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Domingo, Julho 5, 2026
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Superlotação nas prisões de Moçambique atinge 113% de capacidade

O Procurador-Geral da República de Moçambique, Américo Letela, revelou que as prisões do país estão a acolher mais do dobro da capacidade para a qual foram projectadas.

Durante uma sessão na Assembleia da República, na quarta-feira, Letela apresentou o seu relatório anual sobre o estado do sistema judicial moçambicano. No seu discurso, afirmou que, até Dezembro de 2022, Moçambique contava com 157 estabelecimentos penitenciários, com capacidade para 8.873 reclusos, tendo, no entanto, 18.957 detidos, o que representa uma taxa de superlotação de 113 por cento.

O Procurador-Geral destacou os problemas graves que o país enfrenta, como a superlotação, atrasos processuais e condições inadequadas nas prisões. “Persistem falhas significativas no controlo da situação processual dos reclusos, incluindo a desorganização dos processos individuais e a ausência de documentos essenciais”, comentou.

Além disso, Letela frisou que o sistema judicial sofre com atrasos na concessão de liberdade condicional e no tratamento de recursos judiciais. “Esta situação constitui um dos principais obstáculos ao funcionamento eficaz da justiça, comprometendo as condições básicas de encarceramento, que incluem alimentação, cuidados médicos e acesso a actividades educativas, culturais e recreativas,” acrescentou.

O Procurador-Geral expressou também preocupações sobre a violação dos direitos humanos em vários sectores da sociedade, especialmente nas áreas da mineração e da construção, onde os trabalhadores enfrentam condições precárias, jornadas de trabalho ilegais e falta de equipamentos de protecção. “Registaram-se casos de assédio, discriminação e violência,” afirmou.

Letela referiu ainda que o uso de penas alternativas à prisão tem sido fraco, persistindo deficiências nos sistemas de segurança, agravadas pela falta de recursos técnicos adequados. Para enfrentar este problema, as autoridades têm implementado algumas medidas, como a aplicação de penas alternativas, como o trabalho socialmente útil, além de processar 1.700 pedidos de liberdade condicional.

O Procurador alertou que, sem investimentos estruturais e reformas profundas, os problemas atuais poderão comprometer os objectivos de reabilitação e reintegração social dos reclusos. O governo está a planear a construção de novas prisões como parte da solução, com projetos já em andamento nas províncias de Inhambane e Sofala.

Autoridades garantem abastecimento de combustível em Nampula

As autoridades provinciais garantiram que a disponibilidade de combustível na província de Nampula está assegurada, contrariando rumores sobre uma possível escassez no abastecimento. 

A população é incentivada a manter a calma, uma vez que os níveis de gasolina e gasóleo permanecem estáveis.

Rui Ramos, director do Serviço Provincial de Infraestruturas, afirmou que o abastecimento aos postos de combustível está a funcionar normalmente. “A situação está sob controlo e não há motivos para alarme entre os consumidores”, destacou. Nos últimos dias, a logística ligada ao transporte de combustível foi reforçada, com a saída de 60 camiões dos terminais oceânicos de Nacala-Porto para diversos locais da província, um esforço que visa garantir o fluxo contínuo de abastecimento.

Embora alguns automobilistas tenham enfrentado dificuldades pontuais devido à elevada procura, especialmente nas áreas urbanas, o Governo atribui estas situações a constrangimentos logísticos no processo de distribuição, afastando a possibilidade de escassez de produto. O movimento nas bombas de gasolina tem aumentado, impulsionado pelo receio de que o combustível possa faltar. Entretanto, espera-se uma normalização da situação com o reabastecimento progressivo nas estações de serviço.

As autoridades reiteram a importância de evitar a compra excessiva de combustível, uma prática que pode pressionar ainda mais o sistema de distribuição.

Vento forte e ondas altas atingem o sul de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) alertou para a possibilidade de vento forte com rajadas nos distritos costeiros das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

As rajadas de vento podem atingir até 60 quilómetros por hora, o que poderá provocar agitação no mar e gerar ondas com alturas de até quatro metros.

Dada a gravidade da situação, o INAM recomenda aos cidadãos que adoptem medidas de precaução e segurança, de forma a minimizar os riscos associados a estas condições climáticas adversas.

Papa Leão XIV aponta exploração como motor de conflitos armados

O Papa Leão XIV proferiu duras críticas à colonização dos recursos minerais e à busca desenfreada por poder em África, durante a sua visita à Guiné Equatorial.

O líder da Igreja Católica sublinhou que as desigualdades económicas estão a ser cada vez mais exacerbadas por um sistema global que prioriza o lucro em detrimento do bem-estar das populações.

O Papa destacou a prevalência de conflitos armados, afirmando que estes são frequentemente alimentados pela exploração insensível de depósitos de petróleo e minerais, desconsiderando princípios do direito internacional.

Antes de sua chegada à Guiné Equatorial, o Papa Leão XIV também percorreu outros países africanos, incluindo Argélia, Camarões e Angola.

Ministério Público de Moçambique acusa dirigentes do INSS de desvio milionário

O Ministério Público da República de Moçambique (PGR) acusou altos dirigentes do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) de desvio de mais de 433 milhões de meticais, que correspondem a aproximadamente 6,7 milhões de dólares.

Em Abril do ano corrente, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), em colaboração com o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), efectuou a detenção do Director-Geral do INSS, Joaquim Siúta; do Director Financeiro, Jaime Nhavene; do chefe de aquisições do INSS, José Chidengo; e de um empresário identificado como Aboobacar Sumaila.

Este caso envolve um total de sete acusados, indiciados por crimes de desvio de fundos, má gestão, corrupção activa e conluio criminoso.

Segundo o Relatório Anual da PGR, apresentado na quarta-feira pelo Procurador-Geral, Américo Letela, à Assembleia da República, o esquema de corrupção iniciou com a assinatura de dois contractos de prestação de serviços, no valor de 48,5 milhões de meticais, com uma empresa de Aboobacar Sumaila.

No entanto, ao invés de pagar o valor acordado ao prestador de serviços, os gestores do INSS efectuaram um pagamento superior ao contratado, causando uma perda de aproximadamente 433 milhões de meticais. “O montante foi creditado na conta da empresa contratada e, imediatamente depois, transferido para as contas dos gestores referidos”, afirmou a PGR.

O relatório não especifica a natureza dos serviços contratados pelo INSS, mas é conhecido que Aboobacar Sumaila opera no sector das artes gráficas e dos meios de comunicação social.

Além disso, a PGR revelou que a detenção de funcionários do Tribunal Administrativo, entidade responsável pela fiscalização da legalidade das despesas públicas em Moçambique, está relacionada com subornos que exigiam para facilitar procedimentos de registo ou para a emissão de vistos.

Segundo o relatório, o pessoal do Tribunal chamava ilegalmente os utentes para exigir subornos equivalentes a 10% das taxas a serem pagas como condição para a entrega de arquivos já processados.

Banco Mundial avalia positivamente projectos em Cabo Delgado

A recente missão de monitoria e avaliação do Banco Mundial concluiu com um balanço favorável a implementação de projectos económicos na província de Cabo Delgado, localizada no norte de Moçambique.

As iniciativas, enquadradas no projecto Conecta Negócios e sob a supervisão do Ministério das Finanças, têm demonstrado impactos significativos no fortalecimento do sector privado, na criação de emprego e na dinamização da economia local, impulsionada pela mobilização de cerca de 30 milhões de dólares norte-americanos em subvenções.

Durante três dias de intensos trabalhos, a missão estabeleceu encontros com agências de desenvolvimento da região, com destaque para a Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), assim como com Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) beneficiárias dos fundos.

A agenda incluiu visitas a projectos nos distritos de Chiúre e Pemba, onde se observaram progressos notáveis na produtividade, competitividade e integração nas cadeias de valor, especialmente aquelas relacionadas com megaprojectos na bacia do Rovuma.

Em entrevista à AIM, Laurent Corthay, chefe da missão, enfatizou o desempenho robusto das empresas apoiadas. Destacou que o êxito observado está ligado à qualidade da liderança empresarial. Corthay afirmou que a visão estratégica, a capacidade de identificar oportunidades e o espírito empreendedor dos gestores foram factores determinantes para os resultados alcançados.

“Observámos um desempenho excepcional das empresas visitadas. O elemento-chave é a liderança de empresários com uma visão clara e planos de negócio sólidos, além da capacidade de responder à procura do mercado”, afirmou Corthay.

O Banco Mundial não se limita ao financiamento, tendo também investido na capacitação técnica das empresas. Até Abril de 2026, mais de 7.000 micro empresas e cerca de 700 pequenas e médias empresas já concluíram programas de formação. Está prevista a concessão da primeira janela de subvenções a 300 empresas, no total de 500, além de apoio técnico a 61 PMEs para a certificação internacional ISO 9001, reforçando assim a sua integração em mercados mais exigentes.

Dentre os casos de sucesso, destaca-se a Madopera Comercial, localizada em Chiúre e liderada por Conde Madopera, que recebeu uma subvenção de 250 mil dólares. A empresa aumentou de forma significativa a sua capacidade produtiva de farinha de milho e rações, passando de 10 para 50 toneladas por dia, posicionando-se como um fornecedor importante para megaprojectos, cadeias comerciais e unidades de saúde na província.

“Com o valor que recebemos, estamos a construir armazéns e a investir em equipamentos para aumentar a produção e expansão do negócio,” garantiu Conde Madopera, que aumentou o seu quadro de trabalhadores de 10 para cerca de 30, com previsões de crescimento contínuo.

Outra iniciativa relevante é a da MozCon, a única empresa na região dedicada à gestão e reciclagem de resíduos sólidos perigosos provenientes de megaprojectos, a qual recebeu um financiamento de 400 mil dólares. A empresa está a implementar uma unidade de incineração e uma inovadora planta de pirólise, transformando resíduos plásticos em combustível. Este investimento não apenas responde às exigências ambientais da indústria de petróleo e gás, mas também contribui para a redução da poluição e a criação de emprego, contando com mais de 100 trabalhadores.

Nocif Magaia, chefe dos Escritórios da ADIN em Pemba, destacou que, de um modo geral, os projectos financiados pelo Banco Mundial em Cabo Delgado reforçam o papel do sector privado como motor do desenvolvimento. “Estas empresas estão a criar postos de trabalho e a trazer soluções sustentáveis para a província”, sublinhou.

A ADIN reafirma o seu compromisso de continuar a buscar soluções financeiras para apoiar o desenvolvimento da região, com foco na estabilidade económica, inclusão social e criação de oportunidades de trabalho.

Governo lança plataforma digital para DUAT em 24 horas

O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas anunciou a criação de um sistema digital destinado à emissão do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) no presente quinquénio. 

Esta nova plataforma permitirá que o processo de concessão de terras seja concluído em apenas 24 horas.

A iniciativa tem como principal objectivo a resolução de conflitos relacionados com o uso da terra, além de promover uma gestão mais eficiente e célere na atribuição de talhões. A informação foi divulgada por Adérito Wetela, Director Nacional de Terras e Desenvolvimento Territorial, durante as celebrações do Dia Mundial da Terra.

Este desenvolvimento representa um passo significativo para a modernização da gestão territorial em Moçambique, promovendo a transparência e agilidade no processo. O sistema digital promete transformar a forma como as questões de terras são tratadas no país, beneficiando tanto os agricultores como a população em geral.

O Ministério mantém o compromisso de implementar medidas que garantam um uso sustentável e equitativo dos recursos naturais, reforçando a importância da terra na vida dos moçambicanos.

Mais de 5,5 milhões de crianças vulneráveis a ciclones em Moçambique

Um novo relatório do UNICEF e da consultora Dalberg revela que mais de 5,5 milhões de crianças em Moçambique estão em elevada vulnerabilidade a ciclones tropicais.

Esta situação é agravada pelo facto de cerca de 70 por cento das instituições escolares estarem situadas em áreas de alto risco de cheias e tempestades.

A directora regional do UNICEF para a África Oriental e Austral, Etleva Kadilli, destacou que as crianças são as que mais sofrem as consequências de uma crise climática que não provocaram. Este relatório, pela primeira vez, revela a magnitude das perdas e danos relacionados com o clima na educação, embora os impactos sobre os jovens continuem a ser em grande parte negligenciados nas decisões de financiamento.

Segundo o estudo, as catástrofes climáticas já causaram danos directos estimados em cerca de 1,3 mil milhões de dólares nas infra-estruturas escolares da região, afectando a aprendizagem de aproximadamente 130 milhões de crianças. As previsões indicam que essas perturbações poderão representar perdas futuras de rendimento que podem chegar a 140 mil milhões de dólares, podendo atingir 380 mil milhões até 2050, se os fenómenos extremos se intensificarem e afectarem até 520 milhões de estudantes.

Em Moçambique, a concentração de escolas em zonas de risco compromete o acesso a direitos fundamentais como educação, saúde, água potável e saneamento. A intensificação de ciclones, inundações e secas também tem resultado em deslocações populacionais, aumento da desnutrição e maior exposição a doenças de origem hídrica.

Apesar do impacto significativo das mudanças climáticas, a educação recebe menos de 1,5 por cento do total de financiamento global destinado a enfrentar essas questões, deixando o sector exposto a choques frequentes e a uma recuperação morosa das infra-estruturas danificadas.

O UNICEF sublinha que o fortalecimento da resiliência das escolas é não apenas uma questão de protecção social, mas um investimento com alto retorno económico, prevendo que cada dólar investido pode gerar até 13 dólares em benefícios através da minimização de danos e interrupções, além da continuidade da aprendizagem.

A organização enfatiza que, sem uma priorização maior do financiamento climático, a educação continuará a ser severamente afetada pelos impactos climáticos, resultando em interrupções frequentes.

“O verdadeiro custo das perdas e danos climáticos será medido em potencial humano perdido, se não formos capazes de conceber sistemas educativos que antevejam os choques e mantenham as escolas abertas”, afirmou Kadilli.

Este relatório foi divulgado num momento em que o Conselho de Administração do Fundo para a Resposta a Perdas e Danos (FRLD) se reunia em Livingstone, com apelos para que a educação seja integrada nos mecanismos de financiamento climático.

Entre as recomendações do UNICEF estão a inclusão explícita da educação nos Planos Nacionais de Adaptação e nas Contribuições Nacionalmente Determinadas, bem como a alocação de recursos específicos à educação nos fundos climáticos internacionais.

A análise ainda destaca situações semelhantes na região, onde inundações no Quénia, secas e conflitos na Somália, assim como o aumento das temperaturas na Etiópia, têm comprometido o desempenho escolar e a frequência das aulas.

O UNICEF conclui que, sem ações urgentes e financiamento apropriado, os impactos climáticos podem comprometer de forma estrutural o futuro da educação em Moçambique e na África Oriental e Austral.

Vagas de emprego do dia 23 de Abril de 2026

Foram publicadas hoje, dia 23 de Abril no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Senior Specialist: Digital & VAS Products Development and Management

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist: Digital & VAS Products Development and Management. Saiba mais.

2. Vaga para Graduate Management Trainee

The AB InBev pretende recrutar um (1) Graduate Management Trainee. Saiba mais.

3. Vaga para Flight Dispatcher/ Customs & Shipping Supervisor

A SGS pretende recrutar um (1) Flight Dispatcher/ Customs & Shipping Supervisor. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Finance Manager

A Johanniter-Unfall-Hilfe e.V. International Assistance pretende recrutar um (1) Finance Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Distribution Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Distribution Supervisor. Saiba mais.

3. Vaga para Motorista Profissional

A Enviroserv pretende reforçar a sua equipa em Pemba – Cabo Delgado, com a admissão de um (1) Motorista Profissional. Saiba mais.

4. Vaga para Sustainability Internship

A SLB pretende recrutar um (1) Sustainability Internship. Saiba mais.

5. Vaga para Business Development Specialist

A DHL pretende recrutar um (1) Business Development Specialist. Saiba mais.

6. Vaga para Contabilista Sénior

A EKITALCI Consultoria e Investimentos Lda pretende recrutar um (1) Contabilista Sénior. Saiba mais.

7. Vaga para Estafeta/Servente

A Terre des Hommes Schweiz e a Solidar Suisse pretendem contratar um (1) Estafeta/Servente. Saiba mais.

8. Vaga para Oficial – Parcerias (Nampula)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Parcerias baseado(a) em: Nampula. Saiba mais.

9. Vaga para Director Financeiro

A PEP Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director Financeiro. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial de Frota e Instalações

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial de Frota e Instalações. Saiba mais.

11. Vaga para Cluster Supervisor

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor. Saiba mais.

12. Vaga para Query Officer Accounts Payable

A Sasol pretende recrutar um (1) Query Officer Accounts Payable. Saiba mais.

13. Vaga para Procurement and Operations Officer

A International Union for Conservation of Nature (IUCN) pretende recrutar um (1) Procurement and Operations Officer. Saiba mais.

14. Vaga para Oficial de Campo

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Campo. Saiba mais.

15. Vaga para Management Profiles

A RINA pretende recrutar um (1) Management Profiles (Mozambique). Saiba mais.

16. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

The Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

17. Vaga para Transport Analyst

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Transport Analyst. Saiba mais.

18. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.

19. Vaga para Humanities Teacher (Economics & Business)

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1)  Humanities Teacher (Economics & Business). Saiba mais.

20. Vaga para Comercial Júnior

Procura-se Comercial Júnior para trabalhar em Maputo. Saiba mais.

21. Vaga para Técnica de Recursos Humanos

O Grupo CB pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Técnica de Recursos Humanos. Saiba mais.

22. Vaga para Executivo B2B

O Grupo CB pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

23. Vaga para Social and Emotional Counsellor

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Social and Emotional Counsellor. Saiba mais.

Renamo no Niassa mobiliza membros para enfrentar desafios internos

A Renamo, um dos principais partidos políticos de Moçambique, fez um apelo à união e firmeza dos seus membros na província do Niassa, especialmente num período que se reveste de desafios internos.

Dinis Rachide, chefe provincial de mobilização do partido, expressou, durante o lançamento do ano político da Renamo, a importância de uma postura proactiva e orientada para o futuro.

A iniciativa de revitalização da organização inclui a actualização de dados dos filiados, a regularização de quotas e a criação de brigadas que terão a responsabilidade de assessorar os distritos e dinamizar as actividades políticas na região. O apelo foi claro: os membros devem resistir a qualquer tentativa de manipulação por parte de grupos considerados infiltrados, cujas intenções visam desestabilizar a Renamo.

Rachide sublinhou a relevância de posicionar os quadros do partido em todos os níveis, de modo a enfrentar, de forma conjunta, os desafios que se aproximam. “Estamos a revitalizar e a posicionar os quadros do partido em todos os níveis. O partido enfrenta problemas de natureza política e algumas situações internas”, afirmou. O dirigente lançou uma mensagem de encorajamento para que os membros não se deixem influenciar por situações que não fortaleçam a organização.

As mensagens de coesão têm sido disseminadas por diversos distritos, registando reações positivas por parte dos membros. Rachide referiu que o trabalho político está a decorrer de forma satisfatória em toda a província do Niassa.

No entanto, Dinis Rachide reconheceu que uma parte dos membros tem demonstrado comportamentos considerados inadequados, baseando-se em alegações infundadas e contrárias aos estatutos do partido. Para fazer frente a esta situação, a Renamo iniciou acções de sensibilização visando o reforço da coesão interna, à luz dos próximos processos eleitorais.

Cientistas tanzanianos criam tecnologia genética contra a malária

Uma equipa de cientistas tanzanianos anunciou o desenvolvimento de uma inovadora tecnologia genética destinada a combater a malária, uma doença que afecta milhões de pessoas na África. 

Este avanço promete revolucionar as estratégias de controlo e prevenção da doença, que continua a ser uma das principais causas de morte em várias regiões do continente.

A nova tecnologia utiliza técnicas de edição genética para criar mosquitos geneticamente modificados, capazes de reduzir a população de mosquitos transmissores da malária. Segundo os investigadores, os mosquitos modificados não se reproduzem ou têm uma taxa de sobrevivência significativamente mais baixa, contribuindo assim para a diminuição da propagação da doença.

Os cientistas sublinham a importância deste projecto no contexto da saúde pública, uma vez que a malária representa um grave desafio para os sistemas de saúde em muitos países africanos, incluindo Moçambique. Com uma abordagem sustentável e inovadora, espera-se que esta tecnologia possa complementar as estratégias tradicionais de controlo da malária, como o uso de rede de mosquiteiros impregnadas de insecticidas e a administração de medicamentos antimaláricos.

Os resultados dos testes iniciais da tecnologia têm sido promissores, e os pesquisadores já estão a planear ensaios em larga escala. As autoridades da Tanzânia manifestaram interesse em apoiar o projecto, destacando a relevância de medidas que visem a erradicação da malária para o desenvolvimento socioeconómico do país.

A implementação desta tecnologia genética poderá, a longo prazo, beneficiar não só a Tanzânia, mas também outras nações africanas que enfrentam desafios semelhantes no combate à malária.

Escalada da guerra no Irão ameaça tornar preservativos mais caros

Os preços dos preservativos devem subir entre 20 a 30% em consequência da guerra no Irão, conforme reporta a agência Reuters. A Karex, a maior produtora mundial de preservativos, que fornece algumas das principais marcas do mercado, anunciou que poderá aumentar ainda mais os preços dos produtos caso as dificuldades decorrentes do conflito se prolonguem.

Segundo a Reuters, a Karex, que produz anualmente mais de cinco mil milhões de preservativos, junta-se a outras empresas, incluindo produtores de luvas médicas, que estão a enfrentar desafios na obtenção de matérias-primas, cujos custos têm aumentado devido à situação no Médio Oriente.

“A situação é definitivamente muito frágil, os preços estão altos. Não temos outra opção a não ser repassar os custos para os clientes neste momento”, afirmou Miah Kia, CEO da Karex.

A empresa não só fornece mais de cinco mil milhões de preservativos anualmente, mas também é responsável por marcas reconhecidas como Durex e Trojan, além de trabalhar com sistemas de saúde estatais, como o NHS britânico, e programas de ajuda global administrados pelas Nações Unidas.

Este aumento nos preços dos preservativos representa mais um reflexo das repercussões económicas que conflitos internacionais podem ter sobre produtos de consumo quotidiano, destacando a necessidade de uma atenção contínua às condições globais que impactam mercados e indústrias.

Greve no sector da saúde em Moçambique prossegue face à falta de condições básicas

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) reafirmou a continuidade da greve no sector da saúde, que se iniciou em 16 de Janeiro. 

A paralisação é justificada pela persistente escassez de condições de trabalho nas unidades sanitárias do país, um cenário que, segundo a classe, compromete a dignidade do atendimento ao cidadão.

Em declarações públicas, o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, descreveu um panorama desolador que caracteriza o quotidiano de muitos profissionais de saúde. O dirigente destacou a falta crítica de material de protecção individual e consumíveis hospitalares básicos, como luvas, máscaras, vestuário adequado e blocos de receita.

Os profissionais de saúde têm relatado que o atendimento é frequentemente realizado à luz de lanternas, e que sacos plásticos estão a ser utilizados como alternativa improvisada às luvas durante a realização de partos, o que revela as gravíssimas condições em que operam. Muchave enfatizou que esta precariedade configura um “crime contra a saúde pública”, sublinhando que os profissionais estão a trabalhar sem a segurança mínima necessária para exercerem as suas funções de forma adequada.

A tensão no Sistema Nacional de Saúde (SNS) é ainda exacerbada por problemas salariais. Na última semana, a situação culminou em protestos na capital, onde médicos estagiários da Universidade Zambézia, na cidade da Beira, acamparam junto ao Ministério da Saúde em Maputo. O grupo exige o pagamento de salários que, segundo afirmam, estão em atraso há 10 meses.

Apesar das denúncias da APSUSM e da pressão crescente dos profissionais de saúde, o Executivo moçambicano mantém uma postura de tranquilidade. Recentemente, em intervenções no Parlamento, representantes do Governo garantiram que o funcionamento do SNS está normalizado e que os processos de pagamento dos salários em atraso estão a decorrer de forma regular.

A crise na saúde pública em Moçambique continua a ser uma preocupação importante, com os profissionais a exigirem medidas urgentes para garantir condições adequadas de trabalho e atendimento à população. A situação permanece sob vigilância, à medida que o descontentamento cresce entre os trabalhadores da saúde.

Edil de Nacala admite falta de pagamento e aponta falhas do Estado

A cidade de Nacala, um dos principais polos económicos da província de Nampula, atravessa uma das suas mais severas crises administrativas. O presidente do Conselho Municipal, Faruk Nuro, confirmou publicamente que os salários dos funcionários da autarquia estão em atraso há três meses, referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março. 

A situação veio à tona após críticas contundentes do partido Renamo, a principal força da oposição.

Recentemente, a Renamo convocou uma conferência de imprensa para denunciar o incumprimento salarial em sete municípios na província de Nampula, destacando a gestão de Nacala, classificada como Zona Económica Especial. O partido apelou à Procuradoria Provincial para iniciar processos-crime contra os responsáveis autárquicos pela situação.

Em resposta às acusações, Faruk Nuro não negou a existência da crise, mas justificou a incapacidade de pagamento com a falta de transferências por parte da administração central. O edil revelou que o município enfrenta um défice crónico de fundos estatais, o que dificulta a situação financeira da autarquia.

“É verídico que o município não está a pagar salários aos seus funcionários, nomeadamente de Janeiro, Fevereiro e Março. Estamos a esforçar-nos para conseguir efectuar os pagamentos. Com as nossas receitas próprias, conseguimos arrecadar o suficiente para um mês de salários”, afirmou Nuro.

O presidente do município sublinhou que a dependência das transferências do Fundo de Compensação Autárquica (FCA) é o principal obstáculo para a regularização dos pagamentos. “É preciso entender que os municípios a nível nacional são dependentes de transferências do Estado. Estamos com um défice das transferências de todo o ano passado, dos três meses de FCA do ano passado e três meses do FCA deste ano”, explicou.

Dado o estatuto de Zona Económica Especial, Nacala está sob a constante vigilância sobre a sua capacidade de arrecadar receitas próprias. Questionado se a autarquia não deveria ser autossuficiente para evitar tais rupturas financeiras, o edil apelou à necessidade de maior coesão e responsabilidade interna.

“Acredito que há capacidade para isso, mas é preciso haver responsabilidade e trabalho conjunto. Não é apenas a edilidade; é sabido que quem sai para cobrar receitas são os funcionários que fazem esse trabalho”, enfatizou Faruk Nuro.

A instabilidade financeira nas autarquias moçambicanas tem sido um tema recorrente na agenda mediática. Conforme reportado pela Rádio Ponto Norte, a crise salarial que afeta Nacala não é um caso isolado, sendo observadas dificuldades semelhantes em diversos pontos do país, o que levanta preocupações crescentes sobre a sustentabilidade do modelo de gestão autárquica vigente em Moçambique.

SERNIC apreende toneladas de precursores químicos em Boane

Uma operação de grande envergadura realizada pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) resultou no desmantelamento de um laboratório de produção de estupefacientes, localizado num armazém em Mulotane-Bill, no município de Boane, na província de Maputo.

Durante a apresentação do caso, o SERNIC revelou que foram apreendidas cerca de 10 toneladas de substâncias em pó e 2 mil litros de ácidos líquidos, que, após testes laboratoriais, foram confirmados como precursores químicos essenciais para a fabrico de drogas sintéticas. O cenário encontrado ilustra a sofisticação da rede criminosa que operava na região.

A descoberta do laboratório é o resultado de um trabalho de investigação meticuloso, que culminou na detenção de três indivíduos no dia 11 de Abril. Entre os detidos, encontram-se dois cidadãos de nacionalidade mexicana, com ligações ao temido Cartel de Sinaloa, conforme indicado pelas autoridades. Também foi detido um cidadão moçambicano, identificado como Adriano Tamele, considerado uma peça-chave na estrutura criminosa estabelecida no país.

O porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, afirmou que a operação está directamente relacionada a diligências em curso, com a prioridade de identificar outros membros da rede e desarticular completamente as ramificações deste grupo, que pretendia utilizar Moçambique como base para a produção de substâncias ilícitas.

As autoridades policiais reafirmaram que o caso permanece sob investigação activa e que mais detalhes serão compartilhados com a opinião pública à medida que o processo de instrução avançar. A operação destaca a necessidade de vigilância contínua contra o tráfico de drogas e a presença de redes criminosas internacionais no território moçambicano.

Mulher indemnizada após cirurgia baseada em diagnóstico falso

Uma mulher foi indemnizada em 91 mil euros após ter sido submetida a uma cirurgia altamente invasiva devido a um diagnóstico incorrecto de tumor, que posteriormente se confirmou não existir. 

O erro teve origem numa falha na identificação de uma amostra clínica e resultou numa operação com consequências irreversíveis para a paciente.

O caso ocorreu num hospital público na região de Valência, Espanha, quando a mulher, então com 55 anos, recebeu a notícia do diagnóstico de um tumor e foi encaminhada para uma complexa intervenção cirúrgica. A operação envolveu a remoção de várias partes do seu sistema digestivo, incluindo parte do pâncreas, intestino delgado, vesícula biliar e canais biliares.

Após a cirurgia e meses de recuperação, ficou confirmado que não havia qualquer tumor, sendo que o diagnóstico errado foi atribuído a um erro na etiquetagem da amostra analisada.

Em consequência dessa situação, a mulher apresentou um pedido de indemnização no montante de 300 mil euros. No entanto, o Conselho Jurídico Consultivo decidiu atribuir-lhe 91 mil euros, reconhecendo apenas parcialmente a responsabilidade pelo ocorrido.

A paciente declarou que o erro teve um impacto significativo na sua qualidade de vida, tanto a nível físico quanto psicológico, levando-a a interromper a sua actividade profissional e dificultando o seu regresso ao trabalho em virtude do estado de saúde resultante da intervenção desnecessária. O caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade médica e a necessidade de sistemas rigorosos de verificação no diagnóstico de condições de saúde.

Irã condiciona negociações ao fim do bloqueio dos Estados Unidos

Teerão manifestou sua disposição para iniciar a próxima ronda de negociações com os Estados Unidos, condicionando esse diálogo ao levantamento do bloqueio naval imposto aos portos iranianos. 

A declaração foi feita pelo embaixador iraniano Amir-Saeid Iravani, nesta quarta-feira, em entrevista ao meio de comunicação iraniano Shargh.

“Os Estados Unidos devem pôr fim à sua ‘violação do cessar-fogo’ antes de qualquer nova ronda de negociações”, afirmou Iravani, que representa o Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), conforme reportado pela Al Jazeera.

O embaixador destacou que, uma vez que o bloqueio seja levantado, as negociações poderão ocorrer em Islamabad. Ele enfatizou a intenção de Teerão de seguir uma via diplomática, mas também advertiu que a possibilidade de um conflito continua em aberto, caso os Estados Unidos “procurarem a guerra”.

“O Irã está preparado para qualquer cenário. Não fomos nós que iniciámos a agressão militar. Se eles procuram uma solução política, estamos prontos. Se procuram a guerra, o Irã também está preparado para isso”, garantiu Amir-Saeid Iravani.

É importante recordar que o cessar-fogo temporário, declarado durante a ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã em 28 de Fevereiro, expira nesta quarta-feira. A situação permanece tensa, com a comunidade internacional a acompanhar de perto os desenvolvimentos nas relações entre o Irã e os EUA, bem como as implicações para a segurança regional.

Procurador-Geral apresenta Informe Anual na Assembleia da República

O Procurador-Geral da República, Américo Letela, iniciou a sua intervenção na Assembleia da República, onde se encontra para apresentar o Informe Anual sobre a situação legal e a conformidade das actividades legais em 2025.

Na abertura da sessão, a presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, delineou a metodologia de trabalho, organizando o tempo destinado a cada bancada parlamentar para a discussão e análise das questões em pauta.

Durante as intervenções, o deputado da Renamo, Arnaldo Chalaua, requereu a palavra para solicitar que o Governo forneça esclarecimentos sobre a crise de combustível que afecta o país. Em resposta à questão levantada, Judite Macuácua, deputada da bancada do MDM, expressou a preocupação da sua formação política relativamente ao mesmo assunto, sublinhando a gravidade da situação que afecta os cidadãos moçambicanos.

As deliberações prosseguem à medida que as bancadas parlamentares apresentam as suas posições e questionamentos sobre diferentes temas que concernem o bem-estar do país.

Presidente participa de fórum sobre desenvolvimento em Pequim

O Presidente da República de Moçambique participa da Terceira Reunião de Alto Nível do Fórum sobre a Acção Global de Desenvolvimento Compartilhado. O evento decorre na capital chinesa, Pequim, onde o Chefe de Estado se encontra como convidado especial.

Durante a manhã, o Presidente assistiu à assinatura de importantes acordos, incluindo um entendimento entre a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e a Empresa Nacional Chinesa Offshore. Também foi formalizado um acordo entre a Rádio Moçambique e a Startimes, destinado à digitalização deste órgão de comunicação. Além destes, foram selados outros instrumentos que visam a melhoria da capacidade do Corredor da Beira e a promoção da inteligência artificial no país.

Acompanhando o Presidente, o enviado especial da Rádio Moçambique, John Chigueda, reporta directamente os acontecimentos de Pequim.

Maputo regista queda de 40% nos casos de malária

O Conselho Municipal de Maputo (CMCM) revelou que os casos de malária na capital moçambicana diminuíram cerca de 40% e os óbitos reduziram em 78% até à semana epidemiológica 15 de 2026, comparativamente ao mesmo período do ano anterior.

Dados divulgados indicam a notificação de 6.831 casos e apenas dois óbitos, face a 11.335 casos e nove óbitos reportados em 2025. A informação foi apresentada pela vereadora da Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, que também enfatizou a tendência de redução observada nas últimas semanas.

Alice de Abreu afirmou: “Até à semana epidemiológica 15 foram notificados 6.831 casos com 2 óbitos em contraste com 11.335 casos e 9 óbitos no mesmo período de 2025, o que revela uma redução significativa”.

Na semana epidemiológica 5 deste ano, foram registados 171 casos, enquanto o mesmo período de 2025 contava com 600, reflectindo uma diminuição de 72%. Apesar deste avanço, as autoridades destacam que a malária permanece como um desafio de saúde pública, especialmente nos distritos de Ka Mavota e Ka Mubukwana, que concentram 60% dos casos.

Os dados mostram um cumulativo de 2.451 casos em Ka Mavota e 1.767 em Ka Mubukwana. O CMCM tem implementado múltiplas medidas de controlo, incluindo campanhas de sensibilização comunitária, pulverização intradomiciliária e distribuição de redes mosquiteiras.

“Estamos a realizar campanhas a nível das comunidades com foco em Ka Mavota e Ka Mubukwana, onde se concentra a maioria dos casos”, sublinhou a vereadora. As medidas também abrangem intervenções em escolas e a mobilização de líderes comunitários para reforçar a prevenção da malária.

Adicionalmente, o CMCM tem fornecido redes mosquiteiras a mulheres grávidas e crianças, bem como intensificado a pulverização em áreas críticas. As autoridades enfatizam ainda a importância do diagnóstico precoce e do tratamento nas unidades sanitárias, através da utilização de testes rápidos e terapia combinada.

Entre os efeitos positivos das ações implementadas destaca-se a redução da pressão sobre os serviços de saúde e a melhoria das condições de vida da população. Contudo, a vereadora alertou para os perigos de uma possível interrupção das intervenções, que poderia resultar em um aumento significativo dos óbitos, especialmente entre grupos vulneráveis.

O CMCM apela à população para uma adesão contínua às medidas de prevenção, incluindo o uso consistente de redes mosquiteiras e a eliminação de água estagnada, além da busca imediata por cuidados de saúde ao primeiro sinal de febre.

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