A nossa Reportagem esteve semana finda em Pafuri, distrito de Chicualacuala, e testemunhou os esforços em curso visando a reposição do fornecimento da energia que deve acontecer o mais tardar até quarta-feira.
Com a queda de uma das torres da linha um a transmissão da energia para a África do Sul está a ser feita, desde então, a 65 por cento da capacidade com recurso à linha dois que, nas cheias deste ano, não foi afectada.
Moisés Machava, director da Engenharia e Manutenção na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, que levou a nossa Reportagem até ao local dos factos, explicou que a interrupção do fornecimento dos 35 por cento de energia à ESKOM, na África do Sul, significa prejuízos diários na ordem de 300 mil dólares.
A solução encontrada, segundo Machava, consiste em não usar a torre destruída por enquanto porque a reposição do fornecimento de energia levaria mais tempo.
Neste sentido, foram reparadas e reforçadas as duas torres adjacentes, nomeadamente a 2056 e 2054, afectadas com a queda da torre 2055 e aplicado um cabo com as especificações ACCC Lisbon, menos pesado que o ACSR Zambeze, em uso no transporte de energia para a RAS.
Com a retirada da torre que tombou a distância entre as duas torres, passa para 812 metros e não 406 normais, sendo por isso coberta com condutores menos pesados para manter as distâncias de segurança quando a linha estiver a funcionar.
A solução de engenharia passou ainda por estender este novo cabo por uma distância de seis quilómetros (cada linha é composta por quatro fios condutores e mais um cabo de guarda que também serve para as comunicações).
“Até próxima semana (esta semana) teremos restabelecida a ligação. O empreiteiro tem estado a corresponder. Fizemos um desafio e mobilizamos empresas e pessoas especializadas em linhas de transmissão e negociamos para restabelecer a linha, o mais rápido possível. Em condições normais restabelecer a linha depois de uma ocorrência desta natureza leva tempo”, indicou o engenheiro Machava.
Aquando das cheias de 2000, em que as duas linhas ficaram paralisadas, a reposição da primeira com a solução provisória levou cinco meses. Alguns meses depois foi possível fazer a reposição da segunda linha porque ficou-se à espera que passasse a época das chuvas para fazer a intervenção.
“O desafio foi criar condições para iniciar as obras de intervenção mesmo antes de terminar a época das chuvas”, disse.
O empreiteiro foi mobilizado a partir da RAS e para a reposição da linha também se recorreu ao uso de helicópteros.
Para além desta intervenção, a HCB está a desenhar um projecto para melhor proteger as infra-estruturas de transmissão de energia que estará em sintonia com a possibilidade já avançada pelo Executivo de construção de barragens, incluindo no Limpopo.
“Há somente um jogador que está a fazer coisas esta época que eu nunca poderia igualar, que é Messi. Mas eu não colocaria nenhum jogador italiano acima de mim se se elaborasse uma lista, porque os números falam por si”, disse o avançado do clube da capital italiana.
Mario Balotelli, do Milan, é alvo de elogios de Totti, mas este revela algumas cautelas em relação ao futuro…
“Eu diria que Mario (Balotelli) se pode vir a tornar num fenómeno, mas tudo vai depender da sua atitude e do seu comportamento. Refiro-me às coisas que são feitas fora do campo…”.
Com nove pontos de avanço sobre o segundo classificado, o Nápoles, e já a pensar na primeira “mão” dos quartos-de-final da “Champions League” com o Bayern de Munique, na terça-feira, o treinador da Juventus, Antonio Conte, vai tentar levar o líder da Série A à desforra diante dos “nerazzurri”, equipa que acabou com a série de 49 jogos sem derrotas da Juve no campeonato, em Novembro passado.
ESPANHA: ATLÉTICO DE MADRID-VALÊNCIA (AMANHÃ)
Apesar dos “rojiblancos”, terceiros classificados, terem 15 pontos de avanço sobre o Valência, quinto da tabela, o treinador Diego Simeone está consciente da qualidade do adversário. “Eles desejam estar onde nós estamos”, disse. E a verdade é que a equipa que visita amanhã o Vicente Caldérón é a mesma que aplicou a primeira derrota da época ao Atlético na Liga espanhola, em Novembro, num jogo que acabou com a série de 13 vitórias seguidas dos madrilenos em todas as competições. “O Valência tem um dos melhores plantéis do campeonato e joga muito bem”, sublinhou Simeone. “Estou certo de que iremos assistir a um jogo de alta qualidade.”
“Vamos defrontar uma equipa que está a melhorar”, afirmou o avançado dos “bianconeri”, Fabio Quagliarella. “Eles estão em boa forma, pelo que teremos mais um grande jogo”. O treinador do Inter, Andrea Stramaccioni, quer celebrar um ano no cargo em bom estilo. “Este não é, definitivamente, um jogo como qualquer outro. Sentimos isso”, referiu. “Vamos trabalhar muito e estaremos prontos a jogar perante lotação esgotada em San Siro.” A equipa de Stramaccioni ocupa o sétimo lugar da tabela, com menos quatro pontos do que a Fiorentina, quarta classificada.
PORTUGAL: ACADÉMICA-FC PORTO (HOJE)
Oito jornadas sem vencer, durante as quais averbou seis derrotas, fizeram a Académica cair para o 12º lugar do campeonato, numa altura em que se prepara para defrontar o Porto, igualmente pressionado pela recente perda de pontos na luta pelo título. Dois empates nos dois derradeiros jogos fora, conjugados com vitórias do Benfica, permitiram ao rival de Lisboa ficar com quatro pontos de vantagem no topo da classificação. Deste modo, a partida de Coimbra é crucial para os “dragões”, mesmo que o líder Benfica receba o Rio Ave, sexto classificado e uma das surpresas da prova.
“Espero um sinal forte de carácter e personalidade da equipa”, disse Vítor Pereira, treinador do Porto, cuja equipa, tal como o Benfica, ainda não perdeu. “A margem de erro é aquela que os resultados forem ditando. Sabemos que temos de ganhar os nossos jogos, com o espírito de quem quer revalidar o título nacional, de quem é campeão e quer continuar a sê-lo. A Académica está necessitada de pontos e vai querer mostrar qualidade perante os seus adeptos, e tem qualidade individual e colectiva.”
FRANÇA: NICE-OLYMPIQUE DE MARSELHA (AMANHÃ)
As duas equipas estão nos cinco primeiros da Ligue 1 e espera-se um encontro emocionante no sul de França. Uma vitória do Nice irá permitir-lhe igualar os marselheses, terceiros classificados, na luta por um lugar na “Champions League” da próxima época. “Este desafio entre o Nice e o Marselha tem o sabor de um jogo grande”, realçou o presidente do Nice, Jean-Pierre Rivère. “É importante em termos pontuais, pois queremos ficar no topo até onde nos for possível.” O Marselha tem tarefa complicada pela frente, perante uma equipa que sofreu apenas sete golos nos dez jogos anteriores do campeonato.
Mesmo perante a acusação de assassinato da namorada Reeva Steenkamp no passado dia 14 de Fevereiro, Oscar Pistorius foi autorizado pelos tribunais sul-africanos a poder deixar o país para participar em competições internacionais, decisão que altera as medidas de coação impostas aquando da libertação do atleta mediante o pagamento de uma caução no valor de 80 mil euros.
O juiz Bert Bam referiu que o atleta olímpico e paralímpico terá sempre de informar antecipadamente – pelo menos uma semana antes – as autoridades sobre os seus planos de viagem, sublinhando que “foi um erro” não devolver o passaporte a Pistorius, que o vai receber de imediato.
Ontem, os advogados de Pistorius, atleta que utiliza próteses por ter sido sujeito a dupla amputação das pernas, disseram no Tribunal de North Gauteng que o seu representado não tem qualquer intenção de fugir e que pretende apenas regressar às competições, tendo, no entanto, que angariar algum dinheiro em meetings internacionais.
O nosso país esteve representado pelo presidente da Federação Moçambicana de Ténis, Valige Tauabo, que, por via nominal, ocupará o respectivo cargo. Aliás, Moçambique integra a nova direcção regional eleita durante a reunião magna e que é presidida pelo Botswana. A vice-presidência pertence a Madagáscar.
Durante o encontro de dois dias, os 12 países filiados à CAT ratificaram os Estatutos criados em Dezembro 2012.
Segundo deu aentender Valige Tauabo, a nomeação da nova direcção surgiu depois de intervenções dos membros da zona clamando pela implementação de mudanças que possam impulsionar o nível de competitividade regional, solicitando a intervenção da CAT junta à Federação Internacional de Ténis (ITF).
Aliás, os países da zona partiram para Nairobi unidos nos mesmos interesses e decididos em uniformizar os calendários das competições organizadas internamente, com destaque para as de juniores. Esta é a sua principal aposta com vista a projecção de futuros concorrentes nas competições regionais.
“Acabei liquidado, com oxigénio… Todos fizemos as coisas para ganhar este jogo, o grupo está muito unido e só pensa em continuar a ganhar. Conseguimos um empate que também serve. Foi um sacrifício muito grande”, destacou o jogador do Real Madrid, citado pelo “Diário Olé”.
Lionel Messi foi dos mais afectados pela altitude. O craque do Barça reconheceu limitações e não poupou nos elogios ao esforço de Di María. “Arrancava sozinho e deixava-nos todos para trás. Foi impressionante o que fez”, destacou.
Como tem sido apanágio, os desafios entre estes dois “colossos” são disputados a um ritmo alucinante, onde o equilíbrio é também a nota dominante. É assim difícil prognosticar se o troféu irá para a vitrina dos “alvi-negros” ou “locomotivas”.
Mesmo sem Ivan Esculudes (Maninho), o seu maior artilheiro, que se transferiu para o hóquei egípcio, o Ferroviário manteve a sua veia goleadora e sobretudo a solidez táctica. O Desportivo, por outro lado, parece estar de regresso aos tempos em que se assumiu como o papa troféus. Grande duelo em perspectiva.
Na abertura da ronda, Estrela Vermelha e Académica ombreiam às 14.30 horas, a pensar na fuga ao último lugar.
Entretanto, na segunda jornada registaram-se os seguintes resultados: Desportivo-Academica (8-2) e Ferroviário-Estrela Vermelha (7-0).
“Enviámos um relatório a denunciar cânticos racistas contra Rio Ferdinand e também contra o seu irmão (Anton Ferdinand, jogador do Queen Park Rangers). Está sob jurisdição da FIFA”, afirmou um porta-voz da organização, citada pelo “Globoesporte”.
Rio Ferdinand, recorde-se, foi convocado por Roy Hodgson para a dupla jornada contra San Marino e Montenegro mas o central acabou por ser dispensado.
O jogo, que marca o lançamento da prova, será o timbre do apelo de solidariedade com as vítimas das cheias lançado pela direcção da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), gestora da prova, aos 14 clubes participantes para que as primeiras duas jornadas sejam dedicadas aos afectados pelas enxurradas.
Aliás, a direcção da LMF obteve o entendimento dos dois clubes para que este encontro, que pela via do sorteio pertence ao Costa do Sol, mudasse de ordem de modo a permitir que adeptos, simpatizantes, amantes de futebol e o público em geral aderissem em massa a este apelo, tendo em conta a capacidade muito limitada do campo dos “canarinhos”.
Como se pode vaticinar, este encontro está revestido de grande interesse pelo facto de envolver dois principais candidatos ao título. Portanto, um Maxaquene que entra para a defesa do título e um Costa do Sol que se apetrechou fortemente com o objectivo de entrar na máxima força na luta pela conquista do campeonato.
Entrar a ganhar é fundamental para cada uma das equipas, sobretudo quando os objectivos são comuns. Esta é a razão suficiente para antever uma grande partida de futebol, na qual o espectáculo não faltará. Aliás, o desempenho das duas equipas na Taça de Honra, que serviu de preparação das equipas da cidade de Maputo para o Moçambola, faz antever exibições de alto nível.
Daí que não se descarta a possibilidade deste embate se transformar numa ocasião de ajuste de contas, sendo que os “canarinhos”, apesar de terem perdido o “troféu” a favor dos “tricolores”, foram superiores no confronto directo, terminando em segundo lugar.
Obviamente que as expectativas à volta da jornada inaugural não se esgotam no Maxaquene-Costa do Sol. Mais encontros aliciantes estão na agenda. Ainda hoje, o Vilankulo FC, que também se apetrechou no máximo, recebe o Ferroviário de Nampula, pensando igualmente no arranque vitorioso, sobretudo porque joga perante o seu público.
Já amanhã, estão marcados cinco jogos. A Liga Muçulmana, igualmente forte candidata ao título e talvez a equipa mais requintada entre os participantes na prova, recebe o Têxtil, com a mesma esperança de arrancar com pé direito para alimentar as esperanças de um futuro melhor.
Enquanto isso, o Ferroviário de Maputo, que também reforçou o seu plantel com um número considerável de estrangeiros com a finalidade de atacar o título, vai ao difícil terreno do Chingale.
Por seu turno, o regressado Matchedje tem a missão espinhosa na recepção da HCB, cujo charme permanece patente no Moçambola. Os “militares”, agora com “casa própria”, estão moralizados e apostados em brindar os seus adeptos nesta sua reaparição no convívio dos grandes, daí que este embate ganha interesse.
Na Beira, o Ferroviário mede forças com o conterrâneo Estrela, que igualmente regressa à maior prova futebolística do país. O favoritismo recai para os “locomotivas”, que gozam de estatuto de vice-campeões.
Por último, o Desportivo de Nacala, que entra pela primeira vez na prova, recebe em casa emprestada – Estádio 25 de Junho de Nampula – o Chibuto FC. Comandados por Nacir Armando, os nacalenses têm algo a dizer diante dos gazenses.
Além da derrota diante os Bucks, na qual não contaram com Metta World Peace (fará uma operação ao menisco e já não fará qualquer jogo do que resta da fase regular), os Lakers viram Kobe Bryant e Steve Nash a saírem lesionados.
Com um pé inflamado, Kobe abandonou o pavilhão com a ajuda de uma muleta, enquanto Nash agravou uma lesão muscular já trazida de embates anteriores.
Larry Sanders, com 13 pontos dos seus 21 pontos totais durante o terceiro período, foi o principal destaque do triunfo de Milwaukee, que segue no oitavo lugar da Conferência Este (35 vitórias e 36 derrotas).
O governador da Zambézia, Joaquim Veríssimo, disse há dias à nossa Reportagem que o Governo já preparou um plano de intervenção que visa a distribuição da semente de arroz, milho e hortícolas bem como instrumentos agrícolas para a recuperação dos trinta e dois mil hectares perdidos devido às calamidades.
Joaquim Veríssimo apelou aos parceiros de cooperação quer nacionais como estrangeiros a continuarem a prestar assistência às vítimas das calamidades, priorizando as acções de reconstrução de forma a normalizar a vida das pessoas.
Falando por ocasião da entrega de um donativo avaliado em 500 mil meticais oferecido pela INTELEC Holding, Joaquim Veríssimo disse que pelo facto de muitas famílias terem perdido toda a sua produção todo o esforço deverá ser orientado para o fornecimento de semente para a recuperação das áreas perdidas.
Fazendo jus ao apelo do governador, a INTELEC Holding comprometeu-se a canalizar para as vítimas das cheias e inundações enxadas, catanas e ancinhos.
O presidente do Conselho de Administração da INTELEC Holding, Salimo Abdula, disse na ocasião que a prioridade foi dada à assistência em produtos alimentares da primeira necessidade, roupa e utensílios domésticos sendo que noutra fase se dera enfoque a insumos agrícolas.
Entretanto, dados em nosso poder indicam que a situação de calamidades afecta mais de 19 mil produtores que perderam as suas culturas.
Os mesmos dados indicam ainda que devido às calamidades mais de 32 mil hectares de culturas diversas, com destaque para arroz, milho, mandioca e hortícolas, são dados como perdidos e os esforços em curso visam a provisão de sementes e insumos agrícolas para a segunda época.
As necessidades para a reabilitação da capacidade produtiva incluem ainda 19 mil enxadas e igual número de catanas.
Os distritos que mais insumos e sementes precisam são os de Chinde, Mopeia, Nicoadala, Namacurra, Morrumbala, Maganja da Costa, Milange e Ile. Trata-se de zonas que se localizam no vale do Zambeze e que sempre que há chuvas acima do normal enfrentam sérios problemas.
Alguns distritos foram afectados com gravidade e outros sofreram pequenos estragos, que no entanto acabam afectando as rendas das famílias.
A província da Zambézia tinha como plano para a presente safra agrícola a produção de 5.4 milhões de toneladas de produtos agrícolas diversos nas duas épocas. As cheias e inundações poderão comprometer os níveis de produção esperados, uma vez que o levantamento das áreas perdidas continua no terreno.
Joaquim Chissano fez tal apreciação quando intervinha no Fórum Pan-africano sob o tema “Fundamentos e Recursos para uma Cultura de Paz”, que irá decorrer até ao dia 28 do corrente mês.
Segundo o interlocutor, Angola, como muitos países africanos, sofreu as agruras da guerra que destruiu famílias e infra-estruturas importantes para o desenvolvimento de uma Nação.
Assim sendo, referiu, a organização do evento vai contribuir para dinamizar a campanha da União Africana com o tema “Faça a Paz Acontecer”, iniciativa que ainda é pouco conhecida, principalmente nas comunidades rurais.
De igual modo, disse que o Fórum simboliza o comprometimento com a Paz e a ligação inequívoca com a cultura de violência que “infelizmente afecta as nossas sociedades”.
No prosseguimento, afirmou que às práticas de cultura da Paz reflectem-se no dia-a-dia em família que coexistem e partilham os mesmos espaços políticos e sociais, através dos seus respectivos sistemas de valores e formas de espiritualidade.
A cultura de paz, frisou, é um instrumento fundamental para o desenvolvimento sustentável e harmonioso dos povos africanos e no relacionamento entre Estados.
Em sua opinião, a cultura de Paz em África tornou-se importante, tendo em conta que “não aprendemos a seguir a dor nem a desgraça da guerra nos compêndios mas na experiência de guerras destrutivas cujas causas, na maioria das vezes, estavam fora do controle e domínios”, acrescentou.
As consequências dessas guerras persistem nas sociedades africanas e está convencido de que “infelizmente” ainda vão permanecer por mais algum tempo, para além das perdas humanas e materiais registados no continente.
Na mesma esteira, disse que como consequência desses conflitos assumem particular relevo as oportunidades que os países africanos perderam de se desenvolver mais cedo, com maior celeridade para construir níveis de vida mais elevados dos povos africanos.
Por isso, frisou que promover e praticar a cultura de Paz é de todo interesse de África e deve ser uma acção permanente e continua direccionada para cada um dos cidadãosafricanos, particularmente para as novas gerações e para classe política.
Em sua análise, a experiência mostra que a intolerância mútua de políticos está na base de muitos conflitos e vêm-se muitos jovens instrumentalizados por pessoas que apenas procedem interesses próprios em detrimento dos nacionais.
Os dentes de elefantes têm sido alvo de “pilhagem” nos últimos três anos por cidadãos estrangeiros, na sua maioria oriundos da Tanzânia e dos Grandes Lagos, que posteriormente os colocam no mercado negro.
“Há dois anos houve uma avalanche de entrada de cidadãos dos Grandes Lagos para prática da caça furtiva na Reserva do Niassa, o que contribuiu no índice de abate de elefantes, pois descobriram um mercado negro, sobretudo na Ásia, para a colocação dos troféus”, disse à Lusa João Muchanga, diretor provincial de Turismo do Niassa.
O último censo da fauna, de 2011 (divulgado em 2012), indica que naquela reserva o efectivo de elefantes baixou de 20 mil para 15 mil, relativamente ao anterior cadastro, o qual resulta de levantamento feito a cada dois anos.
Ainda segundo a fonte, perante a situação, o Governo local intensificou o envolvimento da população, Polícia, militares, guarda-fronteira e Alfândegas no controlo da Reserva, para “travar o saque” de marfim por caçadores furtivos na região, o que tem trazido resultados.
“A estratégia está a ir ao encontro da solução. Estamos a sensibilizar as comunidades para não acolherem os estrangeiros que geralmente aparecem com volumes de dinheiro e aliciam a população, pagando o alojamento nas suas residências”, explicou a fonte.
Actualmente, a Reserva do Niassa foi reforçada com duas avionetas e três viaturas para fiscalização, além de um efectivo de 44 guardas-florestais (totalizando 120 homens), mas os meios continuam exíguos perante a dimensão da zona.
“É necessário potenciar com recursos humanos e meios para a fiscalização da Reserva do Niassa”, sublinhou João Muchanga, acrescentando que, nos últimos tempos, foram apreendidos tendas, armas de fogo, combustível e outro material de caça em mata fechada.
Além do saque dos troféus, disse, a caça furtiva tem vindo a agravar os casos de conflito Homem/animal, uma vez que os paquidermes fogem dos seus habitats, invadindo residências e destruindo machambas (hortas) e celeiros.
A advertência foi feita pelo Vice-Procurador-Geral da República, Taibo Mucobora, durante uma palestra proferida, na manhã de ontem, a jornalistas e outros quadros da Sociedade do Notícias com o objectivo de esclarecer os aspectos ligados àquela lei.
Taibo Mucobora afirmou que a presente lei cuida da moralidade pública e nela se constroem princípios de ética na Função Pública, bem como na questão do respeito do património público.
Explicou que a norma é basicamente dirigida ao servidor público, mas se estende aos gestores de empresas privadas que prestam trabalhos públicos por contratos com o Estado. Com efeito, segundo Mucobora, considera-se servidor público a pessoa que exerce mandato, cargo ou emprego em entidade pública em virtude de eleição, nomeação, contratação ou mesmo de investidura ou vínculo.
Para além de não poder contratar serviços de jornalistas em exercício, o servidor público tem proibições durante o exercício do cargo, na relação com terceiros, durante o horário de trabalho e no uso de bens públicos.
“O titular ou membro de órgão público cumpre funções destinadas a satisfazer o interesse público e a realização do bem comum pelo que, no exercício das suas prerrogativas, o interesse público prevalece sempre sobre os interesses pessoais, políticos ou de qualquer outra natureza”, esclareceu o Vice-Procurador, respondendo a uma pergunta se a proibição de tomar decisões mediante relações partidárias ou religiosas não abriria espaço para os gestores públicos basearem-se em relações que não constam na lei para beneficiar os seus.
Taibo Mucobora proferiu a palestra sobre a Lei da Probidade Pública a convite da Sociedade do Notícias, empresa proprietária dos jornais “Notícias” e os semanários “Domingo” e “Desafio”.
Assim, foi desenvolvido o Programa Compreensivo Africano de Desenvolvimento Agrário (CAADP), que compreende quatro pilares, sendo um especificamente virado para a pesquisa agrária, disseminação e adopção de tecnologias. Esta abordagem remete às instituições de investigação agrária a necessidade de orientarem os seus esforços no sentido de responder a estes desafios continentais.
É, pois, neste prisma que se enquadra a criação dos Centros Regionais de Liderança e Investigação (Centros de Liderança, CdL) nos países-membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), focalizando-se no desenvolvimento de produtos agro-pecuários seleccionados, com valor transnacional.
Os CdL pretendem dinamizar a produtividade agrária na região, através da realização de programas conjuntos de pesquisa entre três ou mais países. Esta iniciativa está em consonância com o CAADP da NEPAD ao nível da União Africana e com os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDG), de reduzir a pobreza em 50 por cento até 2015, e um crescimento anual da produção agrária na ordem de seis por cento.
Tendo em conta o potencial e a longa tradição de cultivo do arroz em Moçambique (mais de 500 anos), a clara liderança do país em termos dos valores anuais de produção e de área cultivada a nível da África Austral, a necessidade de o país de superar o défice actual entre a procura e a oferta, aliviando assim a balança de pagamentos, e a existência de algumas tecnologias já testadas e comprovadas que podem ser imediatamente utilizadas dentro e fora do país, o Governo de Moçambique seleccionou a cultura do arroz como seu enfoque principal para o CdL. Os outros países envolvidos nesta iniciativa são a Zâmbia, país cujo programa de investigação e produção de tecnologias será baseado nas culturas de leguminosas de grão, e o Malawi, cujo programa se concentrará na cultura do milho.
A concepção do CdL de arroz em Moçambique assenta nos principais documentos orientadores para o desenvolvimento económico do país, tais como o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA, 2010 – 2020), a Estratégia para o Desenvolvimento do Sector do Arroz em Moçambique (EDA, 2005) e em compromissos continentais e regionais.
Os princípios do PEDSA são consistentes com os pilares e princípios do CAADP, e recentemente, Moçambique assinou o PACTO do CAADP, o qual será implementado através do PEDSA. O PACTO estabelece princípios e prioridades e é um documento de compromisso do Governo moçambicano com os parceiros de desenvolvimento, organizações da sociedade civil e produtores. Nele, a cultura do arroz é indicada como uma cultura estratégica e de vital importância.
Pretende-se que o CdL para o arroz em Moçambique gere soluções tecnológicas para o aumento da produção, produtividade e valor acrescentado da cultura do arroz no país e na região, contribuindo assim para melhorar a dieta alimentar e a renda familiar, bem como reduzir os gastos actuais com a importação deste cereal.
Com um centro desta natureza a operar dentro do Sistema Nacional de Investigação Agrária, espera-se que ele próprio, pela sua dinâmica, relevância científica e tecnológica, assim como pelos seus vínculos regionais e internacionais, seja um elemento dinamizador, que contribua para o fortalecimento institucional da investigação agrária em Moçambique.
A implantação do CdL em Moçambique é apoiada pelo Governo de Moçambique e pelo APPSA (Programa Regional de Produtividade Agrícola para a África Austral), um programa financiado por um crédito IDA (Agência para o Desenvolvimento Internacional).
O seu objectivo de desenvolvimento é realçar a capacidade e a especialização nacional e regional em investigação agrícola e disseminação de tecnologias na cultura do arroz, melhorar a colaboração regional em treino e disseminação de tecnologias e facilitar uma crescente troca de informação, conhecimentos e tecnologias, para além das fronteiras dos países participantes no APPSA.
Espera-se que o CdL contribua para que, a longo prazo, se atinja um aumento na adopção de tecnologias agrícolas melhoradas a nível nacional e dos outros países da região envolvidos no programa, o que é medido através do aumento na adopção de variedades novas e melhoradas, do uso de tecnologias e práticas agrícolas mais produtivas e de métodos de agro-processamento e de manuseio do produto.
Espera-se igualmente que o apoio do APPSA ao CdL em Moçambique resulte num aumento da renda nacional derivada do aumento da produção e da comercialização nacional do arroz e contribua de forma substancial para a redução das importações de arroz para consumo e, desta forma, para um melhor equilíbrio na balança de pagamentos do país.
Está previsto que o APPSA apoie o CdL para o arroz em Moçambique, através de um financiamento IDA do envelope nacional no valor de 10 milhões de USD que será triplicado pela contribuição de um outro financiamento IDA do envelope regional. Este valor total de 30 milhões de USD destina-se a apoiar a primeira fase do CdL, em quase cinco anos. Reconhecendo que cinco anos são claramente insuficientes para estabelecer, colocar e manter em funcionamento um centro especializado como este, propõe-se, em função dos resultados alcançados na primeira fase, que sejam consideradas outras duas fases adicionais de cinco anos cada.
A localização do futuro CdL de arroz seguiu-se a uma análise baseada em critérios que regem a localização dos centros de pesquisa internacionais, nomeadamente a) localizar-se numa zona de grande concentração da produção do arroz, extensas áreas cultivadas e potencial, níveis de produção elevados e ter sólidas ligações com os mercados; b) estar dentro de um raio de cerca de 50km do principal centro urbano com facilidade de aceso a bens e serviços; c) ter um bom acesso e proximidade com os países da região participantes no programa (via terrestre e aérea); d) existência de infra-estruturas e outras facilidades de comunicação, acesso, energia e água. O local proposto para a localização do CdL é Namacurra.
São definidas 7 grandes prioridades/temas para investigação e desenvolvimento ao nível do CdL: a) diversidade genética do arroz no país e na região; b) melhoramento do arroz; c) agronomia, maneio de água e sistemas de produção; d) mecanização agrícola; e) tecnologias pós-colheita; f) estudos socioeconómicos; e g) inovação e desenvolvimento tecnológico.
É igualmente proposto o estabelecimento de serviços e instrumentos especializados para apoio à pesquisa e desenvolvimento nas áreas de análises de solos, água e plantas, biotecnologia, controlo de qualidade e manutenção de sementes; uso de GIS e modelos de simulação, agro-processamento e armazenagem, identificação de pragas, doenças e infestantes, análises químicas e físicas do grão do arroz.
Aquele grupo de petizes na sua maioria do sexo feminino conta com a instrução de uma cidadã contratada para o efeito, a qual garantiu ao nosso Jornal que em pouco tempo a pequenada poderá executar boas obras.
São mais de 200 crianças órfãs e vulneráveis que são assistidas pelo ComuSanas naquele distrito, a sul de Sofala. A coordenadora daquele organismo, Maria de Lurdes Mboana, disse que a disponibilização de máquinas de costuras àquele grupo visa transmitir o espírito de saber fazer.
“Na conversa com as crianças conseguimos expor uma série de artes que gostariam de fazer, tendo elas escolhido o corte e a costura. Nós iremos proporcionar ao grupo das crianças todos os mecanismos para que aprendam a desenvolver esta arte, que servirá para a sua renda”, explicou Lurdes Mboana.
A nossa interlocutora que procedeu a entrega das referidas máquinas e outros objectos para o início do processo de aprendizagem referiu haver muitas outras crianças que precisam de apoio, mas que os recursos são poucos.
Aquando da entrega das máquinas, um outro grupo de crianças composto por rapazes, recebeu bolas de diferentes modalidades e uniforme desportivo, justificando que o mesmo servirá de promoção à prática desportiva.
O director da Saúde, Mulher e Acção Social de Chibabava, David Guitimela, congratulou o gesto do ComuSanas, que com o seu parceiro do Projecto Sorriso da Criança endereçam apoio às crianças necessitadas.
“Temos muitas crianças que precisam de ajuda, o gesto do Projecto Sorriso da Criança e ComuSanas, ajuda a minimizar o sofrimento que este grupo passa, e aproveitamos esta oportunidade para convidar as pessoas para darem o seu apoio”.
O ComuSanas e o Projecto Sorriso da Criança têm ajudado a i
De acordo com Gerson Daniel gerente da empresa de comercialização de produtos e insumos agrícolas de Nampula, IKURU, que vai intermediar a operação de compra e exportação do gergelim e amêndoa de castanha de caju para aqueles países, os produtores daquelas culturas se sentem galvanizados, porquanto, trata-se de uma oportunidade para diversificação de mercados.
O informador salientou que a adopção de novos métodos pelos produtores de alguns distritos de Nampula no que concerne à produção de culturas alimentares, nomeadamente amendoim, gergelim, soja e feijões isentando a aplicação de adubos artificiais, concorre para a elevação da qualidade dos produtos segundo a preferência dos mercados europeus visando a colocação de matérias-primas para as suas indústrias alimentares.
A fonte ilustrou que o amendoim produzido com base em fertilizantes naturais tem 40 por cento de proteínas e 53 por cento de concentrado de óleo, tornando-se pelo seu elevado padrão de qualidade muito viável para abastecer a indústria alimentar.
Gerson Daniel explicou que as ultimas campanhas agrícolas nalguns países do continente europeu não foram bem sucedidas pois, a seca prolongada aliada a queda abundante de neve na Europa oriental que abastece a parte ocidental concorreu para a queda dos volumes globais de produção influenciando negativamente a disponibilidade de cereais.
A Ikuru preparou um plano que visa a comercialização de cerca de 900 toneladas de produtos como o milho, soja, gergelim, amendoim, e feijões da variedade holoco, bóer e nhemba para colocação no mercado europeu e asiático, sempre contando com a forte eventualidade de surgimento de pedidos de fornecimento para satisfação das necessidades locais.
No intuito de estimular os produtores da província de Nampula, a Ikuru através de parceiros que desenvolvem programas na área da agricultura, vai disponibilizar um total de 25 multicultivadoras equipadas de discos para gradar os solos, semeadoras e motobombas que serão alocados aos pequenos e médios produtores que vierem a manifestar aptidões para produzir durante a época seca próxima das zonas com potencial hídrico para conservação de água para irrigação.
Preferencialmente aqueles equipamentos para a agricultura serão colocados a disposição de produtores baseados nos distritos de Angoche, Moma, Mogovolas, Mossuril, Nacala-a-Velha segundo concluiu o nosso entrevistado.
De acordo com Sãozinha Agostinho, Directora Provincial da Saúde de Cabo Delgado, neste momento, os técnicos que tinham abandonado aquele local, temendo linchamento por parte dos populares revoltosos, já retornaram a Murrébuè e estão a trabalhar plenamente na unidade sanitária onde foi restabelecido o atendimento aos utentes, fenómeno que não se verificava há sensivelmente cerca de dois meses.
A directora provincial revelou que, o sector da Saúde sentia-se incapaz de atender casos de urgência naquela unidade hospitalar dada a vandalização que se seguiu à invasão, por alguns populares ali residentes, que destruíram a tenda que tinha sido montada junto ao Posto de Saúde para atender doentes de cólera. A fonte fez saber que os insurrectos foram mais longe, ao levarem para casa doentes ali internados padecendo de cólera.
“Foram dias muito difíceis para nós porque, para além da tenda, arrombaram as portas do Posto de Saúde e ameaçaram os técnicos ali afectos. Na altura, achamos que não haviam condições para trabalhar, por isso, decidimos encerrar temporariamente o centro. Agora a situação voltou à normalidade e já reabrimos e todos os serviços disponíveis naquele centro estão a funcionar ”- disse a nossa fonte.
A reabertura do centro foi antecedida de um trabalho de sensibilização da população local, uma tarefa que disse não ter sido fácil, o ficou a dever-se, segundo a sua opinião, à colaboração dos líderes comunitários e médicos tradicionais, que tornaram possível chegar em quase todas as residências onde a água foi tratada e exigiram higiene pessoal e colectiva de toda a comunidade ali residente.
“Curiosamente, na campanha de sensibilização que fizemos, em Murrébuè, verificamos muita aderência da população; receberam-nos nas suas casas, deixaram-nos tratar a água, conversamos com eles sem problemas, por isso, penso que a pouco e pouco vão acreditando que ninguém distribui a cólera para a população, que muito pelo contrario o governo luta para acabar com o fenómeno de eclosão cíclica desta doença, em Murrébuè e em todos os outros locais”-afirmou Sãozinha Agostinho.
Entretanto, o sector da Saúde, em Cabo Delgado, considera controlada a situação de cólera que se abatia com violência nos distritos de Mecúfi, Pemba-Metuge e a capital provincial.
De acordo com a respectiva directora, neste momento, o único sítio que regista ainda entrada de doentes é apenas a cidade de Pemba, com uma média diária de quatro pacientes e 10 doentes internados pelo menos até na última terça-feira.
“Neste momento, apenas há 10 doentes internados no Centro de Tratamento de Cólera da cidade de Pemba onde, a média diária, é de quatro pacientes, com uma taxa de letalidade de 0,3 por cento dos 886 casos cumulativos registados desde o inicio da eclosão da cólera. Portanto, já não há nenhum doente internado em Mecufi e Pemba-Metuge e, por isso, consideramos a epidemia da cólera controlada”- disse a directora provincial da Saúde de Cabo Delgado.
Sãozinha Agostinho revelou que, neste momento, o sector que dirige está a promover uma campanha, porta-a-porta, de purificação de água através de “Certeza” tendo sido já abrangidas 13.034 casas. Nesta operação, de acordo com a nossa fonte, foram gastos 14.390 frascos daquele produto, atingidas 3.460 pessoas e tratadas 271, só na cidade de Pemba, um trabalho que deverá ser alargado também para o vizinho distrito de Pemba-Metuge.
Segundo Petersburgo, recensear-se e votar nas eleições autárquicas deste ano é um direito inalienável do cidadão, um direito singular que não deve ser contado por ninguém. “Apelamos a todos os moçambicanos para se recensearem para que de forma livre exerçam o seu direito de votar em quem apresentar o melhor manifesto eleitoral e do seu interesse”, disse.
Pronunciando-se sobre a Renamo, que já disse claramente que não vai participar das eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo, o Presidente do Conselho Nacional da Juventude afirmou que, como organização aglutinadora e legítimo interlocutor dos anseios dos jovens junto do Governo, cada partido político em Moçambique é livre de decidir se está ou não preparado para concorrer.
“Está no seu direito soberano de decidir se se sente preparado, capaz ou confortável para participar nas eleições”, disse, acrescentando que pelas razões expostas pela Renamo, o Conselho Nacional da Juventude não considera que o pacote eleitoral seja uma farsa, mas sim justo e em consonância com a realidade actual do país.
Osvaldo Petersburgo afirmou que os órgãos eleitorais do país granjeiam simpatia e credibilidade a nível do povo moçambicano, da região, do continente e do mundo. “Temos testemunhado que os órgãos eleitorais do país têm sido convidados para vários países para transmitir a sua experiência. O Conselho Nacional da Juventude apela à Renamo para que participe nas eleições. O nosso apelo é extensivo a todas as forças políticas, pois entendemos que a sua participação será a bem da nossa democracia e um direito que lhes assiste”, disse.
O Presidente do Conselho Nacional do CNJ acredita que a liderança da Renamo vai colocar mão à consciência e por esta via participar nas eleições. Apelou aos jovens membros da liga da juventude da Renamo para que estejam atentos ao seu futuro, jogando um papel importante na persuasão do líder da “perdiz”.
Na ocasião, Osvaldo Petersburgo falou da revisão da Constituição da República, afirmando que o CNJ está a acompanhar a par e passo todos os aspectos, dada a sua pertinência para a juventude. Disse que os seminários de auscultação realizados ou em curso nas províncias e nos distritos contam com a participação dos conselhos provinciais e distritais da juventude, que têm estado a mobilizar as associações juvenis e os jovens para o seu envolvimento.
“Recebemos uma nota da comissão ad hoc de revisão da Constituição da República para organizarmos uma mesa redonda específica sobre a juventude e estamos a nos preparar para o efeito. Exortamos os conselhos provinciais e distritais da juventude para submeterem à sede do CNJ as suas contribuições. Já estamos a receber as contribuições e oportunamente nos pronunciaremos sobre os principais aspectos que a juventude quer ver reflectidos no texto mãe”, disse.
Petersburgo afirmou que o CNJ está a fazer grande campanha de educação cívica para o recenseamento e votação, dirigida aos jovens, a nível de todos os municípios, onde possui estruturas consolidadas que trabalham para que se vote massivamente nas eleições.
De acordo com Cândido Inácio Canaiba, Vereador da área de Urbanização e substituto do Presidente do Conselho Municipal de Mueda, no presente ano, a edilidade pretende levar a cabo outras realizações, com destaque para a pavimentação com pavês numa extensão de cerca de 300 metros da rua que liga o hospital distrital, ao campo de futebol. Está ainda em carteira a construção de três salas de aula, no bairro de Eduardo Mondlane, entre outras realizações.
No que tange à área de água, ainda de acordo com a nossa fonte, nos últimos dias não há crise daquele precioso líquido, com a extensão da corrente eléctrica aos sistemas de bombagem de Chomba e Chude, numa altura em que decorrem trabalhos de reabilitação de raiz de todo o sistema, que inclui a substituição da tubagem obsoleto, um trabalho que está a ser executado pelo governo central, através do Serviço Nacional de Água.
Afirmou que as obras estão, neste momento, na sua terceira fase de execução. As mesmas consistem na colocação de nova ramificação da tubagem na Vila Municipal de Mueda e fora do raio autárquico tendo em conta que o sistema de água de Mueda abrange também os distritos de Nangade e Muidumbe, onde percorre um número considerável de aldeias.
De acordo com a nossa fonte, uma vez concluídos os trabalhos de reabilitação das obras, o problema de crise do precioso líquido passará para a história na vila e acredita que, num futuro próximo, muita gente possa ser atraída àquela urbe. Esta coisa não podia acontecer antes devido a crise de água devido, fundamentalmente, à falta de combustíveis para accionar o grupo de motobombas, situação já ultrapassada com a extensão, até às fontes, da energia eléctrica da rede nacional.
“No âmbito do mesmo projecto, está em construção, aqui na vila municipal, um tanque reservatório de água com uma capacidade para albergar 73 mil litros do precioso líquido e achamos que é uma capacidade suficiente para abastecer todos os munícipes da vila”, disse Canaiba que considerou que fazia falta um tanque com aquela capacidade. Devido ao facto, conforme assinalou, nos últimos anos quase todos munícipes construíram, nos seus quintais, cisternas que são abastecidas com água das chuvas, através de sistemas de caleiras.
Canaiba fez saber que há novas ligações de energia eléctrica na Vila Municipal de Mueda, com o aumento do número de consumidores, numa altura em que a empresa Electricidade de Moçambique (EDM) está a mudar do sistema antigo para o pré-pago, através de CREDELIC, o que, na opinião do nosso interlocutor, faz com que, paulatinamente, a urbe esteja a transformar-se num centro urbano, coisa que disse que era difícil de acreditar num passado muito recente.
“O ambiente começa a ser cada vez mais diferente, em Mueda. Quem chegou a Mueda há cinco anos, hoje pode notar uma diferença, porque a vila está a crescer. Já vamos ter um plano de estrutura, há novas construções, temos uma nova zona de expansão da vila, as pessoas vão adquirindo parcelas para erguer suas casas, portanto, não nos restam dúvidas de que Mueda de amanhã será muito mais melhor que de hoje”- disse Canaiba.
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