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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Portugal torna-se o principal refúgio europeu do grupo criminoso brasileiro PCC

Portugal destaca-se como o país fora do continente sul-americano com o maior número de elementos pertencentes ao grupo criminoso brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC), organização à qual pertencia Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como “Fuminho”, que foi expulso de Moçambique em 2020.

De acordo com informações do Ministério Público de São Paulo, Brasil, divulgadas no sábado (28) pela RTP, contabilizam-se 87 indivíduos do PCC em território lusitano, evidenciando a sua significativa presença nas prisões portuguesas.

O PCC é reconhecido como a mais proeminente e violenta organização criminosa da América do Sul, dedicando-se, em grande parte, ao tráfico de drogas. A situação foi também reportada por órgãos informativos locais, como o “Correio da Manhã” e o “Jornal de Notícias”.

No contexto moçambicano, “Fuminho” era um dos narcotraficantes mais procurados no Brasil, mantendo uma estreita aliança com o líder de uma das facções criminosas de maior peso no país.

O envolvimento de “Fuminho” no mercado de estupefacientes em Moçambique e na sua actuação nas operações de abastecimento na África do Sul foi evidenciado em dados disponibilizados pelo Ministério do Interior de Moçambique, em 2020.

Fily Sissoko assume liderança do Banco Mundial para Moçambique

O Grupo Banco Mundial anunciou a nomeação de Fily Sissoko como o novo Director de Divisão para Moçambique, Madagáscar, Ilhas Maurícias, Comores e Seicheles, a partir de hoje.

Sissoko sucede a Idah Pswarayi-Riddihough, que ocupou o cargo durante os últimos quatro anos e meio.

Segundo o comunicado enviado à Agência de Informação de Moçambique (AIM), Sissoko irá liderar o envolvimento do Grupo Banco Mundial com os parceiros governamentais, de desenvolvimento e outras partes interessadas. As suas iniciativas estarão alinhadas com as prioridades nacionais, bem como com a visão do Banco Mundial de um mundo livre de pobreza num planeta habitável.

Natural da Costa do Marfim, Sissoko traz consigo uma vasta experiência de mais de 23 anos em desenvolvimento, tendo trabalhado nas regiões de África, Ásia Oriental, Ásia do Sul e Pacífico. Recentemente, desempenhou a função de Gerente Nacional do Banco Mundial para o Togo, com sede em Lomé, e anteriormente foi Gerente da Prática Global de Governação para a região da Ásia Oriental e Pacífico.

A sua trajectória no Banco Mundial começou em 2002, quando se tornou especialista em gestão financeira em Dakar, no Senegal. Desde então, ascendeu a vários cargos de liderança na organização.

Com residência em Maputo, Sissoko supervisionará um portfólio que compreende 63 projectos, totalizando 8,5 bilhões de dólares em compromissos distribuídos entre os cinco países da sua jurisdição. Este apoio abrange sectores fundamentais, incluindo educação, energia, saúde, protecção social, infra-estrutura, agricultura, governação e desenvolvimento do sector privado.

Empreendedores protestam no Aeroporto Internacional contra aumento de tarifas

Mais de cinquenta empreendedores manifestaram-se no terminal internacional de passageiros do Aeroporto de Maputo, no sul de Moçambique, em resposta a um alegado aumento das tarifas para o desembarque de mercadorias.

Eduarda Fernandes, uma das participantes do protesto, expressou a indignação do grupo, afirmando que “o valor cobrado é demasiado alto e acaba não compensando para o tipo de negócio que fazemos, o de venda de roupas”. A empreendedora revelou que a situação gera incertezas sobre a continuidade das suas actividades comerciais.

Vídeos enviados à agência Lusa mostram o grupo a pedir “socorro” dentro do aeroporto, apresentando cartazes reivindicativos e dificultando a saída de passageiros. “Em determinado momento barrámos a saída dos passageiros da companhia Qatar, que é a que mais utilizamos, permitindo apenas a passagem da tripulação, pois queríamos que todas as malas, incluindo as de todos os passageiros, não saíssem”, relatou uma das manifestantes.

Os empreendedores, que importam mercadorias de diversos países, sobretudo da China, queixam-se do aumento das tarifas para a retirada de bagagens. Desde a semana passada, as bagagens passaram a ser transferidas para o terminal de carga, em vez do terminal de passageiros, como era habitual. “Agora temos de ir ao terminal de carga, onde as mercadorias frequentemente desaparecem, além de termos de pagar despachante; é uma burocracia”, explicou Eduarda Fernandes, sublinhando que a situação tem dificultado o seu trabalho e os prazos de entrega aos clientes.

Os valores que antes chegavam até 8.000 meticais (aproximadamente 107 euros) por mala, duplicaram para 15.000 meticais (cerca de 200 euros) desde a última semana, conforme indicou a empreendedora. Zebito, outro membro do grupo, afirmou: “Nós não vamos pagar essa taxa. Os pequenos empresários devem ser protegidos para poderem crescer”.

Uma mulher, visivelmente angustiada, questionou: “Porque é que nos tiram a comida da mesa dos nossos filhos? Porque é que nos tiram o pão? É para ficarmos na rua?”

Após pouco mais de uma hora de protesto, o grupo decidiu retirar-se do terminal de passageiros para dialogar com as autoridades aeroportuárias, um processo que deve ser concluído na terça-feira, conforme informou Eduarda Fernandes. “Ainda não terminámos. Enquanto não tivermos uma resposta, não há como continuar”, concluiu.

Gueta Chapo reforça laços sociais durante visita oficial a Sevilha

A esposa do Presidente da República, Gueta Chapo, encontra-se em Sevilha, Espanha, a cumprir uma agenda de carácter social, no âmbito da IV Conferência Internacional da ONU sobre Financiamento ao Desenvolvimento.

Gueta Chapo teve a oportunidade de se reunir com o presidente adjunto do município de Sevilha, José Luis Garcia Martinez, responsável pelos bairros de Atenção Preferencial, Direitos Sociais, Emprego, Família, Igualdade e Associações. Durante a sua estadia, visitou também a junta da Comunidade de Andaluzia.

Importa referir que Gueta Chapo faz parte da delegação do Chefe de Estado que iniciou, ontem, uma visita ao Reino da Espanha para participar na referida conferência sob a égide da ONU.

Assalto violento em Mulhalaze resulta em roubo de quase 1 milhão de meticais

Um audacioso assalto foi perpetrado durante a madrugada de hoje numa residência situada no bairro de Muhalaze, na Matola, onde um grupo armado, composto por cerca de cinco indivíduos, roubou mais de 900 mil meticais, além de diversos bens materiais.

De acordo com informações prestadas por uma das filhas da família, citada pelo jornal “Miramar”, os assaltantes conseguiram escalar o muro de vedação, que tem quase 2 metros de altura, e arrombaram portas e janelas para entrar na habitação. Uma vez dentro, ameaçaram os moradores com armas de fogo, exigindo dinheiro.

Os momentos vividos pela família foram descritos como uma verdadeira “madrugada de terror”, reflectindo o medo e a angústia que sentiram durante o ataque.

O chefe do quarteirão do bairro, Alfredo Comé, levantou a hipótese de que os bandidos poderiam ter recebido instruções sobre como executar o assalto, tanto pela maneira como conseguiram entrar na residência, como pelas exigências feitas durante o crime.

Moçambique se prepara para assinatura de novo acordo de financiamento com o FMI

O Governo de Moçambique encontra-se prestes a formalizar um novo programa de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), uma acção prevista ainda para este ano, em resposta ao conjunto de reformas em curso no país.

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou esta possibilidade durante uma conferência de imprensa realizada em Sevilha, Espanha, à margem da IV Conferência das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento (FFD4). Chapo sublinhou que as negociações com o FMI têm tido uma recepção positiva, permitindo, assim, a expectativa de assinatura de um novo programa.

Chapo explicou que o novo acordo estará orientado para as reformas do sector público, bem como para a promoção de investimentos em infraestruturas essenciais. “Temos um programa de reformas em marcha, o que justifica a necessidade de um novo entendimento com o FMI”, afirmou.

Com a assinatura deste novo programa, o governo de Moçambique tenciona revitalizar a sua visão para as relações de cooperação com o FMI. O Chefe do Estado reiterou que a intenção é estabelecer uma nova abordagem que favoreça um ambiente de negócios propício à atracção de investimentos, tanto internos como estrangeiros.

O Presidente também teve oportunidades de diálogo com a liderança do Banco Mundial, onde foram discutidos os programas de desenvolvimento de Moçambique, com destaque para as reformas no sector público e a melhoria do ambiente de negócio bancário. A concordância entre o FMI e o Banco Mundial em apoiar as reformas e os esforços de combate à corrupção foi enfatizada.

O processo de digitalização promovido pelo governo moçambicano foi igualmente salientado pelos representantes do FMI e do Banco Mundial, que demonstraram interesse em contribuir para este projecto, considerando-o uma ferramenta crucial na luta contra a corrupção.

Durante a reunião, Chapo apresentou ainda projectos fundamentais para a economia moçambicana, incluindo Mphanda Nkuwa, um megaprojecto de energia renovável com um investimento estimado em cinco mil milhões de dólares. Este projecto, situado no rio Zambeze, é visto como vital para o incremento da produção de energia hidroeléctrica no país.

Recentemente, o FMI em Moçambique destacou que o diálogo com o governo tem sido produtivo, indicando que as negociações para reiniciar o apoio financeiro ao país poderão estar próximas.

A IV FFD4, que reúne líderes e especialistas globais, decorre de segunda a quarta-feira, marcando uma década desde a última conferência realizada em 2015, na Etiópia.

Presidente da LAM mantém-se no cargo apesar de nova função na Air Botswana

FOTO COLOR 2000 M

A Mozambique Airlines (LAM) anunciou que Dane Kondić, nomeado para liderar o Conselho de Gestão Executivo da companhia, continuará a sua função na reestruturação da empresa, mesmo após a notícia de que irá também liderar o Conselho de Administração da Air Botswana.

Segundo o Conselho de Administração da LAM, composto por três empresas públicas que adquiriram acções na companhia—nomeadamente a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), a empresa de caminhos-de-ferro e portos, CFM, e a seguradora EMOSE—o cargo de Kondić na Air Botswana é de natureza não executiva. O Conselho esclareceu que esta função é de consultoria e exercida a tempo parcial.

O documento menciona que, não obstante esta nova responsabilidade, Kondić “deve desempenhar as suas funções na LAM de forma exclusiva, uma proposta que foi bem recebida”.

Actualmente, encontram-se em curso negociações com este gestor para viabilizar a implementação desta decisão, considerada essencial para a continuidade das suas funções à frente do Comité de Gestão. O papel de Presidente do Comité de Gestão da LAM exige dedicação exclusiva e um comprometimento total com os objectivos estratégicos da empresa, conforme declarado pelo Conselho.

Dane Kondić chegou à LAM em meados de Maio para liderar o novo Comité de Gestão, após a demissão do anterior Conselho de Administração, presidido por Gildo Marcelino.

Cidadão australiano de origem sérvia, Kondić possui uma carreira de 35 anos na aviação civil. Entre 2013 e 2018, ocupou os cargos de CEO e presidente da Air Serbia. De 2021 a 2024, exerceu as mesmas funções na companhia portuguesa Euro Atlantic Airways, a qual fornecia aeronaves para os voos da LAM entre Maputo e Lisboa, agora suspensos após perdas significativas.

Vagas de emprego do dia 01 de Julho de 2025

Foram publicadas hoje, dia 01 de Julho no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Fuel Clerk

A Unitrans pretende recrutar um (1) Fuel Clerk. Saiba mais.

2. Vaga para Human Resource Officer

A Transsion pretende recrutar um (1) Human Resource Officer. Saiba mais.

3. Vaga para HSSEQ Officer

A DP World pretende recrutar um (1) HSSEQ Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Niassa

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Niassa. Saiba mais.

5. Vagas para Facilitadores Distritais – Niassa

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Niassa. Saiba mais.

6. Vagas para Facilitadores Distritais – Maputo

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar oito (8) Facilitadores(as) Distritais para Maputo Cidade (3) e Maputo Província (5). Saiba mais.

7. Vagas para Facilitadores Distritais – Cabo Delgado

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar sete (7) Facilitadores(as) Distritais para Cabo Delgado. Saiba mais.

8. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Cabo Delgado

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Cabo Delgado. Saiba mais.

9. Vaga para Coordenador Provincial de Educação – Maputo

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um/a (1) Coordenador(a) Provincial de Educação para Maputo. Saiba mais.

 Vagas de emprego ainda abertas

1. Vagas para Drivers, GS2

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar dois (2) Drivers, GS2. Saiba mais.

2. Vaga para Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa

A South Pole pretende recrutar um (1) Specialist, Sustainable Technologies, Climate Project-Africa. Saiba mais.

3. Vaga para Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Negócios – Pequenas e Médias Empresas. Saiba mais.

4. Vaga para Chief Accountant

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Chief Accountant. Saiba mais.

5. Vaga para Cyber Prevent Specialist

A Vodacom pretende recrutar um (1) Cyber Prevent Specialist. Saiba mais.

6. Vaga para Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst

A Vodafone pretende recrutar um (1) Snr Specialist: M-Pesa Senior Business Analyst. Saiba mais.

7. Vaga para Security Coordinator

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) Security Coordinator. Saiba mais.

8. Vaga para Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – Iniciativa de Sistemas de Educação Climática Inteligente. Saiba mais.

9. Vaga para Technical Lead Consultant

A YLABS pretende recrutar um (1) Technical Lead Consultant. Saiba mais.

10. Vaga para Finance Assistant

A International Union for Conservation of Nature (IUCN) pretende recrutar um (1) Finance Assistant. Saiba mais.

11. Vaga para Consultant (Ecosystems Analysis) – CST I

A World Food Programme (WFP) pretende recrutar um (1) Consultant (Ecosystems Analysis) – CST I. Saiba mais.

12. Vaga para Programme Associate

A United Nations Population Fund (UNFPA) pretende recrutar um (1) Programme Associate. Saiba mais.

13. Vaga para SHE Wells & Pipelines Manager

A Sasol pretende recrutar um (1) SHE Wells & Pipelines Manager. Saiba mais.

14. Vaga para Senior Process Engineer

A ENI pretende recrutar um (1) Senior Process Engineer. Saiba mais.

15. Vaga para Finance Business Partner: Enterprise BU

A Vodafone pretende recrutar um (1) Finance Business Partner: Enterprise BU. Saiba mais.

16. Vagas para Team Leaders

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Team Leaders. Saiba mais.

17. Vagas para Community Engagement Senior Officer

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Community Engagement Senior Officer. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor Provincial de Programas

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor Provincial de Programas. Saiba mais.

Trump anuncia fim da trégua tarifária e planeia impor novas regras comerciais após 9 de Julho

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não planeia prorrogar a trégua tarifária que se encontra em vigor até ao dia 9 de Julho.

Durante uma entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News, Trump manifestou a sua preferência em comunicar directamente com os países através de uma carta, especificando as tarifas que deverão ser pagas.

Trump declarou: “Acho que não preciso de o fazer [prorrogar a trégua]. Poderia, (…) mas o que quero fazer e o que vou fazer antes do dia 9 é enviar uma carta a todos estes países.” O líder republicano sublinhou a dificuldade de dialogar com todos os países envolvidos, afirmando que a comunicação directa não é viável dada a quantidade de nações, cerca de 200.

“Enviaremos uma carta e diremos: ‘É isto que terão de fazer para comprar nos Estados Unidos’, como nos grandes armazéns”, afirmou Trump, enfatizando que Washington definirá as tarifas e que, caso não sejam aceites, deseja “boa sorte”, indicando que isso poderá resultar no fim do acordo.

Desde que assumiu novamente o cargo em 20 de Janeiro, Trump tem defendido a implementação de tarifas globais, embora tenha optado por suspender parcialmente algumas delas, oferecendo aos outros países a oportunidade de negociar novos acordos comerciais com os Estados Unidos.

Durante este período, já foram assinados acordos com a China e o Reino Unido, e esta semana foram concluídas negociações com o Canadá, relacionadas com as tarifas sobre serviços digitais das empresas tecnológicas norte-americanas.

Israel avança com maior ofensiva em Gaza enquanto apelos à paz são ignorados

Gaza vive momentos de grande tensão à medida que as forças terrestres israelitas avançam para o interior do enclave palestiniano. 

A partir do ponto mais alto de Sderot, no Sul de Israel, observam-se rastos de pó branco a rasgar o horizonte, sinais visíveis da movimentação militar acompanhada por explosões inquietantes e o som de metralhadoras, intermixed com o rugido de caças a sobrevoar a região.

A uma distância de mil e quinhentos metros dos escombros que marcam o território, as detonações fazem-se ouvir de forma intermitente, num ciclo de violência que coloca os palestinianos entre os estrondos de artilharia.

As autoridades israelitas alertaram a população que ainda permanece no Norte de Gaza para se deslocar para o sul, numa tentativa de implementar o que afirmam ser a “maior ofensiva desde o início da guerra”. Este contexto provoca uma reflexão sobre o sofrimento contínuo dos palestinianos, que se vêem confrontados com uma escalada de conflito que parece não ter fim.

Fauna bravia mata três pessoas em Doa e obriga comunidades a reforçar medidas de protecção

O distrito de Doa, na província de Tete, registou este ano mais de oitenta casos de conflito entre humanos e fauna bravia, resultando em três fatalidades. A maioria destes incidentes ocorreu no posto administrativo de Chueza.

César Frenque, director interino dos Serviços das Actividades Económicas de Doa, informou que, para mitigar este problema, foram estabelecidos comités comunitários com o intuito de sensibilizar a população sobre a importância de cultivar em blocos, bem como de implementar técnicas de afugentamento de animais nas machambas.

Quatro indivíduos detidos por roubo de motorizadas em Chibuto

Quatro pessoas, com idades entre os 20 e 40 anos, encontram-se detidas no Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Chibuto, sob a acusação de roubo e venda de seis motorizadas da marca Honda, modelo XL. 

A maioria dos veículos foi subtraída de instituições públicas.

Os detidos alegaram ter iniciado a prática de roubo em Abril, motivados pela falta de emprego. De acordo com Zaqueu Mucambe, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), a captura dos indivíduos foi possível devido a diligências efectuadas pela sua instituição, em colaboração com a PRM.

“Recebemos várias denúncias sobre a existência e operação de uma quadrilha que se dedicava ao roubo de motorizadas no distrito”, afirmou Mucambe.

Empresas de segurança em Maputo acumulam dívidas ao INSS

Um total de 56 empresas de segurança privada na província de Maputo acumulou uma dívida superior a 123 milhões de meticais junto do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). 

Este facto foi denunciado pela Associação Moçambicana dos Seguranças, que alerta também para o fenómeno do pagamento de salários abaixo do mínimo nacional.

A crescente presença de empresas de segurança privada no país traz consigo uma multiplicidade de desafios, incluindo a falta de canalização das contribuições obrigatórias ao sistema de segurança social. Nuno Bento, Presidente da mesa da Associação Moçambicana dos Seguranças, referiu que a situação é alarmante, destacando um caso específico de uma empresa que apresentava uma dívida de 150 milhões de meticais ao INSS.

“Quem é prejudicado aqui? O trabalhador. O trabalhador chega ao fim de uma carreira contributiva e vai ver que não está nada canalizado, não tem direito a pensão”, lamentou Bento.

Ainda segundo a associação, as dívidas em questão representam apenas uma fracção dos problemas enfrentados pela classe. Bento indicou que algumas pessoas estão a receber salários de apenas 4.500 meticais por mês, um valor que está muito aquém do salário mínimo estipulado.

Além disso, existem relatos de empresas que não cumprem com as obrigações fiscais e que sobrecarregam os trabalhadores com turnos excessivos, muitas vezes fazendo-os trabalhar 24 horas seguidas.

O Presidente da associação criticou a falta de ação por parte do Governo, ao afirmar que não houve intervenções significativas do Ministério do Trabalho e do Ministério do Interior para responsabilizar as empresas infractoras. “Os dois ministérios parecem estar a passar a responsabilidade mutualmente. É urgente que o Ministério do Trabalho e o Ministério do Interior tomem medidas eficazes”, apelou Bento.

Escassez de carteiras em Mágoè prejudica condições de aprendizagem de milhares de alunos

O sector da educação em Mágoè, na província de Tete, enfrenta uma grave carência de mil e quinhentas carteiras escolares duplas, uma situação que afecta mais de seis mil e duzentos alunos que assistem às aulas sentados no chão.

Em resposta a esta problemática, estão a ser implementadas acções a nível local para mitigar os efeitos da falta de mobiliário escolar.

Betinho Francisco, director dos Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologias em Mágoè, destacou que a fabricação de carteiras de forma caseira é uma das soluções em curso para resolver esta situação urgente.

Polícia turca reprime Marcha do Orgulho em Istambul com pelo menos 30 detenções

Pelo menos 30 indivíduos foram detidos na cidade de Istambul ao tentarem participar na Marcha do Orgulho, uma manifestação que tem sido sistematicamente proibida pelas autoridades turcas ao longo dos anos. 

A informação é avançada por fontes da oposição e por uma organização não-governamental (ONG) local.

A plataforma Semana do Orgulho LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais), bem como Kezban Konukçu, deputada pelo Partido Popular pela Igualdade e Democracia, denunciaram as detenções ocorridas durante uma operação policial que se iniciou antes do evento.

Numa mensagem publicada na sua conta na rede social X, Konukçu expressou solidariedade para com a comunidade LGBTI+, afirmando: “Estamos aqui, vamos continuar a existir!” e criticou as políticas de opressão e de ódio promovidas pelo regime governante.

Renamo acusada de coagir eleitos em Nampula a assinar renúncia antecipada sem justificação

A Renamo, um dos principais partidos políticos de Moçambique, terá implementado uma controversa estratégia para assegurar a lealdade dos seus membros. 

Antes da tomada de posse para a actual legislatura na Assembleia Municipal da Cidade de Nampula, a agremiação liderada por Ossufo Momade obrigou todos os seus representantes eleitos a assinarem uma carta de renúncia ao cargo. A informação foi divulgada pelo portal Ikweli, que revela que a ordem foi dada sem a devida explicação, e os membros assinaram os documentos sem conhecer os seus verdadeiros propósitos.

Embora as assinaturas tenham ocorrido no ano passado, os membros da Renamo descobriram recentemente que a carta de renúncia antecipada visava garantir que permanecessem alinhados com as directrizes da liderança do partido. Aqueles que se atrevessem a desviar-se da linha oficial estariam sujeitos a severas consequências. A situação tomou um rumo inesperado para Pedro Casimiro Mussa, um dos membros da Renamo na Assembleia Municipal de Nampula, que se viu apanhado nesta trama.

A carta, datada de Fevereiro de 2024, foi autenticada apenas a 24 de Junho de 2025, sem que Mussa tivesse conhecimento do processo. O notariado realizou a autenticação sem a presença do visado ou da documentação original. Em declarações, Mussa explicou que a sua assinatura na carta foi motivada pelo temor de represálias, uma vez que, no seio do partido, não era permitido discordar da liderança.

“Não compreendemos o teor daquela renúncia. Na semana passada, fui informado pelo meu chefe da bancada sobre um encontro, mas não pude comparecer devido a compromissos profissionais. Percebi depois que na reunião foi proposta a minha remoção da Assembleia Municipal, por ordem da delegada provincial da Renamo”, relatou Mussa.

O membro da agremiação também revelou que recebeu a carta pelo WhatsApp, mas constou alterações na data. “Fomos instruídos a não preencher a data, e o documento foi autenticado, mesmo sem que eu tenha entregue qualquer documentação ou o meu Bilhete de Identidade ao notariado”, acrescentou.

Chókwè melhora indicadores de saúde com queda expressiva de casos epidémicos

O distrito de Chókwè, situado na província de Gaza, apresenta melhorias notáveis no seu perfil epidemiológico, com uma diminuição acentuada dos casos de diarreia e disenteria. 

Segundo Marcelo de Almeida, Director dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, os dados do primeiro trimestre de 2025 indicam uma redução de 60% nos casos de malária, com 3.483 notificações, em comparação com 8.643 casos no mesmo período do ano anterior.

Além da malária, outros problemas de saúde também viram uma diminuição significativa. Os casos de diarreia caíram 79%, passando de 849 registos no primeiro trimestre de 2024 para apenas 177 este ano. As mordeduras de animais registaram uma redução de 43%, com a contabilização de 8 casos em vez de 14, e os casos de disenteria decresceram de 82 para 52 notificações.

As autoridades locais sublinham que este progresso é resultado de acções sistemáticas de prevenção e promoção da saúde nas comunidades, com a participação activa de profissionais de saúde, líderes comunitários e da população em geral. Almeida destacou a eficácia das visitas porta-a-porta, a distribuição de redes mosquiteiras durante consultas pré-natais e a sensibilização para o uso de repelentes caseiros.

Por outro lado, no que se refere a doenças de notificação obrigatória como sarampo, tétano neonatal e paralisia flácida aguda, o distrito de Chókwè mantém uma situação estável. Foram reportados 17 casos suspeitos de sarampo, o que representa 100% do cumprimento da meta anual, bem como 12 casos de tétano neonatal, totalizando igualmente o cumprimento total da meta. Apenas um caso suspeito de paralisia flácida aguda foi notificado.

O Director dos Serviços Distritais de Saúde informou que as amostras para esses três casos foram encaminhadas ao laboratório provincial para análise, mas até ao momento, nenhum caso foi confirmado.

Durante o período em análise, não houve registos de óbitos relacionados a essas doenças, reforçando o impacto positivo das medidas preventivas e da vigilância activa implementadas pelas autoridades de saúde em colaboração com os actores comunitários.

Colonos atacam base militar na Cisjordânia após adolescente ser baleado em confrontos

Na noite passada, dezenas de colonos israelitas protagonizaram distúrbios na entrada de uma base militar localizada no centro da Cisjordânia ocupada, após um adolescente de 14 anos ter sido baleado na sexta-feira (27), conforme reportou o Exército israelita.

Segundo a declaração das Forças Armadas, o encontro de civis israelitas à porta do quartel-general da brigada regional de Binyamin rapidamente se transformou em confrontos violentos. Durante os tumultos, alguns colonos atacaram as forças de segurança, lançando gás pimenta e danificando veículos militares.

Além disso, um centro de segurança, que abriga “sistemas que ajudam a impedir ataques terroristas e a manter a segurança na área”, foi incendiado. O Exército israelita informou que está a investigar as circunstâncias do disparo que atingiu o adolescente, a fim de determinar se foi realizado por um soldado israelita.

O jovem ferido foi transportado para um hospital, onde se encontra em estado estável, segundo a Honenu, uma organização que presta assistência jurídica a colonos. As confrontações levaram à intervenção de soldados e agentes da polícia, incluindo equipas de fronteira, que tentaram dispersar os colonos. Durante esta operação, uma pessoa foi ferida e recebeu assistência médica.

As Forças Armadas de Israel condenaram qualquer ato de violência contra as suas tropas e afirmaram que tomarão medidas contra qualquer tentativa de prejudicar o pessoal de segurança que desempenha a função de proteger civis israelitas.

A investigação sobre o incidente que resultou no ferimento do adolescente de 14 anos, presumivelmente um colono, está em curso, particularmente em relação a um tiroteio ocorrido na sexta-feira à noite, nas proximidades da aldeia palestiniana de Kafr Malik, onde, dias antes, soldados israelitas tinham matado três palestinianos após um ataque inicial de colonos.

Bolsonaro solicita amnistia em manifestação contra julgamento por tentativa de golpe de Estado

O ex-Presidente Jair Bolsonaro manifestou-se em São Paulo, onde pediu amnistia para os seus apoiantes, no contexto de um protesto contra o julgamento que o inclui como um dos acusados por tentativa de golpe de Estado e outros crimes associados.

Durante o evento, Bolsonaro afirmou: “Isso não é justiça. É uma brutal injustiça. Por isso nós lutamos por amnistia, que é um remédio previsto na Constituição e de iniciativa própria do parlamento brasileiro. É o caminho da pacificação.”

O ex-Presidente expressou a esperança de que a proposta de amnistia receba apoio dos outros dois poderes, destacando a importância de uma ação conjunta para a resolução da crise.

A manifestação, intitulada “Liberdade Já”, foi convocada para demonstrar apoio à amnistia dos presos e condenados após os ataques de 8 de Janeiro de 2023, que resultaram em destruição significativa em Brasília. Durante o seu discurso, Bolsonaro reiterou a sua acusação à esquerda, responsabilizando-a pela violência política que abalou a capital brasileira, um episódio que atraiu a atenção internacional.

CNDH inicia inquérito às denúncias de tortura e execuções sumárias em Cabo Delgado

O Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), Albachir Macassar, anunciou a formação de uma comissão de inquérito para investigar as reclamações acerca de alegadas violações de direitos humanos ocorridas no dia 26 de Setembro de 2021. 

A decisão foi motivada por informações publicadas pelos jornais britânico Politico e francês Lenon.

Macassar reportou que a origem das alegações provém do jornalista e investigador Alex Pery, que denunciou supostos abusos cometidos por militares moçambicanos entre Abril e Junho de 2021 em Cabo Delgado. Estes militares estavam incumbidos de garantir a segurança das operações da TotalEnergies na plataforma de Afungi, inserida no projecto de gás natural liquefeito (LNG) em Moçambique.

Os factos mencionados no artigo poderão constituir crimes de execução sumária e tortura, entre outros tratamentos cruéis, degradantes e desumanos. Esses crimes são condenados pela Constituição da República de Moçambique e pelas convenções internacionais ratificadas pelo país.

Questionado sobre a aparente tardia reacção da CNDH e as implicações para a integridade das provas, Macassar esclareceu que a Procuradoria e o Tribunal Provincial de Cabo Delgado já iniciaram investigações preliminares, estando a CNDH em contacto com a Procuradoria Geral da República.

Segundo a investigação inicial, os militares terão detido entre 180 e 250 habitantes locais sob a acusação de envolvimento na insurreição em Palma, ocorrida no final de Março de 2021. Durante um período de três meses, as vítimas foram mantidas em contentores à entrada da plataforma, onde foram submetidas a espancamentos, torturas e, em alguns casos, executadas. Das referidas vítimas, apenas 26 conseguiram sobreviver.

Macassar reitera que se os factos se confirmarem, poderão implicar sérias violências contra os direitos humanos. A CNDH estabeleceu uma comissão composta por técnicos especializados em acesso à justiça, segurança e prevenção de tortura, incluindo representantes da Procuradoria Geral da República. Esta comissão será responsável por assegurar uma abordagem rigorosa e imparcial durante o inquérito.

O principal objetivo da nova comissão é investigar os factos, identificar as responsabilidades, elaborar recomendações e, se necessário, encaminhar o resultado às autoridades pertinentes.

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