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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Educação melhora pagamento de horas “extras”

O corpo docente, principalmente, na cidade de Quelimane, onde se encontram em exercício mais professores, está muito preocupado porque o assunto dos valores em dívida no período em referência continua a ser mantido em segredo, enquanto os visados continuam a aguardar ansiosamente pelo desfecho, uma vez que ainda contam com o dinheiro para resolver os seus problemas.

O assunto sobre o pagamento de horas extras não só da educação como de outros sectores estava na mesa de discussões esta semana durante a II Sessão Ordinária do Conselho de Coordenação do executivo provincial da Zambézia alargado a outros quadros. Informações apuradas pela nossa Reportagem indicam que desde o início do ano lectivo até Julho, tirando um e outro caso, o pagamento de salários e horas extras tem vindo a ocorrer com regularidade apesar de ligeiros atrasos.

O director provincial dos Transportes e Comunicações e porta-voz do governo, Alberto Manharage, disse à nossa Reportagem que não só melhorou o pagamento das horas extras na função pública, como também os salários, particularmente, desde Fevereiro último ao mês de Junho. Aquele responsável frisou que o salário do mês de Julho que não foi pago até pelo menos dezoito horas do dia 30 deveu-se ao facto de terem sido processados com os retroactivos de Abril a Julho e outras remunerações.

O nosso entrevistado afirmou que os sectores de Educação e Cultura e da Saúde são os que mais problemas enfrentavam no pagamento de salários e horas extras, bem como de turno e meio. Alberto Manharage disse também que é em Quelimane onde há muitos desses problemas o que obrigou o governo a fazer um trabalho profundo nas instituições visadas, neste caso particular, das escolas e unidades sanitárias para juntos dos gestores e administrativos averiguar caso por caso de forma a encontrar onde estava o problema.

Por outro lado, o porta-voz da sessão de coordenação do governo provincial disse que o executivo da Zambézia realizou ainda esta semana uma audiência pública, na qual apareceram apenas 40 professores a colocarem problemas de salários e horas extras, o que significou uma redução de casos em relação ao ano passado. No entanto, reconheceu que persistem ainda problemas que estão a ser tratados e adiantou que são menos graves do que os colocados nos anos anteriores.

Entretanto, aquele responsável do governo provincial refutou a informação de que haja dívidas por pagar aos docentes referentes ao período 2010-2012. Alberto Manharage justificou-se dizendo que não ter recebido nenhuma informação a esse propósito, por isso, afirmou estar surpreendido.

A nossa Reportagem sabe que há docentes nessa situação e já reconstituíram documentos várias vezes para receber os valores em dívida, mas nunca tiveram o problema resolvido. Uma das dessas vezes que os docentes foram mobilizados para reconstituírem a documentação foi nas vésperas da última presidência aberta e o receio que alguns sectores do executivo tinham era de que o problema fosse levantado durante o comício. Uma vez que a presidência aberta passou nada foi resolvido e os professores visados continuam sem solução pelo menos até hoje.

Noticias

IBIS lança em Outubro promoção da cidadania em três distritos

Segundo Elisa Langa, da IBIS na Zambézia, o programa com um horizonte temporal de cinco anos será implementado em Quelimane, Mocuba e Alto Molócuè, tendo como foco preferenciais as organizações da sociedade civil, conselhos consultivos distritais, assembleias municipais e provinciais de forma a conferir-lhes maior capacidade intelectual para ajuizar com maior racionalidade as decisões que tomam para a promoção de um bem-estar das colectividades.

Segundo ainda a nossa entrevistada, há muita falta de conhecimento de vários grupos sociais sobre como é que se desencadeiam os processos de tomada de decisão, daí que a aposta será conferir aos diferentes actores sociais e políticos a informação necessária para ampliar a sua participação política.

Segundo ainda Elisa Langa, o programa avaliado em sete milhões de Euros e neste momento decorre um trabalho de mapeamento das organizações da sociedade civil, tendo sido já identificadas sete nos distritos onde o programa será implementado.

Entretanto, um estudo divulgado recentemente pela organização Kukumbi indica que nos conselhos consultivos distritais, os líderes comunitários e religiosos devido à falta de informação e educação formal tem sido manipulados pelos administradores distritais para legitimarem as suas escolhas na aprovação deste ou aquele projecto submetido.

Para além disso, os mutuários do Fundo Distrital de Desenvolvimento não reembolsam os valores e muitas vezes não há controlo se ainda continuam a residir nas mesmas áreas ou se estão a executar os projectos propostos.

Na óptica daquela organização não-governamental e com base nos estudos efectuados em Morrumbala, os líderes comunitários não têm o domínio como os mecanismos de tomada decisão e o lançamento de programa virado à cidadania pode ser uma boa alternativa para aumentar a consciência política dos líderes comunitários como decisores.

Entretanto, os participantes a um debate co-organizado pela IBIS e Kukumbi, em Quelimane, foram unânimes em afirmar que muitas vezes os que tomam decisões nas assembleias municipais e provinciais fazem-no em função das vontades das suas organizações políticas e não do eleitorado que depositou o voto nas urnas. Nesta perspectiva, pediram as organizações nacionais e estrangeiras que estão a promover programas de cidadania para reforçarem o tipo de mensagens para os líderes comunitários e das organizações da sociedade civil.

Suzana Adriano, estudante da Faculdade de Ciências Sociais e Politicas da Universidade Católica de Moçambique em Quelimane, afirmou na ocasião que nos conselhos consultivos distritais quem realmente tomam decisões são os administradores e os régulos estão apenas para legitimar e aplaudir as decisões. “Por razões histórico-culturais que todos sabemos, os régulos não tiveram a formação escolar e, por isso, facilmente são manipulados e as mensagens para este grupo devem ser mais refinadas porque tem responsabilidades nas suas comunidades”, disse aquela participante.

Bernardo Segundo, outro entrevistado, afirmou que mesmo nas assembleias municipais os membros dos partidos políticos não estão cientes das suas responsabilidades e têm muita falta de informação sobre como é que devem participar na tomada de decisões para promover o bem-estar das pessoas a que estão a representar nesses órgãos.

Noticias

AR aprova revisão da jurisdição administrativa

Reunida em II Sessão Extraordinária, a Assembleia da República aprovou igualmente, na generalidade, a proposta de revisão da Lei 9/2009, de 11 de Março, que fixa a organização, composição e funcionamento do Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa.

A Ministra da Justiça, Benvinda Levy, na sua qualidade de proponente, justificou que com a proposta de revisão da Lei 25/2009, pretende-se, de entre outras matérias, clarificar o âmbito da jurisdição administrativa, diferenciando as competências do Tribunal Administrativo; o aumento do número de juízes-conselheiros no Tribunal Administrativo, passando dos actuais 12 para 18 e juízes de direito a nível provincial, passando dos actuais três para quatro, visando imprimir maior celeridade no tratamento e decisão de processos que lhes são submetidos e ainda a alteração da designação da III Secção – Secção de Vistos, passando a designar-se Secção de Contas Públicas.

Num outro desenvolvimento, Benvida Levy justificou a proposta de revisão da Lei 9/2009, de 11 de Março, com o facto de no processo de aplicação da presente lei várias actividades de ordem prática terem sido identificadas como sendo impeditivas do normal funcionamento do Conselho Superior da Magistratura Judicial Administrativa, seja pela omissão de algumas matérias, seja pela necessidade de se realizar os ajustes das normas nelas contidas.

Entretanto, falando na sessão da abertura, a Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo manifestou a esperança de que do diálogo prevalecente entre o Governo e a Renamo se encontrem soluções duradoiras que conduzam à consolidação da paz em Moçambique.

Verónica Macamo, disse que cada moçambicano deve promover a paz e ser um elemento aglutinador para o fortalecimento da unidade e da coesão nacional.

A Presidente da Assembleia da República dirigiu uma palavra de apreço às organizações da sociedade civil e diversas personalidades que, nos últimos tempos, não se têm poupado a esforços para a manutenção da paz e ao não retorno à guerra no país.

“A todos, a Casa do Povo enaltece o espírito e sentido patrióticos. Devemos pois, continuar a fazer tudo o que está ao nosso alcance para que a paz prevaleça sempre no nosso país”, apelou.

Refira-se que a presente sessão extraordinária que se prevê se prolongue até ao dia 15 de Agosto corrente propõe-se a debater, de entre várias matérias, a proposta de revisão da Lei 1/2013, de 7 de Janeiro – Lei do Orçamento do Estado – que deriva, sobretudo, da necessidade de dar resposta à reconstrução de infra-estruturas destruídas, bem como contemplar as despesas extras feitas no âmbito de assistência às populações das zonas assoladas pelas últimas cheias e inundações; a proposta de lei atinente ao Estatuto do Médico na Administração Pública, em consideração ao papel social do médico na promoção e defesa da saúde pública e ainda a proposta de Lei do Estatuto do Prestador do Serviço Cívico de Moçambique – um instrumento legal que vem valorizar as acções de voluntariado e de solidariedade que tem sido apanágio do cidadão e das instituições sociais moçambicanas, para alem da revisão da legislação eleitoral, instrumento vital do processo eleitoral, cujo consenso se espera seja o mais alargado possível, a bem da contínua consolidação do Estado de Direito Democrático.

Em virtude de os projectos de Lei de Revisão do Código Penal e o da Lei do Direito à Informação carecerem ainda de maior aprofundamento para a sua conclusão, a presente sessão não irá apreciá-los conforme estava inicialmente previsto.

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Conjugação de factores dita paralisação na mina

Desde a sua iniciação em Abril de 2004, a mina de Marropino, enfrentou dificuldades relacionadas com a exportação do minério devido aos elevados valores de radiação do concentrado de tantalite e as vias de acesso.

Uma fonte do Ministério dos Recursos Minerais refere que acresce-se às razões que ditaram o encerramento da mina, o facto de a natureza do jazigo, mostrar que a parte com maior teor de tântalo já se esgotou e a rocha que actualmente contém o minério é mais dura e está a uma maior profundidade, elevando assim os custos de extracção e de processamento com nível de recuperação de tântalo abaixo do previsto no estudo de viabilidade económica.

A produção nos últimos anos tem decrescido, enquanto os custos de operação por tonelada do minério tem aumentado. A produção de tantalite nos últimos três anos foi de 40465 quilos em 2010, 37865 quilos em 2011 e 24109 quilos em 2012.

Análises financeiras indicam que, para as operações da mina de Marropino, em cada tonelada de minério extraído e processado há uma perda de três dólares norte-americanos. A empresa reportou perdas financeiras acumuladas de cerca de 150 milhões de dólares até Junho de 2013.

Por outro lado, tem havido cortes e oscilações frequentes de energia eléctrica que resultaram num total de 2085 horas de corte em 2012, o que vem acrescer sobremaneira os custos de operação. Há que referir que, sempre que se verifica corte de energia os circuitos da planta húmida ficam bloqueados pelo minério e a limpeza da tubagem leva um dia inteiro, para além da danificação dos equipamentos e instrumentos electrónicos devido às oscilações da corrente.

Junta-se ainda o facto de para a exportação usar-se um longo trajecto rodoviário, precário em algumas zonas, até ao Porto de Walvis Bay, na Namíbia, pois nenhum porto moçambicano está certificado a manusear produtos de Classe 7, definida em função da radioactividade do produto.

Em comunicado recebido na nossa Redacção, o MIREM acrescenta que para além das razões apresentadas, a empresa tem se ressentido de problemas de gestão e da má concepção da planta de processamento da mina.

“Foi tendo em conta estes factores conjugados, que a empresa decidiu paralisar a produção na mina de Marropino por ter altos custos de produção e com baixos rendimentos, iniciando a exploração nas outras duas concessões, em Morrua e Mutala onde se prevê que os custos de operação sejam mais baixos por o jazigo conter maior teor de tântalo por tonelada de concentrado e estar a menor profundidade”, lê-se no comunicado.

Refira-se que esta paralisação resultou na dispensa, observando os requisitos legais, de 377 trabalhadores, iniciada em Março do corrente ano.

Neste contexto, o Ministério dos Recursos Minerais diz ter orientado a empresa no sentido de absorver alguns trabalhadores de Marropino para as suas actividades nas concessões de Morrua e Mutala.

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Famílias por reassentar sete meses após chuvas

No pico da calamidade, a cidade de Maputo chegou a ter 12 centros de acomodação, a maior parte dos quais nos distritos municipais de KaMubukwana, KaMaxakeni e KaMavota. Cinco mil pessoas foram acolhidas, representando pouco mais de 1200 famílias, de acordo com números oficiais apresentados na altura.

As chuvas destruíram completamente 309 casas e de forma parcial 486 e deixaram inundadas perto de 1200 habitações, forçando milhares de pessoas a procurarem abrigo em escolas, igrejas e outros centros.

A nossa Reportagem que visitou há dias alguns centros de acomodação do distrito de KaMubukwana ouviu relatos de desespero de gente que há sete meses vive em condições deploráveis e cada dia espera ser atribuída um talhão onde possa refazer a sua vida.

O desejo de todos eles é ver cumprida, sem demora, a promessa do Conselho Municipal de Maputo de um dia reassenta-los em novos bairros, onde possam reerguer as suas vidas sem mais ameaças de destruição pela água da chuva.

Madalena Ernesto, cuja família partilha com outros 13 agregados um salão na Escola Secundária Graça Machel, disse que há meses que não recebe nenhum apoio institucional.

Acrescentou que há dias a Vereação do pelouro a nível do distrito disse estar para breve o seu reassentamento, mas desconhecem o destino. Especulava-se que possam seguir para Chihango, onde está a outra parte das 61 famílias que viviam no centro ou então para o distrito de Marracuene, a cerca de 30 quilómetros do centro da cidade de Maputo.

Tal como outros ocupantes daquele espaço, a vida está difícil para Madalena, esposo e as três crianças. O que mais desejam é uma rápida saída do centro para o local de reassentamento e ajuda para reiniciar a vida.

Outras cerca de 40 famílias vivem numa infra-estrutura do Conselho Municipal num ponto alto de “Matendene”, Zimpeto.

Ao que apuramos, chegaram a ser centenas de famílias naquele local. Mas boa parte delas regressou às origens em Magoanine A e B.

Entretanto, as autoridades garantem que o cenário vai mudar dentro de dias. David Cangua, vereador de KaMubukwana, disse a nossa fonte que o reassentamento está em curso.

Esperava-se esta semana que um grupo de vítimas das cheias de Magoanine B avançasse para Chihango, enquanto se preparam condições para o reassentamento das demais famílias.

Noticias

Falta de livros e laboratórios afecta o aproveitamento dos alunos

A falta de livro e laboratórios, bem como a contratação de professores que leccionam disciplinas não especializadas, contribui para o fraco aproveitamento pedagógico dos alunos da décima classe do ensino secundário geral, constataram os participantes da reunião nacional do Ministério de Educação, que decorre em Gondola, província de Manica.

Trata-se da primeira reunião nacional dos ensinos secundário geral, técnico-profissional e administração das qualificações profissionais, que reúne cento e cinquenta técnicos dos sectores tutelados pelo Ministério de Educação.

O Director Nacional do ensino secundário geral no Ministério de Educação, disse que o encontro está a avaliar a periodicidade da planificação quinzenal e semanal de aulas, o estágio da transformação curricular e constrangimentos que se colocam no ensino secundário profissionalizante.

Os participantes ao encontro estão ainda a debater a situação da supervisão pedagógica, o ensino técnico, a experiência dos conselhos de escola e os resultados do estudo sobre as novas qualificações.

RM

Dhlakama muda de discurso

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, deu meia volta, esta quarta-feira, no seu discurso inicial, apelando aos seus membros para não enveredarem por via de violência e a darem mais tempo para que o diálogo entre o governo e o partido que lidera continue até que se alcance consensos.

Falando no encerramento do Conselho Nacional do seu partido, Afonso Dhlakama contrariou o seu discurso de abertura deste mesmo evento, no qual dizia que “se até ao final da próxima semana não houver consenso vou chamar a minha delegação para Satunjira e eu vou, pessoalmente, resolver o problema”.

Já no seu discurso de encerramento, o líder da Renamo é citado pelo diário “O País” a reconhecer que para o alcance de consensos no diálogo é preciso tempo e um pouco mais de paciência, sob pena de o seu partido ser condenado a nível nacional e internacional.

Antes, o líder da Renamo acusara o Governo de entreter os negociadores do seu partido e de criar barreiras para não se alcançar um entendimento nas questões-chave e que se não houvesse avanços numa semana, iria chamar a si a responsabilidade de resolver o problema.

O presidente da Renamo avançou que, depois do seu discurso de segunda-feira, tem sido “pressionado pela população, académicos, religiosos e investidores nacionais e estrangeiros a não usar a violência por isso pediu paciência” ao Conselho Nacional para não defraudar as expectativas.

No que diz respeito ao boicote eleitoral, Dhlakama insistiu que caso não seja revista a Lei Eleitoral vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir a realização das eleições, facto que poderá culminar com a divisão do país.

RM

Falta de fontes de abastecimento de água afecta 540 mil pessoas

Mais de quinhentos e quarenta mil, dos mais de um milhão e quinhentos mil habitantes da província do Niassa, consome água imprópria devido a exiguidade de fontes de abastecimento deste líquido.

Actualmente, a província do Niassa conta com mil e oitocentas fontes, das quais trezentas avariadas.

O Director Provincial das Obras Públicas e Habitação no Niassa, Graciano Artur, disse que para minimizar a situação, está prevista para este ano, a abertura de uma centena de fontes de água, em alguns distritos da província.

Segundo Graciano, para a construção das referidas fontes, o sector conta com o financiamento da cooperação suíça, agência japonesa para o desenvolvimento internacional e do programa nacional de saneamento rural.

A fonte acrescentou que para reduzir os efeitos da problemática das avarias das fontes de abastecimento de água nos distritos, o sector apostou nos últimos três anos, na contratação.

RM

Conhecidos já candidatos do MDM à presidência dos municípios de Nampula

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM), o segundo maior partido de oposição em Moçambique, apresentou, esta quarta-feira, em Nampula, os seus candidatos para as sete autarquias daquela província localizada na zona norte do pais.

Segundo anuncia o diário “O Pais”, para a cidade de Nampula, o partido liderado por Daviz Simango, apostou em Mahamudo Amurane, um agente económico de 40 anos, formado em gestão de empresas.

O candidato do MDM e irmão da actual ministra na Presidência para os Assuntos Parlamentares, Autárquicos e das Assembleias e afirma que concorre para “salvar Nampula da ma governação (da Frelimo, partido no poder).

Da lista das candidaturas apresentadas numa cerimónia dirigida pelo secretário-geral do MDM, Luís Boavida, constam Fátima Couto (Nacala-Porto), Reane Couto (Nacala), Abdul Rahimo (Ilha de Moçambique), Luís Constantino (Ribaue), Faruque Abdala (Angoche), Zeferino João (Monapo) e Francisco Jamal (Malema).

Na cerimonia de apresentação publica dos sete candidatos, Luis Boavida disse que o segredo da vitoria e o trabalho e instou os concorrentes a prepararem desde já a sua vitoria eleitoral no espírito de que a governação do seu partido se caracteriza por servir o povo.

RM

Partido de Robert Mugabe reivindica vitória nas eleições

Agências internacionais escrevem que a tensão instalou-se nesta quinta-feira no Zimbabwe, numa altura que se aguarda pelos resultados das eleições presidenciais, no dia seguinte à votação denunciada como “uma enorme farsa” pelo adversário do presidente Robert Mugabe, que já reivindicou a vitória.

“Ganhamos facilmente de maneira contundente. Derrotamos o MDC”, o partido de Morgan Tsvangirai, primeiro-ministro e rival máximo de Mugabe, disse à AFP um dirigente do Zanu-PF, que explicou que o seu partido conquistou muitos assentos em cidades tradicionalmente favoráveis ao MDC.

“Vencemos e esta vitória aplica-se a tudo, às eleições presidenciais, legislativas e municipais”, disse.

Estavam na disputa o presidente Mugabe e o seu primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai.

Enquanto os observadores africanos classificaram na quarta-feira as eleições de “livres”, o MDC denunciou novas e numerosas irregularidades.

Os resultados oficiais da primeira volta das eleições são esperados para segunda-feira. Uma eventual segunda volta será organizada em 11 de Setembro, se nenhum dos dois candidatos conquistar 50% dos votos.

“A contagem dos votos começou nos colégios eleitorais e a sua agregação ao nível das províncias e circunscrições”, anunciou a presidente da Comissão Eleitoral, Rita Makarau.

“Em nossa opinião, esta eleição é nula e sem efeito”, atacou Tsvangirai, que abandonou as eleições de 2008, tendo saído vencedor na primeira volta, para evitar mais confrontos após a morte de 200 de pessoas.

Tsvangirai não quis comentar a reivindicação de vitória do adversário, enquanto agentes da polícia foram mobilizados perto da sede do seu partido.

Os observadores da UA consideraram as eleições de quarta-feira “livres e justas”, enquanto os da SADC anunciaram que dariam a sua opinião sexta-feira.

A SADC interveio em 2008 para evitar uma guerra civil, quando o início de um êxodo populacional revelou a possibilidade de uma desestabilização regional.

A SADC impôs a Mugabe a fazer reformas e formar um governo de unidade nacional com o seu rival.

Isso permitiu uma retomada do crescimento económico e a adopção de uma nova Constituição. Mas novas eleições gerais foram exigidas por Mugabe.

Em Washington, o Departamento de Estado elogiou o dia pacífico. “Deixamos claro que vamos reduzir as sanções se as eleições foram credíveis, transparentes e que reflictam a vontade dos zimbabweanos”, disse a porta-voz Marie Harf.

RM

PRM detém cidadão de origem congolesa com seis pontas de marfim

As autoridades policiais em Nampula, no norte de Moçambique, anunciaram hoje a detenção de um cidadão de origem congolesa com seis pontas de marfim, numa operação efectuada naquela cidade que visa estancar o contrabando de bens.

As pontas de marfim foram apreendidas num transporte semi-colectivo, vulgo “Chapa”, que fazia o percurso de Montepuez, na província de Cabo-Delegado, à cidade de Nampula, durante uma operação levada a cabo pela polícia e pelas Alfândegas.

O porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula, Miguel Bartolomeu, disse que o indiciado é requerente de asilo político e devia estar a residir no Centro de Refugiados de Marratane, localizado no distrito de Nampula.

Segundo Miguel Bartolomeu, o detido recusou fornecer informações sobre a origem e o destino das pontas de marfim.

Moçambique tem sido usado no esquema de exportação ilegal de marfim.

Em 2011, as autoridades da província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, encontraram num dos contentores apreendidos no Porto de Pemba 126 pontas de marfim, equivalente a 63 elefantes, que foram abatidos de forma ilegal.

RM

Verónica Macamo espera consenso na revisão da lei eleitoral

A Presidente da Assembleia da República, o parlamento moçambicano, Verónica Macamo, disse hoje, em Maputo, esperar que haja consenso, o mais alargado possível, no debate e aprovação da proposta de revisão da legislação eleitoral.

Na nota introdutória que fez no inicio oficial dos trabalhos da Sessão Extraordinária da magna casa, Macamo disse tratar-se de um instrumento vital de todo o processo eleitoral e que quanto mais for consensual, maior será “a consolidação do nosso Estado de Direito Democrático”.

O Maior partido da oposição em Moçambique, a Renamo, tem estado a ameaçar a paz no país através de ataques mortais a civis e militares, forcando que haja um acordo político com o partido governamental, a Frelimo, sobre as suas pretensões eleitoralistas.

A Renamo tem afirmado categoricamente que caso o governo não acate com as suas exigências, vai inviabilizar as eleições autárquicas de 20 de Novembro próximo.

Em Dezembro de 2012, o parlamento moçambicano rejeitou a proposta renamista defendendo que os órgãos eleitorais fossem compostos, na sua maioria, por membros indicados por partidos políticos, a todos os níveis.

Este posicionamento da Renamo contraria as recomendações dos observadores nacionais e internacionais, segundo as quais os órgãos eleitorais como o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), o braço executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), devem ser profissionalizados.

Contudo, esta formação política ainda não submeteu nenhuma proposta de emenda a lei eleitoral, mesmo sabendo que a sessão extraordinária que hoje iniciou termina dentro de duas semanas.

No diálogo em curso com o Governo, a Renamo tem recusado submeter as suas próprias propostas de alteração do pacote eleitoral a Assembleia da Republica. Ela pretende que a proposta seja conjunta por forma a comprometer a actividade parlamentar do partido governamental, a Frelimo.

Entretanto, a presente sessão extraordinária não vai se debruçar sobre a alteração do código penal porque as comissões especializadas acreditam que ainda há espaço para mais contribuições, antes do parlamento tomar a última decisão.

Paralelamente, as comissões especializadas querem ‘mais tempo’ para preparar os seus pareceres quanto a proposta de lei de acesso as fontes de informação, razão pela qual este ponto foi retirado da presente sessão. Esta proposta de lei foi submetida a AR em 2005, pelo MISA – Moçambique.

Um dos principais pontos da agenda desta sessão é a propósta de revisão da lei do Orçamento do Estado de 2013, que deriva, sobretudo, da necessidade de dar resposta a reconstrução de infra-estruturas destruídas pelas cheias, bem como contemplar as despesas extras feitas no âmbito de assistência as populações das zonas assoladas pelas últimas cheias.

O parlamento vai ainda debater o Estatuto do Médico na Administração Pública e a lei do Estatuto do Prestador do Serviço Cívico de Moçambique.

Na sessão de hoje, o parlamento aprovou, na generalidade e por voto maioritário da Frelimo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), as propostas de revisão das leis do Conselho Superior da Magistratura Judicial e da Orgânica da Jurisdição Administrativa. A Renamo absteve-se.

RM

Acidente mineiro na RAS: Não há moçambicano entre as vítimas mortais

Nenhum dos 100 trabalhadores moçambicanos vinculados contratualmente à mina de platina Batophele, pertencente ao Grupo Anglo Platinum, na região de Rustenburg, Província de Northwest, República da África do Sul (RAS) consta na lista dos envolvidos no acidente de trabalho que tirou a vida a dois colegas no passado dia 20 de Julho.

A Delegação moçambicana do Ministério do Trabalho na RAS confirmou no local, junto da respectiva gerência e os sindicatos, que entre os mortos ou feridos não consta o nome de nenhum moçambicano, tranquilizando assim os familiares dos mineiros do nosso país contratados para aquela mina, que vinham vivendo de especulações, uma vez que outras informações oficiosas não especificavam a identidade ou a nacionalidade dos sinistrados.

A mina emprega um total de 1.800 trabalhadores, de várias nacionalidades, entre os quais 100 moçambicanos.

No passado dia 20 de Julho, uma pedra de cerca de 20 metros de comprimento e 7 de altura soltou-se no interior da mina, esmagando dois trabalhadores que se encontravam em mais uma jornada de trabalho.

Entretanto, três cidadãos moçambicanos na mesma região encontraram a morte em circunstâncias diferentes, nas últimas três semanas, vítimas de assassinato nas suas zonas de residência.

Trata-se de Artur Chalele Mabunda, alvejado a tiro no dia 25 de Junho, quando se preparava para entrar na sua viatura rumo ao seu posto de trabalho, na mina de platina Impala, em Rustenburg, por volta das 06:25h locais, a mesma hora de Moçambique.

No dia 14 de Julho, quando eram 23:15h, perto do acampamento oficial de mineiros de Blascoop, pertencente a Anglo Platinum, foi a vez dos irmãos Elias Eduardo Tsambe e António Eduardo Tsambe, sendo que o primeiro era um reformado da mina Lonmin-Karee Mine e o último trabalhador por conta própria, ambos mortos num tumulto popular em repúdio a uma onda de roubos na região e, na altura foi também morto um cidadão de nacionalidade sul-africana.

O Ministério do Trabalho, através da sua Delegação na RAS, está em contacto permanente com as minas e as autoridades que estão a investigar as ocorrências, com vista a fornecer a real versão do sucedido aos respectivos familiares, tanto na RAS como em Moçambique.

RM

Mambas: João Chissano quer marcar na Namíbia

A vitória, por 3-0, diante da Namíbia, no passado domingo, é de certo moto tranquilizadora para o jogo da segunda mão, em Windhoek, sábado (17 horas de Moçambique), da segunda mão da penúltima etapa de apuramento para o CHAN-2014, o CAN interno que será organizado na África do Sul.

Há tranquilidade, mas não há ainda sossego, garante o seleccionador João Chissano. Para evitar uma surpresa desagradável, o técnico pediu aos jogadores na sessão de treino, realizado ontem, no campo do 1° de Maio, que marquem pelo menos um golo na partida frente a sua similar da Namíbia.

«Precisamos de marcar pelo menos um golo para resolvermos a eliminatória, pois ficaríamos numa posição ainda mais privilegiada. Penso que a Namíbia já não teria forças para reagir a um golo nosso. Sabemos também se sofrermos um golo no início do jogo as coisas podem complicar-se. Para anular as investidas do ataque namibiano que ao que tudo estará muito no primeiro quarto de hora, vamos apresentar uma mais defensiva comparativamente a que jogou em Maputo», comentou João Chissano.

RM

Parlamento Infantil exige mais escolas para deficientes

Crianças do Parlamento Infantil de várias províncias denunciaram o baixo nível de desenvolvimento da educação especial, para portadores de várias deficiências no País. Existem em todo o País apenas 47 turmas de aulas especiais.

Os parlamentares de “palmo e meio” manifestaram inquietações no âmbito da IV Sessão do Parlamento Infantil havido em Maputo de 30-31 de Julho sob lema “Eu quero ser criança enquanto criança: o respeito pelos meus direitos e o cumprimento dos meus deveres tornará Moçambique melhor”.

Simão Sebastião, de Sofala, disse que as turmas de educação especial existentes não são suficiente para albergar todas as crianças deficientes. Acrescentou que para além de desenvolvimento de educação especial, há necessidade de fiscalização de álcool nas escolas e centros. “Verifica-se que muitas crianças estão a se perder no álcool, comprometendo o futuro”, disse.

Condições de trabalho não satisfatórias

O antigo presidente do Parlamento Infantil, Isac Salude, referiu que na realização de algumas actividades têm dificuldades, pois constata-se que ainda há adultos que continuam a violar os direitos da criança, e muitas vezes a falta de matérias e financiamento para a realização das suas actividades. Acrescentou que ainda persiste o facto de algumas famílias abandonarem as suas crianças, obrigam-nas a casar, a realizar trabalhos infantis, sujeitam ao tráfico e a outras formas de violência, exploração. “Esses titios esquecem que como crianças temos o direito de viver em paz e segurança, de ter uma família e saúde”.

Sobre tutela da criança

A governadora da cidade de Maputo, Lucília Hama, disse na ocasião que deve haver insistência na divulgação de instrumentos legais de tutela dos direitos da criança em todo o País de modo a combater a prática anti-social de tráfico de crianças para fins de exploração sexual, trabalho infantil, violência contra a criança. “São práticas que não dignificam a integridade física e moral da criança”, disse.

Eleito novo presidente do Parlamento Infantil

Na IV Sessão do Parlamento Infantil foi eleito Henrique Kunpocha, de Nampula, como o novo presidente do Parlamento Infantil em substituição de Isac Salude.

Canal Moz

Polícia neutraliza ladrões de gado bovino

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Gaza, diz que deteve ao longo do último fim-de-semana dois indivíduos de 21 e 34 anos de idade, indiciados no roubo de quatro cabeças de gado bovino no distrito de Mabalane.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Gaza, Jeremias Langa, disse ao Canalmoz na manhã da última terça-feira que o roubo ocorreu no passado dia 28 de Julho na vila-sede de Mabalane, tendo posteriormente os criminosos fugido.

Segundo a fonte da Polícia, os ladrões viriam a ser neutralizados na Aldeia de Macalene, posto administrativo de Movodze, há 18 quilómetros da vila onde ocorreu o furto. Na circunstância da detenção, a Polícia diz ter recuperado as quatro cabeças de gado.

Homicídio

O porta-voz da PRM em Gaza deu a conhecer, por outro lado, que também em Mabalane, um homem de 56 anos de idade, que em vida respondia pelo nome de Paulo Matimane Chauque, residente na aldeia de Covele, perdeu a vida depois de ter tomado um medicamento tradicional de nome Chimuamuane, para alegadamente desparasitar.
O medicamento, segundo o porta-voz Jeremias Langa, teria sido preparado pela esposa da vítima, uma mulher de 60 anos que agora está a contas com a Polícia, por suspeita de ter sido ela a autora da morte do marido.

Detido na posse de soruma

Também na província de Gaza, desta feita na localidade de Dzimbene, posto administrativo de Mazivila, distrito de Bilene, um indivíduo de 47 anos de idade foi detido pela Polícia, acusado de produção, consumo e venda da cannabis sativa, vulgo soruma.
A Polícia disse que quando o indivíduo foi detido, estava na posse de 105 gramas de soruma e duas plantas daquela droga.

Canal Moz

Dois irmãos morrem soterrados em garimpo ilegal

Na sequência da actividade do garimpo ilegal, duas pessoas pertencentes a mesma família morreram no último fim-de-semana soterradas numa mina artesanal de ouro na localidade de Bandire-Muringa, no distrito de Sussundega, província de Manica, informou a Polícia da República de Moçambique (PRM) local.

O porta-voz do Comando Provincial da PRM em Manica, Belmiro Mutandiua, disse ao Canalmoz, nesta quarta-feira, que as vítimas são dois irmãos, nomeadamente Nharai Vasco Supeia e Micheque Vasco Supeia, de 21 e 18 anos de idade, respectivamente.

A fonte da Polícia acrescentou que havia muita gente na mina na altura em que aquela desabou, mas a parte que ruiu com maior intensidade foi onde se encontravam os dois irmãos.

A Polícia, segundo Belmiro Mutandiua, está neste momento no local para impedir que populares entrem na mina.

“A Polícia está no local a vedar o acesso à mina por parte dos populares”, disse o porta-voz da PRM em Manica.

Ainda sobre o garimpo na província de Manica, Belmiro Mutandiua deu a conhecer que três indivíduos desconhecidos munidos de uma arma de fogo do tipo pistola arrombaram no último fim-de-semana a porta principal da casa de um garimpeiro, no distrito de Gondola, tendo-o alvejado a tiros no braço esquerdo por aquele ter mostrado resistência ao assalto.

Na sequência, os ladrões até aqui a monte roubaram 110 mil meticais, provenientes da venda de ouro. A Polícia explicou que está no encalço dos meliantes ora fugitivos, no sentido de neutralizar para responsabilizá-los pelos seus actos. Quanto à vítima do assalto, as autoridades dizem que está fora do perigo, depois de ter recebido assistência na unidade sanitária local.

Canal Moz

Jaime Langa é novo director do “Notícias”

Jaime Langa é o novo director editorial do jornal “Notícias” e tomou posse na tarde desta quarta-feira em substituição a Rogério Sitoe que foi destituído do cargo na semana passada, por alegado “desalinhamento editorial”. O “Notícias” é um jornal de capitais mistos, maioritariamente participado pelo Estado moçambicano através do Banco de Moçambique, a PETROMOC e a EMOSE, daí que as movimentações na direcção editorial estejam a interessar a opinião pública. Rogério Sitoe foi destituído, entre outras razões, por ter ido a Sadjundjira cobrir a conferência de Imprensa do líder da Renamo e ter escrito um texto que não agradou ao partido Frelimo. Aliás, há registo de editoriais como o das negociações e do braço-de-ferro entre o Governo e os operadores privados de água que não caíram bem no regime.

Depois de na semana passada terem sido avançados nomes como os de Júlio Manjate e Joana Macie, como prováveis sucessores de Rogério Sitoe, na noite desta terça-feira acabou criando alguma agitação o nome de Jaime Langa, um jovem sem experiência em jornalismo muito menos em gestão editorial. E acabou por se confirmar.

Na verdade, o nome de Jaime Langa foi equacionado a nível do partido Frelimo e do Banco de Moçambique, mas já tem uma grande contestação a nível do jornal por não se lhe reconhecer competência nenhuma em jornalismo e gestão editorial.

Quase que toda a redacção contesta o novo director que contou com grande ajuda do poder para “cair de pará-quedas” no Notícias. “É uma autêntica brincadeira de mau gosto. Nada temos contra ele, mas não tem competência nenhuma para o cargo e não há registo de ter dirigido qualquer projecto editorial com alguma expressão”, desabafou um quadro sénior do “Notícias”.

Quem é Jaime Langa

Jaime Langa era até bem pouco tempo director de um inexpressivo jornal electrónico distribuído por e-mail denominado Jornal de Negócios. Deixou o jornal de Negócios para ser vereador no município da Matola, de resto um cargo que já tinha ocupado e abandonado por desentendimento com Arão Nhancale.

Teve também uma passagem pelo Banco Central.

Jaime Langa consta da lista dos famosos intelectuais orgânicos alistados pelo partido Frelimo para defenderem o partido Frelimo e Armando Guebuza e em contrapartida atacar a Imprensa privada, nomeadamente o Canal de Moçambique e o jornal @Verdade sem se esquecer de ridicularizar os partidos da oposição.

Canal Moz

Eleições Gerais marcadas para 15 de Outubro de 2014

O presidente da República, Armando Guebuza, marcou as Eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais para o dia 15 de Outubro de 2014. Na diáspora as eleições acontecem dois dias antes, ou seja, a 12 de Outubro.

Trata-se de quintas Eleições Presidenciais e Legislativas, na história do multipartidarismo em Moçambique. O partido Frelimo está no poder desde 1975.

Segundo um comunicado da Presidência da República, a escolha do dia 15 de Outubro, é feita considerando ser de “extrema importância de que as Eleições Gerais, Presidenciais e Legislativas, e das Assembleias Provinciais se realizem simultaneamente, num único dia, em todo o território nacional”.

O Conselho de Estado reuniu na última segunda-feira e aconselhou o chefe de Estado a observar a Lei na marcação da data das eleições.

Canal Moz

Apenas oito distritos têm banco em Nampula

Até ao momento, dos 21 distritos apenas oito é que dispõem de agências bancárias, facto que faz com que muitas pessoas ainda não tenham onde depositar o seu dinheiro com segurança.

Aquela funcionária sénior do BM fez tal consideração segunda-feira, na cidade de Nampula, na inauguração da exposição subordinada ao tema “Bancarização em Moçambique”, patente na Faculdade de Educação e Comunicação da Universidade Católica de Moçambique.

“Nós temos na nossa província um total de 11 bancos comerciais, concentrados maioritariamente nas cidades de Nampula e Nacala-Porto. Eles estão representados em apenas oitos distritos dos 21 que comportam a província, o que é preocupante, pois muita gente continua a não ter onde guardar com segurança o seu dinheiro”, anotou Maria Mateus.

Segundo ela, a situação podia ser menos preocupante se sabe algumas caixas de poupança já a funcionarem na região, fossem expandidas para algumas zonas rurais da província da província de Nampula. O que acontece este serviço confinam-se também aos centros urbanos.

A directora substituta da filial do Banco de Moçambique em Nampula acrescentou há trabalho sério que tem que ser feito com vista a convencer as instituições bancárias a instalarem as suas representações ou agências nos distritos onde ainda não existem. Aliás, aquela filial tem vindo a sensibilizar os bancos comerciais já instaladas nas cidades de Nampula e Nacala-Porto nesse sentido.

Todavia, e em função dessa incómoda realidade, Maria Mateus enfatizou que “gostaríamos de apelar ou convidar para além dos bancos, as caixas de poupança e outros serviços financeiros, a se instalarem nas zonas rurais, porque a população precisa de serviços financeiros”.

A localização dos novos e grandes projectos, como os que estão surgindo na Zona Económica Especial de Nacala, constitui igualmente um dos factores que contribui para que os bancos se concentrem naquela cidade.

Entretanto, a exposição mostra fotos, infografia, notícias e outras imagens como fruto da implementação do projecto “bancarização”, lançado no país em 2OO7.

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