Uma recente observação realizada pela câmara HiRISE, instalada na sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA, revelou a presença de pontos brilhantes nas planícies do Polo Norte de Marte, situados a uma latitude de 75 graus.
Os pequenos pontos, que foram identificados como possíveis geadas ou gelo persistente, permanecem visíveis até ao verão marciano, em algumas ocasiões, prolongando-se até ao final da estação. A informação foi divulgada pela agência Europa Press, com base numa declaração disponível no site do instrumento, operado pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
Os cientistas afirmam que estas observações são indicativas que o gelo é perene ou quase perene, sugerindo que as condições ambientais em Marte estão a evoluir, permitindo a acumulação e a sobrevivência do gelo na superfície.
A imagem foi capturada durante o solstício de verão do hemisfério norte marciano, correspondente ao início de Julho na Terra, e faz parte de um esforço contínuo para monitorizar depósitos de gelo em áreas próximas ao centro das observações, incluindo pequenos pontos brilhantes dispersos pelo terreno.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) procedeu à detenção de um indivíduo na cidade de Maputo, sob a acusação de porte ilegal de arma.
O suspeito foi apanhado em flagrante na posse de uma arma de pressão do modelo AK-47, a qual estava equipada com um carregador contendo 25 munições.
O detido foi encaminhado para a 17.ª Esquadra, onde se encontra à disposição das autoridades para prestar declarações sobre a sua situação. As investigações continuam em curso, visando apurar as circunstâncias que rodeiam este caso.
O governo moçambicano anunciou a suspensão definitiva das portagens nos troços rodoviários que ligam a Praia de Bilene a Macia, Macia a Chókwè, e Chókwè a Macarretane, na província de Gaza. A decisão foi comunicada durante a sessão do Conselho de Ministros realizada.
O porta-voz do executivo explicou que a medida se justifica pela baixa taxa de tráfego e pela receita insuficiente gerada nessas vias. Além disso, os elevados custos operacionais têm contrariado as projecções inicialmente estabelecidas, resultando em prejuízos para a concessionária responsável pela gestão das estradas.
A suspensão das portagens implica a retirada da validade da concessão anteriormente atribuída à Rede Viária de Moçambique para a exploração destes troços. A decisão reflete a intenção do governo de melhorar as condições de mobilidade na região e a eficácia na gestão das infraestruturas rodoviárias.
Um homem de 39 anos, residente na cidade do Huambo, em Angola, tomou a decisão de divorciar-se da esposa, com quem manteve uma união por 11 anos, para contrair matrimónio com a sua sogra, de 54 anos.
De acordo com registos do cartório local, o divórcio foi formalizado em Julho e, poucos dias depois, o casal solicitou o novo casamento. A ex-esposa, identificada como Fernanda M., expressou o seu choque perante a situação, embora tenha admitido que já esperava algo do género. “No começo, eu achei que fosse piada. Mas, quando vi os papéis no cartório, percebi que era real. Desejo sorte a eles, porque vão precisar”, afirmou.
Apesar de algumas críticas, existem moradores que apoiam a nova união. Dona Zuleica, vizinha da família, comentou: “Se eles são felizes, quem somos nós para julgar? Só espero que os encontros de Natal não virem uma confusão.”
Especialistas em direito de família esclareceram que, embora esta situação seja considerada incomum, não há qualquer impedimento legal que impeça um homem de casar com a ex-sogra, desde que não exista vínculo de parentesco por sangue.
A cerimónia do casamento civil está agendada para o dia 5 de Outubro e, conforme informações da imprensa angolana, será uma celebração discreta, reservada apenas para familiares próximos.
O Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDDH), uma organização da sociedade civil moçambicana, denunciou, na terça-feira (09), a Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta “inércia” no caso do baleamento de Alcina Nhaume.
O incidente, que ocorreu a 5 de Março, no ateliê de Alcina em Maputo, resultou numa desfiguração severa do seu rosto.
Segundo os relatos, o caso remonta a manifestações pós-eleitorais, durante as quais uma bala disparada por agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), especificamente da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), atravessou a vitrina do estabelecimento de Alcina Nhaume, atingindo a sua mandíbula e causando lesões devastadoras.
Em um comunicado emitido, o CDDH expressou preocupação de que a falta de ação da PGR comprometa a confiança dos cidadãos nas instituições, sugerindo que a passividade das autoridades transmite a ideia de que os agentes da lei estão acima da própria lei. A organização sublinha que a ausência de medidas por parte do Ministério Público legitima a violência policial.
O CDDH afirmou que não permitirá que o caso seja esquecido e compromete-se a acompanhar a denúncia até às últimas consequências. A organização exige a responsabilização não apenas do agente que efectuou o disparo, mas também dos superiores hierárquicos que autorizaram a ação desproporcional.
Dada a seriedade da situação, o CDDH encaminhou uma denúncia formal à PGR, solicitando a abertura de um inquérito criminal, a responsabilização da agente identificada como autora do disparo e a adopção de medidas de reparação pelos danos sofridos por Alcina Nhaume.
O CDDH considera que a omissão da PGR representa uma violação das suas obrigações, sendo um caso que envolve direitos fundamentais, como a vida, a integridade física e a segurança.
A organização lembra que Moçambique é signatário de instrumentos internacionais de protecção dos direitos humanos, como a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que impõem ao Estado o dever de garantir justiça e reparação às vítimas de violência policial.
O silêncio do Ministério Público é interpretado, segundo o CDDH, como um sinal de tolerância à violência institucional, contribuindo para a percepção de que os compromissos constitucionais e internacionais do país permanecem ineficazes diante de interesses obscuros.
O governo de Israel confirmou a realização de um ataque aéreo em Doha, no Catar, com o objectivo de eliminar chefes do Hamas. No entanto, tanto o governo catariano como as Nações Unidas classificaram a ação como uma violação das leis internacionais.
De acordo com um porta-voz do Exército israelense, a operação foi conduzida pelo Shin Bet, a agência de inteligência do país, em colaboração com a Força Aérea. Jactos israelenses sobrevoaram a capital catariana, utilizando armamento de precisão para atacar membros da alta cúpula do grupo terrorista que se encontravam reunidos em Doha.
Relatos da imprensa israelense indicam que um dos alvos do ataque era Khalil Al-Hayya, principal negociador nas tentativas de acordo de paz com Israel. Apesar das informações sobre a sua morte, não houve confirmação oficial até ao momento sobre a sua situação. Por outro lado, fontes do Hamas informaram à agência Reuters que a delegação responsável pelas negociações de paz não foi atingida durante a ofensiva.
Israel também comunicou que havia notificado previamente os Estados Unidos sobre a operação. Segundo o canal I24, o governo de Donald Trump terá dado luz verde para o ataque. Em resposta, a Embaixada dos EUA no Catar emitiu uma ordem de abrigo para os cidadãos norte-americanos presentes no país.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ação foi “totalmente planeada e executada” exclusivamente por Israel, frisando a “total responsabilidade” do governo israelita pelo ataque.
Em reacção a esta ofensiva, o Catar, que tem exercido um papel de mediador nas negociações entre Israel e o Hamas, anunciou a suspensão temporária das conversas de paz. O chanceler catariano considerou o ataque uma “violação flagrante das leis internacionais” e um “ato covarde”, prometendo uma investigação.
António Guterres, director-geral da Organização das Nações Unidas, manifestou-se, declarando que a ofensiva israelense constitui uma “violação da soberania territorial flagrante”.
O governo de Moçambique deu um passo significativo ao aprovar o regulamento do Subsistema de Planificação de Pessoal (SPP).
Este documento visa uma projecção mais eficaz das necessidades qualitativas e quantitativas de pessoal na Administração Pública.
Durante o habitual briefing à imprensa, o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, detalhou que o regulamento também pretende assegurar a realização dos objectivos institucionais e promover uma gestão eficiente dos recursos humanos do Estado.
Através deste regulamento, serão definidas as competências e responsabilidades das entidades envolvidas na recolha e actualização de informações sobre recursos humanos, bem como a manutenção de uma base de dados. Impissa, que também ocupa o cargo de ministro da Administração Estatal e Função Pública, enfatizou que o regulamento visa ainda garantir a supervisão do processo de recrutamento e selecção de pessoal.
Na mesma sessão, o Executivo aprovou o regulamento do Subsistema de Administração de Pessoal (SAP). De acordo com Impissa, este regulamento irá permitir o acompanhamento do ciclo de vida profissional dos funcionários públicos, assegurando a implementação, gestão e actualização do cadastro, assim como o controlo efectivo da prova de vida.
O regulamento destina-se a responder às necessidades de coordenação, execução e controlo das actividades ligadas à gestão de recursos humanos do Estado.
Além disso, foi aprovado o regulamento do Subsistema de Desenvolvimento Profissional na Administração Pública (SDPAP), que estabelece directrizes para qualificar e motivar os funcionários e agentes do Estado com base no seu desempenho. Este documento estabelece critérios de qualidade para a formação dos gestores e formadores nas instituições de formação profissional da administração pública, seguindo as metodologias e recomendações da entidade reguladora competente.
Por fim, o Conselho de Ministros decidiu anular o decreto que integrava as estradas R453, N101, e R448, que conectam várias localidades na província de Gaza. Impissa justificou a revogação pelo baixo nível de tráfego e receita, bem como pelos elevados custos operacionais que destoam das projecções iniciais da concessionária, a empresa Rede Viária de Moçambique.
A França foi palco de intensos protestos, com a população a mobilizar-se em várias cidades para tentar bloquear acessos e pontos estratégicos em oposição às políticas do Governo do presidente Emmanuel Macron.
Para gerir a situação, o ministro demissionário do Interior francês anunciou a presença de mais de 80 mil agentes de polícia em todo o território, assegurando que “nenhum bloqueio” seria tolerado.
Os protestos foram impulsionados pelo movimento denominado “Vamos Bloquear Tudo”, que se espalhou nas redes sociais e não apresenta um líder definido. Este movimento tem sido comparado ao anterior movimento dos “Coletes Amarelos”, que desafiou o país há sete anos, exigindo a eliminação de um imposto sobre combustíveis.
Segundo o jornal Le Monde, que cita uma pesquisa da Fundação Jean Jaurès, a actual mobilização reúne um número significativo de jovens e cidadãos politicamente engajados.
Os manifestantes expressam a sua oposição às medidas de austeridade incluídas no plano orçamental para 2026 do governo, que prevê o congelamento de algumas prestações, cortes em programas sociais e a eliminação de dois feriados.
O antigo juiz-presidente do Tribunal Judicial da Maxixe, Alexandre Njovo, encontra-se sob julgamento por supostas irregularidades financeiras que envolveram o desvio de quase 3 milhões de meticais.
Njovo, que já foi expulso da magistratura devido a comportamentos considerados impróprios, é visto como a figura central de um esquema de apropriação indevida de fundos públicos.
Segundo informações veiculadas pela TV Miramar, o ex-magistrado terá agido em conluio com um escrivão, utilizando cheques e outros meios administrativos para realizar levantamentos fraudulentos.
O Ministério Público alega que os valores em questão foram retirados dos cofres do tribunal através de diversas operações ilegais. A queda de Alexandre Njovo foi caracterizada como um exemplo do que se considera um “homem mau” no sistema de justiça, sendo o termo “comer” utilizado para descrever práticas de corrupção e apropriação de recursos.
Com o julgamento a decorrer na província de Inhambane, este caso reacende a discussão sobre a integridade da magistratura em Moçambique e destaca a urgência de uma fiscalização mais rigorosa nos tribunais.
O governador da província de Cabo Delgado, Valige Tauabo, fez um apelo às comunidades do distrito de Palma para fortalecerem a sua colaboração com os projectos de gás natural, numa altura em que se intensificam as preocupações e críticas acerca da partilha dos benefícios locais.
Durante uma cerimónia de entrega de uma estrada com 1,7 quilómetros, que liga a vila de Senga à comunidade de Quitunda, construída pela TotalEnergies como parte da sua responsabilidade social, Tauabo reconheceu as inquietações da população, mas reafirmou que estes projectos representam uma oportunidade singular para a transformação da realidade na província.
O governador destacou os projectos Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies, Coral Sul FLNG, da ENI, e o Rovuma LNG da ExxonMobil, como iniciativas que poderão provocar uma mudança significativa na economia moçambicana e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais.
“Esta empresa ainda não iniciou a exploração de gás, mas já está a construir infra-estruturas como esta estrada. Precisamos apoiar o projecto. A população de Palma é reconhecida pela sua boa disposição, então não se deixem levar por descontentamentos. Vamos todos embarcar neste projecto”, afirmou o governador, garantindo que o governo estará sempre ao lado das comunidades para assegurar que os seus direitos sejam respeitados.
Tauabo informou que mais de 600 famílias foram reassentadas em Quitunda para viabilizar o maior projecto de gás natural liquefeito do país, avaliado em 20 mil milhões de dólares. Apesar das críticas de alguns moradores sobre a falta de retorno imediato, a TotalEnergies tem demonstrado o seu compromisso através de iniciativas sociais.
Na sua intervenção, anunciou ainda um projecto de electrificação para a comunidade de Senga, que beneficiará cerca de 5.000 habitantes com sete quilómetros de linha de média tensão e seis postos de transformação, permitindo assim a ligação das residências à rede pública.
“O progresso já é evidente, mesmo antes do início da extracção do gás”, declarou.
O governador também mencionou a construção de estradas internas, parques infantis e infra-estruturas desportivas em Palma como prova do impacto positivo dos investimentos na região.
Tauabo enfatizou que o futuro da província depende da promoção de um ambiente pacífico e da colaboração entre as comunidades e os projectos em implementação.
“Um diálogo constante entre a TotalEnergies e as comunidades é fundamental para a concretização deste esperado projecto, tanto na província como em todo o país”, concluiu.
A Associação dos Educadores dos Consumidores de Água (AMASI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Supervisor para Gestão de Casos e HIV Pediátrico. Saiba mais.
A ADPP Moçambique (Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo) pretende recrutar um/a (1) Coordenador/a Distrital no Projecto ADPP – “Malaria Prevention”. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Projecto – ECHO Child Protection. Saiba mais.
O Supremo Tribunal da Tailândia decretou que o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra deve cumprir um ano de prisão, após ter passado parte de uma pena por corrupção em 2023 sob cuidados hospitalares, em vez de estar detido em uma prisão.
No seu comunicado, o tribunal esclareceu que os 180 dias em que Thaksin, uma figura proeminente na política tailandesa nas últimas décadas, esteve hospitalizado sob custódia policial, alegando problemas de saúde, “não podem ser contabilizados na sua pena”.
Thaksin, que foi detido para cumprir várias penas pendentes por corrupção, regressou à Tailândia em Agosto de 2023, coincidentemente com o retorno ao poder do seu partido, o Pheu Thai. O ex-primeiro-ministro tinha estado em fuga da justiça durante 15 anos, residindo em Dubai, mas acabou por receber autorização para ser hospitalizado sob custódia policial após a sua detenção.
As Nações Unidas solicitaram uma investigação “rápida e transparente” acerca da morte de 19 pessoas durante uma manifestação no Nepal, que resultou na intervenção policial para dispersar os protestos.
Ravina Shamdasani, porta-voz do Escritório dos Direitos Humanos da ONU, expressou o seu choque em relação ao número de mortos e feridos entre os manifestantes. A declaração foi divulgada através de um comunicado oficial.
De acordo com informações da agência de notícias espanhola EFE, as manifestações resultaram em pelo menos 19 fatalidades e mais de 347 feridos, com muitos deles a apresentarem ferimentos graves, incluindo lesões por bala na cabeça e no peito.
A porta-voz da ONU também destacou que existem alegações “profundamente preocupantes” sobre o uso excessivo ou desproporcionado da força por parte das forças de segurança durante os confrontos.
O Exército israelita realizou um ataque a uma torre residencial de 12 andares na Cidade de Gaza, numa ofensiva que se intensificou desde sexta-feira, visando edifícios altos que, segundo as autoridades israelitas, são utilizados pelo grupo islamita palestiniano Hamas.
Em comunicado, as forças armadas de Israel afirmaram que o Hamas teria instalado “equipamento de recolha de informações, explosivos e postos de observação no edifício”.
As autoridades israelitas alegaram ainda que os combatentes palestinianos estariam a operar nas proximidades do local para realizar ataques contra as tropas israelitas.
O Exército sublinhou que “as organizações terroristas em Gaza violam sistematicamente o direito internacional e utilizam cruelmente as instalações civis e a população como escudos humanos para suas operações terroristas”. Até ao momento, segundo a agência espanhola Europa Press, não há registo de vítimas decorrentes do ataque.
As forças israelitas destacaram que, antes do ataque, tomaram “medidas para reduzir a possibilidade de causar danos a civis”, referindo-se a uma ordem de evacuação emitida pouco antes pelo porta-voz do Exército em língua árabe, Avichai Adrai. Este aviso foi dirigido aos presentes no edifício e nas tendas adjacentes localizadas na rua Gamal Abdelnaser, com Adrai a justificar o ataque pela “presença de infraestruturas terroristas do Hamas dentro ou ao lado” da construção.
O Exército israelita anunciou o início de “ataques de precisão” contra infraestruturas que representassem uma ameaça directa às suas tropas, com as torres residenciais a serem listadas como alvos prioritários.
Este ataque surge no contexto de uma nova fase da guerra no enclave palestiniano, que inclui a intenção de ocupar a Cidade de Gaza, uma área já apontada pela ONU como uma das mais afectadas por uma situação de fome. A ofensiva tem gerado uma onda de críticas, tanto a nível internacional como internamente em Israel, devido à deslocação forçada de centenas de milhares de habitantes.
O Governo israelita afirmou que o objetivo das operações é eliminar as últimas bolsas de resistência do Hamas e recuperar os 48 reféns que, segundo estimativas, continuam em sua posse.
O primeiro-ministro do Nepal, Sharma Oli, anunciou a sua demissão em resposta a uma onda de protestos antigovernamentais motivados pela proibição de acesso às principais plataformas de redes sociais e pelo aumento da corrupção. Os confrontos resultaram na morte de 19 pessoas.
Oli, que inicialmente se recusou a abandonar o cargo face às exigências dos manifestantes, cedeu finalmente à pressão popular numa tentativa de acalmar a crescente agitação, especialmente em Katmandu. Pouco antes da sua demissão, o ministro da Agricultura, Ramnath Adhikari, também se afastou do Governo, seguindo-se ao secretário do Interior, Rasmesh Lekhak, que já havia anunciado a sua saída na segunda-feira.
Adhikari justificou a sua demissão pela “resposta autoritária” do Governo aos protestos, que incluíram o uso de munições reais contra civis. “Em vez de reconhecer o direito da população de questionar a democracia e de se manifestar, o Estado respondeu com repressão, assassinatos e uso da força, levando o país para um modelo autoritário em vez de democrático”, afirmou.
Nos últimos dias, dezenas de milhares de manifestantes tomaram as ruas da capital nepalense, expressando a sua indignação contra a decisão das autoridades de bloquear várias plataformas de redes sociais, entre elas o Facebook, a X e o YouTube, alegando que estas não se registaram nem se submeteram à supervisão governamental.
Os manifestantes, que se autodenominaram “Geração Z” em referência à faixa etária que foi a mais activa nas manifestações, clamaram: “Parem com a proibição das redes sociais, parem com a corrupção, não com as redes sociais”. Agitando bandeiras nacionais vermelhas e azuis, os jovens sublinharam a sua oposição à medida governamental.
O Governo nepalense já havia notificado cerca de duas dezenas de plataformas de redes sociais amplamente utilizadas no país para se registarem oficialmente, sendo que aquelas que não o fizeram estão bloqueadas desde a semana passada. TikTok, Viber e outras três plataformas conseguiram registar-se e continuam a operar sem interrupções.
Um homem foi mortalmente alvejado à saída de sua residência, em circunstâncias que permanecem por esclarecer no bairro de Ndlavela, na Matola.
De acordo com informações veiculadas pela TV Miramar, testemunhas relataram que a esposa da vítima abriu o portão para que o carro saísse, como era habitual. Momentos após o fecho do portão, foram ouvidos vários disparos. O homem foi atingido e perdeu a vida ainda no local do incidente.
Até este momento, a Polícia da República de Moçambique (PRM) não emitiu qualquer declaração oficial sobre o caso. Há relatos que sugerem que a vítima poderia ser um membro do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), conhecido popularmente como “mosquito”, embora esta informação não tenha sido confirmada pelas autoridades competentes.
Os indivíduos responsáveis pelos disparos conseguiram escapar do local. A cidade da Matola enfrenta mais um episódio de criminalidade, deixando a comunidade em estado de choque e preocupação.
O Parlamento do Burkina Faso aprovou, recentemente, uma nova legislação que proíbe a homossexualidade, impondo penas de prisão que vão de dois a cinco anos para aqueles que praticarem “actos homossexuais”.
Esta decisão foi tomada pela Assembleia Legislativa de Transição e tem gerado preocupação e críticas de várias organizações de direitos humanos.
A Amnistia Internacional manifestou a sua “alarme e profunda preocupação” com a aprovação da lei, apelando ao capitão Ibrahim Traoré, líder do governo militar desde 2022, para que a norma seja devolvida à Assembleia para revisão. Até agora, apesar da homossexualidade não ser considerada crime no Burkina Faso, a sociedade enfrentava um forte tabu em torno do tema.
Ousmane Ali Diallo, representante da Amnistia Internacional para a África Ocidental e Central, destacou à DW que, antes da introdução desta legislação, as relações sexuais consensuais entre adultos não eram criminalizadas, mas havia um significativo estigma social associado. Com a nova lei, as relações entre pessoas do mesmo sexo passam a ser criminalizadas, com penas que podem variar entre dois e cinco anos de prisão.
Esta medida tem sido amplamente criticada por organizações de direitos humanos, que consideram-na um retrocesso nos direitos civis e nas liberdades individuais no país.
Quase metade da população sudanesa enfrenta uma crise de fome sem precedentes, consequência dos conflitos que se prolongam há mais de dois anos.
O sector agrícola, essencial para a economia do país, encontra-se em colapso, resultando numa acentuada diminuição da produção.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 24,6 milhões de sudaneses enfrentam “grave insegurança alimentar”, uma situação que afecta aproximadamente 637 mil pessoas. Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde confirmou que algumas regiões do Sudão já registam casos de fome, conforme reportado pela CCTV.
A agricultura, que é a espinha dorsal da economia sudanesa, tem sofrido severamente com os conflitos generalizados que destruíram sistemas de irrigação, expulsaram trabalhadores rurais de suas terras e deixaram vastas áreas sem cultivo. Desde 2024, o conflito alastrou-se para as principais regiões produtoras de grãos no centro e sudeste do Sudão, piorando ainda mais a situação das terras aráveis.
O projecto agrícola de Gezira, a maior zona agrícola irrigada do Sudão, foi particularmente afectado. As autoridades locais estimam que os danos causados pelo conflito ascendem a entre 15 e 20 biliões de dólares.
Embora os combates em Gezira tenham diminuído desde o início do ano e algumas famílias deslocadas estejam começando a retornar, o processo de recuperação tem sido moroso e complicado. A situação continua a exigir atenção urgente para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.
Um dia após violentos protestos antigovernamentais, as autoridades do Nepal anunciaram um recolher obrigatório na capital, Katmandu, em resposta a ataques contra as residências de importantes líderes políticos.
Os tumultos, que resultaram em 19 mortos, foram impulsionados por um crescente descontentamento popular face à corrupção generalizada atribuída aos partidos políticos no país.
Segundo informações da agência France Presse, imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes a vandalizar e incendiar casas de figuras proeminentes, incluindo a residência de Sher Bahadur Deuba, líder do Congresso Nepalês, assim como as habitações do Presidente Ram Chandra Poudel e do ministro do Interior, Ramesh Lekhak.
Nas últimas semanas, os protestos intensificaram-se, culminando num ataque ao edifício do Parlamento na segunda-feira, após o governo ter bloqueado o acesso às redes sociais, ferramentas essenciais para a organização dos manifestantes. A mobilização atraiu dezenas de milhares de pessoas nas ruas de Katmandu, expressando a sua indignação.
Segundo os manifestantes, a repressão policial foi severa, resultando em 19 fatalidades, a maioria das quais atribuídas a disparos das forças de segurança. Na sequência dos acontecimentos, o ministro da Administração Interna, Ramesh Lekhak, apresentou a sua demissão na mesma noite, em face da crescente pressão pública e da crise de segurança.
O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, anunciou que a aeronave das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) já está a operar com normalidade após ter enfrentado problemas técnicos que levaram a um pouso de emergência para verificação.
Matlombe esclareceu que a aeronave já realizava voos em outras rotas, e os problemas que motivaram o pouso de emergência eram considerados mínimos. “Houve um registo de falta de performance da aeronave, que regressou para ser verificada. Após a inspecção, assegurou-se que estava em conformidade e foi autorizada a retomar os voos. Neste momento, a aeronave está a circular”, afirmou o ministro.
O titular da pasta dos Transportes e Logística também se referiu a um incidente recente envolvendo um voo da Qatar Airways, que teve dificuldades que impossibilitaram a sua partida. Para garantir a segurança, foi enviada uma equipa da África do Sul para verificar a conformidade da aeronave.
Matlombe sublinhou a importância de assegurar que todas as aeronaves que decolam estejam em conformidade e com as devidas autorizações para operar, enfatizando que a segurança é uma prioridade inegociável na aviação.
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