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Terça-feira, Julho 14, 2026
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Insurgentes de Cabo Delgado atacam e incendeiam 45 casas em Memba

O Governo da província de Nampula anunciou a ocorrência de ataques terroristas no distrito de Memba, realizados por grupos armados provenientes de Cabo Delgado. 

A ofensiva resultou no incêndio de 45 casas e na fuga de dezenas de famílias para áreas vizinhas.

O Secretário de Estado da província, Plácido Pereira, revelou que os ataques ocorreram em dois povoados situados nos postos administrativos de Lúrio e Chipene. “Em um dos povoados foram incendiadas 30 casas, enquanto no outro o número ascendeu a 15, forçando a deslocação de várias famílias”, disse, acrescentando que muitos dos deslocados se encontram agora concentrados na sede distrital de Memba e em Eráti, sendo que o processo de contabilização das vítimas está em curso.

Pereira informou que, até ao momento, não foram reportados mortos em consequência dos ataques. “Neste momento, não temos informação de vítimas mortais. O que sabemos é que houve uma destruição considerável de habitações e o deslocamento de populações”, declarou durante as celebrações do Dia da Paz.

Em declarações ao Jornal Rigor, o dirigente garantiu que as Forças de Defesa e Segurança actuaram prontamente e estão a perseguir os atacantes. “O Governo está ao lado das populações e compromete-se a garantir a sua segurança. A nossa mensagem é de coragem e força para as comunidades afectadas,” afirmou.

Este ataque é considerado o segundo maior incidente terrorista na província de Nampula, a seguir ao ocorrido a 6 de Setembro de 2022, também no posto administrativo de Chipene, onde insurgentes incendiaram um centro de saúde, uma igreja e a residência de irmãs católicas, resultando na morte da missionária italiana Maria de Coppi, de 83 anos.

A confirmação destes ataques suscita preocupações renovadas sobre a expansão da violência extremista para além das fronteiras de Cabo Delgado, fragilizando a segurança e a coesão social nas comunidades do norte de Moçambique.

Supremo de Israel bloqueia tentativa do Governo de Destituir Procuradora-Geral Gali Baharav-Miara

O Supremo Tribunal de Israel reafirmou a sua decisão de impedir o Governo de Benjamin Netanyahu de destituir a procuradora-geral Gali Baharav-Miara, enquanto aguarda o desfecho sobre a legalidade da sua demissão pelo poder executivo. 

A decisão foi comunicada no seguimento de um recurso apresentado pelo Governo israelita que contestava a deliberação do tribunal, proferida no início de Agosto, que já havia travado a tentativa de demissão.

O colectivo de juízes afirmou que “não há necessidade de acrescentar nada à nossa decisão, que fala por si mesma e cujo conteúdo se mantém válido”. A decisão anterior, datada de 4 de Agosto, tinha um carácter urgente e provisório, suspendendo a decisão governamental e impedindo o executivo de interromper a colaboração com a procuradora-geral, nomear uma substituta ou excluí-la de reuniões, contrariando o desejo do gabinete de Netanyahu.

A proposta de destituição de Gali Baharav-Miara foi apresentada por uma comissão governamental no dia 20 de Julho e aprovada por unanimidade em Conselho de Ministros, mas gerou contestação por parte do Presidente do país, Isaac Herzog. O Movimento por um Governo de Qualidade em Israel elogiou a nova decisão do Supremo Tribunal, considerando-a uma protecção contra as tentativas de golpe do governo.

Em Israel, onde não existe uma Constituição escrita, a procuradora-geral desempenha um papel crucial na supervisão do poder executivo, garantindo a protecção do Estado de Direito e fiscalizando as acções dos ministros. Gali Baharav-Miara, a primeira mulher a ocupar o cargo, tem frequentemente confrontado o Governo de Netanyahu, especialmente em questões relacionadas com os casos de corrupção do primeiro-ministro e as suas reformas judiciais.

A procuradora-geral mantém relações tensas com o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, devido a divergências nas políticas de segurança e acções policiais. Os aliados de Netanyahu na coligação governamental, especialmente os de extrema-direita, consideram o cargo de procurador-geral como um entrave à concretização da sua visão para um Estado judeu em Israel e na Cisjordânia.

A ameaça de demissão de Gali Baharav-Miara suscitou preocupações entre as organizações da sociedade civil e partidos políticos da oposição, que consideram que o seu afastamento poderia comprometer a integridade do sistema judicial no país.

Moçambique cria estrutura nacional para responder a incidentes de segurança cibernética

O governo de Moçambique está a dar um passo significativo na defesa digital do país, através da criação de Equipas de Resposta a Incidentes de Segurança Cibernética (CICERC). Estas equipas irão operar a nível nacional, sectorial, provincial, institucional e municipal.

A iniciativa está integrada na Estratégia Nacional de Segurança Cibernética e tem como propósito garantir uma melhor protecção das informações sensíveis e das infra-estruturas críticas do país. A informação foi divulgada por Igma Macule, inspectora-geral do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, durante o lançamento do mês de consciencialização sobre segurança cibernética, que teve lugar em Maputo.

Macule salientou que a iniciativa visa estabelecer um mecanismo nacional para promover, partilhar, cooperar e coordenar acções em matéria de segurança cibernética. Este mecanismo responderá com agilidade às ameaças que se tornam cada vez mais avançadas, especialmente com o uso da inteligência artificial por parte de criminosos digitais.

“Para prevenir e responder a incidentes cibernéticos, é essencial a partilha de informação, coordenação e colaboração entre as equipas. Está em curso a consolidação da Rede Nacional do CICERC”, afirmou Macule.

O CICERC terá a missão de monitorar ameaças, coordenar respostas a incidentes e fornecer suporte técnico, trabalhando em estreita colaboração com parceiros nacionais e internacionais. No âmbito da mesma estratégia, encontraram-se a ser implementados programas de sensibilização destinados a crianças e jovens nas escolas primárias e secundárias, grupos etários que têm sido mais afectados por abusos no espaço digital.

A inspectora-geral também destacou a capacitação de 2.685 técnicos em criação e gestão de equipas de resposta a incidentes, que representa um dos resultados concretos da Estratégia Nacional.

Lourino Chemane, presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), realçou a prioridade que o Executivo atribui a esta questão. “Este evento assinala o início de actividades que decorrerão ao longo do mês de Outubro, evidenciando o empenho do governo em preparar a sociedade para enfrentar os desafios da segurança cibernética e combater eficazmente os crimes digitais.”

Presentes no evento esteve também Antonio Vivo, chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), que reafirmou o apoio da organização a Moçambique. “O nosso objectivo é disseminar boas práticas, estratégias e conhecimentos que permitam ao país prosseguir a sua transição digital em segurança, protegendo o que tem de mais valioso: a sua unidade, as suas famílias e o seu futuro.”

O evento contou ainda com a assinatura de um memorando de entendimento entre o INTIC e o Centro de Formação Jurídica, destinado a promover iniciativas conjuntas de capacitação, investigação aplicada e intercâmbio de conhecimentos no setor das tecnologias de informação e comunicação.

Deslizamentos de terra na Índia causam mais de 20 mortes

Fortes chuvas que atingiram a região de Darjeeling, no nordeste da Índia, resultaram em deslizamentos de terra que provocaram a morte de pelo menos 20 pessoas, segundo informações divulgadas por um membro do Parlamento.

Harsh V. Shringla, parlamentar da câmara alta indiana, comunicou na rede social X que “mais de 20 pessoas perderam a vida, segundo o último balanço”, destacando o isolamento de zonas inteiras nas áreas montanhosas e a destruição de estradas.

Os deslizamentos de terra e as inundações são eventos frequentes no sul da Ásia durante a época das monções, que se estende de Junho a Setembro. No entanto, especialistas alertam que as alterações climáticas estão a agravar a intensidade e a frequência destes fenómenos.

A presente época das monções tem sido marcada por um aumento significativo da precipitação, resultando em numerosas vítimas e danos consideráveis em vários países da região, incluindo a Índia e o Paquistão.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, expressou a sua profunda preocupação face às vidas perdidas, referindo-se a um acidente relacionado com uma ponte em Darjeeling. Modi não forneceu detalhes específicos sobre o incidente, mas fez questão de apresentar as suas condolências às famílias das vítimas, prometendo a assistência necessária por parte do Governo de Nova Deli.

80% da população moçambicana não guarda dinheiro em bancos

Os níveis de poupança entre a população adulta em Moçambique permanecem alarmantemente baixos, conforme revelado no último relatório de inclusão financeira do Banco de Moçambique. 

Segundo os dados referentes a 2024, 80% dos moçambicanos não guardam as suas economias em contas bancárias.

O relatório indica que apenas 20% da população consegue realizar poupanças, uma percentagem que se encontra abaixo da média regional da SADC, que é de 29%. A situação coloca Moçambique num patamar intermédio em comparação com outros países da região, mas a baixa taxa de poupança formal evidencia a necessidade urgente de implementar políticas que promovam hábitos de poupança e reforcem a inclusão financeira.

A escassez de poupança tem um impacto significativo, uma vez que limita a capacidade de investimento da população, o que, por sua vez, compromete o crescimento económico do país. Entre os países da SADC, a Zâmbia, a Namíbia e o Botswana destacam-se pelo elevado nível de poupança, enquanto o Zimbabwe e Madagáscar apresentam as taxas mais baixas.

Apesar da situação desafiadora, o relatório aponta uma leve melhoria nos níveis de poupança em Moçambique. No ano passado, os depósitos totais, em percentagem do Produto Interno Bruto, aumentaram 4 pontos percentuais, atingindo um total de 49%. Este crescimento é atribuído à estabilidade dos preços durante o ano anterior, que, apesar das incertezas económicas, incentivou os agentes económicos a fortalecerem as suas reservas financeiras.

Renamo anuncia Conselho Nacional em Nampula e reflecte sobre desafios internos

A Comissão Política da Renamo, o segundo maior partido da oposição em Moçambique, decidiu marcar o seu Conselho Nacional para o dia 16 de Outubro, na província de Nampula.

Durante a sessão, que contou com a presença do líder do partido, Ossufo Momade, o porta-voz, Saide Fidels, informou que a Comissão abordou vários pontos na sua agenda, com destaque para a análise da situação política interna da formação.

“Encerramos a sessão da Comissão Política Nacional, que se debruçou sobre diversos aspectos da nossa realidade política”, afirmou Fidels.

Os membros da Comissão expressaram apoio ao general Ossufo Momade, elogiando a sua gestão e a capacidade de lidar com os desafios enfrentados pelo partido. Além disso, foi anunciado que os desmobilizados da Renamo serão convidados a participar na reunião do Conselho Nacional.

O encontro da Renamo em Nampula visa fortalecer a sua posição no cenário político do país, em tempos de desafios e transformações contínuas.

Vagas de emprego do dia 06 de Outubro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 06 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Commercial Finance Business Partner

A Vodafone pretende recrutar um (1) Commercial Finance Business Partner. Saiba mais.

2. Vaga para Manager: GTM & Trade Marketing

A Vodacom pretende recrutar um (1) Manager: GTM & Trade Marketing. Saiba mais.

3. Vaga para USSD and VAS Support

A Vodafone pretende recrutar um (1) USSD and VAS Support. Saiba mais.

4. Vaga para Developer Platform Support Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Developer Platform Support Engineer. Saiba mais.

5. Vaga para Bus Driver

A Unitrans pretende recrutar um (1) Bus Driver. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Head of Administrative

A EP Management & Consultancy Services pretende recrutar um (1) Head of Administrative. Saiba mais.

2. Vaga para Human Resources Officer

A UNICEF pretende recrutar um (1) Human Resources Officer. Saiba mais.

3. Vaga para Cabeleireira

O Salão & Boutique Canaã pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

4. Vaga para Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Engenheiro Mecânico – Gestão de Equipamento. Saiba mais.

5. Vaga para National Project Coordinator

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) National Project Coordinator. Saiba mais.

6. Vaga para Provincial M&E Specialist

A Food and Agriculture Organization (FAO) pretende recrutar um (1) Provincial M&E Specialist. Saiba mais.

7. Vaga para Sales Regional Manager

A Transsion pretende recrutar um (1) Sales Regional Manager. Saiba mais.

8. Vaga para Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities

A Vital Strategies pretende recrutar um (1) Senior Manager, Africa Region, Partnership for Healthy Cities. Saiba mais.

9. Vaga para Agente de Angariação e Vendas

A Canaã Prestige pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Agente de Angariação e Vendas. Saiba mais.

10. Vaga para Procurement Senior Officer

A UNOPS pretende recrutar um (1) Procurement Senior Officer. Saiba mais.

11. Vaga para Specialist – Postpaid Billing, CRM & CLM

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist – Postpaid Billing, CRM & CLM. Saiba mais.

12. Vaga para Cloud Infrastructure & NFV/CNF Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cloud Infrastructure & NFV/CNF Engineer. Saiba mais.

13. Vaga para HR Assistant

A Good Neighbors Mozambique pretende recrutar um (1) HR Assistant. Saiba mais.

14. Vaga para Técnico Distrital de Adaptação Climática

A AJOAGO Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Distrital de Adaptação Climática. Saiba mais.

15. Vaga para Médico de Clínica Geral

O Centro Médico Saúde e Vida Lda pretende recrutar um (1) Médico de Clínica Geral. Saiba mais.

KaTembe: Jovem de 31 anos morre carbonizado após ataque de criminosos

Um jovem de 31 anos foi encontrado carbonizado no interior de uma viatura da marca Toyota Ractis, na zona da KaTembe, cidade de Maputo. 

De acordo com informações preliminares, o automóvel foi interceptado por um grupo de indivíduos ainda não identificados.

Após a abordagem, os assaltantes atearam fogo ao veículo com a vítima no seu interior. O corpo do jovem foi descoberto já em estado avançado de carbonização pelas autoridades locais.

A Polícia da República de Moçambique está a investigar as circunstâncias que rodeiam este crime, procurando esclarecer os eventos que levaram a esta tragédia.

Idoso de 60 anos detido em Maputo por falsificação de moeda estrangeira

Um homem de 60 anos foi detido na 15.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), localizada na cidade de Maputo, sob a acusação de câmbio ilegal e posse de notas falsas.

O suspeito, que se encontrava a realizar a conversão de moeda, recebeu 600 rands de um cidadão, dos quais parte se revelou ser contrafeita. A situação foi denunciada pela vítima, que prontamente alertou as autoridades sobre a irregularidade.

A porta-voz da PRM, Marta Pereira, informou que, após investigações, a polícia encontrou na posse do indivíduo a quantia de 3700 rands, destinados ao câmbio ilegal. O caso está a ser tratado segundo os trâmites legais apropriados para o devido esclarecimento da situação.

Margarida Talapa apela a justiça social e ambiental na reunião dos Parlamentos do G20

Margarida Talapa, Presidente da Assembleia da República, representou Moçambique na 11ª Conferência dos Presidentes dos Parlamentos do G20, realizada na cidade do Cabo, na África do Sul.

Em sua intervenção, enfatizou a importância da solidariedade internacional e do apoio efectivo aos países em desenvolvimento.

Durante o debate, subordinado ao tema “Aproveitando a Diplomacia Parlamentar para a Concretização da Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade Global”, Talapa salientou que a reconfiguração da ordem mundial é fundamental para alcançar a igualdade global, destacando a necessidade de ouvir a voz do povo, especialmente de mulheres e jovens.

A presidente do parlamento moçambicano sublinhou a responsabilidade dos parlamentos nacionais, enquanto representação da vontade popular, de promover legislações que fortaleçam a justiça social, a equidade de género, assim como a protecção do homem e do ambiente.

Talapa reafirmou que a Diplomacia Parlamentar se tornou um instrumento essencial para o diálogo, cooperação e solidariedade, condições indispensáveis para a paz e o desenvolvimento. Na sua mensagem, fez um apelo aos seus pares para transformarem esses princípios em compromissos concretos por meio da legislação.

Realizando sua intervenção no distrito turístico de Kleinmond, a cerca de 100 quilómetros do centro da cidade do Cabo, a Presidente da Assembleia da República destacou que o Parlamento moçambicano está plenamente ciente das suas responsabilidades, desempenhando um papel activo na consolidação da paz e reconciliação nacional para garantir que os interesses do povo sejam salvaguardados.

Para encerrar, Margarida Talapa convidou os deputados do Parlamento Pan-Africano e do G20 a fortalecerem a actuação colectiva, transformando a diplomacia parlamentar num catalisador da justiça, paz e prosperidade partilhadas.

Suspeito de sequestro de menor morre após de ser espancado pela população em Chimoio

Um jovem de 30 anos, acusado de sequestrar um menor de 10 anos, faleceu no Hospital Provincial de Chimoio, onde foi admitido após ter sido brutalmente espancado pela população no distrito de Vanduzi. 

A situação escalou a tal ponto que os cidadãos revoltados também vandalizaram um posto policial onde o suspeito se encontrava detido.

Após as agressões, o homem foi socorrido pela Polícia e transportado para a referida unidade sanitária. No entanto, de acordo com Juvenal Chithovele, Director Clínico do Hospital Provincial de Chimoio, o jovem não sobreviveu aos ferimentos provocados pela violência a que foi submetido.

Salienta-se que este incidente marca o segundo caso de linchamento no distrito de Vanduzi em apenas uma semana, seguindo-se a morte de um suposto ladrão de motos, queimado na zona de Seis Carros. As autoridades estão a investigar as circunstâncias desses acontecimentos alarmantes.

CDD nega ter recebido fundos para denegrir Ministro da Agricultura

O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) desmentiu as alegações de que teria recebido dinheiro para manchar a imagem do actual Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino.

A Organização Não Governamental afirmou estar disponível para ser escrutinada pela justiça, caso haja provas que comprovem a entrada de financiamento para esse fim.

André Mulungo, Oficial de Direitos Humanos do CDD, enfatizou que qualquer pessoa com informações que sugiram a recepção de fundos deve apresentá-las às autoridades competentes. “Posso assegurar que ninguém recebeu algum dinheiro aqui”, afirmou, em declarações à MBC TV.

Mulungo questionou as razões pelas quais o CDD receberia incentivos financeiros de figuras associadas ao projecto SUSTENTA, que foi gerido pelo anterior ministério, quando a ONG tem exigido a responsabilização dos seus responsáveis pelo fracasso do projecto.

Ele apontou que “o SUSTENTA foi um projecto corrupto, de corrupção, para roubar dinheiro”, sublinhando a incoerência de a ONG exigir intervenção do Ministério Público em relação ao SUSTENTA enquanto supostamente recebia dinheiro da sua gestão.

Além disso, reforçou a posição do CDD em relação à necessidade de afastamento do Ministro Roberto Albino, citando indícios de sua participação em um esquema fraudulento de compras públicas recusado pelo Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo. “O Presidente Chapo não deve ficar confortável com uma figura com suspeitas de corrupção tão grave como o que está a acontecer com o Ministro Mito”, concluiu.

Eni investe 130 milhões de dólares em nova Central Térmica de Temane

A petrolífera italiana Eni, responsável pela plataforma Flutuante de Gás Natural Liquefeito (FLNG) no Coral Sul, na bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, anunciou a construção de uma Central Térmica no posto administrativo de Temane, no distrito de Inhassoro, em Inhambane.

O investimento, estimado em cerca de 130 milhões de dólares, permitirá gerar uma capacidade de 75 MegaWatts (MW) e será implementado pela Electricidade de Moçambique, a empresa pública responsável pela gestão da electricidade no país.

O Presidente da República, Daniel Chapo, salientou que este projecto irá fortalecer a capacidade nacional de geração de energia, promovendo a segurança energética e impulsionando a economia moçambicana. Essas afirmações foram feitas durante a cerimónia de assinatura da Decisão Final do Investimento (DFI), que permite a aplicação de cerca de 7,2 mil milhões de dólares na construção da FLNG, a ser ancorada no Coral Norte, na mesma bacia.

Chapo também destacou o empenho da Eni em desenvolver a cadeia de produção de biocombustíveis, apoiando a produção agrícola local. Este projecto deve gerar emprego e renda para milhares de camponesas que farão parte da cadeia de fornecimento.

A nova Central Térmica de Temane será complementada pela construção de outra unidade, actualmente em fase de conclusão, com uma capacidade de 450 MW e um custo orçado em 650 milhões de dólares. Este projecto é liderado pela empresa inglesa Globelec, que conta também com a colaboração da empresa sul-africana Sasol e da Electricidade de Moçambique.

Claudio Descalzi, director-executivo da Eni, afirmou que a empresa se posiciona como um parceiro de longo prazo, comprometida com o desenvolvimento e a prosperidade de Moçambique. Ele reiterou a importância do envolvimento da Eni na criação de empregos através do cultivo de sementes oleaginosas para biorrefinação, juntamente com agricultores locais.

Neste sentido, a Eni manifesta o seu orgulho em estabelecer um legado de iniciativas sustentáveis, projectadas para provocar um impacto positivo e duradouro em Moçambique.

Hamas promete resposta imediata ao plano de Trump para Gaza

O movimento islamita palestiniano Hamas revelou que irá anunciar “muito em breve” a sua posição sobre o novo plano proposto pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o intuito de pôr fim à guerra na Faixa de Gaza.

Durante uma entrevista à televisão do Qatar, Al Jazeera, um dos líderes do Hamas, Mohamed Nazzal, sublinhou que o grupo “não aceita ameaças, ditames ou pressões”, em resposta a solicitações de governos e instituições internacionais para aceitarem a proposta apresentada.

Nazzal garantiu que a resposta do Hamas “não será adiada” e terá em consideração os interesses dos palestinianos, bem como as questões estratégicas e políticas envolvidas. O dirigente reiterou que o movimento está comprometido com a obtenção de um acordo, afirmando que “tempo é sangue”.

A guerra iniciada por Israel em Gaza, com o objectivo de erradicar o Hamas, resultou até ao momento em pelo menos 66.225 mortos e 168.938 feridos, a maioria civis, segundo as autoridades locais, números que a ONU considera fidedignos. Esta escalada de violência ocorreu após um ataque a território israelita que causou cerca de 1.200 mortes e 251 reféns.

Nazzal também expressou possuir várias observações críticas relativamente ao plano, que chegou ao Hamas na noite de segunda-feira, defendendo o direito do movimento de expressar opiniões sobre a proposta num contexto de “diálogo e debate”. O líder rejeitou ainda a ideia de que uma trégua implicaria uma renúncia aos direitos dos palestinianos.

A televisão britânica BBC noticiou que Izz al-Din al-Haddad, líder da ala militar do Hamas em Gaza, informou aos mediadores para um cessar-fogo que não concorda com o plano de Trump, considerando-o uma tentativa de eliminar o Hamas, independentemente da aceitação do movimento.

O plano de 20 pontos apresentado por Trump, já aceito por Israel, prevê que o Hamas se desarme e não tenha qualquer papel futuro no governo da Faixa de Gaza. Apesar de algumas vozes dentro da liderança política do Hamas no Qatar estarem abertas a aceitar o plano com alterações, a sua influência é considerada limitada, dado que não controla os reféns detidos pelo grupo.

Estima-se que 48 reféns continuam em cativeiro no território palestiniano, dos quais apenas 20 estão vivos. A BBC também reportou uma falta de confiança por parte do Hamas em relação à promessa de Trump de que Israel cumpriria os termos acordados, uma vez que temem que Telavive retome as suas operações militares após a libertação dos reféns.

Presidente de Madagáscar denuncia tentativa de golpe de Estado no país

O Presidente de Madagáscar, Andry Rajoelina, revelou que os protestos iniciados a 25 de Setembro visam, segundo a sua análise, instaurar um golpe de Estado. A declaração foi partilhada na sua página oficial na rede social Facebook.

Inicialmente, os manifestantes mobilizaram-se em resposta aos cortes de água e electricidade, mas o movimento evoluiu para uma contestação mais abrangente ao poder vigente. Os cidadãos, especialmente os jovens, passaram a exigir a demissão do chefe de Estado.

Rajoelina acusou os organizadores dos protestos de estarem a manipular os jovens nas ruas, levantando preocupações sobre a verdadeira natureza das manifestações que têm agitado a nação.

Ministro da Saúde alerta para urgência de reformas no Sistema Nacional de Saúde

O ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Hilário Isse, revelou que o país enfrenta uma série de desafios na área da saúde pública, destacando doenças emergentes e reemergentes, como Mpox, vírus respiratório, conjuntivite hemorrágica e dengue.

Durante a abertura das XVIII Jornadas Nacionais de Saúde, o ministro sublinhou o aumento da frequência e gravidade de eventos climáticos extremos, que têm impactado severamente a saúde da população, bem como o surgimento de surtos epidémicos. Enfatizou ainda o crescimento das doenças crónicas não transmissíveis, incluindo cancro, acidente vascular cerebral (AVC), doenças mentais, trauma, doenças cardiovasculares e pulmonares.

Ussene Hilário Isse apontou que a redução do financiamento externo para a saúde tem comprometido o prosseguimento das metas estabelecidas e, consequentemente, afectado a cobertura universal de saúde, resultando em retrocessos nos avanços alcançados nas últimas décadas.

As Jornadas Nacionais de Saúde reúnem cientistas de diversas nacionalidades, incluindo investigadores, docentes e estudantes de ensino superior, além de membros da sociedade civil e antigos ministros da saúde. O evento representa uma plataforma fundamental para discutir e apresentar resultados de pesquisas científicas com o intuito de melhorar a saúde dos moçambicanos.

O ministro referiu que estas jornadas respondem às recomendações do Presidente da República, Daniel Chapo, no que toca à necessidade de garantir o acesso universal aos cuidados de saúde e de não excluir ninguém. O executivo moçambicano considera urgente o fortalecimento de um sistema de saúde resiliente capaz de enfrentar os choques actuais e assegurar a continuidade dos serviços essenciais.

A construção de um sistema de saúde robusto, conforme indicado pelo ministro, implica inovação, maturidade e reformas, processos que devem ser suportados por evidências científicas. O lema desta edição das jornadas é “Promovendo a resiliência do Sistema Nacional de Saúde com base em evidências científicas”.

Este ano, as jornadas apresentam um recorde de 789 trabalhos científicos, um aumento significativo em relação aos 500 trabalhos da edição anterior, realizada em 2021. O presidente do Comité Executivo das XVIII Jornadas, Eduardo Samo Gudo, frisou que esta edição foi marcada por três adiamentos, devido a condições que eram alheias ao controle da organização.

As Jornadas Nacionais de Saúde, que tiveram início em 1976, cumprem um papel essencial no diálogo entre decisores políticos, sociedade civil e parceiros de cooperação, visa a promoção de uma saúde mais eficaz para todos os moçambicanos.

Professores de Inhambane contestam cálculo de horas extras e exigem pagamento integral

O recente anúncio do governo provincial de Inhambane, que prevê o desembolso de mais de 207 milhões de meticais para o pagamento de horas extras em atraso a mais de 5.100 professores, trouxe um alívio temporário aos educadores. 

No entanto, esta medida gerou rapidamente descontentamento, uma vez que os docentes contestam a base utilizada para o cálculo das suas remunerações, considerando-a injusta e desajustada ao esforço realizado.

Os professores expressaram a sua insatisfação em relação ao método de cálculo apresentado pelas autoridades. “Temos informações que indicam uma dívida total de 80 mil meticais, mas apenas 20 mil foram validados. Onde estão os 60 mil restantes?”, indagou um dos educadores durante uma reunião com colegas. A explicação de que feriados e fins de semana foram excluídos do cálculo é considerada por muitos como uma justificação “não plausível” que contraria os princípios básicos da contagem de horas extraordinárias.

“Na contagem de horas extras, não se descontam feriados ou fins de semana. O que importa são as horas efectivamente trabalhadas. Por isso, este modelo não é justo”, afirmou outro professor, demonstrando a sua frustração.

Apesar do descontentamento, os docentes manifestaram esperança de que o valor remanescente seja liquidado rapidamente, alertando que a falta de pagamento poderá agravar o clima de desmotivação já existente no sector. “O salário de um funcionário é sagrado. Estamos à espera de informações claras sobre o pagamento da segunda parcela. Gostaríamos que fosse antes do dia 12, pois a demora desmotiva os professores e compromete a qualidade do ensino”, destacou um docente.

O clima de mal-estar levou os educadores a reunirem-se com deputados da Assembleia da República que se deslocaram a Inhambane. Durante o encontro, os parlamentares prometeram intensificar a pressão sobre o governo para garantir o pagamento integral da dívida, reconhecendo a legitimidade das queixas apresentadas.

“É do nosso conhecimento que o ano de 2022 já foi pago. Contudo, ainda existem meses referentes a 2023 e, naturalmente, o ano de 2024 deve ser incluído neste processo de compensação. Estamos confiantes de que o governo irá responder positivamente às nossas expectativas”, afirmou um dos representantes dos docentes.

Além da questão das horas extras, os professores levantaram outras reivindicações, incluindo a necessidade de retomar imediatamente os actos administrativos, que permanecem suspensos devido a dificuldades financeiras. Para os educadores, esta paralisação tem um impacto directo na progressão das suas carreiras.

FIFA Apresenta bola oficial do Campeonato do Mundo de 2026

A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) revelou a bola oficial que será utilizada no Campeonato do Mundo de 2026, marcando o início da contagem decrescente para o maior torneio internacional de futebol. 

A competição decorrerá entre 19 de Junho e 19 de Julho do próximo ano, nos Estados Unidos da América, México e Canadá.

Denominada “Trionda”, a bola presta homenagem às três nações anfitriãs do Mundial, com um design em forma de onda que evoca o significado do seu nome. Cada painel da bola exibe as cores representativas de cada país – vermelho, azul e verde – dispostas em triângulos no centro, simbolizando a primeira colaboração das três nações na organização deste evento.

Os países anfitriões são também representados por símbolos específicos na bola: a Estrela para os EUA, a Folha de Ácer para o Canadá e a Águia para o México. Além disso, a nova bola incorpora um chip sensor que possibilita a transmissão de dados em tempo real para o sistema de videoárbitro (VAR), facilitando decisões mais rápidas em situações de fora de jogo e na validação de golos.

Entretanto, a poucos meses do início da competição, a FIFA e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encontram-se em desacordo. Recentemente, Trump sugeriu a possibilidade de declarar algumas cidades como “não seguras” para o evento, o que poderia comprometer o plano de organização aprovado pela FIFA em 2022, que inclui estádios em localidades como Nova Iorque, Los Angeles e São Francisco.

Em resposta, o Vice-presidente da FIFA, Victor Montagliani, enviou uma mensagem clara a Trump, afirmando que não cabe ao Presidente dos EUA decidir sobre as cidades-sede do Mundial. Montagliani sublinhou que o torneio pertence à FIFA, que detém a jurisdição, e que apenas a FIFA tem a capacidade de tomar decisões, reforçando que o desporto deve prevalecer sobre quaisquer debates políticos actuais.

Moçambique regista 26 mil novos casos de cancro anualmente

Todos os anos, mais de 17 mil cidadãos moçambicanos perdem a vida devido ao cancro, com cerca de 26 mil novos casos diagnosticados.

A informação foi disponibilizada pelo secretário permanente do Ministério da Saúde (MISAU), Ivan Manhiça, durante uma conferência realizada na capital.

Segundo Manhiça, os tipos de cancro mais prevalentes no país incluem o cancro do colo do útero, da mama, da próstata, sarcoma de Kaposi e formas pediátricas da doença. Estes casos, juntamente com aqueles associados ao HIV-SIDA, representam cerca de 60% do total de diagnósticos.

O responsável salientou que o cancro é a segunda causa de morte mais frequente entre indivíduos com idades entre 15 e 49 anos, passando a ser a principal entre aqueles com mais de 50 anos. As investigações recentes indicam que, à escala global, em 2022, foram reportados 19 milhões de novos casos e 10 milhões de óbitos, com previsões de subida para 29,5 milhões de novos casos e 16,4 milhões de mortes até 2024.

Manhiça sublinhou que o desconhecimento dos sinais iniciais da doença e a escassa procura por rastreios são factores que dificultam diagnósticos precoces. Este diagnóstico tardio leva a um aumento de mortes que poderiam ser evitadas.

O secretário permanente enfatizou a necessidade de uma abordagem colectiva para enfrentar este desafio, destacando que o cancro não é apenas uma questão de saúde, mas também uma questão de equidade e justiça social. “Cada diagnóstico é uma história interrompida, cada perda é um vazio nas famílias”, afirmou.

Em resposta a esta problemática, o MISAU, em colaboração com o Gabinete da Primeira-Dama e com o apoio de parceiros, está a intensificar os programas de rastreio, a capacitação dos serviços de saúde e a disponibilidade de medicamentos. Apesar dos progressos, Manhiça reconheceu a existência de desigualdades no acesso a cuidados e tratamento nas diferentes regiões do país.

A finalização da conferência deixou um apelo à sociedade para fortalecer o engajamento colectivo, assegurando que “nenhum cidadão fique para trás” e que se continue a investir em investigação e inovação na luta contra o cancro.

Mais de 42.000 feridos em Gaza precisarão de reabilitação prolongada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório alarmante sobre a situação na Faixa de Gaza, onde mais de 42.000 pessoas, incluindo um considerável número de crianças, apresentam ferimentos incapacitantes resultantes do conflito em curso. 

Este total representa um quarto das 167.376 pessoas feridas desde Outubro de 2023.

Segundo o documento, mais de cinco mil indivíduos sofreram amputações devido à gravidade dos seus ferimentos. A OMS ressalta que os dados apresentados confirmam análises anteriores realizadas pela organização, evidenciando a magnitude da crise humanitária na região.

A situação requer uma resposta urgente, uma vez que muitos destes feridos precisarão de cuidados e reabilitação a longo prazo para recuperar a sua qualidade de vida.

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