Cinco indivíduos foram detidos sob a acusação de se fazerem passar por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) na província de Cabo Delgado. Os suspeitos alegadamente utilizaram essa falsa identidade para interpelar e extorquir cidadãos.
Quatro dos envolvidos já se encontram sob custódia do SERNIC, após serem neutralizados por alegadamente terem retirado à força um cidadão de um transporte público. Durante a ação, os falsos agentes algemaram a vítima e ameaçaram-na com a existência de um mandado de captura, conseguindo extorquir 18 mil meticais antes de a libertarem.
Dois dos indiciados admitiram ter algemado e retirado a vítima do autocarro, mas negaram que se tenham feito passar por agentes do SERNIC. Os outros indivíduos do grupo alegam ter estado apenas “no local errado, à hora errada”.
Fontes da Miramar apuraram que dois dos envolvidos são vigilantes de uma empresa de segurança privada e utilizaram algemas do serviço para realizar a coação que culminou na extorsão.
O SERNIC reafirmou que todos os seus agentes estão devidamente identificados e obrigados a exibir distintivos em qualquer abordagem. O caso já foi encaminhado ao Ministério Público, que iniciará o processo judicial pertinente.
As autoridades alemãs prenderam três indivíduos suspeitos de serem membros do grupo islamista palestiniano Hamas, com planos de realizar ataques contra instituições israelitas ou judaicas no país.
A detenção ocorreu no seguimento de uma investigação que identificou os suspeitos como envolvidos na aquisição de armas de fogo desde o verão do ano transacto.
Durante a operação de busca, foram apreendidas várias armas, entre as quais se destaca uma espingarda automática AK-47, assim como uma quantidade significativa de munições.
Os três detidos, cujas identidades foram mantidas em sigilo conforme as leis de privacidade alemãs, são conhecidos como Abed Al G., Wael F. M. e Ahmad I. Dois dos indivíduos possuem nacionalidade alemã, enquanto o terceiro é originário do Líbano.
Os suspeitos enfrentarão um tribunal, onde um juiz decidirá sobre a possibilidade de permanecerem em prisão preventiva até ao início do julgamento.
A Electricidade de Moçambique (EDM) anunciou que avarias registadas na terça-feira (30), resultaram na interrupção do fornecimento de energia a aproximadamente 311 mil clientes em várias partes do país.
Segundo António Nhassengo, porta-voz da EDM, citado pela AIM, a maioria dos afectados, cerca de 286 mil, são clientes das cidades de Lichinga, Cuamba e Marrupa, na província de Niassa, bem como dos distritos de Guruè e Balama, nas províncias de Zambézia e Cabo Delgado. Adicionalmente, cerca de 25 mil clientes em Magoanine e nos bairros do distrito municipal Ka Mavota, na cidade de Maputo, também ficaram sem energia.
De acordo com Nhassengo, as avarias afectaram, em grande parte, a província de Niassa. “Houve também interrupção na cidade de Maputo, na estação 9, na zona de Magoanine, que causou a interrupção no fornecimento de energia a cerca de 25 mil clientes”, afirmou.
Para garantir a segurança das infraestruturas e minimizar os danos, a EDM foi forçada a interromper o fornecimento de energia em Magoanine e outras áreas da cidade de Maputo. “Iniciamos manobras ao nível da rede de distribuição para interligar os postos de transformação a partir de outras estações, de forma a assegurar a reposição gradual do fornecimento de energia aos nossos clientes”, explicou.
Graças ao trabalho realizado durante a noite de terça-feira, a EDM conseguiu restabelecer o fornecimento de energia, mas constatou que cerca de 5% dos 25 mil clientes afectados na cidade de Maputo ainda permaneciam sem energia. Nhassengo não descarta a possibilidade de existirem clientes que ainda não tenham recuperado o fornecimento, considerando que se podem tratar de casos isolados.
O porta-voz da EDM fez um apelo às famílias que continuam sem energia para contactarem a empresa através da linha de atendimento ao cliente. Além disso, destacou que a EDM está a desenvolver esforços para apurar a origem da avaria, uma vez que os defeitos nas infraestruturas são, geralmente, transitórios.
“Este foi um problema que afectou os nossos clientes e impactou negativamente as operações da EDM. Pedimos a compreensão dos clientes, especialmente da região norte do país. Continuamos a trabalhar para identificar a avaria que se registou na linha de alta tensão, tendo em conta que esta passa por zonas de difícil acesso, na mata adentro”, concluiu Nhassengo.
Até ao momento, a EDM não conseguiu calcular os custos dos prejuízos causados pela avaria. “O trabalho prossegue na linha de Gurué-Cuamba, pois não podemos repor o fornecimento enquanto não identificarmos a origem da avaria, sob risco de danificar os equipamentos. É ainda prematuro dizer a que horas a situação será normalizada”, acrescentou.
Na cidade de Maputo, a investigação revelou que a avaria foi originada por um defeito na rede de distribuição de média tensão, que comprometeu a segurança no fornecimento de energia.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) manifestou a necessidade de um maior investimento no sector da justiça como forma de combater a corrupção no país.
A declaração foi feita pelo Chefe da Bancada Parlamentar do partido, Fernando Bismarque, durante uma visita à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Tribunal Administrativo, realizada em Maputo.
Os deputados da bancada parlamentar do MDM realizaram esta visita para expressar as suas preocupações em relação aos índices de corrupção que afectam Moçambique. Bismarque enfatizou a importância de fortalecer as instituições de justiça, afirmando que os deputados da sua bancada estão comprometidos em colaborar com a PGR para erradicar a corrupção.
Durante a visita, o chefe da bancada também relembrou que o Banco de Moçambique tem recusado as solicitações de visita dos deputados à instituição, o que agrava as preocupações sobre a transparência e a responsabilidade no sector público.
Esta iniciativa surge num contexto em que a corrupção continua a ser um dos principais desafios enfrentados pelo sector público em Moçambique.
A cidade de Tete, em particular o bairro de Mpáduè, encontra-se em estado de alerta devido a um surto de cólera. Este surto já resultou em uma vítima mortal e levou 21 pessoas a necessitarem de internamento, das quais 20 já receberam alta, enquanto uma permanece hospitalizada.
Desde o início da crise, há nove dias, foram contabilizados cerca de 150 casos cumulativos da doença.
O governador da província de Tete, Domingos Viola, informou que a origem do surto está relacionada com o consumo de água não potável, com os bairros de Mpáduè e Matundo a serem identificados como os principais focos da epidemia. Face a esta situação, são necessárias intervenções urgentes para melhorar as condições de saneamento básico na região.
Viola fez um apelo à população para adoptar práticas rigorosas de higiene, incluindo a lavagem frequente das mãos com água e sabão, o uso responsável e higiénico das latrinas e a cautela na escolha de alimentos, evitando aqueles que possam representar um risco de contaminação.
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou a aprovação de uma subvenção no valor de 22,8 milhões de dólares para reforçar a cadeia de valor do arroz em Moçambique e melhorar a resiliência climática, beneficiando 30 mil pequenos agricultores em quatro províncias do país.
Este financiamento destina-se ao Projecto da Cadeia de Valor do Arroz e Resiliência Climática (RIVACREP), cuja meta é aumentar a autossuficiência de arroz de Moçambique de 50% para 75% até 2030, enfrentando, assim, desafios críticos de segurança alimentar numa das nações africanas mais vulneráveis nesse aspecto.
Embora o arroz constitua um alimento básico, Moçambique produz apenas metade das 600 mil toneladas que consome anualmente, dependendo das importações para suprir um défice de 300 mil toneladas, uma situação que pressiona as reservas cambiais e agrava a pobreza rural.
Macmillan Anyanwu, representante residente do BAD em Moçambique, afirmou que a subvenção se concentra nas populações mais vulneráveis, destacando que 70% dos beneficiários são mulheres e 30% jovens. “Ao focar em tecnologias climaticamente inteligentes, esta iniciativa terá um impacto duradouro na segurança alimentar e nos meios de subsistência rurais”, sublinhou Anyanwu, enfatizando que o projecto está alinhado com a estratégia nacional de desenvolvimento do país.
O RIVACREP tem como objectivo quadruplicar a produção de arroz, passando de uma tonelada por hectare para quatro, e aumentar o rendimento anual das famílias de cerca de 590 para 1000 dólares. Os resultados iniciais do projecto deverão gerar um acréscimo de 6.000 toneladas de arroz por ano, uma contribuição que, embora represente apenas 2% do défice total do país, estabelece as bases para um aumento futuro da produção e uma menor dependência das importações.
O projecto prevê a reabilitação de 1.000 hectares de infraestruturas de irrigação, principalmente na província de Gaza, além da criação de cinco fábricas de moagem de pequena escala e 10 centros agregadores, através de uma parceria público-privada.
Entre as principais intervenções estão a reabilitação de sistemas de irrigação, o nivelamento do solo, melhorias na drenagem e a construção de instalações de armazenamento resistentes às alterações climáticas. Além disso, será promovida a introdução de variedades de arroz resistentes à seca e às inundações, em colaboração com instituições de investigação internacionais.
Estas ações são esperadas para reduzir as perdas pós-colheita em mais de metade, passando de 26% para 12%. “Ao construir infraestruturas resilientes e integrar atores do setor privado, o RIVACREP permitirá a Moçambique reduzir a dependência das importações, criar valor acrescentado interno e estabelecer as bases para um sector de arroz industrializado e climaticamente inteligente”, concluiu Anyanwu.
O Papa Leão XIV manifestou a sua profunda preocupação com o tratamento “desumano” dos imigrantes nos Estados Unidos, levantando questões sobre se as políticas da administração de Donald Trump estão conforme os ensinamentos da Igreja Católica.
Em declarações aos jornalistas à porta da sua residência em Castel Gandolfo, o pontífice afirmou: “Alguém que diz que é contra o aborto, mas concorda com o tratamento desumano dos imigrantes nos Estados Unidos, não sei se isso é ser pró-vida.”
Leão XIV, que assumiu o cargo em Maio após a morte do Papa Francisco, foi questionado sobre a recente decisão da arquidiocese de Chicago de conceder um prémio a Dick Durbin, senador democrata de Illinois que apoia o direito ao aborto. Esta decisão gerou críticas por parte de católicos conservadores, incluindo vários bispos norte-americanos, conforme noticiado pela agência Reuters.
O Papa salientou a importância de considerar o trabalho geral realizado pelo senador e reconheceu as dificuldades e tensões existentes, sublinhando que é crucial considerar as várias questões relacionadas com os ensinamentos da Igreja. “Alguém que diz ser contra o aborto, mas a favor da pena de morte, não é realmente pró-vida”, exemplificou o pontífice.
A Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade da Beira, efectuou a detenção de três cidadãos, entre os quais se encontra uma mulher, sob a acusação de tentativa de ingresso na corporação com documentação falsificada.
A operação teve lugar na tarde de ontem, no âmbito da submissão de documentos no Comando Provincial da PRM. Durante o processo de triagem, os documentos apresentados pelos suspeitos foram considerados adulterados, o que resultou na sua detenção imediata.
Dércio Chacate, chefe do Departamento de Relações Públicas da PRM em Sofala, manifestou firmemente a posição da corporação em relação a este tipo de comportamentos. “Repudiamos este comportamento. Não nos associamos a qualquer prática de corrupção. Assumimos que qualquer situação desta natureza será prontamente abortada”, afirmou Chacate, destacando o compromisso da PRM em manter a integridade da instituição.
A defesa de Artimiza Magaia anunciou a intenção de recorrer da decisão do tribunal que resultou na condenação da ré a três meses de prisão, convertíveis em multa correspondente a 2% do salário mínimo, além do pagamento de uma indemnização de 2 milhões de meticais.
Esta condenação surge no âmbito de um processo de difamação movido contra Agostinho Vuma.
Segundo a leitura da sentença, as declarações proferidas por Artimiza Magaia foram consideradas prejudiciais à honra e à imagem do ofendido, conduzindo à sua condenação.
O tribunal determinou que as afirmações, feitas durante o período das eleições internas de um partido, tiveram um impacto directo na reputação do empresário, o que justificou a penalidade imposta.
Embora não tenha fornecido comentários detalhados à imprensa, o advogado de Artimiza Magaia afirmou que irá avançar com o recurso da decisão.
O Governo moçambicano anunciou a intenção de encerrar a lixeira de Hulene, localizada na Cidade de Maputo, até o ano de 2027.
A informação foi divulgada pela Direcção Nacional do Ambiente, que reconhece a falta de soluções imediatas para a poluição dos rios na província de Manica.
O projecto de encerramento da lixeira de Hulene encontra-se actualmente na fase de aprovação e implementação, numa parceria com o governo da Coreia do Sul. Esta iniciativa é vista como um passo importante para a mitigação dos impactos ambientais causados pela actual operação da lixeira.
Além do encerramento da lixeira de Hulene, o governo moçambicano prevê a construção de mais três aterros nos próximos anos, dos quais dois estarão localizados na província de Nampula, com um financiamento previsto superior a 18 milhões de dólares.
Em relação à poluição dos rios na província de Manica, a Direcção do Ambiente informou que, apesar de não existirem soluções imediatas, um plano está em desenvolvimento.
Embora não tenha revelado o número exacto de empresas envolvidas na má gestão da mineração, foi mencionado que muitas delas já suspenderam as suas actividades. A responsabilidade de fiscalizar estas operações recai sobre a Direcção do Ambiente, que se compromete a monitorizar a situação.
Durante uma mesa-redonda realizada em Maputo, jovens moçambicanos enfatizaram que a reconciliação nacional deve ser entendida como um processo contínuo, necessitando de uma inclusão efectiva da juventude nos espaços de decisão política, económica e social.
O evento foi promovido pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), em parceria com a Embaixada da Finlândia e a UNICEF Finlândia, reunindo representantes da juventude de ambos os países.
Os jovens afirmaram que “a juventude não é o futuro, mas o presente de Moçambique”, destacando a responsabilidade das novas gerações na construção da paz e da democracia. Entre os principais obstáculos identificados, mencionaram a manipulação política nas redes sociais, a corrupção, a exclusão dos jovens nos órgãos de decisão, a falta de oportunidades de emprego e habitação, bem como a fragilidade institucional.
Os participantes concordaram que a paz sustentável vai além do simples cessar-fogo, envolvendo aspectos de justiça social, fortalecimento institucional e governação inclusiva. Lorena Mazila, coordenadora de programas do IMD, ressaltou que a participação da juventude é fundamental para a reconciliação em Moçambique. Apontou que o actual diálogo nacional inclusivo é uma oportunidade valiosa para que os jovens influenciem transformações e façam ouvir as suas vozes.
A delegação da Finlândia partilhou também experiências democráticas do seu país, onde a oposição tem um espaço significativo de actuação e acesso aos meios de comunicação, além da liderança em comissões parlamentares. Foi destacada a educação universal como base da democracia finlandesa, apesar da persistência de desafios como o desemprego juvenil, polarização política e a integração de imigrantes.
A embaixadora da Finlândia em Moçambique, Satu Lassila, recordou que a Resolução 2250 do Conselho de Segurança da ONU considera a juventude uma peça central na consolidação da paz. Ressaltou que “a paz não é possível sem justiça, e a justiça não é possível sem vontade política”, encorajando os jovens a assumirem um papel mais activo na sociedade.
O evento contou com a participação de jovens políticos, académicos, representantes de partidos políticos, membros da sociedade civil, além de representantes da UNICEF e da Embaixada da Finlândia, no âmbito do projecto Pro-Cívicos e Direitos Humanos.
Aryatara Shakya, de dois anos e oito meses, foi recentemente seleccionada para assumir o título de Kumari, a ‘deusa viva’ do Nepal, sucedendo à sua antecessora que, ao atingir os 11 anos e a puberdade, é considerada uma mera mortal.
Na semana passada, a jovem Aryatara foi transportada nos braços da sua família até ao templo que se tornará a sua residência até atingir a puberdade. Durante o percurso pelas ruas de Katmandu, numerosos devotos formaram filas para tocar os pés da criança com as testas, uma prática que simboliza o máximo respeito entre os Hindus no Nepal, enquanto ofereciam flores e dinheiro.
O pai de Aryatara, Ananta Shakya, demonstrou-se emocionado durante o trajecto, reflectindo sobre a transformação da sua filha. “Ela era apenas a minha filha ontem, mas hoje é uma deusa”, afirmou, segundo o Arab News. Shakya também compartilhou que já havia sinais de que a criança era especial, mencionando um sonho de sua esposa durante a gravidez, onde ela viu a filha como uma deusa.
As Kumaris, veneradas tanto por Hindus quanto por Budistas, são seleccionadas entre raparigas com idades compreendidas entre os dois e quatro anos. Para serem escolhidas, devem apresentar pele, cabelo, olhos e dentes imaculados, sem qualquer tipo de manchas. Além disso, as crianças não devem demonstrar medo do escuro.
Durante festivais religiosos, as Kumaris são transportadas em charretes por devotos, sempre vestidas de vermelho, com os cabelos presos e um ‘terceiro’ olho pintado na testa, simbolizando a sua divindade e o papel especial que desempenham na cultura nepalense.
Uma explosão de gás provocou o colapso de parte de um edifício residencial de 20 andares na zona do Bronx, em Nova Iorque. O incidente ocorreu pouco após as oito horas, hora local. Até ao momento, não há registo de vítimas ou feridos.
O autarca de Nova Iorque, Eric Adams, destacou a sorte da cidade, afirmando: “Temos muita sorte neste momento, não houve perda de vidas ou feridos”, conforme citado pela BBC.
No local, as autoridades mobilizaram bombeiros equipados com drones e cães para realizar buscas entre os escombros. Imagens aéreas da cena mostram a parte lateral do edifício severamente danificada, com destroços espalhados pelo chão.
As autoridades continuam a investigar as causas da explosão e a situação no local permanece a ser monitorizada.
O Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres (INGD) alerta que a presente época chuvosa poderá afectar cerca de 1,5 milhão de pessoas na província de Nampula.
O cenário perspectivado inclui chuvas intensas, ventos fortes, inundações e a possibilidade de ciclones.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê para esta região do país um período caracterizado por chuvas abundantes e temperaturas elevadas, especialmente nas áreas costeiras e em diversos distritos do interior. Segundo o comunicado sobre a previsão climática sazonal para 2025/2026, as temperaturas devem oscilar entre os 25 e os 35 graus célsius, com chuvas que tendem a ser superiores ao normal.
Face a esta situação, o INGD manifestou maior confiança num segundo cenário que indica a possibilidade de afectar 1.502.595 pessoas. Com base nas estimativas feitas no plano de contingência, as necessidades em termos de alimentos, bens de abrigo, água, saneamento, tendas hospitalares e kits escolares podem ultrapassar 12,6 milhões de meticais, tendo em conta que um dólar corresponde a pouco mais de 63 meticais no câmbio oficial.
O cenário ambiental sugere um impacto significativo no sector da saúde, com o receio de surtos de cólera e um aumento de casos de malária, principalmente em pessoas com mais de cinco anos. No que se refere ao sector agrícola, é prevista uma satisfação hídrica das culturas inferior a 60% entre Outubro e Dezembro, uma vez que a chuva é esperada ser normal.
Em contraste, os meses de Janeiro, Fevereiro e Março deverão oferecer um índice satisfatório de humidade, situando-se entre 85% e 100%. Especialistas consideram estes dados como uma indicação positiva, prevendo uma campanha agrária promissora.
Relativamente à precipitação total esperada, no mês passado, uma fonte do INAM mencionou que Nampula poderá registar até mil milímetros de chuva durante toda a época chuvosa, embora este valor possa ser revisto com o avanço do período. A influência do fenómeno climático La Niña, que deverá manifestar-se entre Setembro e Dezembro, aumenta a probabilidade de chuvas intensas, com uma taxa de 60%, conforme a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A intensidade do fenómeno La Niña poderá variar os seus efeitos em Moçambique, sendo que há previsões de chuvas acima do normal nas regiões norte e centro do país, o que poderá causar inundações e comprometer a produção agrícola, gerando insegurança alimentar. As alterações climáticas extremas também podem favorecer a propagação de doenças como a malária e outras relacionadas com a água.
Durante a época chuvosa anterior, a província de Nampula registou 101 mortes e 213 feridos devido a eventos climáticos extremos, afetando 1.472.763 pessoas e levando à criação de 76 centros de acolhimento.
O Presidente da República, Daniel Chapo, liderou uma sessão dedicada ao Diálogo Nacional Inclusivo, onde foi anunciada a data de início do processo de auscultação pública, agendado para o dia 6 de Outubro.
Este processo abrangerá todas as províncias de Moçambique e as comunidades moçambicanas no exterior.
Edson Macuácua, Presidente da Comissão Técnica para o diálogo nacional inclusivo, informou que serão formadas brigadas destinadas a actuar em todos os distritos do país e junto das comunidades na diáspora. O objectivo é garantir que tanto cidadãos individuais como colectivos possam partilhar as suas opiniões sobre diversos temas.
“6 de Outubro marcará o início do processo de auscultação pública a nível provincial e na diáspora”, declarou Macuácua. A divulgação dos programas, incluindo datas e locais para os eventos de auscultação, será feita em breve, com o intuito de assegurar uma ampla participação por parte da população.
Este processo tem como finalidade contemplar todos os segmentos da sociedade, abrangendo os sectores político, económico, social, cultural e académico.
O Presidente Chapo apelou à participação activa dos cidadãos, enfatizando a relevância deste momento para o exercício da cidadania, bem como para a promoção da paz, coesão nacional, reconciliação e fortalecimento da democracia.
O Tribunal Judicial da Cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, proferiu uma sentença de três meses de prisão e a imposição de uma indemnização de dois milhões de meticais à influenciadora digital, pastora e activista Artimiza Magaia.
A decisão resulta de crimes de difamação e calúnia contra o empresário e político moçambicano Agostinho Vuma.
Conforme informou a 2ª Secção do tribunal, Artimiza Magaia foi considerada culpada por imputar ofensas à honra e ao bom nome de Vuma através de vídeos divulgados nas redes sociais, no âmbito do processo eleitoral interno da Frelimo, agendado para 2024.
Nos conteúdos veiculados, Magaia acusou Vuma de alegada compra de votos durante a eleição interna para candidatos à Assembleia da República. Perante a gravidade das alegações, Vuma optou por recorrer à justiça, levando a situações que culminaram na sua renúncia à recandidatura, em virtude da necessidade de salvaguardar a sua imagem e as instituições a que pertencia, nomeadamente a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
Durante as audiências realizadas no dia 23 de Setembro, foram apresentados os vídeos referidos, ocasião em que Artimiza não apenas reconheceu as acusações, como também pediu desculpas a Vuma. Adicionalmente, a influenciadora admitiu ter recebido anteriormente 30 mil meticais do empresário, quantia destinada ao suporte da sua campanha eleitoral, e não para corromper o processo, como inicialmente insinuado.
Na mesma sessão, a arguida caracterizou a sua conduta como impulsiva e sem fundamentos, alegando que tal se deveu a desentendimentos internos da Frelimo na província de Gaza, envolvendo o primeiro-secretário do partido, Daniel Matavele.
O Ministério Público destacou que a actuação da ré se enquadra no artigo 233 do Código Penal, que prevê penas de até um ano de prisão para crimes de difamação. Por sua vez, a defesa sustentou que Artimiza é uma ré primária, que pediu desculpas e se comprometeu a não repetir os actos.
Na leitura da sentença, o juiz estipulou a pena em três meses de prisão, além da indemnização de dois milhões de meticais a favor de Agostinho Vuma, valor inferior aos cinco milhões que haviam sido inicialmente reclamados pela vítima.
Quatro indivíduos suspeitos de caça furtiva foram detidos na zona de Mapanhe, no distrito de Massangena, na província de Gaza. Os detidos foram apanhados em flagrante quando tentavam vender um pangolim vivo, assim como garras e dentes de leões.
A detenção foi realizada em colaboração com o Serviço Nacional de Investigação Criminal, que continua a investigar o local de abate do leão.
Os suspeitos estavam em posse de não apenas um pangolim vivo, mas também de 18 ossos e 16 garras extraídas de um leão. Durante a abordagem, um dos detidos confessou que pretendia vender o pangolim a um curandeiro proveniente da Suazilândia, na expectativa de receber uma recompensa pela transacção.
Um dos outros integrantes do grupo negou as acusações, afirmando que o animal foi encontrado nas matas e que tinha sido apanhado para consumo familiar. “Eu apanhei o pangolim na machamba e o trouxe à casa para ser consumido no dia 25 (de Setembro)”, declarou.
Em uma situação paralela, no distrito de Bilene, dois pescadores foram detidos por posse ilegal de cinco quilos de cavalo-marinho. A dupla reconheceu a autoria do crime, revelando que pretendiam vender o animal por 35 mil meticais. As autoridades estão a intensificar as operações para combater a caça e pesca ilegais de espécies protegidas na região.
Pelo menos 26 pessoas perderam a vida num trágico acidente marítimo que ocorreu no rio Níger, na região central-norte da Nigéria, conforme confirmaram as autoridades locais.
O incidente, que teve lugar na área de Ibaji, no estado de Kogi, envolveu uma embarcação que transportava, na sua maioria, comerciantes a caminho de um mercado no estado vizinho de Edo.
Kingsley Fanwo, comissário de informações do estado de Kogi, revelou que a causa do acidente está sob investigação. Em comunicado, o responsável expressou a sua profunda tristeza pela tragédia, referindo que “esta é uma perda devastadora” e endereçou as suas condolências às famílias das vítimas.
O governo do estado de Kogi comprometeu-se a colaborar com agências federais para melhorar a segurança nas vias navegáveis, com o intuito de prevenir a repetição de tais incidentes no futuro.
A Nigéria, o país mais populoso de África, regista acidentes frequentemente de barco, especialmente durante a estação chuvosa, em áreas remotas. Estes acidentes são, frequentemente, atribuídos a embarcações que navegavam sobrecarregadas e em condições inadequadas de manutenção, muitas vezes sem a devida utilização de coletes salva-vidas. Em um episódio recente, no mês anterior, 31 vidas foram perdidas quando um barco sobrecarregado colidiu com um tronco de árvore na zona de Borgu, no estado de Níger.
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) anunciou o início do processo de matrículas para os novos ingressos da 1ª classe do ano lectivo de 2026, que decorre de hoje até 31 de Dezembro em todo o país.
Estima-se que sejam inscritas 1 623 000 crianças, representando um aumento de 2,9% em relação ao ano lectivo em curso, que registou 1 576 000 matrículas.
Silvestre Dava, porta-voz do MEC, revelou que o incremento no número de vagas foi fundamentado em dados disponibilizados pelo sector de estatística.
O porta-voz também mencionou que a cifra de vagas pode ainda ser superada, dependendo da adesão dos pais e encarregados de educação.
Dava apelou à população para que se mobilize e inscreva as crianças que atingem a idade escolar, ou seja, aquelas que completam seis anos até 30 de Junho de 2026.
A Associação Moçambicana de Juízes (AMJ) apresentou duas peças junto do Ministério Público, visando a responsabilização criminal de funcionários e a reposição de direitos...