Para o efeito, foi ontem lançado, em Maputo, um programa denominado Acelerar o Progresso para o Alcance do Objectivo do Desenvolvimento do Milénio 1, alínea C, em Moçambique, que consiste na erradicação da pobreza extrema, reduzindo para metade, a percentagem de pessoas que sofrem de fome.
A iniciativa vai beneficiar sobretudo os três pilares essenciais em que a segurança alimentar se baseia, a saber: a disponibilidade de alimentos, o acesso aos mesmos e a qualidade nutricional.
O programa da União Europeia (UE) e do governo de Moçambique vai permitir o melhoramento da produção de agricultores e pescadores de pequena escala, facilitando o acesso a insumos, tais como sementes, fertilizantes, redes de pesca e outros instrumentos.
Para tal, estima-se em 200 mil as famílias a serem contempladas nos 46 distritos já identificados nas províncias de Centro e Norte do país.
Em representação das três agências das Nações Unidas envolvidas neste programa, Castro Camarada manifestou a satisfação do sistema, pelo facto de o governo de Moçambique estar a promover a segurança alimentar e nutricional no país, no espírito da redução da pobreza no seio da população mais vulnerável.
No evento que contou com a participação de para além de técnicos do Secretariado Técnicos de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN), de representantes dos ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio, das Pescas, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Eurico Banze, lançou um apelo no sentido de haver uma monitoria permanente como forma de resposta à componente de prestação de contas a quem nos tem apoiado, em alusão aos parceiros da União Europeia.
Defendeu que uma monitoria minuciosa é não somente uma porta de acesso a apoios futuros por parte dos parceiros como também uma questão da própria imagem do país, pois uma única falha ainda que em detalhes pode manchar a reputação do país.
O apoio à Moçambique surge no contexto de uma acção global designada “Iniciativa ODM” com o qual a União Europeia financia com mil milhões de euros a nível mundial, em acções que visam apoiar os países que correm riscos de não cumprirem as suas metas até 2015, necessitando deste modo de esforços adicionais.
Em Moçambique, a iniciativa será executada pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola FIDA, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura FAO, o Programa Mundial para a Alimentação (PMA), o Secretariado Técnico de Segurança Alimentar (SETSAN),estas acções a serão coordenadas pelo Ministério da Agricultura MINAG.
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