Um grupo de cidadãos guineenses anunciou a criação de uma iniciativa destinada a promover o regresso de Umaro Sissoco Embaló, destituído do cargo de Presidente por um golpe militar em 26 de Novembro.
A informação foi revelada pelo líder do movimento, Tanunde Keita, durante uma conferência de imprensa realizada em Bissau.
Tanunde Keita, que coordenou os movimentos sociais que apoiaram a candidatura de Embaló nas eleições presidenciais de 23 de Novembro, lidera agora a iniciativa denominada “general Umaro Sissoco Embaló riba no ndianta pa kabanta kumpu terra”, que traduzido significa “general Umaro Sissoco Embaló volta para continuarmos a construir o país”.
O grupo utilizou as redes sociais para transmitir a conferência de imprensa, onde Keita fez um apelo aos seus apoiantes para que se abstenham de qualquer ato de violência, sublinhando a importância de um retorno pacífico à estabilidade política no país.
Milhares de estudantes manifestaram-se em 90 cidades da Alemanha, contestando uma nova lei que prevê o regresso do serviço militar voluntário no país.
A norma, aprovada recentemente pelo parlamento, gera preocupação entre os jovens, uma vez que, embora tenha carácter voluntário, introduz elementos de natureza obrigatória, como o preenchimento de um questionário e a realização de um exame de avaliação de aptidão.
O governo alemão havia dado luz verde a este projecto de lei no passado dia 27 de Agosto, culminando na aprovação da versão final pelo Bundestag, a câmara baixa do parlamento, com 323 votos a favor, 272 contra e uma abstenção. A nova legislação não reintroduz o serviço militar obrigatório, mas deixa em aberto essa possibilidade para um número restrito de pessoas, caso surja a necessidade.
Este movimento ocorre no contexto de um crescente reforço do sector da defesa na Europa, onde países como França, Itália e Bélgica estão a expandir o serviço militar voluntário, enquanto nações nórdicas e bálticas reforçam o recrutamento militar obrigatório em resposta à agressão russa. A entrada em vigor da nova lei está prevista para 1 de Janeiro de 2026.
Um incidente alarmante ocorreu no aeroporto de São Paulo, onde um avião da companhia LATAM incendiou-se momentos antes de levantar voo, com destino a Porto Alegre.
A bordo estavam mais de 180 pessoas, que vivenciaram momentos de tensão quando a cabine começou a encher-se de fumo e as chamas tornaram-se visíveis pelas janelas.
A situação exigiu uma evacuação de emergência, com os passageiros a deslizar pelas rampas insufláveis e a correrem pela pista em busca de segurança. Apesar da gravidade do incidente, a companhia aérea assegurou que não houve registo de feridos.
Segundo as primeiras informações, a origem do incêndio poderá estar relacionada com uma avaria num tapete rolante utilizado para o transporte de bagagens no aeroporto. As autoridades competentes seguem a investigar as causas deste incidente que provocou um susto considerável entre os passageiros.
Uma mulher de 51 anos perdeu a vida após um grave acidente de viação na região de Moinhos, em Ourense, Espanha. O incidente, que ocorreu devido à embriaguez do condutor de uma carrinha, resultou numa colisão frontal que fatalmente vitimou a mulher, que regressava do trabalho.
O motorista apresentava um nível de álcool no sangue de 0,64 mg/l no primeiro teste e 0,58 mg/l no segundo, conforme reporta a agência de notícias EFE.
Após a colisão, a vítima ficou encarcerada na viatura, exigindo a intervenção imediata do Serviço Galego de Emergências Sanitárias (061), do Grupo de Emergência Supramunicipal (GES) de Moinhos e da Guarda Civil de Trânsito. O alerta foi dado pelas 23h00 (22h00 em Lisboa).
Apesar dos esforços dos socorristas para retirar a mulher do veículo, a reanimação não teve sucesso e o óbito foi declarado no local. Infelizmente, ao receber a trágica notícia do falecimento da esposa, o marido da vítima sofreu um enfarte e também faleceu no local do acidente, à 00h50. As tentativas de reanimação realizadas pelos serviços de emergência não conseguiram reverter a situação.
O casal deixa um filho, que enfrenta agora a perda repentina dos seus progenitores.
O Presidente da República de Moçambique convocou o desmantelamento imediato dos esquemas de pagamento de subsídios de empenhamento aos membros das Forças Armadas que estão em missão nas áreas urbanas.
A exigência foi proferida durante a cerimónia de abertura do Vigésimo Sexto Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional, que decorre na cidade de Maputo.
Daniel Chapo sublinhou que os recursos financeiros destinados a estas compensações devem ser realocados para beneficiar os militares que se encontram na linha da frente da luta contra o terrorismo, particularmente na província de Cabo Delgado, uma das regiões mais afectadas pelo conflito.
A iniciativa visa assegurar que o apoio financeiro dos subsídios beneficie directamente aqueles que estão empenhados no combate às ameaças que afectam a segurança nacional, reforçando assim a eficácia das operações em áreas de elevado risco.
A cerimónia que assinalou o início deste importante conselho contou com a presença de diversas autoridades e membros das Forças de Defesa e Segurança do país.
O Ministro sul-africano de Serviços Correcionais, Pieter Groenewald, está a promover um plano que visa repatriar todos os 27 mil prisioneiros estrangeiros actualmente encarcerados no país.
Esta medida surge como parte da estratégia do Governo de Unidade Nacional para combater a superlotação nas cadeias, um problema recorrente no sistema penitenciário sul-africano.
Durante uma sessão no Parlamento, Groenewald, também líder do Partido FF Plus, detalhou que o executivo está a analisar os trâmites necessários para implementar o processo de repatriamento. O Ministro sublinhou que a tarefa não será simples, uma vez que implicará modificações na legislação vigente, a fim de assegurar que todos os estrangeiros cumpram as suas penas nos países de origem.
Em meados deste ano, Groenewald partilhou dados alarmantes que indicam que o governo sul-africano gasta, diariamente, 11 milhões de rands para sustentar os prisioneiros estrangeiros nas nove províncias do país. Cada prisioneiro representa um custo médio de 463 rands por dia.
As prisões na África do Sul são as mais populosas do continente, atingindo a marca de 160 mil detidos. Contudo, as condições nos estabelecimentos prisionais são frequentemente criticadas, uma vez que muitas instalações carecem de infraestrutura adequada, higiene e alimentação de qualidade.
A superlotação das cadeias é um dilema sério, particularmente nas unidades de detenção provisória e nas que se encontram em áreas urbanas. Vários relatos indicam que determinadas prisões ultrapassam 200% da sua capacidade. Por exemplo, a cadeia de King William’s Town, na província do Cabo Oriental, registou em 2023 uma taxa de ocupação impressionante de quase 270%.
As causas da superlotação são múltiplas, incluindo a acumulação de processos nos tribunais, procedimentos burocráticos, penas mínimas e o acesso limitado a programas de pré-libertação. A situação é complicada ainda pelas dificuldades financeiras que muitos reclusos enfrentam, uma vez que muitos não conseguem pagar as multas ou cauções que lhes são impostas.
Além disso, um número cada vez maior de prisioneiros sem julgamento encontra-se detido por longos períodos em celas policiais. A gestão do sistema prisional continua a ser um desafio significativo para as autoridades sul-africanas.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tem implementado medidas drásticas de segurança nos últimos meses, temendo um eventual ataque militar dos Estados Unidos.
Apesar de manifestar publicamente uma postura confiante frente às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, Maduro tem tomado precauções significativas para proteger a sua integridade.
Fontes próximas ao governo venezuelano, citadas pelo jornal ‘New York Times’, revelam que, desde o início de Setembro, quando os EUA intensificaram acções contra barcos venezuelanos supostamente envolvidos no tráfico de droga, o líder da Venezuela tem evitado dormir mais do que uma noite na mesma cama. Além disso, tem trocado frequentemente de telemóvel, com o intuito de dificultar a sua localização.
As suas aparições em público, que anteriormente eram programadas com antecedência, passaram a ocorrer sem aviso prévio, reflectindo um aumento nos esforços de segurança. Para incrementar a protecção, Maduro também terá aumentado o número de guarda-costas cubanos que o acompanham, reforçando o papel dos serviços de inteligência de Cuba na supervisão das forças armadas venezuelanas, em meio a temores de traição.
Na última quarta-feira, Maduro confirmou que manteve uma conversa telefónica com Trump no mês anterior, descrevendo-a como “cordial” e sem entrar em detalhes. Informações de várias fontes indicam que o presidente norte-americano teria apresentado um ultimato a Maduro para que este abdicasse do poder.
Em contrapartida, o líder venezuelano exigiu uma amnistia para si e para a sua família, além da manutenção do controlo sobre as Forças Armadas. Esta proposta foi, contudo, rejeitada por Trump, que reiterou, esta semana, as suas ameaças de realizar ataques na Venezuela “muito em breve”.
Presidente da República de Moçambique preside ao Vigésimo-sexto Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional
O Presidente da República, Daniel Chapo, orienta hoje, em Maputo, a abertura do Vigésimo-sexto Conselho Coordenador do Ministério da Defesa Nacional (MDN).
Este evento ocorre sob a sua liderança como Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança.
Segundo uma nota emitida pela Presidência da República, a presença do chefe de Estado no acto evidencia o compromisso contínuo com o fortalecimento institucional do sector da Defesa. O documento realça a prioridade que o Governo confere ao combate ao terrorismo, bem como à consolidação da soberania nacional.
Este Conselho Coordenador assume especial relevância num contexto em que a segurança nacional está em destaque, reflectindo as preocupações e os desafios enfrentados pelo país nesta área vital.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Recursos Humanos (Gaza – Xai-Xai). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais de SMI/CANCUM. Saiba mais.
O governo da China manifestou a sua preocupação com a situação na Faixa de Gaza, solicitando que um cessar-fogo efectivo entre em vigor.
O apelo surge na sequência de um novo ataque das Forças de Defesa de Israel (IDF), que resultou na morte de cinco pessoas, entre as quais se contam duas crianças e duas mulheres.
Lin Jian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, expressou o seu pesar pelo incidente ocorrido num campo de refugiados em Khan Yunis, situado no sul do enclave palestiniano.
Durante a sua declaração, Lin sublinhou que “a situação em Gaza continua frágil”, enfatizando a urgência de um cessar-fogo para mitigar a crise humanitária e restabelecer a paz e a estabilidade na região de forma célere.
Os clubes de futebol têm até o dia 15 de Dezembro para libertar os jogadores africanos que irão participar na preparação para a Copa Africana das Nações (CAN) de 2025, que se realizará em Marrocos.
A decisão foi tomada após a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) atender à pressão da Associação Europeia de Clubes (ECA), alterando a data inicialmente prevista de 8 de Dezembro.
A mudança de data resulta de negociações acesas entre a Confederação Africana de Futebol e a ECA. Enquanto a Confederação Africana defendia que os jogadores africanos deveriam ser dispensados mais cedo para se juntarem às suas selecções e se prepararem adequadamente para o torneio, a ECA argumentava que a dispensa tardia permitiria que os clubes mantivessem os seus jogadores até ao término da sexta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões e de outras competições europeias.
A Copa Africana das Nações está marcada para iniciar no dia 21 de Dezembro e prolongar-se-á até 18 de Janeiro do próximo ano. As selecções africanas preparam-se assim para um dos principais torneios do continente, contando com a participação de jogadores que competem nas ligas europeias.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) manifestou a sua intenção de oferecer assistência humanitária, com especial enfoque nas áreas afectadas pela violência armada em Moçambique.
O compromisso foi formalizado pela directora geral da OIM, Amy Pope, durante uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo, realizada em Maputo.
O encontro teve como principal objectivo discutir a assistência humanitária para o norte do país, com ênfase na província de Cabo Delgado, além da capacitação da juventude e da gestão da migração. A situação em Cabo Delgado é alarmante, dado que os ataques terroristas já resultaram em mais de três mil mortes e forçaram mais de um milhão de pessoas a abandonar as suas casas à procura de segurança.
“No nosso encontro, abordámos questões fundamentais para Moçambique, especialmente a realidade em Cabo Delgado, onde persistem a violência e os impactos das alterações climáticas”, afirmou Amy Pope. A responsável destacou que a assistência aos cidadãos da região é uma prioridade, dado o elevado número de deslocados que enfrentam adversidades.
A capacitação da juventude foi outro ponto crucial na discussão, com Amy Pope a sublinhar a importância de preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro. “É essencial trabalharmos em conjunto para assegurar que tenham as competências e a formação necessárias”, acrescentou.
Ainda no âmbito do desenvolvimento nacional, abordou-se a migração como um elemento central no planeamento governamental. “Estamos dispostos a oferecer o nosso apoio e solidariedade, com a expectativa de que esta parceria continue a florescer”, concluiu a directora geral.
Durante a audiência, foi também enfatizada a necessidade de uma colaboração mais estreita entre o governo e a OIM, promovendo uma migração segura, humana e ordenada em Moçambique.
As autoridades de saúde moçambicanas vacinaram um total de 22.022 pessoas contra a Mpox durante uma campanha de cinco dias na província do Niassa, considerada o epicentro da doença.
A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral infectocontagiosa que pode afectar humanos e outros animais. A designação inicial remete à sua primeira identificação em macacos laboratoriais.
De acordo com Amândio Viola, director clínico da província de Niassa, citado pela Agência de Notícias de Portugal (LUSA), este resultado é considerado satisfatório, uma vez que “conseguimos vacinar 22.022 pacientes, de um total de 22.796 do grupo que pretendíamos alcançar.”
A campanha de imunização começou no dia 27 de Novembro e terminou na segunda-feira passada, abrangendo sete dos 16 distritos do Niassa: Lago, Marrupa, Cuamba, Lichinga, Majune, Maúa e Metarica, todos com pelo menos um caso confirmado de Mpox.
Foram administradas 23.500 doses da vacina Imvanex a contactos de casos confirmados, mineiros, guardas de fronteira, agentes de migração e outros “grupos da linha da frente”, incluindo profissionais de saúde e trabalhadores comunitários.
Viola explicou que o surto teve origem no distrito de Lago, especialmente no posto administrativo de Lupulichi, onde a maioria dos pacientes identificados eram mineiros e trabalhadoras do sexo. A vacinação foi também estendida a outros grupos que, devido à natureza das suas actividades, poderiam ter maior risco de contacto com casos de Mpox.
Nos últimos 15 dias, Niassa não registou quaisquer casos suspeitos ou activos da doença, após ter contabilizado 660 casos suspeitos desde Julho, dos quais 80 foram positivos para Mpox. Desses, 64 casos foram confirmados apenas no distrito de Lago. A imunização procura interromper a cadeia de transmissão da doença na província.
As autoridades de saúde continuarão com campanhas de sensibilização, mantendo a vigilância, especialmente nas regiões fronteiriças com países vizinhos que têm casos confirmados.
Desde Julho, Moçambique contabiliza um total acumulado de 91 casos da doença, dos quais 90 pacientes recuperaram. Para além do Niassa, com 80 casos positivos, foram registados casos nas províncias de Maputo (4), Tete (3), Manica (3) e Cabo Delgado (1).
O Primeiro-Ministro de Moçambique, Benvinda Levi, anunciou, durante a sua intervenção na Assembleia da República, que o governo prevê um crescimento da economia nacional de 2,8% para o ano fiscal de 2026.
Na apresentação do plano e orçamento para 2026, Levi destacou que as principais contribuições para este crescimento provêm da indústria extractiva, com uma taxa de crescimento estipulada em 4,4%, seguida pelos serviços (4,1%), pela pesca (3,6%), pela construção (3,2%) e pela agricultura, que se espera crescer 2,5%.
A previsão para a inflação em 2026 encontra-se fixada em 3,7%. O volume de exportações de mercadorias deverá atingir os 8,4 mil milhões de dólares. Os reservas internacionais líquidas do país devem situar-se em 3,2 mil milhões de dólares, montante que permitirá cobrir 4,4 meses de importações de bens e serviços não relacionados com os megaprojectos.
A Receita do Estado deverá atingir os 407 mil milhões de meticais (cerca de 6,4 mil milhões de dólares ao câmbio actual) em 2026, enquanto a despesa pública se revela substancialmente superior, cifrando-se em 520,6 mil milhões de meticais. Este cenário resulta num défice orçamental de 113,7 mil milhões de meticais, correspondente a 7% do PIB.
Levi prevê que o défice seja financiado através de dívida interna (2,2% do PIB), donativos estrangeiros (3,2% do PIB) e empréstimos externos (1,9% do PIB). Apesar do desafio que este défice representa, a Primeira-Ministra explicou que a projecção para o ano corrente é de 8,2% do PIB.
“Face ao espaço fiscal limitado”, afirmou Levi, “continuaremos a apostar na alocação eficiente de recursos para as áreas económicas e sociais prioritárias e na implementação de medidas que restrinjam a despesa pública”.
O Primeiro-Ministro apelou a todos os moçambicanos para se envolverem na “manutenção da paz, estabilidade e coesão nacional, factores indispensáveis para continuarmos a construir um Moçambique mais próspero e inclusivo”.
As cheias devastadoras na ilha de Sumatra, na Indonésia, resultaram na morte de pelo menos 800 pessoas, com mais de 560 indivíduos ainda desaparecidos.
A situação tem-se agravado com o registo de deslizamentos de terra, cortes de electricidade e estradas bloqueadas, dificultando a chegada de ajuda às áreas afectadas.
A população local enfrenta um cenário de verdadeiro caos, especialmente nos supermercados, onde os cidadãos tentam abastecer-se com os bens disponíveis. A escassez de água potável tornou-se uma preocupante realidade, uma vez que a água dos rios foi contaminada devido às inundações.
Aproximadamente 50 mil pessoas foram retiradas de suas casas e estão agora alojadas em centros de acolhimento. As operações de evacuação e busca prosseguem, com as autoridades a mobilizarem maquinaria pesada para desobstruir as estradas e restabelecer a ligação ao exterior o mais rapidamente possível.
A situação na região continua a ser monitorizada, enquanto as comunidades lutam para enfrentar as consequências desta catástrofe natural.
Moçambique tomou posse da presidência da AUSC Região 5, num mandato que terá a duração de dois anos. A cerimónia decorreu na cidade de Swakopmund, na Namíbia, onde a ministra da Educação, Juventude, Desporto e Inovação da Namíbia, formalizou a entrega dos símbolos da organização, incluindo a bandeira e a constituição, ao Secretário Permanente do Ministério da Juventude e Desporto de Moçambique, Júlio Mendes.
Durante a sua intervenção, a responsável namibiana expressou um sincero agradecimento pela colaboração dos Estados-membros ao longo do seu mandato. Destacou os principais avanços e desafios enfrentados durante o período em que a Namíbia liderou a AUSC Região 5, sublinhando a importância do desporto nas políticas públicas do seu país, o que fomentou um sentimento de orgulho pela condução da organização.
Júlio Mendes, por sua vez, elogiou a Namíbia pela sua disposição em assumir a organização dos Jogos em substituição de Moçambique, em um momento considerado crucial. O Secretário Permanente reafirmou a confiança e a determinação com que o país assume agora a presidência e a responsabilidade pela organização dos Jogos da AUSC Região 5, agendados para Maputo em 2026.
Na mesma cerimónia, foi também anunciada a reestruturação da Troika da AUSC Região 5, que passa a incluir Moçambique na presidência, África do Sul na vice-presidência e Namíbia no papel de relator.
Este acto solene ocorre no âmbito do Conselho de Ministros da AUSC Região 5, em Swakopmund, reunindo os países-membros para discutir questões estratégicas para o desenvolvimento do desporto na região.
A vice-ministra de Cooperação Internacional do Reino dos Países Baixos, Pascalle Grotenhuis, inaugurou uma nova fábrica de processamento de café na zona de desenvolvimento sustentável da Gorongosa, na província de Sofala.
A cerimónia contou com a presença da embaixadora holandesa em Moçambique, Elsbeth Akkerman, e outros membros da delegação holandesa. Em seu discurso, Grotenhuis enfatizou que a parceria existente entre Moçambique e os Países Baixos é um pilar fundamental para o desenvolvimento económico e social da região. “Ao reiniciar a nossa parceria para os próximos cinquenta anos, pretendemos continuar a transformar e a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das nossas comunidades”, afirmou a vice-ministra.
A nova unidade agroindustrial tem como objectivo gerar cerca de 200 mil empregos directos e indirectos, inserindo-se na estratégia bilateral que visa impulsionar a agricultura sustentável e o sector privado em Moçambique, ao mesmo tempo que reforça a cadeia de valor do café na Gorongosa.
O administrador distrital, Pedro Mussengue, destacou a importância da colaboração com o Reino dos Países Baixos para a concretização do projecto e anunciou a criação massiva de novos postos de trabalho nos processos de cultivo, colheita e transformação. “Com esta fábrica, queremos tirar do desemprego e da desgraça cerca de 115 mil mulheres e 77 mil jovens de Gorongosa”, garantiu Mussengue.
O administrador também sublinhou que o progresso no distrito resulta da contínua conservação ambiental, que tem permitido transformar os recursos locais em fontes de rendimento para as famílias. A nova fábrica de café junta-se a uma já existente de mel, estando ainda previstas unidades de macadâmia e soja para os próximos anos.
Os produtores locais avaliam a nova unidade como um marco transformador. Micheque, cultivador de café na região, realçou o impacto imediato na vida das comunidades: “Vejo como um grande impacto a inauguração desta fábrica. Os produtores estão muito satisfeitos porque a fábrica reforça a ligação entre o parque e quem cultiva. Antes, não havia segurança alimentar, nem casas de chapa de zinco ou vias de acesso.”
A nova unidade deverá fortalecer a cadeia de valor do café, promover práticas agroflorestais que ajudam a reduzir a desflorestação, estimular o desenvolvimento local e criar condições para a melhoria de vida das famílias da região.
Esta iniciativa representa um passo decisivo para um futuro mais próspero e inclusivo na Gorongosa, alinhando-se com as prioridades estabelecidas para os próximos cinquenta anos de cooperação entre Moçambique e o Reino dos Países Baixos, especialmente nas áreas de agricultura e segurança alimentar.
O sector da Pecuária, da Direcção Provincial da Agricultura e Pescas (DPAP), anunciou que está a investigar a pesquisa da Galamukani, intitulada “O uso de antiretrovirais na criação de frangos: o iceberg do desvio e venda ilícita de medicamentos em Tete”.
A apresentação do estudo suscitou preocupações sobre a segurança alimentar na província.
Cláudio Gule, responsável pela Pecuária na DPAP, destacou que a investigação está em curso, esclarecendo que a análise realizada foi de natureza qualitativa. Foi enfatizada a importância da colaboração para validar os dados apresentados e possibilitar a implementação de medidas apropriadas.
“O estudo não incluiu variáveis quantitativas, o que limita a possibilidade de análises estatísticas robustas. Para uma melhor fundamentação, precisamos de acesso às recomendações da Galamukani e abrir uma linha de investigação mais aprofundada no campo veterinário”, afirmou Gule. Ele sublinhou que a pesquisa não possui um enfoque técnico-veterinário, o que reforça a necessidade de um exame mais detalhado.
Em resposta às preocupações levantadas, o responsável recomendou à população que tenha maior cautela ao consumir frangos, optando por produtos provenientes de locais seguros. A DPAP continua comprometida em assegurar a saúde pública e a qualidade dos produtos alimentares disponíveis no mercado.
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) anunciou a detenção dos responsáveis por uma fraude nos exames da 9ª classe. A revelação foi feita na capital moçambicana, onde o porta-voz da instituição, Silvestre Dava, forneceu pormenores sobre o caso.
As irregularidades foram inicialmente constatadas no distrito de Milange, na província central da Zambézia, com a circulação antecipada das provas, levando à abertura de processos disciplinares e à detenção de vários agentes do sector.
Dava referiu que as provas das disciplinas de Inglês, Química, História e Física foram divulgadas antes da hora prevista para a realização dos exames, através de redes sociais e contactos internos.
Doze pessoas estão formalmente implicadas, incluindo o director do Serviço Distrital de Educação de Milange, o director da Escola Básica de Nagor, o director adjunto pedagógico, técnicos do sector e dois professores destacados como vigilantes. Além disso, vários implicados confessaram ter participado directamente na abertura antecipada dos envelopes e na divulgação das provas.
O porta-voz confirmou a detenção de dois dos envolvidos, incluindo o director da escola e o seu adjunto pedagógico, que aguardam os procedimentos subsequentes no Comando Distrital de Milange. A investigação é realizada em conjunto com a direcção provincial da Zambézia e o comando distrital.
Como consequência das irregularidades, quatro exames foram anulados e substituídos por versões seguras, assegurando que os alunos não serão prejudicados, uma vez que novas datas para a realização dos testes serão definidas pelas direcções provinciais de educação.
Estão a decorrer auditorias internas nos centros de impressão e nas escolas implicadas, com o objectivo de reforçar o controle do processo. Dava sublinhou que o MEC tem investido em medidas de prevenção de fraudes, incluindo a codificação das provas e melhorias na rastreabilidade. No entanto, a integridade dos exames depende também da responsabilidade individual dos gestores escolares.
O porta-voz fez um apelo aos professores e encarregados de educação para que colaborem na defesa da integridade dos exames, sublinhando que a sabotagem escolar pode ter consequências graves para os alunos. “O Ministério irá responsabilizar todos os autores da fraude, sem excepção”, concluiu.
Moçambique e África do Sul destacaram a importância de aprofundar a colaboração económica bilateral durante o Fórum de Negócios, que decorreu esta quarta-feira na cidade de Vilankulo, província de Inhambane, no âmbito da Quarta Comissão Binacional.
O evento contou com a presença de empresários e autoridades de ambos os países, com a finalidade de transformar oportunidades comerciais em crescimento sustentável.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, sublinhou que o Fórum constitui uma reafirmação do compromisso estratégico entre as nações para dinamizar o comércio e os negócios bilaterais, ampliar o investimento mútuo e converter oportunidades económicas em prosperidade partilhada para os cidadãos de Moçambique e da África do Sul.
Durante a sua intervenção, o Chefe de Estado valorizou a participação do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, mencionando que a sua presença é um pilar fundamental para o fortalecimento das relações entre os povos e nações.
No encerramento do evento, foram apresentadas oportunidades de investimento em sectores estratégicos como o agronegócio, energia limpa, infra-estruturas, indústria, turismo, transporte e logística. “Cada um destes sectores representa cadeias de valor prontas a serem dinamizadas pelo investimento privado”, enfatizou Chapo, dirigindo-se aos empresários presentes.
O presidente moçambicano também abordou reformas estruturais e iniciativas para facilitar negócios, como a nova Lei de Investimentos, a nova Lei do Trabalho, a redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) de 17 para 16 por cento, incentivos fiscais para o sector agrícola, isenção de vistos para empresários e turistas de 29 países e a simplificação de processos administrativos. “Estamos a construir um ecossistema económico robusto, moderno e orientado para resultados”, afirmou.
O Presidente Cyril Ramaphosa realçou o potencial de diversificação do comércio bilateral, destacando que as exportações de Moçambique para a África do Sul são predominantemente de produtos energéticos, incluindo energia eléctrica e gás natural. “Há um potencial significativo para expandir e diversificar”, declarou.
Ramaphosa também elogiou os investimentos sul-africanos em Moçambique, sublinhando a transferência de tecnologia e capital, bem como a integração nos mercados regionais e globais. “Devemos fazer mais para facilitar os fluxos de investimentos e criar ambientes regulatórios que protejam os investidores”, reiterou, mencionando a importância do acesso a financiamento para pequenas e médias empresas.
O Fórum concluiu com um apelo à ação conjunta: “Convido todos os empresários sul-africanos a investirem nas oportunidades aqui apresentadas e aos empresários moçambicanos a consolidarem parcerias estratégicas”, afirmou o Presidente Daniel Chapo, enfatizando a relevância do momento para o crescimento e transformação económica que Moçambique está a inaugurar.
Um recluso foi alvejado no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, ao tentar escapar das autoridades penitenciárias. O incidente ocorreu quando o preso...
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) desmantelou uma unidade fabril completamente clandestina que operava no bairro 7 de Abril, na cidade de Chimoio,...