O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou a previsão de chuvas intensas para a cidade de Maputo e as províncias de Gaza, Inhambane, Manica e Sofala.
A expectativa é que as precipitações alcancem valores superiores a 50 milímetros em 24 horas, com locais que poderão registar mais de 100 milímetros.
Os fenómenos meteorológicos poderão vir acompanhados de trovoadas severas e ventos com rajadas, aumentando o risco de eventos adversos naquelas regiões. Face a esta situação, a população é alertada para a possibilidade de inundações e outros perigos associados.
Simultaneamente, prevê-se a continuidade de chuvas com trovoadas e ventos com rajadas na província de Niassa, assim como nas províncias de Zambézia e Tete.
As autoridades locais são recomendadas a estar atentas e a tomar as devidas precauções para proteger a comunidade de impactos negativos causados por estas condições climáticas adversas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) anunciou que a tempestade tropical moderada “Duzai” não apresenta perigo para o Canal de Moçambique nem para a parte continental do país.
O fenómeno meteorológico, que se formou na Bacia do Sudoeste do Oceano Índico, apresenta ventos médios de 65 quilómetros por hora, com rajadas que atingem até 95 quilómetros por hora.
Actualmente, a tempestade encontra-se na posição 14,5 graus Sul e 76,6 graus Leste e desloca-se na direcção Sul-Sudeste a uma velocidade de 11 quilómetros por hora.
O INAM continua a monitorizar de perto a evolução deste sistema e apela à população que mantenha a atenção nas informações meteorológicas e nos avisos que estão a ser divulgados pelas autoridades competentes.
As autoridades reiteram a importância de estar alerta e informado sobre as condições climáticas na região.
O Conselho Municipal de Maputo anunciou o início do pagamento de compensações às 468 famílias afectadas pelo projecto de construção do Aterro Sanitário da KaTembe.
Esta iniciativa abrange uma área destinada à implementação da infra-estrutura, que se estende por aproximadamente 150 hectares.
De acordo com Danúbio Lado, director do Gabinete de Desenvolvimento Estratégico Institucional, o pagamento será realizado de forma faseada, com o processo a iniciar-se na data de hoje. As primeiras 138 famílias, cujos valores de compensação já foram definidos, são as primeiras a receber.
Este passo é considerado essencial para mitigar os impactos do projecto nas comunidades locais. O Conselho Municipal reafirma o seu compromisso em garantir uma transição justa para todas as famílias afectadas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proclamou uma “emergência nacional” com o objectivo de preservar as receitas provenientes das vendas de petróleo da Venezuela que se encontram nas contas do Tesouro norte-americano.
Esta medida visa impedir que os credores que detêm dívida externa da Venezuela consigam reclamar esses fundos.
Em comunicado oficial, a Casa Branca esclareceu que o decreto assinado por Trump tem como intenção evitar a apreensão das receitas do petróleo venezuelano, as quais são consideradas essenciais para os esforços dos Estados Unidos em garantir a estabilidade política e económica da Venezuela.
O decreto estabelecido bloqueia qualquer embargo, julgamento, decreto, direito de retenção, execução ou outro processo judicial que possa afectar os fundos do governo dos Estados Unidos, resultantes das vendas de petróleo venezuelano. Adicionalmente, a ordem proíbe a transferência ou a negociação desses recursos.
Esta iniciativa segue-se a uma reunião que ocorreu na sexta-feira passada entre Trump e executivos do sector petrolífero. Durante este encontro, o Presidente norte-americano ofereceu às principais empresas do sector a garantia de “protecção e segurança do governo” a longo prazo, com a ambição de atrair um investimento de 100 mil milhões de dólares na Venezuela.
A situação revela a complexidade das relações internacionais e as implicações económicas da crise na Venezuela, com repercussões significativas para a região e para os mercados globais.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou o desmantelamento de uma clínica clandestina localizada na residência de um trabalhador reformado da Saúde, no bairro Mariana.
O suspeito, um homem com mais de 60 anos de idade, actuou anteriormente como técnico de laboratório e estava reformado há cerca de cinco anos.
As autoridades identificaram que o reformado tinha montado uma unidade de atendimento ilegal na sua habitação, onde prescrevia medicamentos e mantinha um paciente internado em condições impróprias.
Maximino Amílcar, chefe do Departamento de Comunicação e Relações Públicas do SERNIC na Zambézia, confirmou que a detenção foi realizada em colaboração com o sector da Saúde.
O médico-chefe provincial da Zambézia, Isaías Marcos, adiantou que grande parte dos medicamentos apreendidos foi desviada do Sistema Nacional de Saúde, resultando num prejuízo estimado em mais de 25 mil meticais. Além disso, outra parte dos fármacos, avaliada em cerca de cinco mil meticais, tinha origem no sector privado.
Marcos relatou que, no ano passado, foram registados quatro incidentes semelhantes na província, com perdas superiores a 300 mil meticais, atribuídas ao desvio de medicamentos. O indiciado, no entanto, nega as acusações, alegando desconhecimento sobre a proveniência dos medicamentos e afirmando ter sido detido sem justificação válida.
O bairro de Maxaquene, na cidade de Maputo, foi marcado por um protesto significativo, onde residentes bloquearam a avenida Milagre Mabote em virtude da falta de recolha de lixo.
A manifestação visou chamar a atenção para uma situação que, segundo os moradores, se arrasta há mais de um mês.
Os cidadãos, visivelmente insatisfeitos, espalharam estilhaços de garrafas de vidro em ambos os sentidos da via, particularmente nas imediações do campo 1.º de Maio, local habitual onde são depositados os resíduos sólidos. Este ato surge como uma medida extrema em resposta à deterioração das condições sanitárias, com o receio de que a acumulação de lixo possa aumentar o risco de doenças.
Vários moradores entrevistados pelo “Notícias Online” expressaram a sua frustração face à ineficiência dos serviços de limpeza, sublinhando que a situação actual tem comprometido a qualidade de vida na comunidade. O cenário, que se tornou insustentável, levou à urgência de medidas de protesto, na esperança de que as autoridades competentes tomem providências imediatas.
Neste momento, embora parte dos estilhaços tenha sido removida, a circulação de viaturas permanece condicionada, reflectindo a tensão existente na zona.
As autoridades locais ainda não se pronunciaram acerca da situação.
As buscas por seis pessoas desaparecidas, na sequência de um naufrágio ocorrido no domingo, no rio Mecuburi, distrito de Memba, na província de Nampula, continuam a decorrer intensamente.
A embarcação, que transportava 14 ocupantes, bem como produtos alimentares de quantidades não especificadas, enfrentou um trágico acidente.
Informações disponibilizadas pelas autoridades locais indicam que as equipas de busca incluem membros da comunidade, que enfrentam desafios significativos devido à profundidade do rio e às condições climáticas adversas. Até o momento, oito dos ocupantes foram resgatados e encaminhados para uma unidade sanitária em Baixo Pinda, no posto administrativo de Geba, onde receberam a assistência médica necessária e encontram-se fora de perigo.
Rosanilza Chaúque, porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, relatou que a embarcação realizava o percurso entre Simuco e Nacala quando foi apanhada por uma onda forte, que provocou a sua viragem e o lançamento dos ocupantes para o rio, gerando pânico entre os passageiros.
Em resposta ao incidente, a PRM reiterou a importância de seguir rigorosamente as informações meteorológicas antes de realizar viagens fluviais ou marítimas, enfatizando que o respeito por estes alertas climáticos é crucial para a prevenção de acidentes e para a segurança na navegação.
A Renamo, um dos principais partidos políticos de Moçambique, agendou a sua primeira reunião nacional para o final deste mês, a ter lugar na cidade da Matola, província de Maputo. A informação foi divulgada pelo coordenador nacional da Comissão Nacional de Gestão (CNG) do partido, Edgar Silva.
Durante o evento, que reunirá 93 membros, estarão presentes os coordenadores e os elementos das comissões provinciais de gestão. O principal objectivo do encontro é traçar estratégias que visem restaurar a harmonia dentro do partido, especialmente após a destituição do anterior presidente, Ossufo Momade.
“É a primeira vez que nos reunimos para delinear acções que nos conduzirão, num futuro próximo, ao congresso extraordinário, o qual se destina a pôr fim a esta clivagem interna, resultante da remoção do presidente”, afirmou Edgar Silva.
A CNG foi instaurada como uma das deliberações decorrentes da primeira Conferência Nacional de Desmobilizados, que contou com a participação de membros influentes do partido e teve lugar em Setembro do ano passado, na cidade de Chimoio, província de Manica. Silva destacou que a criação da comissão visa revitalizar o dinamismo político da Renamo, onde se considera que o sistema anterior, liderado por Ossufo Momade, demonstrou falhas significativas.
Em uma declaração polémica, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças americanas iniciarão operações terrestres no México, com o intuito de combater os cartéis de droga que, segundo ele, controlam o país. A comunicação foi feita durante uma entrevista ao radialista Sean Hannity, na Fox News.
Trump afirmou: “Vamos começar agora a atacar em terra no que respeita aos cartéis. Os cartéis estão a governar o México.” No entanto, o líder americano não divulgou pormenores adicionais relacionados ao cronograma ou ao alcance das operações projectadas.
É importante ressaltar que qualquer ação militar em território mexicano, sem a autorização do governo do México, infringiria o direito internacional, marcando uma mudança significativa nas relações entre os dois países. Tal iniciativa seria considerada um ataque sem precedentes contra um aliado e um parceiro comercial relevante para os EUA.
Esta declaração surge após a captura de Nicolás Maduro, ex-Presidente da Venezuela, pelas Forças Delta americanas, em um complexo residencial em Caracas, que culminou uma extensa campanha militar e económica contra o seu governo. Maduro enfrenta actualmente várias acusações de tráfico de droga nos Estados Unidos.
A situação gera expectação sobre as possíveis repercussões da nova estratégia militar dos EUA na América Latina e suas consequências para a política regional.
Moçambique está a avançar com a implementação do programa “Local Climate Adaptive Living Facility” (LoCAL), com a assistência do Fundo de Desenvolvimento de Capital das Nações Unidas (UNCDF).
Este programa visa melhorar a resiliência climática no país, sendo um importante mecanismo de financiamento climático que teve início em 2014.
O LoCAL é executado em colaboração com os ministérios da Economia e Finanças e da Terra e Ambiente. A iniciativa tem como fundamento a necessidade de responder a riscos climáticos e proteger os progressos alcançados no desenvolvimento nacional. O modelo adoptado foca numa abordagem descentralizada de adaptação climática, integrando o financiamento climático nos sistemas locais e nacionais de planeamento e orçamento.
Actualmente, o programa actua em sete províncias: Gaza, Inhambane, Sofala, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado. O seu principal objectivo é reforçar a resiliência climática, oferecendo aos governos locais um acesso facilitado a financiamentos baseados no desempenho.
As subvenções disponibilizadas pelo LoCAL são orientadas para a resiliência climática e estão interligadas aos processos de planeamento, orçamentação e investimento a nível local. Para aceder a esses fundos, as autoridades locais devem satisfazer determinados critérios, incluindo a realização de avaliações de risco climático e a integração da adaptação climática nos planos de desenvolvimento, promovendo uma abordagem participativa e inclusiva.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) no distrito de Morrumbala, província da Zambézia, está a desenvolver esforços para capturar um indivíduo detentor de uma pistola.
A informação foi divulgada pelo chefe do Departamento de Comunicação e Relações Públicas do SERNIC na Zambézia, Maximino Amílcar, durante uma conferência de imprensa.
Segundo Amílcar, o fugitivo faz parte de uma quadrilha que integra quatro elementos, dos quais três já foram detidos. Durante as operações, a polícia conseguiu apreender também duas armas de fogo do tipo caçadeira. O grupo, segundo as autoridades, utilizava as armas para realizar assaltos, com os moto-táxis como os principais alvos na região.
Os detidos admitiram a prática dos crimes, embora afirmem que as armas encontradas com eles tinham como destino um cidadão de nacionalidade malawiana.
O SERNIC elogiou o apoio da comunidade local, que foi essencial para a detenção dos três suspeitos, e fez um apelo para continuarem a colaborar, fornecendo informações que possam ajudar na localização do quarto membro da quadrilha, que ainda se encontra fugitivo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro que a sua administração pretende tomar medidas em relação à Gronelândia “quer gostem, quer não”, reforçando o seu desejo de assumir o controlo do território autónomo da Dinamarca.
Estas declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa na Casa Branca.
Trump manifestou seu interesse em alcançar um acordo de forma pacífica, porém não hesitou em afirmar que, se essa abordagem não resultar, medidas mais contundentes serão consideradas. Citado pela CNBC, o presidente declarou: “Gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas se não o fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil”.
A administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares aos habitantes da Gronelândia como parte do processo de anexação, conforme avançou a agência de notícias Reuters. Questionado sobre o montante, Trump afirmou que, embora a questão financeira possa ser discutida, a administração tomará acções em relação à Gronelândia independentemente da opinião dos seus habitantes, enfatizando a necessidade de que a Rússia ou a China não se tornem vizinhas dos Estados Unidos.
Estas declarações coincidem com uma conversa entre o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre a segurança no Ártico, onde Rutte destacou a importância da região para a segurança colectiva e o esforço da NATO em desenvolver capacidades nesse domínio.
A recusa de Trump em descartar o uso da força militar para tomar o território dinamarquês suscitou a preocupação dos aliados ocidentais. O presidente norte-americano argumenta que o controlo da Gronelândia, rica em recursos, é vital para a segurança nacional, num contexto de crescente competição com rivais como a Rússia e a China.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer ofensiva militar por parte dos Estados Unidos poderia comprometer a aliança militar ocidental, que já dura há 76 anos. Em contrapartida, o general Alexus Grynkewich, comandante das forças da NATO na Europa, assegurou que a aliança está preparada para defender a integridade do seu território.
A Casa Branca, embora não tenha afastado a possibilidade de uma resposta militar, indicou que Trump está a considerar a compra da Gronelândia, ignorando detalhes sobre como essa transacção poderia ser concretizada. O presidente reconheceu que poderá ter de tomar decisões difíceis entre preservar a NATO e controlar o território dinamarquês.
Em resposta às exigências de Trump, a Dinamarca já recebeu demonstrações de apoio de países como Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido, uma sinalização de que a questão da Gronelândia está a gerar uma onda de solidariedade entre os aliados europeus.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) reiterou que as reprovações de candidatos nos concursos de ingresso para a corporação são resultados da rigorosa aplicação de regulamentos estabelecidos.
Esta declaração foi feita pelo porta-voz do Comando-geral da PRM, Leonel Muchina, durante uma conferência de imprensa realizada na capital moçambicana.
Leonel Muchina abordou também a controvérsia em torno de candidatos que, apesar de terem sido inicialmente excluídos, apareceram posteriormente em novas listas como admitidos. A PRM procura esclarecer esses casos para garantir transparência e confiança no processo de selecção.
As afirmações de Muchina visam responder a preocupações sobre a equidade e a eficácia dos concursos para a integração de novos membros na corporação. Com a necessidade de manter a ordem pública e a segurança, a PRM sublinha a importância de seguir os procedimentos estabelecidos na selecção de novos oficiais.
A conferência contou com a presença de vários meios de comunicação, reflectindo o interesse da sociedade moçambicana em compreender melhor os critérios utilizados pela polícia nos processos de recrutamento.
A circulação rodoviária entre os distritos de Gilé e Mulevala está interrompida devido ao transbordo do rio Lisse, conforme anunciado pelo administrador de Gilé, Pascoal Sitói, à Rádio Moçambique.
Esta situação tem gerado preocupações sobre a mobilidade na região.
Adicionalmente, o troço que liga Uapé a Alto Molocué enfrenta graves dificuldades, com condições de piso lamacento e escorregadio, consequência das intensas chuvas que têm fustigado a área durante esta época chuvosa.
Pascoal Sitói informou que a via Alto Ligonha/Gilé continua a ser a única estrada em condições mínimas de transitabilidade para a vila de Gilé. As chuvas recentes têm agravado a degradação das infraestruturas rodoviárias, aumentando os desafios para os habitantes daquela região.
A NASA anunciou que a tripulação da missão Crew-11, actualmente a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI), irá antecipar o seu regresso à Terra devido a um problema de saúde que afecta um dos membros da equipa.
A identidade do astronauta doente e os pormenores relacionados com o problema de saúde não foram divulgados pela agência espacial norte-americana, que confirmou que o indivíduo se encontra estável.
O regresso dos astronautas está previsto para os “próximos dias”, uma mudança significativa em relação ao plano inicial, que previa a conclusão da missão e o regresso à Terra no próximo mês de Fevereiro, conforme indicado na página NASA Space Flight.
A tripulação da Crew-11 foi lançada a partir do Centro Espacial Kennedy da NASA a 1 de Agosto de 2025, numa nave SpaceX Dragon, a bordo de um foguetão Falcon 9. A equipa é composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, pelo japonês Kimiya Yui, da agência espacial JAXA, e pelo cosmonauta russo Oleg Platonov.
Durante uma conferência de imprensa, o administrador da NASA, Jared Isaacman, explicou que, após consultas com o médico da missão e com a liderança da agência, foi decidido que a melhor solução para a tripulação seria antecipar o seu regresso. A decisão reflecte a prioridade da NASA em garantir a saúde e o bem-estar dos seus astronautas em missões espaciais.
Os protestos no Irão, que começaram a 28 de Dezembro e inicialmente foram motivados pelo aumento do custo de vida, intensificaram-se, tornando-se os mais significativos desde os que eclodiram após a morte de Mahsa Amini em 2022.
Amini foi presa por supostamente usar um véu islâmico mal ajustado, desencadeando uma onda de manifestações em todo o país.
No 12.º dia do movimento de protesto contra o regime iraniano, uma grande multidão de manifestantes concentrou-se na quinta-feira em Teerão, enquanto o país enfrentou um corte geral da Internet, conforme relatado por uma organização não-governamental (ONG). Muitos manifestantes, tanto a pé como em carros, reuniram-se numa das avenidas principais da capital, como mostram vídeos divulgados nas redes sociais e autenticados pela agência France-Presse (AFP).
Além de Teerão, também foram registadas grandes manifestações em outras cidades, como Tabriz, no norte, e a cidade sagrada de Mashhad, no leste, segundo os canais de televisão persas baseados fora do Irão e outras plataformas de comunicação.
Entretanto, a ONG de monitorização de cibersegurança Netblocks reportou um “apagão nacional da internet” com base em dados em tempo real. “Este incidente surge na sequência de uma série de medidas de censura digital cada vez mais rigorosas contra manifestações em todo o país e prejudica o direito do público à comunicação num momento crítico”, sublinhou a Netblocks na rede social X.
Desde o início do movimento, os protestos ocorreram em pelo menos 50 cidades e afectaram 25 das 31 províncias do Irão, segundo uma contagem da AFP que se baseia em anúncios oficiais e notícias da imprensa.
Mais de trinta professores do distrito de Mandlakazi denunciam um bloqueio salarial que se arrasta desde 2023, gerando preocupação e insatisfação.
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) classifica a situação como uma grave negligência, evidenciando a falta de transparência na gestão pública.
Nas salas de aula da província de Gaza, uma realidade de precariedade financeira afecta muitos profissionais de educação. Segundo o CDD, um grupo de mais de 30 professores do ensino básico e secundário reclama o pagamento dos salários referentes aos meses de Agosto e Setembro de 2023, uma dívida que o Estado moçambicano ainda não liquidou.
Este problema de irregularidade começou logo após a contratação dos docentes. Embora tenham iniciado funções em Maio de 2023, o primeiro pagamento foi processado apenas em Setembro, cobrindo apenas o trimestre inicial. Os salários dos meses subsequentes ficaram pendentes, e, apesar dos valores de Outubro a Dezembro terem sido pagos, a dívida referente ao final do verão de 2023 permanece por resolver.
As autoridades chegaram a estabelecer Abril de 2024 como o prazo limite para a regularização desta dívida. Contudo, esse prazo expirou sem que os salários chegassem às contas bancárias dos docentes, levando as suas famílias a uma situação de incerteza económica prolongada.
O processo parece ter enredado-se num labirinto burocrático entre os serviços distritais e a capital. Após a intervenção do CDD, foi apurado que o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia de Mandlakazi foi instruído a refazer a documentação para submetê-la às Finanças. Em Outubro do ano passado, a Direcção Provincial informou os interessados de que o processo tinha sido enviado para Maputo. Desde então, a falta de respostas tem sido a única constante.
Os docentes lamentam a sucessiva quebra de promessas e a dificuldade em obter audiências junto das direcções competentes, levantando sérias dúvidas sobre a transparência na gestão dos contractos de trabalho. A lista de instituições afectadas é extensa, incluindo a Secundária de Mandlakazi, a Secundária Samora Machel e várias escolas básicas, como Machulane, Chibondzane e Muzamane. Em todas elas, o sentimento de desânimo é palpável diante da falta de responsabilidade do Estado como entidade empregadora.
O CDD reitera que a gestão dos recursos humanos no setor da educação apresenta falhas graves e compromete-se a monitorizar a situação até que a justiça salarial seja restabelecida.
O Ministério da Defesa da Síria anunciou a implementação de um cessar-fogo, após três dias de intensos confrontos entre as forças governamentais e combatentes curdos na cidade de Alepo, no norte do país.
Os confrontos resultaram na deslocação de dezenas de milhares de pessoas, agravando a situação humanitária na região.
O cessar-fogo entrou em vigor às 03h00 (hora local) nos bairros de Sheikh Maqsoud, Achrafieh e Bani Zaid. Segundo o comunicado oficial, foi dado um prazo de seis horas aos grupos armados para abandonarem a área.
Na nota divulgada, o ministério indicou que os militantes que optarem por sair poderão levar consigo as suas “armas ligeiras pessoais” e serão escoltados até ao nordeste da Síria, que está sob o controle das Forças Democráticas Sírias (SDF), dominadas pelos curdos.
Este acordo surge em um momento crítico, onde a escalada de violência tem levantado preocupações sobre a segurança e a estabilidade na região, bem como o impacto sobre a população civil.
Três políticos detidos no golpe militar de 26 de Novembro de 2025 na Guiné-Bissau foram libertados, enquanto o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira, permanece sob custódia.
A informação foi confirmada pelo advogado Vailton Barbosa, que representa Simões Pereira e o dirigente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Marciano Indi.
Os libertados incluem Octávio Gomes e Marciano Indi, ambos do PAIGC, e Roberto Mbesba, do Partido de Renovação Social (PRS). O advogado esclareceu que ainda não recebeu qualquer notificação ou aviso das autoridades guineenses sobre a libertação, ou sobre quaisquer outras diligências relacionadas aos detidos.
Vailton Barbosa também mencionou que não conseguiu estabelecer contacto com os políticos que representa, em particular com Domingos Simões Pereira. “Não me deixaram ver o Domingos Simões Pereira; fui lá duas vezes e não houve possibilidade. Disseram-me que deveria ir a Amura, onde se encontra o quartel-general das Forças Armadas”, relatou.
O advogado expressou a sua convicção de que os três políticos libertados foram “obrigados” a sair da prisão, já que anteriormente teriam recusado uma tentativa de libertação em solidariedade com Simões Pereira, que continua detido.
Barbosa associa a libertação dos políticos à visita oficial à Guiné-Bissau, marcada para sábado, do Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Julius Maada Bio, que é também o Presidente da Serra Leoa. A visita foi anunciada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, que também revelou que o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, estará presente em Bissau.
O sector da educação na cidade de Maputo decidiu prorrogar o processo de matrículas da 1ª classe até à terceira semana de Janeiro, na tentativa de aumentar o número de crianças matriculadas. Até agora, apenas 10 mil crianças, das mais de 18 mil previstas, foram inscritas.
Com a aproximação do início do ano lectivo de 2026, algumas escolas na cidade ainda não conseguiram atingir 50% do número de alunos esperados para a primeira classe. Na Escola Primária 16 de Junho, por exemplo, foi formada apenas uma turma das três programadas. A directora da instituição, Teresa Raimundo, explicou: “Esperávamos ter 90 alunos, ou seja, cerca de três turmas da primeira classe, mas, infelizmente, neste momento temos apenas 35 alunos”.
A situação é semelhante na Escola Primária do Alto-Maé, onde se previa matricular 159 novos alunos até 31 de Dezembro. No entanto, a afluência foi fraca. Célia Monjane, directora da escola, afirmou: “As matrículas decorreram normalmente no período estabelecido, que foi de 1 de Outubro a 31 de Dezembro. Nós seguimos o protocolo do ano passado. Até agora, conseguimos matricular 70 alunos”.
Entre as causas da baixa adesão, destaca-se a migração de famílias para novos bairros. “Muitos pais estão a deixar as zonas da cidade para se mudarem para arredores ou zonas rurais, levando os seus filhos consigo. Nas áreas rurais, as salas estão superlotadas, enquanto na cidade temos uma fraca adesão”, explicou Célia Monjane.
Com o término do processo de matrículas inicialmente previsto para 31 de Dezembro, a Direcção da Educação decidiu estendê-lo até à terceira semana de Janeiro, com o objectivo de garantir que nenhuma criança fique de fora.
Hélio Mudendere, porta-voz da Direcção da Educação da Cidade de Maputo, informou: “Até esta data, conseguimos matricular 10.055 crianças na primeira classe, o que representa cerca de 55,1% do total previsto. Convidamos todos os pais e encarregados de educação que ainda não matricularam os seus filhos a fazê-lo durante este período, para não perderem a oportunidade de ter acesso à escola”.
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