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Sábado, Abril 25, 2026
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Movimentos de defesa de agricultores de Moçambique, Brasil e Japão contestam Prosavana

Mais de 60 movimentos sociais, ambientais, camponesas e várias organizações da sociedade civil (OSC) de Moçambique, Brasil e Japão participam desde ontem, na cidade de Maputo, na 1ª Conferência Triangular dos Povos para fortalecer a articulação internacional e as estratégias de luta e resistência contra o programa Prosavana em curso no País desde 2009.

Um dos objectivos da reunião, segundo o presidente da União Nacional de Camponeses, UNAC, Augusto Mapigo, é definir a implementação e monitoria de políticas públicas em prol de um desenvolvimento integrado.

Mapigo disse que os camponeses das zonas abrangidas pelo projecto Prosavana vivem num ambiente de incertezas, sem saber o que lhes pode acontecer no dia seguinte.
“O Prosava não tem clareza do que vai acontecer. Temos que nos preparar para não sermos acolhidos de surpresa no futuro. Não queremos inibir o programa. Desde que vá ao encontro da nossa realidade como camponeses”, disse.

Secundando, Calisto Ribeiro, da Organização Rural de Ajuda Mútua (ORAM), em Nampula, disse que as iniciativas do desenvolvimento são bem-vindas. O Prosavana aparece como oportunidade de desenvolvimento mas também como ameaça e perigo à vida das pessoas.

“O processo não é transparente. Há falta de informação e não abrange toda a base. Não há consulta. De Nacala a Cuamba, é raro percorrer 5 quilómetros sem apanhar uma casa, machamba ou floresta sagrada das comunidades”, disse.

Afirmou que a maior extensão de terras foi delimitada nas províncias de Nampula e Niassa, sendo que a província da Zambézia só entra com dois distritos Alto Molocué e Gurué.

“Estamos dentro de um território coberto pelo Prosavana. Não se pode envolver num projecto de qual não está informado”, disse Ribeiro.

Pequenos Agricultores do Brasil

Gilberto Afonso, do Movimento de Pequenos Agricultores do Brasil, disse que no seu País, já se vive os impactos da revolução verde implantada há 30 anos.
Acrescentou que não se percebe como é que se pode produzir uma soberania alimentar sem prejuízos ambientais.

“No Brasil a revolução verde tem vindo a causar impactos ao meio ambiente e na soberania alimentar dos brasileiros. Hoje, mais de três milhões perderam suas terras. Fazem machambas nas bermas das estradas ou trabalham em terras de terceiros. Não podemos aceitar que Brasil exporte este modelo para Moçambique”, disse Gilberto Afonso.

Disse que no Brasil estes projectos existem há 40 anos e muitos camponeses foram excluídos. “O modelo continua e está muito forte. Hoje mais de três milhões de camponeses não têm onde fazer machambas”, disse.

Centro Japonês do Voluntariado

Naoko Watanabe, do Centro Japonês de Voluntariado Internacional, disse que estão a trabalhar no assunto do Prosava desde o ano passado e tiveram encontro com o Ministério dos Negócios Estrangeiros onde foram garantidos que algo estava sendo feito em torno da consulta pública na base.

‘’O governo japonês disse-nos que vai mudar as práticas da consulta pública em Moçambique. Mas no terreno a realidade é diferente. Pelo que sentimos da Sociedade Civil, não houve nenhuma mudança”, disse.

Afirmou que o governo japonês disse também que tem realizado reuniões com os camponeses das zonas abrangidas em parceria com o Governo moçambicano, mas na base há muito camponeses.

Município da Matola: Privados garantem limpeza no Infulene

A direcção daquela autarquia pretende desta forma fazer face aos focos de lixo que despontam em vários pontos da cidade, com maior incidência para mercados.

Actualmente, os privados garantem a limpeza de 21 bairros municipais, enquanto os meios do Conselho Municipal abrangem 23.

No âmbito do reforço de meios de limpeza, foram apresentados aos moradores dos dois bairros referenciados a empresa e o equipamento que será utilizado na recolha dos resíduos sólidos.

O Presidente interino do Município da Matola, António Matlhava, explicou que o objectivo final é melhorar a limpeza e garantir a saúde e bem-estar dos munícipes.

Indicou que a parceria com privados no sector de limpeza visa melhorar o serviço actualmente prestado, considerando que a pressão sobre os meios da autarquia está a aumentar diariamente.

“Estamos encorajados que daqui a uns meses a situação de limpeza da nossa cidade será bem melhor e os moradores do Infulene A e D não mais se vão queixar. São dois camiões e um tractor exclusivamente para estes dois bairros populosos”, disse Matlhava.

Titos Mulhovo, Chefe do quarteirão 23 do bairro Infulene A, considera que a vida vai melhorar para os munícipes daqueles bairros, tendo apelado aos funcionários da empresa privada para o cumprimento rigoroso do horário.

“Acreditamos que a situação vai mudar porque só tínhamos um tractor que passava uma vez por semana. Não havia meios e por várias vezes convivemos com o lixo, correndo risco de doenças”, apontou Mulhovo.

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Governo assegura fundos para projectos atrasados

Esta decisão vem responder à preocupação recentemente levantada pelas autoridades norte-americanas sobre a necessidade de um compromisso do Governo para assegurar que nenhum projecto esteja malparado por causa do encerramento do programa.

As regras dos compactos financiados pelo Governo dos Estados Unidos regem que todas as actividades inscritas no programa devem ser executados dentro da vigência do mesmo, sendo que a conclusão dos projectos eventualmente atrasados deve ser custeada pelos respectivos Estados.

Não foram avançados os valores a serem alocados pelo Governo moçambicano, mas sabe-se que tais verbas estão inscritas no orçamento rectificativo a ser aprovado durante a sessão extraordinária da Assembleia da República, a decorrer desde o dia 1 de Agosto corrente.

Em Moçambique maior parte dos projectos financiados pelo MCA deverá estar concluída antes do fim do compacto, havendo preocupação em relação à componente de infra-estruturas, particularmente estradas cujo grau de execução se mostra aquém do desejável, tendo em conta o tempo que falta para o fecho do compacto.

No domínio das infra-estruturas, o incumprimento dos prazos de execução das obras está relacionado com os atrasos verificados na mobilização dos equipamentos necessários para a sua execução, por parte dos empreiteiros, particularmente no sector de estradas.

Todavia, segundo Paulo Fumane, director executivo do MCA, estão criadas as condições para o cumprimento da meta de entrega de 140 mil títulos de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT), no âmbito do projecto de acesso seguro à terra, que abrange alguns distritos e municípios.

Em relação ao programa de combate à doença de amarelecimento letal do coqueiro, enfermidade que vitimou mais de metade dos 15 milhões de palmares da província da Zambézia, Paulo Fumane manifesta-se igualmente optimista.

Nas zonas abrangidas pelo programa de combate ao amarelecimento letal do coqueiro, avaliado em 19 milhões de dólares, conseguiu-se reduzir o nível de incidência da enfermidade para um porcento ou 0,83 por cento.

Em 2007, o Governo dos Estados Unidos colocou à disposição de Moçambique, 506,9 milhões de dólares para serem aplicados, em cinco anos, nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Zambézia, na reabilitação de estradas, sistemas de abastecimento de água e saneamento do meio, melhoramento da renda na agricultura e acesso seguro da terra.

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CNE abre candidaturas

Nos termos do calendário do sufrágio eleitoral para as eleições autárquicas, o período de apresentação das candidaturas inicia a 7 de Agosto e termina a 6 de Setembro de 2013. Segundo determinação da CNE, os partidos políticos, as coligações de partidos políticos e os grupos de cidadãos eleitores proponentes apresentam as listas de candidaturas pelos municípios em que concorrem perante a Comissão Nacional de Eleições, sita na Rua Dr. Almeida Ribeiro número 100, na cidade de Maputo, no período normal de expediente, das 7:30 horas às 15:30 horas de segunda a sexta-feira.

Tratando-se de grupos de cidadãos eleitores proponentes ao nível das províncias, o processo de pedido de apresentação de candidaturas é remetido na respectiva Comissão Provincial de Eleições, respeitando aquele horário.

O processo de candidatura é recebido pela Comissão Nacional de Eleições a nível central e pelas comissões provinciais de eleições ao nível das províncias onde decorre o processo eleitoral autárquico. A candidatura que não for acompanhada do respectivo processo individual e ou não conferir com os documentos comprovativos da sua identificação é considerada inválida e consequentemente a candidatura não apresentada, devendo ser devolvida por insuficiência de documentos no processo, nos termos da lei.

As reclamações relativas à candidatura são reduzidas a escrito e seguem os termos legais de contencioso eleitoral. A instrução da proposta de candidatura do Presidente do Conselho Municipal consiste na junção, estruturação e ordenamento dos documentos dentro do processo individual apresentado pelos partidos políticos, coligações de partidos políticos ou grupos de cidadãos eleitores proponentes com vista a uma melhor organização e condução junto à Comissão Nacional de Eleições ou Comissão Provincial de Eleições respectiva.

Os restantes requisitos exigidos para apresentação das candidaturas constam da lei e, segundo o porta-voz da CNE, João Beirão, já são do conhecimento dos partidos políticos, coligações de partidos políticos e grupo de cidadãos interessados no processo. João Beirão apelou para que a lei seja consultada constantemente e a cada momento, de modo a se evitar constrangimentos.

Entretanto, terminado que foi terça-feira o prazo de manifestação do interesse em candidatar-se para as eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo, a CNE confirmou ontem a inscrição legal e definitiva dos partidos MDM, JPC, PAHUMO, FRELIMO, PT, Ecologista, MPD, PIMO, PARENA, Os Verdes de Moçambique, ALIMO, PDD e PPLM, bem como dos grupos de cidadãos ASSEMONA, ASTROGAZA, NATURMA e SINFORTÉCNICA.

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PJ preocupado com degradação de valores nos jovens

Num comunicado de imprensa a que a nossa fonte teve acesso, aquela plataforma cívica manifestou-se contra o actual cenário de “super promoção de drogas ilícitas, em particular do álcool no nosso país, aliado ao histórico fenómeno da existência de barracas próximas dos estabelecimentos de ensino.

“Nos últimos três meses temos vindo a acompanhar, tanto pelos midas assim como pela realidade dos factos, que em Maputo há uma promoção de cervejas de quase todo o tipo, que consiste em vender três cervejas por cem meticais, popularmente conhecida como 3-100. Com efeito, esta situação pode significar o aumento vertiginoso do consumo de álcool entre todas as camadas da sociedade, em particular da juventude, permitindo assim que Maputo se transforme numa capital de álcool e de alcoólatra, o que constituiria um perigo para a saúde e segurança públicas”.

Na óptica desta agremiação, estas promoções podem concorrer para o que consideram de fragilização do tecido social e, a criação de um ambiente propenso para a criminalidade, o baixo desempenho académico e profissional, o aumento do número de locais de venda de álcool, os casos de agressão física e de acidentes de viação, bem como o agravamento da situação de pobreza e a decadência dos princípios socialmente aceitáveis, entre outros males que põem em decomposição a sociedade.

Para o PJ, importa analisar “porque é que um livro está mais caro que uma cerveja, servindo para comprar mais de trinta cervejas, pelo que convidamos a reflexão sobre os interesses por detrás das facilidades de acesso aos bens de destruição maciça da nossa própria capacidade de sermos íntegros”.

No mesmo comunicado distribuído ontem,  a imprensa, em Maputo, a organização refere estar também preocupada com a segurança rodoviária, a segurança pública e a segurança social, bem assim a “ausência de dados que dimensionem o problema, instando para uma abordagem única para drogas lícitas e ilícitas, tendo em conta o seu impacto social, económico, ambiental e político”.

Igualmente o comunicado dá conta da preocupação do PJ relativamente as campanhas de publicidades pró-consumo de drogas lícitas que superam em qualidade, alcance, periodicidade e investimentos as campanhas de prevenção, reabilitação e combate do uso abusivo destas mesmas drogas.

Instam igualmente ao Executivo ao Parlamento no sentido de continuar a empreender esforços no sentido de por termo a estas práticas em prol duma geração sã de jovens.

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No âmbito dos ODM: Mais de 60 milhões de euros para reduzir a fome no país

Para o efeito, foi ontem lançado, em Maputo, um programa denominado Acelerar o Progresso para o Alcance do Objectivo do Desenvolvimento do Milénio 1, alínea C, em Moçambique, que consiste na erradicação da pobreza extrema, reduzindo para metade, a percentagem de pessoas que sofrem de fome.

A iniciativa vai beneficiar sobretudo os três pilares essenciais em que a segurança alimentar se baseia, a saber: a disponibilidade de alimentos, o acesso aos mesmos e a qualidade nutricional.

O programa da União Europeia (UE) e do governo de Moçambique vai permitir o melhoramento da produção de agricultores e pescadores de pequena escala, facilitando o acesso a insumos, tais como sementes, fertilizantes, redes de pesca e outros instrumentos.

Para tal, estima-se em 200 mil as famílias a serem contempladas nos 46 distritos já identificados nas províncias de Centro e Norte do país.

Em representação das três agências das Nações Unidas envolvidas neste programa, Castro Camarada manifestou a satisfação do sistema, pelo facto de o governo de Moçambique estar a promover a segurança alimentar e nutricional no país, no espírito da redução da pobreza no seio da população mais vulnerável.

No evento que contou com a participação de para além de técnicos do Secretariado Técnicos de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), de representantes dos ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio, das Pescas, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Eurico Banze, lançou um apelo no sentido de haver uma monitoria permanente como forma de resposta à componente de prestação de contas a quem nos tem apoiado, em alusão aos parceiros da União Europeia.

Defendeu que uma monitoria minuciosa é não somente uma porta de acesso a apoios futuros por parte dos parceiros como também uma questão da própria imagem do país, pois uma única falha ainda que em detalhes pode manchar a reputação do país.

O apoio à Moçambique surge no contexto de uma acção global designada “Iniciativa ODM” com o qual a União Europeia financia com mil milhões de euros a nível mundial, em acções que visam apoiar os países que correm riscos de não cumprirem as suas metas até 2015, necessitando deste modo de esforços adicionais.

Em Moçambique, a iniciativa será executada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola FIDA, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FAO, o Programa Mundial para a Alimentação (PMA), o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar (SETSAN),estas acções a serão coordenadas pelo Ministério da Agricultura MINAG.

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Unir-se e remover obstáculos – apela primeira-dama à nova direcção da OMM

A primeira-dama pronunciou estas palavras, na qualidade de presidente da OMM, momentos depois de apresentar publicamente a nova direcção, acto que teve lugar, na tarde de ontem, na cidade de Maputo.

Maria da Luz Guebuza apontou a violência, o tráfico de seres humanos, a pobreza e as doenças, como sendo alguns constrangimentos que interferem no desenvolvimento da mulher. Apelou aos membros da OMM que promovam a auto-estima e a moçambicanidade, educação cívica e moral nas famílias e nas escolas para uma maior unidade nacional e preservação da paz.

“Reafirmamos que este momento de apresentação dos órgãos de direcção executiva e de fiscalização da OMM deve servir de compromisso para que toda a mulher participe activamente na elevação do bem-estar dos moçambicanos, e desta forma honrar os ideais que nortearam a criação da OMM”, observou Maria da Luz Guebuza.

Na ocasião, a presidente da antiga e maior organização feminina do país exortou aos membros e simpatizantes daquela organização para que colaborem com a nova direcção de modo a alcançarem os objectivos que norteiam a OMM.

“No seu dia-a-dia, guiar-se-ão pelos princípios da Frelimo. A unidade Nacional, o espírito de sacrifício e a coesão, serão igualmente os alicerces que nortearão o trabalho da direcção executiva e da fiscalização da OMM.

Fazem parte da direcção executiva Maria de Fátima Pelembe (secretária-geral), Manuela Machute, Becas Fernandes e Clara Pugas (membros do secretariado nacional) e para o conselho fiscal foi eleita Rosália Lumbela e vogais Manuela Mapunge e Modesta Daniel.

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Acesso à terra: Maputo pretende melhorar a fiscalização

Estes dados foram tornados públicos, ontem, na Vila da Namaacha, província de Maputo, no decurso da VIII Reunião Nacional de Terras e Florestas, subordinada ao tema “Por uma Utilização Sustentável e Aproveitamento Integral dos Recursos Terra, Florestas e Fauna Bravia”.

O encontro que termina amanhã, tem dentre vários objectivos propor mecanismos práticos de fiscalização efectiva da terra, garantir o cumprimento das normas estabelecidas para a fiscalização de DUAT e garantir a execução dos planos de exploração ou de projectos de investimentos.

Na VII reunião que contou com a presença do Director Nacional de Terras e Florestas, Simão Joaquim, directores provinciais e outros quadros do ministério da Agricultura, vai procurar, igualmente, garantir a fiscalização efectiva de terras com destaque para parcelas autorizadas e localizadas nas zonas com maior potencial agrícola e demanda de terras no país, bem como garantir o cumprimento das obrigações fiscais e do prazo das demarcações.

A Reportagem do “Notícias” soube que todos os pedidos de ocupação formal de terras estão sujeitos à fiscalização de acordo com os prazos de autorização provisória estabelecidos por lei, sendo dois anos para estrangeiros e cinco para os nacionais.

A grande extensão do país, aliada à escassez dos recursos humanos, financeiros e materiais constitui os principais constrangimentos do Estado de fiscalizar o exercício pleno desta actividade.

Por exemplo, dados em nosso poder indicam que desde 1987 a 2012 foram autorizados 47.430 processos de DUAT, correspondentes a uma área de 17. 705.118,91 hectares. Deste número, de 2005 a 2012 foram fiscalizados 8.195 processos numa área de 4.799.066,89 hectares, correspondente a 27 porcento da área autorizada.

Estes dados ilustram claramente os desafios que se colocam ao sector de fiscalização da terra.

Os trabalhos de fiscalização realizados mostram que muitos titulares não usam as terras que detêm, levando ao surgimento de parcelas de terra em situação de ociosidade em todo o país.

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Mais doentes do HIV/SIDA têm acesso ao TARV

A directora provincial de Saúde, Carla Mosse Lázaro, disse há dias em Banga, distrito de Tsangano, que o centro de saúde local recentemente inaugurado vai introduzir o tratamento anti-retroviral para atender as comunidades residentes em sua volta.

“Esta unidade sanitária possui todos os itens para a prestação de todo tipo de cuidados sanitários às comunidades. Para além de triagem, maternidade, PAV, farmácia, possui ainda um laboratório e água e energia permanente, condição essencial para o tratamento anti-retroviral” – disse Carla Mosse Lázaro.

Nos últimos dois anos, as autoridades sanitárias de Tete expandiram o tratamento aos doentes padecendo do HIV/SIDA nos centros de saúde nas localidades de Inhangoma, distrito de Mutarara, Chinvano, em Angónia, Nzadzu e Vila Mwaladzi, no distrito de Chifunde, Mavudze Ponte, Cateme, em Moatize, Ntengo Wambalame, em Tsangano, bem como em Dzunga e Missawa e no distrito de Changara.

“Para acompanhar esta acção, os técnicos da saúde estão empenhados na reciclagem e treinamento de activistas nas comunidades para serem os multiplicadores de informação sobre o teste de HIV/SIDA e promover a criação de grupos para educadores de pares sobre saúde sexual reprodutiva e HIV/SIDA”- referiu a nossa fonte.

Aquela gestora da área da saúde assegurou à nossa Reportagem que com a expansão do tratamento de anti-retroviral a província registou até finais de 2012, um número de 3.242 novas pessoas, elevando deste modo para um cumulativo de 17.577 beneficiários do tratamento anti-retroviral em toda a província.

“A província nos últimos dois anos está a notificar uma redução em 3 por cento do número de casos de SIDA notificados, tendo passado de 1.773 casos, em 2011, para 1.720, em 2012. O número de óbitos reduziu em 20,7 porcento, ao passar de 435 mortos, em 2011, para 345, em 2012”- revelou a directora provincial da Saúde, em Tete.

Relativamente a outras doenças endémicas que mais preocupam as autoridades governamentais do país como a malária e doenças diarreicas, a província de Tete está a registar uma ligeira redução devido ao intenso trabalho preventivo levado a cabo pelas instituições sanitárias em colaboração com as comunidades, orientadas pelos seus respectivos líderes comunitários que estão a prestar um apoio positivo na sensibilização e mobilização da população para a sua aderência massiva nas campanhas de prevenção de doenças.

“Estamos de ano para ano a registar uma participação massiva das comunidades durante as campanhas de sensibilização para a construção e uso correcto de latrinas, coloração da água e lavagem correcta das mãos o que permite que a província nos últimos dois anos não regista a eclosão do surto de diarreias ou cólera” – disse Carla Mosse.

Tete conta actualmente com uma rede sanitária constituída por 110 estabelecimentos, sendo um hospital provincial, três hospitais rurais e 106 centros de saúde cobertos por cerca de 60 médicos, 34 dos quais encontram-se colocados em todos os distritos com maior destaque para Angónia, Moatize e Cahora-Bassa em que há mais do que um médico.

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Mega-projectos impulsionam negócios

Hoje, a cidade de Tete e a vila de Moatize estão a conhecer uma crescente implantação de estabelecimentos comerciais, trazendo empreendedores e investimentos de vários pontos do globo onde a procura de oportunidades de negócios já está a tomar conta dos espaços vazios e até gerando alguns conflitos com os naturais na sua disputa.

O comerciante mais antigo e natural da cidade de Tete, Abdul Gafar Bega, disse ao nosso jornal que a vinda de mais investidores na área de comércio não periga de forma nenhuma os naturais ou outros radicados há bastante tempo naquela parcela do país.

“Aqui há mercado para todos, por isso não há conflitos de interesses entre os comerciantes. Até porque nos últimos anos há uma grande avalanche de comerciantes estrangeiros na cidade de Tete e vila de Moatize onde estão a realizar o seu negócio na área imobiliária e na comercialização de produtos de primeira necessidade e de material de construção civil” – disse Bega.

O nosso interlocutor apontou que muitos dos agentes económicos provenientes de países vizinhos e membros da SADC estão a trazer vantagens e ganhos para a província em particular e o país em geral, através de impostos e o desenvolvimento de infra-estruturas sociais e económicas em Tete.

“Não há muita parceria entre os comerciantes. Como a nossa politica é de mercado aberto aos investidores estrangeiros, eles chegam e no âmbito da SADC investem directamente com o seu capital em vários domínios comerciais por isso não tenho visto muita parceria neste aspecto” – disse a nossa fonte.

Abdul Bega referiu-se ainda que alguns dos investidores como é o caso dos chineses e outros asiáticos estão a impulsionar o comércio rural com a sua instalação em alguns dos distritos, como são os casos do planalto de Angónia-Marávia, Cahora-Bassa, Changara, Moatize e Mágoè.

“A província é extensa e há mercado e espaço para todos. Aquilo que nós, naturais, não colocamos à disposição da população, eles trazem o que contribui para o melhoramento do negócio em termos de diversificação de mercadoria assim como do preçário” – acrescentou Gafar Bega.

Para um melhor entrosamento entre os comerciantes, segundo Gafar Bega, há uma necessidade de reactivação da Associação Comercial de Tete, onde serão enquadrados todos os agentes económicos envolvidos no ramo de comércio naquela região do país.

“A Associação Comercial de Tete existiu mesmo antes da independência nacional só que não está reactivada. No seu lugar nasceu a Associação dos Agentes Económicos, estrutura que não funciona devidamente o que está a contribuir para a dispersão dos empresários” – disse Bega.

O nosso entrevistado acrescentou que o actual molde de funcionamento da Associação dos Agentes Económicos de Tete não engloba a todos os investidores em várias áreas de negócios na província e não realiza encontros periódicos com os seus associados para ultrapassar uma série de insatisfação que reina no seu seio.

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Técnicos agrários querem tracção animal e mecanização

Os técnicos adiantaram que, deste modo, vão implementar as iniciativas do governo da província que está desde o ano 2011, a introduzir preços bonificados nas comunidades empenhadas na produção agrícola, sendo o exemplo a grande facilidade de pagamento a uma série de maquinarias e alfaias como um incentivo para permitir um aumento e alargamento das áreas de cultivo.

“O nosso objectivo é a criação de capacidades no seio dos agricultores no âmbito do vasto programa de produção de comida, um dos factores de combate à pobreza no meio rural. Queremos evitar no máximo que os produtores de comida encontrem obstáculos para o aumento dos seus níveis de produtividade e produção, assim como a diversidade de culturas para uma agricultura sustentável” – disse Constantino Alexandre, chefe dos serviços de Agricultura na direcção provincial em Tete.

Aquele responsável apontou que 56 tractores agrícolas adquiridos pelo governo foram alocados em 2011, a alguns potenciais agricultores privados e associações de camponeses, numa operação que abarcou todos os distritos da província, enquadrado numa acção em curso desde o ano 2006.

Constantino Alexandre sublinhou que os fundos direccionados pelo governo através dos sete milhões de meticais estão a dar um grande impulso às comunidades rurais para o alargamento dos seus campos de produção, aumentando a disponibilidade de comida com maior destaque para cereais.

O nosso entrevistado referiu que nos últimos anos, os serviços de Agricultura em Tete estão empenhados num grande desafio que consiste numa maior abrangência na assistência técnica aos produtores, o relançamento da avicultura, o fomento da apicultura como parte da estratégia para travar as queimadas descontroladas, a manutenção da liderança nacional da produção de batata reno de qualidade e de efectivos de gado bovino e caprino.

“Queremos garantir a sanidade animal, incluindo o combate à raiva, o reflorestamento comunitário, no quadro do cumprimento das orientações presidenciais: ”Um líder, uma Floresta” e “Um aluno, uma planta” e a capacitação e formação dos dirigentes, no âmbito do lema” Um dirigente, um extensionista”-finalizou Constantino Alexandre.

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MALHAMPSENE: Bandidos matam e roubam

O corpo da vítima foi visto cerca das 6.00 horas por vizinhos e sem sinais aparentes de agressão ou violação sexual. Ao que apuramos, o caso deu-se pouco depois das 23.00 horas quando a vítima regressava da escola e foi interpelada por um grupo de malfeitores que se apoderou dos seus bens de que na altura era portador.

Alcinda Mucavel, vizinha e amiga da malograda, conta que o primeiro sinal de que qualquer coisa não estava bem foi ter encontrado a carteira da Carla no chão quando caminhava em direcção à paragem a fim de tomar o autocarro, como era habitual.

“Depois de me preparar para ir ao serviço, liguei para que fossemos juntas, como era habitual, mas o telefone dela não chamava. Fui caminhando em direcção à paragem, mas só que há 200 metros da casa dela, vi a carteira dela no chão sem nada e a seguir o corpo estatelado à entrada do quintal”, narra Alcinda.

No local onde o corpo foi encontrado, havia sinais de a vítima ter caído morta após oferecer resistência a alguma acção. A irmã da finada, Regina Muiambo, acredita que os bandidos a tenham sufocado até perder a vida.

Vizinhos dizem não terem ouvido gritos, num caso que se deu num bairro, onde os moradores se queixam da falta de segurança nos últimos dias.

Os residentes daquela zona contam que o índice de criminalidade aumentou e que os agentes da lei e ordem não têm sido capazes de controlar o fenómeno. Em pouco menos de um mês, seis viaturas foram roubadas e duas residências assaltadas em dois quarteirões daquele bairro.

“Os roubos têm acontecido com frequência. Os meliantes fazem tempo numa barraca próxima do quarteirão, à espera que as vítimas recolham para começar a actuar. Em menos de quatro semanas perdemos viaturas e electrodomésticos e agora aconteceu este caso de homicídio”, referiu a amiga da finada.

Entretanto, a Polícia, através do porta-voz do Comando Provincial em Maputo, Emídio Mabunda, disse ao fim da manhã de ontem que ainda não possuía informações sobre as circunstâncias em que Carla Muiambo encontrou a morte, mas garante que o caso será esclarecido a breve trecho.

“Há um trabalho que a corporação está a fazer com vista o esclarecimento do caso e para se conhecer os possíveis autores do crime e responsabilizá-los pelos seus actos.”, garantiu o porta-voz da Polícia a nível do Comando Provincial de Maputo.

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Camponeses queixam-se ao PR de preços baixos

Esta inquietação foi manifestada ontem pela população ao Chefe do Estado durante um comício popular realizado no âmbito da presidência aberta que Armando Guebuza realiza à Zambézia e que termina hoje.

Na ocasião, os produtores, convidados pelo estadista, em número de dez, para falarem dos seus problemas, afirmaram que os camponeses não têm a capacidade de estipular o preço dos seus excedentes, limitando-se a entregá-los, de acordo com os valores definidos pelo comprador.

O posto administrativo de Mulela teve, na campanha agrícola 2011/2012, uma produção agrícola de 63.818 toneladas de produtos diversos, o que corresponde a um crescimento de 5.4 pontos percentuais em relação à safra anterior.

Destes produtos, destaque vai para culturas alimentares, como milho, mapira, arroz, leguminosas e tubérculos.

Para além desta dificuldade, constitui, igualmente, preocupação dos habitantes de Mulela o alargamento da rede sanitária, como seria a construção de uma maternidade na sede do posto e de um hospital rural que possa atender a varias situações de doenças, com maior acuidade para a hérnia, enfermidade que é frequente na região.

No rol das preocupações que o Presidente classificou-as como o reflexo dos problemas que os moçambicanos, no geral, estão a viver, consta ainda o alargamento da rede do sistema de abastecimento de água potável, desemprego, burocracia, reabilitação e/ou construção de estradas e pontes, para além de colocação de um estabelecimento de ensino secundário do segundo grau, e por que não, de uma universidade.

Comentado, Guebuza disse serem questões que resultam do desenvolvimento que o país está a registar hoje.

Na mesma perspectiva, disse que o Governo está determinado a combater a pobreza e que nesta caminhada há ganhos a registar. Falou, por exemplo, da existência de escolas até ao nível secundário do primeiro grau, situação que não se verificava há cinco/seis anos atrás; referiu-se à existência de telefonia móvel, que permite a comunicação entre os moçambicanos; falou da abertura de cada vez mais furos de água potável, do acesso a cada vez melhor vestuário por parte da população, entre outras realizações.

“Contudo, ainda há moçambicanos que não conseguiram ter tudo o que precisam. Isso ainda é pobreza. É pobreza não ter água potável; é pobreza não ter casa adequada para viver; é pobreza não ter escolas suficientes; é pobreza não ter trabalho na machamba, na pesca; é, também, pobreza não ter energia eléctrica”, elucidou o Presidente.

De acordo com o Chefe do Estado, para que país tenha sucesso na luta contra este mal social é necessário que os moçambicanos se mantenham unidos, preservem a paz e promovam o diálogo.

Assim, voltou a referir-se à importância de cada um destes elementos, que, segundo sublinhou, constituem peças fundamentais para o sucesso da luta contra a pobreza.

“Com a paz, unidade nacional e permanente diálogo poderemos, daqui a alguns anos, falar da pobreza como um assunto que nos afectou no passado. Se calhar nós não iremos viver essa fase, mas os nossos filhos poderão viver outra realidade. Eles poderão ter energia eléctrica, telefones celulares, boa roupa, boas estradas, andar de bicicleta, de motorizada e até de carro”, vaticinou.

Armado Guebuza termina hoje, no distrito de Milange, a presidência aberta de cinco dias que efectuou à Zambézia. De Milange, o Chefe do Estado segue para Mutarara, na província de Tete, onde, também vai trabalhar durante cinco dias, num programa em que consta ainda a homenagem, naquele ponto, ao herói nacional, Francisco Mayanga.

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Botswana poderá exportar carvão a partir de Maputo

Ontem, delegações governamentais de Moçambique e daquele país membro da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) mantiveram encontros em Maputo para avançar com as negociações no sector do carvão e estreitar a cooperação existente entre ambos.

Moçambique e Botswana já possuem um memorando de entendimento assinado em 2011, visando a construção de um porto de águas profundas em Techobanine, distrito de Matutuine, província de Maputo, e uma linha-férrea de 1100 quilómetros ligando os dois países.

O projecto de construção destas duas infra-estruturas continua a marcar passo, mas o Botswana pretende diversificar e viabilizar, a breve trecho, as exportações de carvão e importação de combustíveis através de portos nacionais.

A visita dos governantes tswanas a Moçambique começou com uma escala ao Museu Nacional de Geologia, tendo se seguido um encontro com a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias. No período da tarde, a delegação tinha agendado uma deslocação ao Porto de Maputo, local por onde poderão ser feitas as primeiras exportações de carvão daquele país.

No final do encontro de ontem, a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias garantiu que o Governo moçambicano já avançou na concessão de um espaço no Porto de Maputo, para a exportação do carvão do Botswana faltando apenas que este país avance com a iniciativa.

Tal como Moçambique, o Botswana é detentor de enormes reservas de carvão mineral e nos últimos tempos depara-se com o problema de escoamento devido ao congestionamento dos portos sul-africanos.

A delegação tswana integrava os Ministros da Energia, Kitso Mokaila, e dos Transportes, Nomofo Molefhi, cuja agenda no nosso país, contemplava o estreitamento da cooperação e, acima de tudo, o desenvolvimento de rotas viáveis de exportação de carvão bem como a diversificação das fontes de combustíveis para aquele país e manifestou-se satisfeita com as conversações com a parte moçambicana. “Estamos em Moçambique para estreitarmos a cooperação com o Governo moçambicano. Temos interesses comuns a atingir sobretudo para o desenvolvimento integrado dos dois países”, indicou fonte governamental do Botswana.

Outras informações indicam que para além da exportação do carvão mineral, o Botswana está interessado na possibilidade de estabelecer aquisições conjuntas com Moçambique de produtos petrolíferos num esforço de realizar economias de escala para os dois países.

Noticias

Manica já exporta macadâmia para a China

A província de Manica, centro de Moçambique, já iniciou o processo de exportação da macadâmia para a Republica da China.

O produto, que constitui matéria-prima para o fabrico de chocolate, óleo alimentar e sabão, está a ser exportado a partir do Porto da Beira, concluídas que foram em 2012, em Báruè, as obras de implantação da respectiva fábrica de processamento.

Com efeito, segundo o “Noticias”, grandes extensões desta cultura já foram implantadas na Serra-Chôa, onde está a ser implementado um projecto de produção desta cultura de rendimento que está a ser levado a cabo por uma empresa zimbabweana de origem britânica, actualmente baseada na África do Sul.

Trata-se da Valey Of Macs que desde o ano passado já colocou 58 toneladas de macadâmia no mercado chinês, depois da entrada em funcionamento da referida indústria de processamento.

Com cerca de 250 hectares desta cultura, a empresa pretende incrementar a sua produção, duplicando a área de cultivo com a abertura de outros 250 hectares, perfazendo 500. Para além da empresa, adianta o jornal, as populações de Serra-Choa já estão a abraçar aquela cultura, devendo comercializar o produto a empresa fomentadora, a Vale of Macs.

O trabalho decorre com assistência técnica daquela firma de modo a assegurar a qualidade necessária para a sua colocação no mercado internacional. A China é, presentemente, a potencial compradora da macadâmia do posto administrativo de Chôa, distrito de Báruè, que nos últimos anos conheceu considerável avalanche no tocante ao investimento externo, sobretudo no sector agro-pecuário.

Cerca de quatro milhões de dólares foram aplicados pelo Vale of Macs, para a materialização do projecto em alusão, cuja execução iniciou em 2007. Este é o valor previsto para o projecto, estando a empresa neste momento empenhada no aumento das áreas de cultivo, antes de começar a pensar em lucros.

RM

500 milhões de meticais para as dez novas autarquias locais

O Governo moçambicano vai alocar 500 milhões de meticais (cerca de 17 milhões de dólares norte-americanos) para as 10 novas autarquias locais, que entrarão em funcionamento em 2014, depois das eleições autárquicas agendadas para 20 de Novembro próximo.

Ao revelar o facto, o director nacional do Desenvolvimento Autárquico, Manuel Alberto disse que o valor vai servir para a construção e reabilitação de infra-estruturas locais para adequa-las as novas exigências de funcionamento.

As novas autarquias são constituídas pelas vilas de Boane, na província de Maputo, Quissico (Inhambane), Nhamatanda (Sofala), Sussundenga (Manica), Nhamayábué (Tete), Maganja da Costa (Zambézia), Malema (Nampula), Chiúre (Cabo Delgado) e Mandimba (Niassa).

“As infra-estruturas devem corresponder as novas exigências da região autarcizada com destaque para o saneamento do meio, reabilitação das vias de acesso, iluminação pública, recolha de resíduos sólidos, mercados, cemitérios e gestão da educação primária”, disse Alberto, citado pelo jornal governamental “Moçambique”.

Segundo Manuel Alberto, nestes locais o Estado e que fazia a intervenção para a provisão dos serviços básicos e com a descentralização autárquica, este deixa de intervir de forma directa e as actividades passam a ser exercidas pelas lideranças eleitas localmente.

Para que esta iniciativa ganhe corpo, segundo o director nacional, e necessário que os munícipes contribuam com recursos e ideias para que a capacidade financeira da autarquia seja forte para responder ao princípio de autonomia administrativa e financeira.

A autonomia administrativa e financeira, segundo a fonte, pressupõe a existência de recursos próprios, para que as novas autarquias possam decidir sobre as acções que precisam de realizar no âmbito do desenvolvimento económico e social com base na participação dos munícipes e do sector privado.

A criação das 10 novas autarquias foi aprovada pela Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, em Maio ultimo. De acordo com os cálculos efectuados na altura, esta teria um impacto de 501,6 milhões de meticais no Orçamento do Estado, com efeitos a partir de 2014.

Com esta medida, que foi aprovada pelo parlamento com anuência da bancada da Frelimo, partido no poder, e do Movimento Democrática de Moçambique (MDM), da oposição e boicote da Renamo, Moçambique passa a contar com 53 municípios, contra os actuais 43.

RM

Estatuto do Médico vai hoje a debate na Assembleia da República

O Estatuto do Médico na Administração Pública vai hoje a debate na sua generalidade em sede da Assembleia da República, em Maputo. Trata-se de uma proposta de lei da iniciativa do Governo, que pretende estabelecer os direitos e deveres, os regimes jurídico, administrativo e profissional dos médicos, constituindo, isso, um instrumento dinamizador e mobilizador da profissão.

Na sua fundamentação, o Governo refere que a proposta de lei que aprova o Estatuto do Médico na Administração Pública toma em conta o papel social destes profissionais na promoção e defesa da saúde pública dos cidadãos e na formação.

Indica ainda que os médicos desempenham um papel importante na formação de profissionais da saúde e na investigação clínica e farmacoclínica, biomédica, epidemiológica e do sistema de saúde.

Para o Governo, são objectivos da presente proposta de lei estabelecer os deveres e direitos dos médicos; definir o regime de exclusividade na Administração Pública, regulamentar a responsabilidade profissional em caso de prejuízos para terceiros, institucionalizando, para o efeito, a obrigatoriedade para os médicos de um seguro profissional.

Constituem ainda objectivos da proposta governamental fixar a obrigatoriedade de dois anos de serviço na comunidade ou de serviço comunitário de medicina antes de concorrer para a entrada em determinada especialidade, podendo, transitoriamente, o período de dois anos ser reduzido para a metade em caso de necessidade de entrada directa para o pós-graduação em especialidades com escasso número de médicos especialistas e consideradas prioritárias.

A presente proposta de lei pretende igualmente estabelecer as carreiras especificamente para os médicos, as correspondências entre categorias profissionais e funções e as mudanças de carreiras e equiparações; regular as promoções nas carreiras de uma categoria à seguinte, sendo necessário que, para tal, nas carreiras hospitalar, saúde familiar e comunitária e saúde pública se faça por exame que será da responsabilidade dos diversos colégios de especialidade da Ordem dos Médicos. Aqui se exceptua a Carreira de Médico de Clínica Geral.

Pretende ainda o estatuto assegurar o prestígio da profissão e da classe médica e permitir a fidelização dos médicos à Administração Pública, de modo a que a população moçambicana tenha acesso aos melhores profissionais.

Ainda hoje, a plenária da Assembleia da República vai apreciar na especialidade as propostas de revisão da Lei 9/2009, de 11 de Marco, lei que fixa a organização, composição e funcionamento do Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa e da Lei 25/2009, de 9 de Setembro, Lei Orgânica da Jurisdição Administrativa.

Noticias

Para breve fim do ‘isolamento’ de Tambara: Iniciam obras da ponte sobre rio Muira

Está já em curso o levantamento topográfico visando a construção da ponte sobre o rio Muira. A actividade consubstancia o início pleno da edificação da ponte mais esperada na província de Manica, sobre a qual passarão a transitar livremente pessoas e bens no período chuvoso, de e para o distrito de Tambara, facto que não acontecia com a ausência desta infra-estrutura.

Aquele curso periódico de água tem cortado sistematicamente, em período chuvoso, a comunicação rodoviária entre o distrito de Tambara e o resto da província de Manica, assim como com outros pontos do país, criando graves transtornos as populações e comerciantes locais.

As obras em referência estão a cargo da construtora portuguesa Soares da Costa que venceu o concurso público de adjudicação do empreendimento recentemente lançado pelo governo moçambicano. Dados a que tivemos acesso indicam que o projecto vai durar 24 meses e será concluído nos finais de 2014.

O empreendimento vai ser erguido na estrada regional 529, que estabelece a ligação entre a N7, na região de Calingamuzi, em Guro, e a sede do distrito de Chemba, na província de Sofala.

Esta obra de arte integra um lote de nove pontes projectadas para as províncias de Manica e Sofala, sendo que na primeira província vão ainda ser erguidas outras duas, sobre os rios Tchidji e Samsabwe, todas no distrito de Tambara e na mesma estrada.

No que a dimensões diz respeito, a ponte em referência vai comportar 300 metros. Para a efectivação do projecto, a Administração Nacional de Estradas (ANE) vai investir mais de 138 milhões de meticais, disponibilizados pelo governo moçambicano.

No global, foram desembolsados 760 milhões de meticais para todas as pontes integradas no lote, nas províncias de Manica e Sofala. As restantes pontes vão custar o equivalente a 484 milhões de meticais. Para a província de Sofala prevê-se a construção de pontes sobre os rios Sangadzi 1, Sangadzi 2, Pompue, Macuca e Bhagucha.

O isolamento cíclico de Tambara em todas as épocas chuvosas, tem propiciado o agravamento do custo de vida e atrasado as iniciativas de desenvolvimento daquele distrito ribeirinho.

Este cenário não só transtorna como também castiga os mais de 42 mil habitantes que povoam o distrito e já de si expostos ao sofrimento ao estarem sujeitos a um duplo problema que consiste na fraca produção agrícola, por um lado, e por outro, na crónica falta de transporte de passageiros e carga, com maior incidência no tempo chuvoso.

Em tempo seco, Tambara é ciclicamente afectado pela estiagem e na época chuvosa, aquele distrito enfrenta, invariavelmente, o isolamento e as inundações. Como consequência, os produtos básicos, alimentares e não alimentares, têm sofrido substancial agravamento no mercado local.

Durante as suas presidências abertas, o Chefe do Estado, Armando Guebuza, vinha sendo confrontado com a população local sobre a problemática da falta de ponte sobre o rio Muira. A construção da ponte vem a responder tal preocupação.

RM

Antiga directora provincial de saúde vai a julgamento por desvio de fundos

Pelo menos quatro processos distintos sobre casos de corrupção em algumas instituições do Estado vão brevemente ao julgamento, sendo o primeiro relativo a desvios de dinheiro na Saúde, na província de Maputo, segundo escreve o jornal Notícias.

O caso de Maputo tem como réus uma antiga directora provincial de Saúde e um dos chefes do sector, que através de um esquema de simulação de reparação de carros na oficina de um indivíduo, co-réu no processo, sacaram 54 mil meticais, num expediente que tinha em vista retirar cerca de 150 mil MT da instituição.

Sem revelar os nomes, Bernardo Duce, um dos procuradores do Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC) e porta-voz do órgão, disse ontem em Maputo que este caso faz parte de um dos quatro processos submetidos em Julho para julgamento, tendo o Tribunal Judicial da Matola já marcado a sessão para quinta-feira, 8 de Agosto corrente.

O Gabinete acusou ainda um comandante distrital da Polícia em Inhambane que celebrou contratos para policiamento com firmas públicas e privadas. Para o efeito, orientou os seus agentes para que nos dias de folga fossem garantir segurança àquelas unidades, exercício que lhe permitiu amealhar 117 mil meticais.

Corre ainda, segundo Duce, um outro processo contra cinco agentes da Polícia de Investigação que, tendo tomado conhecimento de que três indivíduos detidos em conexão com um certo crime seriam iminentemente soltos por ordem da Procuradoria, cobraram 26 mil meticais aos familiares supostamente para facilitar a libertação das pessoas. O caso deu-se na Matola e será julgado pelo Tribunal da Machava.
Em Nampula, o Gabinete local de Combate à Corrupção acusou um director distrital de uma cadeia que se terá envolvido na soltura ilegal de um detido mediante recepção de três mil meticais.

Naquela mesma província, foi remetido ao tribunal um processo em que se acusa um chefe de Serviços Distritais de Administração e Finanças de ter delapidado o Estado em 29 milhões de meticais desde 2008. O acusado criou uma empresa que passou a fornecer material de escritório, fardamentos e alimentação ao distrito, num negócio em que ele era simultaneamente o vendedor e cliente.

No geral, aquela unidade da Procuradoria-geral da República tramitou em Julho 55 processos, tendo deduzido acusações em 13 e submetidos quatro para julgamento, de acordo com dados ontem revelados por Bernardo Duce no encontro mensal com a Imprensa.

No mesmo período, precisamente no dia 23, foi detido em flagrante delito um agente da Polícia de Transito a receber 1200 meticais de um automobilista. O valor era para anular uma multa de 10 mil meticais passada ao condutor no dia anterior.

No anterior informe, o GCCC indicou ter tramitado 46 processos, acusado 11 e julgado seis, o que resultou em penas que variam de três meses a seis anos.

Botswana vira-se para potencial moçambicano para as suas importações e exportações

Membros do governo do Botswana encontram-se em Moçambique para avançar com negociações e provavelmente selar acordos para a exportação de carvão através dos portos nacionais e compra de combustível no país.

Trata-se dos Ministros da Energia, Kitso Mokaila (na imagem), e dos Transportes, Nomofo Molefhi, que, segundo o jornal tswana “Mmegionline”, partiram esta Terça-feira daquele país para Moçambique, onde esperam manter conversações com oficiais com representantes do governo moçambicano nos sectores da Energia, Transportes e dos Recursos Minerais.

De acordo com a publicação, o desenvolvimento de rotas viáveis de exportação de carvão bem como a diversificação das fontes de combustíveis são dos grandes objectivos estratégicos da visita dos governantes tswanas a Moçambique.

“As questões a serem cobertas incluem, mas não apenas, a aquisição de armazenamento na costa de produtos petrolíferos destinados ao Botswana usando rotas alternativas bem como a cooperação entre as duas companhias nacionais (de combustível), a Botswana Oil e a Petromoc”, indicam fontes governamentais.

“(Além disso), os Ministros irão discutir a possibilidade de aquisição conjunta de produtos petrolíferos num esforço de realizar economias de escala para os dois países”, acrescentam, anotando que as questões sobre o combustível a serem discutidas são parte do memorando de entendimento intergovernamental no sector da energia assinado no ano passado.

Contudo, maior atenção dos tswanas está nas discussões sobre a exportação do seu carvão através de Moçambique.

Em 2011, os dois países assinaram um memorando de entendimento para a construção dum porto de águas profundas em Techobanine, distrito de Matutuine, província de Maputo, e uma linha-férrea de 1.100 quilómetros ligando os dois países.

Em Abril último, o Primeiro-Ministro moçambicano, Alberto Vaquina, disse que o governo já adjudicou em regime de concessão as obras de construção dessa infra-estrutura, que deverá custar cerca de 7 biliões de dólares, a serem suportados pelos governos dos dois países.

RM

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