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Domingo, Abril 19, 2026
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IFC reafirma apoio ao sector privado

Na sua primeira visita ao país, Hua também enfatizou a necessidade de aprofundar o mercado nacional de capitais para expandir o acesso ao financiamento em moeda local para o sector privado.

Nos encontros com os líderes de governo e empresariais, Hua discutiu formas de a IFC, uma das instituições do grupo do Banco Mundical vocacionada para apoiar o sector privado, poder aumentar as suas actividades para apoiar o crescimento inclusivo de base alargada – metas-chave delineadas no Plano de Acção de Redução de Pobreza.

Ele renovou a oferta da IFC de estabelecer parcerias com o governo nas parcerias público-privadas, e prestar serviços de consultoria nos sectores emergentes tais como a mineração e gás natural.

Jingdong Hua também destacou o papel da IFC na promoção de mercados de capital mais robustos que podem satisfazer a necessidade de capital de longo prazo para financiar novos projectos de grande dimensão.

“Uma vez que Moçambique continua num passo positivo de estabilidade e crescimento, a IFC está empenhada em apoiar o desenvolvimento do sector privado de uma forma que crie oportunidade e prosperidade partilhada.” disse.

IFC reafirma apoio ao sector privado

Ainda de acordo com a fonte, Moçambique necessita de fortalecer o mercado nacional de capitais, porque eles criam acesso ao financiamento de longo prazo, em moeda local para projectos de grande dimensão em sectores estrategicamente importantes, e assim como para as pequenas e médias empresas que, segundo ele, são factores chave de criação de emprego e crescimento.

Em Moçambique, a IFC focaliza o seu apoio a sectores estratégicos tais como agronegócios, energia, serviços financeiros, gás, mineração e turismo.

Em particular, a IFC está a trabalhar com o governo e o sector privado para melhorar o clima de investimentos, mobilizar o investimento directo nacional e estrangeiro, e aumentar o acesso ao financiamento e serviços de infra-estruturas. Aquela instituição do grupo do Banco Mundial está também a apoiar pequenos e médios empresários através de programas de formação que ajudam a melhorar a suas habilidades de gestão de negócios.

Entretanto, Jumoke Jagun-Dokunmu, responsável (Country Manager) da IFC para Moçambique e Angola, disse, que através do apoio concedido pela sua instituição ao investimento do sector privado e capacitação institucional em Moçambique, “podemos assegurar que as oportunidades que existem hoje criem oportunidades ainda maiores a longo prazo”.

“O alargamento de acesso a financiamentos e alternativas de financiamento são essenciais para apoiar um sector privado bem sucedido e é uma prioridade para a IFC em Moçambique”, frisou.

De referir que os compromissos acumulados da IFC para com Moçambique, desde 1986 totalizam 337.1 milhões dólares norte-americanos.

África discute biodiversidade e saúde

Promovida pelo Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), a reunião decorre sob o lema “Interligação entre a Saúde Humana e Biodiversidade”, tendo sido escolhido pela importância que os serviços dos ecossistemas desempenham no provisionamento de bens e serviços essenciais para a saúde humana, segurança alimentar, base para o bem-estar das comunidades.

Um comunicado daquela instituição governamental, enviado à nossa Redacção, refere que o “workshop” pretende também identificar potenciais actividades conjuntas que possam ser desenvolvidas pelos países de modo a se alcançar benefícios mútuos entre a saúde e biodiversidade, discutir as boas práticas da conservação de biodiversidade e promover a cooperação regional e transfronteiriça, tendo como horizonte o apoio às redes africanas de saúde e biodiversidade.

Por outro lado, a ideia é discutir e fortalecer as capacidades técnicas sobre as melhores formas de vencer os desafios nos países em desenvolvimento, focalizando a ligação entre saúde humana e biodiversidade, de forma a facilitar a integração da saúde na actualização da Estratégia e Plano de Acção de Conservação da Biodiversidade, isto em cumprimento das decisões adoptadas durante a realização da 10.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (COP 10), realizada na cidade japonesa de Nagoya, em 2010.

O mesmo documento refere ainda que a presente reunião é organizada em resposta à Declaração de Libreville, Gabão, sobre Saúde e Ambiente para África, assinada pelos ministros africanos do Ambiente e Saúde, em 2008.

África discute biodiversidade e saúde

Nesse encontro, os ministros africanos expressaram a sua preocupação pelo facto de cerca de 2,4 milhões de pessoas morrerem por ano em África devido a factores de riscos ambientais, que podem ser evitáveis.

Esses factores de risco traduzem-se em impactos severos para os mais pobres, grupos vulneráveis como crianças, mulheres, deficientes físicos e idosos.

Por outro lado, os ministros, de acordo com a referida nota de imprensa, reconheceram que cerca de 60 por cento dos ecossistemas vitais do Planeta estão a ser degradados ou pressionados e que os seus serviços estão para manter a qualidade da água, do ar e da terra.

A nota explica ainda que os dirigentes africanos reconheceram ainda a necessidade de incrementar a investigação para compreender melhor a vulnerabilidade dos seres humanos aos factores de riscos ambientais, particularmente em África.

Durante esse encontro foi recomendado ser urgente acelerar e implementar estratégias integradas necessárias para proteger as comunidades contra os factores de risco que resultem da degradação ambiental através do acesso à água potável, melhoramento do saneamento do meio, gestão de resíduos sólidos, qualidade do ar e controlo dos vectores de doenças.

Perante os problemas levantados, os signatários declararam e comprometeram-se a estabelecer a aliança estratégica entre a saúde e o ambiente como base para a elaboração e implementação de planos de acção conjuntos.

Participam no evento 60 técnicos ligados ao sector do ambiente e saúde dos países africanos e os especialistas das agências das Nações Unidas relacionadas com a biodiversidade e saúde.

Correios de Moçambique: Dívidas ascendem a 150 milhões de meticais

O facto foi revelado, há dias, na cidade de Chimoio, em Manica, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) daquela instituição, Luís Rego, durante a abertura da terceira reunião geral dos Correios de Moçambique, evento que decorreu sob o lema “Correios pela Sustentabilidade: Desafios e Oportunidades”.

Sem entrar em detalhes sobre a origem das referidas dívidas, aquele gestor empresarial realçou que a sua amortização está prevista para dentro dos próximos cinco a sete anos, altura em que se espera que aquela instituição venha alcançar relativa estabilidade financeira, com a introdução e operacionalização de novos produtos e serviços e com as medidas de reestruturação face aos desafios da actualidade.

Com efeito, indicou que tal dívida era relativamente superior que, entretanto, foi gradualmente sendo amortizada até atingir este remanescente. O esforço que vai continuar resulta das medidas de reestruturação da empresa visando gerar mais recursos, que começou com a introdução da Correios Expresso de Moçambique (CORRE).

Além disso, Rego assegurou ter sido igualmente criada a Caixa de Poupança, no Niassa, que no seu dizer já caminha para a sua transformação em Banco Postal, acto previsto até final deste ano. Para o efeito, decorrem negociações neste sentido entre Correios de Moçambique e o Banco de Moçambique, concretamente visando a legalização da respectiva licença e outros documentos afins.

Correios de Moçambique: Dívidas ascendem a 150 milhões de meticais

Projectos de Sustentabilidade da Empresa

Dirigindo-se aos presentes, o PCA dos Correios de Moçambique indicou que, para além destas acções, decorrem outros esforços conducentes à introdução da Empresa de Documentação e Arquivo, da Empresa de Logística, “além de que abraçámos o sector imobiliário, através do projecto de construção do edifício que iniciará logo que as condições estiverem criadas”.

No que diz respeito à imagem institucional, realçou terem sido impressas acções de pintura do edifício-sede da empresa, a reconstrução da Estação dos Correios, em Marromeu, a reabilitação da Estação postal de Gondola e a ampliação do edifício dos Carreiros, em Catandica. Também foi reabilitado o edifício dos Correios na cidade de Tete, reabertas as estações postais de Chiúre, Ancuabe, Macomia e Mueda, em Cabo Delgado, Ponta do Ouro, em Maputo, Nova Mambone, em Inhambane, entre outras.

Para já, a Correios de Moçambique trabalha com os organismos internacionais no âmbito da cooperação técnica, nomeadamente com a SAPOA, AICEP e UPU para a dinamização do tráfego postal internacional na integração regional e da melhoria e diversificação dos produtos e serviços postais, em cumprimento da estratégia postal de Doa.

Tudo isto, conforme apurámos na circunstância, acontece numa altura em que a empresa Correios de Moçambique enfrenta desafios para ajustar as suas actividades com a realidade, através das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), razão pela qual esboça novas fontes de rentabilidade financeira e novas estratégias para enfrentar o cada vez mais exigente e moderno mercado das comunicações.

A gestão de marketing e venda, inovação e diversificação do sector postal, entre outros pontos, figuram ainda na mesa dos trabalhos que terminam esta sexta-feira, reunindo quadros seniores do sector provenientes de todo o país.

Depois da Páscoa: Movimento cresceu em direcção à RAS

Este número supera as 19.462 entradas para o país que foram registadas entre quinta e sexta-feira, período considerado de movimento intenso, uma vez terem sido os dias em que mais pessoas atravessaram a fronteira nas vésperas da festa cristã.

A maioria dos utentes que passaram para a África do Sul atravessou entre as 11 horas de segunda-feira e a noite do mesmo dia e outros durante a madrugada de ontem, períodos considerados de pico no movimento fronteiriço.

Outros, pouco mais de seis mil, tinham regressado àquele país, entre as manhãs de domingo e segunda-feira, tal como disse Lazaro Saraiva, Chefe do Posto de Migração na Fronteira de Ressano Garcia.

Saraiva afirmou que aquele posto fronteiriço continuava a registar um ligeiro fluxo no movimento de viajantes de um e para o outro lado. “Exemplo é que mesmo depois da Páscoa registamos a entrada para o país de 3.607 pessoas no período em alusão”, disse.

Mesmo sem apresentar a quantidade exacta, a fonte referiu que houve registo de saída do país de um elevado número de viaturas em direcção à África do Sul, números que também superam as entradas nas vésperas da Páscoa.

Depois da Páscoa: Movimento cresceu em direcção à RAS

Sobre o controlo de trânsito e assistência aos utentes dos serviços de Migração, Lázaro Saraiva afirmou que este ano a situação esteve melhor comparativamente aos anos anteriores graças à perfeita colaboração com as autoridades migratórias sul-africanas.

E foi com intuito de fazer face ao incremento do movimento fronteiriço de negócios e de turismo, associado às férias da Páscoa, que a fronteira de Ressano Garcia, entre o país e África do Sul, está a operar sem interrupção desde o dia 25 de Março até 14 de Abril próximo, numa operação designada “Bem Servir”.

A operação envolve Forças da Policia de Protecção, Alfândegas, Guarda-Fronteira, Serviços de Segurança do Estado e unidades do Ministério do Trabalho. Estes últimos que apoiaram no controlo da entrada e saída de mineiros moçambicanos que trabalham na África do Sul.

Durante o fim-de-semana foi reportada a entrada no país de cerca de 8000 mineiros que se faziam transportar em 46 autocarros, transporte semi-colectivo de passageiros e em viaturas particulares.

Banco Postal entra em funcionamento no país

A medida consta do Plano Estratégico daquela empresa pública e a sua operacionalização será possível através da criação de um Banco Postal a funcionar ainda este ano, havendo já interesse de vários parceiros nacionais e estrangeiros, com destaque para a integração da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE).

A intenção foi anunciada, na cidade de Chimoio, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) daquela empresa, Luís Rego, no final dos trabalhos da III Reunião Geral dos Correios de Moçambique que durante três dias decorreu naquela urbe.

Na verdade, o pagamento de pensões constitui, neste momento, uma preocupação de fundo no seio dos beneficiários, os quais têm-se debatido com imensas dificuldades de transporte das zonas de residência para sedes distritais e capitais provinciais, para onde, mensalmente, são obrigados a deslocar-se para o levantamento dos seus parcos subsídios.

Rego sustentou ainda que a medida está numa fase bastante avançada de implementação no âmbito do cumprimento das orientações do Governo, através do Ministério dos Transportes e Comunicações, como forma de aliviar o sofrimento das populações, com particular incidência dos beneficiários.

Por outro lado, a criação do Banco Postal vai ainda aliviar, sobremaneira, os actuais constrangimentos relacionados com a implementação do Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgo “sete milhões”, em que os administradores distritais são apontados como sendo fiéis gestores, contrariando assim a Política Nacional de Bancarização.

Banco Postal entra em funcionamento no país

Numa primeira fase, o Plano Estratégico dos Correios de Moçambique fixado entre 2011/2013, cujas ideias vão ser posteriormente mantidas válidas, permitiu já a criação, em 2009, da empresa Correios Expresso de Moçambique (CORRE), com um investimento avaliado em um milhão de dólares norte-americanos que, nos últimos dois anos da sua implementação, arrecadou uma receita acima de 100 milhões de meticais, esperando-se a duplicação do valor a partir deste ano.

Por este motivo, a fonte considera que os desafios da sua instituição ainda são enormes tendo abarcado já na transformação da empresa e na realização de acções de sustentabilidade e modernização, com impacto relevante no atendimento público. Por outro lado, estas acções visam introduzir novos serviços e revitalizar a imagem degradada da empresa nos últimos tempos.

Conforme projectam os gestores da firma, tal reorganização passa por definir os recursos humanos e financeiros, investindo e inovando nos serviços e adequando as novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

Na base disso, estão a ser formados recursos humanos cujo processo implica a admissão de novos trabalhadores, mormente a camada juvenil. Assim, entre os próximos dois ou três anos, estima-se que venham a ser aplicados cerca de 15 milhões de dólares norte-americanos na modernização dos serviços e na formação dos recursos humanos.

O valor inclui, basicamente, a criação do Banco Postal e uma empresa de logística que vai possibilitar o maior afluxo de encomendas do público. O Banco Postal será essencialmente rural virado para espevitar as poupanças rurais, como forma de garantir também maior acesso aos serviços financeiros à maior parte da população moçambicana.

Abastecimento de água potável em 2012: Estabelecidas 79 mil ligações domiciliárias

No âmbito do Plano Económico e Social de 2012, segundo dados partilhados recentemente entre os doadores e a Direcção Nacional de Águas, tinham sido planificadas um total de 67578 ligações domiciliárias, número este que foi superado.

Nos sistemas secundários não foi possível o estabelecimento de ligações domiciliárias e fontenários devido, sobretudo, a atrasos na execução das obras. No processo de ligação, regista-se baixa procura pelo serviço de fontanários e uma maior preferência dos beneficiários para as ligações domiciliárias.

Dos 13 estudos planificados para intervenções em sistemas das cidades e vilas, foram elaborados projectos para a expansão da rede de distribuição para oito sistemas de abastecimento de água. Destaque vai para a realização de estudos de viabilidade técnica, ambiental e social para o abastecimento de água na área metropolitana de Maputo, cuja fonte é a barragem de Corumana.

Segundo a avaliação da DNA e dos parceiros de cooperação, no ano passado o sector teve como realizações de vulto a inauguração da estação de tratamento de águas residuais da cidade da Beira, da conclusão das obras dos reservatórios escavados de Mucuine I e II, a construção e ou reabilitação de 2378 fontes de água dispersas e de 35 pequenos sistemas de abastecimento de água nas zonas rurais.

Abastecimento de água potável em 2012: Estabelecidas 79 mil ligações domiciliárias

Ainda no mesmo ano foram implantadas 69903 latrinas melhoradas e tradicionais, 79165 ligações domiciliárias, bem como a construção de 50 estações hidroclimatológicas.

As duas partes reconheceram, contudo, que ainda há muito a fazer para a melhoria dos serviços de saneamento e de abastecimento de água para cada vez mais moçambicanos.

Uma das prioridades definidas na agenda de cooperação no sector de águas para os próximos anos, tem a ver com a construção de mais infra-estruturas de regulação e armazenamento de água bem como a melhoria da capacidade de prevenção e gestão de risco de inundações para a protecção da população e bens contra as cheias.

As duas partes reconheceram a necessidade de soluções duradouras e sustentáveis para fazer face a situações como as ocorridas na bacia do Limpopo.

Segundo dados avançados na ocasião, o nosso país possui uma das mais baixas taxas de armazenamento de água (apenas cinco por cento excluindo a albufeira de Cahora Bassa).

Esta baixa taxa de armazenamento, associada ao facto de mais de 50 por cento dos escoamentos gerados a montante serem drenados para o nosso país, coloca Moçambique numa situação de grande dependência no que concerne à disponibilidade de recursos hídricos bem como a vulnerabilidade a ocorrência de eventos extremos como cheias e secas.

Zambézia – Chinde último distrito ligado à rede nacional

Trata-se da concretização de um plano iniciado há cerca de três anos, mas que não foi concluído antes devido as condições do terreno onde foi construída a linha de transporte daquele recurso, bem como das vias de acesso.

A ligação do Chinde à rede nacional de energia eléctrica vai permitir que a vila sede do distrito deixe de depender do grupo gerador que antes fornecia corrente aos poucos consumidores do distrito e garantia o funcionamento das poucas instituições que operam naquela vila, criada há 101 anos e que foi a primeira capital provincial da Zambézia.

Neste âmbito, foi construída uma linha de 77 quilómetros composta por 854 postes, 12 torres metálicas, três transformadores de 100 Quilovolts cada e mais de 100 candeeiros distribuídos pelo Posto Administrativo de Micaúne e na localidade de Madal, onde passa a infra-estrutura.

A linha parte do Posto Administrativo de Gonhane, no distrito de Inhassunge, prolonga-se até o Posto Administrativo de Mecaune, já no distrito de Chinde, onde foi instalado o primeiro transformador e 50 candeeiros.

Zambézia - Chinde último distrito ligado à rede nacional

O segundo transformador e outros 50 candeeiros foram montados na localidade de Madal, outro local por onde passava o traçado da linha antes de ser fixada na vila sede do distrito do Chinde, onde foram colocados os restantes candeeiros de iluminação pública e o último transformador.

As 12 torres metálicas foram montadas nas margens dos rios Abreu, Puxa-Puxa e Zambeze, três dos cinco cursos de água atravessados pela linha e cuja travessia permite o acesso à vila sede do distrito de Chinde.

A previsão é de que nos próximos dias mais um transformador de 250 Quilovolts seja instalado naquela vila para melhorar a qualidade de energia fornecida e permitir a ligação de novos clientes.

A ideia é criar condições para que a breve trecho o último Posto Administrativo daquele distrito, Luabo, também seja ligado à rede pública de energia eléctrica, tal como garantiu o director da Electricidade de Moçambique (EDM), Área Operacional de Zambézia, Manuel Fernando Anselmo.

A instalação da linha de energia eléctrica para Chinde foi efectuada pela companhia indiana Angelique International Limitada, entidade também responsável pela electrificação do distrito de Lugela, ainda na província da Zambézia, num financiamento do EXIM Bank da Índia que inclui a electrificação de quatro distritos na província de Inhambane e outros três em Nampula.

Opiniões de vários quadrantes do distrito indicam que a Angelique International Limitada terá feito um trabalho excelente ao electrificar Chinde a partir de Gonhane, quando se olha para as condições adversas na ligação entre estes dois pontos.

Atrasos nas obras: MCA recomenda a subcontratação

O que acontece é que, na obra Mecutuchi – rio Lúrio, numa extensão de aproximadamente 75 quilómetros, não se está a conseguir índices de produção satisfatórios, porque as actividades como movimento de terras e estabilização estão a ser muito lentos.

Para já, de acordo com Paulo Fumane, Director-Geral da MCA – Moçambique, há já uma discussão com o empreiteiro para se encontrar apoio junto de outras empresas da área, o que passa pela subcontratação de determinados trabalhos, como forma de conferir maior dinâmica à empreitada, de maneira a que seja possível concluí-la até finais de Junho.

Em Nacala, um dos factores que ditou o atraso é o de o anterior fiscal não ter tido uma abordagem que ia ao encontro dos objectivos da entrega da obra dentro dos prazos e com a qualidade requerida, por um lado e, por outro, o empreiteiro não correspondia a tal dinâmica.

“Tivemos que adoptar algumas medidas e as coisas estão a melhorar. O empreiteiro está a preparar-se para trabalhar 24 horas, mas para tal é preciso que as regras de higiene e segurança no trabalho estejam acauteladas”, referiu Paulo Fumane, falando há dias a jornalistas, em Nacala.

Para as obras de Nacala o entendimento que há é, igualmente, de retirar parte dos trabalhos quer de betonagem quer de instalação de tubagem e realocá-los a um novo empreiteiro, como forma de assegurar que as obras sejam concluídas dentro dos prazos do compacto, ou seja, até Setembro.

“Se nós não mudarmos o cenário não vamos concluir as obras do compacto e como sabem, a legislação do MCC é rígida no orçamento e é rígida na temporalidade. Não há extensão de prazo e não há dinheiro suplementar”, explicou Paulo Fumane.

As obras de Nacala consistem na reabilitação da barragem local de retenção e na construção de um sistema de abastecimento de água para a cidade, que actualmente enfrenta grandes problemas hídricos.

Atrasos nas obras: MCA recomenda a subcontratação

Para além de Nacala e Mecutuchi – rio Lúrio, outra obra que merece especial atenção é a do sistema de drenagem da cidade de Quelimane, mas neste caso, Paulo Fumane reconhece um grande esforço do empreiteiro para a recuperação do tempo perdido.

Entretanto, de uma maneira geral, o nível de produção das obras continua a crescer, como resultado do trabalho conjunto entre os empreiteiros, o MCA e o Governo.

“Neste momento temos uma grande viragem. Nas obras como estradas e abastecimento temos um aumento dos consumos dos combustíveis, cimento e betume. Numa obra está se a consumir cerca de 50 toneladas de cimento por dia e prevemos que depois das chuvas teremos consumos na ordem de 150 toneladas. Trinta e cinco mil litros de combustíveis consumidos em 2,5 dias”, detalhou Paulo Fumane, reconhecendo que o crescimento da produtividade traz consigo exigências em termos de fluxo de moeda.

Em 2008, o Governo dos Estados Unidos da América libertou 506,9 milhões de dólares para serem aplicados, durante cinco anos, em projectos de infra-estruturas como estradas, construção e/ou reabilitação de sistemas de abastecimento de água e saneamento, reforço da gestão de terras e melhoramento da renda na agricultura, tendo como beneficiárias as três províncias do norte – Nampula, Cabo Delgado e Niassa, bem assim a província da Zambézia, no centro.

Governo reage às ameaças da RENAMO: Situação controlada

O Vice-Ministro do Interior, José Mandra, entrevistado ontem, em Maputo, à saída de uma sessão de trabalhos do Conselho de Ministros, disse que nenhum partido tem competência ou legitimidade para atropelar um comando constitucional.

“Não sei com que força legal pode vir um partido dizer que vai inviabilizar as eleições se a Constituição diz que as eleições se realizam periodicamente”, interrogou-se Mandra.

Acrescentou que a Polícia da República de Moçambique como instituição com mandato de garantir a ordem e tranquilidade públicas está nos seus postos a assegurar que o país funcione normalmente.

“Talvez este posicionamento de homens que está a ser feito é tendo em conta que a Renamo está em toda a parte do país. O líder esteve em Nampula agora está em Vanduzi, mas a PRM estrutura-se desde o Comando Central até a base, até ao posto policial e a situação está sob controle”, sublinhou Mandra, observando que a Renamo se movimenta como se movimenta, sabemos que existem os tais homens armados considerados guardas do seus líder, mas as regras são regras e há linhas traçadas neste país para serem respeitadas e para quem as pisar não teremos outra alternativa senão cumprirmos com o nosso dever de garantir a ordem.

Governo reage às ameaças da RENAMO: Situação controlada

Questionado sobre se estas movimentações de homens armados, particularmente no centro do país teriam ou não conduzido a tomada de medidas excepcionais, o Vice-Ministro do Interior respondeu que estão a funcionar na sua normalidade e se houver caso para isso serão mobilizadas.

“Temos o primeiro grau, o segundo e outros graus de prontidão combativa, mas a situação está sob controlo e estamos no dia-a-dia a garantir a ordem “, reafirmou.

José Mandra ajuntou que apesar da alegada movimentação associada a perturbação da ordem, ainda não havia dados sobre casos de população molestada ou impedida de se movimentar livremente.

Por seu turno, o Ministro da Defesa, Filipe Nhussi, abordado na mesma ocasião defendeu que não deve haver distracção em relação aos objectivos do desenvolvimento de Moçambique.

“O que está claro é que a lei é lei. Ninguém pode sabotar a lei. Impedir que as pessoas possam ir as eleições é contra a lei e nenhum moçambicano gostaria de viver num país onde a lei é desobedecida”, disse.

Entretanto, o Secretário-Geral da Renamo, Manuel Bissopo, reafirmou em Nampula que a sua formação política está a afinar a máquina para inviabilizar a realização das eleições autárquicas agendadas para Novembro e gerais de 2014, enquanto não forem observados criteriosamente os diversos segmentos dos processos eleitorais em Moçambique.

Bissopo disse que o seu partido possui já três bases, nomeadamente em Santunjira, na Serra da Gorongosa, onde nos finais do ano passado se recolheu Afonso Dlhakama, em Mucodzi, a 16 quilómetros dali e uma outra em Muxungué, no distrito de Chibabava, todas em Sofala.

Moradores do bairro de Murrapaniua queixam-se da fraca qualidade de energia eléctrica

Os moradores do bairro de Murrapaniua, na Unidade Comunal 6º Congresso, arredores da cidade de Nampula, estão agastados com a empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) devido à fraca qualidade da corrente eléctrica que é fornecida àquela zona residencial. O problema agravou-se na última Sexta-feira (28) quando um poste que transporta a energia ardeu e deixou o bairro inteiro às escuras por três dias.

Na circunstância, os moradores dirigiram-se ao departamento dos serviços de piquete para reportar a ocorrência, mas os funcionários dalí só se fizeram ao local na tarde do último Domingo (31).

Alguns clientes da EDM afectados pelo problema, que falaram à Reportagem do @Verdade, disseram que tem havido cortes constantes no fornecimento da energia eléctrica, facto que dita a fraca qualidade principalmente no período da noite.

Alfredo José, do bairro de Murrapaniua, disse que a EDM não tem dado resposta satisfatória às queixas dos munícipes em relação ao problema da oscilação da corrente eléctrica. Diversos electrodomésticos já foram danificado e a empresa não se responsabilizou.

“Todas as noites temos reservado velas porque a energia que a EDM nos fornece não tem sido das melhores. As lâmpadas acendem mas não iluminam nada e os televisores não funcionam. Os nossos congeladores funcionam apenas durante o dia, nas noites temos de desligar devido à fraca qualidade da corrente eléctrica”, disse José.

Joana Salimo mora também na Unidade Comunal 6º Congresso. Disse que a questão da energia é bastante antiga e já é do conhecimento da empresa, sempre foi ignorada. A fonte contou que pessoalmente foi teria contactado os gestores da EDM para se interar do plano de melhoria da qualidade de energia fornecida àquela zona, mas nunca teve uma resposta satisfatória.

“Aqui não é novidade ficar dois ou três dias seguidos sem energia, mesmo que reporte os trabalhadores da EDM não reparam imediatamente”, afirmou Joana.

Quatro detidos por tentativa de roubo de 28 quilos de Haxixe numa lixeira em Boane

A Polícia da República de Moçambique (PRM) descobriu, na noite do último Domingo (24), mais de cinco toneladas de haxixe aparentemente abandonado na lixeira de Mavoco, no distrito de Boane, província de Maputo. Em conexão com o caso, quatro cidadãos, dos quais um agente da Polícia, estão detidos, três por tentativa de subtrair 28 quilogramas da mesma droga para vender, e o outro por ser o suposto proprietário.

Na reconstituição dos factos, o porta-voz do Comando-Geral da PRM, Pedro Cossa, disse que um dos elementos, de nome Danilo Ussene, é o suposto dono da droga e a sua detenção deu-se em sua casa na última Quinta-feira (28).

O estupefaciente estava disfarçado em embalagens de um quilograma e com etiquetas indicando que se tratava de ração para gatos. A artimanha foi desbaratada por populares que de imediato comunicaram às autoridades policiais a presença de uma carga estranha na lixeira de Mavoco. Peritos da Procuradoria da Cidade de Maputo e da Polícia de Investigação Criminal fizeram-se ao local para investigar o caso e apurar a origem, o destino e os proprietários da droga, segundo contou Cossa.

O produto foi transportado para um armazém sito na cidade da Matola, onde aguarda pelo desfecho dos trâmites legais com vista à sua incineração, de acordo com o porta-voz do Comando-Geral da PRM.

Frustrada tentativa de rapto de uma criança na Beira

Um cidadão nacional, que responde pelo nome de Simão Pedro, está detido, desde Quarta-feira (27), na cidade Beira, província de Sofala, acusado de tentativa de rapto de uma criança de nome Teresa Francisco, residente na zona de Manga-Massane, na mesma urbe.

O porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, explicou que na altura da tentativa do rapto, a vítima estava encontrava-se a sair da escola com destino à sua residência.

Segundo Cossa, o raptor trazia consigo um objecto contundente. Alguns transeuntes aperceberam-se da intenção do suposto malfeitor e informaram à Polícia. Houve disparos para o ar como forma de dispersar as pessoas que se movimentavam nas imediações e obrigá-las a procurar esconderijos. De seguida, Simão Pedro foi preso.

O porta-voz informou ainda que o presumido raptor encontra-se detido no Comando Provincial daquela cidade, onde aguarda pela legalização da sua detenção e instauração de um processo-crime com vista a responder pelos seus actos em tribunal.

Mais um violador sexual detido em Gaza

Um cidadão nacional, que responde pelo nome de Samuel Macuchinhane, residente na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, está a contas com a Polícia, acusado de ter violado sexualmente uma criança de 12 anos de idade, na última Quarta-feira (27).

Esta Terça-feira (02), o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Pedro Cossa, explicou que para alcançar os seus intentos, Samuel interpelou a vítima, reteve-a e levou-a para uma esquina próxima da sua residência, onde consumou o acto.

A menor foi submetida aos exames médicos e comprovou-se que houve violação. O indivíduo encontra-se sob custódia policial numa esquadra da cidade de Xai-Xai.

Enquanto isso, na semana de 23 a 29 de Março último, recolheram às celas, em todo território nacional, 1.270 indivíduos, dos quais, 1.119 indiciados de violação de fronteira, 20 por imigração ilegal e 131 por delito comum.

Acesso à informação: ONGs defendem lei abrangente

O projecto de lei consta da agenda da presente sessão, volvidos vários anos após ter sido depositado em sede da Assembleia da República para deliberação.

A ideia é que a futura lei abra possibilidades de todos os integrantes da sociedade moçambicana, cidadãos em geral, associações profissionais, académicas, organizações não-governamentais, entre outras, terem do Estado a informação que precisarem e que esta prerrogativa não seja apenas exclusividade dos jornalistas.

O anteprojecto de Lei de Acesso à Informação foi depositado na AR pelo capítulo nacional do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA-Moçambique) em 2005, tendo o Parlamento agendado a sua apreciação para a presente legislatura, cujos trabalhos acabam de arrancar.

Ouvidas pelo nosso Jornal, instituições como Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), Centro dos Direitos Humanos da Universidade Eduardo Mondlane (CDH) e Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM) mostraram-se confiantes na aprovação do instrumento legal por parte da AR, mas argumentam que o país terá mais ganhos se a lei legislar o acesso à informação para todos os segmentos da sociedade.

Acesso à informação: ONGs defendem lei abrangente

“A nossa maior preocupação é que não seja uma lei apenas para a ‘media’, mas para os cidadãos no geral”, palavras de Paula Monjane, do CESC, secundadas por João Nhampossa, do CDH, para quem o acesso à informação é um dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República.

Para aquelas três instituições, a lei permitirá que o cidadão comum possa documentar-se devidamente sobre as questões do país e, desta forma, estar em altura de dar a sua ideia e contributo para o bem-estar de todos.

Diferentemente de outras leis que foram, no passado, aprovadas e não exploradas, os nossos entrevistados estão seguros de que a de Acesso à Informação, logo que for promulgada, avançará para a efectividade dada a sede de respostas a uma série de questões que se vivem na nossa sociedade.

O receio de alguns sectores da vida sociopolítica por uma maior abertura e transparência da gestão dos recursos do país e o secretismo que caracterizou o Estado moçambicano desde os primórdios são apontados como algumas das razões que ditaram a não apreciação do documento ao longo destes anos todos.

MEX recebe mais um Embraer 145

A aeronave que chegou no Aeroporto Internacional de Maputo, foi adquirido em regime de aluguer num contacto de seis anos, findo os quais a firma terá opção de compra, dependendo das suas necessidades.
Segundo soubemos, o aparelho vem responder aos projectos da MEX de melhorar a sua prestação e de desenvolver o país, para além de alargar a sua frota em aviões daquele tipo.

Segundo a administradora-delgada da LAM, Marlene Manave, a aquisição deste avião enquadra-se na estratégia da sua instituição e da MEX para o desenvolvimento do tráfego aéreo em Moçambique.

“A aquisição deste avião representa o fim do primeiro passo no reforço da nossa frota em aparelhos do género”, disse Manave, acrescentando que com a aquisição daquele “Embraer”, sobe para doze, o número de aviões operados pela LAM.

MEX recebe mais um Embraer 145

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da MEX, António Neves, disse que a chegada desta aeronave é uma mais-valia para a sua instituição porque está mais reforçada, e vai sem dúvidas desenvolver o serviço de transporte aéreo no país.

Neves explicou que o processo de negociação do avião em causa, durou pouco mais de um ano e contou com grande apoio dos fabricantes do “Embraer”.

“Depois de muitas negociações acabamos conseguindo alugar este avião na França para usar dentro de seis anos e findo os quais vamos decidir se ficamos com ele ou não”, frisou Neves.

O avião custa cerca de seis milhões de dólares e mensalmente vai se pagar 250 mil dólares pelos custos de aluguer e de todo o processo de manutenção.

Posse de armas: Sengulane contra licenças a singulares

Dom Dinis Sengulane falava esta quinta-feira em conferência de imprensa, onde anunciou o seu recente périplo por vários Estados norte-americanos, a convite da Igreja Anglicana daquele país.

Nos Estados Unidos, Dom Dinis Sengulane falou do tema “Cultura sem Violência”, onde abordou a experiência de Moçambique sobre o projecto de Transformação de Armas em Enxadas.

Posse de armas: Sengulane contra licenças a singulares

Isso acontece depois de em Dezembro do ano passado, no Estado de Newton, um indivíduo ter morto a sua própria mãe, vinte crianças e seis adultos, numa escola, com recurso a arma de fogo.

Dom Dinis Sengulane defende que as armas de fogo devem ser usadas somente pelas forças de defesa e segurança e não devem ser atribuídas a singulares, uma vez que perturbam a paz e segurança em qualquer estado.

Em Moçambique, mais de oitocentas armas de fogo foram entregues voluntariamente pelos cidadãos a fim de serem transformadas em instrumentos de produção ou obras de arte, no âmbito do projecto de Transformação de Armas em Enxadas, TAE.

Beira: Ambientalistas defendem mangais

A questão, que levantou acesos debates com um grupo a defender a sua remoção sob a alegação de que tais mangais impediriam a circulação normal da água do mar e outro a sua manutenção, deixou tanto as estruturas municipais, como os autores de estudo perplexos, pois este assunto não vinha contido no estudo.

A directora de ambiente em Sofala, Ermelinda Xavier, que começou por falar da necessidade de manutenção dos mangais, implorou aos futuros intervenientes das obras cujo arranque está previsto para Outubro próximo para que revejam os seus estudos e mantenham o mangal.

Beira: Ambientalistas defendem mangais

O líder da equipa da Consulting Engineers (CES), organismo que conduziu o estudo de viabilização do canal do Chiveve, Michael Simon, disse que tudo vai ser feito no sentido de agradar as duas partes. Referiu que a parte ambiental é muito importante para qualquer projecto que se pretende sério.

O canal de Chiveve, que compreende oito quilómetros de comprimento, poderá ver as suas margens alargadas para permitir uma navegabilidade virada para o turismo. Prevê-se que se construam paredes ao longo das margens e ainda comportas para permitir a retenção das águas.

Michael Simon disse, por outro lado, que pela maneira como o projecto está desenhado, o mangal poderia atrapalhar as obras. “Mas podemos ver o que se pode fazer”-sugeriu.

O edil da Beira, Daviz Simango, que se manifestou favorável ao posicionamento dos ambientalistas, também disse esperar um final feliz em que nenhuma parte saia a perder “ porque a questão ambiental deve estar presente em tudo o que for a ser executado”.

O projecto de reabilitação do Chiveve vai custar 13 milhões de dólares americanos a serem desembolsados pelo banco alemão denominado KFW.

Deficiente acesso à saúde ocular: Mais gente cega em Sofala

Falando na apresentação da referida pesquisa, Margarida Chagunda, médica oftalmologista que participou na pesquisa, disse que deve haver um trabalho sério nas comunidades sobretudo rurais de forma a aderirem aos serviços de saúde ocular.

A fonte recordou que a cegueira é um problema de saúde pública nos países em vias de desenvolvimento e Moçambique não é excepção, sendo que a maior parte dos casos ocorre em pessoas com mais de 50 anos.

Deficiente acesso à saúde ocular: Mais gente cega em Sofala

A pesquisa, segundo avançou a fonte, visava determinar a magnitude e as causas da deficiência visual na província de Sofala bem como avaliar a utilização de serviços de cirurgia da catarata na região. Margarida Chagunda disse ainda que as actividades para a prevenção da cegueira vêm sendo desenvolvidas na província de Sofala desde 2004 e contam com o apoio da Ligth For The Word, uma organização não-governamental que trabalha na prevenção, controlo e combate à cegueira no país.”

A nossa entrevistada lamentou o facto de ainda haver elevados casos de deficiência visual na província de Sofala que entretanto ainda podem ter cura, mas tais não estão a ter o devido tratamento.

Por seu turno, o director do Hospital Central da Beira (HCB), César Macome, falando em representação da directora provincial de Saúde de Sofala, revelou que um dos problemas que fragiliza a luta contra o combate à cegueira tem a ver com a falta de infra-estruturas apropriadas, qualidade de serviços oculares, entre outras dificuldades.

Macome disse, entretanto, que apesar daquelas dificuldades é necessário continuar a expandir os serviços de oftalmologia na província de Sofala, de modo a reduzir os casos de cegueira.

Administração Pública: Funcionários do Estado poderão sindicalizar-se

Com efeito, o Governo submeteu à Assembleia da República a proposta de Lei de Sindicalização na Administração Pública, cujas linhas de força visam garantir independência e autonomia a associações sindicais relativamente ao Estado, aos partidos políticos e às igrejas ou confissões religiosas.

Visam ainda a consagração do diálogo como principal mecanismo de participação dos funcionários e agentes do Estado na defesa dos seus interesses sócio-profissionais e na formulação de políticas públicas, a promoção do princípio da gestão e organização democráticas nas próprias associações sindicais, a garantia da estabilidade e continuidade da prestação dos serviços públicos, tendo em atenção que o Estado é actualmente o principal provedor dos serviços básicos e a adopção expressa de mecanismos alternativos à resolução de conflitos, designadamente a conciliação, a mediação e a arbitragem.

A proposta abrange os funcionários de nomeação definitiva e agentes com contratos por tempo indeterminado, que prestam serviço na Administração directa e indirecta do Estado e nas autarquias locais nos termos do regime do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado.

Não abrange os funcionários que se encontrem na situação de aposentado, expulso, demitido, gozo de licença ilimitada e registada, cumprimento de pena de privação de liberdade e nomeação provisória. A aplicação da lei não é, entretanto, extensiva a agentes com contratos por tempo determinado, funcionários que estejam a ocupar cargos de direcção, chefia e confiança, funções e carreiras diplomáticas e de inspecção e dirigentes superiores do Estado e entidades nomeadas pelo Presidente da República.

Administração Pública: Funcionários do Estado poderão sindicalizar-se

Não gozam de liberdade sindical os funcionários e agentes do Estado que prestam serviço na Presidência da República, na entidade encarregue da administração e cobrança dos impostos internos e do comércio externo, as forças armadas de defesa e segurança, os serviços penitenciários, o serviço nacional de salvação pública e as magistraturas.

Segundo o Governo, o exercício da liberdade sindical na Administração Pública visa assegurar a participação dos funcionários e agentes do Estado na defesa e desenvolvimento dos seus direitos e interesses sócio-profissionais. Constituem garantias fundamentais do exercício da liberdade sindical pelos funcionários do Estado a serem privados do exercício de qualquer direito ou liberdade por estarem ou não filiados em associação sindical, desenvolver a actividade sindical nas respectivas instituições e não sofrer qualquer desconto a favor da associação sindical sem a sua autorização.

Numa audição ontem com a Comissão da Administração Pública, Poder Local e Comunicação Social da Assembleia da República, a ministra da Função Pública, Vitória Diogo, explicou que a abordagem do processo de sindicalização no sector compreendeu várias fases, sendo de destacar o início do processo de reflexão em 199, período que coincidi com o início da elaboração da Estratégia Global da Reforma do Sector Público.

Em 2001 foi lançada a Estratégia Global da Reforma do Sector Público, tendo-se constatado que o desenvolvimento das relações laborais esteve intimamente ligado ao desenvolvimento e implementação de políticas e estratégias de recursos humanos do Estado.

Segundo Vitória Diogo, como ponto de partida foi realizado o recenseamento de raiz que visou saber com acurácia e maior fiabilidade o número de funcionários do Estado. O processo permitiu apurar que em 2007 havia 162.424 funcionários no Estado. Hoje, conta com um efectivo de 247.725 funcionários.

Na ocasião, o presidente da Comissão da Administração Pública, Poder Local e Comunicação da Assembleia da República, Alfredo Gamito, considerou a proposta oportuna e pertinente. Contudo, indicou que há a necessidade de se aprimorar o instrumento para que não sejam limitados os direitos dos funcionários, acto que poderia violar a Constituição da República.

Acusadas de assaltos: Crianças de rua nas celas da Polícia em Quelimane

O porta-voz adjunto do Comando Provincial da PRM, na Zambézia, Estêvão Norte, disse há dias à nossa Reportagem que os petizes agora sob custódia policial actuavam nas avenidas Paulo Samuel Kankomba e Eduardo Mondlane, tendo como principais vítimas os alunos das escolas primárias completas São Carlos Luwanga e de Quelimane.

Os menores em causa semeavam terror e os alunos das duas escolas situadas no centro da cidade andavam cheios de medo de serem agredidos e perder os seus bens como material escolar, telemóveis e lanches. Tudo isso acontecia sob o olhar de adultos e perante a complacência das autoridades policiais que, apesar de mandarem os seus membros para patrulhar a via pública ignoravam esses assaltos.

A corporação diz que os assaltos protagonizados pelos meninos de rua não são um fenómeno novo na cidade de Quelimane. Os petizes, organizados em grupos, segundo ainda a nossa fonte, atacam os estudantes quando regressam da escola, roubando-lhes as pastas escolares, lanches e telemóveis, com recurso a objectos contundentes e cortantes, nomeadamente ferros e lâminas de barbear.

Acusadas de assaltos: Crianças de rua nas celas da Polícia em Quelimane

Marlene Silvestre é uma das alunas que foi vítima de assalto dos meninos de rua, por isso, enquanto o seu pai não chegar à escola para lhe buscar, não arrisca em ir sozinha à casa. A nossa entrevistada disse que há dias um dos menores assaltantes invadiu o recinto da escola e os alunos revoltosos agrediram-no, com muita violência, em jeito de retaliação.

O porta-voz adjunto do Comando Provincial da PRM, na Zambézia, Estêvão Norte, disse ao nosso Jornal que, na última semana um outro grupo de menores assaltantes foi neutralizado e, no dia seguinte posto em liberdade depois de investigações feitas pelas autoridades policiais.

As vítimas das investidas dos menores da rua são, normalmente, crianças não acompanhadas por um adulto. O produto do roubo é vendido na rua, sendo o Mercado Central e Avenida 1 de Julho os principais locais.

Entretanto, a Direcção Provincial da Mulher e Acção Social confirmou a ocorrência de assaltos, cujos protagonistas são menores que, mesmo à luz do dia, não hesitam em atacar as suas vítimas. Moisés Caetano, do Centro de Apoio à Velhice, afirma que em alguns casos estas crianças investem contra propriedades, nomeadamente viaturas para retirar aparelhos reprodutores, telemóveis e outros bens para revender.

Os meninos de rua concentram-se em frente da Casa Provincial da Cultura, Cine Águia, Piscina Municipal, Hotel Chuabo e Avenida 1 de Julho. Há vários cidadãos cujas viaturas e bens foram vandalizados ou roubados por esses meninos, tendo apresentado queixa à Polícia, no entanto, a situação não altera.

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