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Quinta-feira, Abril 23, 2026
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II Encontro da juventude: Governadora de Maputo desencoraja caça furtiva

Segundo disse, os jovens devem afastar-se desta prática porque estão a cometer crimes contra a biodiversidade, com a crescente ameaça ao rinoceronte para lhe extraírem os cornos para a venda no mercado negro. Grande parte dos jovens protagonistas desta acção são oriundos do distrito de Magude, com o agravante de muitos estarem a ser mortos amiúde pela guarda sul-africana responsável pela guarda do Kruger Park.

Dados avançados semana passada indicam que pelo menos 15 jovens moçambicanos foram mortos este ano quando tentaram caçar rinocerontes no Kruger Park. Na sua maioria jovens da zona de Mapulanguene, em Magude. Outras 13 pessoas estão detidas aguardando por julgamento. A polícia recuperou 41 armas de fogo em Magude, muitas delas AKM, que vinham sendo usadas pelos furtivos para caçar os animais de onde extraem cornos para a venda no mercado negro.

Maria Jonas sublinhou que a Estratégia de Desenvolvimento Integral da Juventude tem como objectivo fazer da juventude a faixa mais participativa da sociedade no processo da construção da nação, estabelecendo mecanismos apropriados que facilitem a participação efectiva e integrada dos jovens a todos os níveis, quer seja nos órgãos de tomada de decisão, quer nos programas de desenvolvimento sócio-económico, com maior enfoque para a jovem rapariga.

“Daí que contamos e desafiamos igualmente a juventude da Província de Maputo a promover uma participação efectiva na tomada de decisão em espaços como sejam, Conselhos Consultivos locais, Conselhos de Escola, Conselhos de Saúde e em todos outros espaços que se discutem, e se tomam decisões. Como Governo, reiteramos a necessidade de continuar a prestar cada vez mais atenção para a educação e saúde dos jovens, luta para melhorar a situação do emprego, de habitação e de acesso a terra infra-estruturada, bem assim como de ocupação dos tempos livres, por que o jovem é a alavanca para catapultar o país na busca do desenvolvimento” – apontou Maria Jonas.

O II Encontro Provincial da Juventude decorreu sob o lema “Juventude de Mãos Dadas Rumo ao 30. Encontro Nacional da Juventude”. Por excelência, constituí este, a plataforma estratégica para permitir ao Governo Provincial efectuar a reflexão profunda sobre os assuntos inerentes à Juventude, cimentando nela a unidade, o patriotismo, a fraternidade, o espírito participativo, o diálogo inter-geracional e a elevação da auto-estima dos jovens.

O encontro envolveu jovens académicos, deputados, servidores públicos, militares, políticos, operários, comerciantes formais e informais, entre outros, oriundos de todas as localidades, Postos Administrativos, Municípios e Distritos da Província de Maputo, representando os vários estratos sociais da juventude.

Noticias

Gaza – Crianças órfãs e vulneráveis beneficiam de casas melhoradas

Logo pelas primeiras horas daquela manhã fria, um movimento desusado protagonizado por dezenas de alunos das escolas primárias da periferia que não quiseram perder a oportunidade de testemunhar o acto e, a viva voz endereçar os seus agradecimentos pelo gesto de solidariedade levado à região pela Visão Mundial, aqueceu o ambiente, com a recepção das novas casas para as crianças beneficiárias que, deste modo, deixarão de viver em condições precárias.

A alegria tinha sua razão de ser porque as crianças, criteriosamente seleccionadas pelas lideranças comunitárias, viviam em condições desumanas e apenas com a protecção de seus avós devido à morte de seus progenitores.

Uma das crianças beneficiárias, que falou na ocasião com a nossa Reportagem, foi o pequeno Gonçalves Mondlane que, em 2011, viu a fatalidade invadir a sua casa ao perder a mãe da qual dependia para a sua sobrevivência e formação.

Gonçalvito, como é carinhosamente tratado pelos amigos em Banhine, com 15 anos de idade, encorajado e amparado por gente de boa vontade, conseguiu ter acesso não só ao seu novo aconchego como dar continuidade aos seus estudos.

“O meu sonho é tudo fazer para merecer toda esta atenção que me está sendo prestada pelo governo e pela Visão Mundial, para que possa prosseguir os meus estudos com sucesso e poder um dia vir a ser útil à sociedade. Neste momento estou a frequentar a nona classe na Escola Secundária de Mangunze e, felizmente, tudo tem estado a correr muito bem para mim, no que toca ao aproveitamento escolar”, disse emocionado ao nosso Jornal o pequeno Gonçalves logo após a recepção das chaves que lhe conferiram oficialmente a titularidade do novo imóvel.

Enquanto isso, Declerque, foi outro menor a quem coube a sorte e o privilégio de lhe ser doado casa em Banhine, que, igualmente, manifestou a sua satisfação por este gesto, por lhe ter retirado da condição miserável em que se abrigava.

“Agradeço a Deus e à Visão Mundial por esta rara oportunidade e espero que mais crianças sem posses como eu possam, igualmente, ser ajudadas” disse Declerque.

Parceria Exemplar Segredo do Sucesso
Por seu turno, Olga Langa, gestora da Visão Mundial, em Chongoene, explicou que aquele era parte de uma vasta intervenção que a sua organização tem vindo a levar a cabo naquele ponto do distrito de Xai-Xai, tendo como alvo crianças em situação de extrema pobreza.

A construção de casas, segundo a gestora, foi por outro lado facilitada devido ao envolvimento das comunidades locais como forma de se minimizar os custos de edificação tendo, para o efeito, destacado o contributo dos artesãos locais.

Fernando Saíde, director distrital de Saúde, em Xai-Xai, falando no acto da entrega formal das residências aos petizes, em representação do governo local, enalteceu o papel da Visão Mundial que considerou de parceiro estratégico que tem contribuído em grande medida para a materialização do programa quinquenal do governo, com especial realce para as áreas sociais, segurança alimentar, água e saneamento, entre outras intervenções de vulto.

“Seria injusto que não fizéssemos este reconhecimento público porque o papel da Visão Mundial está a ter respostas que, em grande medida, estão a contribuir para a redução da pobreza. Bem-haja este nosso parceiro”, disse Saíde.

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Gaza – Vila do Milénio assiste 3500 camponeses em Lionde

A primeira fase do projecto, que arrancou em 2010, de acordo com Róide Torres, coordenador da Vila do Milénio, em Lionde, teve o mérito de municiar as comunidades de meios e conhecimentos técnicos para que, com base nisso, pudessem ensaiar a fase da caminhada contando com seus próprios meios.

A disponibilização não só dos referidos instrumentos permite, segundo a nossa fonte, o nascimento, em Lionde, de uma nova era caracterizada pela busca permanente da sustentabilidade, contando com meios próprios, enquanto se aguarda pelo segundo ciclo do projecto, que deverá consolidar o potencial que está sendo localmente criado pelos camponeses.

Refira-se que a comunidade da Vila do Lionde está a levar a cabo actividades de geração de renda, através de intervenções de processamento de produtos agrícolas como a mandioca para a produção de biscoitos, tomate para a compota e conserva, para além da criação de frangos para comercialização no mercado local e noutros pontos de Gaza.

Sabe-se, por outro lado, que a piscicultura constitui outra componente que deverá, num futuro breve, constituir uma das importantes alternativas para a melhoria da dieta alimentar e determinante na venda de excedentes.

A par dos esforços visando uma maior sustentabilidade dos projectos instalados em Lionde, a comunidade local se beneficia ainda de um tractor com respectivas alfaias, colocado à disposição dos camponeses a preços simbólicos para a realização de operações culturais.

A Vila do Milénio, de acordo com Róide Torres, tem ainda à sua disposição um camião que tem vindo a constituir um importante meio para o escoamento da produção dos campos agrícolas e sua posterior colocação no mercado.

A nossa fonte referiu-se, num outro desenvolvimento, ao papel relevante que tem vindo a constituir o Centro de Transferência de Tecnologias e Desenvolvimento Humano, uma unidade de convergência das comunidades para aprendizagem de uma série de actividades como a costura e tecnologias de informação.
O centro funciona igualmente como um local onde a comunidade faz abordagem sobre os assuntos mais importantes da vida na Vila do Milénio.

O nosso interlocutor explicou, num outro passo, o contributo que vem sendo dado pelo governo do Chókwè com a inclusão da Vila do Milénio no Plano Económico Social e orçamento distrital.

Nos seus cerca de três anos de existência, a Vila do Milénio, segundo Torres, tem sido ainda uma escala privilegiada de exercitação dos estudantes do Instituto Agrário do Chókwè e do Instituto Superior Pedagógico de Gaza, com particular realce para a piscicultura ,avicultura e agro-processamento.

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Investigação ao sumiço de Atelísia Cossa: Polícia alemã em Maputo para ouvir testemunhas

Segundo confirmou a nossa fonte, o Embaixador Moçambicano na Alemanha, Amadeu da Conceição, citando informações que lhe foram prestadas pela Comissária de Polícia responsável pelo caso, o pedido da deslocação dos investigadores a Maputo foi efectuado por estes às autoridades competentes alemãs para que, o mais rápido possível, deliberem a favor da deslocação dos agentes ao nosso país.

Em Maputo, ao que apuramos, a equipa alemã vai levar a cabo audição de testemunhas da família da Atelísia, bem como do seu esposo Altário António Nhacoungue, tudo para ajudar a esclarecer o caso.

“Entenda-se que o pedido foi feito às autoridades competentes na República Federal da Alemanha e não à Polícia da República de Moçambique. Importa referir que, aqui na Alemanha, várias pessoas, entre moçambicanos e estrangeiros, já foram ouvidas pela Polícia como testemunhas deste caso”, apontou o Embaixador Amadeu da Conceição.

Assim, a vinda da equipa de investigadores visa dar continuidade às auscultações de testemunhas de parentes na capital moçambicana, tudo com vista a colher contribuições com vista à clarificação do que terá acontecido com a jovem. Contudo, não foi indicado o número de pessoas a serem ouvidas no país, mas sabe-se que os pais, parentes próximos e amigos serão chamados a dar o seu testemunho.

Aliás, no processo de inquérito número 30858/13 aberto pela Polícia de Investigação Criminal (PIC) ao nível da Cidade de Maputo, para além de ter interrogado o esposo Altário Nhacoungue, os peritos ouviram vários familiares do casal que relataram tudo o que sabem.

Sabe-se que ainda na Alemanha, a Embaixada moçambicana confirmou estarem bastante avançadas as investigações sobre o caso e contactos regulares têm sido mantidos com a Polícia de Investigação Criminal daquele país no sentido de não só acompanhar o desenvolvimento do processo, como tentar entender e ajudar no resgate da jovem Atelísia Cossa.

“A Polícia alemã diz não possuir, até este momento, evidências relativas aos contornos deste desaparecimento, mas garante-nos que o processo de investigação com vista ao seu esclarecimento continua e que, como Embaixada da República de Moçambique aqui, continuaremos a seguir o caso” – explicou o Embaixador.

Confirmou-nos que o número de celular 00491723916665 que era usado pela desaparecida Atelísia Cossa está, actualmente, a ser usado por uma outra cidadã moçambicana. “Ela, também, reside na Alemanha, concretamente na cidade de Berlim. A referida cidadã confirmou a esta Embaixada ter sido oferecida o referido número de celular pelo senhor Altário António Nhacoungue” – explicou a fonte.

Enquanto os polícias alemãs não chegam, a PIC mantêm Altário Nhacuongue, esposo da jovem, como o único suspeito do sumiço da jovem Atelísia, dai que o impôs algumas medidas restritivas de circulação. As mesmas consistem na confiscação do Passaporte, Bilhete de Identidade e de passagem aérea para Berlim (Alemanha).

Há 25 anos a viver e a trabalhar na Alemanha, Altário Nhacuongue está em liberdade, mas não se pode ausentar da cidade de Maputo. Ele está casado com Atelísia desde 2006 e viviam juntos em Berlim.

Noticias

Ladrão mal sucedido

Por conta e risco próprios e quase sem medo de nada e nem piedade das suas vítimas. Vezes sem conta, automobilistas encontram as suas viaturas vandalizadas: sem um farol, um pisca, reprodutor ou outra peça devido à acção de gatunos que causam desgraça na cidade.

Mas nem sempre estes ladrões se saem bem, para a felicidade dos proprietários das viaturas. É o que aconteceu na manhã de ontem, quando um dos larápios que opera no bairro Central, mais concretamente perto da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EM-TPM), foi encontrado na posse de piscas de uma viatura, instantes depois de ter sido visto a desmontá-los.

Ladrão mal sucedido

Depois de vandalizar o veículo, de marca Nissan Algrand, com a chapa de inscrição ACA-231MP, o ladrão terá sido seguido por um jovem que o vira momentos antes a desmontar os acessórios até ao mercado informal Estrela Vermelha, onde iria vendê-los.

De lá, um grupo de jovens levou o larápio ao local do crime, num trajecto durante o qual o amigo do alheio foi espancado por transeuntes. O gatuno terá pago por situações anteriores, pois qualquer cidadão que andasse por perto pontapeava ou esmurrava sem piedade o jovem ladrão.

A foto do nosso colega Juma Capela mostram alguns momentos em que o larápio era espancado por cidadãos. O “sofrimento” do homem só terminou na 6.ª esquadra da Polícia, para onde foi levado pelo proprietário da viatura que ia ficar sem os acessórios.

Noticias

Namíbia vai começar a receber energia eléctrica produzida em Moçambique

A Namíbia vai começar a receber energia eléctrica produzida em Moçambique no Parque Gigawatt de Ressano Garcia a partir do gás natural dos campos de Pande e de Temane, na província de Inhambane, informou o matutino Notícias, de Maputo.

O acordo para o fornecimento de energia eléctrica à Namíbia foi assinado em Março último entre as empresas de electricidade de Moçambique (EdM) e da Namíbia (NamPower) e a Aggreko, grupo escocês do sector de produção de energia eléctrica que opera em pelo menos 100 países.

Dados divulgados pela Aggreko indicam que, nos termos do acordado, os 122 megawatts da capacidade instalada no Parque de Ressano Garcia serão repartidos entre as operadoras, a EdM e a NamPower, na proporção de 32 megawatts para a primeira e 90 megawatts para a segunda, divisão baseada nas necessidades específicas de cada uma delas.

O Parque de Ressano Garcia foi construído pela Aggreko em 2012 como parte de um projecto ambicioso de se tornar no primeiro empreendimento de geração de energia eléctrica a fornecer mercados transfronteiriços a nível da região austral de África.

Namíbia vai começar a receber energia eléctrica produzida em Moçambique

Na primeira fase do projecto, inaugurada em Julho de 2012, a Aggreko passou a fornecer energia à EdM para satisfazer as necessidades de consumo interno, além de fornecer parte da energia produzida à vizinha África do Sul através da sua companhia de especialidade, a Eskom.

Segundo a Aggreko, tanto a EdM como a Eskom terão um papel a desempenhar no processo de transmissão de energia à Namíbia, sendo que a EdM deverá assegurar que esta passe através da sua rede até à fronteira com a África do Sul, a partir de onde a Eskom vai garantir, através da sua rede, que a energia vá até àquele país da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O gás natural usado no projecto é fornecido pela firma Matola Gas Company através de uma rede já existente em Ressano Garcia, por via de um contrato de subconcessão à firma Gigawatt Mozambique.

O custo global do projecto ultrapassa, de acordo com o grupo escocês, 200 milhões de dólares.

Club of Mozambique

Mais de 340 reclusos evadiram-se das cadeias moçambicanas em 2012

Um total de 343 reclusos fugiu das cadeias moçambicanas em 2012, aumentando o número de prisioneiros evadidos no ano anterior (276), referem dados do Serviço Nacional das Prisões de Moçambique.

Durante uma reunião da entidade, o Serviço Nacional das Prisões de Moçambique fez saber que apenas 98 reclusos evadidos em 2012 foram recapturados, subindo em 55 por cento o número de reclusos reconduzidos à cadeia, em comparação com 2011.

O documento apresentado pelo Serviço Nacional das Prisões aponta a escassez de guardas prisionais como causa do elevado índice de fugas de prisioneiros.

Mais de 340 reclusos evadiram-se das cadeias moçambicanas em 2012

Existe um guarda prisional moçambicano para 13 reclusos, num universo de 15.879 prisioneiros contabilizados em Moçambique, indicou a fonte.

Em 2012, o Serviço Nacional das Prisões de Moçambique apreendeu 1.619 objetos e artigos proibidos na posse de reclusos, como resultado de 3.382 revistas.

Segundo o Serviço Nacional das Prisões de Moçambique, ainda em 2012, morreram 200 reclusos vítimas de SIDA.

RM

Reestruturado capital social do Moza Banco

Acaba de ser formalizado o acordo final, e obtidas as necessárias autorizações, para o Moza Banco passar a ter uma nova estrutura accionista, com o reforço da posição da Moçambique Capitais, SA que passa a deter 51 por cento e o parceiro estratégico BES África, SA a deter 49 por cento do capital da instituição financeira nacional.

Esta nova estrutura, segundo um comunicado de imprensa do Moza Banco a que tivemos acesso, surge na sequência da recente operação de aquisição, por parte do BES África do capital anteriormente detido pela Geocapital, passando desta forma o Moza Banco a ter dois accionistas de referência, nomeadamente a Moçambique Capitais e o BES África.

Reestruturado capital social do Moza Banco

Esta formalização concretizou-se quinta-feira, dia em que o Moza Banco, procedeu à inauguração de mais duas agências, mais concretamente na cidade da Maxixe e de Tete, sendo esta a segunda agência da instituição financeira na Província de Tete e a 23º no País, em um momento que a instituição está a completar cinco anos de existência no mercado.

Club of Mozambique

BAD concede mais um empréstimo a Moçambique para a reparação da barragem de Massingir

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) atribuiu um crédito adicional de 33,2 milhões de dólares para a reparação da barragem de Massingir, na província de Gaza, disse o representante da instituição em Moçambique, César Tique.

Citado pelo matutino Notícias, de Maputo, Tique adiantou que, com este crédito adicional, existe uma verba próxima de 60 milhões de dólares para proceder à reparação da barragem, que sofreu grandes danos devido a chuvas fortes, adicionando o crédito anteriormente concedido pela instituição e a comparticipação de Moçambique.

A reparação da barragem vai criar condições para aumentar a capacidade de produção de energia eléctrica e, atendendo a que se localiza na área do Parque Nacional do Limpopo, vai ainda beneficiar as comunidades aí residentes.

A previsão inicial de custos para a reparação da barragem apontava para 13 milhões de dólares, valor que era considerado suficiente para repor, entre outros danos, a casa de comando da comporta do descarregador de fundo número um, que fora destruída pela força das águas.

O acordo que formalizou este segundo empréstimo foi assinado na passada semana na cidade marroquina de Marraquexe entre um vice-presidente do BAD, Aly Abou-Sabaa, e o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia.

RM

Greve dos médicos e pessoal da saúde chega ao fim sem acordos

A Associação Médica de Moçambique, representante da classe médica moçambicana, e a Comissão dos Profissionais de Saúde Unidos (CPSU), suspenderam na tarde deste sábado a greve que vinham observando desde o passado dia 20 de maio, sem terem conseguido ver satisfeitas as suas reivindicações.

Um comunicado das duas organizações afirma que “sem que tenhamos alcançado nenhum acordo, estando deveras insatisfeitos, a AMM e a CPSU, em respeito pela dor e sofrimento do povo solidário, declaram, hoje, dia 15 de Junho de 2013, a suspensão da greve geral dos profissionais de saúde!”.

A lista de exigências feitas pela AMM no início da greve incluia um aumento de 100 por cento no salário base dos médicos, entre outras exigências financeiras e de melhoria das suas condições de trabalho.

Em recente aparição na estatal Televisão de Moçambique, o porta-voz do Ministério da Saúde, Mouzinho Saide afirmou que apenas entre 200 e 300 profissionais estariam a observar a greve.

A greve atingiu com certa gravidade as unidades sanitárias de referência e outras de pequeno porte da cidade e província de Maputo. Na cidade de Nampula, a terceira maior do país, um número considerável de médicos esteve também fora dos seus postos de trabalho. Mas teve pouco impacto no resto do país, e em três províncias (Niassa, Cabo Delgado e Tete), ninguém aderiu à greve, segundo a Agência de Informação de Moçambique.

O governo insistiu sempre que não poderia ir além do aumento salarial anunciado no início de maio – que era de 15 por cento para os médicos e nove por cento para os enfermeiros. Na passada quinta-feira o ministro das Finanças, Manuel Chang, disse a jornalistas que a capacidade do governo para estabelecer um maior aumento nos salários do sector público este ano foi esgotado.

RM

Pós-graduação no SNS: Suspensão viola acordo com Ordem dos Médicos

Segundo o Bastonário da OrMM, Aurélio Zilhão, as duas instituições acordaram, num memorando de entendimento há pouco mais de dois anos, que os formandos não precisavam mais de ir permanecer dois anos nos distritos para beneficiar deste curso.

Zilhão afirmou que o memorando determinava ainda que durante o processo de formação o MISAU se ocuparia da parte logística, a disponibilização de instalações por exemplo, e a Ordem trataria dos aspectos pedagógicos deste processo.

“A medida visava acelerar a formação porque tínhamos constatado que em 30 anos havíamos formado pouco mais de 30 especialistas. Isso passou pela criação de uma comissão conjunta que organizou os colégios de especialidade que olhavam para como é que seria feita a formação”, disse Zilhão.

Acrescentou que foram estes desideratos que determinaram a assinatura do memorando entre as duas instituições. O MISAU decidiu violar unilateralmente este acordo, segundo Zilhão que alega que, a OrMM nem se quer foi consultada antes de se tomar esta medida.

“Não sabemos se a suspensão da formação foi por causa da greve dos profissionais de saúde ora em curso, pois não fomos comunicados e até agora a OrMM não recebeu nenhuma informação sobre as razões dessa suspensão unilateral”, afirmou Zilhão.

Acrescentou que na reunião com os colégios de especialidade, responsáveis pela formação dos pós graduados, foi dito que as condições actualmente existentes são as mesmas de sempre, não se percebendo porque a suspensão só ocorre agora.

Entretanto a porta-voz do Ministério da Saúde, Francelina Romão, negou que a decisão de suspender a formação tenha sido tomada de forma unilateral e que a mesma tinha sido discutida numa reunião em que participaram alguns elementos da direcção da OrMM.

“Estamos num momento de muita agitação por isso não mandamos ainda uma carta nesse sentido, mas discutimos este assunto numa reunião em que o próprio Dr. Zilhão esteve presente, pelo que não pode ser verdade que a medida seja unilateral”, disse Francelina Romão.

A porta-voz do MISAU explicou que a situação deve se à falta de recursos, sobretudo humanos, devido ao cenário em que se encontra o Serviço Nacional da Saúde, e isso não iria conferir a qualidade desejada aos formandos, daí a suspensão.

“A suspensão é temporária até que a situação volte à normalidade e possamos ter todos os recursos que desejamos para continuar com esta formação e obter os resultados que desejamos”, acrescentou.

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Cabo Delgado – PRM chamada a redobrar esforços no combate ao crime

Aquela dirigente falava na cerimónia de patenteamento de 124 agentes da PRM de diferentes categorias, tendo acrescentado que com aquele acto os agentes passam a ter responsabilidades acrescidas para o cumprimento pleno da sua missão de combater a criminalidade, manter a ordem e segurança públicas.

“Este acto reveste-se de grande importância para a corporação, os profissionais da Polícia e os familiares, particularmente, porque a vossa promoção representa mais responsabilidade para vós na execução de tarefas mais complexas profissionalmente, para além da renda familiar que irá melhorar, o que vai permitir o vosso maior engajamento nas missões e tarefas que vos forem incumbidas”- disse Manjate.

Os patenteados comprometeram-se, em mensagem apresentada por ocasião da efeméride, a redobrar esforços operativos para dignificar a promoção.

“Esperamos muito tempo para este dia chegar, alguns de nós ficamos cerca de 20 anos desde os anos de 1990. Por isso, os que não foram abrangidos hoje devem saber esperar tal como nós fizemos, mas desde já queremos dizer aqui de viva voz que redobraremos esforços e abnegação no combate à criminalidade e o cumprimento escrupuloso de todas as tarefas a que formos incumbidos em honra a esta promoção ” – prometeram.

Num outro desenvolvimento, a comandante provincial fez saber que o honorário resultante da promoção ora feita pelo Comando-Geral da PRM, em reconhecimento do engajamento daqueles agentes, deve significar melhoria de vida e não o contrário, assim como aproveitou a ocasião para criticar os membros da corporação que se deixam dominar pelas bebidas alcoólicas, sobretudo aquelas de teor alcoólico elevado que destrói e vai matando, silenciosamente, muitos cidadãos, entre eles, membros da Polícia.

“Não pode significar uma desgraça para a família porque aumentou o valor para a compra de “Rhino”, que contribui para a degradação moral, física e profissional do polícia. Na vossa mensagem disseram que tinham ficado muito tempo, sem se beneficiar da promoção, alguns porque o sistema de promoção na nossa organização é irregular, isto é sistemático devido a questões orçamentais, mas também vocês têm alguma responsabilidade, que é de se empenharem na autoformação académica e profissional”- referiu Manjate.

Trata se de 124 agentes da PRM, dos quais um adjunto-superintendente, igual número de inspectores, quatro subinspectores, 33 sargentos principais e 84 sargentos simples.

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Processo arranca hoje: País vai pulverizar mais de 4 milhões de cajueiros

O lançamento da campanha de pulverização que está incorporado nos planos de maneio integrado na cultura do caju, acontece no distrito de Angoche, província de Nampula. O cumprimento do processo que é totalmente subsidiado pelo Estado vai custar um montante estimado em 100 milhões de meticais.

O caju é uma cultura praticada maioritariamente pelo sector familiar e o processo de pulverização para o controlo químico de doenças e pragas vai beneficiar um universo de 155 mil famílias baseadas fundamentalmente nas oito das 11 províncias produtoras da castanha de caju onde se exceptuam Maputo-cidade, Niassa e Tete.

Por serem as províncias com maior contribuição no volume global de produção da castanha de caju, Nampula, Cabo Delgado, Zambézia e Inhambane estão a concentrar as acções levadas a cabo pelo Incaju em termos de pulverização e supervisão.

A directora do Incaju, Filomena Maiópuè disse ao “Notícias” que as plantações não exploradas pelos respectivos titulares, com dimensões estimadas em 13 mil hectares ao nível das oito províncias produtoras de caju, são uma preocupação por parte do seu sector, pelo facto de constituírem um foco de eclosão e propagação de pragas e doenças incluindo queimadas descontroladas que provocam prejuízos à flora e fauna, além da destruição de habitações.

“A decisão do sector sobre estas plantações, é a identificação dos respectivos titulares e juntos desenharmos um plano de maneio com custos que possam ser suportados por ambas as partes, lembrando que as podas, limpezas e capinagem podem contribuir qualitativamente para a regeneração das plantas e prevenir as doenças e pragas que afectam a cultura”- referiu Maiópuè.

Paralelamente ao processo de pulverização do cajueiro, o Incaju está a promover acções que induzem o crescimento do parque cajuícola ao nível do país, sendo um dos focos a produção de mudas tolerantes a doenças e pragas. Para este ano o plano prevê a produção de um universo de três milhões e setecentas e cinquenta mil plantas para distribuição a cerca de 30.000 produtores entre antigos e novos.

Segundo Filomena Maiópuè, a indústria nacional de processamento de castanha, que conta com 30 unidades, das quais 18 se encontram em funcionamento vai contar com disponibilidade de castanha proveniente da comercialização no mercado, estimada em 30 mil toneladas que poderão ser reforçadas caso haja necessidade, sobretudo tendo em conta a perspectiva de arranque de duas novas fábricas do ramo, cujos investimentos privados estão sendo efectuados neste momento.

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Luta contra caça furtiva: Moçambique prepara-se para endurecer medidas

Um dos aspectos a ter em conta, está relacionado com a necessidade de Moçambique avançar com leis que criminalizem os autores da caça furtiva. Até aqui, no país, os implicados na caça furtiva apenas pagam multas e acabam restituídos à liberdade, ao contrário do que acontece na África do Sul, onde a prática dá direito a pesadas penas de prisão e multas astronómicas, tudo para desencorajar o abate indiscriminado de animais.

Os primeiros passos neste sentido foram dados ontem, nas primeiras conversações havidas entre os Ministros do Turismo de Moçambique, Carvalho Muária, e dos Recursos Hídricos e Meio Ambiente da África do Sul, Edna Molewa, que superintende a área de conservação no seu país. A reunião ministerial foi motivada pelo recrudescimento dos casos da caça furtiva visando rinocerontes, que têm dilacerado os efectivos desta espécie existentes no Parque Nacional do Limpopo, afectando também o Kruger Park, na vizinha África do Sul, com o envolvimento dos moçambicanos.

Segundo dados avançados no encontro, pelo menos 15 moçambicanos foram mortos este ano quando tentaram caçar rinocerontes no Kruger Park, na sua maioria jovens da zona de Mapulanguene, em Magude, Província de Maputo. Outras 13 pessoas estão detidas aguardando procedimentos judiciais.

Na luta contra o fenómeno, as autoridades tem vindo a recuperar inúmeras armas de fogo, na sua maioria AKM usadas para o abate de animais. Só em Magude, a Polícia moçambicana conseguiu recuperar 41 armas de fogo, também, muitas delas do tipo AKM, que vinham sendo usadas pelos furtivos para abater os animais com a finalidade de se lhes extrair os cornos para a posterior venda no mercado negro.

Dados fornecidos ontem pela Ministra sul-africana, Edna Molewa, indicam que só este ano oram abatidos nos parques sul-africanos 408 rinocerontes. De 2008 a esta parte, foram mortos 2.062 animais.

Contudo, quando questionada sobre as medidas impostas pela polícia e o exército sul-africano, que de forma deliberada tem estado a matar qualquer moçambicano que é encontrado no Kruger Park, bem como pelo facto de circularem informações dando conta que a África do Sul contratou especialistas americanos para treinar a sua força de modo a ter habilidades no tiro para combater os furtivos, a ministra Edna Molewa desmentiu categoricamente tais informações.

Carvalho Muária e Edna Molewa discutiram ainda questões relacionadas com a actualização recíproca da informação sobre a caça furtiva e operações conjuntas no Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo e a proposta de memorando de entendimento entre os dois países sobre a cooperação na gestão e conservação da biodiversidade.

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Urgente melhorar planificação entre diferentes sectores da Justiça – conclui Conselho Coordenador

A Ministra da Justiça, Maria Benvinda Levi, disse no seu discurso de encerramento que, para o cumprimento do mandato institucional, é imperioso reforçar o espírito de trabalho de equipa em todos os âmbitos e níveis, evitando os riscos de desunião que em nada abonam em favor de uma melhor administração da Justiça para todos e mais próxima do cidadão.

“Ficou igualmente assente a necessidade de revisão do estatuto das direcções provinciais no quadro das competências dos governos provinciais, de modo a tornar efectiva a articulação institucional para o cumprimento da nossa missão” – disse a ministra Benvinda Levi.

Aquela dirigente, afirmou que relativamente ao desenvolvimento de Recursos Humanos, há uma necessidade de prosseguir a formação dos funcionários aos diversos níveis, quadros que deverão ser afectos em áreas certas e com racionalidade, de modo a constituírem mais-valia nos serviços prestados.

“Não obstante as dificuldades que o país atravessa, estamos cientes de que houve uma evolução qualitativa da identificação dos principais constrangimentos que, de certa maneira, afectam o nosso sector” – referiu a ministra da Justiça.

Segundo Benvinda Levi, os debates durante os três dias do decurso da nona sessão do Conselho Coordenador do Ministério da Justiça, resultaram em recomendações claras e objectivas que vão nortear as acções no intervalo desta até a décima sessão.

De salientar que, no âmbito da reforma legal, de acordo com a ministra da Justiça, foi salutar o facto de a Assembleia da República ter apreciado e aprovado instrumentos legais em matérias que suportam a acção da instituição na prevenção e combate à corrupção, reforçando a plataforma da transparência e integridade na gestão da coisa pública, factor determinante para impulsionar a actividade socioeconómica do país.

“Este facto eleva a responsabilidade deste ministério no cumprimento das suas responsabilidades, na criação de condições para a implementação efectiva do pacote legislativo, no quadro de um plano de acção apropriado em curso, de formulação e outras obrigações neste domínio” – realçou Maria Benvinda Levi.

A titular da pasta da Justiça, disse ainda que com a criação e implantação da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, o país deu sinal de progresso no cometimento e garantia do respeito e dignidade do homem. “Esta realização deve ser reforçada de forma gradual e consequente com acções concretas que consubstanciam os compromissos do país no concerto das nações” – concluiu Maria Benvinda Levi.

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Graduados pelo ISCISA: Serviço de saúde ganha 220 técnicos superiores

Trata-se de profissionais das áreas de Administração Hospitalar, Anestesiologia, Enfermagem, Enfermagem de Saúde Materna, Enfermagem Pediátrica, Instrumentação, Nutrição, Psicologia Clínica, Saúde Pública e Tecnologia Biomédica Laboratorial.

A cerimónia de graduação foi dirigida pelo Ministro da Educação, Augusto Jone, que apelou para a necessidade de os graduados fazerem valer o esforço financeiro e material despendido para a sua formação.

“Não podemos deixar de recordar aos graduados que os custos da sua formação no Ensino Superior Público são assegurados maioritariamente pelos contribuintes, cabendo aos formandos a necessidade de comparticipar com uma ínfima parte”, afirmou Jone.

O ministro da Educação apelou para a necessidade dos recém-graduados abraçarem, de forma consciente, a nobre missão de, nas diferentes áreas da saúde, cuidarem do que é mais importante que existe, a vida humana.

O governante afirmou que a graduação destes quadros é um ganho muito importante para o país que, segundo disse, actualmente enfrenta uma grande crise de recursos humanos para fazer face a diferentes doenças endémicas, como malária, diarreias e HIV/Sida, que afectam os moçambicanos.

Por sua vez, o director do ISCISA, Aurélio Zilhão, apelou para a necessidade de os quadros recém-graduados serem absorvidos pelo Serviço Nacional de Saúde que muito se ressente da falta de recursos humanos.

Zilhão esclareceu que a cerimónia de graduação não veio responder a escassez de recursos humanos originada pela greve dos profissionais de Saúde, ora em curso, mas os formandos concluíram seus cursos e defenderam suas teses de licenciatura.

“Estes graduados defenderam suas teses e não é verdade que a graduação foi realizada para responder a crise existente”, garantiu Zilhão, acrescentando que estes graduados são os mesmos que durante estes dias da greve estiveram a prestar apoio nas diferentes unidades sanitárias da província de Maputo, particularmente.

Na sua intervenção, o representante dos estudantes do ISCISA afirmou que os graduados sentem-se tecnicamente preparados para cumprir cabalmente as missões que lhes forem conferidas e respeitar a sua profissão.

Esta é a VI cerimónia de graduação realizada pelo ISCISA desde a sua criação no ano 2004 e até agora foram colocados no mercado de trabalho 805 profissionais de Saúde, alguns dos quais já em exercício, mas sem formação superior.

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Montepuez realizou 100 por cento da meta da campanha agrícola 2012/2013

O administrador do distrito de Montepuez, Arcanjo Cassia, diz que para as culturas de rendimento foram lavrados e semeados 18.960 hectares (16,128 de algodão, 2.811, de gergelim e 21 hectares de tabaco), sendo esta realização estimada em 99,9 por cento, porque o que estava previsto eram 18.972 hectares.

Por outro lado, esta cifra traz a informação de ter havido um crescimento em relação ao período análogo do ano transacto de 4,1 por cento, pois então era de 18.208,3 hectares, num distrito onde estão a ser assistidos 1988 camponeses.

Com base nestes dados, segundo sustenta Cassia, que esta semana esteve na capital provincial a prestar contas ao executivo de Eliseu Machava, sobre o seu desempenho nos primeiros três meses do ano, prevê-se a produção de 293.663,81 toneladas de produtos alimentares diversos, quantidade que estará acima do que foi conseguido na campanha anterior, na ordem dos 22,2 por cento.

Trata-se de um dos potenciais distritos de Cabo Delgado que lidera a produção do triângulo meridional, constituído por si, Balama e Namuno, tendo à ilharga o também distrito sulino de Chiúre, o mais populoso da província.

Arcanjo Cassia, falando no que à produção pecuária diz respeito, disse ainda que o seu distrito conta, neste momento, com 2662 bovinos, 5900 caprinos, 8400 ovinos e 1840 suínos.

Na verdade, verifica-se o crescimento do número de caprinos, em cerca de 10 unidades, de ovinos em 76, mas regista-se uma notável descida nos bovinos (a cifra já tinha chegado a 2924 cabeças) e nos suínos que no período anterior contavam-se 1897. Estas flutuações não tiveram explicação por parte daquele dirigente de nível local.

Entretanto, tal como tem sido habitual nos últimos tempos, do rol de actividades do sector de agricultura consta o conflito Homem/fauna bravia que, neste caso, refere-se a duas pessoas atacadas por crocodilos nas margens dos rios Messalo e Montepuez, no posto administrativo de Mirate, das quais uma perdeu a vida e a outra ficou ferida, encontrando-se, neste momento, fora de perigo.

Em defesa de pessoas e bens, o sector da agricultura alocou uma arma para o afugentamento e abate dos chamados animais problemáticos, que já haviam destruído três hectares de culturas diversas.

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Cabo Delgado – Massifica-se uso da tracção animal

Desde 2005, de acordo com a fonte, a técnica de tracção animal para a produção agrícola é implementada com muita incidência nos distritos de Balama, Chiúre, Montepuez, Namuno Mecúfi, Ancuabe, Mocímboa da Praia e Macomia, cujo objectivo do sector que dirige é aumentar as áreas de produção. Neste momento, segundo acrescentou, os resultados são encorajadores, apesar de alguns constrangimentos do programa.

De acordo com aquele responsável, desde o início da implementação do programa, foram treinadas 678 juntas e operam, actualmente, 264 em toda a província. Acrescentou que foram alocados a 747 beneficiários, entre produtores particulares, associações, escolas e quartéis nos distritos de Balama, Metuge, Chiúre, Montepuez, Namuno, Mecúfi, Ancuabe, Mocímboa da Praia e Macomia, regiões consideradas potenciais produtores agrícolas.

Afirmou que só o distrito de Mocímboa da Praia, na safra em curso, com o uso da tracção animal, lavrou 18 dos 140 hectares. Por outro lado, Mariano Jone fez saber que há constrangimentos no meio de todo o sucesso, tendo dito que há produtores que alegam que os solos são pedregosos e duros, o que dificulta o seu amanho com charruas, sobretudo na época seca.

Sobre este ponto, o director provincial fez saber que alguns produtores beneficiários de juntas de animais utilizam apenas os animais para o transporte de produtos, o que considerou uma subutilização dos mesmos, tendo em conta que a sua principal actividade é a lavoura.

Outro constrangimento apresentado pelo director provincial da Agricultura tem a ver com incidência da mosca e consequentemente das tripanossomas, tendo explicado que a massificação da tracção animal nos distritos considerados potenciais produtores serviu de exemplo e ensinamento para o maneio e trato de bovinos e adesão de outros produtores para o aumento das suas áreas de cultivo.

De acordo com o director provincial, como forma de promover a prática de tracção animal a direcção provincial de Agricultura iniciou com programas de treinamento de animais e formação de produtores nos distritos com grande potencial de produção agrícola. Aquele sector, segundo Jone, tem a missão de liderar o processo de concepção do programa, financiar integralmente a actividade e coordenar, através de seus parceiros, celebrar contratos, prestar assistência técnica, monitorar e avaliar a implementação da actividade.

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Moçambique: investimentos na indústria extractiva subiram 7,4% em 2012

Os investimentos no sector da indústria extractiva em Moçambique subiram 7,4% nos últimos sete anos, atingindo 1,9 mil milhões de euros em 2012, anunciou em Maputo, a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, Esperança Bias.

Segundo a titular da pasta dos Recursos Minerais em Moçambique, em 2005, os investimentos no ramo da indústria extractiva foram de 138 milhões de euros.

«Com estes investimentos, de que resultaram empreendimentos de produção em escala de gás natural, areias pesadas e carvão, consolidamos a posição privilegiada de Moçambique no mapa mundial de países receptores de investimentos», considerou.

Esperança Bias falava durante um seminário sobre a Responsabilidade Social Empresarial (SER), que decorre na capital moçambicana, Maputo. A propósito, a governante defendeu que os programas de responsabilidade social devem ser considerados como um compromisso assumido pelas entidades empresariais visando a adopção de uma postura ética que contribui para o desenvolvimento do país.

Moçambique: investimentos na indústria extractiva subiram 7,4% em 2012

Segundo a ministra, a indústria extractiva tem contribuído para a melhoria das condições de vida das populações através de investimentos económicos no âmbito do cumprimento da responsabilidade social das empresas.

A governante apontou a expansão da rede escolar, dos sistemas da saúde, abastecimento de água, construção de infraestruturas de acesso e das redes de fornecimento de energia eléctrica como alguns dos ganhos das comunidades.

RM

O desrespeito à regra que ia custar vidas

Tudo porque chegado à zona do supermercado Shoprite da Matola, na Estrada Nacional Número quatro (EN4), o “chapa” de marca Toyota Hiace, com chapa de inscrição ABD-177 MP, cortou prioridade a uma Toyota Coaster MMM-74-64, de transporte de crianças, provocando uma colisão. Devido ao forte impacto do choque, o “chapa” capotou.

Em resultado da tamanha irresponsabilidade do automobilista, que passou ao sinal vermelho do semáforo, oito pessoas ficaram feridas, enquanto outros viajantes acabaram atrasando ou mesmo adiando as suas agendas.

“O sinal acabava de abrir para que as viaturas que vêm do interior do bairro da Matola F entrassem na EN4 em direcção a Mahlampsene. Eu vinha mesmo a uma velocidade moderada quando vi o outro condutor (do chapa) a entrar com o sinal vermelho. Ao tentar esquivar, ele embateu na lateral do Coaster e despistou”, explicou um dos automobilistas.

Por sorte, as crianças que se faziam transportar no Coaster saíram todas ilesas do sinistro e seguiram viagem numa outra viatura para a escola, enquanto um carro particular evacuava os feridos para o Hospital Geral José Macamo.

A foto da Ana Rita Tene mostra o estado em que a viatura ficou após o embate e despiste, numa altura em que populares tentavam reposicionar a viatura que fazia chapa para de seguida ser retirada do local do sinistro.

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