Guebuza considera que os grandes objectivos desta visita de trabalho foram alcançados, designadamente a consolidação da atracção de investimentos para Moçambique, em particular para os sectores ligados ao gás natural, a interacção dos empresários moçambicanos com os do Reino Unido, em especial de Aberdeen, por forma a facilitar parcerias futuras e o lançamento de bases para as áreas de formação técnica.
O Presidente referiu que houve uma reacção positiva do Reino Unido, da Escócia que vai permitir pegar na experiência de Aberdeen como algo que pode ser importante para Moçambique. Neste contexto, reconheceu o apoio do Reino Unido, representado por Mark Simmons, Ministro para a África, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, para o reforço das instituições moçambicanas, nas áreas de formação tendo como foco Aberdeen.
Guebuza voltou a referir a importância de encarar a indústria de gás de forma sistémica, não somente o furo de onde se produz. Com efeito, o Presidente atribui bastante relevância a uma série de benefícios produtivos a jusante que representam uma enorme oportunidade de negócios para os moçambicanos.
A uma pergunta sobre a fragilidade dos empresários moçambicanos que derivam entre outros factos da falta de capital para se afirmarem devidamente nas parecerias, o Presidente manifestou compreensão sobre o assunto, mas considerou que o mais importante é que há pelo menos um ponto de partida, ou seja, que é possível fazer as parcerias, sendo que a construção delas é agora um desafio dos moçambicanos.
Como parte importante da visita do Presidente Armando Guebuza à Escócia, representantes de instituições públicas e agentes de negócios privados moçambicanos empenharam-se durante dois dias em Aberdeen, no reforço do estabelecimento de mecanismos para o desenvolvimento de infra-estruturas na indústria emergente de petróleo e gás em Moçambique, assente no estabelecimento de parcerias e aquisição de conhecimento desenvolvido nesta cidade ao longo de décadas e que a transformou como ponto de ligação às plataformas petrolíferas do Mar do Norte.
Um dos objectivos da missão em Aberdeen foi oferecer uma plataforma ao empresariado moçambicano para melhor conhecer as possibilidades e oportunidades disponíveis para a indústria de petróleo e de gás.
Pode-se considerar que esta visita responde em parte ao Plano-Director de Gás
aprovada em 2012 que prevê o desenvolvimento de recursos de gás natural de uma forma que estimula o investimento para maximizar os benefícios para o país, apoiando o crescimento interno e competências institucionais do sector privado, o crescimento da indústria nacional e empresas, especialmente as pequenas e médias empresas para o aumento de emprego em todo o país.
Estima-se que até ao momento tenham sido descobertos na Bacia do Rovuma reservas entre 170 a 180 triliões de pés cúbicos (TCF), no que é designado em inglês de “gás inicial in place”, ou seja, a quantidade total encontrada nas jazidas, segundo uma fonte oficial ligada à instituição moçambicana de hidrocianatos. Pressupõe-se que deste valor, multiplicado pelo valor de recuperação efectiva, o que de facto se vai extrair, atinja cerca de 110 Tcf, aproximando-se da Argélia, o maior produtor africano.
Entretanto, ontem, último dia da vista, o Presidente da República visitou sucessivamente as instituições de ensino, investigação e de formação técnica em Aberdeen, particularmente aos sectores que suportam a indústria de gás e petróleo, nomeadamente o Laboratório da Marinha, a Academia de Formação em Gás e Petróleo e a Universidade Robert Gordon.
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