O Conselho Municipal de Maputo (CMCM) revelou que os casos de malária na capital moçambicana diminuíram cerca de 40% e os óbitos reduziram em 78% até à semana epidemiológica 15 de 2026, comparativamente ao mesmo período do ano anterior.
Dados divulgados indicam a notificação de 6.831 casos e apenas dois óbitos, face a 11.335 casos e nove óbitos reportados em 2025. A informação foi apresentada pela vereadora da Saúde e Qualidade de Vida, Alice de Abreu, que também enfatizou a tendência de redução observada nas últimas semanas.
Alice de Abreu afirmou: “Até à semana epidemiológica 15 foram notificados 6.831 casos com 2 óbitos em contraste com 11.335 casos e 9 óbitos no mesmo período de 2025, o que revela uma redução significativa”.
Na semana epidemiológica 5 deste ano, foram registados 171 casos, enquanto o mesmo período de 2025 contava com 600, reflectindo uma diminuição de 72%. Apesar deste avanço, as autoridades destacam que a malária permanece como um desafio de saúde pública, especialmente nos distritos de Ka Mavota e Ka Mubukwana, que concentram 60% dos casos.
Os dados mostram um cumulativo de 2.451 casos em Ka Mavota e 1.767 em Ka Mubukwana. O CMCM tem implementado múltiplas medidas de controlo, incluindo campanhas de sensibilização comunitária, pulverização intradomiciliária e distribuição de redes mosquiteiras.
“Estamos a realizar campanhas a nível das comunidades com foco em Ka Mavota e Ka Mubukwana, onde se concentra a maioria dos casos”, sublinhou a vereadora. As medidas também abrangem intervenções em escolas e a mobilização de líderes comunitários para reforçar a prevenção da malária.
Adicionalmente, o CMCM tem fornecido redes mosquiteiras a mulheres grávidas e crianças, bem como intensificado a pulverização em áreas críticas. As autoridades enfatizam ainda a importância do diagnóstico precoce e do tratamento nas unidades sanitárias, através da utilização de testes rápidos e terapia combinada.
Entre os efeitos positivos das ações implementadas destaca-se a redução da pressão sobre os serviços de saúde e a melhoria das condições de vida da população. Contudo, a vereadora alertou para os perigos de uma possível interrupção das intervenções, que poderia resultar em um aumento significativo dos óbitos, especialmente entre grupos vulneráveis.
O CMCM apela à população para uma adesão contínua às medidas de prevenção, incluindo o uso consistente de redes mosquiteiras e a eliminação de água estagnada, além da busca imediata por cuidados de saúde ao primeiro sinal de febre.
















