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Sábado, Abril 11, 2026
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Maputo inicia vacinação em massa contra o HPV para raparigas entre 12 e 18 anos

A cidade de Maputo vai realizar entre 29 de Setembro e 3 de Outubro uma campanha de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), destinada a raparigas com idades entre os 12 e 18 anos. 

Esta iniciativa faz parte da estratégia global para a eliminação do cancro do colo do útero.

A informação foi divulgada por Alberto Chambala, chefe do Programa Alargado de Vacinação (PAV), que indicou que a meta é imunizar aproximadamente 78.442 raparigas dentro da faixa etária estipulada. “Moçambique introduziu a vacina contra o HPV em 2021 sob um regime de duas doses. Contudo, em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a administração em dose única, o que levou o país a ajustar o calendário vacinal,” explicou Chambala.

O cancro do colo do útero é identificado como um dos principais desafios de saúde pública em Moçambique, tendo sido reportados 5.456 novos casos e cerca de 4.000 mortes em 2022, especialmente entre mulheres que vivem com HIV, cuja probabilidade de desenvolver a doença é seis vezes maior.

A vacina utilizada na campanha é quadrivalente, capaz de prevenir quatro tipos do vírus, incluindo os de maior risco, 16 e 18, responsáveis por cerca de 95% dos casos de cancro. A priorização da vacinação de raparigas é justificada pelo fato de que esta é a forma mais comum e letal de cancro entre mulheres.

Hortênsio Faria, médico-chefe, salientou que o HPV é principalmente transmitido através de relações sexuais e que existem mais de 200 tipos do vírus, com os tipos 16 e 18 a serem os mais frequentemente associados ao cancro. “A vacina é segura e altamente eficaz, prevenindo mais de 90% das infecções. Ao vacinarmos as mulheres, também contribuímos para a protecção dos homens, reduzindo a disseminação do vírus na comunidade”, afirmou Faria.

No primeiro semestre de 2023, foram rastreadas 2.097 mulheres na cidade de Maputo, das quais 377 testaram positivo para o HPV, resultando numa taxa de positividade de 18%. O clínico alertou que a detecção tardia da doença continua a ser um obstáculo significativo no seu combate. “Embora o HPV não cause mortes directamente, é o principal factor de risco para o cancro do colo do útero. A maioria dos casos é diagnosticada em fases avançadas, quando já surgem os sintomas e as opções de tratamento são limitadas”, adiantou.

A campanha será implementada em todo o país através de brigadas móveis em escolas primárias e secundárias, universidades, mercados, terminais de transporte e unidades de saúde. Complementarmente, estão a ocorrer acções de sensibilização comunitárias, envolvendo rádios, televisões, líderes religiosos, comunitários e praticantes de medicina tradicional.

“Esperamos vacinar mais de 97% das raparigas nesta faixa etária. A vacina será gratuita e representa um investimento crucial na saúde das nossas jovens e no futuro da nação”, concluiu Chambala.

Renamo desmente suposta nomeação de Ossufo Momade na EMOSE

A Renamo, segundo maior partido da oposição em Moçambique, vem desmentir a informação circulada no último sábado (27) por um grupo de desmobilizados da própria formação.

Este grupo alegou que Ossufo Momade, presidente da Renamo, teria sido nomeado administrador não executivo da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE).

O porta-voz da Renamo, Marcial Macome, declarou que esta notícia é uma manobra de má-fé, destinada a denegrir a imagem do partido, do seu líder e da sua família. Durante uma reunião realizada no distrito de Chimoio, na província central de Manica, os desmobilizados da Renamo discutiram estratégias para afastar Ossufo Momade da liderança do partido.

“Fomos surpreendidos com esta suposta nomeação. É importante esclarecer que o presidente Ossufo Momade não recebeu qualquer contacto, quer do presidente da República, quer do Primeiro-Ministro, a respeito de qualquer tipo de nomeação”, afirmou Marcial.

Ele sublinhou que o compromisso de Momade permanece firme com a Renamo, exigindo, no entanto, evidências que sustentem a referida nomeação. “O nosso presidente continua dedicado ao partido Renamo e questionamos a origem desta informação infundada”, frisou.

Para concluir, o porta-voz da Renamo desafiou aqueles que propuseram a notícia a apresentarem provas concretas da suposta nomeação e dos comunicados oficiais que a corroboram. A falta de divulgação nos meios de comunicação social, segundo ele, reforça a ideia de que se trata apenas de uma acção mal-intencionada.

Vagas de emprego do dia 29 de Setembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 29 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Técnico Distrital de Adaptação Climática

A AJOAGO Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico Distrital de Adaptação Climática. Saiba mais.

2. Vaga para Logístico-Motorista

A CEFA, Comité Europeu para a Formação e Agricultura pretende recrutar para o seu quadro um (1) Logístico-Motorista. Saiba mais.

3. Vaga para Médico de Clínica Geral

O Centro Médico Saúde e Vida Lda pretende recrutar um (1) Médico de Clínica Geral. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Operador de Amostragem

A Bureau Veritas pretende recrutar um (1) Operador de Amostragem. Saiba mais.

2. Vaga para Estagiário

A Bureau Veritas pretende recrutar um (1) Estagiário. Saiba mais.

3. Vaga para Gestor da Qualidade – Projeto (SHEQ)

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Gestor/a da Qualidade – Projeto (SHEQ). Saiba mais.

4. Vaga para General Manager

A Farm Manager pretende recrutar um (1) General Manager. Saiba mais.

5. Vaga para Programme Specialist (PSEA)

A UNICEF pretende recrutar um (1) Programme Specialist (PSEA). Saiba mais.

6. Vaga para Technical Director

A Paratus pretende recrutar um (1) Technical Director. Saiba mais.

7. Vagas para Analistas de Crédito ao Funcionário Público

A EKITALCI Consultoria Investimentos Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Analistas de Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.

8. Vaga para Offshore HSE Supervisor

A Airswift pretende recrutar um (1) Offshore HSE Supervisor. Saiba mais.

9. Vaga para TAR & Maintenance Specialist

A RINA pretende recrutar um (1) TAR & Maintenance Specialist. Saiba mais.

10. Vaga para Diretor Adjunto de Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projeto. Saiba mais.

11. Vaga para Diretor de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

12. Vaga para Territory Manager Nampula South

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Manager Nampula South. Saiba mais.

13. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

Nampula regista aumento de casos de tuberculose

As autoridades de saúde moçambicanas reportaram que, nos primeiros seis meses deste ano, a tuberculose causou a morte de pelo menos 71 pessoas na província de Nampula, representando um aumento de cinco por cento em comparação com o ano anterior.

De acordo com Jaime Miguel, responsável pelo departamento de saúde pública da Direcção Provincial de Saúde de Nampula, “em relação ao mesmo período do ano passado, registou-se um ligeiro aumento de cinco por cento, uma vez que, no mesmo período do ano anterior, tivemos cerca de 60 casos”.

Durante o mesmo intervalo de tempo, Nampula também registou 6.935 casos de tuberculose no ano passado, levando as autoridades a apelarem à população para reforçar os esforços de prevenção. As áreas mais afectadas incluem os distritos de Nampula, Mogovolas, Eráti e Liúpo.

Um dos factores apontados para a elevação dos casos é a cobertura insuficiente em relação à triagem e tratamento da tuberculose nas comunidades. Jaime Miguel referiu ainda que a retirada da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a qual prestava apoio a organizações locais na luta contra a doença, contribuiu para esta situação.

Miguel destacava que “existem comunidades que não recebem apoio de activistas e, dada a nossa proporção de técnicos de saúde, unidades de saúde e população, algumas pessoas percorrem quilómetros para alcançar uma unidade de saúde”. Ele acrescentou que a incapacidade de monitorizar os casos nas comunidades faz com que os casos que chegam aos centros de saúde já se encontrem numa fase avançada da doença.

Recentemente, foram divulgados dados sobre a tuberculose em Moçambique, indicando um total de 48.000 casos registados no primeiro semestre deste ano, com as autoridades de saúde a sublinharem a falta de financiamento como uma das causas do aumento dos casos.

Ivan Manhiça, Secretário Permanente do Ministério da Saúde, declarou que “Moçambique continua a enfrentar uma elevada carga desta doença, frequentemente associada ao VIH, afectando gravemente as populações mais vulneráveis”.

No dia anterior ao anúncio de encerramento da USAID, a 30 de Junho, as autoridades de saúde moçambicanas receberam dois milhões de doses da vacina contra a tuberculose (BCG), suficientes para seis meses, destinadas à administração em bebés até 23 meses de idade.

Presidente de Moçambique felicita Arthur Mutharika pela eleição no Malawi

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, enviou uma mensagem de congratulação a Arthur Mutharika pela sua recente eleição ao cargo de Presidente da República do Malawi.

Na comunicação, o Chefe do Estado expressa, em nome do povo e do governo moçambicanos, as mais calorosas felicitações a Mutharika pela sua conquista. Chapo destaca que a vitória expressiva alcançada reflete a confiança depositada pelo povo malawiano nas capacidades do novo líder para promover os interesses nacionais e internacionais do país.

Além de felicitar, o Presidente Daniel Chapo manifesta o seu desejo de continuar a colaborar com o novo Presidente na valorização das relações bilaterais entre Moçambique e Malawi. O Chefe de Estado reafirma a relevância da cooperação multilateral no âmbito da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), da União Africana, das Nações Unidas e de outros foros internacionais.

As eleições gerais no Malawi ocorreram no dia 16 de Setembro de 2025.

Moçambique lança projecto para combater pesca ilegal e proteger recursos marinhos

O governo moçambicano anunciou em Maputo, o lançamento do projecto “Melhoria da Capacidade de Monitorização, Controlo e Fiscalização das Pescas (MCS) em Moçambique”. 

Esta iniciativa visa fortalecer a luta contra a pesca ilegal e não declarada, um problema que compromete a segurança alimentar e a economia do país.

A cerimónia de lançamento foi presidida por Momade Juízo, Secretário de Estado do Mar e Pescas, que reiterou o compromisso do governo em promover uma economia azul sustentável e inclusiva. Juízo destacou a importância da protecção dos recursos marinhos, especialmente durante os períodos de defeso e veda, através de uma fiscalização mais rigorosa.

O projecto será implementado pelo Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas em colaboração com a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que fornecerá suporte técnico especializado. O financiamento será assegurado pelo governo da Noruega, e a iniciativa também incluirá uma componente específica liderada pelo Escritório da Nação Sobre Drogas e Crime (UNODC).

António De Vivo, chefe da UNODC, salientou que a ação representa não apenas o lançamento de um projecto, mas sim um compromisso colectivo em prol da sustentabilidade dos recursos marinhos. A pesca ilegal, não reportada e não regulamentada, representa uma significativa perda económica para o país, com prejuízos que podem variar entre 60 a 70 milhões de dólares anuais.

O representante da FAO, José Fernandes, sublinhou os danos causados pela pesca ilegal, que afecta as operações legítimas e compromete os objectivos de desenvolvimento sustentável. O projecto, segundo Fernandes, contribuirá para combater a fome, conservar os recursos marinhos e construir instituições mais justas e eficazes.

Egil Thoras, embaixador da Noruega, expressou o orgulho do seu país em colaborar no combate à pesca ilegal em Moçambique. Thoras enfatizou a importância de proteger os oceanos e as ricas tradições marítimas que ambos os países compartilham.

O presidente do INAMAR, Isaías Mondlane, destacou que a fiscalização da zona económica exclusiva e das zonas costeiras sempre representou um desafio devido à insuficiência de recursos. O projecto MCS será decisivo na melhoria da capacidade de monitorização das atividades pesqueiras e na legitimação das capturas realizadas no país.

O lançamento deste projeto é um passo signifcicativo no fortalecimento da fiscalização e da proteção dos recursos marinhos, garantindo uma abordagem mais sustentável e responsável para o futuro das pescas em Moçambique.

Governo de Manica intensifica fiscalização em áreas de exploração de ouro

Uma equipa multissectorial está a realizar uma fiscalização nas áreas de exploração de ouro na província de Manica, com o objectivo de assegurar o cumprimento da medida de suspensão temporária da actividade, decretada pelo governo em resposta à degradação ambiental.

A iniciativa visa monitorizar as operações de mineração e garantir que as normas ambientais sejam respeitadas, de modo a proteger os recursos naturais e a saúde das comunidades locais.

As autoridades estão comprometidas em avaliar as práticas de exploração e a sua conformidade com as directrizes estabelecidas, como parte de um esforço contínuo para mitigar os impactos ambientais negativos associados à actividade mineira.

Agentes federais utilizam gás lacrimogéneo em protestos nos arredores de Chicago

Agentes federais dispararam balas de pimenta e gás lacrimogéneo contra manifestantes que se concentravam nas proximidades de um edifício de imigração, localizado nos subúrbios de Chicago.

O confronto prolongou-se por várias horas e representa a mais recente ação das autoridades federais em resposta a um aumento da pressão relacionada com a imigração, que teve início no início deste mês.

Os agentes reagiram ao tentativo de alguns manifestantes de bloquear a passagem de um veículo que se dirigia em direcção ao edifício da U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Broadview, situado a cerca de 19 quilómetros a oeste de Chicago. O uso de químicos visou dispersar uma multidão de mais de 100 pessoas, a maioria das quais permanecia afastada da cerca e sem bloquear o trânsito.

Durante o conflito, muitos manifestantes caíram ao chão ou correram para escapar do gás, enquanto outros ajudavam-se mutuamente a levantar e a tratar dos olhos irritados pela substância. Nos dias anteriores, os manifestantes já tinham tentado impedir a entrada e saída de veículos dos agentes.

Activistas e familiares de detidos expressaram preocupações quanto às condições desumanas da instalação, que serve para processar detidos. Relatos indicam que até 200 pessoas podem ser mantidas ao mesmo tempo, enfrentando falta de higiene, com algumas a permanecerem até cinco dias em espaços sem chuveiros ou cantinas. Além disso, imigrantes afirmam receber quantidades insuficientes de comida e água, e ter acesso limitado a medicação.

Os funcionários do ICE acusaram os manifestantes de tentarem bloquear o acesso ao portão e de tentativas de invasão de propriedade federal, afirmando ainda que um dos manifestantes teve uma arma confiscada. A presença da arma não foi confirmada de maneira independente.

Bushra Amiwala, uma responsável eleita de 27 anos no Conselho de Educação de Skokie, relatou que um agente no telhado disparou balas de pimenta contra ela enquanto colava notas na parede, causando-lhe tosse e dificuldade em respirar. “Fomos surpreendidos de forma incrível”, declarou, enquanto o pó branco permanecia visível nas suas calças.

Estudo aponta vulnerabilidade e exclusão das mulheres camponesas em Moçambique

Um novo estudo revela que as mulheres camponesas continuam a ser um dos grupos mais vulneráveis à violência e discriminação na África Austral e Oriental.

Intitulado “As Camponesas são Mulheres: Retratando a Violência contra as Mulheres Rurais na África Austral e Oriental”, o relatório foi apresentado esta quarta-feira pela União Nacional de Camponeses (UNAC), em parceria com a La Via Campesina (LVC).

O documento, que é a continuação de um primeiro volume lançado em 2023, examina como as mulheres rurais enfrentam múltiplas formas de violência, incluindo a negação do direito à terra, casamentos forçados e violações de direitos sexuais e reprodutivos, além de práticas tradicionais prejudiciais. O estudo reúne testemunhos que evidenciam a condição precária dessas mulheres, que são desproporcionalmente afectadas por desastres naturais, conflitos armados e a falta de acesso à informação.

A presidente da União Provincial dos Camponeses de Maputo, Rebeca Avelino Mapui, salientou que as mulheres rurais são as primeiras a sofrer as consequências de incidentes adversos, como guerras e catástrofes ambientais. “A falta de divulgação das leis, que deveriam protegê-las, impede que muitas camponesas usufruam dos seus direitos”, afirmou, enfatizando a importância de tornar a informação acessível nas zonas mais remotas.

Melanita Copacó, representante da Via Campesina, destacou os impactos devastadores dos conflitos armados, especialmente no leste da República Democrática do Congo, onde mulheres e crianças são frequentemente deslocadas, perdendo suas terras e enfrentando graves violações. “A guerra está a empobrecer as mulheres e a retirar-lhes os meios de sobrevivência”, explicou.

Apesar das adversidades, o estudo também revela que muitas mulheres camponesas têm demonstrado resiliência e capacidade de organização. Algumas conseguiram conquistar títulos de propriedade conjunta da terra, criar bancos comunitários de sementes e desempenhar papéis de liderança em organizações rurais, fortalecendo a luta pela soberania alimentar e pela igualdade de género.

A UNAC frisou que a publicação visa aprofundar o debate sobre as desigualdades estruturais que afetam as mulheres rurais e apelar a acções concretas por parte de governos e organizações internacionais. As principais recomendações incluem o investimento em serviços rurais, a criação de mecanismos de protecção, a promoção da participação plena das mulheres nos processos decisórios e a desmantelação de sistemas opressivos.

Rebeca Mapui reiterou: “As leis devem servir a todos e não apenas a uma minoria. Queremos que cada mulher conheça os seus direitos e exerça plenamente a sua cidadania.” Com o lançamento deste estudo, a UNAC e a LVC reafirmam o seu compromisso de dar voz às mulheres camponesas e mobilizar esforços para erradicar a violência de género.

Moçambique lança auscultação pública em Outubro para fortalecer diálogo nacional

O processo de auscultação pública, parte do diálogo nacional inclusivo, terá início no mês de Outubro, abrangendo todas as províncias, distritos e a diáspora moçambicana.

A informação foi revelada pelo presidente da Comissão Técnica, Edson Macuácua, durante uma reunião com representantes do corpo diplomático acreditado no país, incluindo a União Europeia (UE) e os seus Estados-membros.

Macuácua afirmou que estão estabelecidas todas as condições para assegurar que a auscultação transcorra com tranquilidade por todo o território nacional e no exterior. “O mês de Outubro será dedicado à realização da auscultação pública a nível provincial, distrital e na diáspora. Estão criadas todas as condições necessárias para garantir que o processo ocorra em todo o país”, declarou.

O responsável enfatizou a integração da sociedade civil no processo, após um seminário de três dias dedicado à capacitação. Também foram aprovados os termos de referência para orientar o trabalho dos grupos a nível nacional. “Queremos assegurar a todos os cidadãos que a Comissão Técnica fará o possível para que o diálogo, respeitando a lei do compromisso, seja verdadeiramente nacional e inclusivo, permitindo a todos a participação e contribuição”, acrescentou.

Macuácua fez um apelo à população para acompanharem atentamente a divulgação da programação das sessões de auscultação, que será anunciada em breve, incluindo modalidades tanto presenciais como virtuais. “Queremos que os cidadãos se apropriem do diálogo nacional e inclusivo como um momento fundamental no exercício da cidadania, visando a consolidação da paz, da coesão nacional, da democracia, da estabilidade política e da inclusão social”, reforçou.

O embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, salientou a importância da participação da sociedade civil no processo. “É fundamental a inclusão da sociedade civil. O nosso projecto de apoio à Comissão Técnica realiza-se em parceria com organizações da sociedade civil”, apontou.

Maggiore reiterou que o apoio europeu respeita integralmente o processo nacional, destacando a colaboração entre Moçambique e a União Europeia. “Consideramos que este é um momento importante para enfrentar as reformas necessárias e os desafios que o país enfrenta, alinhando-se com as expectativas da população”, finalizou.

PR Chapo apela a forças armadas mais activas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apelou a um compromisso reforçado das Forças Armadas de Moçambique (FADM) na luta contra o terrorismo na província norte de Cabo Delgado. 

O líder moçambicano insistiu que os melhores elementos devem estar nas linhas da frente das operações militares.

Chapo proferiu estas declarações na municipalidade de Matola, durante a cerimónia central que assinalou o 61º aniversário das FADM, celebrado a 25 de Setembro, marcando o início da luta armada do país contra o domínio colonial português em 1964.

“Terrorismo não se vence deixando os melhores soldados, os melhores elementos, os familiares ou os filhos dos líderes nos seus escritórios. Cada cidadão que faz parte das Forças de Defesa e Segurança deve deslocar-se para o teatro de operações do norte (ou seja, Cabo Delgado). Isto é inegociável”, afirmou Chapo.

O Presidente acredita que têm ocorrido melhorias significativas na situação de segurança em relação a anos anteriores, contudo, advertiu que os grupos terroristas estão a mudar as suas tácticas, promovendo o uso de dispositivos explosivos improvisados, ataques a civis e sequestros.

Estas ameaças, segundo Chapo, exigem um fortalecimento da capacidade operacional das FADM. “As nossas forças armadas demonstraram coragem, disciplina e resiliência, recuperando territórios e permitindo o retorno seguro da população. No entanto, é necessário um investimento acrescido para neutralizar as ameaças em Cabo Delgado”, acrescentou.

Cabo Delgado tem registado um ressurgir de ataques rebeldes desde Julho, com os distritos de Chiúre, Muidumbe, Quissanga, Ancuabe, Meluco e, mais recentemente, Mocímboa da Praia como alvos, tendo-se verificado várias mortes.

Só em 2024, pelo menos 349 pessoas morreram em ataques no norte de Moçambique, muitos dos quais reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, representando um aumento de 36% em relação ao ano anterior, segundo um estudo divulgado pelo Africa Centre for Strategic Studies (ACSS), uma instituição académica do Departamento de Defesa dos EUA.

Durante o evento, Chapo prestou homenagem aos veteranos da Luta Nacional de Libertação, sublinhando que “25 de setembro é um marco na história da libertação e uma homenagem àqueles que caíram pela independência. Este momento é também um compromisso de honra para continuar a defender os ideais por que lutaram os nossos heróis.”

Como parte das celebrações, foram atribuídos títulos honorários e medalhas a 724 moçambicanos. “A homenagem não é um pagamento, mas um gesto simbólico para reconhecer o vosso sacrifício e dedicação ao país”, declarou Chapo.

“O país exige a participação de todos nós”, reiterou. “Os nossos heróis deram-nos um exemplo de coragem e sacrifício, e é nossa responsabilidade manter viva essa chama para que Moçambique continue a ser um santuário de paz e progresso.”

Moçambique passa a beneficiar de inovador medicamento semestral contra o HIV

O governo dos Estados Unidos anunciou a aprovação de um novo medicamento para o tratamento do HIV, que será disponibilizado em apenas 10 países, incluindo Moçambique. 

Trata-se de uma solução injectável, a ser administrada a cada seis meses, proporcionando aos pacientes uma alternativa que simplifica significativamente o regime de tratamento.

A informação foi revelada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma conferência de imprensa em Nova Iorque, onde fez o balanço da sua participação na 80ª Sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas. O Chefe de Estado expressou a sua satisfação pela introdução deste medicamento, que permitirá aos pacientes evitar a rotina diária de ingestão de comprimidos.

“Este medicamento irá possibilitar que os nossos irmãos, ao invés de tomarem comprimidos todos os dias, possam ser tratados com uma injecção semestral,” afirmou Chapo, destacando a importância desta inovação face ao actual regime de tratamento que implica a utilização de um cocktail diário de medicamentos.

O Presidente agradeceu ao governo norte-americano pela colaboração e reafirmou que a inclusão de Moçambique entre os países beneficiados representa um avanço significativo na luta contra a epidemia do HIV. “Este novo tratamento marca um passo importante e oferece uma alternativa mais prática e eficiente para os pacientes em tratamento no nosso país,” sublinhou.

Moçambique ocupa a terceira posição ao nível mundial em termos de prevalência do HIV, e o segundo lugar em novas infecções. De acordo com dados do Inquérito Nacional sobre o Impacto do HIV e SIDA (INSIDA 2021), a prevalência entre adultos com mais de 15 anos é de 12,5%, sendo mais elevada nas mulheres (15%) que nos homens (9,5%) da mesma faixa etária. Embora esses números representem uma redução em comparação aos 13,2% reportados em 2015, as províncias de Gaza e Zambézia destacam-se por apresentar taxas de prevalência superiores a 15%.

A introdução deste novo medicamento poderá, assim, constituir um marco na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV em Moçambique e na luta contínua contra a epidemia.

Médicos Sem Fronteiras interrompe actividades em Gaza em meio à escalada do conflito

A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou a suspensão das suas actividades na cidade de Gaza, em resposta à intensificação da ofensiva israelita na região. 

Jacob Granger, coordenador de emergência da MSF em Gaza, afirmou que “não tivemos outra alternativa senão suspender as nossas actividades, uma vez que as nossas clínicas foram cercadas pelas forças israelitas.”

Granger enfatizou que esta decisão foi extremamente difícil, dado que as necessidades humanitárias em Gaza são imensas. A interrupção dos serviços de saúde por parte da ONG representa um revés significativo em um contexto já crítico.

Simultaneamente, Israel ordenou a evacuação da população do norte da Faixa de Gaza em direcção ao sul, disponibilizando a estrada Rashid, junto à costa, para facilitar a fuga. No entanto, este movimento tem causado grandes constrangimentos às pessoas que tentam escapar, especialmente com as forças israelitas a prepararem uma ofensiva terrestre na principal cidade do enclave.

Gueta Chapo enfatiza acesso a métodos de contracepção para adolescentes

Durante as cerimónias do Dia Mundial da Contracepção, celebrado a 26 de Setembro no distrito de Boane, província de Maputo, a Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, enfatizou a importância de reforçar o acesso dos adolescentes e jovens a métodos de contracepção moderna.

A iniciativa, que ocorreu sob o lema “O Planeamento Familiar é um Direito Humano e Fundamental”, visa reduzir as gravidezes precoces e indesejadas, assegurando a saúde das raparigas e, consequentemente, a sua permanência na escola.

Na sua intervenção, Gueta Chapo recordou que Moçambique aderiu a esta causa em 2014, unindo-se a mais de 70 países e organizações não-governamentais. A Primeira-Dama declarou que a celebração deste dia é uma forma de homenagear todos os adolescentes e jovens, independentemente do seu contexto social ou económico, promovendo assim o acesso à informação e a serviços de contracepção moderna.

Chapo abordou o grave problema da gravidez precoce no país, que tem impactos significativos na saúde pública e nas vidas das raparigas, suas famílias e comunidades. A gravidez em idades tão jovens pode levar a complicações de saúde, incluindo fístulas obstétricas, riscos acrescidos durante o parto e a necessidade de cesarianas precoces.

Reflectindo sobre as consequências da gravidez em idades tão precoces, a Primeira-Dama questionou sobre o perigo do parto de uma rapariga tão nova, sublinhando que o sistema reprodutor ainda não está preparado para levar a bom termo uma gestação.

Além disso, Gueta Chapo salientou que o planeamento familiar beneficia não apenas adolescentes, mas também mulheres em idade reprodutiva que desejam controlar a sua fertilidade. Indicou que a adesão à contracepção é crucial para a saúde materna e infantil, alertando para os riscos de engravidar sem o devido tempo de recuperação após o parto.

A Primeira-Dama, numa mensagem clara e directa, reafirmou que o planeamento familiar deve ser encarado como uma prioridade na protecção da saúde das mulheres e adolescentes, com o objectivo de proporcionar um futuro mais seguro e saudável para as novas gerações.

PR Chapo apela a reforma do conselho de segurança e solidariedade global na ONU

O governo moçambicano reiterou a importância da reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a necessidade de uma maior justiça climática, posicionando estes pontos como prioridades críticas na cena internacional. 

A declaração foi feita pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante o seu discurso na 80ª Sessão da Assembleia-Geral da ONU, realizada em Nova Iorque a 23 de Setembro.

Chapo sublinhou que a reforma da ONU não estará completa sem uma reformulação clara do Conselho de Segurança, destacando a relevância do evento, que marcou o cinquentenário da independência de Moçambique e a sua admissão na ONU, assim como o oitavo aniversário da própria organização.

Apesar dos progressos obtidos nas últimas oito décadas, o Presidente alertou para o aumento das guerras, a agravamento da crise climática e o crescimento das dívidas. “As tarifas crescem, a desilusão alastra-se e, acima de tudo, regressa o espectro nuclear”, afirmou.

Referindo-se a uma decisão histórica do Tribunal Internacional de Justiça de 2025, que reconhece a responsabilidade dos Estados em proteger o clima, Chapo enfatizou que esta determinação representa para Moçambique mais do que um princípio legal; trata-se de um apelo à justiça climática e à solidariedade global.

Além disso, Chapo mencionou o recente lançamento da auscultação pública no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, reforçando o compromisso democrático do país. “Este processo garantirá que o desenvolvimento do país reflita verdadeiramente as necessidades e aspirações de todos os moçambicanos, sem excepção”, declarou.

No contexto internacional, o Chefe de Estado recordou o papel de Moçambique no Conselho de Segurança, onde promoveu resoluções que fortalecem a presença africana nos assuntos globais, realçando a necessidade de dois assentos permanentes para o continente.

Chapo concluiu, afirmando que “o que nos une como humanidade é muito maior do que aquilo que nos divide”, sublinhando a relevância da ONU e a disposição de Moçambique de trabalhar em parceria com a organização.

O estadista abordou a necessidade de uma nova arquitetura financeira internacional, a qual deve aliviar dívidas e mobilizar recursos para o desenvolvimento sustentável. O papel do multilateralismo deve ser inclusivo, preservando o caráter intergovernamental da ONU, evitando que esta se transforme numa assembleia dominada pelos interesses dos países mais ricos.

Ainda, reafirmou a defesa da solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano, considerando-a a única via justa e duradoura para a concretização das aspirações de ambos os povos. O Presidente rejeitou medidas coercitivas unilaterais que prejudicam nações inteiras, enfatizando que tais ações vão de encontro aos princípios da solidariedade e justiça internacional.

Chapo também falou sobre os desafios das novas tecnologias e da Inteligência Artificial, alertando para os riscos de exclusão e manipulação. Defendeu uma diplomacia tecnológica que regule os perigos e democratize os benefícios associados à inovação.

Por fim, citou Samora Machel, primeiro Presidente de Moçambique independente, ao afirmar que “a solidariedade internacional não é um ato de caridade, é um ato de unidade entre aliados”, reiterando o compromisso de legar um mundo melhor às futuras gerações.

Chimoio: Polícia captura grupo envolvido em homicídio e roubo frustrado

Cinco indivíduos foram detidos em Chimoio, na província de Manica, acusados de homicídio agravado e roubo frustrado, na sequência de um incidente ocorrido no bairro Josina Machel.

A detenção ocorreu na quarta-feira, após os suspeitos terem invadido uma residência na intenção de roubar dois telemóveis. A faixa etária dos detidos varia entre os 14 e 25 anos, sendo que alguns deles residem no bairro Nhamaonha.

Mouzinho Manasse, chefe do Departamento da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, informou durante a invasão, um dos membros do grupo tentou agredir sexualmente a dona de casa. A mulher, ao perceber a presença de estranhos em sua casa, gritou pedindo socorro, o que levou os vizinhos a intervir. Os populares conseguiram neutralizar um dos assaltantes, enquanto os restantes conseguiram fugir.

Equipados com objectos contundentes, os suspeitos tinham intenção de ameaçar a vítima e consumar o crime. O indivíduo capturado confessou a sua participação e revelou que, após investigação, a polícia descobriu ligações do grupo a um homicídio recente, onde um motorista foi morto e uma cidadã ficou ferida na madrugada do passado domingo, no mesmo bairro.

O ferido encontra-se internado no Hospital Provincial de Chimoio (HCP) e os elementos da polícia já deram início à elaboração do processo-crime, com a intenção de levar os indiciados ao tribunal. Mouzinho Manasse confirmou que outros membros da quadrilha permanecem foragidos e as autoridades estão activamente empenhadas na sua captura.

Um dos detidos admitiu que foi incentivado por um amigo, actualmente em fuga, a realizar o assalto. O jovem relatou que a sua entrada na residência ocorreu por volta das 22 horas, momento em que a proprietária acordou e tentou impedir a ação. Após a sua captura, o suspeito forneceu informações sobre os demais integrantes da quadrilha.

Sasol fortalece economia moçambicana com contribuição de 6,2 mil milhões de meticais

A gigante petroquímica sul-africana, Sasol, depositou nas finanças do Estado moçambicano, ao longo do último ano, um montante superior a 6,2 mil milhões de meticais (aproximadamente 92 milhões de dólares norte-americanos à taxa de câmbio actual).

O director-geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, em entrevista à AIM, afirmou que este valor solidifica a posição da empresa como um dos maiores contribuintes para a economia do país. Nos últimos cinco anos, a Sasol acumulou uma contribuição aproximada de 25 mil milhões de meticais para os cofres do Estado, reafirmando-se como um parceiro estratégico no desenvolvimento económico.

Rodolfo sublinhou que o cumprimento das obrigações fiscais constitui um dos compromissos fundamentais da empresa. “Estamos a cumprir rigorosamente com o pagamento de todos os impostos devidos, e este compromisso já nos granjeou várias distinções da Autoridade Tributária”, disse.

Em 2024, a Sasol Petroleum Temane (SPT), situada na província de Inhambane, foi reconhecida como a terceira maior pagadora de imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas (IRPC). No ano anterior, em 2023, a empresa já havia sido contemplada em duas categorias: maior contribuinte de IRPC e maior contribuição total no exercício fiscal.

As receitas da Sasol devem aumentar com a entrada em produção do projecto da licença do Acordo de Partilha de Produção (PSA). Este activo de desenvolvimento integrado terá como objectivo a produção de gás natural, petróleo leve e gás de petróleo liquefeito (GPL), destinados à venda em Moçambique, previsão para o final de 2025.

Com um investimento estimado em 760 milhões de dólares, o projecto irá provocar uma alteração estrutural na matriz energética nacional, uma vez que cerca de 60 a 65 por cento do gás produzido será monetizado no mercado interno, em contraste com os 20 a 25 por cento consumidos actualmente sob a licença do Acordo de Produção de Petróleo (PPA), vigente desde 2004.

Adicionalmente, a Sasol já fornece gás para cinco centrais eléctricas a gás em Moçambique, que no seu conjunto geram 450 megawatts de eletricidade, reforçando assim o papel da empresa na segurança energética do país.

“Temos investido em Moçambique há mais de 20 anos, mesmo em períodos de instabilidade, porque acreditamos no potencial do país. Hoje, estamos a criar um mercado interno para o gás natural e a preparar oportunidades para os jovens e as empresas locais no sector do petróleo e gás”, declarou Rodolfo.

Um outro marco no compromisso da Sasol é o aumento nas compras locais, com os gastos anuais com fornecedores moçambicanos mais do que duplicando em cinco anos, passando de 16,5 milhões de dólares em 2019 para 37 milhões em 2024. No mesmo período, os gastos com empresas localizadas em Inhambane multiplicaram-se por cinco, atingindo os 13,2 milhões de dólares.

Renco reforça presença em Moçambique com grandes investimentos em Cabo Delgado

A Renco, uma empresa de capitais italianos, firmou-se como um dos mais relevantes investidores estrangeiros em Moçambique, com um foco particular na província de Cabo Delgado. 

Nos últimos cinco anos, a empresa já investiu mais de 120 milhões de euros e emprega mais de 1.100 trabalhadores, sendo a maioria deles provenientes da região.

Entre os empreendimentos mais significativos da Renco destaca-se o Terminal Portuário de Pemba, uma infraestrutura considerada estratégica para o apoio aos projectos de extracção de gás natural na bacia do Rovuma, especialmente no Mozambique LNG, operado pela petrolífera francesa TotalEnergies.

A empresa possui ainda um portfólio diversificado que inclui projectos na área imobiliária e turística, como o Mekufi Beach Resort, várias unidades residenciais em Pemba e um apart-hotel, reforçando assim a sua presença no sector da hospitalidade.

Piergiorgio Vangelista, director da Renco em Moçambique, em declarações à agência AIM, afirmou que a companhia está “numa fase bastante madura” no país. Vangelista realçou a diversidade das operações, que abarcam desde construção até o sector energético, mencionando o Terminal Pemba Bulk como um dos investimentos mais notáveis e um “verdadeiro distrito de indústria e logística”.

Relativamente ao sector energético, a Renco está directamente ligada a contractos de construção que visam o desenvolvimento de gás natural em Cabo Delgado. A empresa está a construir um acampamento para 9.500 trabalhadores, além de instalações temporárias e fornecimento de betão para os projectos de óleo e gás, esperando-se um aumento nas actividades assim que as restrições actuais forem levantadas.

A relação da Renco com o sector do gás em Moçambique resultou na criação de milhares de empregos ao longo dos anos, com uma ênfase especial na mão-de-obra local. “Sempre operámos com, no mínimo, 350 moçambicanos. Actualmente contamos com cerca de 1.100 trabalhadores, muitos deles provenientes de Cabo Delgado. O nosso impacto é também garantir continuidade de trabalho a uma província que tanto precisa”, sublinhou Vangelista.

A Renco projeta um crescimento sustentável em Moçambique, com parcerias visíveis nos sectores do turismo, logística e energia. O director da empresa enfatizou que, apesar da herança italiana, considera a Renco uma empresa moçambicana, comprometendo-se em investir nas pessoas e a consolidar a sua presença no país.

Com uma longa trajetória de mais de 20 anos em Moçambique, a Renco é hoje uma referência em Cabo Delgado, desempenhando um papel crucial não apenas no apoio à indústria do gás, mas também na dinamização da economia local.

Vagas de emprego do dia 26 de Setembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 26 de Setembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Operador de Amostragem

A Bureau Veritas pretende recrutar um (1) Operador de Amostragem. Saiba mais.

2. Vaga para Estagiário

A Bureau Veritas pretende recrutar um (1) Estagiário. Saiba mais.

3. Vaga para Gestor da Qualidade – Projeto (SHEQ)

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Gestor/a da Qualidade – Projeto (SHEQ). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para General Manager

A Farm Manager pretende recrutar um (1) General Manager. Saiba mais.

2. Vaga para Country Representative

A UN Women pretende recrutar um (1) Country Representative. Saiba mais.

3. Vaga para Programme Specialist (PSEA)

A UNICEF pretende recrutar um (1) Programme Specialist (PSEA). Saiba mais.

4. Vaga para Technical Director

A Paratus pretende recrutar um (1) Technical Director. Saiba mais.

5. Vagas para Analistas de Crédito ao Funcionário Público

A EKITALCI Consultoria Investimentos Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Analistas de Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.

6. Vaga para Gerente da Loja

A Premier Business Consult pretende recrutar um (1) Gerente da Loja. Saiba mais.

7. Vaga para Offshore HSE Supervisor

A Airswift pretende recrutar um (1) Offshore HSE Supervisor. Saiba mais.

8. Vaga para TAR & Maintenance Specialist

A RINA pretende recrutar um (1) TAR & Maintenance Specialist. Saiba mais.

9. Vaga para Diretor Adjunto de Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor Adjunto de Projeto. Saiba mais.

10. Vaga para Diretor de Procurement e Logística – Projeto

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Diretor de Procurement e Logística – Projeto. Saiba mais.

11. Vaga para Territory Manager Nampula South

A Vodafone pretende recrutar um (1) Territory Manager Nampula South. Saiba mais.

12. Vaga para Eletricista

A MD Consultores pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Eletricista. Saiba mais.

13. Vaga para Senior Accountant APA

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Accountant APA. Saiba mais.

14. Vaga para Supervisor M-Pesa Sales and Distribution Tete

A Vodafone pretende recrutar um (1) Supervisor M-Pesa Sales and Distribution Tete. Saiba mais.

15. Vaga para Product Owner Fixed Services

A Vodafone pretende recrutar um (1) Product Owner Fixed Services. Saiba mais.

16. Vaga para Operacional de Logística

A Marine & Inland Services pretende recrutar um (1) Operacional de Logística. Saiba mais.

17. Vaga para Director do Projecto SBIS

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.

18. Vaga para Senior Specialist Internal Audit

A Vodafone pretende recrutar um (1) Senior Specialist Internal Audit. Saiba mais.

19. Vaga para Manager: Money Laundering Report Officer (MLRO)

A Vodafone pretende recrutar um (1) Manager: Money Laundering Report Officer (MLRO). Saiba mais.

20. Vaga para Topógrafo

A MD Consultores pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Topógrafo. Saiba mais.

21. Vaga para Secretária Executiva

A Mawonelo Consultoria e Serviços E.I pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Secretária Executiva. Saiba mais.

22. Vaga para Gestor Sénior de Procurement

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende recrutar um (1) Gestor Sénior de Procurement. Saiba mais.

23. Vaga para Accounts Receivable

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) Accounts Receivable. Saiba mais.

Congestionamento de camiões no porto da Beira complica recolha de lixo

O Conselho Municipal da Beira, na província de Sofala, enfrenta dificuldades significativas na recolha de lixo, devido ao congestionamento de camiões de mercadorias que se dirigem ao porto da cidade. 

A situação tem gerado preocupações entre os cidadãos, uma vez que a fila de veículos acumulados chega a ultrapassar os cinco quilómetros.

Este cenário representa um desafio para a mobilidade urbana, complicando ainda mais a logística de recolha de resíduos na cidade. O jornalista Luís Tima reporta que a situação, se não for solucionada rapidamente, poderá agravar os problemas ambientais e de saúde pública na Beira.

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