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Domingo, Abril 19, 2026
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PGR quer Polícia altamente preparada

O PGR disse haver necessidade urgente destas duas entidades, partes integrantes do Aparelho da Justiça, se fortalecerem e estarem dotados de meios para puderem responder aos demais casos que possam surgir com as eleições autárquicas deste ano e presidenciais e legislativas, a terem lugar em 2014.

Ainda no quadro das recomendações a estas duas instituições, o PGR sublinhou que não devem somente estar à espera de casos para resolver, assim como precisam de trabalhar nas campanhas de sensibilização às populações no sentido de pautarem por comportamento ordeiro e de civismo no decurso dos pleitos eleitorais. No seu entender, a Polícia e os procuradores devem privilegiar a aproximação aos cidadãos para a divulgação das leis e elevação da consciência jurídica dos cidadãos.

“Por outro lado, há que intensificar as acções de sensibilização às comunidades, explicando-as sobre as consequências da prática de crimes bem como a necessidade de observância das regras de trânsito” – apontou.

PGR quer Polícia altamente preparada

Observou ainda ser urgente que se ultrapasse o problema da demora no envio da resposta dos relatórios médicos ao Ministério Público, o que tem atrasado a instrução dos processos. No caso de detenção de cidadãos estrangeiros, Augusto Paulino aponta ser imperioso que se comunique aos respectivos consulados sobre a situação do cidadão nacional detido. Vezes sem conta, alguns cidadãos estrangeiros têm sido detidos pela Polícia e os seus consulados não são informados sobre a ocorrência.

A visita do PGR a Manica teve como objectivo a monitoria, avaliação e assistência metodológica das actividades desenvolvidas pela Procuradoria Provincial e distritais. Durante a visita, Augusto Paulino escalou a Procuradoria Provincial e da Cidade de Chimoio, a Penitenciária Agrícola de Chimoio e as Procuradorias Distritais de Gondola e de Manica, onde trabalhou na Polícia de Investigação Criminal, cadeias e Comandos Distritais da PRM.

Da visita efectuada, Augusto Paulino verificou que houve progressos assinaláveis ao nível da província de Manica, designadamente no domínio de infra-estruturas, do reforço e dinamização da capacidade do MP, relacionamento interinstitucional e o desenvolvimento institucional nos distritos. No entanto, persistem problemas de natureza processual relacionados com o incumprimento dos prazos processuais, falta de despachos que ordenam a captura e tardia apresentação do detido ao juiz para o primeiro interrogatório .

Inhambane – Govuro já tem novo procurador

De acordo com a Procuradora-Chefe na província de Inhambane, Carolina Azarias, o novo representante do Ministério Público, em Govuro, tem como responsabilidade recuperar a credibilidade da instituição que vai representar, acto que passa pelo zelo, profissionalismo, coordenação das suas actividades com outros órgãos da administração da Justiça, do governo distrital e as comunidades locais.

Borgito, que acaba de sair do Centro de Formação Jurídica e Judiciária, na cidade da Matola, já se encontra no seu posto de trabalho e deverá, de acordo com Carolina Azarias, actuar com observância estrita das normas que regem o funcionamento das procuradorias distritais e, em última instância, a Constituição da República.

“Profissionalismo, ética e deontologia profissional mas, sobretudo, o respeito e cooperação com as comunidades é o que se exige, não só ao novo procurador, em Govuro, mas sim a todos magistrados do Ministério Público”, disse Carolina Azarias.

Sobre a sorte do antigo representante da Procuradoria-Geral da República naquele ponto da província de Inhambane, Carolina Azarias disse que o processo de Mário Cândido Merione está sendo discutido a nível do Conselho Superior do Ministério Público que tem como Presidente o Procurador-Geral da República, Augusto Paulino.

Inhambane - Govuro já tem novo procurador

Recorde-se que Mário Cândido Merione foi condenado, ano passado, a uma pena de um ano prisão suspensa no processo número 38/12 da polícia correccional, por seu envolvimento num acidente de viação, em Govuro, do qual resultaram 15 pessoas feridas, uma situação agravada pelo facto de, na altura, aquele magistrado não estar habilitado a conduzir viaturas.

Aquele magistrado viu, ainda no ano passado, o seu nome associado a um processo de desfalque financeiro avaliado em mais de 500 mil meticais na Direcção Provincial do Plano e Finanças de Inhambane. Neste processo, o nome do antigo Procurador-Chefe de Govuro aparece como sacador de três cheques fraudulentamente retirados das gavetas da gestora dos Fundos Externos naquela instituição do Estado.

Segundo soubemos, o magistrado nega qualquer envolvimento no roubo que chegou a colocar de costas voltas o Millennium Bim e o governo da província de Inhambane, com o executivo de Agostinho Trinta a ameaçar encerrar todas as suas contas naquela instituição bancárias, pelo facto de o banco ter autorizado a retirada de avultadas somas em dinheiro com recurso a assinaturas falsas.

Entretanto, a Procuradoria Provincial reuniu-se, semana passada, na cidade da Maxixe, para, de entre várias matérias, procurar mecanismos adequados para a celeridade de tratamento processual para descongestionar as penitenciárias que andam superlotadas, bem como do destino a dar a viaturas apreendidas que jazem nas esquadras da polícia.

Inhambane – Concluídas primeiras casas para reassentados de Chimunda

As casas ora em acabamento estão a ser edificadas pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP) no quadro do seu programa de formação das comunidades locais beneficiárias do empreendimento. Fazem parte de um total de 100 habitações previstas na zona de reassentamento das famílias abrangidas pelo projecto de construção daquela infra-estrutura hidráulica. As obras estão avaliadas em 19 milhões de dólares norte-americanos.

As primeiras habitações, de acordo com dados apurados pela nossa Reportagem, deverão ser entregues formalmente no próximo dia 30 de Junho ao governo provincial de Inhambane que, nos próximos dias, deverá deliberar sobre a data do início da distribuição das casas pelos beneficiários.

A ideia da entrega provisória das casas surge em resposta da solicitação feita nesse sentido pelas famílias transferidas, as quais solicitaram também a atribuição de talhões na zona do seu reassentamento para a edificação das suas habitações temporárias com base em material local.

Num encontro recente com o executivo provincial, alguns cidadãos transferidos questionaram o destino a dar às 15 casas de alvenaria ora concluídas. “Se estão a decidir, neste encontro, a distribuição de talhões e respectivos títulos do Direito de Uso e Aproveitamento da Terra para a construção de casas provisórias, afinal qual será o destino daquelas 15 casas agora em obras?”, questionou Augusto Pongo no encontro do governo provincial com os residentes do perímetro do regadio.

Para Augusto Pongo, por uma questão de transparência e demonstração efectiva de que as casas em construção pertencem à população de Chimunda, é necessário que sejam indicadas as famílias que vão ocupar os imóveis em construção e receberem, igualmente, os respectivos títulos de propriedade.

“Os talhões que vamos receber são definitivos, então não faz sentido que algumas famílias tenham dois talhões, provisórios e definitivos. É por isso que queremos conhecer agora quem são os futuros donos das 15 casas em obras para termos a certeza de que ninguém virá de Nova Mambone ou mesmo de Inhambane ocupar casas aqui no centro de reassentamento”, pediu no encontro Augusto Pongo.

Inhambane - Concluídas primeiras casas para reassentados de Chimunda

Beneficiarios Conhecidos esta Semana

Na circunstância, o Secretário Permanente Provincial, Luís Mambero, prometeu, para esta semana, o anúncio da decisão final sobre a indicação dos primeiros beneficiários das casas em obras bem como a data da entrega provisória uma vez que ainda decorre o processo dos seus acabamentos.

O INEFP recebeu do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDA) o modelo das casas em edificação na zona de reassentamento das famílias a serem deslocadas da área onde está sendo implantado o regadio do Chimunda.

As habitações em edificação são do tipo 2 e 3, sendo que as primeiras destinam-se às famílias que vivem em palhotas ou barracas feitas de material local no perímetro do regadio enquanto as segundas, que incluem duas salas, arrumos e cozinha, serão entregues àquelas que habitam casas de alvenaria ou palhotas com divisões cujas paredes são feitas de matope ou barro.

Entretanto, o líder comunitário da região de Chimunda e um dos beneficiários e instruendo do INEFP, Adriano Maçada, entende que a entrega das primeiras 15 casas pode, neste momento, criar um mal-estar entre os abrangidos. “Na minha opinião, a entrega das casas devia ocorrer ao mesmo tempo para todos porque, de contrário, vai criar ciúmes, murmúrios e até feitiçaria que pode culminar com a morte de algumas pessoas”, anotou Adriano Maçada.

Inhambane – AP preocupada com abandono de obras públicas

Aquela comissão, no decurso da sessão reservada a perguntas e respostas ao governo, questionou o paradeiro do empreiteiro que, em 2009, recebeu a obra de construção de cinco sistemas de regadio no distrito de Inhassoro, pois, de lá para cá, não se vislumbram sinais da dinâmica daquela empreitada que tinha como objectivo impulsionar a produção de comida naquele distrito.
“O que está sendo feito pelo Governo no sentido de retomar a construção daqueles sistemas de regadio e o que será feito do empreiteiro que, depois de receber o dinheiro na totalidade, simplesmente desapareceu sem deixar rastos?”, questionou a Comissão dos Assuntos Económicos e Desenvolvimento Rural da Assembleia Provincial.

Em resposta, o Director Provincial de Agricultura, José Varimelo, explicou àquele órgão que está em curso uma acção da localização do empreiteiro cuja sede está na capital do país.

Inhambane - AP preocupada com abandono de obras públicas

“Na verdade, o empreiteiro identificado por Nio Neccion Water, com sede na cidade de Maputo, de um total de 37 furos de água e cinco sistemas de regadio, em Inhassoro, apenas executou cinco furos para dar água ao gado bovino e desapareceu da circulação. Devo explicar que o empreiteiro recebeu na totalidade os fundos necessários, cerca de 17 milhões de meticais”, disse Varimelo.

O director provincial da Agricultura revelou que com vista à recuperação do dinheiro alocado ao empreiteiro fugitivo, decorre um processo na Procuradoria Provincial, órgão competente para notificar judicialmente entidades privadas e singulares que burlam o Estado. “Entregámos o assunto à Procuradoria da República para nos ajudar a localizar o empreiteiro que está com o nosso dinheiro”, esclareceu José Varimelo.

O director provincial de Agricultura acrescentou que a obra, segundo o contrato assinado em 2009, deveria ter sido realizada num prazo de 180 dias, mas cerca de quatro anos depois não há sinais, no mínimo, do cumprimento do contrato, pelo facto de o empreiteiro se encontrar num lugar incerto.

Portagens de Maputo e Moamba: Longas filas marcam dia das novas tarifas

As filas resultaram do facto de a maioria dos condutores se terem feito à portagem com o valor da anterior tarifa, acabando no processo de ajuste da quantia levar muito tempo, o que criou congestionamento junto àquelas infra-estruturas, quer num quer noutro sentido.

A nova tabela fixa em 25 meticais a tarifa mínima e em 250 meticais a máxima a ser praticada na Portagem de Maputo, sendo a primeira aplicável a veículos da classe I (motociclos e viaturas ligeiras com ou sem atrelado), e a segunda a veículos pesados com cinco ou mais eixos, que integram a classe IV.

Enquanto que para a Portagem da Moamba as novas tarifas são de 135 meticais para veículos da classe I e mil meticais a máxima a ser cobrada aos automóveis da classe IV.

Firmino Inguane, director de operações na TRAC, concessionária da Estrada Maputo-Witbank, explicou que no primeiro dia da entrada em vigor da nova tarifa das portagens foram enfrentadas dificuldades de processamento porque nem todos os utentes estavam preparados para fazer face à alteração dos preços.

Portagens de Maputo e Moamba: Longas filas marcam dia das novas tarifas

“Tivemos dificuldades relacionadas com a questão do processamento porque há automobilistas que vinham com dinheiro insuficiente e outros com notas muitos altas”, esclareceu Inguane.

A fonte especificou que esta foi a única complicação verificada ontem e que chegou a tornar o atendimento lento e que teve como consequência filas que se verificavam nos sentidos Maputo e Matola.

No entanto, os transportes públicos e semi-colectivos de passageiros, devidamente licenciados, beneficiam de um desconto de 40 por cento nas tarifas aplicáveis a cada viatura, medida que visa amortecer os custos de operação dos serviços de transporte.

Desta feita, na Portagem de Maputo as viaturas de transporte de passageiros do tipo “mini-bus”, pertencentes a Classe I, passam a pagar 15 meticais em cada viagem, contra os 25 meticais fixados, enquanto que os autocarros da Classe II passam a pagar 51 meticais contra 85 estabelecidos na nova tabela.

Na Portagem da Moamba, os mini-bus da Classe I vão pagar 81 meticais contra os 135 tabelados. Os autocarros de transporte de passageiros, pertencentes à Classe II, passam a pagar 198 meticais dos 330 meticais fixados pela nova tabela aprovada.

O último reajustamento de tarifas nas portagens de Maputo e da Moamba foi feito em Março de 2012, depois de seis anos sem quaisquer mexidas.

Nova Direcção na AMONTRANS

Trata-se de Nuno Mohamed, presidente da Assembleia-geral, Bento Elias, presidente do Conselho Fiscal e Vasco Matavele, presidente de Direcção.

Segundo o porta-voz da AMONTRANS, Paulo Mutisse, com a tomada de posse do novo elenco espera-se a criação de uma política clara para resolver os problemas que afligem os transportadores interurbanos e internacionais.

Nova Direcção na AMONTRANS

Mutisse explicou ao nosso jornal que, por exemplo, actualmente o operador adquire autocarros e coloca-os na estrada mas quando bem entender pode decidir unilateralmente retirá-los, situação que não pode acontecer.

“Os transportadores têm uma responsabilidade acrescida desde altura que decidem colocar os seus carros na rua. Os passageiros contam com aqueles veículos, daí que não pode retirá-los sem justa causa”, disse Mutisse.

Falando momentos após a cerimónia de tomada de posse, Nuno Mahomed disse que a sua direcção vai trabalhar arduamente com vista a resolver todas as inquietações dos transportadores.

Vítimas das inudanções em Quelimane: Munícipes sem materiais para reconstrução de casas

O facto deve-se à persistência das chuvas, uma vez que as valas onde os munícipes afectados deveriam tirar os solos para “maticar” as suas casas estão cheias de água. A cidade de Quelimane, não possui um único local onde se possa extrair solos e outros materiais para que as vítimas das últimas enxurradas possam dar corpo aos planos familiares de reconstrução das suas casas, que desabaram ou ficaram parcialmente danificadas. Este cenário está a dificultar a vida de 25 famílias, correspondentes a 130 pessoas que já abandonaram o centro de acomodação que tinha sido implantado pelas autoridades municipais no bairro Sampene, nos arredores de Quelimane, como abrigo temporário.

As famílias com posses financeiras, normalmente, recorrem à extracção de solos em Nicoadala, mas acontece que aquele distrito foi igualmente fustigado pelas cheias e estas zonas estão também inundados, tornando quase impossível a operação de extracção e transporte de areia para a cidade de Quelimane. A nossa Reportagem esteve há dias nos bairros Manhaua, Brandão, Santagua, Janeiro e Acordos de Lusaka para acompanhar o processo de reconstrução da vida das vítimas afectadas pelas inundações, mas constatou que há muitas dificuldades decorrentes da persistência da queda das chuvas.

O período chuvoso está caminhar para o fim mas o desafio de restauração das suas vidas é enorme devido, fundamentalmente, pelo nível de destruição das suas casas e perca de bens. Dois meses depois, os desalojados voltaram a “chocar-se” com uma dura realidade caracterizada por casas desabadas, outras parcialmente destruídas, paredes sem solos e um saneamento horrível que poderá fazer eclodir doenças de origem hídrica, nomeadamente cólera, diarreias e malária.

Alima Omar é uma das vítimas das enxurradas e vive no bairro Brandão, próximo de uma vala de drenagem. Alima Omar é viúva e mãe de três filhos. No momento em que a entrevistamos estava a preparar-se para ir à machamba em Impurrone, cintura verde que se localiza entre Quelimane e Nicoadala. Segundo a nossa entrevistada, a prioridade neste momento são os trabalhos agrícolas para garantir o sustento da família, uma vez que não tendo dinheiro para comprar areia a partir de Nicoadala terá de esperar que as chuvas abrandem para poder tirar solos das valas de drenagem.

Vítimas das inudanções em Quelimane: Munícipes sem materiais para reconstrução de casas

“Isso vai demorar algum tempo; como recebi comida, roupa, medicamentos e lonas plásticas doadas pelo Conselho Municipal dá para tapar as paredes enquanto espero que a vala seque completamente. Não tenho dois mil meticais para alugar um camião para trazer areia”, disse a nossa fonte, para quem a sua casa tinha ficado com o tecto destruído e a água invadiu o seu interior tendo chegado a uma altura de um metro e meio.

Sónia Candrinho é outra munícipe que perdeu totalmente a sua casa. Depois de regressar do centro de acomodação de Sampene teve de alugar uma casa, enquanto espera pela reconstrução da sua residência. A nossa interlocutora disse ter recebido do Conselho Municipal de Quelimane lonas e outros materiais, mas precisa de solos para quando começar a reconstruir a casa poder fazer o reboco com areia (maticar).

“Estou à espera que as valas vazem para depois tirar solos para “maticar” a minha casa, pois eu e o meu marido estamos a lutar agora para conseguir paus e madeira para logo no início do mês de Abril começar a fazer a casa”, disse a nossa entrevistada, para quem que neste momento os amigos da família deram uma casa de aluguer a preço simbólico.

No bairro Santagua, por exemplo, a água que tinha invadido as casas já baixou, ficando ainda por secar nos quintais. Algumas famílias deram-se ao trabalho de fazer drenos de forma a escoar as águas para as valas de drenagem e libertarem-se da imundice.

Isabel Santos, moradora do bairro Santagua, é exemplo disso. Em conversa com a nossa Reportagem, afirmou que a vida está a voltar à normalidade depois de dois meses de intensas chuvas que a obrigaram a sua família a ir ao centro de acomodação.

“Durante o período chuvoso, fomos bem tratados pelo Conselho Municipal porque tínhamos três refeições diárias, água potável, roupa e tratamento sanitário. Agora o problema está em conseguir areia para rebocar as paredes que foram limpas pelas chuvas, aqui não tenho espaço para extrair essa areia que preciso”, disse a nossa entrevistada.

Pesca ilegal em 2012: Prejuízos na ordem de 67 milhões USD

Fonte daquela direcção disse que a pesca ilegal é feita predominantemente por embarcações estrangeiras que realizam incursões em águas nacionais, sobretudo nas baías de Maputo e de Sofala, no sul e centro do país, respectivamente.

O controlo da pesca ilegal é uma das acções que constam das prioridades do Governo para o presente ano. Com efeito, e segundo dados inscritos no Plano Económico e Social está prevista a realização de pelo menos 297 actividades de inspecção prévia nas províncias de Maputo, Sofala, Zambézia e Zambézia, bem como 253 missões de patrulha na zona económica exclusiva.

Paralelamente, estão agendadas 150 horas de voos de patrulha no Banco de Sofala e na zona económica exclusiva.

Ainda no âmbito do controlo da pesca ilegal, o Ministério das Pescas, Victor Borges, anunciou para este ano a intensificação de acções de fiscalização, e adopção de políticas de exploração sustentáveis, protecção e conservação dos recursos, e garantia do cumprimento dos regulamentos do sector por parte dos operadores licenciados.

Segundo a fonte, Moçambique gasta anualmente 70 milhões de meticais em acções de fiscalização marítima contra a pesca ilegal, nível considerado baixo em relação à média dos restantes países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, que ronda os 88,7 milhões de meticais.

 Pesca ilegal em 2012: Prejuízos na ordem de 67 milhões USD

Como uma das saídas para minimizar os custos com a fiscalização, as autoridades moçambicanas têm estado a promover operações de patrulhamento regular conjuntas com a vizinha África do Sul, Madagáscar e as Ilhas Seycheles.

Segundo as autoridades, a pesca ilegal é uma preocupação em todo o mundo, mas Moçambique é um dos países que têm mostrado maior cometimento no seu combate, razão por que tem estado a receber mensagens de admiração por parte de outros países, como exemplo de empenho e persistência.

São várias as formas de pesca ilegal, nomeadamente a pesca sem licença até embarcações cujas licenças não lhes permitem operar nas nossas águas senão, por exemplo, em águas malgaxes, mas que volta e meia invadem e pescam noutros domínios. Há também casos de violação de quotas por parte dos operadores. Por exemplo, uma embarcação pode ter uma quota de três mil toneladas mas quando se faz ao mar pesca cinco mil toneladas.

Além disso, a pesca ilegal provoca a perda de controlo da pescaria e, sendo os limites de captura definidos com o objectivo de preservar as espécies, a actividade fora do controlo deixa por água abaixo todo o esforço de preservação.

“ Portanto, não é apenas por motivos políticos, económicos e financeiros que combatemos a pesca ilegal. É também por motivos ecológicos”, disse a nossa fonte.

Após 45 dias de interrupção: Linha de Ressano reabre hoje ao tráfego

Inicialmente agendada para a semana passada, a reabertura daquela via, que liga a vizinha África do Sul ao estratégico Porto de Maputo, acabou sendo adiada devido a atrasos registados nas obras da nova ponte, construída de emergência em substituição da anterior destruída na sequência de um acidente ferroviário ocorrido a 19 de Fevereiro último.

Até ontem, segundo João Mabota, tinham sido concluídos todos os trabalhos de montagem da estrutura metálica e montagem dos carris e balastragem mas, a necessidade de conferir uma maior aderência e coesão aos materiais usados na obra, acabou determinando o atraso da abertura da via à circulação de comboios.

“Durante o final de semana fizemos alguns acabamentos, mas seguramente que a linha será reaberta hoje. Depois disso continuaremos a realizar uma e outra intervenção, que podem ser feitas mesmo com a linha a operar”, disse.

Entretanto, os CFM deverão devolver três dos cinco tabuleiros de emergência usados na construção da estrutura da ponte, cedidos a título de empréstimo pela companhia sul africana Transnet, para o que a ferroviária moçambicana deverá assegurar a disponibilidade daquelas peças para serem montados em definitivo na ponte.

Sobre esta operação, o director de engenharia dos CFM assegurou que se trata de trabalhos que poderão ser feitos sem afectar a normal utilização da via, não se colocando, por isso, a questão de a linha voltar a ser paralisada para permitir a substituição dos tabuleiros.

Após 45 dias de interrupção: Linha de Ressano reabre hoje ao tráfego

“O que acordamos com a Transnet foi que os tabuleiros emprestados serão devolvidos até quatro semanas após a reabertura de emergência da linha, o que quer dizer que durante essas quatro semanas o CFM terá que ter tabuleiros seus, para colocar em definitivo na ponte, e devolver os da Transnet”, explica Mabota.

O encerramento da linha de Ressano ao tráfego de comboios afectou a dinâmica do negócio de muitas companhias sul-africanas que exportam mercadorias através do porto de Maputo. Devido a essa situação, alguns fornecedores sul-africanos, sobretudo os de minérios largamente procurados na Europa e na Ásia, tiveram que encontrar alternativas para a colocação do produto no Porto de Maputo, ora usando a linha de Ressano Garcia, ora usando a via rodoviária, com forte impacto em termos de economia de escala.

Com efeito, a utilização da linha de Goba como alternativa acabou se assumindo problemática para as empresas fornecedoras, uma vez que, além de implicar custos adicionais de escoamento da carga até Maputo devido ao desvio para atravessar o território da Suazilândia, nalgum momento foram desaconselhadas a usar a linha de Goba devido a trabalhos ainda em curso de melhoramento na ponte sobre o rio Umbelúzi, no distrito de Boane.

Além dos fornecedores sul-africanos, a interrupção da linha de Ressano causou prejuízos ao Porto de Maputo que viu reduzir drasticamente o volume de carga manuseada, 70 por cento da qual é constituída por minérios provenientes da África do Sul, em trânsito para diversos mercados do mundo.

Empresas de prestação de serviços marítimos e portuários, firmas transitárias e outras cuja actividade é fortemente condicionada pela presença de carga no porto, também entraram em prejuízo com a interrupção de comboios na linha de Ressano Garcia.

CNE: AR exorta sociedade civil a apresentar candidatos

O apelo foi lançado pela Comissão “Ad-hoc” do órgão legislativo encarregue de avaliar e seleccionar as propostas atinentes ao preenchimento dos três assentos reservados à sociedade civil no órgão de direcção e supervisão dos actos eleitorais nacionais.

“A Comissão “Ad-doc” da Assembleia da República para Selecção dos Membros da Sociedade Civil para integrar a Comissão Nacional de Eleições (CNE) convida as organizações da sociedade civil legalmente constituídas integradas em Fórum das Organizações da Sociedade Civil ou à título individual para apresentarem as candidaturas a membros da CNE, no prazo de 15 dias, a partir do dia 27 de Março de 2013”, exortou o presidente desta comissão parlamentar, Moreira Vasco.

Segundo este grupo de trabalho da AR, os candidatos deverão respeitar os requisitos estabelecidos na Lei nº 06/2013, de 22 de Fevereiro, que cria a CNE, designadamente: serem moçambicanos e maior de vinte e cinco (25) anos de idade; ser um cidadão de reconhecido mérito moral e profissional; e ser Probos para exercer as funções com idoneidade, independência, isenção, objectividade, competência e zelo.

As candidaturas devem ser dirigidas ao Presidente da Comissão “Ad-hoc” para Selecção dos Membros da Sociedade Civil para integrar a Comissão Nacional de Eleições (CNE), acompanhadas do Curriculum Vitae, Certificado do Registo Criminal, cópia do Bilhete de Identidade autenticada, prova de existência legal das organizações que suportam a candidatura e declaração de aceitação da candidatura, devendo ser depositadas na Secretaria Geral da Assembleia da República durante as horas normais de expediente.

CNE: AR exorta sociedade civil a apresentar candidatos

O plenário da AR elegeu, semana finda, os membros da Comissão “Ad-hoc” que se encarregará de seleccionar os representantes da sociedade civil na comissão nacional eleitoral. Trata-se dos deputados Carlos Moreira Vasco (que preside ao grupo), Fátima Madeira, António José Amélia e Danilo Ragú, todos da bancada parlamentar da Frelimo, e Geraldo de Carvalho, do grupo parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM).

A Renamo não indicou nenhum deputado para integrar o grupo, alegando coerência entre o discurso e as suas acções em torno do processo eleitoral. Esta posição resulta do facto de a sua bancada ter afirmado que não vai participar em pleitos eleitorais enquanto não se rever a legislação eleitoral de modo a aprová-la por consenso.

A nova lei sobre a CNE refere que este organismo do Estado é constituído por treze elementos, oito dos quais indicados pelos partidos políticos ou coligações de partidos com assento parlamentar, de acordo com o princípio de representação e proporcionalidade; um juiz indicado pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial; um procurador indicado pelo Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público e três representantes da sociedade civil.

Neste contexto, o Parlamento elegeu, na última quarta-feira, seis dos oito elementos a que tem direito, devido ao facto do grupo parlamentar da Renamo ter abdicado de nomear os seus dois representantes alegando não existirem condições para a realização de eleições no país. A Frelimo fez eleger cinco personalidades, nomeadamente, António Chipanga, Rodrigues Timba, António Muacoarica, Abílio Durai e Eugénia Chimpene; e o MDM avançou com o nome de Barnabé Ncomo.

Sector privado quer investimento francês

Trata-se de investidores nas áreas de saúde, energia, transportes, logística, agricultura, obras públicas, catering, fundo de investimento privado, desenvolvimento de softwares, pesquisas científicas, aquacultura, gás, banca, entre outras.

Organizado pelo MEDEF-Internacional, uma organização empresarial francesa e a CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, em parceria com o Centro de Promoção de Investimentos (CPI), o evento contou com a participação do ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, e do embaixador da França em Moçambique, Serge Segura.

Na ocasião, o vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que a França faz parte dos 43 países investidores em Moçambique, embora não conste da lista dos dez maiores: “Porém, existe muito espaço para este país europeu aumentar o nível de investimentos no nosso país”, frisou.

“Moçambique apresenta-se como um destino atractivo para o investimento na área do turismo, onde possui um potencial quase inesgotável e diversificado”, indicou Agostinho Vuma, acrescentando esperar que os participantes ao encontro de negócios saiam “reforçados e munidos de informações úteis, para o estabelecimento de parcerias de negócios entre empresários franceses e moçambicanos”.

Sector privado quer investimento francês

Por seu turno, o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, disse que “as recentes descobertas e início da exploração de recursos energéticos e minerais não só fazem de Moçambique uma das maiores reservas mundiais de gás, e tornam o país num destino inevitável para o investimento, como também propiciam o fortalecimento e oportunidades de crescimento para a prestação de serviços de formação e desenvolvimento de unidades especializadas de suporte a essa indústria extractiva nascente, promovendo micro, pequenas e médias empresas moçambicanas, aonde a combinação entre o capital internacional e as empresas nacionais possa criar sinergias e consolidar numa perspectiva de ganhos conjuntos”.

O governante convidou ainda os “empresários franceses a explorar as oportunidades de investimento que Moçambique oferece e avançarem, sem hesitação, no estabelecimento de parcerias consistentes com o empresariado moçambicano nas diversas áreas com potencial para o efeito”.

Por sua vez, o diplomata francês, Serge Segura, disse que se pretende com esta visita “dotar as empresas francesas de melhores conhecimentos sobre as empresas moçambicanas e seu desenvolvimento e fazer ligações entre elas, o que para nós é um ponto importante no desenvolvimento das nossas relações bilaterais”.

PR em visita de Estado: Moçambique e Malawi relançam cooperação

Para tanto, o Presidente da República, Armando Guebuza, efectua uma visita de Estado à República do Malawi de 2 a 4 de Abril, uma deslocação que deverá constituir uma retribuição àquela que foi realizada pela estadista malawiana, Joyce Banda, em Maio de 2012, ao nosso país, logo após assumir o cargo de Chefe de Estado do Malawi, na sequência da morte do Presidente Bakili Muluzi.

A oportunidade servirá igualmente para os dois estadistas trocarem impressões sob a situação interna de cada um dos países da região austral de África, do Continente Africano e do mundo, em geral.

O estadista nacional vai também avaliar o estado das relações bilaterais  em vários domínios com destaque para a área de energia, comércio e indústria, defesa e segurança, gestão fronteriça, transportes e comunicações, agricultura, gestão partilhada deprecarmos hídricos e minerais.

Serão ainda passados em revista os acordos assinados durante a visita da  Presidente Banda ao nosso país, onde se destaca os memorandos de entendimento nos domínios politico-diplomático e energético.

PR em visita de Estado: Moçambique e Malawi relançam cooperação

Na área de energia, o objectivo dos malawianos é garantir a ligação da energia de Cahora Bassa ao seu solo pátrio, um país em que o parque industrial apresenta graves problemas por falta de energia eléctrica. Na ocasião, o Malawi também manifestou interesse em que sejam criadas condições para que, para além do “Corredor de Nacala”, possa utilizar com maior eficiência a linha de Sena, no que liga o Porto da Beira aos países do “interland”. As questões ambientais também dominaram as conversações entre os dois países realizadas no âmbito da visita da Presidente Banda.

Guebuza e Banda vão também revisitar a implementação das decisões tomadas na reunião da comissão mista que teve lugar na capital malawiana em Novembro passado.

Espera-se que nesta visita seja assinado um acordo sobre projecto de interconexão eléctrica entre os dois países, a partir da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Tete. Inicialmente, o acordo seria assinado em Maputo, mas à última hora o local foi transferido para Lilongwe, segundo revelou o ministro malawiano de Energia, Ibrahim Matola.

A demora na assinatura do acordo, cujas linhas foram traçadas durante a visita de Joyce Banda a Maputo, deveu-se a alguns problemas logistícos, que segundo ele, já foram ultrapassados.

Com este entendimento, Moçambique espera utilizar o território malawiano para o transporte deste recurso para abastecer a zona norte.

Para além da assinatura do memorando de entendimento sobre interligação de energia eléctrica entre os dois países, espera-se que sejam rubricados entendimentos de cooperação nos sectores de segurança pública e serviços de migração, meio ambiente, entre outros.

China promete apoio à inclusão financeira

O entendimento resulta de um encontro havido recentemente em Maputo, entre delegações dos bancos centrais de Moçambique e da China, chefiadas pelos respectivos governadores, Ernesto Gove e Zhou Xiaochuan, respectivamente, no qual as partes acordaram ainda em cooperar em matérias ligadas ao sistema financeiro e ao sistema nacional de pagamento.

Num encontro que visava analisar a cooperação económica e financeira entre os dois países, com destaque para as actividades das duas instituições bancárias, o governador do BM destacou a dinâmica da economia moçambicana, apontando o crescimento económico de cerca de sete por cento em média e uma inflação de um dígito que se situou em menos de três por cento em 2012.

De referir que Zhou Xiaochuan encontrava-se em Maputo, a convite do seu homólogo moçambicano, tendo as delegações dos dois países trocado também impressões sobre aspectos inerentes a concepção e implementação da política monetária.

China promete apoio à inclusão financeira

Um comunicado de imprensa do Banco de Moçambique a que tivemos acesso, refere que no encontro Gove e Zhou passaram em revista o estágio de desenvolvimento do sistema financeiro e as oportunidades para aprofundar o relacionamento bilateral entre as duas instituições e países.

A China é o segundo maior investidor em Moçambique com projectos de elevado valor económico e social, com destaque para a cooperação nas áreas de finanças, assistência para o desenvolvimento no quadro do fórum sino-africano, infra-estruturas, transportes e comunicações, ciência e tecnologia, planificação e desenvolvimento, recursos minerais, agricultura e florestas, turismo, saúde, educação, cultura, área empresarial, apoio mútuo humanitário e aos governos locais.

Participaram no encontro o embaixador da China em Moçambique, a conselheira política da embaixada, os administradores do BPC para as áreas de relações internacionais, política monetária, administradores do BM, a representante do ministro das Finanças e directores do gabinete do governador e da divisão do departamento internacional, para além do representante para a África do Banco Central Chinês.

Quinze anos da autarcização: Prevalece procura desenfreada de terra

A Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM) refere em relatório-balanço dos planos de desenvolvimento autárquico e urbano das onze cidades capitais, apresentado no decurso da VIII Reunião Nacional dos Municípios que decorre em Maputo, que tal procura tem desembocado, não raras vezes, em conflitos de terra que podem minar o desenvolvimento sustentável das cidades, apesar de existirem dispositivos legais tais como a Lei de Terra e seu regulamento, o regulamento do uso do solo urbano, a Lei do Ambiente, entre outras.

De acordo com a ANAMM, a gestão do solo urbano continua a ser um dos grandes desafios a nível dos municípios capitais provinciais, devido à ocupação desenfreada vezes desordenada por um lado, e a pressão da procura de espaços para a implementação de projectos de investimento sócio – económico, por outro.

Quinze anos da autarcização: Prevalece procura desenfreada de terra

Para responder a esta demanda, segundo a ANAMM, os municípios tem avançado com actividades de requalificação urbana, criação de novas zonas de expansão e actualização dos planos urbanísticos. Estão também em curso programas como Acesso Seguro à Terra, nas cidades de Pemba, Lichinga e Quelimane, os quais tem sido uma mais-valia no parcelamento da terra e entrega gratuita de títulos de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUATs).

Quanto a gestão financeira o documento refere que os municípios em alusão têm demonstrado uma melhoria significativa no que diz respeito a arrecadação de receitas próprias para a viabilização dos seus planos anuais, mercê da aplicação contínua e persistente de políticas claras, aliado a supervisão e fiscalização dos órgãos de tutela bem como do aperfeiçoamento do Código Tributário Autárquico.

Refere ainda que para a prossecução das actividades, os municípios recorreram a fundos provenientes das suas receitas próprias, reforçadas pelas transferências do Estado, de entre elas os Fundos de Compensação Autárquica, Investimento de Iniciativa Local, Estradas, Redução da Pobreza Urbana e Fomento da Habitação.

De um modo geral, todas as autarquias em referência implementam diversas fontes de receitas, de entre elas as taxas dos mercados, de ocupação e uso do solo urbano, Imposto Pessoal Autárquico, Imposto Autárquico de Veículos, SISA e IPRA e como consequência disso nota-se um assinalável crescimento do nível de arrecadação de receitas.

Portagens agravam tarifas

A nova tabela fixa em 25,00 meticais a tarifa mínima e em 250,00 meticais a máxima a ser praticada na Portagem de Maputo, sendo a primeira aplicável a veículos da Classe I (motociclos e viaturas ligeiras com ou sem atrelado), e a segunda a pesados com cinco ou mais eixos, que integram a Classe IV.

Para a Portagem da Moamba o novo dispositivo fixa em 135,00 meticais a tarifa mínima e em 1000,00 meticais a máxima a ser cobrada, a primeira para veículos da Classe I e a segunda para os da Classe IV.

Um comunicado conjunto da Administração Nacional de Estradas (ANE) e da TRAC, indica que na Portagem de Maputo as viaturas da Classe II passam a pagar 85,00 meticais, contra 165,00 meticais para os da Classe III, enquanto na Portagem da Moamba a tarifa aprovada fixa em 330,00 meticais a taxa para as viaturas da Classe II e em 660,00 meticais o valor para os veículos da Classe III.

Portagens agravam tarifas

De acordo com o comunicado, a Classe II inclui veículos de carga média com dois eixos, enquanto a Classe III integra veículos de carga pesada com três ou quatro eixos.

Entretanto, e por decisão do Governo, os transportes públicos e semicolectivos de passageiros devidamente licenciados deverão beneficiar de um desconto de quarenta por cento (40 por cento) nas tarifas aplicáveis a cada veículo.

A medida, segundo dados apurados pela nossa fonte, visa amortecer os custos de operação dos serviços de transporte de passageiros, sobretudo em centros urbanos como Maputo e Matola.

Assim, na Portagem de Maputo as viaturas de transporte de passageiros do tipo mini-“bus”, pertencentes à Classe I, passam a pagar 15,00 meticais por cada passagem, contra os 25,00 meticais tabelados, enquanto os autocarros da Classe II passarão a pagar 51,00 meticais, contra 85 fixados na nova tabela.

Na Portagem da Moamba os mini-“bus” da Classe I vão pagar 81,00 meticais, contra os 135,00 tabelados. Os autocarros de transporte de passageiros, pertencentes à Classe II, passam a pagar 198,00 meticais dos 330,00 meticais fixados pela nova tabela aprovada.

O contrato de concessão da EN4 prevê, entre vários aspectos, o ajustamento anual das tarifas de portagem de modo a suportar os encargos da manutenção e desenvolvimento da infra-estrutura e do reembolso dos fundos de crédito contraídos em bancos comerciais para custear a construção da estrada.

O último reajustamento de tarifas nas portagens de Maputo e da Moamba foi feito em Março de 2012, depois de seis anos sem quaisquer mexidas.

Nampula: Reassentadas famílias afectadas pelas chuvas

Assim, o Executivo chefiado por Cidália Chauque decidiu definir o reassentamento da população afectada pelas inundações como uma das suas prioridades neste momento. Esta decisão foi transmitida na cidade de Nampula, pelo esposo da governadora provincial, Luís Mertoana, falando aos órgãos de comunicação social no inicio de várias visitas que ele deverá realizar sucessivamente aos cinco postos administrativos da cidade de Nampula, cujo objectivo fundamental é constatar “in loco” o rasto de destruição deixado pelas chuvas na urbe.

“Durante a nossa visita a esses postos vamos privilegiar esta informação de que sentimos profundamente o sofrimento das famílias que foram vítimas das enxurradas, mas que a nossa prioridade é de retirar as pessoas das zonas de risco para as mais seguras, não só da cidade de Nampula, como também doutras regiões da província afectadas por estas calamidades”, disse Mertoana.

Luís Mertoana avançou que já está em curso um grande trabalho coordenado, de preparação de terreno bem como material, entre as autoridades municipais, Direcção Provincial da Mulher e Acção Social e o seu gabinete, no sentido de se pôr em prática dentro de pouco tempo o reassentamento das famílias em áreas seguras, de modo que elas não voltem a passar pelas situações de sofrimento nos próximos anos.

Nampula: Reassentadas famílias afectadas pelas chuvas

Paralelamente a esse trabalho, decorrem acções de sensibilização das famílias que vivem nas zonas de alto risco, principalmente na cidade de Nampula, que estão a ter um impacto positivo na medida em que contribuem para a tomada de consciência sobre a necessidade e importância da sua transferência desses locais.

O esposo da governadora de Nampula tem aconselhado em todos os encontros que mantém com as famílias que foram afectadas pelas enxurradas, sobre a necessidade de construírem as suas casas utilizando o tijolo queimado e outro material resistente, como paus e bambus.

Na cidade de Nampula, segundo dados do Conselho Municipal, além das enxurradas terem desalojado pouco mais de 800 famílias, provocaram a morte de 15, por afogamento, electrocussão e noutras circunstâncias associadas a essas calamidades naturais.

Outros dados apurados pela nossa Reportagem referem que as cidades de Nacala-Porto e Angoche, vila de Monapo e distrito de Mossuril, são outras regiões da província de Nampula que constam do plano de reassentamento das famílias desalojadas pelas inundações já traçado pelo governo.

Gaza – Aposentadoria não é passar à ociosidade – afirma Eduardo Macucha

Actualmente empresário de sucesso em múltiplas áreas de negócio, o nosso entrevistado assegurou estar a viver de forma condigna e não passa necessidades por ter deixado de ser membro do Governo provincial de Gaza onde dirigiu várias empresas estatais.

Nascido em Xai-Xai, lá já passam pouco mais de seis décadas, na vida, este homem de estatura mediana, calculista no que diz e no que faz, João Macucha, ou simplesmente “tio” Macucha como é carinhosamente tratado por gente de todas as faixas etárias, tem se caracterizado por uma total ausência de medo para enfrentar os mais complicados desafios.

Forjado durante os 35 anos da sua passagem pela Função Pública e empresas com participações do Estado, desde a EMOPESCA, COMEC, Macucha foi, durante vários anos, director provincial do Comércio, em Gaza, cargo que exerceu até 2003, altura da sua aposentação.

Segundo ele, a possibilidade hoje de poder estar na reforma e a tempo inteiro ter a possibilidade de se dedicar à vida privada, lhe dá muito prazer e lhe permite colocar em prática uma série de experiências acumuladas ao longo do tempo em que esteve vinculado ao Estado.

Pioneiro na implantação de pequenos negócios na capital provincial de Gaza, Macucha instalou primeiro, na cidade de Xai-Xai, a pequena oficina de montagem, desmontagem e reparação de pneus. Foi igualmente o “tio” Macucha que trouxe à Xai-Xai, a primeira unidade de comercialização de pintos e rações, assim como a ele lhe coube o mérito de ter criado a primeira clínica dentária privada.

Gaza - Aposentadoria não é passar à ociosidade – afirma Eduardo Macucha

O nosso entrevistado, que ao longo dos últimos 10 anos que coincidem com a década da sua desintegração como funcionário público, tem ainda no vasto rol de iniciativas por ele tomadas, para dar respostas a algumas necessidades básicas dos munícipes e de todos aqueles que por ali passam, a instalação na zona alta da cidade, de um complexo comercial que inclui uma livraria e uma sala de conferências que, actualmente, é igualmente usada como discoteca.

“Era necessário encontrar formas para que depois que me desliguei das funções que vinha desempenhando no Estado, pudesse ter muito mais tempo para pensar em mim próprio e na minha família”, disse acrescentando que, “através da minha entrega à actividade privada e provar que cada um de nós, com o seu saber, disciplina e, sobretudo, muito trabalho, passar o período de aposentação numa situação se calhar muito melhor do que quando estava a prestar serviços ao Estado”.

Segundo ele, a longa experiência acumulada durante o exercício na Função Pública, lhe permitiu ter um conhecimento mais profundo das necessidades do quotidiano e as soluções a serem dadas a cada momento.

De acordo com a nossa fonte, há que se tomar medidas preventivas para que a aposentação não seja uma espécie de um prévio atestado de óbito porque, segundo ele, o país está prenhe de riquezas e oportunidades por explorar sendo, para tal, necessário que as pessoas sejam mais proactivas.

João Macucha disse lamentar algumas situações que se vivem um pouco por todo o lado, particularmente no Aparelho do Estado, onde se registam muitos casos de gente que receia passar à reforma depois de cumpridas as missões que lhes foram atribuídas, tudo isso porque querem ficar apegadas ao poder e manter, indefinidamente, as mordomias.

“Essas mordomias e outras regalias, cada um de nós pode criar com trabalho honesto e muita dedicação. Cada um de nós pode prestar um contributo válido para o fortalecimento do Estado moçambicano, produzindo riqueza para que o país possa ser auto-suficiente e dotado de uma economia forte”, observou Macucha.

Gaza – ISPG deve capitalizar sua localização geográfica – adverte Rosário Fernandes

A exortação, nesse sentido, foi feita, na semana passada, pelo presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, no decurso da aula de sapiência que proferiu por ocasião da abertura solene do ano académico 2013 naquela instituição de ensino superior.

“Nunca ignorem a geografia da vossa implantação e devem fazer do drama provocado pelas últimas cheias, que obrigaram à evacuação do ISPG da cidade do Chókwè para a zona do Lionde, uma forte razão para toda a comunidade académica, assumir este fenómeno natural como oportunidade científica e de investigação tecnológica, visando a busca de soluções sustentáveis e duradoiras para este problema”, disse Fernandes.

O Instituto Superior Politécnico de Gaza, em parceria com outras instituições de ensino e entidades estatais competentes devem, na opinião de Rosário Fernandes, investir na pesquisa e na investigação, pautando por um maior rigor científico.

Para o efeito, de acordo com o presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, o instituto deve, junto dos agentes económicos públicos e privados, encontrar soluções para o acautelamento de futuras catástrofes, através do estabelecimento de sistemas hidráulicos e de irrigação sustentáveis.

A fonte defendeu que há que caminhar-se, com toda a determinação e pujança, para a descoberta de técnicas e soluções de mitigação, contribuindo assim para uma significativa redução dos impactos negativos globais.

“É que vocês, com a sabedoria investigativa, conseguem levar as soluções ao país e ao mundo e poderemos atingir, com segurança, o ponto almejado para a solução de todos os nossos problemas, com opções curriculares ajustadas às necessidades actuais do país”, referiu Rosário Fernandes.

Gaza - ISPG deve capitalizar sua localização geográfica - adverte Rosário Fernandes

Aquele orador deixou um recado aos principais actores envolvidos na Educação no país para que olhassem, sobretudo, para o Sistema de Educação Técnico Profissional, investindo na perspectiva de, no futuro, o país passar a competir em pé de igualdade e de oportunidades num mercado global cada vez mais concorrido.

Rosário Fernandes apelou, por outro lado, ao estabelecimento de cursos especializados que nos identifiquem, gerem habilidades e estimulem a procura externa, para além de ter que se produzir, para cada especialidade, currículos compatíveis com as boas práticas internacionais, no quadro do sistema harmonizado do Ensino Superior Técnico Profissional.

Refira-se que, o Instituto Superior Politécnico de Gaza, com 850 estudantes, assistidos por um total de 79 docentes, funciona com cursos de Engenharia Agrícola, Engenharia Hidráulica Agrícola e Água Rural, Economia Agrária, Contabilidade e Auditoria, Engenharia Zootécnica e Florestal.

Segundo promessas feitas, na ocasião, por Hortênsio Comissal, director-geral do ISPG, devido às exigências do mercado, será introduzido, em 2014, o curso de licenciatura em Engenharia de Aquacultura e Pescas.

Para o efeito, deverão ser mobilizados meios financeiros e materiais de forma a permitir que o ISPG possa estar dotado de mais laboratórios, salas de aula, meios circulantes para as deslocações dos docentes, técnicos, investigadores e estudantes às unidades práticas e de produção.

Gaza – Urge expandir energia eléctrica para impulsionar desenvolvimento do norte da província

O desejo de ver materializado aquele sonho dentro dos próximos tempos, foi expresso há dias pelo primeiro secretário provincial do partido Frelimo, em Gaza, Roque Silva, o qual indicou que a concretização daquele facto se mostra oportuna tendo em conta que, neste momento, o Governo está envolvido na construção da estratégica estrada Caniçado/Chicualacuala que poderá vir a contribuir para a correcção das assimetrias de desenvolvimento entre aqueles pontos e as restantes regiões da província de Gaza.

A referida pertinência, ainda de acordo com a nossa fonte, surge por outro lado, pelo facto de nessa região passar o corredor ferroviário do Limpopo, que liga o sul do país à vizinha República do Zimbabwe, que faz limite com o distrito de Chicualacuala.

O nosso interlocutor destacou ainda o facto de Pafuri, em Chicualacuala, estar localizado uma importante porta de entrada de turistas que escalam as diversas estâncias do sector no país, designadamente as praias, safaris e locais de importância histórica e cultural, como são os casos de Chaimite, em Chibuto, Nwadjahane, em Mandlakaze e a Mata Sagrada de Chirrindzene, no distrito de Xai-Xai.

“Estas e outras razões são por demais suficientes para que a região nortenha de Gaza possa, finalmente, usufruir deste importante recurso energético, que poderá contribuir para a melhoria das condições de vida dos nossos concidadãos e promover o desenvolvimento rápido das suas comunidades”, disse Roque Silva.

Gaza - Urge expandir energia eléctrica para impulsionar desenvolvimento do norte da província

Refira-se que, a aguardada barragem que se pretende que seja edificada em Mapai, para que de uma vez por todas se ponha cobro ao ciclo de desgraças provocadas pelas águas do rio Limpopo quando ocorrem cheias, está localizada no norte de Gaza, mais precisamente no distrito de Chicualacuala.

Trata-se de uma infra-estrutura que para além de contribuir para um melhor controlo das águas do Limpopo, poderá assumir-se como alternativa para a retenção de água, não só para o consumo humano e para o gado, como também para a irrigação de campos agrícolas.

Outra preocupação que a Frelimo quer ver resolvida, tem a ver com a urgência que constitui a reparação do descarregador de fundo na barragem de Massingir, uma intervenção julgada de importância vital no controlo das águas daquela infra-estrutura, particularmente nos períodos de cheias.

Segundo Roque Silva, o Comité provincial da sua formação política, destacou ainda o desempenho do Governo de Gaza, particularmente no que tange ao nível de crescimento da economia nas suas várias vertentes, melhoramento das vias de acesso, abastecimento de água e expansão das redes sanitária e escolar.

Aquele dirigente partidário deixou ainda palavras de apreço à pronta intervenção das autoridades governamentais para fazer face ao recente drama provocado pelas cheias, através da mobilização das populações para acatarem as instruções de se retirarem de zonas ribeirinhas propensas às inundações, instalação e assistência às vítimas nos locais de acolhimento e criação de zonas de reassentamento.

Roque Silva referiu-se, por outro lado, aos investimentos feitos pelo Governo para garantir maior rentabilidade dos dois principais regadios locais, designadamente o Sistema de Regadio Eduardo Mondlane, em Chókwè, e o Regadio do Baixo Limpopo, em Xai-Xai, de cuja prestação se espera um maior incremento na produção agrícola na província de Gaza.

Kandlelo ilumina futuro de centenas de crianças

Lhamankulo como outros bairros da capital do pais, tem estado a registar um elevado número de crianças órfãs e vulneráveis, situação que motivou o surgimento daquela instituição de beneficência que alberga neste momento 250 crianças em regime aberto.

Com o apoio de diferentes organizações, incluindo a Acção Social, ela garante aos menores as três principais refeições diárias, assegura assistência escolar, saúde, para além de actividades desportivas e culturais.

Em Moçambique, estimam-se que haja 1,6 milhões de crianças que perderam um ou ambos os pais antes dos 18 anos, mais do que a população inteira da cidade de Maputo. Aqueles que ficaram órfãos devido ao HIV/SIDA ascendem a 400.000, embora o Governo não faça a distinção entre crianças tornadas órfãs devido aquela doença ou outras causas.

Kandlelo ilumina futuro de centenas de crianças

“Com ou sem a presença do vírus, uma criança órfã é um ser vulnerável, exposto a desafios acumulados: dificuldade em aceder a serviços básicos, como saúde, educação, alimentação, apoio jurídico ou financeiro; escolha limitada de estratégias de sobrevivência e formas de geração de rendimento; tendência para encontrar soluções de saída negativas, como casamentos precoces, prostituição ou trabalhos perigosos”, disse a Ministra da Mulher e da Acção Social, Yolanda Cintura, que recentemente ofereceu diversos produtos, roupa de cama, colchões e material de cozinha, a crianças do distrito Municipal de Lhamankulo, na sua maioria assistidas pela Kandlelo.

A governante reconheceu que o apoio não vai sanar todas as dificuldades, mas vai minimizar algumas, tendo em conta os enormes obstáculos atravessados por estas crianças no seu dia-a-dia, apelando para que outros grupos sociais sigam o mesmo exemplo.

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