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Sábado, Abril 25, 2026
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Necessária comunicação mais eficiente e pedagógica

Falando na abertura do seminário nacional conjunto Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento de Adolescentes e Jovens (CIADAJ) e Conselho Nacional de Combate ao Sida (CNCS), o titular da pasta da Juventude e Desporto recordou que, dada a importância e a magnitude da questão do HIV/SIDA entre os jovens e da necessidade de se criar uma resposta nacional mais enérgica e sistematizada, o Presidente da República, Armando Guebuza, lançou em Dezembro de 2011 o movimento nacional de prevenção da pandemia no seio dos adolescentes e jovens, cujo objectivo era de estimular a sua adesão na prevenção da doença em defesa da vida.

Afirmou que transcorrido este período é importante notar que foram registados alguns avanços na sensibilização e na abordagem da doença e dos seus efeitos nefastos no seio das famílias moçambicanas, com consequências profundamente negativas para as crianças, adolescentes e jovens.

Fernando Sumbane indicou que os jovens são, hoje, mais pragmáticos e criativos, daí que a acção de combate à pandemia também deve ser pragmática, incisiva e sobretudo coordenada, considerando que todos os sectores aglutinados pelo CIADAJ perseguem o mesmo objectivo de fazer da juventude o principal suporte na prossecução da agenda nacional de combate à pobreza e do desenvolvimento do país e harmonioso dos cidadãos.

“A juventude moçambicana, nos tempos que correm, é cada vez mais irreverente e interventiva. Deste modo, temos que saber capitalizar estas qualidades para que ela própria, a juventude, seja o principal protagonista nas acções de prevenção e combate ao HIV/SIDA e não um mero espectador que está à espera de ser conduzido”, disse, acrescentando que dos jovens para os jovens pode-se fazer a diferença e marcar uma viragem na abordagem deste assunto que ainda permanece tabu nalgumas pessoas.

Fernando Sumbana defendeu que se tiver que haver tabu para se parar com o HIV/SIDA ele próprio pode ser subscritor. Dada a magnitude do problema, o ministro defendeu também a ideia de se transmitir mensagens de prevenção e combate à doença com códigos culturalmente usados nas nossas comunidades.

Afirmou que os moçambicanos estão com um futuro risonho e brilhante, com boas perspectivas de desenvolvimento e, por conseguinte, de melhoria das suas condições de vida, mas o HIV/SIDA pode reduzir esse sonho. Há que se encontrar saídas para o problema e não se escudar somente em lamentações, buscar-se formas inovadoras na luta contra a pandemia e, sobretudo, dialogar com os jovens.

O ministro disse acreditar que o III Encontro Nacional da Juventude, a ter lugar próxima semana na província de Nampula, produzirá ideias práticas sobre como fazer face à doença.

A representante do Conselho Nacional de Combate ao SIDA ao encontro disse que os jovens moçambicanos são desproporcionalmente infectados e afectados pelo HIV/SIDA, uma realidade que contribui para a produção de efeitos adversos neste grupo populacional.

De acordo com o INSIDA de 2009, a prevalência do HIV/SIDA entre as mulheres jovens de 15-24 anos é mais elevada (11,1 por cento) comparativamente à dos homens da mesma faixa etária (3,7 por cento).

Melhora acesso ao emprego – segundo o INE

Com efeito, dados do último trimestre de 2012 (Outubro a Dezembro) dão conta que a taxa de emprego situou-se em 69 por cento e a do desemprego em 14,8 por cento , ou seja, uma melhoria em 7,2 pontos percentuais e queda de 7,7 em relação ao trimestre anterior (Julho/Agosto/Setembro), respectivamente.

Os resultados por área de residência, segundo dados que nos foram facultados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que o crescimento da taxa global entre os dois períodos, tem a ver essencialmente com o aumento do emprego na área rural em 10,6 pontos percentuais.

Os maiores ganhos foram registados na região Norte, enquanto que no Sul houve um decréscimo em 3,8 pontos percentuais. Com efeito, em todas as províncias do Sul, a taxa de emprego diminuiu, com Inhambane a registar a maior queda de 7 por cento.

Por condição de assalariado verifica-se que em ambos trimestres predominam os trabalhadores por conta própria com um peso de 66,8 por cento no 1º trimestre e 61,9 por cento no segundo.

Com relação ao desemprego, os dados apontam que diminuiu tanto na área urbana, como na área rural em 2,6 por cento e 9,4, respectivamente.

As diminuições mais elevadas da taxa verificaram-se em Niassa (13,4 por cento), Tete (18,8 ) e Manica (24). O desemprego nos dois períodos é mais elevado nos indivíduos do ensino secundário e mais, excluindo o nível superior, e cai em todos os outros níveis de escolaridade.

Para os efeitos deste inquérito, foi elaborada uma amostra de 6962 agregados familiares a serem inquiridos em cada trimestre, totalizando 12470 num ano. O inquérito terá representatividade nacional, urbano e rural, podendo também ser produzidos para o nível provincial e regional.

O inquérito, baseia-se em três questionários básicos, nomeadamente sobre o agregado familiar (contempla educação, saúde, habitação, água e saneamento, saúde, despesas, auto-consumo, receitas e índice de confiança), sobre a força de trabalho (disponibilidade, procura de emprego, actividade económica, e etc.) e um outro complementar sobre emprego infantil.

Com o INCAF, o Instituto Nacional de Estatística espera disponibilizar, com regularidade anual, dados sobre a evolução da pobreza e de outros programas de desenvolvimento nacional, a relação emprego/desemprego, estimar o consumo das famílias no âmbito das contas nacionais, ajustar o conjunto de bens e serviços e a estrutura de consumo do índice de Preços no Consumidor.

Espera ainda actualizar os preços de aluguer de casas e serviços diversos no âmbito do Índice de Preços no Consumidor e avaliar as condições socioeconómicas e as expectativas económicas dos agregados familiares.

Antes do início do INCAF, indicadores como a pobreza eram avaliados de cinco em cinco anos, o que fazia com que interferissem na análise choques fortes na economia, derivados de factores climáticos e outros que tornavam difícil a comparação da dinâmica ocorrida no período.

Estudantes mal formados poderão ser maus funcionários – governador de Sofala na UniZambeze

Dirigindo-se à comunidade estudantil da Universidade Zambeze (Unizambeze), na capital de Sofala, Félix Paulo apelou igualmente aos estudantes de forma a encararem o futuro com optimismo o que, por conseguinte, levará a que ele seja promissor.

“Não se enveredem pelo imediatismo porque não é bom. Temos que fazer as coisas de forma gradual porque geralmente os jovens não têm paciência de esperar’’- afirmou o governador de Sofala. Regozijou-se pelo facto da Unizambeze estar a crescer de forma sustentável não obstante os problemas que está a enfrentar, fundamentalmente a falta de recursos financeiros que impossibilitam o pagamento atempado de salários aos docentes.

Para o governador de Sofala, homem novo é aquele que estuda e materializa os conhecimentos, possui auto-estima do que faz e do seu país e alcança o sonho que o levou a ser estudante.

“Cada estudante deve fazer valer o sonho da população que é de ter uma vida melhor através de acompanhamento do seu quotidiano com o recurso aos conhecimentos que cada um teve durante a sua escolarização, sobretudo já na qualidade de funcionário ou agente do Estado ou mesmo em representação de uma outra instituição”- disse Félix Paulo.

O HIV e SIDA e o álcool foram outros aspectos que o governador de Sofala chamou à atenção aos estudantes para que evitem. Disse que as duas géneses andam associadas pelo que todos devem precaver-se tal como o devem fazer em relação a outros males tendo as drogas como principal enfoque.

“Afastem-se das drogas porque comprometem o vosso futuro” – apelou o governante, perante aplausos dos presentes.

Transladados restos mortais do moçambicano assassinado pela polícia sul-africana

Segundo fonte familiar, o funeral de Jaimito teve lugar ainda na tarde de ontem, no cemitério local. O jovem perdeu a vida em meados de Julho passado ao ser baleado por um agente da Polícia sul-africana, quando tentava fugir de uma equipa de patrulha policial que o surpreendeu com um grupo de amigos a consumir cerveja na via pública.

Uma vez que as leis sul-africanas penalizam a todos aqueles que forem encontrados a consumir álcool na via pública, Jaimito Jochina, assim que viu a equipa de agentes da Polícia, tratou de ensaiar uma fuga que o custou a vida. Com um tiro certeiro, um dos polícias da equipa de patrulha atingiu-o, caindo inanimado.

Este caso acontece numa altura em que a Justiça daquele país está a julgar outros nove agentes envolvidos na morte de um outro moçambicano, desta feita o taxista Mido Macia, torturado até à morte.

Ao que apurámos, o agente que matou o jovem moçambicano continua suspenso das suas funções, enquanto as autoridades investigam o crime. Ele tentou justificar a sua atitude, evocando que o malogrado era um criminoso.

Feitas as buscas ao corpo do jovem, os peritos da Polícia não encontraram nada que o ligasse a actos criminais, senão uma garrafa de cerveja que estava a consumir. Na sua residência, a Polícia efectuou outras buscas e não encontrou nenhum elemento que o ligasse ao mundo do crime.

Aliás, o Comando Policial de North West já admitiu falhas na actuação do seu agente. Rezam as normas policiais que o agente só pode atirar para matar no caso de se tratar de um indivíduo procurado pela justiça, por crimes graves ou no caso de ser portador de arma de fogo. Nenhuma destas situações se enquadra na figura do jovem moçambicano, que acabou sendo morto por beber cerveja na via pública.

Jaimito Jochina era apenas um simples mecânico que se dedicava à soldadura de escapes de viaturas nas ruas de North West.

Banco Mundial injecta quatro milhões de dólares no Vale Zambeze

O gestor do Projecto de Desenvolvimento de Pequenos Produtores Orientados para o Mercado, José Caravela, que revelou o facto há dias à nossa Reportagem na vila-sede distrital de Morrumbala, na Zambézia, disse que os produtores receberam meios, nomeadamente, insumos agrícolas, valores monetários e treinamento, cujo objectivo é transformar o pequeno produtor em médio ou grande produtor.

Falando à nossa Reportagem por ocasião da realização de uma feira de agro-negócios que atraiu para a vila sede distrital de Morrumbala 20 empresas provedoras de insumos agrícolas, José Caravela afirmou igualmente que os produtores foram capacitados em matéria de gestão de pequenos negócios.

O Projecto de Desenvolvimento de Pequenos Produtores Orientados para o Mercado, segundo aquele gestor, está a ser implementado pelo governo moçambicano através do Ministério da Administração Estatal em parceria com o Banco Mundial na região do Vale do Zambeze, nomeadamente, Mopeia e Morrumbala (Zambézia) Chemba e Marínguè (Sofala) e Mutarara (Tete).

A maior parte dos produtores recebeu juntas de boi, atrelados e cabeças de gado bovino para trabalhos agrícolas e transporte de pessoas e bens. Os associados, à luz do projecto, estão a desenvolver projectos como indústrias moageiras, criação de frangos, pesca artesanal sem prejuízo do meio ambiente, entre outros incentivos.

A feira de agro-negócios que fez convergir para sede de Morrumbala, provedores de serviços agrários, produtores e outros intervenientes na produção agrícola e visou facilitar aos produtores a aquisição de semente de qualidade, insecticidas e instrumentos de produção, tais como enxadas, machados e catanas.

Tratou-se de segunda edição bastante concorrida pelos produtores e mutuários integrados no projecto de micro-crédito através da Smallholter, uma instituição creditícia que trabalha com os produtores no Vale do Zambeze.

Ao realizar-se aquela feira de agro-negócios, segundo José Caravela, a ideia era trazer os fornecedores de insumos agrícolas até aos camponeses de forma a incentivá-los a usarem as sementes de qualidade e criar uma oportunidade para os produtores trocaram experiências e conhecerem novas técnicas agrícolas. Explicou que como o grande objectivo é transformar os produtores em grandes produtores foram apresentadas tecnologias de baixo custo em termos de maquinaria.

Entretanto, a nossa Reportagem conversou com alguns participantes a feira de agro-negócios de Morrumbala. João Mugemba, agricultor, disse que iniciativas do género são importantes para os camponeses, visto que os expositores trazem as sementes de qualidades que serão usadas nas próximas campanhas, para além de demonstração feitas com os novos equipamentos que possam ser usadas para o aumento da produção e da produtividade.

João Mugemba revelou ao nosso Jornal que naquela feira conseguiu comprar uma motobomba, sendo que na próxima campanha agrícola poderá alargar mais a área de produção e aumentar a produtividade. Neste momento, Mugemba trabalha numa área de quatro hectares, onde produz hortícolas, milho e gergelim.

Os expositores mostraram-se satisfeitos com o nível de venda e a oportunidade que tiveram de firmar acordos com os produtores. A AgroFocus, por exemplo, esgotou os insumos que trazia para vender durante a exposição, por isso viu-se obrigada a celebrar compromissos destinados a levar os instrumentos para as zonas onde residem os produtores agrícolas.

Os produtores bem como os expositores manifestaram a vontade da feira voltar a acontecer dentro de poucos dias.

Talhões distribuídos em zonas de reassentamento

O director provincial dos Transportes e Comunicações e porta-voz do governo da Zambézia, Alberto Manharage, disse há dias em entrevista à nossa Reportagem que daquele número, há um remanescente de 48 talhões que é reserva do Estado para a construção de infra-estruturas públicas, nomeadamente, escolas, unidades sanitárias e outras nos novos locais de assentamento humano.

O nosso entrevistado disse igualmente que a população com ajuda dos técnicos dos serviços distritais de Planeamento e Infra-estruturas estão a fabricar tijolos queimados para a construção das suas habitações nos distritos afectados, nomeadamente, Nicoadala, Namacurra, Maganja da Costa, Chinde e na cidade de Quelimane. Aliás, segundo soube à nossa Reportagem, as autoridades municipais estavam à espera do fim do período chuvoso para pôr em marcha um plano de apoio social 48 famílias desalojadas pelas cheias e inundações de Dezembro a Março último.

O nosso Jornal apurou que para a construção das casas com material mais consistente às calamidades, já foram produzidos mais de 100 mil tijolos queimados nos distritos de Mopeia e Maganja da Costa. Cumulativamente, já foram construídas 2.660, das 2.801 casas previstas num período de dois anos.

As calamidades que se abateram sobre a província da Zambézia na época ciclónica entre Outubro a Março afectaram 7.632 famílias. O número de casas destruídas foi de 5.200 casas, 562 salas de aula e seis centros de saúde destruídos. No sector agrário, os danos foram maiores com a perda de 15.551 hectares, prejudicando 23.613 famílias.

Alberto Manharage afirmou que as cheias e inundações afectaram muito o tecido económico da província da Zambézia, tendo em conta que as zonas potencialmente agrícolas viram culturas alimentares e de rendimento a perderem-se devido a violência das cheias.

Segundo ainda aquele responsável do governo provincial da Zambézia, as calamidades provocaram ainda o corte de estradas vitais para a economia, nomeadamente, a EN1 na região de Amor, em Nicoadala, Namacurra/Macuse, Maganja da Costa sede para os vários postos e localidades, de Chinde sede para as localidades, o mesmo aconteceu em relação a Mopeia e Morrumbala.

O que não foi feito até ao momento é o plano de reabilitação e manutenção de estradas não só naquelas que foram destruídas pelas calamidades, como também as de rotina que estão a provocar sérios constrangimentos ao trânsito normal de viaturas, principalmente, a partir das sedes distritais para os postos administrativos e localidades.

Em consequência disso, a província da Zambézia não cumpriu integralmente o plano de produção global da economia previsto para o primeiro semestre deste ano. Os dados que tivemos acesso dão conta que a província da Zambézia tinha como meta para período em análise, uma produção global de 34.645.43 milhões de meticais, mas acabou não indo para além dos 28.814,22 milhões de meticais.

Previsões do OE para 2014: Investimentos reduzem

Para o ano económico e social de 2014, a província da Zambézia está a propor um orçamento de 1.928,424,4 milhões de meticais, para a construção de infra-estruturas, nomeadamente, o edifício da Assembleia Provincial, Centro de Formação em Administração, Campus da Universidade Pedagógica, um centro penitenciário agrícola, tribunal Administrativo e projectos de irrigação, entre outras, mas a rubrica de despesas de funcionamento e salários com o pessoal ultrapassa mais de 11 milhões, sendo para despesas de funcionamento mais de seis milhões e salários cinco milhões.

A província da Zambézia com 4,3 milhões de habitantes está a precisar de mais investimentos na área de saúde, principalmente, na zona rural onde as pessoas percorrem mais de 40 quilómetros para encontrar uma unidade sanitária. As escolas e fontes de água continuam ainda insuficientes em muitas regiões desta província e o potencial agrícola não está a ser devidamente explorado devido à falta de investimento.

Entretanto, o porta-voz do governo da Zambézia, Alberto Manharage, disse que o executivo está ciente das carências actuais das populações de tal forma que as necessidades da província são de oito mil milhões como proposta, mas a dotação autorizada é de 7.225 mil milhões.

O nosso entrevistado afirmou que o governo provincial está preocupado e pretende que a proposta de orçamento para o próximo seja “esticada” para oito mil milhões e avançou que dentro de poucos dias uma equipa do ministério das Finanças estará em Quelimane, para a província explicar as razões porque pretende chegar aquele limite orçamental. “Estamos a preparar uma sessão, na qual iremos apresentar a nossa proposta de Orçamento para o PES 2014 e iremos explicar aos técnicos do ministério das Finanças da razão por que queremos os oito mil milhões”, disse Manharage para quem a decisão final caberá aos órgãos centrais na anuência ou não do pedido da província da Zambézia.

Informações disponíveis apontam que o orçamento de investimento na província da Zambézia tem vindo a reduzir. Daquele valor de investimento, 227 999 mil milhões será canalizado para os distritos para a componente de infra-estruturas e outras despesas.

Entretanto, Alberto Manharage revelou também que o fundo para financiar projectos no contexto do Fundo Distrital de Desenvolvimento vai baixar no geral de 513.060 mil milhões no presente ano para 190.470,29 mil para o próximo ano. Em geral, segundo ainda o nosso entrevistado, apesar desta redução há distritos onde o fundo será reforçado pelo facto da sua maior capacidade de retorno de financiamentos, tais são os casos dos distritos de Morrumbala, Chinde, Namarrói, Nicoadala e Inhassunge.

Enquanto isso, informações disponíveis indicam que nalguns dos distritos, o retorno está acontecer normalmente pelo facto dos primeiros mutuários terem sido funcionários do Estado. Depois de investigados, concluiu-se que deviam descontar directamente na fonte para a reposição do fundo.

Religiosos são parte da Unidade Nacional – afirma PR numa homenagem aos muçulmanos

Falando no seu derradeiro comício, que realizou nos últimos cinco dias à Zambézia, Guebuza felicitou a Comunidade Muçulmana pela passagem, ontem, da festa do Ide-Ul-Fitre, que marcou o fim do sagrado mês de Ramadan, no qual os praticantes desta religião são obrigados a jejuar do nascer ao pôr do sol.

“Hoje (ontem) é um dia importante para os muçulmanos. É dia de Ide. É dia de festa, uma festa onde também participam os não muçulmanos, portanto amigos, familiares e vizinhos”, referiu.

Segundo o Chefe de Estado, as religiões em Moçambique desempenham, e sempre desempenharam, um papel importante na realização de várias conquistas nacionais e sempre souberam conviver na diferença.

“Nós temos um país extraordinário. As religiões trabalham juntas. Cada uma reza da sua maneira e, por vezes, rezam juntas para o bem-estar de todos os moçambicanos”, frisou.

Num outro desenvolvimento, o Presidente apelou aos jovens e adultos a cuidarem dos idosos, sobretudo familiares, incluindo mãe e pai, pois, em alguns casos, os filhos, depois de casados, acusam os progenitores de prática de feitiçaria, quando algo na sua vida corre mal.

“Temos casos em que os filhos acusam os pais de feitiçaria, porque alguma coisa na sua vida corre mal. Como consequência disso, deixam de cuidar deles, abandonando-os à sua sorte. Eles esquecem-se que também são pais e um dia vão ficar velhos e os seus filhos também vão fazer o mesmo com eles, porque estão a aprender a não cuidar dos idosos”, lamentou o Presidente.

Sem “fugir” à tônica do discurso que tem proferido nesta visita, Armando Guebuza voltou a destacar a necessidade de se consolidar a unidade e independência nacionais, assim como a paz.

Falou da importância de cada um destes elementos no desenvolvimento do país e no combate à pobreza. Enalteceu os benefícios da paz, do diálogo e da reconciliação, sublinhando os horrores que traz consigo.

“É verdade que a pobreza não acaba num dia. Ontem não tínhamos roupa; não tínhamos sapatos; não tínhamos escolas e universidades nos distritos; hoje estamos a conseguir realizações que nos permitem dizer que vamos erradicar a pobreza no nosso país”, disse.

Tal como acontece habitualmente nestas ocasiões, o Presidente convidou 10 residentes a apresentarem as suas preocupações, tendo estes coincidido nos pedidos de alargamento da rede de abastecimento de água, expansão da rede de energia eléctrica de Cahora Bassa; construção de mais escolas e centros de saúde, para além de terem apresentado alguns casos pessoais.

A localidade de Molumbo, situada no nordeste do distrito de Milange, está a registar alguns avanços no que concerne à produção agrícola, particularmente no que tange a culturas alimentares, tendo já garantido segurança alimentar. A sul a localidade, que recentemente ascendeu à categoria de posto administrativo, apresenta grandes carências de água potável.

BAD lança hoje estratégia para 2013-2022

A cooperação entre Moçambique e o BAD iniciou em 1977 e já resultou até ao momento na implementação, no nosso país, de 200 projectos cujos investimentos ascendem a 2,3 biliões de dólares norte-americanos.

O BAD prevê incrementar ainda este ano o seu pacote financeiro para a reabilitação da Barragem de Massingir, a adjudicação do último troço do “corredor” ferroviário de Nacala bem como para intervenções no sector da agricultura com o apoio do Programa Piloto para Resiliência Climática.

A estratégia a ser lançada resulta de uma parceria existente entre o BAD e o Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD) e identifica cinco principais áreas de actuação, designadamente desenvolvimento de infra-estruturas, integração regional, desenvolvimento do sector privado, governação e responsabilização, habilidades e tecnologia.

Um comunicado de imprensa do MPD recebido na nossa Redacção realça ainda que a cerimónia de hoje será também uma oportunidade para destacar as prioridades da estratégia e o seu alinhamento com as prioridades de desenvolvimento de Moçambique.

A fonte destaca que a nova estratégia visa também procurar novas e criativas formas de mobilização de recursos para apoiar a transformação de África, especialmente para alavancar os seus próprios recursos.

“A transformação económica do Continente Africano é a pedra angular da nova estratégia 2013-2022 do BAD. Esta enfatiza a qualidade e sustentabilidade do crescimento”, refere o comunicado.

O Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Donald Kaberuka, é citado no comunicado a dizer que a estratégia “é uma visão de África de 10 anos que pode ser alcançada, que pode fazer deste continente, numa geração, o pólo de crescimento global que sabemos que pode ser e queremos que seja: um lugar adequado para as nossas aspirações e as dos nossos filhos”.

A cerimónia contará com a presença de representantes do Governo moçambicano; do director da Estratégia do BAD, Kapil Kapoor; parceiros de cooperação e da sociedade civil, incluído do sector privado.

Escolas de Condução com apenas um veículo para ” Serviços públicos”

As dezenas de escolas de condução, existentes em Moçambique, contam apenas com um único carro do tipo “mini-bus” para a instrução de candidatos a motoristas dos serviços públicos.

Cassamo Lala, director da Escola Internacional, ao revelar este facto no debate na Televisão STV, disse que as escolas não investem na aquisição de viaturas para este serviço por ser pouco procurado.

Segundo dados do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATER), ate Setembro de 2012, Moçambique contava com 113 escolas de condução.

As escolas, segundo Lala, tem uma associação que se responsabilizou pela aquisição de um único autocarro para a formação de condutores dos serviços públicos.

“O número de condutores que procuram cartas do serviço público e reduzido, dai não justificar-se que cada escola tenha o seu autocarro”, disse.

Lala avançou que tendo em conta a fraca procura da carta de serviços público não faz sentido a existência de jovens com 24 anos de idade a ostentarem este tipo de carta.

“Este facto revela que algo estranho esta a acontecer na emissão das cartas de condução desta categoria”, disse.

Segundo Lala, estimativas revelam que pouco mais de cinco mil viaturas de transporte público circulam diariamente entre as cidades de Maputo e Matola presumindo-se que grande parte dos seus motoristas, sobretudo do “Chapa 100”, transporte semi-colectivo de passageiros, não possuem cartas de condução para os serviços que prestam.

Clube de Chibuto autorizado a contratar futebolistas estrangeiros

O Ministério moçambicano do Trabalho (MITRAB) autorizou ao Clube de Chibuto, sedeada no Distrito com o mesmo nome, na Província de Gaza, (Sul de Moçambique), a contratar quatro atletas estrangeiros para a sua equipa principal de futebol.

O facto foi anunciado em comunicado de imprensa daquela instituição governamental recebido, hoje, pela AIM..

Trata-se dos atletas Jean Nzeyimana e Amimu Nahimana (ambos de nacionalidade burundesa), Stanley Ejike Awurum (nigeriano), e Sbonelo Sobelo Mchunu, de nacionalidade sul-africana.

Segundo o mesmo documento, todos já estão inseridos no sistema de segurança social nacional e as respectivas quitações junto das Finanças e do INSS já foram tratadas.

“O Presidente do Clube de Chibuto já submeteu ao MITRAB o comprovativo de 140 mil meticais depositados no INSS para efeitos de seguro social dos atletas em referência.

Este facto mereceu elogios por parte da ministra do Trabalho, Helena Taipo, ao mesmo tempo que encorajou aos outros clubes a encetarem esforços nesse sentido, de forma a evitar o sofrimento dos trabalhadores ou seus dependentes em caso de acidente, morte ou reforma, por falta de seguro social”, refere o comunicado.

Maioria dos automobilistas infractores não pagam multas

A Policia moçambicana de Transito esta na posse de pouco mais de 100 mil processos contra automobilistas autuados por terem infringido as regras de condução, na via pública, mas que não pagaram as respectivas multas.

O director-geral adjunto do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATER), Edgar Gemo, que revelou o facto, avançou que este número representa 70 por cento do total dos automobilistas autuados.

A falta de pagamento das multas por parte dos prevaricadores, segundo Gemo citado pelo jornal “O Pais”, deve-se a ausência de um mecanismo que ajude os agentes da polícia a detectar a situação de cada condutor na via pública.

Para contrariar este fenómeno, Gemo disse que, ainda este ano, será introduzido um dispositivo denominado PDA que vai permitir a obtenção de todos os dados dos condutores desde as multas contraídas ate a falsidade da carta de condução.

“Este processo vai facilitar o controlo do cadastro do condutor. Antes, os condutores que cometessem infracções eram lhes retiradas as cartas de condução, mas pediam segunda-via. Com este sistema isso não será possível”, disse Gemo.

Segundo Gemo, o sistema a ser introduzido vai permitir que logo que o condutor cometer uma infracção esta fique registada no sistema de contravenções, facilitando assim a identificação do infractor.

O INATER anunciou também a introdução para Outubro próximo de um sistema de exame multimédia feito no computador e que, para o efeito serão colocados todos os meios necessários nas escolas para a formação dos condutores.

“Esta medida vai permitir que o futuro condutor faca o exame teórico na escola num computador o que vai reduzir a intervenção humana e trazer maior segurança na gestão dos processos de exame”, disse Gemo.
Este conjunto de medidas tem em vista reduzir os acidentes de viação cujo número tende a aumentar.

No primeiro trimestre do presente ano foram registados 743 casos de acidentes contra 738 do ano anterior.

Na origem destes sinistros esta o factor humano, as condições da via e as do próprio veículo, sendo o facto humano o de maior responsabilidade.

Triton Minerals estuda aquisição de mais 8 licenças de prospecção de grafite em Moçambique

A empresa australiana Triton Minerals anunciou a possível exploração de oito novos depósitos de grafite em Moçambique, cuja licença de prospecção pertence, actualmente, à companhia moçambicana Mineral Stream, de acordo com um comunicado citado pela macauhub em Maputo.

A Triton terá firmado um acordo de “opção exclusiva” com a Mineral Stream, que detém oito licenças de prospecção de grafite em Moçambique, “três das quais localizadas na prolífica região de Cabo Delgado”, onde a empresa australiana tem já dois projectos de exploração, em Balama Norte e Ancuaba.

“Sentimos que é uma grande oportunidade para a empresa rever, analisar e potencialmente adquirir mais terras nesta região altamente prospectiva de grafite lamelar”, disse o director Geral da Triton Minerals, Brad Boyle.

Segundo o responsável, a identificação “de novas exposições de grafite na licença 5577” da Mineral Stream, referente à zona sul de Balama, suporta “a interpretação original” da empresa sobre o potencial daquela região.

Sobre os detalhes do acordo, a Triton Minerals avançou ter pago 50 mil dólares por “direitos exclusivos”, válidos por cinco meses, sobre as licenças da Mineral Stream.

Durante este período, serão “completadas diligências técnicas e jurídicas”, sendo que, no final, será considera a “aquisição de uma ou mais licenças de prospecção” da empresa moçambicana.

Inaugurada fábrica de processamento de arroz na Zambézia com apoio da China

Uma fábrica de processamento de arroz, com capacidade de descascar 150 toneladas por dia, foi inaugurada terça-feira em Namacurra, na província da Zambézia, em Moçambique escreve o jornal Notícias.

Trata-se de um projecto do Instituto de Cereais de Moçambique avaliado em cerca de 10 milhões de dólares, co-financiados pelos governos de Moçambique e da República Popular da China.

Segundo o jornal as obras de construção do empreendimento de descasque de arroz, realizadas por uma empresa chinesa, tiveram início em Novembro de 2010 e terminaram em Dezembro de 2012.

O Ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, antes da cerimónia de abertura da fábrica, que contou com a presença do Presidente da República, Armando Guebuza, disse que o governo está a criar as condições necessárias para a exploração dos 416 mil hectares de sistemas de regadios disponíveis na província da Zambézia através de financiamentos do pacote financeiro para a zona centro de Moçambique denominado por Apoio ao Investimento nos Agro-Negócios, avaliado em 120 milhões de meticais.

O investimento, segundo Inroga, será feito nos distritos da Maganja da Costa, Mopeia, Namacurra, Nicoadala e cidade de Quelimane, regiões que apresentam condições agro-climáticas para a produção do arroz.

Os actuais níveis de produção de arroz na província da Zambézia são de 280 mil toneladas anuais.

Moçambique regista quebra de 65% nas exportações de algodão no primeiro trimestre de 2013

Moçambique registou uma quebra de cerca de 65% nas exportações de algodão durante o primeiro trimestre deste ano, tendo exportado apenas 24,3 mil toneladas, contra a previsão inicial de 70 mil, anunciou o Instituto do Algodão de Moçambique (IAM).

Segundo informações avançadas pela instituição pública à imprensa moçambicana, Moçambique terá arrecadado perto de 38 milhões de dólares com as exportações de algodão durante os três primeiros meses do ano, mas as previsões apontavam para um encaixe de cerca de 109 milhões.

As quebras anunciadas pelo IAM poderão vir a comprometer a meta de 135 mil toneladas fixada inicialmente para 2013, que, ainda que venha a ser cumprida, ficará aquém da alcançada durante o último ano, quando Moçambique exportou cerca de 184 mil toneladas.

Mais positivo, ainda de acordo com o IAM, foi o desempenho das exportações de semente de algodão-caroço, que, no primeiro trimestre, atingiram cerca de 100 mil toneladas, e cujas receitas permitiram ao Estado moçambicano um encaixe de 10,9 milhões de dólares.

Rihanna recusa-se a pagar funeral da avó e é processada

Rihanna se recusa a pagar a conta de US$ 165 mil pelo funeral da sua avó, Clara ‘Dolly’ Braithwaite – que morreu de cancro em Junho do ano passado, e está a ser processada pela empresa que organizou a cerimônia fúnebre.

De acordo com o site TMZ, o processo diz que Rihanna alegou que a conta era exorbitante e negou o valor, pagando apenas um quarto do preço total. A estrela de 25 anos supostamente não poupou gastos na cerimônia, que incluiu um conjunto de tendas, telas multimídia e enormes arranjos exóticos de flores.

Rihanna mantinha uma relação muito próxima com a sua avó e foi vista diversas vezes ao seu lado durante a batalha contra o cancro. Nos seus momentos finais, Rihanna cancelou shows e prestou homenagens a ela, escrevendo no Twitter: “adeus vovó Dolly descanse a sua beleza até eu vê-la. Vovó Dolly isto é tudo”.

Apesar da recusa em pagar a conta do funeral, Rihanna doou Us$ 2,7 milhões para o departamento de radioterapia no Hospital Queen Elizabeth em Barbados, em memória da avó, por meio da fundação Clara Lionel.

A cantora ainda não se pronunciou sobre o processo.

Cabo Delgado no topo de casamentos prematuros

A província de Cabo Delegado, no norte do país, registou o maior índice de casamentos infantis, com cera de 29,6 por cento de um universo de 300 jovens abrangidos, revela uma pesquisa feita pela WLSA (Mulher e Lei na África Austral).

Os dados, que resultam de uma pesquisa realizada entre 2011 e 2013 com vista analisar o papel dos ritos de iniciação na construção das identidades de género em contextos culturais, sociais e políticos, foram divulgados, hoje, em Maputo.

A coordenadora da organização, Conceição Osório, afirma que “a nossa intenção foi cruzar a informação sobre a função, conteúdo e meios utilizados nos rituais, de modo a perceber como se jogam as negociações, alianças e conflitos e quais as estratégias postas em prática pelas lideranças tradicionais e mestres que orientam os ritos de iniciação”.

A província de Cabo-Delegado é seguida por Niassa com 24,2 por cento; Zambézia 22,3 por cento; Manica 20,8 por cento; Nampula 20,6 por cento; Tete 19 por cento; Sofala 18,6 por cento; Inhambane 9,4 por cento; Gaza 8,8 por cento; Maputo província 5,8 por cento e Cidade de Maputo com 3,9 por cento.

Leia aqui: Número de crianças violadas baixou no centro de Moçambique

A pesquisa, que teve como grupo-alvo jovens entre os 12 e 18 anos sujeitos aos ritos, indica que uma das maiores barreiras no acesso e permanência da rapariga na escola são as tradições e a cultura porque dificultam e inviabilizam o acesso pleno ao direito à educação.

Entretanto, Osório afirma que está sendo dada uma aprendizagem sobre sexualidade que contribui para a construção de novas identidades como são os casos de fuga aos casamentos prematuros, a recusa da violência ritual e a rejeição à participação nos ritos.

Mandela está a respirar normalmente, diz ex-mulher

O ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, hospitalizado há dois meses em Pretória, está a respirar normalmente, afirmou hoje a sua ex-mulher, Winnie Madikizela-Mandela, numa entrevista concedida à estação de televisão Sky News.

“Os médicos conseguiram controlar a situação e ele está a respirar normalmente agora”, acrescentou, sem precisar o que entende por “normalmente”.

Segundo as visitas que recebeu no início de Julho, Nelson Mandela estava “com respiração assistida”.

“Ele sempre teve problemas respiratórios e infecções pulmonares, que regressam regularmente. Agora, na sua idade, ele debate-se com isso e não se cessa de drenar o fluido presente nos seus pulmões”, explicou Winnie.

Para a ex-mulher de Mandela, que foi a sua mais fervorosa apoiante durante os 27 anos que este passou nas prisões do regime racista do apartheid, a situação é “cruel” porque as pessoas se comportam como se o Prémio Nobel da Paz 1993 já tivesse morrido.

“À nossa volta, vemos pessoas prestarem-lhe homenagem, dá-lo como morto e preparar-se para o funeral”, observou.

“Ele está a ser enterrado por antecipação. Será que as pessoas não pensam nos nossos sentimentos?”, interrogou-se Winnie, afirmando que Mandela continua a piscar os olhos quando os seus filhos o visitam.

“Para aqueles que o conhecem, que conhecem a sua força, é muito duro de suportar”, comentou ainda.

Secretários de grupos dinamizadores recolhem cartões de eleitor

O Movimento Democrático de Moçambique, MDM, denuncia a recolha de cartões de eleitores por parte dos secretários de grupos dinamizadores nos bairros da Ilha de Moçambique, Nampula.

De acordo com Abdul Raimo Satar, membro da Comissão Política do MDM, residente na Ilha de Moçambique, os secretários de grupos dinamizadores recolheram cartões de eleitores no bairro Jembesse, do lado continental e quase em todos os bairros da parte insular.
Segundo o nosso interlocutor, a ideia de recolha de cartões é resultado de uma campanha que a Frelimo está a levar a cabo na Ilha de Moçambique dissuadindo aos populares para não aderirem a outras formações partidárias.

Satar disse que “a Frelimo pretende fabricar cartões paralelos para que possa prejudicar os outros partidos e as respectivas candidaturas”.

Entretanto, a recolha dos cartões por parte dos secretários de grupos dinamizadores na Ilha de Moçambique teve lugar logo depois do término do recenseamento eleitoral, simulando que nos mesmos havia erros.

Canal Moz

Governo recomenda aproximação entre medicina moderna e tradicional

A directora do Instituto de Medicina Tradicional no Ministério da Saúde, Felisberta Gaspar, disse ontem em Maputo que a medicina moderna em Moçambique não cobre todo o País, então deve-se trabalhar com o grupo praticante da medicina tradicional e sua comunidade na melhoria dos seus conhecimentos ligados à saúde.

Felisberta Gaspar falava na abertura do Workshop Nacional sobre o Protocolo de Swakopmundo sobre os conhecimentos tradicionais, folclórico e os seus regulamentos de Implementação, que decorre desde ontem em Maputo.

Aprovada em 2004, a política da medicina tradicional constituiu uma plataforma de debate das questões conceptuais relacionadas com o conhecimento tradicional e das expressões de folclórico. Igualmente, promover a disseminação da informação das medidas que podem ser levadas a cabo a nível nacional para o estabelecimento do sistema de protecção de certas doenças.

Felisberta Gaspar contou que a protecção da malária vai ser a primeira linha daquilo que é o tratamento tirado das comunidades que hoje estão a dar um grande contributo no tratamento de certas doenças. Referiu que já existem plantas tradicionais cientificamente aprovadas que fazem parte do rolo daquilo que são misturas modernas que hoje são utilizadas amplamente a nível do mundo. “Para Moçambique, o conhecimento dessa ligação de medicina tradicional e moderna não só vem valer aquilo que é a importância e o chamamento que o mundo dá para ter atenção e poder proteger estes conhecimentos. Vai igualmente valer em grande medida em termos de medicamentos que possam ser descobertos tratamentos de certas doenças ”, acrescentou a fonte.

Promover iniciativas que terão impacto global

O director regional da ARIPO, Fernando dos Santos, disse que o Governo moçambicano deve promover iniciativas para a adopção de uma convenção que terá um impacto global. O facto é para permitir o desenvolvimento das comunidades locais que há séculos vêm cultivando e usando os conhecimentos tradicionais e o folclore no País. “Um número considerado de medicamentos modernos é produzido à base de plantas medicinais que foram descobertas por algumas comunidades locais. Incumbi ao Governo desenvolver um quadro jurídico nacional para a protecção dos conhecimentos tradicionais”, disse.

Comunidades recebem pouco pela contribuição

Na ocasião, o secretário permanente da Saúde, Marcelino Lucas, disse que as comunidades detentoras de conhecimentos de plantas medicinais, pouco ou nenhum benefício recebem pela contribuição dada. “Para além disso, tem-se assistido a episódios de indivíduos que se apropriam desses conhecimentos, obtêm título individual e procedem à exploração comercial sem nenhuma compensação para as comunidades detentoras desses conhecimentos”, disse
Lucas referiu que a protecção dos conhecimentos tradicionais e do folclórico permite que as comunidades possam explorar os seus conhecimentos, impedir o seu ilícito por indivíduos estranhos e de maneira consciente dar consenso ao seu uso com a devida e justa remuneração.

Canal Moz

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