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Sexta-feira, Abril 10, 2026
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Cidadão detido por tentativa de sequestro de dois adolescentes em Maputo

Cidadão detido por tentativa de sequestro de dois adolescentes em Maputo
A Polícia deteve, na última terça-feira (30), no bairro da Polana Caniço “B”, em Maputo, um cidadão nacional de nome Jacob Massinga indiciado de tentativa de sequestro de dois adolescentes de 14 e 16 anos idades.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, disse que a corporação abortou o esquema graças a uma denúncia de populares. O suposto sequestrador foi surpreendido na companhia dos rapazes.
Segundo a reconstituição de Pedro Cossa, os moradores daquele bairro suspeitam que os menores tinham como destino a República da África do Sul para fins ainda não esclarecidos.

As vítimas não sofreram nenhuma agressão física, embora tenham sido mantidos em cativeiro durante um dia numa casa no mesmo bairro onde se deu o facto.

Agentes das FADM munidos de catanas causam terror em Chimoio

Agentes das FADM munidos de catanas causam terror em Chimoio
Três indivíduos pertencentes às fileiras das Forças Armadas da Defesa de Moçambique (FADM) foram detidos, na última quarta-feira (31), na cidade de Chimoio, por ameaçarem esquartejar com recurso a catanas os clientes e funcionários de um estabelecimento hoteleiro naquela urbe.

Trata-se de Edson, Samuel e Filipe. Eles, segundo a Polícia, introduziram-se num hotel no centro da cidade de Chimoio e ameaçaram os clientes que na altura encontrava-se no local, o que acabou por criar pânico.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, disse que os indivíduos são ainda acusados de pertencerem a um grupo de malfeitores que na calada da noite protagonizam assaltos e ameaças os moradores com objectos contundentes.

Agrediam e apoderavam-se de diversos bens e dinheiro. Serão aplicadas as sanções disciplinares de acordo com o regulamento das FADM e posteriormente condenados.

Num outro desenvolvimento, Cossa disse que na semana de 29 de Outubro a 02 de Novembro, a Polícia tomou conhecimento e interveio em 123 crimes, contra 130 de igual período do ano passado, dos quais 107 foram esclarecidos, o que representa uma resposta policial na ordem dos 87 por cento.

Das ilegalidades ocorridas, 82 incidiram contra propriedade, 30 contra pessoas e 11 contra ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Em relação à protecção das áreas limítrofes nacionais, na semana em análise foram detidos 1.288 indivíduos, dos quais 1.157 por violação de fronteiras, 17 por imigração ilegal e 114 por prática de outros tipos de crimes.

Adolescente viola sexualmente uma menor de três anos de idade em Manhiça

Adolescente viola sexualmente uma menor de três anos de idade em Manhiça
Um adolescente de 16 anos de idade encontra-se encarcerado, desde o último domingo (04), no Posto Policial Três de Fevereiro, no distrito da Manhiça, província de Maputo, acusado de violar sexualmente uma criança de três de idade.

Segundo o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), o presumível violador trabalhava na casa da vítima e apascentava gado. Aproveitou-se da ausência dos pais da menor para consumar o acto macabro.

Pedro Cossa disse ainda que a criança foi submetida aos exames médicos. Estes provaram que o adolescente pastor, que aguarda pela legalização da sua detenção, violou-a sexualmente e causou-a lesões ligeiras no órgão genital. Porém, está fora de perigo .

O porta-voz aconselha aos pais a terem mais cuidado com as filhas em tenra idade para que não sejam vítimas de indivíduos com mentes pervertidas. Que sejam mais vigilantes de modo a evitar situações como estas, sobretudo dentro das suas casas, que na sua maioria são perpetradas pelos trabalhadores domésticos.

Faltas marcam arranque dos Exames finais do ensino geral

Um elevado número de faltas foi registado em todos os centros instalados para a realização dos exames finais do Ensino Geral, em curso desde segunda-feira no país, com Maputo e Manica a apresentarem mais ausências.

Faltas marcam arranque dos Exames finais do ensino geral
Mesmo sem especificar a quantidade de faltas nos 548 centros criados, Jafete Mabote, do Conselho Nacional de Certificação e Exames no Ministério da Educação (MINED), afirmou que o fenómeno é preocupante, daí se procurarem as causas.
A cidade de Maputo registou 1016 faltas na prova de Português da 10ª classe, num total de 22.271 alunos que tinham sido inscritos para esta avaliação. Ainda na capital do país foram contabilizadas 1093 ausências para o exame da mesma disciplina na 12ª classe.
A província de Manica aparece como segunda neste ranking, com 859 faltas, de um total de 10.145 candidatos inscritos para a prova de Português da 10ª classe e 448 ausências de um universo de 4299 na 12ª classe para a prova de mesma disciplina.
Jafete Mabote afirmou que estes são os exemplos mais alarmantes que foram registados pelos centros de exames instalados em todas as províncias do país, com o agravante de, na maioria dos casos, não terem sido apresentadas justificações para estas faltas.
`As faltas são até então o único problema registado no presente processo de exames e neste momento estamos a trabalhar para perceber o que estará por detrás deste elevado número de ausências´, referiu Mabote.
Para tal estão a ser levantadas várias hipóteses, desde a possibilidade de as escolas não terem tido tempo de preparar correctamente as pautas, seleccionar os dispensados e excluídos, como também pode se tratar de alunos do curso nocturno, na sua maioria trabalhadores do sector privado, que não tenham conseguido licenças para prestar provas.
`São ainda especulações, mas queremos saber o que é que terá provocado a ocorrência de ausências. Mais preocupante ainda é o facto de terem sido registados poucos casos de alunos impedidos de entrar na sala por terem se atrasado´, acrescentou Mabote.
Sustentou a sua afirmação apontando a província de Sofala, que registou 80 faltas nas primeiras provas. Deste número, apenas 21 alunos é que não fizeram a prova por atraso e os restantes foram por outras razões previamente justificadas.
Em relação às provas de ontem, Inglês e Química, em ambas classes não foram registadas falhas que pudessem comprometer o processo de avaliação, salvo alguns casos de atraso mas ainda no período de tolerância.
Olga Samuel Sitoe, directora de Escola Secundária da Lhanguene, na cidade de Maputo, afirmou que até à realização da última prova não foi registado qualquer sobressalto, daí poder se considerar o processo tranquilo.
Mesma posição foi apresentada pela directora da Escola Secundária Noroeste 1, Beatriz Ubisse, ao afirmar que no geral o processo está a ser tranquilo, porque todos os alunos tiveram oportunidade de apresentar todas as suas reclamações.
Entretanto, a nossa fonte testemunhou o caso de estudantes que no início das provas da tarde ainda consultavam as listas para conhecer as suas salas, os respectivos júris, ou mesmo para saber se tinham dispensado ou então excluídos dos exames.

Greve de fome termina em confrontos entre FIR e reclusos na BO

A Força de Intervenção Rápida (FIR) confrontou na manhã desta terça-feira com os reclusos da cadeia de máxima segurança de Maputo (BO).

Greve de fome termina em confrontos entre FIR e reclusos na BO
Depois de ter sido chamada Força de Intervenção Rápida (FIR) para intervir de modo a libertar os guardas prisionais que haviam sido feitos reféns, na sequência de tumultos provocados pelos reclusos daquela penitenciaria, sobretudo os que foram transferidos do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) da cidade de Maputo. 
A FIR e os guardas prisionais foram obrigados a lançar gás lacrimogéneo, para conter a fúria dos reclusos e controlar a situação, quando maior parte deles tentava arrombar as portas das celas onde se encontram presos.
Alguns guardas prisionais teriam sido feitos reféns nas celas pelos reclusos protestantes, o que obrigou a FIR a lançar gás lacrimogéneo e a disparar balas, provocando pânico aos residentes nas imediações da BO.
O grupo de reclusos transferidos das celas do Comando da PRM da cidade de Maputo para BO entrou em greve de fome desde esta segunda-feira, alegadamente em protesto contra as condições vividas naquela penitenciária, uma delas o reforço das medidas de segurança com recurso ao encerramento das janelas com blocos.
Segundo apurou a nossa fonte, os protestos assumiram proporções fora do controlo, também na sequência de alguns reclusos terem sido evacuados de emergência para uma unidade sanitária em consequência de desmaios provocados pela fome.
Os reclusos reivindicam o direito ao banho de sol, visitas familiares, afirmando que neste momento estão sujeitos ao isolamento.
Na BO, as informações que circulam são de que ao serem transferidos das celas do Comando da PRM cidade, foi transmitido à direcção da BO que aquele grupo de reclusos era muito perigoso, sendo por isso que as medidas de segurança deveria ser reforçadas e eles serem isolados.
A Direcção Nacional das Prisões ainda não se pronunciou, mas prometeu fazê-lo em Conferência de Imprensa nesta terça-feira (Ontem) ou na quarta-feira para esclarecer o que se está a passar.

Adolescente violada e assassinada no bairro da urbanização – 3ª Vítma

Uma menor identificada por Edna Sandra, de 13 anos de idade, foi violada e assassinada no domingo por indivíduos até aqui não identificados no quarteirão 20 do bairro da Urbanização, na cidade de Maputo.
Adolescente violada e assassinada no bairro da urbanização - 3ª Vítma
A história que terminou na morte da menor e de forma estranha, como contam os familiares, terá começado na manhã daquele domingo, quando a menina, em vez de ir com a família à igreja, como era habitual, preferiu ocupar-se do pequeno negócio da mãe numa banca junto à Av. Acordos de Lusaka, a menos de 200 metros da sua casa.

Curiosamente, Edna desapareceu no trajecto entre a casa e a pequena banca quando transportava a última parte da mercadoria para a venda naquele fatídico dia.
Segundo conta Adozinda Timba, tia da Edna, não tinha havido qualquer sinal estranho até à saída de outros membros da família para a igreja, tendo apenas dado pelo desaparecimento da sobrinha ao fim do dia.

`É difícil para nós contarmos como as coisas aconteceram. Logo que voltámos da igreja, por volta das 11.00 horas, notámos que ela não estava em casa e a banca não estava arrumada porque faltavam produtos que estavam ainda em casa, onde são armazenados´, explicou Timba. A família foi, entretanto, alimentando esperanças de a menor regressar ao convívio familiar, muito longe de imaginar que ela tivesse caído nas mãos dos criminosos.

`Iniciámos buscas quando eram 20.00 horas e não a localizámos. Apresentámos o caso à 12ª Esquadra da Polícia, que se prontificou em investigar o episódio e voltámos para casa´, narrou o avô da menina, Januário Chavana, bastante consternado.

Já na manhã de segunda-feira a família da vítima recebeu uma chamada telefónica de um vizinho que acabava de ver o corpo da Edna junto à drenagem das águas pluviais, a menos de 50 metros da sua casa. O mesmo apresentava sinais de violação sexual e marcas de agressão na região do pescoço.

Paulino Boane, chefe do quarteirão, disse ao nosso Jornal que estão a ser frequentes os casos de violação sexual de menores e assassinatos e os corpos abandonados no mesmo local.

´Só este ano ocorreram três casos. O anterior aconteceu há menos de três meses, em que uma outra menor foi dada como desaparecida e o corpo encontrado na drenagem já de madrugada com sinais de ter sido estuprada´, lamenta o chefe de quarteirão, que acredita que os autores destes crimes hediondos poderão ser residentes da zona.

Entretanto, o porta-voz da Polícia no Comando da Cidade, Arnaldo Chefo, garantiu que um trabalho de investigação está a ser levado a cabo para o esclarecimento do caso. `Estamos a trabalhar com as estruturas do bairro, para além de já termos iniciado buscas de acordo com as nossas técnicas. Vamos apenas esperar o resultado das investigações´.

Neutralizado falso agente da Polícia Municipal

Ildo Francisco Gabriel Gove, residente do bairro de Magoanine `A´, encontra-se desde a manhã desta terça-feira a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) da 15ª Esquadra, depois de ter sido neutralizado por uso de falsas qualidades.

Neutralizado falso agente da Polícia Municipal
Ildo Gove, que segundo as autoridades actuava como um falso agente da Polícia Municipal, foi neutralizado na manhã desta terça-feira no bairro Georg Dimitrov (Benfica) na cidade de Maputo, por um agente da Polícia Municipal.

O chefe de Departamento das Relações Públicas no Comando da Polícia Municipal da Cidade de Maputo, o subinspector da Polícia, Lázaro Valoi, disse que o indivíduo actuava como agente da Polícia Camarária, nos estabelecimentos comerciais daquele bairro.

A sua neutralização, de acordo com Lázaro Valoi, foi graça a um agente da Polícia Municipal que estava de passagem por um dos estabelecimentos, tendo achado estranho a actuação do indivíduo que não apresentava postura policial, dado que se apresentava barbudo.

O indivíduo, de acordo com a fonte, nas suas actuações, tal como nesta quarta-feira, vinha trajado de uniforme da Polícia Municipal e exibia um crachá de um agente da Polícia de nome Júlio Macamo, que teria sido assaltado há um mês na zona da Praça dos Combatentes, vulgo Xikelene, tendo sido, na ocasião, arrancado uma pasta contendo esses bens de uso de serviço.

A fonte avançou que Ildo Gabriel Gove faz parte de uma quadrilha de 3 indivíduos procurados pela Polícia e tem vindo a protagonizar extorsões nos estabelecimentos comerciais do Benfica, usando falsas qualidades de agentes da Polícia.

O caso foi entregue à PRM, mormente a Polícia de Investigação Criminal, que neste momento investiga o indivíduo, na tentativa de neutralizar os restantes membros do grupo de falsos policiais. Por isso, as autoridades não avançaram mais detalhes, até que as investigações sejam concluídas…

Pesquisa tailandesa descobre relação entre HIV/SIDA e mortes por malária

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Maputo – Investigadores da Universidade tailandesa Mahidol, trabalhando sobre dados recolhidos na Beira, centro de Moçambique, concluíram que portadores do HIV, vírus que causa a SIDA, têm mais possibilidades de desenvolverem problemas clínicos e morrerem em consequência da malária.

Até agora, era aceite que as mortes por malária estavam frequentemente relacionadas com o HIV, mas os investigadores procuraram preencher o vazio da “pouca informação sobre como o HIV afecta a apresentação clínica e o desenvolvimento de malária grave”.

Nas conclusões, apresentadas no jornal científico norte-americano Clinical Infectious Diseases, os investigadores defendem que “a transmissão e progressão do HIV podem ser aceleradas pela malária” e, reciprocamente, a infecção por HIV aumenta a incidência de malária clínica, de malária grave e de mortes relacionadas com malária, “particularmente em adultos”.

O estudo centrou-se em pacientes com malária grave admitidos no Hospital Central da Beira, capital da província de Sofala, no centro de Moçambique e concluiu que, nas crianças menores de 15 anos ali hospitalizadas, a taxa de infecção com HIV era de 7%, enquanto nos adultos atingia os 72%.

“Uma antecipada identificação de co – infecção com HIV é importante para o tratamento clínico de malária severa”, defende o estudo.

Migração digital: Já existe esboço a seguir

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A estratégia de Moçambique será apreciada na reunião dos Ministros do sector dos Transportes e Comunicações da Comunidade de Países da Austral de África que terá lugar próxima semana, nas Maurícias.

O esboço da estratégia nacional foi apreciado neste encontro que juntou em Maputo, representantes das instituições de telecomunicações e operadores na área da radiodifusão.

Seis pilares suportam o documento, cujos desafios incidem sobre a expansão da banda larga por todo o país, acessibilidade e o posicionamento do grupo de empresas do Estado no sistema.

Moçambique está alinhado a estratégia Regional daí terá optado pelo sistema digital, que por sinal foi  escolhido pela maioria dos países da SADC, com a sigla DVBT – 2.

O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique diz que o sector trabalha a todo o gás para cumprir com os prazos do fim da migração na região, estabelecido para Junho de 2015.

Ainda assim, o sector reconhece atrasos na campanha de divulgação do processo e aconselhamento dos utilizadores na aquisição e adopção de mecanismos para o acesso do futuro sistema.

Roubo de medicamentos no SNS: Inspecção procura melhorar vigilância

Roubo de medicamentos no SNS: Inspecção procura melhorar vigilância
Para o efeito, representantes deste organismo encontram-se reunidos desde ontem na cidade de Maputo para, entre outros pontos, analisar o grau de cumprimento das recomendações do encontro anterior realizado ano passado que faziam referência à necessidade de execução das normas de funcionamento estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MISAU), bem como às metas estabelecidas no Plano Económico Social.

Falando a nossa fonte Francisco Cândido, inspector -geral de saúde, fez notar que uma das dificuldades que o sector enfrenta tem a ver com a falta de um sistema sofisticado de vigilância e de recursos humanos suficientes para trabalhar em todo o país desde a província, o distrito e no meio rural.

`A inspecção tem que ser feita regularmente e é preciso uma vasta equipa para isso, o que nós não temos. Instalamos secções de inspecção nas províncias mas, ainda assim, temos que chegar aos distritos. Hoje em dia precisamos de meios de trabalho sofisticados para detectar irregularidades nas auditorias´, justifica Cândido.

Com apenas 40 inspectores a nível nacional, o MISAU tem feito tudo o que está ao seu alcance para controlar, por exemplo o desvio de medicamento ou produtos do SNS, o que não tem sido fácil: `O roubo de medicamentos envolve redes de acção e para detectar é preciso ter um sistema sofisticado de vigilância´, aponta o inspector-geral.

Como actividades de sucesso realizadas pela inspecção este ano, Cândido deu exemplo da recuperação de medicamentos diversos entre antibióticos e analgésicos incluindo redes mosquiteiras que tinham sido desviados da rede sanitária em Sofala e vendidos no mercado informal. Através dos vendedores desses medicamentos no informal, e com a ajuda da Polícia, a inspecção conseguiu chegar a mais membros envolvidos no desvio entre os quais funcionários do MISAU. `Não posso dizer ao certo quantas pessoas estão envolvidas, mas é um número considerado. Aos nossos colegas foram instaurados processos disciplinares e criminais´.

De referir que durante os três dias da VII reunião, que decorre sob o lema `Com o nosso povo façamos das unidades sanitárias um lugar acolhedor, seguro e de confiança´, será apresentado o relatório de prestação de contas das actividades realizadas em 2011 e analisada a problemática das petições canalizadas à inspecção.

Mais de 200 jovens de Nampula cumprem serviço militar nos diversos centros do país

Mais de 200 jovens de Nampula cumprem serviço militar nos diversos centros do país

Os centros de formação básico-militar de Montepuez (Cabo Delgado), Nacala-porto (Nampula), Mabote (Inhambane), Manhiça, Catembe e Boane (província de Maputo) acolhem mais de 200 jovens provenientes dos 21 distritos da província de Nampula incorporados para cumprir o serviço militar. Este grupo despediu-se dos amigos e familiares na passada sexta-feira (02).

Entretanto, engana-se quem pensa que todos estes jovens aceitaram ser mancebos movidos pelo espírito de patriotismo. Antes pelo contrário, para alguns é uma alternativa ao desemprego que flagela muitos moçambicanos, em particular os que mesmo quando acabam de sair da carteira o mercado lhes exige uma larga experiência profissional, o que lhes desanima.

Ao nível de Nampula regista-se maior adesão de jovens que já concluíram os seus estudos quer de nível médio quer superior. O delegado provincial do Centro Mobilização e Recrutamento Militar de Nampula, Carlos Lamina, disse que a sua instituição está empenhada na formação de homens para servir às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Em relação aos novos incorporados, Carlos Lamina referiu que fazem parte do grupo aqueles jovens que concluíram os níveis médio e superior e que querem integrar as FADM.

A maioria entrou por via da selecção normal mas os outros voluntariaram-se. Justificou a situação com o legado conhecimento das oportunidades que as FADM oferecem à juventude, designadamente formação profissional, a capacitação em matérias de apoio as vítimas de calamidades naturais, dentre outras.

Explicou que no processo da inspecção médica pode-se apurar pessoas que estando nos centros de treinamento são enquadrados noutro tipo de actividade não meramente militar, como por exemplo trabalhar como médico, professor, agricultor, carpinteiro, por exemplo.

O Centro de Mobilização e Recrutamento Militar, disse Lamina, tem recebido com frequência jovens que já terminaram o ensino secundário-geral. Após a sua integração nos centros de formação básico militar, os recrutas passam para uma fase subsequente onde aprendem as actividades profissionalizantes, de acordo com o programa da formação.

Neste contexto, seis meses antes do fim do treinamento militar, que dura em média dois anos, realiza-se um inquérito para se saber quais são as pessoas que pretendem fazer parte do quadro permanente das FADM ou continuar a cumprir a vida militar para posteriormente ser desmobilizado.

“No grupo dos desmobilizados existem jovens que foram recrutados em idade escolar ou enquanto exerciam alguns trabalhos no Aparelho do Estado. Nestes casos o Ministério da Defesa Nacional emite uma guia para facilitar a sua reinserção no local de trabalho ou de ensino’’, explicou Lamina.

Dois cidadãos detidos em Nampula na posse do dinheiro falso e suruma

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Dois cidadãos estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula por terem sido surpreendidos com nove notas falsas de quinhentos meticais cada e cannabis sativa, vulgo suruma.

Segundo a Polícia local, eles foram neutralizados no distrito de Rapale, na estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), depois de uma acção fracassada de burla a um vendedor ambulante de favos de ovos.

Quando se aperceberam de que o vendedor estava a desconfiar da legalidade da nota introduziram-se num comboio que tinha como destino a cidade de Nampula.

O vendedor embarcou na mesma locomotiva e chegados ao local, ele denunciou o caso à Polícia. Esta conseguiu deter os supostos contracfatores.

O assessor de imprensa no Comando Provincial da PRM em Nampula, Miguel Bartolomeu, disse que para além do dinheiro contrafeito, os dois indivíduos foram encontrados na posse de suruma já preparada para o consumo.

Não se descarta a hipótese de eles pertencerem a um grupo de malfeitores que se dedicam à falsificação de dinheiro naquela zona do país.

Outros dados indicam que ainda em Nampula, no bairro de Carrupeia, periferia da urbe, um cidadão teria usado dinheiro falso para pagar as suas contas numa barraca.

Enquanto isso, Miguel Bartolomeu disse que na semana de 27 de Outubro a 2 de Novembro a Polícia tomou conhecimento e interveio em quatro casos criminais, contra três de igual período do ano passado.

Edil de Maputo admite má gestão na recolha de lixo

Em algumas zonas da cidade de Maputo, a gestão do lixo é ainda precária. E, no âmbito dos 125 anos de elevação à categoria de cidade, o município está a realizar palestras para uma planificação integrada dos resíduos sólidos urbanos.
Na abertura da sessão de ontem, o edil da cidade de Maputo, David Simango, reconheceu que a cobertura do serviço de recolha e transporte de resíduos sólidos ainda não satisfaz as necessidades, já que os meios e recursos de que o município dispõe são insuficientes.

O défice na recolha dos resíduos sólidos urbanos afecta muito além da beleza e estética da cidade e constitui um problema grave de saúde pública. Existem materiais que, em função das suas características de inflamabilidade, corrosividade, reactividade ou toxicidade, apresentam sérios riscos para a saúde pública.

“A lixeira de Hulene é o maior dilema e traz muitos problemas para saúde pública e para o meio ambiente. A nossa decisão em relação àquela lixeira é que a mesma deve ser encerrada. O governo está a fazer esforços para que haja aterros sanitários, não só em Maputo e na Matola, mas também em todas as províncias do país. É certo que o futuro da lixeira será o encerramento e queremos transformá-la num espaço verde”, garantiu o vereador dos serviços municipais de salubridade e cemitérios, Florentino Ferreira.

Circular de Maputo gera polémica nas populações afectadas

obras circular
O projecto da estrada Circular de Maputo está a provocar mal-estar nalguns residentes que têm habitações no tracejado da nova estrada, concretamente em Zimpeto e Guava, dois bairros que separam a cidade de Maputo e o distrito de Marracuene. As populações dizem que as suas casas estão a ser invadidas pelas máquinas, destruindo muros e até tubos de água.

Os mais afectados pelo problema estão localizados do lado de Guava, um bairro que, politicamente, pertence ao distrito de Marracuene, mas, em termos práticos, a vida dos seus moradores está mais ligada à cidade de Maputo.

As queixas dos moradores vão ao encontro do que os ambientalistas têm dito sobre aquela obra: não foi antecedida por um estudo de impacto ambiental. Se isso tivesse acontecido, o drama vivido pelos moradores teria sido previsto e evitado.

Os moradores dizem que não estão contra o projecto, porque reconhecem a sua importância para o desenvolvimento não só do seu bairro. Porém, criticam a forma como tudo está a ser gerido.

Milú da Graça, uma das afectadas, diz que, há três meses, houve uma reunião com os moradores, organizada pela Comissão de Reassentamento criada no âmbito do projecto. Na ocasião, apenas ficaram informados que seriam transferidos para dar lugar às obras, mas não houve detalhes sobre o processo da sua indemnização, muito menos do local onde iriam ser realojados.

Chuvas desabrigam mais de cem famílias em Nampula

Chuvas desabrigam mais de cem famílias em Nampula
As chuvas que assolaram a província nortenha de Nampula, concretamente a cidade capital, entre os dias 30, 31 e 1 dos meses de Outubro e Novembro do presente ano, destruíram mais de cem casas deixando as respectivas famílias ao relento.

As zonas mais afectadas são os bairros periféricos e em expansão como Muatala, Mutauanha, Namicopo, Namutequeliua, Natikiri e Muahivire.

No bairro de Muahivire, zona de Muanona, mais de dez casas foram destruídas pela força das chuvas e os então ocupantes vivem nas varandas das casa dos vizinhos.

Em Muatala, zona de Cossore, dois menores de idade quase que perdiam a vida depois de serem soterrados pelas paredes da sua casa, mas graças à intervenção dos vinhos não aconteceu o pior.

Aqueles dois menores foram levados ao hospital e socorridos imediatamente e já se encontram fora do perigo, pese embora estejam neste momento a viver em escombros devido à destruição da palhota onde residiam com os seus pais.

No bairro de Natikiri o cenário é desolador, primeiro porque ainda há famílias a viverem em árvores, uma vez que as suas casas foram destruídas.

Um cidadão que viu a sua casa cair foi Luanda Gaspar de 42 anos de idade, casado e pai de 6 filhos, que diz que na noite do dia 31 de Outubro, quando uma chuva acompanhada por ventos fortes levantou o tecto e destruiu as paredes, o que obrigou a família a refugiar-se numa escola localizada nas imediações.

Lunda diz que, neste momento, vive numa casa vizinha enquanto espera a conclusão da reabilitação da sua casa.

Má aplicação do dinheiro proveniente das multas inquieta Polícia de Trânsito em Nampula

Má aplicação do dinheiro proveniente das multas inquieta Polícia de Trânsito em Nampula

Alguns agentes da Polícia de Trânsito (PT) na província de Nampula queixam-se da alega má aplicação, por parte do chefe do Departamento da Polícia de Trânsito local, do dinheiro proveniente das multas cobradas a vários infractores do Código da Estrada e demais irregularidades na via pública.

Eles exigem a quem de direito que investigue o chefe daquele departamento no sentido de se esclarecer alguns procedimentos não claros no acto de emissão das notas aviso para o pagamento de multas aos infractores, por exemplo.

Aqueles policiais encarregues de fiscalizar as rodovias exigem, também, saber do Departamento da Polícia de Trânsito em Nampula o destino que é dado aos 10 meticais diários cobrados aos cidadãos que usam as instalações do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) como parque de estacionamento de viaturas.

Para manifestar a sua preocupação, os policiais endereçaram uma carta ao Gabinete de Combate à Corrupção, na qual expõem o assunto e apresentam como culpado o chefe daquele departamento, Francisco Raúl Simões. Acusam-no igualmente de se aproveitar indevidamente do dinheiro que devia ir para o erário público.

A nossa reportagem contactou o visado para se pronunciar a respeito das acusações que pesam sobre si. Ele não negou nem aceitou que tal situação esteja a ocorrer. Limitou se apenas a afirmar que desconhecia as reais motivações dessas denúncias. “Não é hoje que estou nesta cadeira e há quem não gosta disso”, disse.

Francisco Simões é ainda acusado de exigir dos chefes de alguns postos da Polícia de Trânsitos valores mensais que variam de seis a dez mil meticais como forma de se manterem nos cargos.

Refira-se que estas denúncias acontecem numa altura em que o Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, tem uma visita de trabalho para Nampula, esta semana, a qual contempla uma passagem pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de modo a se inteirar do seu funcionamento.

Mais de 11 mil estrangeiros vieram trabalhar em Moçambique este ano

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Moçambique recebeu, de Janeiro a Setembro deste ano, 11.821 cidadãos estrangeiros que pediram emprego em diversas áreas de actividade, contra os pouco mais de 11 mil de igual período do ano passado, segundo os registos da Direcção Nacional do Trabalho Migratório.

O Ministério do Trabalho refere, num comunicado enviado ao @Verdade, que dos 11.821 estrangeiros, 4.395 pediram para trabalhar no país por um período de curta duração, sobretudo até aos 30 dias. Os projectos de investimento foram responsáveis pela vinda de 664 cidadãos.

Em termos de destinos no país, a cidade de Maputo foi a que mais trabalhadores recebeu, com um total de 2.697, a seguir a província de Maputo com 2.174, Sofala com 1.698, Cabo Delgado com 1.247, Tete com 1.195 e Nampula com 1.052. As províncias de Inhambane e Zambézia receberam 730 e 409 empregados, respectivamente, contra 388 e 118 para Manica e Gaza. Em Niassa foram trabalhar 113 estrangeiros.

Os cidadãos sul-africanos, portugueses e chineses foram os que mais solicitação de trabalho formularam em Moçambique nos passados três trimestres de 2012, sendo os sectores de serviços não financeiros, construção civil e engenharia os mais concorridos.

Director pedagógico em Nampula acusado de vender notas aos alunos

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Cipriano Máquina, director-adjunto pedagógico da Escola Secundária de Nampaco, localizada no bairro com o mesmo nome, arredores da cidade de Nampula, é acusado pelos professores e alunos de venda de notas aos educandos da 10ª e 12ª classes.

Este aproveita-se do seu cargo que o permite proceder ao lançamento de notas finais dos alunos a um sistema electrónico localmente em uso para depois mandá-las à Direcção Provincial da Educação e Cultura.

Aí aproveita adulterar as notas que lhe são enviados pelos professores, estes que durante todo o tempo lectivo estão em contacto permanente com os alunos e sabem quem realmente deve ou não passar de classe.

Neste processo, os estudantes aflitos por causa do baixo nível de aproveitamento pedagógico contactam directamente Cipriano Máquina. Este cobra três mil meticais para supostamente garantir a sua admissão aos exames finais. Nestes, os que quiserem passar de classe mas com a sua ajuda pagam sete mil meticais.

Alguns professores contactados pela nossa reportagem, cuja identidade não é revelada por precaução de possíveis represálias, manifestaram-se agastados com a situação porque no seu entender dilui qualquer esforço no sentido garantir uma boa prestação dos alunos e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino. O aluno já tem em mente que pode comprar notas para passar de classe.

Um dos estudantes de algumas turmas da 12ª classe, também afirmou o director-adjunto pedagógico da Escola Secundária de Nampaco faz cobranças com promessas de atribuir notas mas depois não honra a sua palavra.

Outra aluna da 10ª classe disse que dez colegas suas, incluindo ela, também foi vítima de Cipriano Máquina. Aliás, apuramos ainda que algumas alunas envolveram-se sexualmente com ele porque não tinham o valor exigido.

Um estudante confessou ter dispensado, algumas vezes, o seu quarto para o pedagógico encontrar-se com as alunas a fim de satisfazer os seus desejos, diga-se, perversos, mas para o seu espanto excluiu.

Cipriano Máquina recusa pronunciar-se sobre o caso

Num outro instante, devido à nossa insistência, disse que os assuntos relacionados com a imprensa apenas podem ser tratados pelo director da escola. Porém, este não se encontrava no recinto escolar. “Não estou autorizado a falar’’. Insistimos, pelo que irredutivelmente declarou: “já disse que não estou autorizado a falar’’.

Governo defende-se sobre queda do país no Doing Business

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Os membros do Conselho Empresarial Nacional da CTA (Confederação das Associações Económicas de Moçambique) reuniram-se, Quarta-feira última, em Maputo, para reflectir sobre os problemas que afectam o sector privado no país.

No encontro, o ministro das Finanças, Manuel Chang, dissertou sobre o sistema fiscal moçambicano e pacotes de incentivos, com enfoque para os projectos de desenvolvimento das infra-estruturas, enquanto o titular da pasta de Energia, Salvador Namburete, se debruçou sobre a energia como factor de crescimento à luz da Lei de Parcerias Público-Privadas (PPP).

Intervindo, na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, disse que esta reflexão acontece pouco depois da publicação do último relatório “Doing Business”:

“Importa considerar o facto de o nosso país ter saído da posição 139 na classificação de 2012, para 146 na de 2013, um decréscimo de sete posições, o que contraria as nossas expectativas de melhoria contínua da nossa posição, no seio dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral”, frisou Rogério Manuel.

De realçar que, segundo aquele relatório, tornou-se mais difícil iniciar negócios em Moçambique ao perder 14 pontos no indicador “Starting a Business” em relação à classificação anterior.

“Na verdade, saímos de 96 para 82 pontos, a protecção aos investimentos também deteriorou-se ao cair 49 pontos”, sublinhou o presidente da CTA.

O ministro das Finanças, Manuel Chang, disse, por seu turno, que “ao longo dos últimos anos, o Governo tem efectuado reformas fiscais com vista à simplificação cada vez mais do sistema fiscal e alargamento da base tributável”.

Chang acrescentou dizendo que a questão do alargamento da base tributável pode ser vista de várias formas, “mas refiro-me sempre ao incentivo para a criação de mais empresas, projectos que possam contribuir em termos de actividade económica sob a qual podemos incidir a tributação”, explicou o governante.

Acrescentou que “nas reformas fiscais, temos estado a privilegiar a manutenção das taxas de impostos e, em alguns casos, a sua redução, como já aconteceu no caso da substituição da contribuição do IRPC, em que a taxa baixou de 35 para 32 por cento”.

Já o ministro da Energia, Salvador Namburete, referiu que “as questões energéticas constituem uma prioridade, não só nos países em desenvolvimento, mas também em todo o mundo, e o crescimento económico, criação de emprego, a redução da pobreza impõem a necessidade de uma maior celeridade no alargamento do acesso à energia para todos os cidadãos”.

De referir que, ainda no decurso do Conselho Empresarial Nacional, foi celebrado um memorando de entendimento entre a Federação dos Empreiteiros e as Empresas Promotoras de Materiais de Construção.

Falta de dinheiro ameaça comprometer a conclusão da desminagem no país

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A conclusão da desminagem em Moçambique, no âmbito do Plano Nacional de Acção Contra Minas 2012-2014, está neste momento refém da falta seis milhões de dólares norte-americanos, o que segundo o Governo pode comprometer o cumprimento do tratado de banimento de minas antipessoais.

Caso os parceiros de cooperação não disponibilizem a tempo os fundos necessários para flexibilizar o processo, o plano vai fracassar e, por conseguinte, as áreas que ainda estão por desminar no país continuarão a representar perigo para muitos moçambicanos.

Face a este problema, o Instituto Nacional de Desminagem (IND) realizou, segunda-feira (05), em Maputo, um seminário de dois dias com o propósito de persuadir os parceiros de cooperação a desembolsarem o dinheiro necessário. O momento serviu também para a apresentação da situação actual de minas no país.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze, disse que a colaboração dos parceiros nacionais e internacionais tem permitido o alcance resultados que até aqui Moçambique conseguiu na matéria em alusão no sentido de cumprir o tratado de banimento das minas antipessoais. Apelo-lhes ajudarem com os fundos em falta.

De acordo com o governante, todo o processo de desminagem no país precisa de 16 milhões de dólares, dos quais estão disponíveis apenas 10 milhões.

O plano quinquenal do Governo 2012-2014 definiu como objectivos prioritários a conclusão da remoção e destruição de engenhos explosivos, o desenvolvimento institucional, a implementação do programa de educação cívica sobre o perigo das minas e a promoção de planos de assistência às vítimas das minas antipessoais.

Henrique Banze disse que existem 867 áreas, o equivalente a 26 milhões de metros quadrados de terra, indisponíveis para o desenvolvimento de actividades sócio-económicas devido à presença de minas terrestres.

Enquanto isso, para além de outros benefícios, a desminagem tem trazido ganhos incomensuráveis para o país, tais como a extensão de áreas de cultivo, livre circulação de pessoas e bens e a segurança nas comunidades.

O director do IND, Alberto Augusto, disse que o país está preparado para responder positivamente o desafio de ver-se livre das minas até 2014. Todavia, é urgente que se colmate o défice financeiro para evitar a prorrogação do prazo a esse respeito tal como aconteceu no passado.

Por sua vez, Alexandra Mangore especificou que entre 2013 e 2014 o IND vai desminar as províncias Sofala, Tete, Maputo, Inhambane e Manica. Mas com maior incidência para Sofala e Tete que ainda apresentam muitas áreas suspeitas de estarem minadas.

As informações avançadas pelo IND indicam que dos 34 mortos registados em 2010, reduziu para nove, em 2011. Este ano houve pelo menos dois acidentes que resultaram na morte de três pessoas e igual número de feridos.

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