As autoridades da província central da Zambézia afirmam que não há crise de combustível na região. Em declarações feitas na segunda-feira à estação de televisão independente STV, o director dos serviços de infra-estrutura da província, João Tsembene, assegurou que existem estoques de 80.000 metros cúbicos de gasolina e 100.000 metros cúbicos de gasóleo.
“O nosso território não está a enfrentar uma crise”, frisou Tsembene. “Registam-se algumas irregularidades na distribuição de combustível em certos pontos, mas, de uma forma geral, a situação é estável.” O director informou ainda que a Zambézia recebeu combustível do terminal marítimo da empresa estatal de combustíveis, a Petromoc, e que estão a ser tomadas medidas para minimizar o tempo em que as bombas de gasolina ficam sem combustíveis. Segundo ele, as bombas da Petromoc têm estado sem abastecimento durante cerca de dois dias, porém as bombas de outras empresas mantêm-se operacionais.
Em contrapartida, na cidade de Maputo, a escassez de combustível continua a ser um problema significativo. Longas filas de veículos continuam a formar-se nas estações de serviço que ainda têm gasolina e gasóleo disponível. Esta situação tem desestimulado os cidadãos a realizarem viagens de longa distância, resultando em muitos dos mini-autocarros que tradicionalmente transportam passageiros de Maputo para a África do Sul estarem estacionados. Aspiring passengers enfrentam ainda uma longa espera.
Uma mulher à espera de um transporte para a África do Sul relatou ao jornal “O País” que não há nenhuma disponibilidade. “Não há combustível”, afirmou. “Neste momento, não há transportes a operar. Estamos apenas sentados aqui.”
A falta de combustível, aliada à inexistência de passageiros, coloca os operadores de transporte em situação de prejuízo. Os condutores de autocarros manifestaram aos repórteres a incerteza sobre quando conseguirão retomar as viagens rumo à África do Sul. Alguns motoristas confessaram ter tentado contornar a escassez em Maputo reabastecendo os seus veículos na África do Sul, apesar do preço do combustível ser mais elevado do que em Moçambique.
















