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Quinta-feira, Julho 9, 2026
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Terrorismo em Cabo Delgado força deslocação de 300 mil pessoas

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) revelou que o terrorismo islamista forçou, nos últimos meses, o deslocamento de cerca de 300 mil pessoas nas províncias do norte de Moçambique, Cabo Delgado e Nampula.

Desde 2017, ataques de extremismo violento têm abalado a região de Cabo Delgado, resultando na morte de pelo menos 6.200 indivíduos e na deslocação de mais de um milhão de pessoas. Contudo, a violência tem tendência a alastrar-se a outras áreas, especialmente em Nampula. Os recentes ataques no distrito de Memba evidenciam que os jihadistas estão a mover-se em direcção ao sul, para os distritos costeiros de Nampula.

Segundo o representante do ACNUR, Xavier Creach, que se dirigiu aos jornalistas em Genebra, a violência extrema levou quase 100 mil pessoas a abandonarem a região apenas nas últimas duas semanas, enquanto “nos últimos três meses, pelo menos 287 mil pessoas foram deslocadas.”

Creach manifestou a sua preocupação com o elevado número de deslocados, afirmando que “este número apenas corresponde às pessoas que foram registadas. Muitos mais casos individuais não foram contabilizados.”

A organização sublinha que os ataques a civis têm intensificado e o conflito está a expandir-se para regiões antes consideradas seguras, complicando o fornecimento de ajuda humanitária. “As necessidades são imensas e a resposta é, em grande parte, insuficiente. Os actores humanitários não conseguem sustentar a resposta sem apoio e recursos adicionais. Urge um suporte internacional”, declarou Creach.

Desde o início do conflito actual em 2017, mais de 1,3 milhões de pessoas em Moçambique foram deslocadas, segundo a agência.

Pesca ilegal causa prejuízo de até 70 milhões de dólares ao Estado

O Estado moçambicano enfrenta uma perda significativa, estimada entre 60 a 70 milhões de dólares anualmente, devido à pesca ilegal.

Esta informação foi revelada por Acácio Beleza, chefe do Departamento de Fiscalização Marítima, Lacustre e Fluvial no Instituto Nacional do Mar (INAMAR), durante uma palestra realizada na Redacção do Jornal “Notícias”.

O evento, que teve lugar no âmbito das comemorações dos 100 anos da criação do jornal, abordou a temática “Fiscalização Marítima: segurança, prevenção do ecossistema marítimo e gestão do espaço costeiro”. A palestra teve como objectivo sensibilizar a população sobre a importância da fiscalização das acvidades marítimas, destacando os impactos negativos da pesca ilegal na economia e no meio-ambiente.

Beleza aproveitou a ocasião para enfatizar a necessidade urgente de medidas efectivas que garantam a protecção dos recursos marítimos do país, sublinhando o papel crucial do INAMAR na preservação do ecossistema aquático.

Estes dados alarmantes chamam a atenção para um problema persistente que afecta a sustentabilidade dos recursos marinhos em Moçambique, bem como a segurança económica do país.

Acidente em Matola deixa 16 feridos após capotamento de transporte colectivo

Um acidente ocorrido na Estrada Nacional Número Quatro (N4), nas proximidades do Cemitério da Texlom, resultou em pelo menos 16 feridos, incluindo o motorista e o cobrador de um transporte semi-colectivo que efectuava a ligação entre Boane e Malhampsene.

De acordo com informações apuradas pelo “Notícias Online”, a colisão foi causada pela explosão do pneu traseiro do lado direito do veículo, o que levou o condutor a perder o controlo e a embater numa barreira de protecção.

As vítimas foram rapidamente transportadas para o Hospital Provincial da Matola, onde estão a receber os cuidados médicos necessários.

O acidente também provocou a dispersão de destroços na via, o que condicionou o trânsito durante alguns minutos até à remoção do veículo pelos serviços da concessionária responsável.

As autoridades locais continuam a investigar as circunstâncias do acidente, que causou preocupação entre os passageiros e transeuntes na área.

Vagas de emprego do dia 04 de Dezembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 04 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Account Manager Xai-Xai

A Vodafone pretende recrutar um (1) Account Manager Xai-Xai. Saiba mais.

2. Vaga para Servente de Escritório

A World Vision pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Servente de Escritório. Saiba mais.

3. Vaga para Gestor de Campo – Auditoria Interna

A GiveDirectly (GD) pretende recrutar um (1) Gestor de Campo – Auditoria Interna. Saiba mais.

4. Vaga para Técnico de Contabilidade

A (INALCA) Indústria Alimentar Carnes de Moçambique, Lda procura um (1) Técnico de Contabilidade. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Treasury Assistant

O Absa pretende recrutar um (1) Treasury Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Client Engagement Assistant

A United Nations Volunteers (UNV) pretende recrutar um (1) Client Engagement Assistant. Saiba mais.

3. Vaga para Driver

A UNICEF pretende recrutar um (1) Driver. Saiba mais.

4. Vaga para Coordenador de Mercadorias Locais (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.

5. Vaga para Import – Export Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Import – Export Specialist Intern. Saiba mais.

6. Vaga para Tax Accountant Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Tax Accountant Intern. Saiba mais.

7. Vaga para Security Officer

O Minor Hotels pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

8. Vaga para Senior Planner

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Planner. Saiba mais.

9. Vaga para Country Communications Officer

A DAI pretende recrutar um (1) Country Communications Officer. Saiba mais.

10. Vaga para Control Room Operator

A AB InBev pretende recrutar um (1) Control Room Operator. Saiba mais.

11. Vaga para Administrative Clerk

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative Clerk. Saiba mais.

12. Vaga para Quantity Surveyors Manager

A UNOPS pretende recrutar um (1) Quantity Surveyors Manager. Saiba mais.

13. Vagas para Oficiais de SMI/CANCUM

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de SMI/CANCUM. Saiba mais.

14. Vaga para Program Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Program Manager. Saiba mais.

15. Vaga para Cluster Supervisor Angonia

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor Angonia. Saiba mais.

16. Vaga para FullStack Developer

A Vodafone pretende recrutar um (1) FullStack Developer. Saiba mais.

17. Vaga para Specialist: QA Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: QA Engineer. Saiba mais.

18. Vaga para Director/a de Arte

A Playground pretende recrutar um/a (1) Director/a de Arte. Saiba mais.

19. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

20. Vaga para Country Security Manager

A DAV Professional Placement Group pretende recrutar um (1) Country Security Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Preservation Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Preservation Manager. Saiba mais.

22. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens. Saiba mais.

23. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

24. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

25. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

26. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

27. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

28. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

Militares detidos por porte ilegal de arma e assaltos à mão armada em Maputo

Dois elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique foram detidos na 12.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, sob a acusação de porte ilegal de arma de fogo e pertença a uma quadrilha dedicada a assaltos à mão armada em residências e estabelecimentos comerciais.

Os suspeitos foram interceptados no bairro da Maxaquene, onde se encontravam na posse de uma arma, acompanhada de três munições. Durante o interrogatório, ambos negaram as acusações que lhes foram apresentadas.

A situação levanta preocupações acerca da segurança pública e da actuação dos serviços de segurança no combate à criminalidade armada na capital moçambicana.

Governo defende maior inclusão de jovens e mulheres nos grandes projectos minerais

O Ministro do Planeamento e Desenvolvimento de Moçambique, Salim Valá, sublinhou a importância de integrar jovens e mulheres em grandes projectos minerais, de modo a evitar a exploração de recursos que não beneficie as comunidades locais.

Durante a apresentação dos contornos para a implementação do Plano Económico de Recuperação e Crescimento 2025-2029, realizada na cerimónia que assinalou o 30.º aniversário do Millennium Bim, o ministro afirmou que a exploração dos recursos naturais é uma das vias para alcançar a recuperação económica do país.

“Queremos transmitir a mensagem de que o gás natural não é um fim em si mesmo. É um mecanismo para financiar a diversificação económica, modernizar a agricultura, expandir a industrialização, fortalecer o capital humano, implementar infraestruturas modernas, capacitar pequenas empresas e criar empregos”, afirmou Valá.

O ministro destacou que os países que prosperaram com os recursos naturais são aqueles que transformaram receitas extraordinárias em investimentos estratégicos. “Este é o caminho que Moçambique pretende seguir. O país não pode continuar a ser rico em recursos, mas pobre em benefícios. Este é um erro histórico que alguns países cometeram, mas que o nosso não pode permitir-se”, explicou.

O governo encontra-se a implementar políticas de conteúdo local e mecanismos de financiamento produtivo, contando também com fundos territoriais e o fortalecimento do capital humano, bem como incentivos claros para que grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas moçambicanas nas suas cadeias de valor.

“Não queremos apenas extrair riqueza; desejamos transformá-la, multiplicá-la e distribuí-la, superando assim a doença holandesa e a maldição dos recursos”, concluiu o ministro.

Moçambique e EUA reforçam parceria com formação de 105 militares anti-terrorismo

Moçambique e os Estados Unidos da América (EUA) oficializaram a conclusão de um programa de treino anti-terrorismo, com a graduação de 105 soldados das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). 

O evento decorreu no Campo de Treinamento da Moamba, localizado na província de Maputo.

A cerimónia contou com a presença do General Jane Dos Santos, Chefe do Estado-Maior General das FADM, e do Tenente-Coronel Louis Cascino, Adido de Defesa dos EUA em Moçambique. Durante o evento, ambos os oficiais reconheceram o desempenho dos formados, enfatizando o compromisso contínuo no fortalecimento da cooperação bilateral em matéria de segurança.

O treino teve como premissa o aprimoramento da capacidade das FADM no combate a ameaças de extremismo violento. Os soldados receberam instruções em áreas como tácticas de pequenas unidades, planeamento operacional, atendimentos médicos em combate e protecção de civis.

De acordo com uma nota publicada, os graduados demonstraram melhorias significativas em prontidão, coordenação e execução de missões, capacidades cruciais para os esforços do país na promoção da estabilidade nas regiões afectadas, assim como nos objectivos nacionais relacionados à resiliência e à segurança comunitária.

Tanto Moçambique como os EUA reiteraram a importância do envolvimento contínuo e dos treinos conjuntos, que se traduzem na segurança colectiva e no fortalecimento das relações entre as duas nações.

Governo quer corrigir distorções fiscais e alargar imposto ao comércio electrónico

O governo moçambicano anunciou a intenção de alterar o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (CIVA), com o objectivo de expandir a tributação sobre as transacções electrónicas.

A informação foi divulgada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante uma conferência de imprensa após a 41ª sessão ordinária deste órgão, realizada na capital do país.

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que visa reformular o CIVA, documento que será submetido à Assembleia da República. Essa alteração tem como finalidade eliminar distorções existentes no actual sistema de imposto, promovendo a paridade entre a liquidação do imposto e o direito à sua dedução.

A proposta inclui a modernização e simplificação dos procedimentos relativos à submissão electrónica de facturas e documentos equivalentes. A revisão irá, ainda, promover uma reformulação criteriosa dos regimes de tributação, levando em consideração a reestruturação do sistema tributário em Moçambique.

Impissa destacou o rápido crescimento das carteiras móveis e a crescente utilização de plataformas electrónicas para comércio, sublinhando que as transacções digitais ocupam uma fatia significativa do comércio interno e internacional, especialmente na aquisição de bens e serviços. O governo tem vindo a notar a diminuição dos serviços bancários tradicionais, em favor das soluções móveis.

O porta-voz enfatizou que um elevado número de transacções em moeda electrónica permanece isento de tributação, uma realidade que não condiz com a contribuição fiscal esperada das diversas entidades que realizam estas operações.

Impissa também asseverou que para a implementação de tais medidas será necessária a criação de normas standard que orientem as unidades prestadoras de serviços, evitando a tributação sem a devida legitimação legal.

Exemplificou o elevado volume de negócios gerado por plataformas como M-pesa, E-Mola e m-Kesh, sublinhando que estes serviços digitais ainda não são devidamente tributados, apesar de muitos utilizadores lucrarem substancialmente através das carteiras móveis.

A proposta segue agora para o parlamento moçambicano, onde será avaliada e discutida pelos deputados.

INAE encerrra restaurante em Maputo por grave falta de higiene

A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) procedeu ao encerramento de um restaurante na cidade de Maputo devido a diversas irregularidades, sendo as más condições de higiene a principal razão, comprometendo a saúde dos consumidores.

Segundo a INAE, o estabelecimento em questão utilizava óleo impróprio para o consumo, que era mantido por longos períodos em estado degradado, o que compromete a qualidade dos alimentos servidos.

Adicionalmente, foram observadas situações preocupantes, como a presença de insectos nas instalações e a manipulação de alimentos sem o uso de luvas. Essas práticas violam normas básicas de higiene e aumentam o risco de contaminação alimentar.

Especialistas pedem transparência e valorização local na exploração de minerais críticos

A exploração de minerais críticos em Moçambique exige um compromisso com a transparência, a responsabilidade e a valorização local.

Esta foi a posição defendida durante a Conferência Nacional sobre Minerais Críticos, que contou com a presença de representantes do governo, assembleias provinciais, sector privado, academia e sociedade civil.

O evento visou discutir estratégias para transformar o potencial mineral do país em desenvolvimento socioeconómico, beneficiando directamente a população local. O coordenador de programas do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Osmana Cossing, sublinhou o papel estratégico de Moçambique na cadeia global destes minerais.

Cossing realçou a raridade da oportunidade que o país enfrenta, uma vez que a transição energética e digital está a aumentar a demanda global por minerais críticos, em que Moçambique é detentor de activos geológicos significativos, como grafite, lítio, tântalo, nióbio e titânio. No entanto, ele advertiu que a falta de um quadro legislativo específico pode comprometer a prospecção, exploração e comercialização eficaz destes recursos.

“É imperativo que o país desenvolva uma legislação robusta que assegure investimentos sustentáveis, a valorização local e benefícios sociais para todos os cidadãos”, declarou Cossing.

Adelson Rafael, coordenador de políticas e programas da Oxfam, reiterou a necessidade de uma exploração responsável dos recursos minerais, sublinhando que a exploração deve ser benéfica para toda a sociedade e não apenas para grupos específicos. Ele apela à criação de um quadro legal que maximize a valorização local, promova a transparência e fortaleça a participação comunitária.

Edson Mathes, presidente da Câmara de Minas de Moçambique, enfatizou a importância de práticas sustentáveis e seguras no sector. Mathes reafirmou que o objetivo deve ser garantir que os recursos beneficiem directamente os moçambicanos, especialmente as comunidades locais, em consonância com as reformas do Ministério de Recursos Minerais e Energias.

Os debates da conferência abordaram ainda a criação de emprego, a geração de receitas fiscais e a integração das comunidades nos benefícios provenientes dos projectos de mineração. Os participantes concluíram que um modelo responsável e transparente é crucial para converter o potencial mineral de Moçambique em desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia nacional.

A conferência destacou, portanto, o compromisso colectivo em promover uma mineração transparente e responsável, com a expectativa de que Moçambique se torne um parceiro confiável e competitivo no mercado global de minerais estratégicos, assegurando benefícios diretos às comunidades locais e contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico do país.

Presidência pressiona por alterações urgentes nas leis fiscais em Moçambique

O Presidente da República de Moçambique, na sequência do seu compromisso com a justiça e equidade fiscal, solicitou o agendamento urgente de várias propostas de alterações legislativas relevantes para o sistema fiscal do país.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a alteração dos artigos 21, 22 e 27 das Instruções Preliminares da Pauta Aduaneira. Adicionalmente, foi proposta a prorrogação da vigência do Imposto sobre Consumos Específicos, conforme estipulado na Tabela anexa ao Código pertinente. Também se prevê a alteração do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado e do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.

De acordo com um comunicado oficial emitido pela Presidência da República, a submissão destas alterações ao pacote fiscal representa uma concretização dos compromissos assumidos pelo Presidente no seu discurso inaugural, tendo em vista a expansão da base tributária, assim como o reforço da transparência e confiança no sistema fiscal moçambicano.

Justiça brasileira define sete anos de regime fechado para Jair Bolsonaro

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, encontra-se a cumprir uma pena de 27 anos e três meses de prisão, tendo sido determinado que deverá permanecer em regime fechado durante, pelo menos, sete anos e meio. Esta informação foi divulgada pela Justiça brasileira.

Um documento enviado pelo Tribunal de Execuções Penais de Brasília ao Supremo Tribunal Federal indicou que Bolsonaro poderá solicitar a transição para o regime de prisão semiaberta apenas a partir de 24 de Abril de 2033. Caso seja-lhe concedido este benefício, o ex-presidente, que terá então 78 anos, poderá sair da prisão durante o dia para trabalhar ou estudar, sendo obrigado a regressar para passar a noite no local de reclusão.

O tribunal estima ainda que Jair Bolsonaro poderá requerer a liberdade condicional, que permite a saída da prisão sob certas condições, a partir de 13 de Março de 2037, poucos dias antes de completar 82 anos.

Bolsonaro começou a cumprir oficialmente a sua pena no dia 4 de Agosto, após o tribunal superior ter ordenado a prisão domiciliária devido à violação de restrições impostas. A pena terminará em 2052.

O ex-presidente continua a acreditar que o Supremo Tribunal Federal irá acolher o recurso que apresentou na semana passada, no qual solicita a anulação de todo o processo que culminou na sua condenação por tentativa de golpe. Contudo, o recurso enfrenta dificuldades, uma vez que o tribunal superior já considerou o processo encerrado.

Actualmente, Bolsonaro cumpre pena numa cela especial na sede da Polícia Federal em Brasília, após ter sido considerado culpado de liderar uma conspiração que visou impedir a posse do actual Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o qual o derrotou nas eleições de Outubro de 2022.

Baixa mecanização compromete produção agrícola, alerta ministro

O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, alertou que o reduzido nível de mecanização no sector agrícola nacional continua a ser um factor determinante na diminuição do volume de produção alimentar em Moçambique.

Durante uma intervenção no programa “Cartas Na Mesa”, da Rádio Moçambique, o governante enfatizou que as dificuldades de acesso ao crédito, juntamente com a irregularidade das chuvas, constituem entraves significativos para os produtores locais.

Em resposta a esses desafios, o ministro sublinhou a intenção do seu ministério em investir na construção de novos sistemas de irrigação, visando reduzir a dependência das condições climáticas para a produção agrícola.

A questão da mecanização e da irrigação emergem, assim, como prioridades a serem abordadas para garantir um aumento sustentável da produção alimentar no país.

Vacina infantil contra a malária entra em circulação em Sofala

A província de Sofala deu início à administração da vacina contra a malária, como parte do esforço para reforçar as medidas de prevenção da doença.

A vacinação será, inicialmente, dirigida a crianças com seis meses de vida, sendo estimado que cerca de cento e vinte e cinco mil menores sejam imunizados mensalmente em toda a província.

Beatriz Patrício, supervisora provincial do Programa Alargado de Vacinação em Sofala, esclareceu que a introdução da vacina não substitui outras medidas preventivas já em vigor.

A implementação da vacina contra a malária irá avançar de forma gradual em todos os distritos, com equipas técnicas destacadas para apoiar as unidades sanitárias e monitorar todo o processo de vacinação.

Retirada de apoio ao projecto de gás em Moçambique gera incertezas

Os governos britânico e holandês anunciaram a retirada de um total de 2,2 mil milhões de dólares em apoio ao crédito de exportação para o projecto de Gás Natural Liquefeito (LNG) em Moçambique, localizado na província de Cabo Delgado. O operador deste projecto é a empresa francesa TotalEnergies.

O governo do Reino Unido revelou que retirou o seu apoio de 1,15 mil milhões de dólares ao projecto. Em 2020, havia prometido um empréstimo de 300 milhões de dólares, além de um seguro avaliado em cerca de 700 milhões de dólares, através do UK Export Finance.

No mesmo dia, o governo holandês comunicou que a TotalEnergies havia retirado um pedido de seguro de exportação no valor de 1,1 mil milhões de dólares.

Segundo a agência de notícias Reuters, a Atradius Dutch State Business havia autorizado um total de 1,3 mil milhões de dólares em seguros de exportação via duas apólices, sendo que a maior delas foi rescindida a pedido da empresa, conforme declarado pelo ministério das finanças holandês.

O UK Export Finance tinha inicialmente afirmado que o projecto beneficiaria os interesses britânicos. Contudo, o Secretário de Estado britânico, Peter Kyle, emitiu uma declaração afirmando: “Embora estas decisões não sejam fáceis, o governo acredita que o financiamento britânico deste projecto não avançará os interesses do nosso país”.

Kyle também comentou que, em preparação para reiniciar o projecto, o UKEF foi apresentado a uma proposta para alterar os termos de financiamento previamente acordados. Os seus oficiais avaliaram os riscos associados ao projecto, concluindo que estes aumentaram desde 2020. O governante adiantou que “os interesses dos contribuintes britânicos estão melhor servidos ao terminarmos a nossa participação neste projecto neste momento”.

Grupos ambientalistas criticaram o Mozambique LNG, embora as preocupações em torno dos direitos humanos tenham sido provavelmente determinantes. Relatos indicam que tropas moçambicanas, encarregadas de proteger o projecto, detiveram, torturaram e assassinaram civis. O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, negou estas alegações, que lançam uma sombra sobre o projecto.

O projecto Mozambique LNG tem estado paralisado há quatro anos e meio, desde que um grupo jihadista ligado à organização terrorista Estado Islâmico atacou a cidade de Palma em Março de 2021, obrigando a TotalEnergies a declarar um estado de força maior. Com o apoio do Ruanda, as forças armadas moçambicanas recuperaram o controlo de Palma e, em outubro, a Total levantou o estado de força maior, declarando que a área era agora segura para o trabalho.

A TotalEnergies deixou claro que a retirada do apoio britânico e holandês não deverá impedir a continuidade do projeto. O executivo-chefe Patrick Pouyanné afirmou em Fevereiro que estava “pronto para exercer todos os meus direitos contratuais”, aparentando ameaçar recorrer a ações legais contra empresas que retiraram o seu apoio inicial ao Mozambique LNG.

A TotalEnergies condicionou a retoma do projecto a um acordo com o governo moçambicano sobre os custos adicionais decorrentes da paragem de quatro anos e meio, além de uma proposta para a extensão do contracto por mais uma década.

Em Outubro deste ano, a TotalEnergies anunciou a suspensão do estado de força maior, mas alegou que o custo da interrupção totalizava 4,5 mil milhões de dólares. A empresa pretende que estes custos sejam acrescidos ao valor do investimento, o que implicaria a dedução das receitas futuras de gás produzidas na Bacia do Rovuma, afetando assim as receitas fiscais do Estado.

Quanto à extensão do contrato, o governo não viu razões para que uma interrupção de quatro anos e meio fosse compensada com uma prorrogação de dez anos. Na semana passada, o Governo aprovou uma Resolução determinando que o período para o Desenvolvimento e Produção do Projeto Mozambique LNG deve manter os 30 anos inicialmente previstos. Na prática, isso significa que a extensão do contrato entre o Governo e a TotalEnergies corresponderá apenas ao período exato em que o projeto esteve paralisado devido à declaração de força maior em Março de 2021.

Ainda não foi alcançado um acordo sobre os custos adicionais, visto que o Governo aprovou a realização de uma auditoria independente dos custos declarados pela TotalEnergies, cujos resultados deverão ser validados pelas autoridades.

Afreximbank anuncia financiamentos de até 4 bilhões de dólares para Moçambique

O Presidente do Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), George Elombi, revelou em Maputo, a intenção da instituição em financiar projectos em Moçambique, com um montante que pode variar entre 3 a 4 mil milhões de dólares. Este anúncio foi feito logo após uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo.

O encontro, segundo Elombi, foi frutífero e centrado em questões económicas, contando com uma discussão aprofundada sobre a estratégia do governo moçambicano, particularmente nos cinco pilares fundamentais: energia, turismo, minerais, refinarias e indústrias de processamento.

Durante as conversações, as partes exploraram diversas formas de apoiar a economia moçambicana. O resultado dessas discussões traduzir-se-á na elaboração de um programa de financiamento focado em projectos de geração de energia, linhas de transmissão, infra-estruturas turísticas e outras iniciativas que visam reforçar a parceria entre Moçambique e o Afreximbank.

O Presidente Daniel Chapo manifestou a disposição do seu governo para colaborar em todas as iniciativas necessárias que fortaleçam esta parceria. Adicionalmente, Elombi foi recebido pela Ministra das Finanças, Carla Louveira, numa audiência cujo objectivo era mobilizar financiamentos para projectos prioritários e expandir o apoio do Afreximbank aos sectores público e privado.

É importante referir que Moçambique se tornou membro do Afreximbank em 1993, como Accionista Fundador de Classe A, com uma subscrição de um milhão de dólares. A adesão oficial ao acordo que cria o Afreximbank, em Setembro de 2019, permitiu ao país aceder a linhas de financiamento expansivas, criando novas oportunidades para investimento e desenvolvimento económico.

A Ministra Louveira sublinhou o papel central do Afreximbank na promoção do comércio, destacando que o governo enviou um pedido de financiamento para um projecto de mecanização agrícola, que inclui a aquisição de quase 4 mil máquinas e equipamentos, além da construção de um Centro de Serviços e Montagem e três Centros Regionais para manutenção e capacitação de agricultores.

O encontro de hoje reforçou o compromisso de intensificar a cooperação financeira e assegurar um apoio robusto aos projectos que promovem a produtividade e o crescimento sustentável do país.

Casal de pastores recebe mais de 230 anos de prisão por abusos em ritual religioso

Um casal de pastores foi condenado a mais de 230 anos de prisão devido a crimes sexuais cometidos contra fiéis da sua própria congregação. As sentenças foram proferidas pela 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).

Vanderlei Antônio de Oliveira recebeu uma pena de 136 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A sua esposa, Maria de Lurdes dos Santos Oliveira, foi sentenciada a 95 anos de reclusão por permitir, ocultar e facilitar os abusos perpetrados pelo marido.

Segundo a denúncia, os crimes ocorreram durante encontros que eram apresentados como experiências espirituais, onde o casal afirmava estar incorporado por “anjos encarnados”. As vítimas eram membros da igreja Assembleia de Deus Ministério Bola de Fogo, uma instituição fundada pelos próprios réus.

Esquema de subornos e manipulação fiscal sob investigação em Moçambique

O Ministério Público de Moçambique deu início a uma operação de busca, captura e apreensão que envolve funcionários da Autoridade Tributária, da Direcção Nacional do Tesouro e de diversas instituições privadas.

A acção é coordenada pela Procuradoria-Geral da República, em colaboração com o Gabinete Central de Combate à Corrupção e ao Crime Transnacional.

As investigações centram-se em casos de corrupção e sonegação de impostos. Para além das tradicionais operações de busca, algumas fontes indicam que parte dos funcionários visados se encontra retida nas respectivas instituições, enquanto os investigadores se dedicam à recolha de documentação e análise de registos financeiros.

Informações obtidas pelo “Notícias Online” revelam que o esquema investigado inclui manipulação de valores fiscais, facilitação ilícita de processos, e o recebimento de subornos para a redução de impostos que deveriam ser pagos ao Estado.

A operação vislumbra a resolução de questões que têm suscitado preocupações sobre a integridade fiscal e a boa gestão dos recursos públicos em Moçambique.

Edil da Maxixe quer medidas rigorosas contra empreiteiros que abandonam obras públicas

O edil da Maxixe, na província de Inhambane, manifestou a sua indignação em relação aos empreiteiros que abandonam obras públicas ou entregam trabalhos de má qualidade, considerando que essas práticas lesam o Estado e prejudicam directamente a população. 

Issufo Francisco defende que empresas com um histórico negativo não deveriam ser elegíveis para novos contractos públicos, enfatizando a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger o erário público e responsabilizar aqueles que transformam investimentos públicos em obras inacabadas.

Este episódio reflete a crescente frustração do edil em relação ao comportamento de certos empreiteiros, que, segundo a administração municipal, actuam de forma desonesta. Recentemente, dois empresários foram acusados de abandonar obras públicas após terem recebido fundos do Estado.

Além disso, um terceiro empreiteiro, que está actualmente em actividade na cidade, iniciou uma obra em Dezembro do ano passado com um prazo de conclusão de seis meses. No entanto, passados vários meses além do limite estipulado, os trabalhos ainda estão longe de ser finalizados.

Issufo Francisco fez estas denúncias durante a inauguração de uma estrada recentemente construída, onde apelou à população para colaborar na fiscalização dos veículos que circulam na via, a fim de evitar a rápida degradação da infra-estrutura. A estrada, dotada de sistemas de drenagem, foi erguida com recursos do município e representa um investimento de aproximadamente 20 milhões de meticais.

Vagas de emprego do dia 03 de Dezembro de 2025

Foram publicadas hoje, dia 03 de Dezembro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

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Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Treasury Assistant

O Absa pretende recrutar um (1) Treasury Assistant. Saiba mais.

2. Vaga para Client Engagement Assistant

A United Nations Volunteers (UNV) pretende recrutar um (1) Client Engagement Assistant. Saiba mais.

3. Vaga para Driver

A UNICEF pretende recrutar um (1) Driver. Saiba mais.

4. Vaga para Coordenador de Mercadorias Locais (Matola)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Import – Export Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Import – Export Specialist Intern. Saiba mais.

2. Vaga para Tax Accountant Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Tax Accountant Intern. Saiba mais.

3. Vaga para Security Officer

O Minor Hotels pretende recrutar um (1) Security Officer. Saiba mais.

4. Vaga para Senior Planner

A McDermott International pretende recrutar um (1) Senior Planner. Saiba mais.

5. Vaga para Country Communications Officer

A DAI pretende recrutar um (1) Country Communications Officer. Saiba mais.

6. Vaga para Control Room Operator

A AB InBev pretende recrutar um (1) Control Room Operator. Saiba mais.

7. Vaga para Administrative Clerk

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Administrative Clerk. Saiba mais.

8. Vaga para Quantity Surveyors Manager

A UNOPS pretende recrutar um (1) Quantity Surveyors Manager. Saiba mais.

9. Vagas para Oficiais de SMI/CANCUM

A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de SMI/CANCUM. Saiba mais.

10. Vaga para Program Manager

A Action Contre La Faim pretende recrutar um (1) Program Manager. Saiba mais.

11. Vaga para Cluster Supervisor Angonia

A Vodafone pretende recrutar um (1) Cluster Supervisor Angonia. Saiba mais.

12. Vaga para FullStack Developer

A Vodafone pretende recrutar um (1) FullStack Developer. Saiba mais.

13. Vaga para Specialist: QA Engineer

A Vodafone pretende recrutar um (1) Specialist: QA Engineer. Saiba mais.

14. Vaga para Assistente de Serviço ao Cliente

O Absa pretende recrutar um (1) Assistente de Serviço ao Cliente. Saiba mais.

15. Vaga para Director/a de Arte

A Playground pretende recrutar um/a (1) Director/a de Arte. Saiba mais.

16. Vaga para Fleet & Logistics Associate

A UNOPS pretende recrutar um (1) Fleet & Logistics Associate. Saiba mais.

17. Vaga para Motorista (Mueda)

A Action Contre La Faim (ACF) pretende recrutar um/a (1) Motorista. Saiba mais.

18. Vaga para Motorista (Macomia)

A Action Contre La Faim (ACF) pretende recrutar um/a (1) Motorista. Saiba mais.

19. Vaga para Health Systems Strengthening Experts

A Management Sciences for Health (MSH) pretende recrutar um (1) Health Systems Strengthening Experts. Saiba mais.

20. Vaga para Country Security Manager

A DAV Professional Placement Group pretende recrutar um (1) Country Security Manager. Saiba mais.

21. Vaga para Preservation Manager

A Saipem pretende recrutar um (1) Preservation Manager. Saiba mais.

22. Vaga para Reporting Coordinator

A TotalEnergies pretende recrutar um (1) Reporting Coordinator. Saiba mais.

23. Vaga para Consultor(a) de Viagens

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens. Saiba mais.

24. Vaga para Pasteleiro

Empresa pretende recrutar um (1) Pasteleiro. Saiba mais.

25. Vaga para Padeiro

Empresa pretende recrutar um (1) Padeiro. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor de Compras (Interno)

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Compras (Interno). Saiba mais.

27. Vaga para Executivo B2B

Empresa pretende recrutar um (1) Executivo B2B. Saiba mais.

28. Vaga para Técnico de Cobranças

Empresa pretende recrutar um (1) Técnico de Cobranças. Saiba mais.

29. Vaga para Gestor de Logística

Empresa pretende recrutar um (1) Gestor de Logística. Saiba mais.

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