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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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“Velha-guarda” rende-se ao talento da banda Kakana

Músicos com muitos anos de experiência, presentes na última sexta-feira no lançamento do primeiro disco da banda Kakana, teceram largos elogios ao grupo, quer pela qualidade das músicas que compõem o disco, quer pela exibição em palco.

“Alta personalidade, profissionalismo e maturidade cultural” são alguns atributos de Yolanda e da banda, segundo João Cabaço.
“Notei profissionalismo e maturidade cultural. Há quem diga que a Yolanda é minha fã, mas eu já era fã dela”, comentou João Cabaço, emocionado.
Elvira Viegas, uma figura incontornável da música moçambicana e que tem andado envolvida na formação de novos talentos na música em realityshows, também se rendeu às qualidades da banda: “é uma boa banda, fez um bonito espectáculo”.

Um show memorável

Foi uma noite ao estilo da banda Kakana. Temas retractando amor, esperança e paz marcaram a noite.

Com a sala do Centro Cultural Universitário lotada, coube a Yolanda, e fê-lo com muita mestria, abrir a noite ao som da música “Sweet”, criando simpatia com os presentes.
O espectáculo ganhou outra dinâmica quando João Cabaço e Yolanda num dueto interpretaram a música Kokwana da autoria do primeiro.
Daí em diante o público não mais conseguia ficar indiferente ao ambiente de alegria que se vivia na sala.

Para além de Cabaço, acompanharam a banda Kakana o rapper Simba e o saxofonista Morreira Chonguiça, que deram um toque diferente à noite.
Ainda houve espaço para uma “serenata”, Maria Helena Pinto brindou os presentes com uma excelente actuação.

A par de Serenata, Planeta Perfeito, Xiluva, Wakeup, Madlaissana e Suhura foram alguns dos temas mais bem recebidos pelo público, tendo cantado e dançado.
No final espectáculo, Jimmy Gwaza, guitarrista e compositor, não escondeu a satisfação de ver um sonho realizado. “É resultado de muita fé e muito trabalho. É gratificante o apoio do público, espero que comprem o disco”.

O disco

“Serenata” é um disco composto por quinze músicas, predominantemente Afro, Rock e Jazz, transmitindo essencialmente mensagens de esperança, paz e amor.
As músicas foram maioritariamente compostas por Jimmy Gwaza e Yolanda Chicane.

A banda Kakana foi criada em 2004 por Azarias Arone, ou seja, Jimmy Gwaza, guitarrista, e Yolanda Chicane, vocalista.

Antes mesmo de lançar o disco, o grupo coleccionava vários prémios nacionais como Melhor Voz no Top Ngoma, 2007 e 2010; Revelação no Top Ngoma, 2007; Fusão no Top Ngoma, 2010; Melhor Banda Top Ngoma, 2009; Prémio Fusão no Moçambique MusicAwards – MMA.

O grupo produziu duas mil cópias com as seguintes músicas: Xiluva, Mufolhe, Sweet, Freedom, Sorte, Karimanhana, Nikarate, Serenata,Washingyou, Madlaissana, Pokito, Planeta perfeito, Wakeup, Rhula, Suhura.

Canal Moz

Experiência da JUE no centro das atenções

A delegação etíope estava constituída por elementos do Ministério da Comunicação, Informação e Tecnologia e Autoridades Aduaneiras.

A comitiva liderada pelo chefe da equipa da Direcção do Governo Electrónico do Ministério da Comunicação, Informação e Tecnologia, Messay Moreda, foi recebida pelo presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, acompanhado pelo director-geral das Alfândegas de Moçambique, Guilherme Mambo, entre outros quadros seniores da instituição e da equipa de implementação da Janela Única Electrónica em Moçambique.

Continua a despertar intererector-geral das Alfândegas de Moçambique fez a apresentação do projecto, que já se encontra em funcionamento em todos os terminais e fronteiras aduaneiros do país responsáveis por 80 por cento da colecta de receita aduaneira do país.

A-propósito da visita, Félix Massangaie, Coordenador do projecto da JUE, disse que a delegação da Etiópia vinha “colher a nossa experiência sobre a implementação do sistema electrónico de desembaraço célere de mercadorias”.

“Tiveram o privilégio de visitar o Centro de Operações e Dados, incluindo um dos principais portos do País, a fronteira de Ressano Garcia onde o projecto está a ser implementado e acreditamos que eles ficaram satisfeitos com o que viram”, frisou Félix Massangaie, acrescentando que “estamos prontos para ajudá-los, naquilo que for possível para a implementação do projecto na Etiópia, pois nós avançamos com uma das boas práticas aduaneiras que é a informatização do processo aduaneiro”.

Por sua vez, Messay Moreda considerou que “a partir das apresentações feitas, nós pudemos perceber que a Janela Única Electrónica representa um enorme esforço do Governo moçambicano, para resolver os problemas através das tecnologias de informação”.

“Percebemos também que, para a introdução deste projecto, o Governo moçambicano trabalhou em parceria com o sector privado para aliviar os constrangimentos financeiros e a própria gestão do processo de mudança no País e estas foram apenas algumas das constatações que pudemos observar”, referiu Messay Moreda, ajuntando que “de toda a experiência que nos foi partilhada, nós aprendemos bastante sobre como ultrapassar as inúmeras barreiras, sobre o aumento substancial na colecta de receitas para o Estado e o elevado grau de satisfação dos «stakeholders» sobre o projecto”.

Refira-se que delegações de vários países africanos, nomeadamente Malawi, Gabão, Botswana e Namíbia já visitaram igualmente o nosso País, para se inteirar da implementação do sistema da Janela Única Electrónica, com vista a replicá-lo nos seus países.

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Empresa mineira despede 337 trabalhadores no Ile

Daquele número, os primeiros 145 foram despedidos em Março último e já receberam as respectivas indemnizações e o segundo efectivo foi dispensado no dia dois deste mês de Julho.

Para assegurar os serviços mínimos de manutenção apenas estão no activo 36 trabalhadores, mas informações apuradas pela nossa Reportagem indicam que dentro de poucos dias também terão a mesma sorte.

O Governo Provincial da Zambézia está muito preocupado com a situação que poderá deixar mais de 300 famílias na penúria e procura junto da empresa explicações plausíveis de uma possível renegociação com a entidade patronal para reconsiderar a sua decisão unilateral.

O director provincial do Trabalho da Zambézia, Boaventura Manhique, disse à Rádio Moçambique que a Inspecção do Ministério do Trabalho e outros técnicos estão em Quelimane, não só para se aperceberem do que está na origem dos despedimentos colectivos e se possível encontrar uma solução que salvaguarde o interesse dos trabalhadores.

A empresa Highland Africa Minning Company tomou a decisão unilateral de despedimentos colectivos alegando motivos estruturais, nomeadamente a situação económica, tecnológica e financeira que são desfavoráveis para a exploração da mina de Marropino, cuja concessão é de 25 anos apesar da sua gestão ter passado por várias empresas.

Um ofício assinado pelo respectivo presidente do Conselho de Administração indica que a energia da rede eléctrica que alimenta a mina não é das melhores, a planta da mina foi mal concebida e a empresa mostra reservas se com todos os problemas chegaria a explorar o jazigo em 20 anos.

O director provincial dos Recursos Minerais e Energia da Zambézia, Almeida Manhiça, mostrou-se preocupado com a decisão repentina da empresa em despedir mais de 300 trabalhadores, o que poderá provocar enormes consequências sociais e económicas para as famílias, cujos chefes já estão no desemprego.

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Munícipes é que devem escolher futuro presidente – diz PM na Ilha de Moçambique

Alberto Vaquina, distanciava-se, assim, de uma pretensão manifestada por um grupo de munícipes que querem ver um cidadão que responde pelo nome de Saíde Amur, ser indicado pelo Governo como futuro presidente do município da Ilha de Moçambique.

O país acolhe, a 20 de Novembro, as quartas eleições municipais, momento que, de acordo com Alberto Vaquina, constitui altura soberana para os cidadãos com idade eleitoral activa, e que se recensearam no censo terminado esta semana, exercerem o seu direito de eleger e serem eleitos.

Alias, o Primeiro-Ministro, ressalvou que para as pessoas serem votadas nas eleições, devem ser, em primeiro lugar, indicadas pelos respectivos partidos políticos ou de forma independente, não cabendo essa responsabilidade ao Governo ou seus membros.

“Esse assunto que me colocam, devem fazer ao partido que pertence tal pessoa se é que está filiado em algum. Não é tarefa do Primeiro-Ministro escolher ou indicar quem quer que seja para presidente do município. E para que seja eleito todos devem depositar o seu voto para aquele que consideram ser a melhor pessoa para governar o município”, vincou durante o comício que orientou na Ilha de Moçambique.

Refira-se que à sua chegada a este município, o Primeiro-Ministro foi confrontado com um grupo de indivíduos, maioritariamente jovens que professam a religião muçulmana, a avaliar pela indumentária, com a ideia de fazer indicar o sheik Saíde Amur para candidato do partido Frelimo para a presidência da autarquia da Ilha de Moçambique.

Num outro desenvolvimento, Vaquina mostrou-se visivelmente satisfeito por saber que a Ilha de Moçambique ultrapassou as metas previstas do recenseamento eleitoral que terminou há dias.

Dirigindo-se aos presentes no encontro, o governante destacou a Educação e a Saúde como chaves importantes para melhorar a vida dos ilhéus que, nalguns casos e por força de hábitos tradicionais, relegam a escola formal e assistência sanitária pública para segundo plano.

“A chave para o nosso desenvolvimento, para combatermos a pobreza, para reduzirmos o sofrimento, as doenças é a escola e por isso se pretendemos que a nossa ilha possa ter uma vida verdadeiramente melhor é preciso que as crianças frequentem as escolas, tanto os rapazes como raparigas independentemente das suas obrigações religiosas”, anotou o Primeiro-Ministro.

Durante a escala à Ilha de Moçambique, Alberto Vaquina orientou uma sessão extraordinária do Governo do distrito, alargada aos membros do Conselho Consultivo Distrital e outros quadros àquele nível.

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STAE pronto para reabrir o censo eleitoral

“Se houver um requerimento de alguma das partes e esse for deferido pelo Governo ou o Parlamento, nós iremos cumprir com essa decisão”, disse Felisberto Naife, director-geral do STAE.

“Nós somos executivos, não tomamos decisões sobre esta matéria”, precisou.

Sobre os custos que tal decisão, se for tomada, poderão acarretar, ele repetiu que se isso acontecer, quem decide é quem sabe quanto isso vai custar e deverá disponibilizar os meios, “e nós vamos cumprir.”

Ele referia-se à possibilidade de o maior partido da oposição no país, a Renamo, que decidiu boicotar as eleições autárquicas, marcadas para 20 de Novembro próximo, e que tem estado a dialogar com o Governo sobre matérias eleitorais e outras, poder decidir aderir e pedir a prorrogação do recenseamento e alterar o calendário das eleições.

Falando do recenseamento eleitoral, Naife disse que o resultado foi satisfatório, tendo no geral coberto cerca de 75 por cento do eleitorado previsto nos 53 municípios a nível nacional.

O mapa dos resultados preliminares indica que pelo menos 24 autarquias ultrapassaram a meta de 100 por cento de eleitores previstos. De entre estas, destaque vai para a vila de Ulónguè, em Tete, que registou 19224 eleitores, o correspondente a 246.75 por cento do universo de 7791 eleitores previstos; seguida de Marrupa com 9587 inscrições, ou seja 199.48 por cento do universo previsto que era de 4806 cidadãos. Quissico, em Inhambane, também é destaque por ter recenseado 191.20 por cento do universo de 4784, ou seja, inscreveu 9147 eleitores.

No que respeita aos “grandes municípios de cidade”, a capital do país inscreveu 614.518 eleitores, cifra que corresponde a 85.71 pontos percentuais dos 716.996 previstos; Beira registou 205.802 cidadãos dos 248.850 eleitores previstos (82.70 por cento); Nampula apresenta uma realização de 75.01 pontos percentuais, ou seja, inscreveu 225.152 dos 300.157 eleitores programados.

A cidade de Quelimana, na Zambézia, recenseou 86.54 por cento; Matola 85.71 por cento; Xai-Xai 95.04 por cento; Inhambane 89 por cento; Chimoio 87.76 por cento; Tete com 106.68 por cento foi a única capital provincial que ultrapassou a barreira dos 100 pontos percentuais; Pemba atingiu a cifra de 88.19 por cento, enquanto Lichinga se quedava nos 77.03 por cento.

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Lourenço de Rosário distancia-se das críticas ao partido Frelimo

Ele reagia, deste modo, a uma entrevista fictícia “em que não há identidade do entrevistador (jornalista ou órgão de informação), e que está a circular na Internet, em que aparece, como entrevistado, alegadamente o também reitor da “APolitécnica”.

Segundo uma nota de Imprensa recebida na nossa Redacção, “o artista da montagem desta “entrevista”, que tem sido uma prática comum nas redes sociais via electrónica, forjou-a de modo tal a não deixar margem de dúvidas a ninguém de que não se trata de mais nenhum Lourenço do Rosário senão aquele que fundou o ISPU e que, ultimamente, tem mantido contactos com os dirigentes da Frelimo e da Renamo, (sendo o mais mediatizado aquele em que juntamente com o bispo anglicano dom Diniz Sengulane teve com Afonso Dhlakama, dirigente da Renamo), para contribuir para a busca de formas de ultrapassar a crise nacional.

“Ora, o conteúdo e a forma tendenciosa desta suposta entrevista e a sua associação abusiva com o nome do cidadão Lourenço do Rosário, desrespeitando todo o espírito de deontologia e ética profissional, não só revelam uma grosseira e premeditada agressão da sua pessoa, como também pretendem criar a impressão de que este cidadão faz parte do grupo daqueles que fazem política atacando pessoas”, refere.

Adianta também que “ Lourenço do Rosário é acima de tudo um académico e como tal vem desmentir categoricamente qualquer tentativa de o associar com esta guerrilha psicológica que mais não faz senão tornar mais turvo o ambiente político nacional. Do mesmo modo, condena veementemente a tentativa de uso do seu nome para atacar e agredir pessoas e dirigentes que merecem o seu maior respeito”.

“O cidadão Lourenço do Rosário é membro do Partido Frelimo e mantém relações harmoniosas entre os seus dirigentes e seus camaradas. Como académico, o cidadão Lourenço do Rosário analisa fenómenos e procura apresentar propostas de solução a problemas candentes. Atacar pessoas não compatibiliza com o seu perfil tanto académico quanto humano”.

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Moçambique defende melhor assistência jurídica ao cidadão

Falando na abertura da III Reunião das Instituições Públicas de Assistência Jurídica da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), que arrancou quinta-feira, em Maputo, o Ministro da Agricultura, José Pacheco, recordou que o serviço prestado pelo Instituto do Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) é gratuito e visa concretizar o direito a defesa bem como o patrocínio e assistência jurídica para que a justiça não seja abnegada por insuficiências de meios económicos.

“Tendo em conta o nível de expansão do IPAJ em quase todo o território nacional e o seu conhecimento pelos cidadãos, torna-se necessário e imperioso imprimir cada vez mais acções que visem melhorar os serviços prestados por este sector”, disse Pacheco, falando no encontro em representação do Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina.

Dados apresentados na ocasião indicam que, em Moçambique, o IPAJ tem estado a expandir os seus serviços para cada vez mais pontos do país, abrangendo mais cidadãos que precisam da assistência desta instituição.

Com efeito, no ano passado, a instituição assistiu um total de 90777 casos, contra os 71710 atendidos em 2011 e 53184 do ano anterior.

“Aproveitamos o ensejo para congratular a contínua e crescente presença dos serviços do IPAJ na maior parte dos serviços do nosso belo país, pérola do Índico, bem como o crescimento qualitativo e quantitativo dos serviços prestados pelo IPAJ, atestados pelos dados estatísticos, facto bastante apreciado por todos”, disse o governante.

A Reunião das Instituições Públicas de Assistência Jurídica da CPLP (RIPAJ) é um foro multilateral que se destina ao aprofundamento da coordenação, cooperação e intercâmbio entre instituições públicas e outras entidades de prestação de assistência jurídica nesta região.

Na sua intervenção durante a abertura da reunião, a Ministra da Justiça, Benvinda Levy, disse que a necessidade de se garantir uma prestação de serviços de qualidade passa, necessariamente, por um intercâmbio laboral à altura, a ser protagonizado pelos Estados-membros a IPAJ.

Isto, no seu entender, porque os desafios que o mundo enfrenta hoje requerem um engajamento e criatividade na forma de abordagem de determinados casos e/ou tipos legais de crimes bem como na qualidade dos seus actores.

Esta reunião, de dois dias, que decorreu sob o lema “Pelo Acesso à Justiça Integrada e de Qualidade”, conta com a participação de representantes dos países-membros da CPLP, organização que além de Moçambique, também integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

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Conferência sobre cancro superou as expectativas – segundo princesa Nikky, da Nigéria

Estas declarações são da princesa Nikky Onyeri, da Nigéria, impulsionadora do Fórum das Primeiras-Damas Africanas contra o Cancro da Mama, do Útero e da Próstata, que foi recebida ontem, em Maputo, pela primeira-dama, Maria da Luz Guebuza.

“Pedi este encontro para agradecer a primeira-dama, ao Chefe do Estado e a todo o povo moçambicano pelo grande sucesso que marcou este encontro”, disse a princesa nigeriana.

Nikky Onyeri disse que pela primeira vez na história destas conferências, em Maputo foi emitida uma declaração que se refere não apenas às primeiras-damas, como também à necessidade de participação dos seus cônjuges nesta causa.

Por seu turno, a directora do Gabinete da esposa do Presidente da República, Flávia Cuereneia, disse que a realização deste encontro no nosso país representa um grande desafio não só para a primeira-dama, que assumiu a presidência do Fórum das Primeiras-Damas contra os três cancros, como para todos nós.

Disse que um dos principais desafios é a criação de mais condições para que toda a população, homens e mulheres tenham oportunidade para realizar o exame da mama, próstata e do colo do útero.

Para Flávia Cuereneia, esta questão tem que fazer parte do dia-a-dia de toda a população. “Quando nos encontramos com o nosso amigo, amiga, colega ou familiar deve ser uma prática perguntar se já fez o rastreio”, disse a directora do Gabinete da Primeira-Dama, apelando aos parceiros nacionais e internacionais para apoiarem a compra de uma máquina de radioterapia para o tratamento do cancro.

A falta desta máquina faz com que muitos pacientes de cancro recorram à vizinha África do Sul para encontrar o tratamento e os pacientes sem posses são condenados à morte.

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Taipo quer gestão transparente e criteriosa no INSS

A ministra do Trabalho sublinhou que a inauguração daquele edifício acontece numa altura em que o INSS está engajado no processo de modernização e informatização da segurança social, e as infra-estruturas modernas vão ajudar a prestar um melhor serviço aos contribuintes, beneficiários e pensionistas.

Segundo Helena Taipo, a informatização da segurança social vai proporcionar o aumento da qualidade de informação do INSS, o aumento da velocidade na tramitação das informações, a redução de custos operacionais, a diminuição dos prazos de atendimento aos beneficiários, a ampliação dos controlos internos, a modernização do trato administrativo-financeiro, a diminuição da circulação de papéis e a simplificação do relacionamento com os contribuintes e beneficiários.

A governante disse ainda que nesta sequência é possível apontar alguns exemplos encorajadores, como é o caso da província de Gaza, que está a implementar gradualmente e com sucesso a informatização do serviço de segurança social, bem como as demais delegações provinciais, onde o processo ainda está na fase piloto.

O INSS conta actualmente com mais de um milhão de contribuintes inscritos no sistema de segurança social, sendo que o distrito da Manhiça tem 114 contribuintes, 13.859 beneficiários, 1.459 pensionistas inscritos no sistema de segurança social, o que impõe desafios na melhoria dos serviços e na qualidade dos mesmos, sublinhou a ministra do Trabalho.

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INSS promete: Nove empresas vão responder em tribunal

De acordo com a nossa fonte, a lista total é de 155 empresas devedoras operando em diversos ramos de actividade, o que no seu conjunto perfaz um cumulativo de 8.200.00,00 Meticais que ainda não entraram nos cofres do INSS.

José Maurício indicou que o INSS achou melhor processar judicialmente as empresas como forma de pressioná-las a honrarem com os seus compromissos, uma vez que já fizeram descontos aos trabalhadores, cabendo-as a responsabilidade de encaminhar os valores descontados àquela instituição de segurança social.

Explicou que, ainda no âmbito de penalizações, por não honrarem os seus compromissos, outras 29 empresas devedoras foram encaminhadas ao sector de finanças públicas para execuções fiscais na área de Pemba. Para este grupo, segundo referiu José Maurício, a divida será paga por aquela via, por se tratar de uma entidade vocacionada para o efeito, tendo sublinhado que as que estão a ser processadas judicialmente são as que têm um historial de renitência na praça.

Esclareceu que, algumas empresas endividadas optaram por pagar as dívidas que totalizam cinco milhões de Meticais, em parcelas, através de um acordo celebrado com o INSS, faltando por pagar ainda 333.411,83MT.

O nosso interlocutor explicou ainda que o número de empresas devedoras inclui algumas já fechadas por dificuldades financeiras, mas que continuam na lista do INSS, por não terem declarado falência como manda a lei.

O delegado do INSS, descreve a situação como sendo sombria, apesar de reconhecer que há um esforço por parte de algumas empresas endividadas de encaminhar os descontos dos trabalhadores como manda a lei e saldar as dívidas. Disse por outro lado que comparativamente a igual período do ano passado, nota-se uma estagnação ou seja, não houve registo de aumento ou diminuição no que tange a canalização atempada das contribuições.

Em termos de realizações, José Maurício fez saber que nos primeiros seis meses do presente ano, foram inscritas no sistema de segurança social 120 novas empresas, das 297 planificadas.

Perguntado sobre o impacto dos mega-projectos que nos últimos dias se implantam na província de Cabo Delgado motivados pelas recentes descobertas de hidrocarbonetos, a nossa fonte respondeu que os mesmos fizeram o seu registo em Maputo, “apenas as pequenas empresas que fazem a prestação de serviços às multinacionais é que engrossam as nossas estatísticas”.

José Maurício falou ainda dos desafios que a delegação do INSS tem em Cabo Delgado, com destaque para a informatização dos seus contribuintes, inserido no projecto SISSMO, ou seja, “Sistema de informatização da Segurança Social de Moçambique”, mas que para tal, segundo afirmou, todas as empresas devem ter Internet nos seus serviços para facilitar o processo de canalização dos descontos sem terem que se deslocar às representações do INSS. Referiu também a necessidade de expansão física do INSS em toda província de cabo Delgado.

Existem em Cabo Delgado, mais de 1.000 empresas contribuintes para o Instituto Nacional de Segurança Social. No primeiro semestre deste ano, o INSS assistiu a 744 pensionistas dos quais 207 por velhice, 41 por invalidez tendo desembolsado 8.524.871,07MT para o efeito, contra 707 pensões pagas no ano passado no valor de 5.568.897,56MT. No mesmo período em análise foram admitidos 166 novos beneficiários, tendo sido pago um total de 2.830. 379,28MT de subsídios por doença, morte, internamento e maternidade, e 60.288,80MT de abono de sobrevivência.

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Statoil prepara segundo furo na bacia do Rovuma

Informações avançadas pela Tullow Oil, empresa parceira da Statoil, na Área 2, indicam que, com base na avaliação inicial, é pouco provável que a quantidade de gás agora descoberta, seja comercial numa base independente, sobretudo porque o alvo mais profundo da perfuração não tem qualquer indicação de hidrocarbonetos.

O furo Cachalote-1 atingiu uma profundidade total de 3191 metros abaixo do nível do mar, sendo que cerca de 688 metros correspondem à altura coberta pela água.

Descrevendo os resultados, a companhia refere que no furo que agora foi concluído, foram encontrados arenitos grossos, mas sem que o reservatório fosse de grande dimensão. “Amostras de gás húmido foram vistos no poço, proporcionando uma prova importante de um sistema de actividade petrolífera”, sustenta o comunicado divulgado pela companhia.

Acrescenta que concluído o trabalho no primeiro furo, o navio-sonda vai ser posicionado agora para perfurar o Buzio-1, o segundo furo naquela área “offshore”.

A Área 2, em que a Statoil funciona como operador com 40 por cento das participações, fica próximo das Áreas 1 e 4, onde os grupos norte-americano Anadarko Petroleum e italiano ENI descobriram depósitos de gás natural de dimensão mundial.

Mesmo assim a Tullow Oil, acredita ser ainda provável encontrar hidrocarbonetos naquele bloco, indo agora o consórcio integrar os dados recolhidos no programa de exploração a fim de aumentar a probabilidade de vir a encontrar petróleo no mar de Moçambique.

Com as suas actividades centradas em África, a Tullow Oil tem uma participação de 25 por cento na Área 2 na Bacia do Rovuma. A Statoil 40 por cento enquanto a INPEX tem um interesse em 25 por cento. A ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, EP) tem uma participação de 10 por cento.

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Experiência de Aberdeen é desafio para Moçambique – diz o PR

Guebuza considera que os grandes objectivos desta visita de trabalho foram alcançados, designadamente a consolidação da atracção de investimentos para Moçambique, em particular para os sectores ligados ao gás natural, a interacção dos empresários moçambicanos com os do Reino Unido, em especial de Aberdeen, por forma a facilitar parcerias futuras e o lançamento de bases para as áreas de formação técnica.

O Presidente referiu que houve uma reacção positiva do Reino Unido, da Escócia que vai permitir pegar na experiência de Aberdeen como algo que pode ser importante para Moçambique. Neste contexto, reconheceu o apoio do Reino Unido, representado por Mark Simmons, Ministro para a África, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, para o reforço das instituições moçambicanas, nas áreas de formação tendo como foco Aberdeen.

Guebuza voltou a referir a importância de encarar a indústria de gás de forma sistémica, não somente o furo de onde se produz. Com efeito, o Presidente atribui bastante relevância a uma série de benefícios produtivos a jusante que representam uma enorme oportunidade de negócios para os moçambicanos.

A uma pergunta sobre a fragilidade dos empresários moçambicanos que derivam entre outros factos da falta de capital para se afirmarem devidamente nas parecerias, o Presidente manifestou compreensão sobre o assunto, mas considerou que o mais importante é que há pelo menos um ponto de partida, ou seja, que é possível fazer as parcerias, sendo que a construção delas é agora um desafio dos moçambicanos.

Como parte importante da visita do Presidente Armando Guebuza à Escócia, representantes de instituições públicas e agentes de negócios privados moçambicanos empenharam-se durante dois dias em Aberdeen, no reforço do estabelecimento de mecanismos para o desenvolvimento de infra-estruturas na indústria emergente de petróleo e gás em Moçambique, assente no estabelecimento de parcerias e aquisição de conhecimento desenvolvido nesta cidade ao longo de décadas e que a transformou como ponto de ligação às plataformas petrolíferas do Mar do Norte.

Um dos objectivos da missão em Aberdeen foi oferecer uma plataforma ao empresariado moçambicano para melhor conhecer as possibilidades e oportunidades disponíveis para a indústria de petróleo e de gás.

Pode-se considerar que esta visita responde em parte ao Plano-Director de Gás
aprovada em 2012 que prevê o desenvolvimento de recursos de gás natural de uma forma que estimula o investimento para maximizar os benefícios para o país, apoiando o crescimento interno e competências institucionais do sector privado, o crescimento da indústria nacional e empresas, especialmente as pequenas e médias empresas para o aumento de emprego em todo o país.

Estima-se que até ao momento tenham sido descobertos na Bacia do Rovuma reservas entre 170 a 180 triliões de pés cúbicos (TCF), no que é designado em inglês de “gás inicial in place”, ou seja, a quantidade total encontrada nas jazidas, segundo uma fonte oficial ligada à instituição moçambicana de hidrocianatos. Pressupõe-se que deste valor, multiplicado pelo valor de recuperação efectiva, o que de facto se vai extrair, atinja cerca de 110 Tcf, aproximando-se da Argélia, o maior produtor africano.

Entretanto, ontem, último dia da vista, o Presidente da República visitou sucessivamente as instituições de ensino, investigação e de formação técnica em Aberdeen, particularmente aos sectores que suportam a indústria de gás e petróleo, nomeadamente o Laboratório da Marinha, a Academia de Formação em Gás e Petróleo e a Universidade Robert Gordon.

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É necessario Salvar a Guerra Popular

Contavam assim com uma intervenção noutra faixa da mesma avenida, totalmente esburacada, criando imensas dificuldades de circulação, para além deste mau estado da via concorrer para a danificação de viaturas.

Passam já dois meses que se concluiu a intervenção no troço crítico (uns escassos 60 metros) de uma das faixas, mas nada se vislumbra em relação à outra, não se sabendo ao certo qual era o plano do Conselho Municipal. Se a ideia era reabilitar uma faixa ou as duas.

Para os automobilistas e os transportadores utentes da Avenida Guerra Popular (no sentido Avenida Eduardo Mondlane – 25 de Setembro), estes últimos na sua actividade diária de transportar pessoas e bens, circular por aquela rodovia é um autêntico martírio. Automobilistas vêem as suas viaturas danificadas, sem hipótese de evitar problemas, dado que se fogem de um buraco, inevitavelmente entram noutro sem puder se defender.

Há alguns anos, a Avenida Guerra Popular foi uma das mais bem conservadas e com boa transitabilidade da cidade, mas esta situação foi se invertendo com o tempo até se chegar ao ponto em que chegamos.

É simplesmente um sacrifício passar por aquela artéria, que dá acesso à baixa da cidade, que é por excelência a zona comercial da capital moçambicana.

Com esta singela intervenção, pretendemos lançar um grito de socorro para que salvem a Avenida Guerra Popular da situação lastimável e vergonhosa em que se encontra.

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Polícias da região ajudam na recaptura das narcotraficantes

Segundo dados em nosso poder, as autoridades policiais moçambicanas continuam a investir tudo com a finalidade de recapturar Cinthia Mkandawire, 31 anos de idade e Grander Mukanjo, 29 anos ambas de nacionalidade zambiana e Phumzile Eunice Nkandinde, 21 anos, de nacionalidade sul-africana.

Contudo, aos que apuramos, a entrada nas buscas das polícias da Àfrica do Sul e da Zâmbia deve-se ao facto de serem os países de origem das fugitivas e se acreditar que provavelmente estejam já nesses dois países que partilham fronteira com o nosso país.

No entanto, de acordo com fontes policiais, acredita-se que as três ainda estejam em território nacional, dai que todas as forças, incluindo de Guarda-Fronteira, foram accionadas com vista a inviabilizar qualquer tentativa de fuga para o exterior.

Por outro lado, uma equipa da Polícia de Investigação Criminal (PIC) continua no terreno a averiguar a fuga das três narcotraficantes. Até aqui não se sabe como é que as mesmas terão se evadido daquele recinto prisional, uma vez que não houve sinais de arrombamento em nenhum dos portões.

A maior suspeita recai sobre os guardas prisionais em serviço no dia 22 de Junho, dia em que foi dada a falta das três reclusas nas celas. Acredita-se que alguém tenha facilitado a saída delas da cadeia a troco de dinheiro ou outras benesses.

Cinthia Mkandawire e Grander Mukamnjo foram condenadas a 16 anos de prisão maior, enquanto que Phumzile Eunice Nkadinde a oito anos de prisão maior, todas por tráfico de droga. As três foram detidas em Maputo depois de desembarcar num avião proveniente do Brasil, transportando consigo droga.

Cinthia Mkandawire entrou na cadeia feminina de Ndlavela a 13 de Abril de 2012, sendo que Grander Mukanjo estava em reclusão desde 3 de Maio de 2012 e Phumzile Nkandimbe cumpria pena desde 23 de Agosto do mesmo ano.

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Empresas devem ajudar a melhorar inovações

O facto é que o Governo, através do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tem vindo a implementar iniciativas diversas com o objectivo de garantir que, até 2025, a Ciência e a Tecnologia sejam usadas de forma integral para inovações que contribuam para o crescimento económico e alívio da pobreza no país.

Com base na implementação destas iniciativas, o Fundo Nacional de Investigação (FNI), durante os oito anos de sua existência, anunciou cinco chamadas para a submissão de projectos de investigação, inovação e transferência de tecnologias, tendo sido submetidos 590 e aprovados 174 que produziram ideias que precisam de ser acarinhadas.

É assim que o Coordenador Nacional de Programas MCT, António Leão, lança um alerta dizendo que em Moçambique há falta de empresas que se interessam em melhorar os produtos dos inovadores nacionais que lhes são apresentados como soluções de vários problemas.

“Temos que passar a tomar decisões com base no conhecimento, em evidências e em conjunto, através de uma interacção entre os sectores Público/Privado/Academia, num processo em que cada instituição conheça muito bem o seu papel”, defendeu Leão.

A fonte fez saber que o MCT dá o seu total apoio aos inovadores e ou investigadores a partir da concepção da ideia até à produção do protótipo, mas faltam empresas interessadas em melhorar esses produtos para que possam virar soluções.

O director de programas avançou que na prossecução da ideia de tornar a ciência e a tecnologia alavanca para o desenvolvimento, o MCT esta a implementar, desde 2010, o Programa de Cooperação em Ciência e Tecnologia e Inovação (STIFINO), com apoio financeiro da Finlândia até 2014.

O programa conta com um financiamento global 22 milhões de Euros, dos quais 16,7 milhões são canalizados para o Sistema de Administração de Finanças do Estado (SISTAFE) e os restantes 5,3 milhões em espécie.

Queixando-se de um excesso de burocracia na disponibilização de fundos no âmbito desta iniciativa, disse que Moçambique recebeu 8,6 milhões de Euros, dos quais foram gastos 4,9 milhões, cerca de metade, devido a limitações impostas pelo doador.

“Nos enveredamos por esta via porque, há 50 anos, a Finlândia era assim como nós, mas descobriu que através do conhecimento e da inovação era possível mudar o cenário e apostou seriamente nesta área e conseguiu livrar-se da pobreza”, explicou.

Defendeu que os moçambicanos precisam de saber enveredar por uma abordagem mais participativa porque o isolamento não leva ao desenvolvimento e e imprescindível que haja cooperação e interacção entre os sectores, publico, privado e a academia.

Para o alcance das soluções para o desenvolvimento, Leão defende ainda que a academia tem que se inserir na sociedade e os cursos que lecciona devem ter em conta as necessidades das comunidades locais.
“Tem que haver uma colaboração proactiva na busca de soluções porque as ideias dos inovadores tem que ser acarinhadas pelo sector privado e pela academia”, frisou António Leão.

“A colaboração deve passar a ser a regra do jogo em todos os sentidos tanto e que agora para financiar um projecto se exige que o proponente do mesmo não apareça sozinho. Ele tem que ter um colaborador”, especificou.

Para que Moçambique possa avançar nesta área, segundo Leão, e preciso trabalhar-se mais na atitude para que os moçambicanos possam deixar de tentar avançar isoladamente.

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Guebuza encoraja investidores escoceses a virem a Moçambique

Discursando na abertura da Conferência Internacional sobre o Desenvolvimento de Infra-Estruturas da Indústria de Petróleo e Gás em Moçambique, que termina hoje, Guebuza disse haver largas possibilidades para os investidores de Aberdeen prosperarem nos seus negócios no país.

Segundo o Chefe do Estado, as características que trouxeram sucesso em Aberdeen podem produzir os mesmos ou até melhores resultados agora que estes investidores têm um maior conhecimento, competência e tecnologia.

“Nós convidamos a vocês para serem nossos aliados na nossa agenda nacional de desenvolvimento inclusivo”, disse Guebuza.

“Gostaríamos de vê-los construindo parcerias mutuamente benéficas com os nossos homens e mulheres de negócios, alguns dos quais presentes nesta sala. Eles vieram aqui porque estão prontos e dispostos a entrar em parceria e a formar alianças comerciais com vocês”, acrescentou.

De facto, Aberdeen, outrora uma cidade dependente da actividade pesqueira é, actualmente, considerada centro mundial de pesquisa e estudos em matérias de petróleo e gás.

Estão sediadas em Aberdeen mais de dez mil instituições que se dedicam ao petróleo e gás, nas suas mais variadas especialidades, desde o ensino das várias ciências e engenharias da indústria do petróleo e gás, a prospecção, exploração, comercialização, constituição de empresas, resolução de conflitos, entre outras.

Guebuza explicou que em Moçambique, além de campos de gás em terra, que estiveram sob exploração por vários anos, o litoral tem estado a emergir como um novo centro energético, como resultado das grandes descobertas de gás off-shore, especialmente na bacia do Rovuma, na região Norte do país.

“É por isso que viemos a Aberdeen para aprender com os seus sucessos e da forma como vocês superaram os desafios que se impunham”, disse o Presidente da República.

Como incentivos, Guebuza destacou as políticas em vigor em Moçambique que visam proporcionar aos investidores um ambiente adequado, transparente e seguro para desenvolverem diferentes tipos actividades relacionados com o petróleo.

“O Plano Director de Gás em Moçambique, aprovado em 2012, prevê o desenvolvimento de recursos como o gás natural de forma a estimular o investimento para maximizar os benefícios para o povo e desempenhar um papel de unidade para se fazer da pobreza em Moçambique uma história”, afirmou.

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FDD destina-se a todo o cidadão – afirma governadora de Nampula

Este pronunciamento foi feito, há dias, durante um encontro popular que orientou no posto administrativo de Namige, distrito de Mogincual.

Na circunstância alguns populares que intervieram mostraram o seu desconforto pelo facto de alguns beneficiários do fundo não serem naturais daquela parcela chegando ao ponto de acusar os membros do conselho consultivo de favorecer tais cidadãos.

“O fundo de desenvolvimento distrital foi criado para financiar iniciativas que tenham como propósito a produção de alimentos, geração de oportunidade de emprego e de renda no quadro dos esforços do governo para mitigar os efeitos da pobreza no meio rural assume. Nesta batalha todos somos chamados prestar todo o nosso saber desenvolvendo iniciativas nesse sentido. Não podemos colocar a origem de cada um nesse esforço, porque o risco de sermos vencidos é maior”, enfatizou Cidália Chaúque.

Reforçou que o Governo e coordenação com os parceiros de cooperação estão a ministrar alguns cursos de capacitação os membros dos conselhos consultivos, dotando-os de conhecimentos básicos para uma leitura realista do impacto dos projectos apresentados pelos candidatos para efeitos de financiamento.

Alertou que todas as manifestações que se mostram contrárias ao espírito dos “7 milhões”, nomeadamente favoritismo no financiamento dos projectos tendo em conta vários indicadores, devem ser denunciados às autoridades governamentais “porque este fundo tem que nos unir e não e não nos dividir”.

A governadora apelou a vigilância da população em relação a novas artimanhas que têm vindo a ser usadas por alguns cidadãos para desestabilizar a implementação do programa. “Há pessoas que andam de casa em casa a dizer que aqueles que receberem a senha que estão a distribuir não vão morrer quando a guerra eclodir. Isso é boato porque não há senha que proteja alguém da morte em caso de conflito armado”, alertou.

Respondendo a alguns pedidos da população no sentido do reforço da capacidade do governo na oferta de serviços sociais básicos de saúde, educação, abastecimento de água através da expansão das respectivas redes, a governante disse que o seu executivo está consciente dessa necessidade face ao crescimento demográfico que o distrito tem vindo a registar nos últimos tempos.

Sublinhou que a construção de mais unidades sanitárias é uma prioridade do seu executivo.

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Nampula regista nova fase de desenvolvimento – considera Alberto Vaquina

Falando momentos após visitar as obras de construção da nova estação de bombagem e distribuição de água da serra da mesa, infra-estrutura que permitirá o fornecimento daquele precioso líquido às comunidades urbanas dos bairros de Muahivire e outros em surgimento, e de reabilitação da barragem, Vaquina disse que uma nova era de desenvolvimento se abre para os cerca de 600 mil habitantes da cidade de Nampula.

Segundo ele, até bem pouco tempo os munícipes de Nampula vinham sofrendo de restrições no fornecimento de água, em virtude da incapacidade do sistema de dar água durante 24 horas, situação que será invertida brevemente.

Com efeito, o impacto esperado é de que a disponibilidade de água passe dos actuais 20 mil metros cúbicos/dia, para 40 mil metros cúbicos/dia, o que fará com que 430 mil habitantes (o correspondente a 67 por cento do total da população da urbe, que é de 600 mil pessoas) passe a dispor de água durante rodo o dia.

Detalhes técnicos do fiscal da obra, a empresa Burnside, indicam que já foram concluídas as obras de melhoria da estação de captação (que passou de 17 mil metros cúbicos/dia para 48 mil metros cúbicos/dia), da estação de tratamento, construção de um novo reservatório, melhoria da casa das bombas, instalação de uma nova conduta de água, construção de um novo reservatório (na serra de mesa), entre outras actividades.

Com a conclusão das afinações dos equipamentos electromecânicos, de controlo dos equipamentos, dos testes de pressão da conduta, assim como a limpeza e desinfecção da mesma, iniciar-se-á com o fornecimento regular da água a cidade.

Quanto às obras de reabilitação do sistema de drenagem, o primeiro-ministro apelou à colaboração das comunidades para prestar todo o tipo de apoio que for solicitado pelas empresas que executam a empreitada.

“Nalgum momento as condutas terão que passar por um quintal de alguém, pátio etc, pedimos que não coloquem qualquer impedimento, saibam que este trabalho é para o vosso beneficio”-explicou Vaquina.

Para além das visitas às obras, o primeiro-ministro orientou a sessão extraordinária do governo provincial, para se inteirar do grau de execução do plano económico e social, e um comício popular na unidade social do bairro de Muahivire.

O informe apresentado pela governadora da província, Cidália Chauque, destaca que a produção global da província registou ao longo do ano passado, uma evolução de 104 por cento, ao conseguir realizar 42 mil milhões de meticais, contra os 40 mil milhões.

Os sectores que mais contribuíram foram os de agricultura (47 por cento), transportes e comunicações (12 por cento) e recursos minerais (11 por cento).

Foi igualmente dado a conhecer que, a partir de 22 de Julho em curso, todos os 21 distritos da província passaram a consumir energia eléctrica de Cahora Bassa.

Mercê da existência de electricidade e infra-estruturas de comunicações, foi possível instalar o sistema electrónico de pagamento de salários e outros tipos de despesas públicas em pelo menos 15 distritos.

No comício popular orientado na unidade social de Muahivire, Vaquina pediu aos mais velhos para participem das aulas de alfabetização para que saibam ler, escrever e evitem ser enganados, participem do saneamento do meio, para reduzir e prevenir doenças.

Quatro cidadãos subiram ao pódio para pedir maior envolvimento do conselho municipal na vedação do cemitério comunitário, construção de obras de arte para ligação inter-bairros, ordenamento dos bairros recém criados entre outras necessidades.

Hoje o primeiro ministro trabalha na ilha de Moçambique onde, para além de visitas às instituições públicas, orientará a sessão extraordinária do governo do distrito e um comício popular.

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Projectos de pequena escala ajudam no combate ao HIV

Para o efeito, foi lançado ontem, em Maputo, o fundo na ordem de 8.4 milhões de meticais para financiar iniciativas inovadoras para a redução da vulnerabilidade ao HIV/SIDA ao longo dos corredores de desenvolvimento de Moçambique.

Financiados pela Organização Internacional do Trabalho, os projectos serão submetidos a um comité de avaliação e, uma vez aprovados, serão financiados através da Zandamela Microcredit, empresa que ganhou o concurso para providenciar serviços financeiros a este grupo alvo.

A ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo que fez o lançamento da iniciativa, disse que o objectivo primordial é apoiar os beneficiários a aumentarem os seus conhecimentos e habilidades para acederem às oportunidades económicas reduzindo, desta forma, a sua vulnerabilidade perante o HIV/SIDA.

Com o lançamento da iniciativa, Moçambique é um dos seis países com projectos do género. Os outros são a Zâmbia, Malawi, Tanzânia, Zimbabwe e África do Sul. Segundo Martin Clemenson, Director Regional da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2006 foi levado a cabo um projecto, financiado pela Suécia, que beneficiou fundamentalmente aos camionistas de longo curso. Com a revisão feita em 2009, ficou visto que tinha deixado de fora um grupo muito importante, nomeadamente de mulheres e adolescentes que estão em risco do HIV devido à sua actividade e interacção com os camionistas.

“Nesta segunda fase, dá-se enfoque ao empoderamento económico deste grupo alvo dando alternativas de sobrevivência através de actividades económicas. A ideia é transformar a vida dos grupos vulneráveis particularmente a mulher e jovem que podem investir em projectos de pequena escala ”, disse.

Para este programa o grupo alvo pode se candidatar de forma individual ou colectiva. Nesta última vertente, foram identificadas como parceiras do projecto a ASSOTSI, a Mukhero a a ARPA, todas de Maputo e a Macadeira de Manica que poderá ser extensivo a outros beneficiários atendendo que se trata dum crédito rotativo.

Helena Ferro, representante da Organização dos Trabalhadores de Moçambique, defendeu na ocasião que os corredores rodoviários para além de vectores de crescimento económico, são igualmente uma fonte de propagação do HIV devido a pobreza a que muitas mulheres e adolescentes estão expostas bem como a ignorância dos perigos da sexualidade desprotegida. Na sua óptica, o empoderamento deste grupo alvo pode permitir a redução da exposição ao HIV.

Falando por ocasião do lançamento da iniciativa, Helena Taipo congratulou-se com o facto de haver progressos na luta contra o HIV que se consubstancia no facto de o número de novas infecções estar a diminuir progressivamente e os casos da doença tenderem a estabilizar-se nos últimos três anos.

Segundo indicou, apesar desta tendência estacionária o HIV continua uma das causas de desaceleração dos esforços visando a erradicação da pobreza pois afecta directamente a economia, tanto familiar como nacional.

Para contrariar esta situação, segundo indicou, é preciso uma atenção especial de todos os actores sócio-económicos para a redução dos índices de infecção, através da prevenção e mitigação do impacto.

É neste contexto que surge o lançamento do presente fundo com o qual pretende-se apoiar os grupos de risco a aumentarem os seus conhecimentos e habilidades para aceder ás oportunidades económicas.

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Abortado plano de retirar contentor com duas viaturas

O caso foi detectado porque, por engano, o condutor do camião, cujo nome não foi possível apurar, passou pelo equipamento de inspecção não intrusiva, um procedimento pouco comum quando se trata da saída de contentores vazios.

Informações das Alfândegas de Moçambique indicam que a retirada do contentor, de 40 pés, tinha sido legalmente requerida por uma entidade, alegadamente para empacotar produtos para efeitos de exportação.

A carga, que se encontrava nas instalações do Porto de Maputo, numa área reservada a contentores vazios, terá sido propositadamente colocada no camião com o claro objectivo de retirar os “land cruiser” sem pagamento das taxas de importação.

Os mesmos dados dão conta que o contentor assim veio do país de origem e a sua colocação na área reservada a contentores vazios terá sido orquestrada no sentido de as viaturas escaparem ao fisco.

As Alfândegas de Moçambique acreditam que o motorista do camião de aluguer não conhecia o plano, pelo que não viu problema nenhum de passar da área de inspecção não intrusiva, vulgo Scanner, tendo, inclusivamente, se mostrado espantado quando questionado sobre a presença de duas viaturas no interior do contentor.

CAMIÕES DE CARGA USADOS NO CONTRABANDO DE CERVEJA

DOIS camiões de grande tonelagem estão igualmente retidos no Terminal de Carga da Frigo, no município da Matola, após serem surpreendidos a transportar cerveja contrabandeada.

O primeiro, de marca Nissan UD, cuja matrícula não foi possível apurar, transportando milho com destino ao Porto de Maputo, foi surpreendido com 139 caixas de cerveja Heinneken importada da África do Sul.

A cerveja tinha sido camuflada no meio dos cereais e foi descoberta momentos depois de o camião passar pelo sistema de inspecção não intrusiva, no Posto Fronteiriço de Ressano Garcia, província de Maputo.

Informações das Alfandegas de Moçambique indicam que o condutor deste camião fugiu com as chaves da viatura, dai as conclusões de que esta operação de fuga ao fisco não tem a ver com os proprietários da empresa, dona do veículo.

Outro camião, transportando Ferro Crómio, foi igualmente surpreendido com pouco mais de 200 caixas de cervejas de diversas marcas, tendo sido igualmente retido naquele terminal.

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