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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Produção nacional domina no Zimpeto

De todos os produtos agrícolas vendidos naquele ponto, a batata-reno e a cebola são os únicos importados, de acordo com garantias dadas ao nossa fonte.

O facto, sinal de que os agricultores nacionais estão paulatinamente a se refazer dos danos das cheias registadas entre Janeiro e Fevereiro, contribui para a descida de preços de venda aos retalhistas, embora estes não se reflictam, na maior parte das vezes, nos consumidores finais.

Enquanto a caixa de 20 quilogramas de tomate, que chegou a atingir aproximadamente 600 meticais nos primeiros meses do ano, é agora vendida a uma média de 100 meticais, o quilograma de pimento abaixo de 20,00Mt, a cebola e a batata continua entre 150 e 280 e 160 a 200 meticais, respectivamente.

Moisés Covane, administrador do “Grossista” disse que nos dias que correm, se vive uma “fartura total”, que felizmente ainda não resultou em perdas, uma vez que os produtos que entram são imediatamente absorvidos.

Pelo menos 60 a 80 camiões de tomate produzidos no Chókwè, Catuane ou Moamba entram ao Zimpeto, sendo que 10 a 15 caimões de batata e cerca de 10 de cebola são importados da África do Sul.

A disponibilidade de produtos nacionais começou a aumentar em meados de Maio, altura em que começou a dividir espaço com as importações, tendo progressivamente passado para a dianteira.

Falando a nossa fonte, o administrador Covane disse que os preços altos da cebola e batata são justificados pelos importadores por supostos altos custos da cadeia desde a sua aquisição nas farmas sul-africanas até ao descarregamento no Zimpeto, passando pelo desalfandegamento e transporte.

A crise verificada nos últimos dois meses deveu-se à fraca produção a nível nacional, após as chuvas que devastaram as culturas no distrito de Chókwè, o maior produtor de frescos e a subida do preço do mesmo na vizinha África do Sul devido ao aumento da demanda.

Na altura, o Mercado Grossista do Zimpeto só recebia apenas cinco camiões de tomate por dia, contra os 25 necessários para abastecer o comércio retalhista daquelas duas urbes, bem como do distrito de Boane, província de Maputo.

Noticias

Reassentadas famílias abrangidas pela “circular”

A maioria das famílias estava instalada em casas de construção precária, havendo também casos daquelas que ocupavam a terra para a prática de agricultura.

Com efeito, o Conselho Municipal da Matola e a Empresa Maputo Sul, encarregue da obra, finalizaram recentemente o processo de compensação de árvores e culturas.

O presidente interino do município da Matola, António Matlhava, explicou que a actividade de reassentamento ainda decorre, havendo já resultados práticos nos bairros abrangidos.

Na Matola, a maioria das famílias fixadas no traçado da estrada N1 – N4 muda apenas de casa, permanecendo no mesmo bairro.

No entanto, Matlhava reconheceu que o processo de transferência de famílias não tem sido fácil, exigindo sempre acções prévias de sensibilização.

No bairro Muhalaze, por exemplo, um grupo de famílias nativas vandalizou recentemente parte do trabalho topográfico realizado, facto que obrigou a intervenção das autoridades municipais.

“Gradualmente, as comunidades abrangidas estão a ganhar a consciência da necessidade e importância deste projecto para o seu próprio desenvolvimento. Estamos encorajados com os resultados obtidos no terreno”, disse Matlhava.

Revelou que já foram reassentadas 209 famílias, de um total de 353 consideradas prioritárias. No âmbito da construção da Estrada Circular Maputo – Matola, foram exumadas 208 campas durante o primeiro semestre deste ano.

Matlhava disse que foram alistadas 250 campas, pelo que o trabalho está a decorrer a um “bom ritmo”.

“O Conselho Municipal está a garantir os serviços de exumação no traçado da estrada N1 – N4 e ainda disponibiliza as respectivas campas”, explicou.

Indicou que foi igualmente concluído o processo de comunicação às famílias dos valores por receber referentes a compensações de benfeitorias, num processo articulado com os beneficiários e a Empresa Maputo Sul.

A “circular” Maputo-Matola atravessa cinco bairros do município da Matola, nomeadamente Intaka, Muhalaze, Mwamatibjana, Nkobe e Matola-Gare.

Noticias

Académico português critica fraco investimento científico em África

O académico português, Boaventura de Sousa Santos, proferiu na tarde desta segunda-feira uma palestra subordinada ao tema “A ciência no século XXI: Incertezas e Desafios”, onde criticou o fraco investimento científico em universidades africanas. A oração foi organizada pela Direcção Cientifica da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Num evento que contou com a presença de académicos, estudantes e a direcção da UEM, o sociólogo português alertou sobre o risco de se estar a criar cursos seguindo como critérios apenas as necessidades do mercado, chegando a considerar que a ideia de empregabilidade é uma questão brutal e limita o desenvolvimento das outras áreas do conhecimento científico e das próprias universidades.

Boaventura acusou as elites políticas africanas de não estarem interessadas em investir e nem em melhorar as universidades dos seus países e que estes até são a favor de que as mesmas não sejam reformadas.

“As pessoas com poder político e económico já não se importam com as suas universidades, mandam os seus filhos para estudar no estrangeiro onde o ensino é de melhor qualidade”, disse o sociólogo descrevendo uma realidade que não é novidade para os moçambicanos.

Boaventura Sousa Santos criticou ainda a crescente tendência de se copiar os modelos europeus e da criação e investimento em cursos que apenas atentem às necessidades actuais, o que, no seu entender, pode fazer desaparecer outros conhecimentos científicos alternativos.

Canal Moz

Animais selvagens perturbam comunidades arredores da Reserva de Gilé

As comunidades residentes na zona tampão e arredores da reserva nacional do Gilé, província central da Zambézia, queixam-se da invasão dos seus campos de cultivo por animais selvagens, com destaque para o elefante.

Segundo apurámos, a vida dos residentes da zona tampão da reserva do Gilé está cada vez mais complicada, se por um lado as autoridades da reserva não os deixam fazer o uso adequado e necessário dos recursos existentes naquela zona de uso múltiplo, por outro lado a única disponibilidade de terra existente para a prática agrícola está ameaçada pela invasão de elefantes.

A localidade de Namahipe é exemplo disto. As comunidades locais estão vedadas de fazer o uso dos recursos existentes na zona tampão, apenas podem aproveitar a terra para praticar a agricultura que é a base de sobrevivência da população.

De acordo com Amisse Selemane, secretário do Grupo Dinamizador de Namahipe, “a administração da reserva nacional do Gilé não nos deixa acedermos aos recursos existentes na zona tampão, e se nos deixam fazer machambas lá dentro da zona tampão é porque sabem que não teremos nenhum proveito porque os elefantes invadem as nossas machambas e destroem tudo”.

Este nosso interlocutor avançou que o problema do conflito homem-animal está a recrudescer e exige que medidas urgentes sejam tomadas para reverter o cenário.
Como solução imediata, as comunidades exigem uma vedação total da reserva do Gilé através de um cerco que não permita que os animais de grande porte possam sair para as comunidades e destruírem áreas de cultivo.

Canal Moz

Polícia divulga detalhes dos raptores

A PRM confirmou ontem os raptos ocorridos a semana passada em Maputo e deu alguns detalhes dos supostos raptores. O porta-voz da PRM em Maputo disse tratar-se de indivíduos até então a monte, de nacionalidade estrangeira, provenientes da Swazilândia, que raptaram em Maputo um cidadão de 47 anos de idade, de nacionalidade portuguesa.

A Polícia não revelou a identidade do cidadão raptado, mas conforme noticiou o Canalmoz a semana passada trata-se de José Tavares, sócio da Dincore Comércio Alimentar Lda, empresa proprietária da marca de arroz “Dona Ana”.

O porta-voz do Comando da Polícia a nível da cidade de Maputo, Orlando Mudumane, explicou ontem no briefing com Imprensa que os indiciados faziam-se transportar em duas viaturas de marca Toyota, cujas chapas de inscrições não foram apuradas.

Segundo apurou o Canalmoz, os raptores introduziram-se na empresa de que José Tavares é sócio, desligaram o sistema de segurança e saíram com a vítima encapuçada. O caso se deu preciosamente há uma semana.

No mesmo período, quatro indivíduos não identificados raptaram uma cidadã de 40 anos de idade, no bairro Central “A”, cidade de Maputo. “Para os dois casos, ainda decorrem diligências no sentido de neutralizar os autores dos crimes”, disse Orlando Mudumane.

Assassinato no bairro de Bagamoio

Ainda na mesma semana, um jovem de 31 anos de idade espetou um vidro de garrafa partida no pescoço de um jovem de 17 anos de idade na madrugada da última sexta-feira no mercado de Bagamoio, cidade de Maputo. Mudumane não explicou os motivos que terão causado o sucedido. Referiu que o autor do crime foi identificado, mas conseguiu escapulir-se das autoridades, e neste momento decorrem diligências para encontrar o indiciado.

Canal Moz

Vítimas das cheias sofrem roubos e violações sexuais

A falta de energia eléctrica no novo bairro onde foram reassentadas cerca de 100 famílias vítimas das cheias que em Janeiro último assolaram com gravidade os distritos municipais de KaMavota e KaMubucuane, na cidade de Maputo, está a propiciar espaço para actuação dos malfeitores na calada da noite.

O novo bairro é dividido em dois quarteirões separados pelo muro de vedação do Hospital Psiquiátrico de Infulene, arredores de Maputo. Nos dois quarteirões, já foram reportados casos de roubos a residências e violação a mulheres.

O acesso para os novos bairros é feito a partir da Estrada Nacional Número Um (EN1) ou através da travessia do rio Mulauze. Raquenilde José conta que vivia no bairro de Inhagoia “A”, no distrito KaMubucuane. Disse que a comunicação entre os dois quarteirões é difícil depois das 22 horas devido a malfeitores no muro e nas mangueiras.
“Há dias, aproveitando-se da escuridão, um grupo de malfeitores violou uma menina que voltava da escola”, disse Raquenilde.

Por seu turno, Rabeca Timane, cujo terreno é último para entrar nas machambas feitas ao longo do rio Mulauze, para quem saí da EN1, queixa-se de ter sofrido roubado três vezes na sua residência à noite.
Mãe de quatro filhos conta que depois da destruição da sua casa em Laulane foi viver três meses no Centro de Acolhimento Força do Povo, no bairro de Hulene. Depois passou para KaMubucuane.

“Na calada da noite, temos sofrido roubos. Não sabemos donde é que vem. Aqui nada podemos deixar fora. Eles depois de roubarem saem e correm em direcção ao riacho”, disse.

Vereador diz que há movimentação de postes

O vereador do Distrito Municipal KaMubucuane, David Canguna, disse que já se garantiu a iluminação pública de um quarteirão, faltando atacar outro quarteirão.
“Até à altura que algumas famílias terminarem com as suas obras, a energia já estará disponível no novo bairro”, disse.

No que tange ao abastecimento de água, disse que foi aberto um furo mas os engenheiros do conselho municipal rejeitaram a estrutura que vai suportar os tanques, devendo ser feito de novo.

“Ninguém está a dormir ao relento. Todos receberam tendas, chapas de cinco e cimento. Sabemos que algumas pessoas não têm condições e o Governo nos próximos tempos deverá fazer alguma coisa para ultrapassar esta situação”.

No total estão reassentadas 95 famílias, das quais 60 são oriundos de KaMavota e 35 de KaMubucuane. O primeiro grupo a receber talhões e os respectivos DUATs foi a 20 de Março passado e o segundo entrou entre Abril e Maio. O conselho municipal deu a cada família um terreno de 15 X 9 metros, 12 chapas de zinco e 10 sacos de cimento.

Canal Moz

PR “Embaixador” para saúde da mulher e da criança

O galardão foi entregue ao mais alto dignitário da nação moçambicana pela princesa Nikky Onyeri, da Nigéria, fundadora e directora geral do Fórum das Primeiras-Damas Africanas contra o Cancro do Útero e da Mama, na presença de 15 Primeiras-Damas de África.

O facto surge como reconhecimento do papel desempenhado pelo Chefe do Estado moçambicano em prol da Saúde da Mulher e da Criança, não só em Moçambique como em todo o Continente Africano.

Falando na presença de cerca de duas mil pessoas que participam no evento que envolve primeiras damas africanas, ministros de Saúde, presidentes de Parlamentos africanos, pesquisadores, especialistas em matérias de cancro, entidades governamentais e representantes da sociedade civil, a princesa da Nigéria pediu ao Presidente Armando Guebuza que, como “Embaixador da Boa Vontade”, advogue junto de outros presidentes africanos para continuarem a trabalhar no combate a estas doenças e também na transferência de conhecimentos que possam permitir o seu diagnóstico atempado nos nossos países.

Nikky Onyer solicitou também a intervenção do Presidente da República para que a luta contra o cancro do Útero, da Mama e da Próstata faça parte das agenda da União Africana e do mundo, de modo que se possa evitar a morte de milhares de mulheres por estas doenças.

Falando na 7.ª conferência das Primeiras-Damas, o Chefe do Estado reafirmou o seu comprometimento na promoção da Saúde da Mulher e da Criança tendo, no entanto, enaltecendo o envolvimento de todos nesta causa.

“É nosso papel, como Governos, prosseguirmos, por exemplo, com as acções visando a implementação de programas nacionais sustentáveis que integrem aspectos como a introdução da vacina contra o vírus do Papiloma Humano nos programas nacionais já existentes”, disse.

O Chefe do Estado moçambicano explicou ainda ser papel do Governo prosseguir com os programas de inclusão de rastreio e tratamento de lesões pré-cancerosas com abordagens de baixo custo, mas alto impacto e a sua inclusão em programas de saúde já existentes, virados para a saúde da mulher.

O Fórum das Primeiras-Damas africanas realiza-se pela primeira vez num país lusófono, sendo que as outras conferências tiveram lugar nos países anglófonos e francófonos. Este ano, a conferência decidiu incluir também, pela primeira vez, na agenda, o cancro da próstata que constitui problema nos homens.

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Mudança de abordagem pode reduzir pobreza

A posição é do pesquisador David Satterthwaite, do Grupo de Assentamentos Humanos do Instituto Internacional do Meio Ambiente e Desenvolvimento (IIED), que falava durante uma conferência havida em Junho na Alemanha.

Na sua intervenção, Satterthwaite contou a história de dois fundos considerados inovadores que permitiram as comunidades de baixa renda de mais de 200 cidades africanas e asiáticas construir e melhorarem as suas casas bem como os seus serviços de água, saneamento, entre outros.

“São casos excepcionais de sucesso, que deviam ser replicados e aumentados massivamente se os doadores mudarem a forma como operam”, indica o comunicado de imprensa do IIED recebido pela AIM.

De acordo com a fonte, hoje os bancos internacionais de desenvolvimento providenciam 125 biliões de dólares norte-americanos por ano em ajuda a governos nacionais de África, Ásia e América Latina.

Contudo, para o pesquisador do IIED, enquanto justificam a sua ajuda com imagens de comunidades pobres, raramente consultarem essas comunidades sobre a ajuda a providenciar e porque nem os projectos financiados respondem a pobreza urbana o resultado se traduz em projectos mal concebidos que falham em responder as necessidades locais.

Segundo Satterthwaite, o outro problema reside no facto de as agências doadoras não terem sido concebidas para trabalhar a nível local, onde existem os problemas. Para poupar os custos com pessoal, os doadores preferem financiar poucos projectos de grade escala em detrimento de muitos projectos pequenos.

Para isso, a fonte sugere uma outra abordagem. Ele descreve como o Fundo Internacional para a Pobreza Urbana e a Coligação Asiática para a Acção Comunitária (ACCA) foram criadas para apoiar os residentes de favelas e palhotas para conduzirem o seu próprio desenvolvimento, com o financiamento e seu uso responsável.

O Fundo Internacional para a Pobreza Urbana é gerido pela “Slum/Shack Dwellers International”, uma rede de mais de 30 federações de residentes de favelas e palhotas.

A organização já apoiou mais de 200 mil famílias a construir ou melhorar as suas casas e a obter direitos de uso de terra para os seus terrenos e centenas para as suas iniciativas. A ACCA já financiou mais de mil iniciativas comunitárias em 168 cidades.

Os dois projectos têm impacto no funcionamento dos governos das cidades, empregando pessoas de comunidades de renda baixa a elevar mais os seus fundos e a trabalharem em parceria com as autoridades no desenvolvimento dos seus assentamentos e melhorar os seus padrões de vida.

Existem agora mais de cem memorandos de entendimento formais entre as federações e governos locais. Devido à ACCA existem agora cem fundos baseados nas cidades que juntam poupadores de assentamentos informais e fazem a co-gestão com governos municipais.

Satterthwaite afirma que os fundos alcançaram todos esses resultados com apenas 35 milhões de dólares, uma pequena soma quando partilhada por muitos países, cidades e comunidades.

“Imagine se apenas um por cento da ajuda – um bilião de dólares – fosse gasto dessa maneira”, diz o pesquisador, acrescentando que “poderíamos realmente transformar as nossas cidades”.

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BM mantém taxas directoras

Na mesma sessão o CPMO decidiu intervir nos mercados interbancários para garantir que a base monetária não ultrapasse 42.363 milhões de meticais no final de Julho de 2013, manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência em 9 por cento, manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósitos em 1,75 por cento, assim como manter o coeficiente de Reservas Obrigatórias, fixado em 8 por cento.

Em relação ao desenvolvimento da economia moçambicana, estimativas preliminares divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o PIB de Moçambique cresceu em 4,8 por cento no I trimestre de 2013. Este crescimento, comparado com igual período de 2012, representa uma desaceleração de 4,1 pontos percentuais.

Entretanto, o comportamento da inflação até Junho de 2013 é justificado pela recuperação da produção no mercado doméstico de frutas, vegetais e leguminosas, a qual havia sido negativamente afectada no princípio do ano pelas cheias que assolaram o país, aliada à estabilidade do metical no mercado cambial doméstico (variação mínima face ao dólar dos EUA e fortalecimento em relação ao rand), num contexto de manutenção de preços de bens administrados.

Durante a quinzena o destaque, segundo o Banco de Moçambique, vai para o facto de o metical ter mantido a estabilidade, tendo na quinzena apreciado vis-a-vis o dólar dos EUA. Enquanto isso, as Reservas Internacionais Líquidas aumentaram.

Na análise à quinzena, o Banco Central refere que o nível geral de preços teve uma tendência descendente. De acordo com o acompanhamento semanal efectuado pelo Banco de Moçambique (BM), na primeira quinzena de Julho de 2013 os preços de bens e serviços apresentaram sinais de baixa na cidade de Maputo.

Entretanto, o metical registou uma apreciação em todos os segmentos do mercado cambial, sendo de destacar a ocorrida nas casas de câmbios, comportamento já observado na quinzena anterior.

Na sequência desta tendência, o diferencial entre as taxas de câmbio nestes segmentos voltou a reduzir, passando de 0,40 por cento para 0,30 por cento. No mesmo sentido de redução evoluiu o diferencial entre as taxas de câmbio médias praticadas pelas casas de câmbio e os bancos comerciais, que passou para 2,98 por cento, após 3,32 por cento na quinzena anterior. Em relação ao rand, o metical inverteu o cenário da quinzena anterior, depreciando-se em 1,01 por cento, após uma apreciação de 1,65 por cento no final de Junho, mantendo a tendência de apreciação em termos de variação acumulada e anual.

Relativamente ao euro, o metical registou uma apreciação de 0,28 por cento face a 1,86 por cento na quinzena anterior e mantendo-se no terreno da depreciação em termos acumulados e anuais.

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Da Luz assume liderança do Fórum das Primeiras Damas Africanas

A sua eleição surge como reconhecimento ao seu papel nas causas sociais e na promoção da Saúde da mulher no nosso País. A esposa do Presidente da República sucede assim a Primeira-dama da Zâmbia, Christine Kaseba-Sata que vinha dirigindo a organização desde 2012, altura em que Moçambique foi eleito para acolher o evento.

Com o lema “Juntos Podemos Salvar Vidas” o encontro visa chamar atenção à sociedade moçambicana e ao mundo sobre a necessidade de se acelerar a implementação de acções com vista à eliminação das doenças não transmissíveis, como é o caso dos cancros do colo do útero, da mama e da próstata.

A conferência termina hoje com a adopção da declaração de Maputo sobre a luta contra o cancro do colo do útero, da mama e da próstata que constituem preocupação não só no nosso País, como noutras partes do Continente Africano e do mundo.

A imagem do nosso colega, Juma Capela mostra o momento em que a Primeira-dama da República recebia o testemunho, da sua antecessora, Christine Kaseba-Sata.

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Arranca ensaio do novo sistema

Segundo foi dado a conhecer ao ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, que recentemente visitou as infra-estruturas, as obras de reabilitação e ampliação do sistema de abastecimento de água potável à cidade de Nampula, encontram-se praticamente concluídas.

Com os testes de bombagem, através das novas infra-estruturas construídas e novos equipamentos montados, espera-se que a partir dos próximos tempos aumente de forma substancial o nível de distribuição de água, para mais pessoas residentes no centro e na periferia daquele que também é considerado como o terceiro maior centro urbano do país.

Actualmente o tempo médio de abastecimento de água a cidade e sua periferia é de oito horas por dia, chegando mesmo o abastecimento a ser feito por turnos, uma vez que os níveis da albufeira sobre o rio Monapo têm baixado em tempo seco.

A estas alturas, a captação máxima não vai para além de pouco de cerca de 20 mil metros cúbicos/diários, com vista a responder as medidas de contingência que têm sido tomadas.

Mesmo assim, do que se sabe é que com situação deficiente de abastecimento de água à cidade de Nampula, também agravado pelo facto do sistema estar a funcionar desde há bastante tempo acima do seu limite, mesmo nas condições normais de bombagem daquele precioso líquido, alguns bairros residenciais principalmente os de expansão não se abastecem com regularidade.

As obras de vulto que estão na fase de acabamento na cidade de Nampula em várias vertentes têm por objectivo duplicar a capacidade actual dos sistema de 20 mil para 40 mil metros cúbicos de água/dia, que vai ser juntar a um centro distribuidor na Serra da Mesa já instalado, com capacidade de armazenamento de cinco mil metros cúbicos.

“Efectivamente as obras já estão no fim, uma parte considerável do novo equipamento montado está em testes, e isso nos leva a creditar que vamos conseguir terminar as obras dentro do prazo estipulado. Em termos reais, a conclusão destas obras significa um aumento da capacidade de abastecimento de água à cidade de Nampula.

Significa também a possibilidade de expandir a rede para zonas onde até aqui a água não chega. Significa igualmente o aumento da pressão e aumento de tempo de distribuição da água”, afirmou Cadmiel Muthembo, falando a jornalistas depois de ter visitada as referidas obras. Muthemba disse não haver questionamentos quanto à qualidade das obras, pois que elas são de qualidades aceitável, tanto é que as fiscalização funcionou que devia ser, o próprio FIPAG e MCA acompanharam e continuam a acompanhar a par a passo o decurso das obras de reabilitação e ampliação do rede de abastecimento de água da cidade de Nampula, de tal forma que os técnicos da primeira instituição estão preparados para operar os novos equipamentos instalados.

Segundo o governante, o fim daquelas obras traduz o esforço que o Executivo vem desenvolvendo junto dos parceiros de cooperação, visando aumentar cada vez mais o abastecimento de água potável não só nas zonas urbanas, como nas rurais onde vive grande parte da população moçambicana.

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Acção Social ajuda pessoas vulneráveis

O facto foi tornado público há dias na Beira, pelo director provincial da instituição, José Diquissone, no início da sétima sessão do conselho coordenador deste sector que decorre até sábado sob lema “Dar Poder a Mulher e Proteger os mais Vulneráveis, é Construir uma Sociedade Justa”.

Trata-se da prestação de serviço social básico, apoio social directo, assistência técnica às associações femininas, prestação de apoio psico-social às famílias vítimas de violência doméstica, realização de feiras de produtos agro-processados, sensibilização das mulheres para os cursos de alfabetização, entre outros.

Relativamente ao subsidio social básico, ao longo primeiro semestre deste ano, foram atendidos 26.098 necessitados contra uma projecção anual de 27.676, numa actividade que visa a disponibilização de recursos financeiros, entre 250 e 500 meticais, a pessoas incapacitadas ao trabalho como idosos vulneráveis, deficientes, incluindo doentes crónicos.

Na assistência social directa direccionado no apoio as pessoas que tem impedimento temporário como crianças órfãs na reunificação familiar, construção ou reabilitação de casas, formação profissional ou escolar e atribuição da cesta básica, foram contemplados nos primeiros seis meses deste ano em Sofala 3.378 necessitados, num período em que as metas finais estão fixadas para atender 4.248 pessoas.

No que se refere ao subsídio social de acção social que diz respeito a tudo aquilo que se refere à ajuda institucional como Centro de Apoio a Velhice e de Transito e Infantário, o número dos beneficiários disparou de 360 previstos para 457.

Quanto à acção social produtiva, um programa lançado ano passado no país, Sofala beneficia 5.650 pessoas com capacidade de trabalhar em Muanza, Chemba, Caia, Marromeu e Machanga que durante três anos recebem mensalmente 650 meticais.

A actividade centra-se na participação dos seleccionados nas actividades comunitárias como jornadas de limpeza, construção de casas “mãe-espera”, reabilitação de estradas e pontes. Finalmente, no programa de empoderamento das mulheres para o desenvolvimento das famílias, Diquissone referiu que o sector que dirige em Sofala assistiu no último semestre 59 associações Tudo isto, na visão do governador Félix Paulo, mostra claramente que a província de Sofala promove a elevação do estatuto da mulher e da sua participação na vida política, económica e social do país.

Por outro lado, reconheceu que a igualdade de direitos e de oportunidade entre o homem e a mulher na sociedade e perante a lei estão a ser promovidos, incluindo a estabilidade e respeito da família.

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Metade da área de Chimunda já está limpa

Esta actividade está inserida na primeira fase da preparação da área identificada para a instalação daquela infra-estrutura hidráulica.

O Regadio de Chimunda terá capacidade para 1000 hectares, dos quais 400 não vão necessitar das acções de limpeza e destronca porque constituem parte da área que era explorada, ou seja, é ocupada pelas machambas das comunidades locais.

De acordo com a presidente do Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA), Setina Titosse Maússe, o empreiteiro está a trabalhar a todo vapor para concluir nos próximos dois meses a limpeza da metade da área em falta, de cerca de 300 hectares de forma a lançar a segunda fase do projecto, que consiste na abertura de canais e valas de drenagem e posterior montagem da tubagem de canalização.

A PCA do FDA disse também que os parceiros que ainda não tinham desembolsado os fundos para cobrir as necessidades do projecto do vale do Save, cuja primeira fase é a construção do Regadio de Chimunda, já fizeram chegar o dinheiro, daí que todas actividades previstas estão a ter lugar.

Setina Titosse descreveu o ritmo das actividades em curso como sendo satisfatório, pois, segundo disse, o sonho está a virar uma realidade, dado que para além da limpeza e destronca paralelamente foi realizada com sucesso a transferência de cemitérios familiares, tendo para o efeito cerca de 70 campas sido removidas e instaladas no novo cemitério construída na zona de reassentamento. Por outro lado também estão em curso as actividades de construção de casas para as famílias deslocadas da área do regadio.

A PCA do Fundo de Desenvolvimento Agrário manifestou alguma preocupação pelo atraso que se verifica para o início do reassentamento, tudo porque as casas em construção ainda não estão prontas. A situação, segundo explicou Setina Titosse, não permite que a ENOP, empreiteira contratada para a construção do regadio, embora estando a realizar algumas actividades, trabalhe à vontade porque o perímetro do regadio ainda está habitado.

No entanto, Setina garantiu que esta demora ainda não constitui ameaça para os encargos financeiros adicionais junto do construtor que tem grande parte do equipamento e pessoal não em plena actividade por causa do atraso de reassentamento.

“Conversámos com o empreiteiro, que nos compreende e está a par dos esforços do Governo Provincial de Inhambane para muito rapidamente iniciar a retirada das populações. Dada a demora da construção das casas definitivas o Executivo Provincial iniciou semana passada a construção de casas provisórias, isto tudo numa demonstração do interesse das partes envolvidas para dar andamento ao projecto de Chimunda, cujo término está previsto para próximo ano”, disse Setina Titosse.

Por seu turno, o administrador do distrito, Azarias Xavier, explicou que coube ao Governo Provincial contratar artesãos locais para a construção das casas provisórias e garante que tudo poderá terminar dentro dos prazos estabelecidos.

“Temos mais de cinco milhões de meticais para as construções provisórias e a transferência das famílias vai acontecer no decurso das construções, isto é, à medida que for concluída uma casa será imediatamente ocupada”, disse Azarias Xavier.

O administrador de Govuro acrescentou que as comunidades de Chimunda já estão animadas com a evolução dos trabalhos em curso visando a construção do regadio porque gradualmente já acreditam que a sua região poderá ter um dos principais instrumentos para combater a insegurança alimentar no distrito, em particular, e na região norte da província de Inhambane, em geral.

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É preciso colocar no mercado produtos processados localmente – exorta José Pacheco

José Pacheco foi confrontado em Inhassoro durante a exposição de produtos produzidos na província de Inhambane, no quadro da realização do VII Conselho Coordenador do Ministério da Agricultura, com várias iniciativas que, segundo disse, ainda constituem novidade no mercado nacional, daí a necessidade da sua colocação, primeiro no mercado nacional, e depois fora do país com identificação precisa da sua origem “Made in Mozambique”.

Biscoitos de mandioca, compota de tomate, biscoitos e bolos de mandioca, licores de casca de laranja, biscoitos de batata-doce, derivados de carne de vaca, leite fresco, iogurte, além de abate e processamento de frangos, entre outros, foram os produtos que José Pacheco encontrou na feira agro-pecuária de Inhassoro processados em diversas unidades nos distritos de Zavala, Mabote e Vilankulo, na província de Inhambane.

“Temos que sair das exposições para o mercado. Sabemos que ainda estamos a começar mas é preciso divulgar e publicitar a existência destes produtos nos nossos estabelecimentos para alimentar o nosso povo. Estamos a falar da redução das importações de hortícolas, afinal já estamos a processar muitas coisas aqui no país, mas que o nosso povo ainda não tem acesso porque não está no mercado”, exortou o ministro da Agricultura, conversando com os expositores em Inhassoro.

Dirigindo-se à Associação de Desenvolvimento Comunitário de Chitondo, no distrito de Zavala, que trabalha desde 2008 na promoção e aproveitamento de recursos locais, Pacheco disse que os derivados de mandioca, batata-doce, compota de tomate, de laranja e tangerina devem ser comercializados, porque aliviam, por exemplo, a procura de farinha de trigo para fazer pão, biscoitos e outros produtos.

Em Vilankulo José Pacheco ficou impressionado com o desempenho da Dhokolo, uma empresa de processamento de carnes, que em menos de dois anos do início de actividades está a produzir com qualidade invejável os derivados de carne bovina e frangos. Entretanto, aquela empresa queixou-se da falta da certificação dos seus produtos para serem comercializados no mercado nacional.

Para ultrapassar esta dificuldade Pacheco orientou os quadros do sector de pecuária para trabalharem com os proprietários e com outros sectores intervenientes para que os produtos da Dhokolo tenham a certificação necessária, porque, segundo constatou Pacheco durante a visita, aquela instituição privada tem qualidade para o efeito.

Por seu turno, o presidente da Associação para o Desenvolvimento Comunitário de Chitondo, Eugénio Benhe, disse que existe um esforço para a colocação de biscoitos e outros derivados de mandioca e batata-doce nas lojas de conveniência.

“Já temos os nossos produtos em Xai-Xai e Maputo, mas o nosso sonho é sair da zona sul para outros pontos do país”, disse Benhe, numa breve conversa com o ministro José Pacheco.

O titular da pasta da Agricultura, que igualmente visitou alguns produtores em plena actividade no distrito de Inhassoro, orientou os extensionistas rurais ali afectos para prestarem atenção no controlo das pragas que atacam as árvores de fruta, nomeadamente limoeiros, laranjeiras, tangerineiras, assim como cajueiros.

“A transferência de tecnologias inclui também o controlo de pragas, o nosso trabalho não termina apenas em ensinar a aplicar adubos orgânicos ou químicos, tirar as ervas daninhas, entre outras técnicas, mas também em combater as pragas que atacam a produção do camponês”, disse Pacheco.

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DUATs entregues a três comunidades de Morrumbene

De acordo com o coordenador do Centro Terra Vida, Fernando Songane, esta actividade, cujo projecto-piloto foi lançado no distrito de Morrumbene com perspectiva de ser alargado próximo ano para os distritos de Jangamo, Inharrime, Homoíne e Zavala, tem como objectivo envolver as comunidades locais na gestão da terra a partir da sua participação na delimitação bem como na identificação de locais onde havendo necessidade de investimento público ou privado poderá ser direccionado sem prejuízo de perca de terra dos camponeses.

Nesta primeira fase de lançamento da iniciativa foram delimitados em Morrumbene 3.313.98 hectares e no próximo ano poderão ser abrangidas outras comunidades. Para o efeito, foram gastos cerca de 150 mil dólares norte-americanos e nos próximos dois anos serão necessários 300 mil dólares em projectos idênticos.

“Está a se verificar muita pressão sobre a terra e vezes sem conta temos acompanhado que algumas comunidades ficam sem terra para fazer machambas devido à ocupação por privados ou mesmo pelo Governo mesmo reconhecendo que a terra é do Estado. Pretendemos com este trabalho mobilizar as comunidades no sentido de se prepararem para receber projectos de desenvolvimento, isto é, cada comunidade deve ter espaço preparado para ter realizações para o benefício comum sem o risco de perder terra para fazer machambas”, disse Fernando Songane na cerimónia da entrega dos certificados.

O secretário permanente do Ministério de Agricultura, Daniel Clemente, acompanhado pelo director nacional de Terra e Florestas, Simão Joaquim, no acto da entrega dos títulos de uso e aproveitamento da terra àquelas comunidades sublinhou que a delimitação de terras comunitárias não é apenas um imperativo legal, mas sim uma necessidade, tendo em conta que a terra constitui a base de desenvolvimento das comunidades e o recurso mais precioso dos moçambicanos.

Clemente chamou atenção àquelas comunidades que a delimitação das suas terras e a entrega das respectivas certidões oficiosas não constitui a última fase do processo de garantia da segurança e sua posse, mas sim do início de uma nova etapa na gestão dos recursos naturais da comunidade.

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Moçambique em Aberdeen para fortificar conhecimento

A intenção vai ser corporizada por uma conferência internacional dedicada, especificamente, a Moçambique através da iniciativa duma empresa moçambicana de consultoria denominada Willams Associados Lda., em parceria com o Governo moçambicano, com a empresa Africa Matters, presidida pela Baronesa Linda Chalker, com o Governo e parlamentares ingleses e escoceses.

O Presidente da República, Armando Guebuza que desembarca hoje em Aberdeen vai presidir a conferência que se espera contar com a participação de mais de uma centena de pessoas entre empresários moçambicanos e britânicos do ramo de petróleo e gás no Reino Unido. A Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento de Infra-Estruturas de Petróleo e Gás em Moçambique é apenas uma pequena parte importante dum vasto programa de visita de trabalho de três dias que o Chefe do Estado inicia hoje à Escócia.

A conferência de Aberdeen é aguardada com a alguma expectativa pelas entidades moçambicanas. Com efeito, a dimensão do gás natural descoberto na Bacia do Rovuma justifica comprovadamente o investimento e desenvolvimento em larga escala de um projecto do gás natural liquefeito, eventualmente, no distrito de Palma, para os mercados nacional, regional e internacional, podendo tornar Moçambique em 2018, no segundo maior exportador de gás natural em África.

Estima-se que até ao momento tenha sido descoberto na Bacia do Rovuma em “offshore”, reservas entre 170 e 180 triliões de pés cúbicos (TCF), no que é designado em inglês de “gás inicial in place”, ou seja, a quantidade total encontrada nas jazidas, segundo uma fonte oficial ligada à instituição moçambicana de hidrocarbonetos. Pressupõe-se que destas quantidades, multiplicado pelo valor de recuperação efectiva, o que de facto se vai extrair, atinja cerca de 120 Tcf, aproximando-se das da Argélia, o maior produtor africano.

Actualmente, os únicos campos de gás em produção no país são os de Pande e Temane explorados pela Sasol em parceria com a ENH que no ano passado, aumentou a sua produção de 120 milhões para 184 milhões de gigajoules por ano.

A conferência de Aberdeen parte do pressuposto de que na Escócia e Reino Unido estão instaladas mais de 10 mil instituições que se dedicam ao petróleo e gás, nas suas mais variadas especialidades que incluem o ensino, particularmente de especialidade de engenharias da indústria do petróleo e gás, constituição de empresas e resolução de conflitos.

Fonte diplomática moçambicana disse a nossa fonte que a estratégia de aquisição de conhecimento é uma acção acertada para evitar que os moçambicanos sejam meros espectadores nesta matéria nos próximos anos.

Insistiu que é necessário que Moçambique atraia Aberdeen para se interessar nas parcerias com universidades e institutos moçambicanos para em ambos os países serem formados e capacitados, sobretudo jovens para trabalhar e terem iniciativas empresariais na área de petróleo e gás.

Mas em Aberdeen as expectativas moçambicanas incluem mais aspectos, nomeadamente oferecer, por um lado, ao empresariado moçambicano a possibilidade de melhor conhecer as oportunidades que a indústria do petróleo e gás dá, por outro lado, atrair investimentos tanto nacionais como estrangeiros para a emergente indústria moçambicana de petróleo e gás.

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Simularam aflição para roubar automovel

Trata-se de pessoas identificadas por J. Alexandre, de 54 anos de idade e N. Sebastião, de 32 anos, apontados como autores de vários assaltos que ocorrem em diversos bairros da província de Maputo e não só.

Neste assalto, ocorrido há dias, os ladrões apoderaram-se de uma viatura de marca Honda Aria, com a chapa de inscrição ACW 822 MP, um computador portátil, dois telemóveis, cartões de créditos e dinheiro no valor de cinco mil meticais.

O referido caso deu-se quando o proprietário da viatura identificado, por Zefanias Moiane, seguia de regresso à casa a noite, quando de repente viu dois indivíduos, um dos quais se contorcia, fingindo estar doente.

Longe de imaginar que se tratava de malfeitores e uma vez já nas proximidades da sua casa, Zefanias Moiane imobilizou a viatura para se inteirar do que estava a acontecer. Um deles aproximou-se do automobilista, pedindo que levasse o seu companheiro para uma unidade sanitária mais próxima.

Em contacto com a nossa fonte, Moiane contou que instantes depois um dos elementos do duo o apontou com uma pistola ao mesmo tempo que o forçava a sair do volante.

Ele acrescentou ter sido submetido a muitas sevícias pelos malfeitores a quem, sob sua ordem, teve que revelar informações sobre o sistema de segurança da viatura. Os assaltantes ainda despojaram a sua vítima de todos os cartões de crédito que trazia na altura, um computador e outros bens valiosos.

Com um deles já ao volante, os bandidos levaram Zefanias Moiane até à zona da Machava Socimol, onde viriam a abandoná-lo.

A vítima disse à nossa Reportagem ter conseguido comunicar a Car Track (com o qual tem contrato de prestação de serviço de segurança do seu veículo), que com ajuda da Polícia da República de Moçambique (PRM) localizou o carro e neutralizou os malfeitores.

Foi instaurado um processo-crime contra os indiciados, podendo estes responderem em juízo pelos seus actos.

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Matola reabilita estradas terraplanadas

Trata-se de uma ofensiva com o objectivo de melhorar a mobilidade e acessibilidade aos bairros em expansão a partir das estradas consideradas principais.

Com efeito, está em curso a terraplanagem de quatro vias, nomeadamente as ligações Av. 3 de Fevereiro – Matola H, Sasseka – Mafureira, Nkobe – Matlemele e Patrice – Nkobe, perfazendo uma extensão estimada em 30 quilómetros.

O presidente interino do Município da Matola, António Matlhava, disse há dias, que as intervenções enquadram-se num plano “ambicioso” de tornar a Matola numa cidade acessível para todo o tipo de viaturas.

“É verdade que temos limitações financeiras e de equipamento, mas o nosso compromisso continua a ser o de melhorar todas as vias da Matola. É com este propósito que realizamos esta campanha que abrange todos os três postos administrativos municipais”, explicou.

Matlhava disse que a edilidade está a investir cerca de cinco milhões de meticais nas obras, usando equipamento próprio e de empreiteiros contratados.

“Constatamos que o equipamento do Conselho Municipal seria insuficiente e buscamos outros apoios. O trabalho é visível no terreno e estamos convictos que o objectivo de melhorar a transitabilidade está a ser alcançado. O sofrimento dos munícipes nas próximas chuvas será minimizado”, observou.

Entretanto, ele revelou que está ainda previsto nos próximos dias o arranque das obras de reabilitação da Av. União Africana (Estrada Velha), considerada alternativa principal para escoar o tráfego na ligação Matola – cidade de Maputo a partir do centro daquela autarquia.

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Moçambique e Zimbabwe lançam campanha de gestão de recursos hídricos

Representantes de Moçambique e do Zimbabwe lançaram semana finda em Chimoio, uma campanha conjunta de gestão integrada de recursos hídricos, ao longo da bacia do Púngue.

A campanha é uma iniciativa que se enquadra no programa transfronteiriço entre os dois países, com o objectivo de sensibilizar a população e outros utentes, a melhorar a gestão sustentável dos recursos hídricos na bacia do Púngue.

A directora-geral da ARA-Centro, Cacilda Machava, manifestou sua preocupação, pela poluição da água, através da mineração artesanal, facto que também preocupa as famílias que vivem nas margens do Púngue, bem como ao ambiente aquático.

A sensibilização das comunidades a absterem-se das práticas nocivas ao ambiente, entre outras estratégias, figuram nesta campanha que visa, igualmente, assegurar a qualidade da água para a prática da agricultura, piscicultura e consumo doméstico.

Com um comprimento de cerca de quatrocentos quilómetros, o rio Púngue é partilhado por Moçambique e Zimbabwe, estimando-se que mais de um milhão de pessoas vivem ao longo deste curso de água.

RM

Moçambique é o único país que não deve ao instituto da CPLP que promove o português

Com excepção de Moçambique, os restantes sete países que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) devem juntos mais de US$ 590 mil de anualidade ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP). O órgão oficial, ligado à CPLP, é responsável por apoiar a disseminação do idioma e desenvolver o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, entre outras atribuições.

O Brasil é o principal devedor do IILP. Está em atraso desde 2010 e acumula dívida de US$ 222 mil dólares (em Junho de 2013). De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), os pagamentos foram interrompidos “por decisão do Ministério do Planeamento, Orçamento e Gestão (Mpog) de reavaliar todos os pagamentos internacionais do Brasil e não prosseguir com os gastos cuja obrigatoriedade não estivesse internalizada no ordenamento jurídico brasileiro”.

O único país que não deve ao IILP é Moçambique. Depois do Brasil, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau são os maiores devedores (US$ 98 mil, cada um). Portugal deve US$ 74 mil da anualidade de 2013. Angola e Timor Leste devem em torno de US$ 37 mil cada um e Cabo Verde, sede do IILP, deve US$ 23 mil.

A inadimplência dos sete países ao IILP já era do conhecimento do corpo diplomático. Em entrevista à Agência Lusa, em março deste ano, o secretário-executivo da CPLP, Murade Isaac Miguigy Murargy, declarou que o instituto “O IILP está com muitas dificuldades, sobretudo financeiras e burocráticas”. Segundo disse, “um dos maiores contribuintes, o Brasil, ainda não pagou a sua contribuição e não aprovou o orçamento, deixando o instituto num sufoco financeiro”, reclamou.

Os valores foram apresentados na semana passada em Maputo (Moçambique), onde ocorreu a Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP. Os diplomatas lusófonos acompanham a adesão ao acordo ortográfico e a implementação das estratégias do Plano de Acção de Brasília para a Promoção, a Difusão e a Projecção da Língua Portuguesa. A situação do IILP voltará a ser discutida em Outubro em Lisboa, durante a II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial.

RM

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