A intenção vai ser corporizada por uma conferência internacional dedicada, especificamente, a Moçambique através da iniciativa duma empresa moçambicana de consultoria denominada Willams Associados Lda., em parceria com o Governo moçambicano, com a empresa Africa Matters, presidida pela Baronesa Linda Chalker, com o Governo e parlamentares ingleses e escoceses.

O Presidente da República, Armando Guebuza que desembarca hoje em Aberdeen vai presidir a conferência que se espera contar com a participação de mais de uma centena de pessoas entre empresários moçambicanos e britânicos do ramo de petróleo e gás no Reino Unido. A Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento de Infra-Estruturas de Petróleo e Gás em Moçambique é apenas uma pequena parte importante dum vasto programa de visita de trabalho de três dias que o Chefe do Estado inicia hoje à Escócia.

A conferência de Aberdeen é aguardada com a alguma expectativa pelas entidades moçambicanas. Com efeito, a dimensão do gás natural descoberto na Bacia do Rovuma justifica comprovadamente o investimento e desenvolvimento em larga escala de um projecto do gás natural liquefeito, eventualmente, no distrito de Palma, para os mercados nacional, regional e internacional, podendo tornar Moçambique em 2018, no segundo maior exportador de gás natural em África.

Estima-se que até ao momento tenha sido descoberto na Bacia do Rovuma em “offshore”, reservas entre 170 e 180 triliões de pés cúbicos (TCF), no que é designado em inglês de “gás inicial in place”, ou seja, a quantidade total encontrada nas jazidas, segundo uma fonte oficial ligada à instituição moçambicana de hidrocarbonetos. Pressupõe-se que destas quantidades, multiplicado pelo valor de recuperação efectiva, o que de facto se vai extrair, atinja cerca de 120 Tcf, aproximando-se das da Argélia, o maior produtor africano.

Actualmente, os únicos campos de gás em produção no país são os de Pande e Temane explorados pela Sasol em parceria com a ENH que no ano passado, aumentou a sua produção de 120 milhões para 184 milhões de gigajoules por ano.

A conferência de Aberdeen parte do pressuposto de que na Escócia e Reino Unido estão instaladas mais de 10 mil instituições que se dedicam ao petróleo e gás, nas suas mais variadas especialidades que incluem o ensino, particularmente de especialidade de engenharias da indústria do petróleo e gás, constituição de empresas e resolução de conflitos.

Fonte diplomática moçambicana disse a nossa fonte que a estratégia de aquisição de conhecimento é uma acção acertada para evitar que os moçambicanos sejam meros espectadores nesta matéria nos próximos anos.

Insistiu que é necessário que Moçambique atraia Aberdeen para se interessar nas parcerias com universidades e institutos moçambicanos para em ambos os países serem formados e capacitados, sobretudo jovens para trabalhar e terem iniciativas empresariais na área de petróleo e gás.

Mas em Aberdeen as expectativas moçambicanas incluem mais aspectos, nomeadamente oferecer, por um lado, ao empresariado moçambicano a possibilidade de melhor conhecer as oportunidades que a indústria do petróleo e gás dá, por outro lado, atrair investimentos tanto nacionais como estrangeiros para a emergente indústria moçambicana de petróleo e gás.

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