Segundo confirmou a nossa fonte, o Embaixador Moçambicano na Alemanha, Amadeu da Conceição, citando informações que lhe foram prestadas pela Comissária de Polícia responsável pelo caso, o pedido da deslocação dos investigadores a Maputo foi efectuado por estes às autoridades competentes alemãs para que, o mais rápido possível, deliberem a favor da deslocação dos agentes ao nosso país.
Em Maputo, ao que apuramos, a equipa alemã vai levar a cabo audição de testemunhas da família da Atelísia, bem como do seu esposo Altário António Nhacoungue, tudo para ajudar a esclarecer o caso.
“Entenda-se que o pedido foi feito às autoridades competentes na República Federal da Alemanha e não à Polícia da República de Moçambique. Importa referir que, aqui na Alemanha, várias pessoas, entre moçambicanos e estrangeiros, já foram ouvidas pela Polícia como testemunhas deste caso”, apontou o Embaixador Amadeu da Conceição.
Assim, a vinda da equipa de investigadores visa dar continuidade às auscultações de testemunhas de parentes na capital moçambicana, tudo com vista a colher contribuições com vista à clarificação do que terá acontecido com a jovem. Contudo, não foi indicado o número de pessoas a serem ouvidas no país, mas sabe-se que os pais, parentes próximos e amigos serão chamados a dar o seu testemunho.
Aliás, no processo de inquérito número 30858/13 aberto pela Polícia de Investigação Criminal (PIC) ao nível da Cidade de Maputo, para além de ter interrogado o esposo Altário Nhacoungue, os peritos ouviram vários familiares do casal que relataram tudo o que sabem.
Sabe-se que ainda na Alemanha, a Embaixada moçambicana confirmou estarem bastante avançadas as investigações sobre o caso e contactos regulares têm sido mantidos com a Polícia de Investigação Criminal daquele país no sentido de não só acompanhar o desenvolvimento do processo, como tentar entender e ajudar no resgate da jovem Atelísia Cossa.
“A Polícia alemã diz não possuir, até este momento, evidências relativas aos contornos deste desaparecimento, mas garante-nos que o processo de investigação com vista ao seu esclarecimento continua e que, como Embaixada da República de Moçambique aqui, continuaremos a seguir o caso” – explicou o Embaixador.
Confirmou-nos que o número de celular 00491723916665 que era usado pela desaparecida Atelísia Cossa está, actualmente, a ser usado por uma outra cidadã moçambicana. “Ela, também, reside na Alemanha, concretamente na cidade de Berlim. A referida cidadã confirmou a esta Embaixada ter sido oferecida o referido número de celular pelo senhor Altário António Nhacoungue” – explicou a fonte.
Enquanto os polícias alemãs não chegam, a PIC mantêm Altário Nhacuongue, esposo da jovem, como o único suspeito do sumiço da jovem Atelísia, dai que o impôs algumas medidas restritivas de circulação. As mesmas consistem na confiscação do Passaporte, Bilhete de Identidade e de passagem aérea para Berlim (Alemanha).
Há 25 anos a viver e a trabalhar na Alemanha, Altário Nhacuongue está em liberdade, mas não se pode ausentar da cidade de Maputo. Ele está casado com Atelísia desde 2006 e viviam juntos em Berlim.
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