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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Exploração florestal preocupa mas não alarma – diz director nacional de Terras e Florestas

Esta informação foi prestada recentemente em Inhassoro, pelo director nacional de Terras e Florestas, Simão Joaquim.

Ele afirmou que para uma exploração sustentável e racional de recursos, o Governo defende um licenciamento em regime de concessão, enquanto as espécies se regeneram e se aprimora todo um conjunto de mecanismos de controlo e fiscalização da actividade florestal.

Simão Joaquim disse que a presença no país de muitas empresas estrangeiras, naquilo que se considera exploração desenfreada de madeira para exportação não constitui ainda perigo em termos de devastação de florestas, no entanto acautelou a todos intervenientes no sector para a observância de medidas, normas e regulamentos previstos para a execução desta actividade.

Foi no quadro destas medidas, segundo disse Simão Joaquim, que 33 operadores florestais entre nacionais e estrangeiros, viram suas licenças de exploração canceladas nesta época e outras 44 receberam advertências por prática de muitas irregularidades, nomeadamente, corte de madeira em locais não permitidos, transporte ilegal e corte no período de defeso.

No conjunto das penalizações aplicadas aos infractores, outros quatro operadores já estão proibidos de trabalhar no país por reincidência.

Simão Joaquim não avançou o dinheiro arrecadado pelo Estado em consequência de aplicação das multas pelo incumprimento das regras contratuais, mas sabe-se que a principal infracção dos operadores está relacionada coma violação dos planos de maneio.

Embora reconhecendo um grande défice de recursos humanos para cobrir as necessidades de fiscalização, o director nacional de terras e florestas disse que a sua instituição está desenvolver esforços para que tudo seja feito dentro das normas estabelecidas. Neste o momento conta com cerca de 600 fiscais florestais contra três mil que seria o ideal.

Maior parte dos operadores punidos é das províncias Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Sofala, sendo que todos, dependendo das infracções cometidas, incorrem em restrições no exercício da actividade florestal.

Simão Joaquim explicou igualmente que a exportação de madeira em toros ou serrada para o mercado asiático e países europeus está a ser feito dentro dos regulamentos previstos e há todo um conjunto de actividades em curso, visando melhorar a legislação da matéria preconizada nas respectivas licenças.

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Em projecção na AR rede de combate a corrupção

Eneas Comiche, Presidente desta comissão especializada da AR, diz ser urgente o estabelecimento desta rede para viabilizar a participação do mais alto órgão legislativo moçambicano, nos fóruns nacionais e internacionais sobre esta matéria.

Falando no fim-de-semana, em Maputo, durante a capacitação dos Deputados membros da CPO e de outras comissões da AR, Comiche recomendou aos parlamentos dos países parceiros de desenvolvimento de Moçambique para passarem a enviar informação sobre o fluxo de ajuda externa que canalizam ao país.

Segundo Comiche, só assim será possível realizar uma monitoria conjunta entre os parlamentares de ambos os países, sendo também recomendável procurar privilegiar o uso dos sistemas nacionais de GFP de Moçambique.

De acordo com o Presidente da CPO, existe, igualmente, a necessidade de se assegurar que os legisladores moçambicanos tenham apoio técnico adequado, para compreenderem os contractos, assegurar a sua transparência e providenciar legislação modelo como referência.

Num outro desenvolvimento, o Presidente da CPO afirmou que o sistema de GFP de Moçambique é crítico para a aquisição, salvaguarda e aplicação de recursos públicos e “como tal deve ser monitorado e fiscalizado de forma efectiva pela AR”.

“Há necessidade de se continuar a reformar aspectos do sistema de GFP em Moçambique para o fortalecer e investir na formação/capacitação permanente e contínua dos deputados para melhor exercerem a sua função fiscalizadora”, afirmou o deputado Eneas Comiche, citado num comunicado de imprensa do parlamento, recebido pela AIM.

Durante dois dias, os Deputados membros da CPO e das outras comissões de trabalho foram capacitados em matérias de Gestão das Finanças Publicas, Boa Governação, Combate a Corrupção e Eficácia da Ajuda Externa, num evento que contou com a colaboração da Associação de Parlamentares Europeus para África (AWEPA).

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Falta de fundos emperra electrificação

“Nesta fase temos o desafio de electrificar alguns postos administrativos e localidades. Neste momento temos mais postos administrativos por electrificar. A dificuldade que temos é de natureza orçamental”, disse.

Neste quadro, segundo apontou o director Provincial dos Recursos Minerais e Energia, Manuel Sithole, está-se a priorizar as localidades e postos administrativos que se assumem como potenciais pólos de desenvolvimento.

Neste momento está-se a trabalhar no sentido de electrificar o Posto administrativo de Charre, no distrito de Murtarara que é um dos mais distantes e menos electrificado da província.

“Não será todo o posto mas sim uma zona da escola, a sede do posto, o hospital e o posto policial numa primeira fase. O objectivo é que os serviços essenciais funcionem sem dificuldades”, disse a nossa fonte.

Na avaliação dos locais a electrificar, segundo Sithole, têm sido considerados, entre outros itens, a maior concentração de população e algumas dificuldades em termos de prestação de serviços básicos as comunidades.

“Em Tsangano temos a região de Tete – Bene que tem o mesmo cenário e que vai beneficiar de electrificação. As sedes distritais estão todas elas electrificadas e algumas sedes dos postos administrativos e felizmente conseguimos chegar a alguns povoados. Electrificar toda a província é um desafio considerando que há províncias do país cujas sedes distritais ainda não estão electrificadas”, disse a nossa fonte para quem numa segunda fase avança-se para electrificar todos os pólos de desenvolvimento económico e, posteriormente, os povoados.

O fornecimento de energia para às zonas rurais é considerado crucial na perspectiva de que promove o desenvolvimento.

As actividades económicas tanto nos distritos e outros locais abrangidos pela electrificação são, em grande parte, dominadas pela agro-pecuária que vai continuar a ser o principal sector económico por muito tempo.

Nos locais já electrificados, segundo a nossa fonte, a energia possibilita a criação de pequenas indústrias dedicadas à transformação dos produtos agro-pecuários locais com a introdução de moageiras, o que concorre para o aumento da produção e criação de oportunidades de emprego.

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Programa de governação executado em 97 por cento

Falando quinta-feira por ocasião do 27º aniversário de elevação da autarquia à categoria de cidade, o edil Manuel Cambezo indicou que “ a execução do actual programa de governação situa-se em 97 por cento, tendo sido realizadas as principais actividades, em resposta ao compromisso assumido através do manifesto eleitoral”.

Com efeito, foi adquirida uma moto niveladora para manutenção das estradas; foi feita a pavimentação de um quilómetro de valas de drenagem; expansão de água canalizada numa extensão de 82 quilómetros; para além da electrificação de vários bairros.

Segundo Cambezo, no período em análise, foram construídos sete sanitários escolares, uma ponteca que liga os bairros de Mandruzi-Macharote; e foi feita manutenção permanente das vias de acesso numa extensão de 32 quilómetros e decorre a reabilitada da rua que dá acesso ao bairro de Thundane, com uma extensão de 13 quilómetros.

De igual modo, foram adquiridos um camião porta-contentor basculante e uma camioneta para a recolha de lixo, aquisição de 16 contentores e 460 tambores para depósito de resíduos sólidos, criadas dez florestas comunitárias, expansão da rede comercial e industrial, entre outros.

Na área sanitária foi construído e apetrechado um centro de saúde de tipo-3 com duas residências para os enfermeiros em Thundane, aquisição de uma viatura e três bicicletas ambulâncias, formadas 60 mulheres em matéria de corte e costura, no âmbito de promoção de auto-emprego.

Ainda no balanço das realizações dos órgãos autárquicos nestes cinco anos, o edil do Dondo enumerou a construção de quatro salas de aula, dois blocos administrativos nos bairros de Thundane e Samora Machel, para além de ter mencionado a reabilitação do campo municipal e o apetrechamento, em 160 carteiras, das escolas de Thundane e dos Combatentes, em Canhandula.

Também foram construídas duas sedes das localidades municipais em Nhamayabwe e Mafarinha, equipada a polícia municipal em meios e recursos humanos, incluindo instalação de uma equipa de bombeiros.

“Como se pode constatar, durante estes últimos cinco anos, houve um trabalho árduo para garantir a implementação destas actividades e sonhamos deste Dondo em cidade grande, bela, atractiva e até satélite nos próximos anos”-concluiu Cambezo. A cidade do Dondo conta com fábricas de cimento, chapas de fibrocimento para cobertura dos imóveis, travessas de betão armado para linha férrea, produção florestal, etanol, entre outras. Tal urbe possui dois estabelecimentos de ensino superior, quatro instituições bancárias, um supermercado e várias lojas.

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Acidentes matam 100 pessoas em seis meses

Os dados foram tornados públicos, recentemente, pela directora provincial dos Transportes e Comunicações, Ana Simões, que apontou também, como resultado dos sinistros, elevados danos materiais.

Aquela responsável apontou que tal como acontece noutros pontos do país, o aumento do parque automóvel, o excesso de velocidade e a condução em estado de embriaguez por parte de automobilistas, constituem as principais causas dos sinistros rodoviários naquele ponto do país.

Ana Simões disse que o registo de acidentes de viação representa um grande desafio para a sua direcção. Várias iniciativas estão a ser implementadas para se inverter este cenário como a educação cívica não só no seio dos automobilistas, como também dos peões sobre a observância de regras elementares de trânsito e formas correctas de atravessar as estradas.

De referir que a sinistralidade nas estradas da província de Nampula já levou a Associação dos Transportadores Rodoviários de Nampula (ASTRA) a promover um seminário para debater a segurança rodoviária naquela parcela do país.

No encontro foi vincado que a falta de observância das normas elementares de código de estrada por parte dos motoristas, situação associada à corrupção nas estradas, protagonizada por alguns elementos da Polícia de Trânsito, concorrem para a prevalência dos acidentes de viação em Nampula.

Francisco Raúl, chefe do Departamento de Trânsito no Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Nampula, considerou, na altura, a situação de segurança rodoviária na região como dramática, tendo em conta o número de acidentes que ocorrem e as vítimas mortais que causam.

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Melhora ensino prático de jornalismo na ECA

Para a concretização deste projecto, um contrato de parceria foi assinado ontem, em Maputo, entre a ECA-UEM e Agência norte-americana para o Desenvolvimento internacional (USAID), com intuito de oferecer ainda acções de formação num ensino prático.

Com este acto, espera-se que a USAID desembolse pouco mais de 64 mil dólares norte americanos para o apetrechamento dos laboratórios das cadeiras de Jornalismo Impresso e multimídia, Rádio e Televisão.

O Reitor da mais antiga instituição do ensino superior no país, Orlando Quilambo, disse na ocasião que apesar das limitações impostas pelas condições existentes, a ECA tem sido um actor incontornável na formação de profissionais da comunicação, na produção de conhecimento e promoção de debates sobre a comunicação.

“A UEM sempre teve consciência do desafio que representa a preparação de profissionais de uma área tão complexa e dinâmica como o Jornalismo, que actua numa sociedade onde as tecnologias de informação e comunicação assumem papel de relevo”, afirmou Quilambo.

Já o director da USAID no país, Alexander Dickie, considera o acordo de parceria como uma oportunidade de reforço e estreitamento das relações de parceria entre os Estados Unidos da América e o país na área da educação.

“Acreditamos que o resultado deste esforço conjunto irá beneficiar grandemente a ECA, uma instituição moçambicana capaz de formar novos cidadãos, contribuindo para a melhoria da qualidade de ensino e formação de novos líderes moçambicanos”, explicou o director acrescentando que a escola vai criar uma nova visão que contribuirá para o desenvolvimento económico, social e cultural do país.

O director da ECA, Nataniel Ngomane, explicou que a relação entre a USAID e escola que dirige iniciou-se em 2009, com maior enfoque para o Programa de Fortalecimento da Mídia-IREX, financiado por aquela agência.

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Mais 3600 pessoas terão água em Angoche

Segundo explicações dadas ao ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, durante a sua recente visita ao empreendimento, a rede de distribuição está a ser alargada num raio de 20 quilómetros no centro da cidade, tendo como financiadores o Banco Mundial e Governo moçambicano, num investimento de 30 milhões de meticais.

O trabalho compreende, para além da instalação de novos fontanários, melhorias na principal fonte de captação de água, situada na lagoa Malatani, e outras intervenções importantes que conferirão uma maior capacidade da rede na bombagem daquele recurso.

De acordo com o Fundo de Investimentos do Património de Água (FIPAG) a extensão da rede decorre a um ritmo bastante satisfatório a ponto de até este momento terem sido, por exemplo, construídos um total de 56 fontanários em locais previamente definidos e avaliados em termos de disponibilidade de água, até porque já estão a ser feitas novas ligações aos consumidores nos principais bairros, concretamente Ngúri e Horta.

Entretanto, o ministro das Obras Públicas e Habitação disse ter ficado muito satisfeito com a forma como decorrem as obras de extensão da rede de distribuição de água naquela cidade, que segundo ele, se deve fundamentalmente, à seriedade e responsabilidade do executor das mesmas.

“Estamos a realizar estas obras aqui na cidade de Angoche com vista a duplicar a capacidade de abastecimento de água que resultará, naturalmente, no aumento da pressão e alargamento da rede para outras zonas que até aqui a água não chegava. Haverá também um aumento substancial de horas de abastecimento de água. Mas o mais importante é que a partir de agora o serviço nesta área aqui na cidade de Angoche será de qualidade”, enfatizou Cadmiel Muthemba.

Num outro desenvolvimento, Muthemba reiterou que a concretização daquele projecto na cidade de Angoche insere-se nos grandes esforços que o Governo tem vindo a fazer no sentido de resolver os problemas relacionados com a falta ou escassez de água em algumas regiões do país.

A extensão da rede na cidade de Angoche satisfaz, igualmente, as autoridades municipais locais, porquanto vai abranger aqueles munícipes que sempre eram obrigados a percorrer longas distâncias à procura de água, particularmente os residentes nos bairros mais populosos de Ngúri e Horta.

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ANE rescinde contratos com empreiteiros desonestos

De acordo com o delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), Fernando Dabo, o abandono das obras, o mau desempenho, bem como o incumprimento das instruções do objecto de trabalho fazem parte do pacote das irregularidades detectadas pelos fiscais dessas obras, situação que obrigou a que o Governo rescindisse os respectivos contratos e lançasse novos concursos para contratação de outras empresas para a conclusão dos trabalhos que não chegaram ao fim.

Trata-se dos troços Zandamela/Chissibuca, numa extensão de cerca de 16 quilómetros, Morrumbene/Mabaiane, numa distância de 68 quilómetros, Mabote/Tome, num percurso de 40 quilómetros, Mabote/Tissolo, numa extensão de 28 quilómetros, e Mabote/Chicaiane, numa distância de 25 quilómetros. Estas secções de estradas, entre primárias e secundárias, tinham sido adjudicadas a empreiteiros que nunca mostraram evolução em termos de cumprimento das cláusulas contratuais.

Fernando Dabo explicou também que na Inharrime /Maxixe, passando pelas vilas dos distritos de Panda e Inharrime, em curso desde 2008, cujo projecto tinha em vista a introdução de uma nova tecnologia na área da construção e reabilitação das estradas com recurso ao calcário, foi estabelecido o mês de Outubro próximo como novo prazo para a entrega da obra pelo empreiteiro zimbabweano que nos últimos dois anos vem enfrentando dificuldades para a conclusão das obras.

“Fixamos aquele prazo, o terceiro desde que a empresa vem manifestando dificuldades de ordem financeira, situação que já originou duas paralisações de actividades por atraso de pagamento de salários aos trabalhadores. Neste momento, a empresa tem dívidas de três meses, por isso os trabalhos estão a meio gás porque os trabalhadores estão descontentes. De qualquer forma, mantemos o último prazo, vamos ver se até lá a obra será ou não concluída”, disse Fernando Dabo.

Falando sobre a qualidade dessa obra no troço Maxixe/Homoíne que ou utilizadores põem em causa, pois, antes da sua conclusão, há já fendas e buracos em algumas secções, o delegado da ANE disse que a qualidade da obra tem sido matéria de avaliação pela empresa no quadro da introdução de uma nova tecnologia considerada menos onerosa na reabilitação e asfaltagem de estradas.

O delegado da ANE naquela região do país acrescentou que além da qualidade questionada da asfaltagem Maxixe/Homoíne, bem como a rescisão dos contratos em outros troços, a secção Pambara /Save ao longo da Estrada Nacional Número Um continua a preocupar a sua instituição pelo facto de não existir ainda financiamento para a sua reabilitação dado o seu avançado estado de degradação.

“Estamos a trabalhar em busca de financiamento para reabilitar aquele troço que continua a dificultar a normal circulação de pessoas e bens. Mas devo dizer que já foi contratado um fiscal para a elaboração do respectivo projecto de engenharia enquanto contínua a mobilização de fundos para cobrir as obras de reabilitação daquele troço”, indicou Fernando Dabo.

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Chicuque vai ter mercado de peixe

Com efeito, o dirigente disse que o governo dispõe-se de pouco mais de 60 milhões de dólares norte americanos para a concretização de plano em todo país tendo já iniciado na capital do país.

A região de Chicuque com maior número de pescadores na cidade da Maxixe, entre artesanais e semi-artesanais vai se beneficiar pelo projecto de construção de mercado do peixe nas zonas costeiras, cujo intuito segundo Victor Borges, além de melhorar as condições de conservação e comercialização, essas infra-estruturas incorporam também a componente de organização da actividade piscatória, criando igualmente comités comunitários de gestão de recursos pesqueiros.

Borges que se deslocou a Chicuque para a inauguração da sede do comité comunitário de gestão de pescado construído com apoio de governo com a compartição dos pescadores locais, explicou que o executivo está investir nas zonas costeiras na instalação de infra-estruturas que ajudem o controlo e fiscalização da actividade com o envolvimento dos próprios operadores bem como da sociedade civil.

“Queremos que as comunidades se envolvam na gestão de recursos, participando primeiro na fiscalização, mais concretamente verificar os tipos de artes de pescas usados pelos pescadores ou armadores, as espécies de pescado que é capturado, porque o que o governo defende, é uma utilização, responsável, sustentável e racional de recursos”, disse Victor Borges depois de inaugurar a sede do comité comunitário de gestão de Chicuque.

Entretanto, Pedro Manuel José, um dos maiores operadores da zona, com cerca de 60 barcos de pescas entre a vela e a motor comportando cerca de 200 trabalhadores entre homens e mulheres, disse que o mercado de peixe é benéfico sob ponto de vista de controlo de todas operações que são feitas como também no que diz respeito a tributação da actividade por parte de estado.

Explicou que deverá ser feito um grande trabalho de mobilização dos operadores no sentido de deixarem de comercializar o pescado nas margens da costa, sobretudo para os revendedores bem como a retalho, de forma a aproveitar as instalações do comité comunitário da pesca construída também com a contribuição dos operadores.

A cidade da Maxixe de acordo com a informação prestada na oportunidade, conta actualmente com 65 associações de pesca todas oficializadas e que a intenção de construção de mercado de peixe a começar pela zona de Chicuque, poderá servir como incentivo para que todos os pescadores se juntem as associações para se beneficiar de apoios para o desenvolvimento das suas actividades.

As referidas associações trabalham de maneira organizada na fiscalização e combate da utilização das artes de pescas proibidas bem como na organização do crédito rotativo, habitualmente denominado na língua local, xitique.

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Educação e Saúde preocupadas com “3-100”

No contexto desta promoção, três unidades de cerveja importada estão a ser vendidas ao preço de 100 meticais, num fenómeno popularmente conhecido por “3-100”.

O Ministério da Educação encara o facto com grande preocupação sobretudo porque promove o consumo de bebidas alcoólicas no seio da juventude em geral e dos estudantes em particular, como diz Eurico Banze, porta-voz do Ministério da Educação (MINED).

“Não encorajamos qualquer actividade que promova o consumo de álcool para evitar que muitos jovens continuem a desviar a sua atenção da escola para as ruas”, afirmou Banze, acrescentando que outra grande preocupação daquele sector é que aumenta o número de instituições e locais de venda de álcool a preços promocionais.

Banze referiu que a iniciativa deixa a impressão de que é direccionada para a camada juvenil, daí defender o desencorajamento, por parte das instituições, de todas as acções que tendentes a promover a venda de cerveja barata.

No seu entender, a solução ou o controlo deste problema passa pelo envolvimento de todos os estratos da sociedade moçambicana no combate à prática.

Mesmo sem apresentar números, o porta-voz do MINED disse estar a aumentar o número de estudantes que se entregam ao consumo de bebidas alcoólicas, o que tem reflexos no seu desempenho académico.

Por sua vez, o director Nacional de Saúde Pública, Mouzinho Saíde, refere que a promoção da cerveja é bastante negativa porque aumenta a procura por todas as camadas etárias, sobretudo pelos grupos sociais sem muitas condições financeiras.

O consumo exagerado destas bebidas é nocivo à saúde pública no sentido de que aumenta os problemas sociais relacionados com o seu consumo, nomeadamente os casos de agressão física, baixo desempenho profissional, casos de acidentes de viação e o agravamento da situação da população que já se debatia com escassez de fundos para o seu sustento.

“Não temos mecanismos para contabilizar o número de casos resultantes do consumo exagerado de bebidas alcoólicas, mas é um facto que nos últimos tempos aumentaram os acidentes de viação, por exemplo”, disse, sugerindo uma relação entre a actual onda de acidentes e o consumo excessivo de álcool decorrente do “3-100”.

Sublinhou, por outro lado, que a Saúde está atenta e a recolher amostras para avaliar se os produtos ora em promoção continuam com o prazo de validade em dia e em breve poderá apresentar resultados dessas avaliações.

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Projecto de transferência de tecnologias de produção do milho e trigo em Manica

Em Manica, está em marcha a criação de bases infra-estruturais e organizacionais para o arranque do projecto de investigação e transferência de tecnologias, para o aumento da produção do milho e trigo, orçado em vinte milhões de dólares norte-americanos.

Dois dos seis centros de investigação a serem criados nos diversos pontos do país, serão instalados nos distritos de Manica e Bárue, nomeadamente para o estudo e investigação do milho e trigo.

Todo o aprovisionamento do equipamento e mobilização dos produtores, num total de dois mil em cada centro de investigação, será realizado pelos Governos moçambicano e indiano.

Sobre este aspecto, o director nacional de inovação e desenvolvimento tecnológico no Ministério de Ciência e Tecnologia, Vasco Lino, disse que cada um dos referidos centros vai ter um coordenador e uma equipa de técnicos que serão contratados pelo Governo para o efeito.

Segundo Vasco Lino, os outros centros de investigação serão criados em Mandlakaze, em Gaza, em Caia na província de Sofala, Angónia, em Tete, e Manjú, para servir Angoche e Moma, na província de Nampula.

RM

Grupo italiano ENI conclui venda de participação a grupo chinês em bloco petrolífero em Moçambique

O grupo italiano ENI concluiu a venda de uma participação de 28,57% da empresa ENI East Africa ao grupo China National Petroleum Corporation (CNPC), informou o grupo italiano em comunicado divulgado na passada semana em Milão.

No comunicado, o grupo ENI adiantou que a venda da participação na ENI East Africa, que detinha uma participação de 70% no bloco Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, foi concluída ao preço inicialmente acordado de 4210 milhões de dólares.

Com base neste negócio, o grupo chinês passa a controlar uma participação indirecta de 20% no bloco petrolífero, em que o grupo italiano permanece como o principal parceiro com 50% e como operador.

O bloco Área 4 tem como restantes parceiros a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e os grupos português Galp Energia e sul-coreano Kogas, todos com 10% cada.

O comunicado do grupo ENI é omisso quanto ao pagamento de impostos a Moçambique em sede de mais-valias, cuja taxa máxima é actualmente de 32%.

RM

Polícia desmantela dez quadrilhas de supostos assaltantes em Gaza

A Polícia da República de Moçambique em Gaza desmantelou dez quadrilhas de supostos assaltantes, e recuperou trinta e uma armas de fogo que eram usadas na prática de diversos crimes, durante o primeiro semestre deste ano.

O porta-voz da PRM em Gaza, Jeremias Langa, disse que os indiciados protagonizavam assaltos à mão armada em estabelecimentos comerciais, residências, roubo de gado e viaturas, bem como tráfico de seres humanos e caça furtiva.

Das armas de fogo apreendidas pela polícia em Gaza, destacam-se seis AK47, cinco pistolas, duas caçadeira e cerca de duzentas munições de diversos calibres.

Jeremias Langa disse que durante as operações, a PRM apreendeu igualmente quantidades consideráveis de drogas e recuperou dezanove viaturas e cento e vinte e cinco cabeças de gado bovino.

Em conexão com a onda criminal na província, a PRM deteve de Janeiro a esta parte, mais de cento e sessenta indivíduos.

RM

Diplomata dos Países Baixos preocupada com tensão política em Moçambique

A embaixadora dos países baixos em Moçambique, Fréderique de Man, manifestou hoje, em Maputo, a sua preocupação em relação a tensão política e militar que se vive, no país, por desencorajar investimentos.

De Man fez este pronunciamento durante a sessão de abertura da plataforma de diálogo do Conselho Nacional de Eleições (CNE) e partidos políticos.

“Custa-me acreditar que depois de 21 anos de uma paz conquistada com muito sofrimento, o povo moçambicano sinta-se ameaçado pelo medo de um possível retorno a um conflito armado. Tenho constatado das pessoas ao meu redor como estas tensões trouxeram de volta às suas memórias traumas causados pelo conflito armado”, afirmou a diplomata.

Ela disse que, nas últimas semanas, a embaixada do seu país em Moçambique recebeu as maiores empresas de gás e marítimas da Holanda e a própria Ministra dos Recursos Naturais da Holanda, facto que a deixou, segundo disse, com uma mistura de sentimentos pois “enquanto falamos de investimentos e oportunidades de negócios, por outro lado as pessoas já não se sentem seguras de transitar pelas estradas como é o caso da nacional número 1, devido aos ataques de Muxúnguè”, sublinhou Fréderique de Man.

Para De Man, o estado em que se encontra o país coloca uma grande responsabilidade aos partidos políticos, no sentido de reflectirem sobre as consequências que este tipo de actos pode causar.

“É com estas palavras que pretendo apelar aos partidos políticos aqui presentes para a humanização do actual diálogo em busca de soluções para a tensão política que hoje se vive no país”, afirmou a embaixadora.

De Man disse estar a acompanhar atentamente o diálogo entre o Governo e a Renamo e que recebeu com satisfação a informação de alguns progressos.

O encontro de hoje contou com a participação do partido governamental, a Frelimo, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a mais pequena formação politica com acento no parlamento e vários partidos extra – parlamentares. A Renamo, o maior partido da oposição, não se fez representar.

RM

Conselho do Estado aconselha eleições dentro dos prazos

O Conselho de Estado aconselhou hoje ao Presidente Armando Guebuza a marcar as eleições gerais de 2014 dentro dos prazos previstos na Constituição da República.

A orientação constitui o saldo do terceiro encontro do Conselho de Estado havido na cidade de Maputo e que congregou os membros do órgão com a ausência justificada de Graça Machel e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que nada se soube sobre a sua ausência.

O Conselho de Estado é um órgão político de consulta do Presidente da República que, de entre as várias matérias de supremo interesse do país, se pronuncia sobre a dissolução da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, a declaração de guerra, bem como sobre o estado de sítio ou de emergência.

O órgão, dirigido pelo chefe de Estado, é constituído por outras personalidades indicadas pelo parlamento, segundo o princípio de representatividade.

O porta-voz e conselheiro do Chefe de Estado, Edson Macuácua, que falava a imprensa no final do encontro que durou pouco mais de duas horas, disse que a situação política, económica e social do país, bem como a convocação das eleições gerais de 2014 foram as principais incidências.

No capítulo referente as eleições, os membros do conselho de Estado frisaram a necessidade de o Presidente convoca-las para 2014, dentro dos prazos previstos na Constituição e Lei, para que sejam um momento de festa de consolidação da cultura da paz, bem como de reforço da democracia multipartidária no país.

Quanto a situação política, económica e social do país, o Conselho de Estado além de analisar a actual situação saudou os desenvolvimentos em curso no país, traduzidos na estabilidade assim como no crescimento, sobretudo, do investimento público em diversas infra-estruturas.

Na ocasião, Armando Guebuza, pediu um conselho a todos os membros do órgão e aos moçambicanos no sentido de nos actos e seus discursos públicos promoverem a reconciliação de verdadeira paz.

“Os discursos devem concorrer para a harmonia social e não belicismo, violência ou incitação a desordem”, sublinhou o porta-voz.

Questionado sobre o encontro frente-a-frente entre o estadista moçambicano e o líder da Renamo, Macuácua disse que o assunto não mereceu qualquer atenção.

O encontro de hoje constitui o terceiro do órgão desde a sua criação em 2010.

RM

Esquemas nos passaportes travados na África do Sul

O Consulado-Geral de Moçambique em Joanesburgo, na África do Sul, conseguiu estancar os focos de falsificação de passaportes, que envolviam redes criminosas que actuavam em conluio com alguns funcionários daquele representação diplomática nacional.

Segundo José Manhique, conselheiro do Consulado em Joanesburgo, diminuiu significativamente o número de registo de casos de falsificação de passaportes envolvendo colaboradores da instituição, uma vez que o controlo e medidas de segurança foram reforçadas. Contudo, segundo explicou, os casos que têm vindo a ser reportados amiúde são todos eles protagonizados por pessoas alheias ao Consulado, mas sim com envolvimento de elementos pertencentes a redes internacionais de falsificação de documentos e que estão sob alçada das autoridades policiais sul-africanas.

“As redes internacionais de falsificação de passaportes não só optam pelo nosso documento, mas também de tantos outros países. Eles vendem todo tipo de documento para quem estiver interessado. Esta questão está a ser atendida pela Polícia local. Contudo, a nível da nossa representação não temos casos de falsificação. Há muito tempo que logramos controlar essa situação e, felizmente, os nossos funcionários não estão envolvidos em nenhuma dessas ilegalidades” – disse Manhique.

Informou-nos que tem vindo a ser reportados casos de cidadãos estrangeiros ilegais de várias nacionalidades, a viverem na África do Sul, que tudo fazem para obter o passaporte moçambicano. Esta procura, segundo a sua avaliação, está relacionada com o facto de o passaporte moçambicano granjear respeito a nível dos restantes países da região e não só, uma cotação atribuída ao facto dos moçambicanos serem tidos como cidadãos de uma conduta exemplar e com um país apetecível para viver, fazendo negócio e outros trabalhos.

“Muitos cidadãos estrangeiros e em situação ilegal quando são detidos na África do Sul preferem ser deportados para Moçambique. Para conseguirem os seus intentos, na fase de triagem por nacionalidade, infiltram-se no grupo de moçambicanos, tentando passar como tal. A justificação é única: pelo simples facto de Moçambique fazer fronteira com África do Sul e de lá dão meia volta, violam a fronteira de novo e retornam ao seu ponto de partida, neste caso a RAS. Grande parte dos ilegais que tem preferido ser deportados para Moçambique é oriunda dos Grandes Lagos. No lugar de voltar aos seus países de origem e iniciar uma nova e longa viagem para África do Sul, eles preferem ser repatriados para Moçambique, porque só se limitam a pular a cerca e entrar de novo. Mentem dizendo que são moçambicanos só para não serem deportados para os seus países de origem. Preferem aqui perto para facilmente regressar” – explicou Manhique.

Entretanto, para os casos de prorrogação de certificados de emergência ou passaportes por parte de alguns imigrantes moçambicanos na África do Sul, José Manhique disse que o Consulado-Geral tem vindo a detectar casos de pessoas que uma vez atingido o limite de estadia (30 dias) para que o visto caduque, no lugar de viajarem para Maputo, optam erradamente, por desfazerem-se dos certificados ou passaportes usados na travessia, convencidos de que obtendo um documento novo certificado em Joanesburgo, resolvem o problema.

Essa percepção é errada, uma vez que os dados de identificação do viajante são lançados no sistema informático quando alguém atravessa. Não importa se o viajante usa um documento ou outro para atravessar, porque o registo sempre fica.

O Consulado-Geral de Moçambique em Joanesburgo emitiu o ano passado um total de 13370 certificados de emergência para os imigrantes moçambicanos que vivem e trabalham naquele país vizinho. Só este ano, já foram emitidos 5863 certificados de emergência.

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“Contratos do sector extractivo devem ser publicados na íntegra”

Num artigo publicado ontem, (domingo 28 de Julho), o Centro da Integridade Pública (CIP) demonstra que a publicação dos “principais elementos dos contratos” da indústria extractiva não é o suficiente para garantir a transparência, exigindo a “publicação completa dos contratos do sector extractivo”.

“A publicação de contratos significa que o texto completo do acordo com o país anfitrião (e quaisquer anexos ou contratos relacionados que afectam directamente os termos do contrato principal) esteja facilmente disponível para o público. Isto significa publicar as cópias scaneadas da versão final do contrato assinado pelas partes, para cada projecto do sector extractivo”, refere o CIP, num artigo em que que explica como se deve proceder nos casos de publicação dos contratos da indústria extractiva e recomenda que Moçambique siga o mesmo caminho.

Moçambique está entre os Estados em que o Governo esconde para os cidadãos os contratos celebrados entre o Estado e as empresas exploradoras dos recursos naturais. Neste momento ensaia-se a sua publicação mas a pretensão do Governo é de tornar público apenas alguns elementos dos contratos e não a totalidade. É contra isto que o CIP se insurge e lembra que publicar alguns elementos do contrato não é o mesmo que publicar a totalidade do contrato final.

“A publicação de excertos do contrato pode ser útil nalguns contextos, mas não deve ser confundida com a transparência de contratos. Primeiro, para compreender todas as implicações fiscais é necessário ter acesso a todo o contrato. Segundo, há muitas dimensões importantes para estes contratos, além das cláusulas fiscais que devem ser de domínio público, incluindo: disposições sobre o meio ambiente, avaliação e monitoria do impacto social, compromissos de investimento na comunidade, disposições sobre a formação a nível nacional e emprego, e os requisitos de aquisição feita localmente”, explica em artigo esta organização que se dedica a análise de questões da indústria extractiva.

O CIP lembra que “muitos países ricos em recursos minerais colocam à disposição do público os contratos do sector extractivo”, citando os casos de “Afeganistão, Bahrain, Bolívia, Colômbia, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo, Gana, Guiné, Libéria, Níger, Perú, São Tome e Príncipe, Timor-Leste e os Estados Unidos da América”.

Argumento de segredo comercial é falso

“Há, actualmente, muitos países que exigem a publicação obrigatória de contratos, sem excepções. Como não tem havido dificuldades para a publicação de contratos nos países onde não são permitidas excepções, o argumento de ocultação de parte da informação contratual, supostamente por ser comercialmente sensível, fica seriamente enfraquecido. Cada vez mais, as empresas de mineração concordam que não há informação comercialmente sensível nos principais contratos que estabelecem os termos para a prospecção e produção. Em caso de tais conflitos ocorrerem, o interesse público de transparência devia tomar precedência sobre as sensibilidades comerciais”, refere o CIP no documento a que temos vindo a fazer referência.

Contratos devem estar disponíveis num único website

O CIP defende que deve haver um website criado pelo Governo no qual estarão disponíveis todos os contratos do sector extractivo para que possam ser de acesso livre por todos os cidadãos que pretenderem consultá-los. “… as boas práticas sobre transparência pressupõem que todas as cópias scaneadas de contratos assinados sejam colocadas à disposição no website do Governo”, defende ainda o CIP num artigo profundo de análise que pode ser lido na integra na próxima edição do semanário Canal de Moçambique que como habitualmente é posto à venda às quartas-feiras nas bancas de todo o país.

Canal Moz

Renamo reúne-se em Conselho Nacional a partir de hoje

A Renamo irá desde hoje (segunda-feira, 29 de Julho de 2013), até à próxima quarta-feira (31 de Julho) reunir em Sadjundjira, o seu Conselho Nacional alargado a outros quadros do partido. No encontro, segundo uma nota do Gabinete de Comunicação, Imagem e Marketing da Renamo, serão tratadas matérias relacionadas com a vida do partido, a situação política, económica e social do País, com maior destaque para o estágio das negociações com o Governo que decorrem há várias semanas.

Semana sem diálogo

Para esta segunda-feira, o Governo e a Renamo não vão se reunir na décima terceira ronda de diálogo como estava previsto, devido ao facto dos negociadores da Renamo se encontrarem na Gorongosa, na qualidade de membros do Conselho Nacional daquele partido, foi anunciado oficialmente pelo Governo, através de uma nota de Imprensa distribuída pelo Gabinete de Informação (GABINFO).

As partes partiriam para esta ronda de conversações agora adiada com a intenção de ultrapassar o impasse em torno da revisão do Pacote Eleitoral exigido pela Renamo, numa altura em que a Assembleia da República se prepara para a partir de primeiro de Agosto próximo reunir-se em sessão extraordinária, para de entre os oito em agenda, discutir a revisão da Lei Eleitoral.

Canal Moz

Docente da USTM linchado em Xai-Xai

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Gaza, informou que um professor da Universidade de São Tomás de Moçambique (USTM) e técnico da Direcção Provincial de Estatística naquela província foi linchado por populares, a semana passada, na cidade de Xai-Xai, confundido com um malfeitor.

A vítima do homicídio voluntário, segundo o porta-voz da PRM em Gaza, Jeremias Langa, respondia em vida pelo nome de Ilídio José Gomes Maswanganhe, de 35 anos de idade.

O linchamento do jovem docente ocorreu na Unidade 6, no bairro de Inhamisso, quando a vítima também residente naquele mesmo bairro ter-se-ia dirigido na calada da noite à residência de uma jovem de 25 anos, membro da Polícia Municipal de Xai-Xai, supostamente com quem mantinha uma relação amorosa.

Ainda de acordo com o porta-voz da Polícia em Gaza, Ilídio teria batido à porta da agente da Polícia Municipal, sendo que a dona de casa ao acordar começou a gritar por socorro, tendo a população saído e pegado o jovem docente.

“Quando a população pegou a vítima, agrediu-a, amarrou os membros inferiores e superiores, e seguidamente o penduraram numa árvore onde acabou perdendo a vida”, disse ao Canalmoz Jeremias Langa, concluindo que na sequência do homicídio “foi detida a dona de casa (membro da Polícia Municipal de Xai-Xai) e dois outros indivíduos considerados cabecilhas do crime”.

Roubo à mão armada

Ainda na semana passada, a Polícia em Gaza disse ter registado um roubo com recurso à arma de fogo, ocorrido em Banga, distrito de Massingir, onde um indivíduo de 31 anos de idade, munido de uma arma de fogo, introduziu-se durante à noite na residência de um casal de comerciantes e roubou 400 mil meticais.

O porta-voz da Polícia em Gaza, Jeremias Langa, disse ao Canalmoz que para além do roubo daquele montante o indivíduo agora preso alvejou a tiros o dono de casa no braço direito e no abdómen, bem como a esposa, nos dois membros inferiores.

No acto da detenção do criminoso, a Polícia refere ter recuperado na posse do mesmo um montante de 200 mil meticais, ou seja, metade do valor roubado e uma viatura de marca Honda, que se supõe ter sido usada na incursão.

Canal Moz

Primeira-ministra da Tailândia de visita a Maputo

A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, está desde ontem em Maputo para uma visita oficial a convite do chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza.
A visita da primeira-ministra da Tailândia, segundo a versão oficial, visa reforçar as relações entre os dois países.

Moçambique e a Tailândia são, segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Henrique Banze, parceiros na área da educação e na indústria de gás.
“Queremos que a relação se fortifique, não só para as áreas que mencionamos, mas noutras que identificarmos durante a visita”, disse Banze a jornalistas na recepção da governante tailandesa no Aeroporto Internacional de Maputo.

Durante a visita, Armando Guebuza e Yingluck Shinawatra terão um encontro que culminará com a assinatura de acordos de cooperação entre os dois países.
Shinawatra faz-se acompanhar pelo vice-primeiro-ministro e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, da Saúde Pública e da Indústria.

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