Em um encontro, Moçambique e Brasil expressaram a intenção de fortalecer a cooperação bilateral, que ainda se encontra num estágio inicial.
A reunião, a primeira desde a formação dos actuais governos de ambos os países, foi co-presidida pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria Manso, e pelo Secretário para África e Médio Oriente do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Duarte.
Duarte observou que o comércio entre Moçambique e Brasil permanece aquém do seu potencial, com trocas comerciais que não ultrapassam os 200 milhões de dólares anuais. Este montante, segundo o diplomata, poderia ser facilmente duplicado com a atracção de novos investimentos.
Durante a sua intervenção, o representante brasileiro destacou o interesse do seu país em investir em várias áreas, nomeadamente na agricultura, educação e saúde. Carlos Duarte sublinhou que Moçambique possui condições climáticas e de solos favoráveis à produção agrícola, o que abre oportunidades tanto para a importação de produtos brasileiros como para a produção local.
A cooperação em formação académica também foi salientada, com muitos estudantes moçambicanos a formarem-se no Brasil em programas de graduação e pós-graduação, contribuindo, assim, para o desenvolvimento do país.
Maria Manso, por sua vez, caracterizou as relações entre os dois países, que já duram 50 anos, como excelentes. A secretária expressou o desejo de que o presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, visite Moçambique ainda este ano, uma expectativa partilhada pelo diplomata brasileiro.
A reunião também abordou áreas como saúde e transportes, com o Brasil mostrando interesse em colaborar no desenvolvimento de infraestruturas urbanas em Moçambique.
As negociações indirectas iniciadas entre Israel e o Hamas no Egito, com o propósito de pôr fim ao conflito em Gaza, foram classificadas como “positivas” nas primeiras horas de diálogo, que tiveram início na segunda-feira.
O processo de negociações deverá ser retomado esta terça-feira, data em que se assinala o segundo aniversário dos ataques de 7 de Outubro.
Uma fonte palestiniana revelou à agência France-Presse que “as negociações foram positivas ontem à noite, com a primeira sessão a durar quatro horas”. Outra fonte corroborou as declarações, confirmando tanto o progresso alcançado na primeira sessão quanto a continuação das negociações em Sharm el-Sheikh, uma estância turística situada na Península do Sinai.
As partes envolvidas estão a discutir os detalhes de uma proposta apresentada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que inclui uma troca de reféns e prisioneiros, assim como um cessar-fogo a longo prazo. O plano de 20 pontos de Trump contempla um cessar-fogo imediato, a troca de todos os reféns detidos pelo Hamas por prisioneiros palestinianos sob custódia israelita, uma retirada gradual das tropas israelitas de Gaza, o desarmamento do Hamas e a criação de um governo de transição sob a supervisão de um organismo internacional.
Donald Trump expressou optimismo sobre o andamento das negociações, afirmando: “Penso que está a correr muito bem e penso que o Hamas concordou com algumas coisas muito importantes. Vamos chegar a um acordo sobre Gaza, estou bastante confiante nisso”.
Desde o início da guerra, uma das principais condições do Hamas tem sido a retirada total das forças israelitas de Gaza em troca da libertação dos restantes reféns. Apesar de o grupo ter indicado a sua disposição para abdicar da autoridade administrativa, tem mantido a recusa em considerar a possibilidade de desarmamento.
Nesta fase inicial das negociações, mediadores do Egito e do Catar estão a trabalhar com ambas as partes para facilitar a libertação dos 48 reféns israelitas ainda detidos em Gaza em troca de 1.700 prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas, além de definir a data para uma trégua temporária.
Fontes citadas pela Reuters indicam que o prazo de 72 horas estabelecido por Trump para o regresso dos reféns pode não ser viável, uma vez que os restos mortais de alguns reféns podem necessitar de ser localizados e recuperados de locais dispersos. As negociações ocorrem menos de um mês após uma tentativa de Israel de assassinar negociadores do Hamas num ataque sem precedentes no Catar.
Um juiz do Tribunal de Recurso de Tirana foi abatido a tiro durante uma sessão de julgamento, por um arguido que se encontrava a ser julgado.
O incidente, que chocou a comunidade, ocorreu em plena sala de audiências, levando a uma resposta imediata das autoridades.
De acordo com um comunicado da polícia albanesa, Astrit Kalaja, que presidia à audiência, foi atacado pelo homem que, após retirar uma arma, disparou em sua direcção. O juiz foi transportado de urgência para o hospital, mas sucumbiu aos ferimentos antes de chegar à unidade hospitalar.
O ataque não se limitou ao juiz. Um homem e o seu filho, que eram partes no processo, também foram atingidos durante o incidente. No entanto, ambos foram rapidamente assistidos e encontram-se fora de perigo, segundo informações médicas.
A imprensa local revelou que o atirador estava envolvido num litígio relacionado com direitos de propriedade sobre um terreno e terá afirmado que “estava a perder” o caso, o que motivou a sua ação violenta. O agressor foi prontamente detido pelas forças de segurança no local do crime.
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, fez um chamamento à “consolidação da paz, reconciliação e transformação social” durante a abertura da Oitava Conferência Nacional Religiosa, realizada na capital.
Neste encontro, onde estiveram reunidos líderes de diversas denominações religiosas, Chapo salientou que o evento visa “fortalecer o papel das religiões na construção de um país unido e próspero”. A Conferência decorre sob o lema “Moçambique Primeiro – Cada Moçambicano como Mensageiro da Transformação, Reconciliação e Paz”.
O Presidente sublinhou a importância de colocar os interesses do país acima de quaisquer outros interesses pessoais. Descreveu a Conferência como “um espaço sagrado para o diálogo e reflexão entre moçambicanos”, frisando que se dirigia aos presentes não apenas como chefe de Estado, mas também “como um servo da mesma pátria, um filho da mesma terra, unidos pelo desejo comum de ver Moçambique prosperar em paz, harmonia e comunhão entre irmãos moçambicanos”.
Chapo reconheceu que o país enfrenta ainda desafios significativos como a pobreza, a desigualdade e focos de violência armada, mas reafirmou a capacidade de resiliência do povo moçambicano. Declarou que “somos um povo que, a partir do lodo da guerra, soube semear o frágil e precioso germe da paz. Estamos entre aqueles que escolheram repetidamente a mesa do diálogo em vez do confronto no campo de batalha”.
O líder moçambicano acrescentou que o destino da nação não se encontra apenas nas mãos dos governantes, políticos ou soldados, mas sim nas mãos de todos os moçambicanos. Enfatizou que a reconciliação “não significa esquecer o passado”, mas sim a escolha de não se tornar refém dele.
A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) acaba de receber a segunda de um total de seis aeronaves que a companhia pretende adquirir este ano.
De acordo com uma publicação do jornal Domingo, o novo aparelho, do tipo AIRBUS A319, já se encontra em solo moçambicano e possui capacidade para transportar 144 passageiros.
Esta nova aquisição sucede à aquisição de um avião do tipo Q-400, que já se encontra na frota da LAM. A companhia aérea nacional tem como objectivo expandir a sua frota com a introdução de seis aeronaves próprias.
No âmbito da reestruturação em curso, a LAM, sob a liderança do presidente da comissão de gestão, Dane Kondic, anunciou em Agosto a aquisição do Bombardier Q400, com capacidade para 74 passageiros. Esta foi a primeira aeronave adquirida pela LAM nos últimos 18 anos.
Na ocasião, Dane Kondic destacou que esta aquisição marcaria o início de muitas outras que visam devolver à companhia a dimensão que lhe é devida, frisando o envolvimento dos accionistas e do Governo no processo.
A transportadora nacional tem enfrentado, nos últimos anos, desafios operacionais significativos, resultantes da redução da frota e da falta de investimento. Especialistas apontam para uma manutenção deficiente como uma das causas de incidentes não fatais que a companhia registou. Essa crise levou à quase total suspensão de voos internacionais, levando a LAM a concentrar-se nas ligações domésticas.
Trabalhadores e clientes da distribuidora Kawena uniram-se numa manifestação exigindo indemnizações e reembolsos de valores pagos após o anúncio do encerramento da empresa, que se dedicava à comercialização de produtos alimentares e materiais de construção.
Um total de 19 trabalhadores, incluindo despachantes, carregadores e transportadores, juntaram-se a clientes insatisfeitos para expressar a sua indignação. Em Abril, o patronato havia acordado com uma parte dos funcionários o pagamento faseado de indemnizações, enquanto outros receberam um período de férias de três meses. No entanto, os valores prometidos não foram pagos. Por exemplo, motoristas deveriam receber aproximadamente 45 mil meticais cada, quantia que permanece pendente.
Os trabalhadores relataram que não foram oficialmente informados sobre o encerramento da distribuidora, tendo tomado conhecimento da situação através das redes sociais. Clientes também partilharam as suas dificuldades em receber produtos que haviam encomendado, mesmo após efectuar os pagamentos, com perdas pessoais variando entre 6 mil e 50 mil meticais.
Apesar do anúncio do encerramento, a empresa continuava a realizar obras de reabilitação nas suas instalações, que foram suspensas pelos trabalhadores em protesto, levando os operários a abandonarem o local há dois dias.
O gerente da Kawena na província de Gaza confirmou que a decisão de encerrar as operações foi motivada por dificuldades financeiras e lamentou não ter recebido os seus direitos, tendo também tomado conhecimento da decisão através das redes sociais.
Uma nota oficial da Kawena Distributors (Pty) Ltd, datada de 24 de Setembro de 2025, confirmou o encerramento das operações, citando como causas a crise de liquidez, os protestos pós-eleitorais e a falta de reembolso do IVA por parte do Estado, além da impossibilidade de recapitalizar a empresa.
O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, reafirmou o compromisso do Governo de Moçambique em estabelecer acções concretas e inovadoras para a redução da sinistralidade rodoviária.
A declaração foi feita durante a abertura da primeira edição lusófona do Programa de Formação de Líderes em Gestão da Segurança Rodoviária (LRSMTP), um evento promovido pelo Programa de Políticas de Transporte para a África (SSATP), em colaboração com o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO).
Matlombe destacou a revisão abrangente do Código de Estrada como uma das principais iniciativas em curso. Serão também criadas unidades especializadas para a prevenção e investigação de acidentes, implementada uma gestão proactiva dos pontos críticos de sinistralidade e digitalizado o sistema de fiscalização, utilizando inteligência artificial.
“O Governo está empenhado em tornar as nossas estradas mais seguras e confiáveis. Pretendemos construir um sistema de transporte mais humano, eficiente e resiliente”, enfatizou Matlombe, incentivando os participantes a transformar o conhecimento adquirido em acções concretas que salvem vidas.
O evento, que reúne representantes de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique, tem como objectivo fortalecer as capacidades técnicas e de liderança na promoção da segurança rodoviária na África lusófona.
Jesus Lavina, Primeiro Conselheiro e Líder de Equipa de Infraestruturas da União Europeia, fez uma menção ao apoio europeu ao sector, enfatizando a importância da harmonização regional das normas e do investimento em infraestruturas seguras e sustentáveis. Lavina anunciou, ainda, a realização do segundo Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia, agendado para Junho de 2026, como parte da Global Gateway Strategy, visando reforçar investimentos e parcerias empresariais.
Fernando Washi, vereador do Pelouro de Mobilidade Urbana e Transportes do Conselho Municipal de Maputo, sublinhou o papel das autoridades locais na promoção de uma mobilidade segura. Washi referiu que Maputo enfrenta desafios crescentes no que diz respeito ao trânsito e transporte, mas que esforços estão a ser feitos para investir em educação rodoviária, melhorar as vias urbanas e fortalecer a fiscalização.
“A autarquia pretende alargar as parcerias técnicas com o Governo Central e o sector privado, promovendo uma cultura de responsabilidade e prevenção nas estradas. A segurança rodoviária é um dever de todos e começa no comportamento individual”, concluiu Washi.
Um cidadão português, com aproximadamente 60 anos, foi raptado esta manhã na avenida Zedequias Manganhela, na cidade de Maputo.
O incidente ocorreu por volta das 06:00 horas, quando a vítima, que é proprietária de uma empresa de venda de acessórios para viaturas, saía do seu veículo de marca Range Rover e tentava entrar no seu estabelecimento.
De acordo com informações do jornal Notícias, cinco indivíduos armados abordaram o empresário, forçando-o a entrar num outro automóvel. Testemunhas relataram que a ação foi rápida, não permitindo qualquer reacção por parte da vítima.
Algumas pessoas que se encontravam nas proximidades tentaram intervir, mas os raptores exibiram armas de fogo, intimidando os presentes e impedindo a aproximação. Após o rapto, o grupo fugiu em direcção à ponte Maputo–KaTembe.
Até ao momento, não há informações sobre o paradeiro do empresário raptado, nem foi emitido qualquer comunicado oficial por parte das autoridades policiais que se encontram no local da ocorrência.
Pelo menos 13 pessoas perderam a vida e outras 19 ficaram feridas num ataque atribuído ao grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) na cidade de Al-Fashir, no oeste do Sudão. Esta informação foi divulgada por uma Organização Não-Governamental (ONG) local.
A Rede de Médicos do Sudão, que emitiu um comunicado sobre o incidente, informou que os bombardeamentos de artilharia das RSF atingiram vários bairros da cidade, resultando em vítimas, incluindo sete crianças e uma mulher grávida. A ONG condenou os “crimes contínuos cometidos” em Al-Fashir, a capital do estado de Darfur do Norte, que se encontra numa situação sanitária precária, com a maioria dos centros médicos inoperacionais.
O comunicado sublinha que inúmeros corpos e feridos permanecem nas áreas afectadas, dificultando a avaliação precisa do número de vítimas devido à intensidade dos bombardeamentos e aos confrontos em curso.
A organização qualifica os eventos em Al-Fashir como um “crime de guerra” e um “ataque sistemático contra a vida civil”, fazendo um apelo à comunidade internacional para utilizar medidas urgentes que visem proteger os civis e abrir corredores humanitários.
A cidade de Al-Fashir abriga centenas de milhares de deslocados pela guerra e tem estado sob cerco e bombardeios incessantes das RSF desde meados de 2024. O exército sudanês intensifica a sua presença na região, uma vez que a queda da cidade poderia significar a entrega da vasta região de Darfur nas mãos dos paramilitares.
A Organização das Nações Unidas estima que desde o início do conflito em Abril de 2023, mais de 13 milhões de pessoas foram forçadas a deslocar-se, tanto dentro como fora do país, e o número de mortos ascende a dezenas de milhares, sem um registo exacto.
A cidade de Al-Fashir tornou-se uma das principais frentes do conflito, que opõe o exército sudanês, liderado pelo general Abdel Fattah al-Burhane, às RSF, sob o comando do general Mohamed Daglo.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou a sua demissão, uma decisão que já foi aceita pelo Presidente Emmanuel Macron.
Lecornu esteve no cargo apenas desde 10 de Setembro e, com isso, torna-se o primeiro-ministro com o mais curto mandato na história da Quinta República francesa.
Esta queda governamental levanta preocupações sobre uma potencial crise política em França, com implicações significativas para a economia do país. A demissão de Lecornu ocorre após a divulgação, no domingo, da nova composição do Executivo, que manteve 14 ministros do governo liderado por François Bayrou. A decisão de trazer de volta o antigo ministro das Finanças, Bruno Le Maire, para a pasta da Defesa foi alvo de críticas.
Imediatamente após o anúncio, os mercados reagiram de forma negativa. Os juros da dívida francesa a 10 anos aumentaram em 9,1 pontos base, atingindo 3,597%, o que elevou o “spread” em relação à rendibilidade das “bunds” alemãs, referência no continente, para 89 pontos base.
Na bolsa, o índice CAC 40, que já apresentava perdas antes da demissão, acentuou a sua tendência descendente, registando uma queda de 1,77%, numa altura em que a maioria das bolsas europeias operam em alta.
Pelo menos 350 alpinistas foram resgatados no Monte Evereste, no Tibete, devido a uma tempestade de neve que afectou a região.
As equipas de resgate continuam a trabalhar no local, com o objectivo de evacuar cerca de 200 alpinistas que permanecem presos.
Durante o feriado nacional de oito dias na China, muitos aventureiros aproveitaram a oportunidade para explorar a zona montanhosa. No entanto, foram surpreendidos pela tempestade, que complicou o seu regresso a áreas seguras.
De acordo com informações da Associated Press, citadas pelo site chinês Jimu News, os alpinistas encontravam-se encurralados em diversos acampamentos turísticos a uma altitude superior a 4.900 metros, na encosta do Monte Qomolangma, nome pelo qual é conhecido em chinês.
Graças à intervenção das equipas de resgate, que trabalharam para desobstruir os percursos, os primeiros 350 alpinistas conseguiram alcançar um ponto de encontro na localidade de Tingri. As equipas continuam em contacto com os restantes que ainda se encontram na montanha, esperando que possam seguir o mesmo trajecto seguro.
Até ao momento, não foi revelado um balanço oficial das operações das equipas de segurança. O Monte Evereste, que marca a fronteira entre a China e o Nepal, é um dos destinos mais procurados por alpinistas de todo o mundo.
Um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) foi preso na enquanto tentava, alegadamente, realizar um assalto a um armazém na cidade de Nacala, província de Nampula.
A detenção ocorreu no momento em que a intervenção de agentes de segurança privada evitou a consumação do crime, revelando a organização criminosa que estava em acção.
A cidade de Nacala tem sido alvo de uma crescente onda de criminalidade, com armazéns e agentes económicos a serem os principais alvos. Segundo informações, o grupo envolvido no plano de assalto é altamente organizado, incluindo transportadores e comerciantes de produtos roubados.
Um vídeo amador exibido nas redes sociais mostra os assaltantes neutralizados, armados com catanas e portando um cartão da polícia, no local onde pretendiam efectuar o roubo. Um dos envolvidos, que sofreu uma lesão no pé, foi identificado como oficial de permanência no Comando Distrital da PRM em Nacala.
As investigações apontam para uma rede criminosa estruturada, liderada por um indivíduo em fase de investigação. Este coordenava as operações com o agente da PRM, que contava ainda com o apoio de membros de policiamento comunitário e um agente do SERNIC. O oficial tinha como braço operativo um homem conhecido por Idrisse, que colaborava com agentes de segurança privada, um técnico especializado em desactivar câmaras de videovigilância e um grupo de assaltantes, além de curandeiros que prestavam assistência ao grupo.
O produto dos assaltos era direccionado a um homem identificado como Yahiri, que utilizava os serviços de um transportador conhecido por Ramane. Os bens roubados eram posteriormente comercializados na cidade de Nampula por um indivíduo referenciado como Yala, que se encontra agora em fuga.
As autoridades revelaram que o grupo já estava sob investigação, e alguns dos seus integrantes foram infiltrados para recolher informações. Idrisse é um dos sete detidos na operação realizada esta madrugada e já começou a desvendar a extensão da rede criminosa.
O Irão manifestou o seu apoio a qualquer iniciativa destinada a erradicar os “crimes de guerra” e a “limpeza étnica” na Faixa de Gaza, em relação ao plano de paz apresentado na semana passada pelo Presidente dos Estados Unidos.
Em comunicado divulgado na noite de domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou: “Apoiamos sempre qualquer iniciativa que envolva o fim da limpeza étnica, dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade em Gaza.” O ministério enfatizou a “responsabilidade legal e moral” da comunidade internacional para interromper o que classifica como “genocídio em curso” nesta região.
O Irão sublinhou que qualquer decisão sobre um eventual cessar-fogo ou os termos de um acordo deve ser tomada pelo “povo e pela resistência palestiniana”, referindo-se ao movimento islamita Hamas. Contudo, o ministério adverte que “o acordo só será válido se conduzir ao fim do genocídio, ao respeito pelo direito à autodeterminação do povo palestiniano e ao levantamento total do bloqueio” à Faixa de Gaza.
O Hamas, que mantém uma aliança com o Irão no denominado “Eixo da Resistência”, aceitou na sexta-feira o plano de paz do Presidente dos EUA, que propõe a libertação de todos os reféns israelitas, desde que o Governo de Israel cesse os bombardeios sobre o enclave palestiniano.
Além disso, o Irão afirmou que a cessação dos ataques “não isenta” os Estados e as instituições internacionais da obrigação de investigar e processar os crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos por Israel em Gaza.
Teerão expressou ainda esperança na abertura de corredores seguros para a entrega imediata de ajuda humanitária aos habitantes de Gaza e reiterou a sua disponibilidade para participar nos esforços de assistência internacional.
O Presidente dos Estados Unidos anunciou que a primeira fase do plano para terminar com a guerra na Faixa de Gaza e definir o futuro do enclave palestiniano “deverá estar concluída” esta semana.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) emitiu um apelo no sentido de que as regras de trânsito sejam rigorosamente observadas, com o intuito de evitar a ocorrência de acidentes de viação em Moçambique.
Esta exigência surge na sequência de um trágico acidente que teve lugar na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, resultando na morte de três pessoas e deixando duas outras feridas.
O delegado provincial do INATRO em Gaza, Alfeu Macaríngue, manifestou a sua preocupação face à persistência de irregularidades nas estradas. “Pedimos aos automobilistas que respeitem as regras de trânsito, que evitem a condução sob influência de álcool e que respeitem os limites de velocidade. Fazemos ainda um apelo para que as barracas não sejam instaladas nas proximidades das vias, uma vez que isso pode levar a despistes e colisões, aumentando a sinistralidade”, afirmou Macaríngue.
A segurança rodoviária continua a ser uma prioridade para as autoridades, que procuram implementar medidas que possam contribuir para a redução dos acidentes de viação no país.
Renamo Reivindica Reconhecimento de Afonso Dhlakama como “Pai da Democracia” em Moçambique
A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, reiterou a sua exigência para que Afonso Macacho Marceta Dhlakama, ex-líder do partido, seja oficialmente reconhecido como “Pai da Democracia”.
Esta declaração foi feita durante um comício popular em homenagem ao Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, onde a delegada da Renamo em Nampula, Abiba Aba, enfatizou que a verdadeira homenagem a Dhlakama e a André Matsangaíssa reside na eliminação dos “roubos eleitorais” que comprometem a confiança política no país.
Abiba destacou que a paz e a democracia, conquistadas através do Acordo Geral de Paz de 1992, só serão plenamente válidas quando forem erradicadas as práticas que distorcem a vontade do povo expressa nas urnas. “A fraude eleitoral sistemática é uma das mais graves violações dos acordos e continua a ser fonte de conflitos e instabilidade. A verdadeira homenagem aos nossos heróis é respeitar a soberania do povo”, afirmou a dirigente, citada pelo Jornal Rigor.
Embora tenha criticado as situações de fraude, a representante da Renamo assegurou que o partido não defende o retorno à guerra, mas sim a consolidação da paz através da justiça social e boa governação. “Nós, a Renamo, reafirmamos o nosso compromisso com a paz. Apelamos à juventude, herdeira desta paz, que não permita que os discursos de ódio tenham espaço nos vossos corações. A paz é a nossa bandeira e será preservada”, sublinhou.
Outro aspecto salientado no discurso foi a urgência na definição das pensões e subsídios para os ex-guerrilheiros da Renamo, no âmbito do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR). Abiba enfatizou que a lentidão na implementação deste compromisso “fere a confiança” e contraria o espírito dos acordos assinados.
A dirigente recordou ainda o legado de Dhlakama e Matsangaíssa, referindo-os como “verdadeiros heróis nacionais”, e pediu por uma actuação imparcial das Forças de Defesa e Segurança, além da participação activa de líderes comunitários, religiosos e sociais na promoção da cultura de paz.
Com esta atitude, a Renamo reafirma a sua posição como defensor da democracia em Moçambique, comprometendo-se a lutar para que nenhum acordo assinado se torne “letra morta”.
Pelo menos 42 pessoas perderam a vida devido a inundações e deslizamentos de terra provocados pelas intensas chuvas que afectam o Nepal, conforme relataram as autoridades locais.
De acordo com Shanti Mahat, porta-voz da agência nacional responsável pela gestão de emergências, “até ao momento, 42 pessoas morreram em vários desastres causados pelas chuvas e outras cinco continuam desaparecidas”. A maioria das vítimas, um total de 37, foi registada no distrito de Illam, localizado na região leste do país.
A situação tem-se agravado, com diversas estradas bloqueadas e áreas de difícil acesso, dificultando as operações de resgate. Sunita Nepal, uma responsável do governo local, afirmou que “as equipas de resgate estão a ser obrigadas a seguir a pé até estas zonas”.
Na capital, Katmandu, os rios transbordaram devido às chuvas intensas, resultando em inundações nas zonas circundantes. Para lidar com a emergência, helicópteros e barcos foram mobilizados para evacuar os residentes afectados.
Os deslizamentos de terra também causaram o corte de várias estradas e interromperam voos em diversas localidades. As inundações e deslizamentos mortais são fenómenos comuns no sul da Ásia durante a estação das monções, que ocorre entre Junho e Setembro. Especialistas alertam, no entanto, que as alterações climáticas estão a intensificar a frequência e a gravidade destes eventos.
O Parque Nacional de Banhine, situado na província de Gaza, no sul de Moçambique, deu início a uma fase significativa de revitalização da sua fauna.
Esta operação histórica envolve a reintrodução de 400 animais de várias espécies, marcando o começo de um abrangente plano de restauração dos ecossistemas locais.
Até ao final do próximo ano, está previsto que o parque receba aproximadamente 1.100 animais provenientes de outras áreas de conservação, incluindo o Parque Nacional de Maputo, onde a população animal já alcançou níveis ecológicos sustentáveis.
A confirmação deste empreendimento foi feita pelo administrador do parque, Abel Nhabanga, em entrevista à AIM, no contexto da reintrodução de centenas de animais e novos investimentos que visam transformar Banhine numa das áreas de conservação mais promissoras do sul do país. Nhabanga declarou: “Estamos a viver um momento histórico. O Banhine foi em tempos conhecidos como o Pequeno Serenguete, pela sua extraordinária diversidade de habitats e vida selvagem. Hoje, estamos a dar os primeiros passos para recuperar essa glória perdida.”
A operação está a ser coordenada pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e pela Peace Parks Foundation, com o apoio da ComON Foundation e da German Postcode Lottery. O programa de restauração ecológica está avaliado em 350 mil dólares e inclui a criação de um santuário de fauna com uma área de seis mil hectares, que contará com furos de água, represas e cercas seguras, garantindo assim a sobrevivência das espécies reintroduzidas e reforçando o ecossistema.
Dentre os animais reintegrados encontram-se zebras, cocones (boi-cavalo), pivas, changos e impalas, espécies que haviam sido extintas da região. Nhabanga salientou que “estudos de viabilidade mostraram que o Parque tem condições ambientais favoráveis para acolher estas espécies e garantir o equilíbrio entre herbívoros e predadores”.
Com uma extensão de 7.256 km², o Parque Nacional de Banhine é essencial para aves migratórias, devido às suas zonas húmidas sazonais, e desempenha um papel crucial na interligação dos corredores de fauna entre os parques do Kruger, Limpopo e Zinave. Nhabanga alertou que “sem o Banhine, esses parques ficariam isolados, e a conservação em escala de paisagem fracassaria”.
Nos últimos anos, o parque tem implementado melhorias, incluindo a construção de novas infraestruturas, a formação de fiscais e o desenvolvimento comunitário. Em 2024, foram acrescentados 35 novos fiscais, entre os quais 17 mulheres, com o intuito de reforçar a protecção e patrulha das zonas críticas. Censos aéreos realizados em 2023 indicaram o regresso de elefantes, búfalos e predadores, revelando assim o renascimento do ecossistema.
Apesar dos avanços, o parque enfrenta desafios significativos, em especial a escassez de água, característica do clima semi-árido da região. “Não temos rios permanentes. Por isso, precisamos fazer furos e construir represas para garantir a sobrevivência dos animais durante a estação seca”, afirmou Nhabanga.
O turismo sustentável é um dos focos principais, visto como um motor para receitas e inclusão social. O administrador explicou que “o aumento da fauna vai atrair mais turistas, principalmente nacionais, trazendo benefícios directos para as comunidades, que recebem 20% das receitas geradas pelo Parque”. Banhine já conta com zonas de campismo e está disponível para novas concessões privadas, visando o desenvolvimento de infraestruturas turísticas, alinhadas com o modelo de turismo baseado na natureza promovido pelo Governo.
A área do parque abrange quatro distritos vizinhos — Mapai, Mabalane, Chigubo e Massingir — e interage com mais de 15 comunidades que dependem, em parte, dos recursos naturais da região. A administração trabalha no diálogo e na implementação de projectos comunitários para mitigar o conflito entre humanos e fauna bravia.
Nhabanga concluiu que a meta é “tornar o Parque auto-suficiente, capaz de cobrir entre 15 e 20% dos seus custos operacionais através do turismo e de actividades sustentáveis”, assinalando também a necessidade de reduzir a caça furtiva, controlar queimadas descontroladas e reforçar a educação ambiental junto das comunidades.
Com a fauna a crescer, novos investimentos e o renascimento do esplendor natural que outrora lhe conferiu o título de Pequeno Serenguete, o Parque Nacional de Banhine emerge como um símbolo da conservação, onde o equilíbrio ecológico, o turismo e o desenvolvimento comunitário se aliam em direcção a um futuro sustentável.
O Governo da província de Nampula anunciou a ocorrência de ataques terroristas no distrito de Memba, realizados por grupos armados provenientes de Cabo Delgado.
A ofensiva resultou no incêndio de 45 casas e na fuga de dezenas de famílias para áreas vizinhas.
O Secretário de Estado da província, Plácido Pereira, revelou que os ataques ocorreram em dois povoados situados nos postos administrativos de Lúrio e Chipene. “Em um dos povoados foram incendiadas 30 casas, enquanto no outro o número ascendeu a 15, forçando a deslocação de várias famílias”, disse, acrescentando que muitos dos deslocados se encontram agora concentrados na sede distrital de Memba e em Eráti, sendo que o processo de contabilização das vítimas está em curso.
Pereira informou que, até ao momento, não foram reportados mortos em consequência dos ataques. “Neste momento, não temos informação de vítimas mortais. O que sabemos é que houve uma destruição considerável de habitações e o deslocamento de populações”, declarou durante as celebrações do Dia da Paz.
Em declarações ao Jornal Rigor, o dirigente garantiu que as Forças de Defesa e Segurança actuaram prontamente e estão a perseguir os atacantes. “O Governo está ao lado das populações e compromete-se a garantir a sua segurança. A nossa mensagem é de coragem e força para as comunidades afectadas,” afirmou.
Este ataque é considerado o segundo maior incidente terrorista na província de Nampula, a seguir ao ocorrido a 6 de Setembro de 2022, também no posto administrativo de Chipene, onde insurgentes incendiaram um centro de saúde, uma igreja e a residência de irmãs católicas, resultando na morte da missionária italiana Maria de Coppi, de 83 anos.
A confirmação destes ataques suscita preocupações renovadas sobre a expansão da violência extremista para além das fronteiras de Cabo Delgado, fragilizando a segurança e a coesão social nas comunidades do norte de Moçambique.
O Supremo Tribunal de Israel reafirmou a sua decisão de impedir o Governo de Benjamin Netanyahu de destituir a procuradora-geral Gali Baharav-Miara, enquanto aguarda o desfecho sobre a legalidade da sua demissão pelo poder executivo.
A decisão foi comunicada no seguimento de um recurso apresentado pelo Governo israelita que contestava a deliberação do tribunal, proferida no início de Agosto, que já havia travado a tentativa de demissão.
O colectivo de juízes afirmou que “não há necessidade de acrescentar nada à nossa decisão, que fala por si mesma e cujo conteúdo se mantém válido”. A decisão anterior, datada de 4 de Agosto, tinha um carácter urgente e provisório, suspendendo a decisão governamental e impedindo o executivo de interromper a colaboração com a procuradora-geral, nomear uma substituta ou excluí-la de reuniões, contrariando o desejo do gabinete de Netanyahu.
A proposta de destituição de Gali Baharav-Miara foi apresentada por uma comissão governamental no dia 20 de Julho e aprovada por unanimidade em Conselho de Ministros, mas gerou contestação por parte do Presidente do país, Isaac Herzog. O Movimento por um Governo de Qualidade em Israel elogiou a nova decisão do Supremo Tribunal, considerando-a uma protecção contra as tentativas de golpe do governo.
Em Israel, onde não existe uma Constituição escrita, a procuradora-geral desempenha um papel crucial na supervisão do poder executivo, garantindo a protecção do Estado de Direito e fiscalizando as acções dos ministros. Gali Baharav-Miara, a primeira mulher a ocupar o cargo, tem frequentemente confrontado o Governo de Netanyahu, especialmente em questões relacionadas com os casos de corrupção do primeiro-ministro e as suas reformas judiciais.
A procuradora-geral mantém relações tensas com o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, devido a divergências nas políticas de segurança e acções policiais. Os aliados de Netanyahu na coligação governamental, especialmente os de extrema-direita, consideram o cargo de procurador-geral como um entrave à concretização da sua visão para um Estado judeu em Israel e na Cisjordânia.
A ameaça de demissão de Gali Baharav-Miara suscitou preocupações entre as organizações da sociedade civil e partidos políticos da oposição, que consideram que o seu afastamento poderia comprometer a integridade do sistema judicial no país.
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