Mais de 2 mil condutores foram multados por má condução nas estradas moçambicanas durante a primeira semana de Abril. As autoridades de fiscalização, que incluem o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia de Trânsito, sancionaram um total de 2.181 condutores entre os dias 1 e 7, numa operação destinada a combater a imprudência ao volante.
O excesso de velocidade foi a infracção mais comum, com 1.453 casos registados, seguido pela condução sob efeito de álcool, que resultou em 315 multas. Além disso, foram identificadas 170 situações de excesso de lotação e 135 casos de uso de pneus em mau estado, entre outras infracções que comprometem a segurança de passageiros e peões.
Durante o mesmo período, as acções de fiscalização levaram à apreensão de 480 cartas de condução. Destes, 300 foram retidas devido à condução em estado de embriaguez. As restantes apreensões estão ligadas a infracções graves, como a reincidência no excesso de velocidade e a falta de pagamento de multas acumuladas.
As campanhas de sensibilização e fiscalização contínuas visam desencorajar comportamentos de risco e reduzir a tragédia nas famílias moçambicanas. Segundo as autoridades, estas medidas têm demonstrado resultados, contribuindo para a diminuição dos índices gerais de sinistralidade no país.
Segundo o relatório de monitoria da segurança rodoviária de 2025, há uma tendência de queda no número de desastres. O país registou 611 acidentes de viação, o que representa uma redução de 11% em comparação aos 687 incidentes reportados em 2024.
Apesar da diminuição no número de acidentes e uma redução de 5% nos feridos graves e 6% nos feridos ligeiros, a letalidade nas estradas apresentou um ligeiro aumento. O número de óbitos subiu para 830 em 2025, em comparação com 825 no ano anterior, o que representa um incremento de 1% e mantém as autoridades em estado de alerta sobre a gravidade das colisões e atropelamentos nas estradas moçambicanas.














