da identificação e levantamento exaustivo do número de crianças beneficiárias, os estudantes em causa propõem às autoridades que superintendem o sector da Mulher e Acção Social, medidas e formas adequadas de reintegração. Em resultado desse trabalho, 250 crianças já foram reintegradas. A concretização da referida parceria foi possível após a assinatura de um memorando de entendimento, o qual preconiza ou contempla também a vertente de formação, de educadores dos centros infantis existentes na província de Nampula.

Todavia, Lourenço Buene disse que no capítulo referente à assistência da criança em situação difícil (órfãos, principalmente), a maior parte do trabalho está a ser igualmente feito no sentido de apoiar aquele grupo. Nos últimos quatro anos, mais de 30 mil crianças que se encontravam a viver nessa condição, beneficiaram de produtos alimentares, material escolar, vestuário e outros. Tal apoio abarca também as crianças que se encontram acomodadas nos 14 centros de acolhimento existentes na província de Nampula.

“É preciso destacar aqui que na assistência ou atendimento à criança em situação difícil contamos com o envolvimento de um total de 58 comités comunitários espalhados por toda a província. A ideia fundamental é que estes comités identifiquem aquilo que são os apoios, tanto a nível do Governo como de instituições, que façam algo em prol dessas crianças na nossa província”, frisou o director provincial da Mulher e Acção Social em Nampula.  

Tendo populações como alvo: BM e parceiros avaliam a inclusão financeira

Tendo populações como alvo: BM e parceiros avaliam a inclusão financeira
Esta realização é o corolário do consultivo da instituição, iniciado quarta-feira passada e com o encerramento ainda esta tarde, mas que considerou a referida matéria como sendo oportuna e cujo debate se mostra incontornável.

No ponto de vista do Banco Central, a inclusão financeira constitui um importante instrumento de inclusão social e de promoção económica.

Ela tem em vista expandir o acesso a produtos e serviços financeiros acessíveis e sustentáveis às populações, implicando a existência de canais de prestação de serviços e a efectiva utilização destes.

Para o Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove, “ importara avaliar em sede deste tema o nosso nível de inclusão financeira, identificar os seus determinantes e discutir os principais desafios que se colocam”.

Dados oficiais divulgados em Pemba, indicam que em 2012 registou-se a entrada de 19 instituições de microcrédito, a abertura de 39 novos balcões de bancos, atingindo assim um total de 505 em funcionamento durante o ano de 2012, cobrindo todas as capitais provinciais, municípios e 63 dos 128 distritos, ou seja, mais cinco em relação a 2011.

A este propósito, embora tenha reconhecido e saudado o esforço realizado pelas instituições de crédito neste domínio, Gove disse não restarem dúvidas de que há muito por realizar, pois a demanda de serviços financeiros pela população é inadiável, impondo-se a necessidade de expansão para mais lugares do vasto território nacional, “onde as populações produzem riqueza e carecem de apoio da banca, quer para o depósito das suas poupanças, quer para o investimento”.

Demonstrando a sua preocupação face a este problema da baixa inclusão de produtos e serviços financeiros às populações, o Banco de Moçambique, no dizer do respectivo governador, no ano transacto continuou a implementar acções visando incentivar o aumento do número e a diversificação de instituições financeiras que operam no país, bem assim o alargamento e a abrangência dos serviços prestados.

É precisamente neste contexto que o Banco Central prorrogou por mais cinco anos o prazo de validade dos incentives por si instituídos, para promover a expansão da banca para as zonas rurais.

O consultivo dedicou a maior parte do tempo debruçando-se sobre matérias que disse serem estritamente internas, sessões que decorrem à porta fechada, sabendo-se, no entanto, que tudo gira à volta do balanço social do banco, o Plano Estratégico da casa, principais medidas de política e acções estruturantes realizadas em 2012 e seus resultados, como utilizar as TICs para melhorar a gestão documental na instituição, entre outras questões.

O último conselho consultivo foi realizado ano passado na cidade da Matola, em Maputo, sob o espectro de importantes desafios que o país tinha pela frente, na consolidação da estabilidade macroeconómica e do sistema financeiro, como principal escopo para o exercício económico de 2012.

Pelo grau de danos das cheias: Reconstruir exige tempo e dinheiro

Pelo grau de danos das cheias: Reconstruir exige tempo e dinheiro
À medida que os níveis das águas vão baixando paulatinamente, fica cada vez mais evidente o grau de destruição e a gravidade dos desafios para a batalha de reconstrução.

A cidade do Chókwè e áreas circunvizinhas como Guijá, Macarretane e outros pontos ao longo do Limpopo são os que foram duramente atingidos pela fúria destruidora das águas.

Informações facultadas ontem à nossa Reportagem pelo delegado interino da Administração Nacional de Estradas em Gaza, Adalberto Mahumane, retratam um quadro desolador da intransitabilidade de pelo menos seis vias estratégicas, nalgumas das quais ainda não é possível fazer a avaliação porque continuam submersas.

Trata-se dos troços Caniçado/Chicualacuala, onde, porém, já decorrem trabalhos visando a asfaltagem da rodovia numa extensão de mais de 300 quilómetros, para além dos casos de Mapai/Machaila, Caniçado/Massangena, Caniçado/Chibuto, Chibuto/Chissano e Chibuto/Chigubo, via Alto Changane.

Segundo a nossa fonte, os danos de vulto registados nessas rodovias, são caracterizados essencialmente por cortes, subida de água dos rios, o que veio concorrer para o agravamento dos naturais problemas de erosão, entre outros. Neste momento decorrem esforços visando repor a via Chissano/Chibuto por servir de alternativa à Estrada Nacional Número Um.

O nosso Jornal esteve no Chókwè e testemunhou que a Estrada Regional 448, que estabelece a ligação entre a cidade do Chókwè e Macarretane, asfaltada recentemente, está praticamente irreconhecível. Cerca de 10 quilómetros de asfalto do troço que separa Manjangue, sede do posto administrativo de Macarretane à Aldeia da Barragem, foram removidos do ponto inicial para uma distância de cerca de cinco metros.

Um grupo de empresários da região fez uma pequena intervenção visando restabelecer a circulação provisória, mas mesmo assim a movimentação é apenas possível através de viaturas com tracção às quatro rodas. Por exemplo, Luís de Almeida, comerciante no distrito de Massangena, teve que recorrer ao vizinho distrito de Machaze, já na província de Manica, para escoar produtos alimentares através do rio Save, evitando, deste modo, a ruptura de “stocks” no mercado local.

A linha férrea que liga ao vizinho Zimbabwe, numa extensão de cerca de 300 metros, também não escapou à onda demolidora das águas, facto que já está a causar prejuízos incalculáveis aos Caminhos de Ferro de Moçambique, que ainda recentemente acumulou prejuízos, quando parte da linha ficou suspensa, devido à erosão, no início das chuvas diluvianas na cidade de Maputo.

No Regadio Eduardo Mondlane, no Chókwè, registamos inúmeros rombos ao longo do canal principal, facto que poderá condicionar a produção agrícola por largos meses, numa altura em que se investia para a máxima exploração do seu potencial produtivo.

As autoridades de Gaza defendem, todavia, a necessidade de se caminhar para uma solução duradoura para Chókwè e Xai-Xai, que passa pela construção de um dique de defesa à altura da actual realidade ditada pelas mudanças climáticas, enquanto se buscam fundos para a almejada construção da futura barragem em Mapai, no distrito de Chicualacuala.

Colisão de comboios causa mais de 300 feridos na África do Sul

Colisão de comboios causa mais de 300 feridos na África do Sul

Mais de 300 pessoas ficaram feridas depois que dois comboios suburbanos colidiram na manhã desta quinta-feira perto de Pretória, em plena hora de ponta, segundo os serviços de resgate sul-africanos. Entre as vítimas há pelo menos 50 crianças e 20 feridos em estado grave.

A colisão ocorreu pouco depois das 7h quando o comboio que fazia a sua entrada na estação chocou, por razões ainda desconhecidas, por trás de uma outra locomotiva que estava parado. Os dois comboios dirigiam-se a Pretória e o acidente ocorreu em Atteridgeville, 10 km a oeste da capital.

“A maioria das vítimas são adultos, mas havia muitas crianças. Contamos pelo menos 50 crianças”, disse um responsável pelos serviços de urgência, Johan Pieterse, contactado por telefone pela AFP. “Os dois comboios estavam cheios de pessoas que iam ao trabalho e havia crianças que iam à escola. A maioria das crianças foi transferida ao hospital para ficar em observação”, explicou Pieterse à AFP.

Pretória e Johannesburgo estão a cerca de 60 km e são unidas por uma rede ferroviária antiga com comboios suburbanos lotados nos horários de tráfego mais intenso.

Faculdade de Medicina quebra acordo com AMM

Faculdade de Medicina quebra acordo com AMM

Médicos podem voltar à greve. A Faculdade de Medicina quebra acordo com os médicos e reprova estudantes finalistas que faltaram durante os 8 dias que a greve durou.

Quando os médicos chegaram a acordo para o fim da greve uma das exigências foi a retirada das ameaças e das faltas marcadas durante a vigência da paralisação das actividades. Porém, a Faculdade de Medicina, através de uma circular assinada pelo seu director, fez saber que os médicos estagiários que participaram na greve foram reprovados.

Contudo, na assinatura do acordo que pôs fim a greve o ministro da Saúde, Alexandre Manguele, tinha dito que este assunto seria resolvido pelo órgão que lidera.

“Em relação à questão atinente ao termo e retirada das ameaças, intimidações e futuras represálias aos médicos e médicos estagiários e o tratamento a dar em relação às ausências de médicos no período de paralisação das actividades, a questão será objecto de uma circular do Ministério da Saúde”, ressalvou o ministro da saúde.

O Ministério da Saúde sublinhou, na altura, que as instituições do Serviço Nacional de Saúde “serão orientadas” sobre como “proceder de imediato no sentido de salvaguardar que não estejam a ser tomadas quaisquer medidas administrativas” em relação aos médicos e médicos estagiários que não se apresentaram no local de trabalho até à data da assinatura do acordo.

Alexandre Manguele resumiu o entendimento que ditou o fim da paralisação dos médicos, como resultando de compreensão de parte-a-parte e não propriamente de cedências.

Agora, o entendimento é outro e a Faculdade de Medicina já tomou a dianteira com esta medida que pode abrir velhas feridas e provocar uma nova greve.

IGEPE e parceiros sauditas – Renasce projecto de refinaria em Nacala

IGEPE e parceiros sauditas - Renasce projecto de refinaria em Nacala
O projecto de refinaria de Nacala vem sendo equacionado desde finais da década passada e era avaliada em cerca de cinco biliões de dólares, sendo que a sua implementação foi sendo adiada devido ao impacto da crise financeira internacional.

No geral, a concretização dos projectos actualmente em negociação é vista como sendo de grande impacto no país, quer sob ponto de vista de criação de postos de trabalho quer no que diz respeito à arrecadação de receitas para o Estado, contribuindo para a redução do peso da ajuda externa no Orçamento.

Ao abrigo do memorando de entendimento rubricado, ontem em Maputo, entre o IGEPE e Radyolla, uma empresa de origem saudita, esta última predispõe-se não só a financiar os projectos em causa como também a transmitir a sua grande experiência em sectores como petróleos e ferrovias.

Para além da construção do pipeline e da refinaria estão igualmente inscritos empreendimentos como a implantação de uma indústria de transformação de carvão em ureia e em combustível líquido; a viabilização de uma ferrovia Tete-Quelimane e Tete-Nacala, expansão dos portos da Beira e de Nacala, entre outros empreendimentos.

O presidente do Conselho de Administração do IGEPE, Apolinário Panguene, explicou que os projectos identificados, num total de oito, não se encontram na mesma fase de desenvolvimento, daí que a sua implementação terá de ser faseada.

Assim, ainda de acordo com Apolinário Panguene, as partes acordaram na priorização do projecto de pipeline, o qual tem o mérito de poder servir, igualmente, os países do interior, nomeadamente Zâmbia, Zimbabwe, Malawi e a República Democrática do Congo.

O outro projecto prioritário é o da implantação de uma refinaria de petróleo e de gás natural em Nacala.
“Neste momento estamos a trabalhar para materializar, em primeiro lugar, estes dois projectos, enquanto trabalhamos na definição e caracterização dos outros em carteira”, referiu Apolinário Panguene.

Ao ser questionado sobre os montantes envolvidos nos projectos, o PCA do IGEPE disse que não conhecer, de momento, números definitivos dado que se está ainda na fase de estudos e de negociações com os parceiros.

“Já temos grupos de trabalho nestes projectos. Para além do IGEPE existem outros parceiros nacionais envolvidos. O que nós estamos a fazer é coordenar a equipa dos investidores moçambicanos que está a falar com o parceiro da Arábia Saudita”, referiu Apolinário Panguene.

Entretanto, conforme soubemos, os primeiros acordos para a implementação dos projectos em concreto terão lugar nos próximos meses, à medida que se vão concluindo os estudos e as negociações entre os parceiros.

Represas comunitárias incentivam produção

Represas comunitárias incentivam produção
Salvador Tapala, administrador de Monapo, que revelou recentemente este facto à nossa Reportagem, disse que a iniciativa de se promover a construção daquele tipo de infra-estruturas surge do facto de se pretender que as comunidades tenham condições de produção de alimentos em todo o ano sem dependerem da chuva.

A fonte destacou o facto de antes do arranque do projecto terem sido desencadeadas actividades de sensibilização das comunidades sobre a importância de represas no processo de produção, tendo em conta que o distrito de Monapo é um dos que tem sofrido de estiagem.

“São represas que as comunidades já viram que são úteis para a sua vida, pois não só permitem o aumento da produção e produtividade, como também para a prática da piscicultura para a melhoria da sua dieta alimentar. E por causa disso, muitas comunidades têm vindo a mostrar o interesse de ver construída uma represa na região”, salientou Salvador Talapa.

O administrador do distrito de Monapo não precisou o número de represas comunitárias construídas até agora, limitando-se a dizer que eram em número considerável. Só no ano passado foram construídas três grandes represas em zonas consideradas potenciais agrícolas do distrito, como são os casos dos postos administrativos de Nacololo e Netia.

Num outro desenvolvimento, o nosso interlocutor deu a conhecer que para além dessas represas, já houve outra iniciativa do Executivo local em colaboração com outras empresas, como a Matanuska, envolvida na produção e processamento da banana e construção de outras nas regiões de Netia e Musica, que estão a ajudar os camponeses a produzirem alimentos.

Entretanto, alguns produtores do sector familiar abrangidos por este projecto dizem estar satisfeitos com a iniciativa, porquanto permite que em todo ano se produza, por exemplo, tomate, cebola, milho, repolho e outras culturas que não só servem para a venda, como também para o seu próprio consumo.

“Estamos contentes porque já não temos falta de água para a rega das nossas machambas ou hortas. O mais importante ainda é o facto de haver boa gestão da água das represas comunitárias aqui no distrito, isso devido ao envolvimento dos líderes comunitários na sensibilização da população sobre o uso racional da água das represas”, disse António Manuel, produtor da zona de Nacololo, secundado por muitos outros camponeses.

Divulgar a Lei Eleitoral – defende Sheik Abdul Carimo

Divulgar a Lei Eleitoral - defende Sheik Abdul Carimo

Falando a nossa fonte, Abdul Carimo Sau lamentou a forma como a Lei Eleitoral foi aprovada pelo Parlamento, sem consenso, mas considerou que se trata dum instrumento que não pode agradar a todos. Disse que o Observatório Eleitoral tudo fez e continua a defender que a Comissão Nacional de Eleições seja constituída por elementos da sociedade civil.

“Temos que aceitar a lei que temos e começarmos a divulgá-la. Poucos a conhecem. O não conhecimento da Lei Eleitoral é prejudicial. De modo que o grande desafio é fazer com que ela seja conhecida por todos. Como Observatório Eleitoral, vamos divulgar a lei aos vários níveis, usando todos os meios, a partir de Fevereiro”, disse.

Afirmou que o Observatório Eleitoral irá acompanhar, no quadro da observação, o recenseamento, a votação e a contagem paralela que, segundo afirmou, ajuda a transparência do processo. Em termos de educação cívica, o Observatório Eleitoral vai lançar uma campanha muito antes e capacitar os delegados de candidatura dos partidos políticos, incluindo a Polícia, numa acção que deverá ser levada a cabo em todo o país.

Abdul Carimo Sau afirmou que dada a tensão política que se regista nos momentos eleitorais, o Observatório Eleitoral tem estado a dialogar com os partidos políticos sobre matérias eleitorais.

“Temos em perspectiva a discussão de assuntos eleitorais com os partidos políticos, para que as eleições sejam cada vez mais justas, transparentes e tranquilas”, disse.

 O Sheik Abdul Carimo Sau afirmou que duma forma geral o ano de 2012 foi caracterizado por alguns sobressaltos. Indicou que a deslocação do líder da Renamo da província de Nampula para Gorongosa criou um certo desconforto no seio de muitos cidadãos.

Destacou a realização do X Congresso da Frelimo, bem como o congresso do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), afirmando que tanto a reunião magna do partido no poder como da formação política liderada por Daviz Simango trouxeram mudanças significativas no cenário político do país.

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