O governo moçambicano anunciou a mobilização de fundos adicionais destinados à conclusão da reabilitação da estrada Quelimane/Namacurra, situada na província da Zambézia.
A informação foi divulgada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, após a sua visita de trabalho de três dias à referida província.
Neste momento, resta reabilitar aproximadamente seis quilómetros do percurso, que se estende da zona da Sagrada Família até Padero, na cidade de Quelimane. O Ministro não especificou o montante necessário para a finalização deste importante troço de estrada.
A multinacional Krypton Chemicals, presente em 75 países, fará a sua estreia no mercado moçambicano durante a 10.ª Cimeira de Gás e Energia, que decorre na capital do país.
A empresa apresentará a poliureia, um produto inovador que promete significativas melhorias na segurança e durabilidade das infraestruturas industriais e marítimas, além de uma redução nos custos operacionais.
A oficialização da marca em Moçambique está agendada para 2026. Os representantes da Krypton Chemicals destacam que a poliureia, já amplamente utilizada em mercados desenvolvidos, é uma solução inédita no país, adequada para mitigar um dos maiores desafios da indústria: a corrosão de infraestruturas e equipamentos.
Em entrevista à AIM, um porta-voz da empresa salientou que, ao contrário das pinturas convencionais utilizadas em plataformas marítimas — que apresentam uma durabilidade máxima de dois anos, mesmo com certificação C5 — a poliureia cria uma camada protectora capaz de assegurar até 20 anos de vida útil, resistente ao sal, à radiação solar e à pressão da água.
Este produto possui várias aplicações, incluindo condutas de gás e petróleo, fundações de betão, silos de fertilizantes e maquinaria pesada. A sua relevância no sector do gás e petróleo é particularmente assinalável, pois permite a protecção das tubagens internas, prevenindo fugas e prolongando a longevidade dos sistemas.
A Krypton Chemicals assegura que a introdução da poliureia terá um impacto positivo na economia moçambicana, com a expectativa de criação de empregos e diminuição dos custos de manutenção para as empresas locais. Já se encontram a caminho de Moçambique os primeiros lotes do produto, provenientes da fábrica situada em Espanha, e a empresa planeia realizar demonstrações práticas ainda este ano.
Embora a situação de segurança tenha levado muitos investidores a recuar, a Krypton Chemicals mantém-se confiante no potencial económico de Moçambique, não só nos megaprojetos de gás em Cabo Delgado, mas também em sectores como a construção civil, portos e logística.
Além disso, a empresa sublinha a sua vasta experiência em mercados desafiantes, como o offshore europeu, onde a poliureia demonstrou ser capaz de reduzir custos de manutenção em até 50%. A expectativa é que este sucesso seja igualmente alcançado em Moçambique.
O representante da Krypton Chemicals reafirmou o objectivo de converter contactos em negócios a partir de 2026, destacando a crença de que este produto é o adequado para o contexto moçambicano.
Com uma proposta que se destaca pela durabilidade, economia e segurança, a Krypton Chemicals posiciona-se como um novo actor fundamental no desenvolvimento industrial e energético de Moçambique.
O novo presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, defendeu, durante um discurso na Assembleia Geral da ONU, a necessidade de reconstruir a confiança com a Coreia do Norte e de pôr fim ao “ciclo vicioso de tensões militares”.
O chefe de Estado sul-coreano lembrou que este ano marca o 80.º aniversário da fundação das Nações Unidas, bem como da divisão da Península Coreana.
Lee Jae-myung anunciou que a Coreia do Sul iniciará uma “nova jornada rumo à coexistência pacífica e ao crescimento partilhado” na região. Para isso, salientou que o primeiro passo deve ser a reconstrução da confiança intercoreana, com foco no respeito mútuo.
O presidente reafirmou o seu respeito pelo regime norte-coreano e a sua determinação em não buscar qualquer forma de unificação através da absorção. “Pretendemos pôr fim ao ciclo vicioso de tensões militares intercoreanas desnecessárias e actos hostis”, afirmou, mencionando medidas de apaziguamento já implementadas, como a suspensão das transmissões de propaganda radiofónica dirigidas ao Norte.
Lee Jae-myung enfatizou que é fundamental expandir gradualmente os intercâmbios e a cooperação entre as duas Coreias para abrir caminho para uma paz duradoura. O presidente apelou também à comunidade internacional para apoiar esses esforços.
As relações entre Pyongyang e Seul encontram-se num dos seus piores momentos em vários anos, após uma série de lançamentos de mísseis balísticos por parte do Norte, que violaram as sanções da ONU no ano passado. Lee Jae-myung apresentou, em Agosto, um plano de três fases para a desnuclearização da Coreia do Norte, que inclui o congelamento do programa nuclear e de mísseis de Pyongyang, seguido pela redução e, finalmente, a desnuclearização.
Recentemente, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano, criticou Lee, acusando-o de promover um “sonho absurdo” de reconciliação intercoreana, enfatizando que Pyongyang não tem qualquer intenção de melhorar os laços com Seul.
Um grupo de mais de 30 jovens motociclistas, que se dedicam ao transporte de passageiros na cidade de Inhambane, está a participar numa formação focada na segurança rodoviária, regras de trânsito e boas práticas na condução de motorizadas.
Esta iniciativa surge num contexto em que o transporte motorizado tem sido associado a um aumento significativo de acidentes, com alguns a resultarem em tragédias.
O programa de capacitação foi lançado esta semana pelo município de Inhambane, em parceria com a Polícia de Trânsito e outras instituições ligadas à mobilidade urbana. O principal propósito é reduzir a sinistralidade rodoviária e organizar uma actividade que, embora crescente, enfrenta desafios significativos em relação à informalidade.
Dados oficiais indicam que cerca de 62 mototaxistas exercem a sua actividade de maneira ilegal, muitos sem licenciamento e sem formação sobre as normas básicas do trânsito. Os organizadores abriram a oportunidade de formação a todos, contudo, quase metade dos mototaxistas não compareceu, evidenciando a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de campanhas de sensibilização.
O vereador dos Transportes em Inhambane, Novais Abubacar, sublinhou que a formação vai além da mera teoria, abordando também a responsabilidade social que cada mototaxista tem ao transportar passageiros. “É nosso intuito corrigir erros que, por descuido, resultam em tragédias. Muitos destes jovens iniciaram esta actividade sem qualquer preparação. Cada passageiro que transportam é uma vida, e um pequeno descuido pode transformar uma viagem curta numa grande catástrofe. Esta formação visa mudar mentalidades e fornecer as ferramentas necessárias para poderem trabalhar de forma mais segura”, declarou.
A preocupação das autoridades é justificada, uma vez que, nas últimas semanas, Inhambane registou pelo menos três mortes decorrentes de acidentes envolvendo mototaxistas. Em resposta a esta situação, a Polícia apreendeu mais de 40 motorizadas que circulavam ilegalmente, sem matrícula, seguro e conduzidas por jovens sem habilitação para exercer a actividade.
Os acidentes não apenas causam perdas de vidas, mas também aumentam a pressão sobre os já sobrecarregados serviços de saúde locais. Muitos dos feridos enfrentam incapacidades permanentes, afectando não só a sua subsistência, mas também a das famílias que deles dependem.
No contexto actual, o transporte de passageiros por motorizada tem-se consolidado como uma alternativa de mobilidade, especialmente em áreas urbanas onde o transporte público é escasso. Para muitos jovens, esta atividade representa a única forma de rendimento em um cenário de elevado desemprego. Contudo, esta oportunidade económica também trouxe desafios que precisam ser abordados com urgência.
A Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM) e a ExxonMobil Moçambique, Limitada (EMML), responsável pela operação na Área 4 da Bacia do Rovuma, oficializaram um Memorando de Entendimento que visa o financiamento da II Fase de um projecto de electrificação.
Esta iniciativa será implementada no posto administrativo de Quionga, situado na província de Cabo Delgado.
A primeira fase do projecto, que teve um investimento total de 500 mil dólares norte-americanos, possibilitou que 500 famílias se conectassem à rede eléctrica nacional, beneficiando especialmente as comunidades dos bairros Quilani, Incularino, Mwa e Quelimane, na sede de Palma, conforme indicado num comunicado acessível à Agência de Informação de Moçambique (AIM).
Durante a primeira etapa, foram realizadas várias obras significativas, incluindo a construção de oito quilómetros de rede de média tensão, a instalação de três transformadores de 160 kVA, um transformador de 100 kVA, 12 quilómetros de rede de baixa tensão e a colocação de 96 candeeiros de iluminação pública.
Agora, na II Fase do projecto, a electrificação será estendida ao Posto Administrativo de Quionga, com a construção de 25 quilómetros de linha de média tensão a 33 kV. Esta fase contempla também a instalação de quatro transformadores de 100 kVA, 6 quilómetros de rede de baixa tensão, a colocação de 60 candeeiros de iluminação pública e a ligação de 600 famílias à rede nacional. O investimento total para esta fase é estimado em 1,17 milhões de dólares, com 876 mil dólares a serem financiados pela EMML e 292 mil dólares pela EDM.
Na cerimónia de assinatura do memorando, o director-geral da EMML, Arne Gibbs, enfatizou a importância do acesso à energia como motor de progresso em diversos sectores, destacando que esta iniciativa contribuirá para a recuperação do Distrito de Palma e reforçará a resiliência das comunidades locais.
O administrador executivo da EDM, Eng.º António Munguambe, sublinhou a relevância desta parceria para a concretização da meta nacional de Acesso Universal à Energia Eléctrica até 2030, destacando o impacto positivo esperado na qualidade de vida das populações de Quionga, ao permitir melhorias nos serviços sociais básicos, como abastecimento de água, saneamento, saúde, educação, comunicações e dinamização da actividade económica local.
Com as recentes iniciativas, a taxa de acesso à energia eléctrica em Moçambique aumentou de 32,7% em 2020 para 63,7% nos dias de hoje.
A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (MRV), uma joint venture composta pela EMML, Eni e China National Petroleum Corporation (CNPC). A EMML lidera o Projecto Rovuma LNG em representação da MRV, enquanto a Eni é responsável pelos Projectos Coral Sul e Coral Norte.
Ryan Routh, de 59 anos, foi considerado culpado de todas as acusações relacionadas com a tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump, ocorrida em 2024, no campo de golfe onde o mesmo jogava na Florida.
O júri decidiu por unanimidade, e o crime pelo qual Routh é acusado é passível de pena de prisão perpétua.
A leitura do veredicto ocorreu num tribunal federal na Florida, onde, após a decisão, Routh tentou esfaquear-se utilizando uma caneta. A intervenção rápida dos guardas de segurança impediu que o ato se consumasse, conforme relatado por meios de comunicação como a Fox News e a NBC.
A sentença de Ryan Routh foi agendada para o dia 18 de Dezembro, onde será definido o tempo de pena que poderá cumprir em função das acusações que pesam sobre ele. A tentativa de assassinato aconteceu apenas dois meses antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos.
O partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), fundado por Venâncio Mondlane, anunciou a realização do seu primeiro congresso, agendado para os dias 20, 21 e 22 de Junho de 2026, na cidade de Nampula, no norte do país. A informação foi divulgada pelo porta-voz da formação política, Dinis Tivane.
Durante o primeiro Conselho Nacional da ANAMOLA, que decorreu nos últimos três dias na província de Sofala, estiveram presentes mais de 300 participantes, incluindo representantes nacionais e estrangeiros.
No encerramento do Conselho Nacional, Dinis Tivane revelou que foram aprovados 10 instrumentos jurídicos que irão regular o funcionamento do partido. Entre os documentos destacados, encontram-se o regimento que rege as sessões da formação política e um regulamento disciplinar, que define as infracções e respectivas sanções que poderão ser aplicadas dentro da organização.
Adicionalmente, foi aprovado um regulamento que estabelece as normas para as eleições das lideranças dentro da ANAMOLA. “Temos um pacote de legislação que compreende 10 instrumentos jurídicos, portanto, é a maior festa que podemos dizer de instrumentos jurídicos e justifica que este é o partido que se implantou para actuar no Estado moçambicano como um verdadeiro partido que entende que o Estado moçambicano é um Estado de direito democrático”, afirmou Dinis Tivane.
O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Estevão Pale, revelou que foram concedidas 1.858 licenças mineiras no primeiro semestre deste ano.
A declaração foi feita durante uma reunião do Conselho Coordenador do seu Ministério, realizada na capital.
Segundo o ministro, o país conseguiu recuperar 301,3 milhões de meticais (aproximadamente 4,7 milhões de dólares americanos à taxa de câmbio actual) proveniente da recuperação de dívidas fiscais no sector mineiro.
“O sector mineiro avançou significativamente ao emitir 1.858 licenças, abrangendo 69 por cento das candidaturas pendentes de 2024, reduzindo, assim, o backlog no sistema de licenciamento e restabelecendo a confiança no processo”, afirmou Pale.
O ministro anunciou ainda que, em colaboração com a Autoridade Tributária do país, foram identificados 223,4 milhões de meticais em títulos executivos, que serão revertidos para o Estado com o intuito de apoiar a reabilitação e encerramento de minas abandonadas.
Pale abordou também as acções que estão a ser delineadas pelo governo para combater a poluição ambiental resultante da actividade mineira, especialmente após a contaminação de rios na província central de Manica.
As autoridades decidiram suspender temporariamente a mineração na sequência de denúncias feitas pela população local, que se tem queixado da poluição ambiental, em particular da contaminação das águas provocada pela mineração artesanal. Essa poluição tem afectado fontes importantes de água potável, como o rio Revue e o reservatório de Chicamba, resultando em sérios problemas de saúde pública.
O ministro enfatizou que estão a ser implementadas medidas preventivas para evitar ocorrências semelhantes no futuro, embora as autoridades ainda não tenham quantificado os danos causados pela poluição dos rios.
“O que estamos a fazer é introduzir medidas correctivas com todos os sectores envolvidos”, destacou Pale. “As questões ambientais não são apenas responsabilidade do Ministério dos Recursos Minerais. Precisamos de acções que possam influenciar a mudança de comportamento”.
Pale sublinhou a importância do trabalho em conjunto entre as empresas mineiras e as comunidades locais, considerado crucial para evitar novos episódios de poluição ambiental. Ele também revelou que as empresas responsáveis pela poluição foram identificadas, e “medidas foram tomadas para corrigir estas anomalias. Este processo está em curso por todo o país”.
Contudo, o ministro não divulgou os nomes das empresas implicadas em crimes ambientais.
O Presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, anunciou na Assembleia-Geral da ONU que o seu país está preparado para enviar até 20 mil soldados para uma potencial força internacional em Gaza.
Esta proposta surge na sequência da “Declaração de Nova Iorque”, que defende a criação de uma “missão internacional temporária de estabilização”.
Durante a sua intervenção na 80.ª sessão da Assembleia-Geral, Subianto afirmou que “não devemos permanecer em silêncio enquanto os palestinianos forem privados de justiça e legitimidade”. O líder indonésio recordou que mais de 150 países já reconheceram bilateralmente o Estado da Palestina, que actualmente possui apenas o estatuto de observador nas Nações Unidas.
Prabowo Subianto sublinhou ainda a importância de apoiar todos os povos, tanto os fortes como os fracos, e destacou o papel significativo da Indonésia nas operações de paz. “Somos hoje um dos maiores contribuintes para as forças de manutenção da paz da ONU. Acreditamos na ONU e continuaremos a servir onde quer que a paz necessite de guardiões, não apenas com palavras, mas com tropas em terra”, afirmou.
O Presidente indonésio garantiu que, caso o Conselho de Segurança e a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovem o envio da missão internacional, Jacarta está disposta a mobilizar “20 mil ou mais dos seus filhos e filhas para manter a paz em Gaza”.
Subianto também estendeu a oferta a outros cenários de conflito, declarando que a Indonésia está pronta para servir em áreas como a Ucrânia, o Sudão e a Líbia. Esta proposta é uma resposta à necessidade de garantir “garantias de segurança à Palestina e a Israel”, preparando o caminho para um cessar-fogo duradouro e negociações políticas mais abrangentes no Médio Oriente.
Yoweri Museveni, que se encontra no poder há quase 40 anos, foi oficialmente confirmado como candidato nas eleições presidenciais agendadas para Janeiro de 2024.
O anúncio foi feito durante um evento nos arredores de Kampala, a capital do Uganda, tendo sido apoiado por mais de dois milhões de assinaturas de apoiantes, conforme divulgado pelo seu partido, o Movimento Nacional de Resistência.
Os responsáveis eleitorais declararam formalmente Museveni como candidato, num momento que reflete o controlo do seu partido sobre a Assembleia Nacional, a qual é amplamente vista como débil e subserviente à presidência. Em 2017, o Parlamento do Uganda aprovou a remoção do limite de idade constitucional para a presidência, permitindo a Museveni, actualmente com 81 anos, a possibilidade de se recandidatar indefinidamente.
Após a sua nomeação oficial, Museveni dirigiu-se aos seus apoiantes, afirmando que o seu objectivo é “convencer o povo do Uganda sobre o que foi alcançado no passado” e expor as suas intenções para o futuro. O presidente destacou a atracção de investidores estrangeiros como uma prioridade crucial para o desenvolvimento do país da África Oriental.
Yoweri Museveni subiu ao poder em 1986 através de uma luta armada e permaneceu sem ser eleito até 1996, quando venceu as suas primeiras eleições. A sua candidatura à reeleição marca mais um capítulo na longa trajectória política de um dos líderes mais duradouros do continente africano.
A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique anunciou que, a partir de 2026, irá fornecer sementes agrícolas a 2.700 famílias afectadas pelos ciclones Gombe, em 2022, e Jude, em 2025, na província de Nampula, situada na zona norte do país.
Os beneficiários receberão sementes de gergelim, milho e feijão, bem como formações técnicas conduzidas por agricultores locais. Esta iniciativa visa assegurar a sustentabilidade das produções agrícolas e minimizar a dependência de assistências externas.
Dino Foi, presidente da Tzu Chi Moçambique, destacou a importância desta ação, afirmando: “Quando os ciclones atingiram esta província, a fundação mobilizou apoios imediatos, sobretudo em alimentos e utensílios básicos. Agora, dando continuidade à assistência, a nossa ambição é garantir que estas famílias disponham de meios de subsistência, evitando o problema da dependência.”
Nos últimos três anos, a fundação apoiou mais de 14 mil famílias em Nampula, mobilizando alimentos, capacitações e outros bens essenciais. A resposta inicial teve lugar em 2022, após a passagem do ciclone Gombe, que causou 63 mortes e destruiu 95.500 casas, além de danificar 69 unidades hospitalares, 129 estradas e 2.748 postes de energia. Nessa oportunidade, a Tzu Chi assistiu 7.272 famílias com alimentos, produtos de higiene e bens básicos.
Outra catástrofe ocorreu em Março de 2025, quando o ciclone Jude exacerbou os danos na região, afectando mais de 380 mil pessoas e provocando 43 mortes, 41 das quais em Nampula. Em resposta, a fundação proporcionou novos apoios a 7.013 famílias, oferecendo kits de higiene e alimentos, especialmente na Ilha de Moçambique, uma das áreas mais devastadas.
Estabelecida em Moçambique em 2012, a Tzu Chi conta actualmente com mais de 10 mil voluntários no país, tendo aumentado a sua actividade após o ciclone Idai, em 2019. Na província de Sofala, a fundação investe 108 milhões de dólares na construção de 3.000 casas e 23 escolas. Até agora, foram entregues 1.611 habitações e dez escolas, incluindo a maior escola primária do país, na Beira, avaliada em 3,9 milhões de dólares, e a Escola Secundária de Mafambisse, a maior do país, orçada em 13 milhões de dólares.
Dino Foi enfatizou: “Queremos que as comunidades tenham não só casas e escolas, mas também meios de vida sustentáveis.” Com este novo programa em Nampula, a Tzu Chi reforça a sua posição como um dos principais parceiros sociais no apoio às populações vulneráveis de Moçambique.
Nos últimos dias, pelo menos 325 famílias, totalizando 879 pessoas, refugiaram-se em Mueda após um novo ataque perpetrado por alegados terroristas na vila de Mocímboa da Praia, localizada na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. A informação foi divulgada pelo administrador do distrito, Atanásio Amba.
Atanásio Amba revelou que a entrada dos deslocados tem sido acompanhada de algumas dificuldades no processo de registo. “Temos tido algum constrangimento no registo [de deslocados]; portanto, eles entram, mas não se deslocam para o centro de reassentamento”, explicou.
O cenário de violência na região agrava-se, tendo sido reportados quatro homicídios na noite de domingo, atribuídos a supostos terroristas nos arredores de Mocímboa da Praia. Uma pessoa foi raptada no mesmo local onde, duas semanas antes, cinco indivíduos foram assassinados, de acordo com fontes locais citadas pela Lusa.
O administrador de Mueda alertou para as dificuldades que a região enfrenta em fornecer o essencial às populações deslocadas. “Temos enfrentado problemas de água e de saneamento. Por exemplo, tem havido necessidade de termos lajes para a construção de latrinas melhoradas”, acrescentou.
Por sua vez, Sérgio Cipriano, administrador de Mocímboa da Praia, expressou a preocupação local com o aumento da insegurança no distrito, especialmente após o recente ataque que causou quatro mortes. “A nossa maior preocupação é mesmo com o aumento da insegurança. Neste momento, a vida está a fluir, mas não com muito sorriso. Há alguma preocupação, alguma angústia, sobretudo entre os funcionários, mas estamos a trabalhar”, disse.
Dados oficiais indicam que, no final de Julho, ataques de grupos terroristas no sul da província já tinham gerado mais de 57 mil deslocados no distrito de Chiúre. Desde Julho, Cabo Delgado tem registado um recrudescimento de ataques, afectando distritos como Chiúre, Muidumbe, Quissanga, Ancuabe, Meluco e, mais recentemente, Mocímboa da Praia.
Um estudo do Centro de Estudos Estratégicos de África (ACSS) revelou que, em 2024, pelo menos 349 pessoas perderam a vida em ataques no norte de Moçambique, sendo a maioria desses incidentes reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, o que representa um aumento de 36% em relação ao ano anterior.
Pelo menos 14 pessoas perderam a vida no leste de Taiwan devido ao transbordamento de um lago natural, que inundou uma cidade em consequência das intensas chuvas provocadas pelo supertufão Ragasa.
A informação foi confirmada pelo Centro de Resposta a Desastres de Hualien, que reportou as mortes .
O governo local inicialmente havia informado sobre duas mortes e três desaparecidos, mas a situação agravou-se com o avanço das equipas de busca e resgate. A maioria das vítimas era composta por idosos que residiam no rés-do-chão dos edifícios da cidade de Guangfu, a mais afectada pelas inundações.
As autoridades relataram que o transbordamento do lago ocorreu entre as 14h50 e as 16h30 (06h50 e 08h30 TMG) de terça-feira, quando a barragem natural do afluente do riacho Matai’an cedeu, libertando um grande fluxo de água, lama e detritos. A enchente resultou na destruição de uma ponte sobre o riacho e submergiu rapidamente o centro urbano de Guangfu, onde várias ruas ficaram cobertas até ao nível dos telhados em algumas áreas.
Imagens veiculadas pela comunicação social local mostram moradores em busca de refúgio nos telhados, enquanto veículos aguardam auxílio em meio à inundação que afectou vastas áreas do município.
Horas antes do desastre, o Comando Central de Operações de Emergência (CEOC) havia emitido um alerta durante uma reunião, avisando sobre o risco de transbordamento do lago natural localizado na localidade vizinha de Wanrong. Como resultado, foram tomadas medidas de evacuação e reforço da vigilância.
O condado de Hualien figura entre os mais afectados pelas chuvas associadas ao supertufão Ragasa, que mantém em alerta grande parte do sudeste da China e de Taiwan. A Administração Meteorológica Central (CWA) da ilha emitiu alertas para “chuvas extremamente torrenciais”, o nível máximo de alerta, para hoje em Hualien e no distrito vizinho de Taitung.
A cidade de Mocimboa da Praia, localizada na província de Cabo Delgado, foi alvo de um ataque de terroristas islâmicos pela segunda vez este mês, conforme relata a edição do jornal independente “Mediafax”.
Os atentados ocorreram nas primeiras horas da manhã de segunda-feira, quando os jihadistas invadiram o bairro Filipe Nyusi, numa ação que se revelou brutal. A gangue moveu-se de casa em casa à procura de indivíduos específicos, resultando na morte de cinco pessoas, das quais quatro foram decapitadas. Além disso, três pessoas foram sequestradas durante o ataque.
Uma das vítimas sequestradas foi libertada mais tarde na manhã de segunda-feira, aparentemente após o pagamento de um resgate pela sua família. Este ataque acontece 15 dias após uma incursão anterior no mesmo bairro, totalizando nove mortos, sete dos quais decapitados.
O administrador do distrito de Mocimboa da Praia, Sergio Cipriano, confirmou o número de mortos. Em entrevista à Rádio Moçambique, ele informou que o homem sequestrado era funcionário de uma ONG, mas não confirmou se foi realmente pago algum resgate.
Mocimboa da Praia foi o local do primeiro ataque jihadista em Cabo Delgado, ocorrido em Outubro de 2017. Desde então, a cidade tem sido alvo de múltiplos ataques, tendo sido ocupada durante cerca de um ano em 2020. As forças moçambicanas e ruandesas conseguiram expulsar os terroristas em Agosto de 2021 e estabeleceram um perímetro de segurança. Contudo, os jihadistas conseguiram novamente ultrapassar essa segurança por duas vezes em apenas duas semanas.
Simultaneamente, o Gabinete de Inteligência Financeira de Moçambique (Gifim) anunciou que, entre 2017 e 2024, foram apreendidos 458,6 milhões de meticais (aproximadamente 7,1 milhões de dólares norte-americanos) nos distritos do norte de Cabo Delgado. Um relatório de Análise Estratégica, publicado na edição de terça-feira do jornal “Carta de Moçambique”, indica que este montante era destinado ao financiamento do terrorismo.
O relatório do Gifim esclarece que o financiamento é realizado através de pequenos depósitos, transferências bancárias e levantamentos em numerário. Embora os valores individuais sejam reduzidos, a soma totaliza quantias significativas. O Gifim considera que esses levantamentos são uma táctica para enganar o sistema bancário.
“Os indivíduos suspeitos de financiar o terrorismo são clientes de instituições financeiras”, afirmou o Gifim, mencionando comerciantes, funcionários públicos, membros de ONGs e empresas privadas localizados em áreas afectadas pelo terrorismo.
O relatório especifica ainda que os recursos provêm de outros crimes, incluindo assaltos a bancos, contrabando de armas, exploração ilegal de recursos naturais, mineração ilegal, tráfico de drogas e de metais preciosos, além de rapto. O Gifim revelou que alguns gestores de empresas suspeitas abandonaram o país e encerraram as suas actividades, como é o caso dos proprietários de empresas de distribuição de combustíveis, que deixaram Moçambique logo após a divulgação de notícias ligando tais empresas ao terrorismo.
A EKITALCI Consultoria Investimentos Lda pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Analistas de Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director(a) do Projecto She Belongs In School – Ela Pertence à Escola (SBIS). Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar um/a (1) Contratação de Consultor(a) para Elaboração da Estratégia de Comunicação e Visibilidade do Programa WVL-ALIADAS Renovado. Saiba mais.
Um tribunal de Málaga, em Espanha, condenou um casal por infligir maus-tratos graves às suas duas filhas, que na altura dos factos tinham apenas dois anos e cerca de 47 dias de vida.
As agressões, que incluíam queimaduras, mordidas e violência física e psicológica, culminaram em uma sentença severa.
Segundo os documentos judiciais, o pai submergiu a filha mais nova em água quente, resultando em queimaduras de segundo grau que afectaram 42% do seu corpo. As lesões foram causadas por uma imersão em água a temperaturas entre os 45 e 55 graus, provocando um traço indelével de dor e sofrimento na bebé.
O juiz do caso descartou qualquer possibilidade de acidente, uma vez que as queimaduras exigiam que a criança permanecesse na água por um período que variava entre 17 segundos e 2 minutos.
Além dos ferimentos graves, a bebé apresentava fracturas, marcas de dentes, hematomas e sinais alarmantes de desnutrição. A irmã mais velha, com dois anos, também sofreu maus-tratos, embora as suas lesões fossem menos visíveis. Relatos da família de acolhimento indicam que a criança demonstrava traumas significativos, revelando medo e insegurança, com comportamentos como o de se esconder e ter pesadelos frequentes.
As duas crianças estão actualmente em regime de acolhimento familiar, onde recebem os cuidados necessários. O tribunal sublinhou que os pais agiram de forma intencional e que as crianças não tiveram qualquer possibilidade de defesa. A sentença representa um passo importante na luta contra a violência doméstica e a protecção dos direitos das crianças.
Um total de seis mil habitações ficou sem electricidade após a vandalização de dois postes de média tensão, perpetrada por caçadores furtivos nas províncias de Sofala e Manica, no centro de Moçambique, conforme informou uma fonte oficial.
Albano Muiambo, administrador do distrito de Macossa, uma das áreas afectadas, referiu: “Estamos nesta zona maravilhosa das coutadas. Não resta mais dúvida de que são caçadores furtivos que estão atrás desses cabos.”
A vandalização não se limitou apenas ao distrito de Macossa, tendo também impactado os residentes de Marínguè, em Sofala. Muiambo lamentou as consequências deste ato, afirmando: “Isso acaba afectando muitas pessoas. Nós queremos, uma vez mais, desencorajar o comportamento dessas pessoas para não voltarem a vandalizar a nossa linha que alimenta os distritos.” O administrador qualificou o ato de vandalismo como “condenável”, uma vez que prejudica as comunidades locais.
A estatal Electricidade de Moçambique (EDM) reportou prejuízos acumulados de 3,9 milhões de euros nos últimos quatro anos, resultantes de vandalizações e roubo de material eléctrico.
Salmata Insa, chefe do departamento de prevenção e combate à vandalização na EDM, afirmou: “Nos últimos quatro anos, já tivemos um prejuízo estimado em aproximadamente 300 milhões de meticais [3,9 milhões de euros], o que significa que este valor poderia contribuir significativamente para os projectos de melhoramento de fornecimento de serviços, assim como para a expansão da rede eléctrica.”
O país tem alertado para o crescimento de uma rede criminosa organizada e transnacional dedicada ao roubo de material eléctrico, pedindo uma colaboração dos países da região austral de África. Nações como África do Sul, Malaui, Tanzânia e Essuatíni já implementaram medidas, incluindo a proibição da exportação de sucata de cobre e a criminalização da vandalização das infraestruturas eléctricas.
Em 2023, a EDM sofreu prejuízos acumulados de cerca de 30 milhões de meticais (426 mil euros) devido à vandalização de infraestruturas eléctricas no país. No ano anterior, o prejuízo foi de cerca de 41 milhões de meticais (584 mil euros), resultado de 265 casos de vandalismo registados.
Atualmente, mais de 60% da população de Moçambique tem acesso a electricidade em casa, segundo dados do Governo moçambicano.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) anunciou a detenção de três indivíduos, cujas idades variam entre 23 e 46 anos, no bairro Matundo, na cidade de Tete.
Os detidos são acusados de envolvimento em actividades de venda e consumo de estupefacientes, especificamente cannabis sativa, popularmente conhecida como suruma.
O porta-voz do SERNIC, Fernando Júnior, revelou que a operação resultou na apreensão de vários embrulhos que, segundo as autoridades, eram utilizados para embalar a droga, sugerindo uma possível actividade de revenda.
As investigações continuam em curso para apurar a extensão da rede de tráfico e identificar outros possíveis suspeitos.
O avançado francês Ousmane Dembelé, do Paris Saint-Germain (PSG), foi coroado com o prestigiado prémio da Bola de Ouro 2025, destacando-se como o sexto jogador francês a receber este galardão.
Com 28 anos, Dembelé superou a concorrência do espanhol Lamine Yamal, que ficou em segundo lugar, e do seu colega de equipa Vitinha, que ocupou a terceira posição.
Este prémio, atribuído pela France Football, coloca Dembelé ao lado de ícones do futebol francês, como Kopa, Papin, Platini, Zidane e Benzema. Considerado pela UEFA o melhor jogador do mundo, Dembelé teve uma época extraordinária em 2024/25, conquistando pela sua equipa a Supertaça, a Taça de França, a Ligue 1 e a Liga dos Campeões. Apesar de uma época quase perfeita, o avançado não conseguiu vencer o Mundial de Clubes, tendo perdido na final contra o Chelsea por 0-3.
No plano individual, Dembelé destacou-se ao marcar 35 golos e proporcionar 16 assistências em 53 partidas oficiais. Contudo, a sua experiência com a selecção francesa foi menos satisfatória, ao perder nas meias-finais da Liga das Nações frente à Espanha.
A lista dos dez primeiros classificados na corrida pela Bola de Ouro 2025 é a seguinte:
O Procurador-Geral do Brasil anunciou, esta segunda-feira, a apresentação de uma acusação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro, devido à sua intervenção junto do Governo dos Estados Unidos com o intuito de impor sanções contra o Brasil e as autoridades judiciais.
Em comunicado, Paulo Gonet, Procurador-Geral, explicou que Eduardo Bolsonaro estava a ameaçar as autoridades judiciárias e outros poderes com promessas de que conseguiria a imposição de sanções por parte de autoridades norte-americanas, visando dificultar a vida civil dessas pessoas, mesmo dentro do Brasil. O objetivo, segundo Gonet, era condicionar o processo criminal contra Jair Bolsonaro e impulsionar um projeto de lei de amnistia no Congresso.
Jair Bolsonaro foi condenado, a 11 de agosto, a uma pena de 27 anos e três meses de prisão, entre outros crimes, por atentado contra o Estado democrático de direito.
Além de Eduardo Bolsonaro, foi também acusado Paulo Renato Figueiredo Filho, um influenciador da extrema-direita brasileira, atualmente radicado nos Estados Unidos e neto do último Presidente da ditadura militar brasileira, João Figueiredo.
Neste novo processo, Jair Bolsonaro não foi acusado pelo Supremo Tribunal Federal, apesar do pedido da Polícia Federal após a conclusão de uma investigação, a 21 de agosto.
Na nota da Procuradoria-Geral da República (PGR), afirma-se que as ameaças são “inequívocas e consistentes”, sublinhando que os acusados “empenharam-se, de forma reiterada, em submeter os interesses da República e de toda a coletividade aos seus próprios desígnios pessoais e familiares.” O Procurador-Geral também requisitou reparação pelos danos causados pelas ações criminosas.
No dia 21 de agosto, a Polícia Federal brasileira indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro “pelos crimes de coação” no contexto da tentativa de golpe de Estado. As autoridades policiais relataram que ambos procuraram “induzir, instigar e ajudar” o Governo de Donald Trump “a praticar atos hostis contra o Brasil”, com a intenção de arquivar o processo de tentativa de golpe.
Em resposta a esta situação, o juiz Alexander de Moraes, que está a instruir o processo contra Bolsonaro, implementou várias medidas cautelares, incluindo o uso de pulseira eletrónica e a proibição de utilização das redes sociais.
Mais de 2 mil condutores foram multados por má condução nas estradas moçambicanas durante a primeira semana de Abril. As autoridades de fiscalização, que...
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a aceitação do cessar-fogo temporário proposto pela Rússia para o período da Páscoa. Zelensky destacou que o...