Nenhum dos 100 trabalhadores moçambicanos vinculados contratualmente à mina de platina Batophele, pertencente ao Grupo Anglo Platinum, na região de Rustenburg, Província de Northwest, República da África do Sul (RAS) consta na lista dos envolvidos no acidente de trabalho que tirou a vida a dois colegas no passado dia 20 de Julho.
A Delegação moçambicana do Ministério do Trabalho na RAS confirmou no local, junto da respectiva gerência e os sindicatos, que entre os mortos ou feridos não consta o nome de nenhum moçambicano, tranquilizando assim os familiares dos mineiros do nosso país contratados para aquela mina, que vinham vivendo de especulações, uma vez que outras informações oficiosas não especificavam a identidade ou a nacionalidade dos sinistrados.
A mina emprega um total de 1.800 trabalhadores, de várias nacionalidades, entre os quais 100 moçambicanos.
No passado dia 20 de Julho, uma pedra de cerca de 20 metros de comprimento e 7 de altura soltou-se no interior da mina, esmagando dois trabalhadores que se encontravam em mais uma jornada de trabalho.
Entretanto, três cidadãos moçambicanos na mesma região encontraram a morte em circunstâncias diferentes, nas últimas três semanas, vítimas de assassinato nas suas zonas de residência.
Trata-se de Artur Chalele Mabunda, alvejado a tiro no dia 25 de Junho, quando se preparava para entrar na sua viatura rumo ao seu posto de trabalho, na mina de platina Impala, em Rustenburg, por volta das 06:25h locais, a mesma hora de Moçambique.
No dia 14 de Julho, quando eram 23:15h, perto do acampamento oficial de mineiros de Blascoop, pertencente a Anglo Platinum, foi a vez dos irmãos Elias Eduardo Tsambe e António Eduardo Tsambe, sendo que o primeiro era um reformado da mina Lonmin-Karee Mine e o último trabalhador por conta própria, ambos mortos num tumulto popular em repúdio a uma onda de roubos na região e, na altura foi também morto um cidadão de nacionalidade sul-africana.
O Ministério do Trabalho, através da sua Delegação na RAS, está em contacto permanente com as minas e as autoridades que estão a investigar as ocorrências, com vista a fornecer a real versão do sucedido aos respectivos familiares, tanto na RAS como em Moçambique.
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