Os recentes episódios de violência xenófoba na África do Sul têm levado um número crescente de moçambicanos, que trabalham nas minas e explorações agrícolas, a regressar a Moçambique.
Este movimento visa a obtenção ou renovação do passaporte castanho, documento imprescindível para a contratação e permanência no país vizinho.
A elevada procura pelo passaporte tem resultado em longas filas nas delegações do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), especialmente nas últimas semanas. Na delegação da Matola, por exemplo, foram emitidos mais de 9.000 passaportes desta categoria somente nos últimos dois meses, maioritariamente para trabalhadores que desejam regularizar a sua situação migratória.
Uma reportagem do jornal “Notícias” na delegação do SENAMI na Matola revelou a presença de centenas de requerentes nas imediações da instituição. Muitos destes indivíduos permanecem no local há vários dias, alguns até semanas, aguardando a conclusão do seu processo.
Os requerentes, oriundos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, enfrentam diariamente despesas significativas com alimentação, transporte e alojamento, além do acesso a serviços básicos enquanto esperam pela tramitação do documento.
Os utentes têm denunciado um circuito de cobranças que se inicia na fronteira de Ressano Garcia e se estende às entidades envolvidas na tramitação dos passaportes. Intermediários prometem facilitar a obtenção do documento mediante o pagamento de valores que variam entre 10.000 e 30.000 meticais.
Segundo os requerentes, o pagamento destes montantes é feito na esperança de diminuir o tempo de espera pela emissão do passaporte. No entanto, muitos continuam sem o documento, mesmo após passarem vários dias nas filas.
O Tribunal do Malawi proferiu, recentemente, uma sentença que resultou na condenação de cinco cidadãos moçambicanos a quatro anos de prisão. Os indivíduos foram considerados culpados pela prática de exploração ilegal de recursos minerais, uma actividade que tem suscitado preocupações crescentes na região.
De acordo com informações veiculadas pela Rádio Moçambique, os condenados, oriundos das províncias de Sofala e Tete, também enfrentaram acusações relacionadas com a entrada ilegal no país e a posse de instrumentos contundentes sem a devida autorização nas áreas protegidas.
As detenções ocorreram durante uma operação conjunta, levada a cabo em 23 de Julho de 2026, que se baseou em informações de inteligência. Esta ação teve lugar após a recepção de denúncias sobre actividades de mineração ilegal em locais classificados como protegidos, evidenciando a necessidade de vigilância e controle rigorosos nesta esfera.
As autoridades continuam atentas à actividade mineradora, com o objectivo de salvaguardar os recursos naturais e garantir a legalidade das práticas desenvolvidas nas áreas sensíveis.
A Prime Rate do sistema financeiro moçambicano permanecerá fixada em 15,50% durante o mês de Agosto. Esta decisão visa preservar as condições de acesso ao crédito tanto para famílias quanto para empresas, mantendo assim a estabilidade económica.
A informação foi divulgada na semana passada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB). A nota de imprensa emitida pela instituição afirma: “A Prime Rate do sistema financeiro moçambicano permanecerá fixada em 15,50% durante o mês de Agosto de 2026, mantendo o mesmo nível do mês anterior.”
Segundo a AMB, essa taxa resulta da soma do Indexante Único, calculado pelo Banco de Moçambique e situado em 9,30%, e do Prémio de Custo, que é de 6,20%. Esta decisão implica que os clientes com empréstimos de taxa variável não deverão observar alterações nas prestações devido à Prime Rate. Embora os bancos tenham a liberdade de aplicar spreads diferentes conforme o risco de cada cliente, a taxa de referência mantém-se inalterada.
Para a população, a estabilidade da Prime Rate representa uma forma de alívio, especialmente num período em que muitos lidam com o aumento do custo de vida. Apesar dos encargos com os empréstimos continuarem elevados, a fixação da taxa impede um aumento nas prestações mensais, possibilitando maior previsibilidade na gestão orçamental das famílias.
No que diz respeito às empresas, particularmente as pequenas e médias, a manutenção da taxa contribui para a redução da incerteza na obtenção de financiamento. A estabilidade nos custos de crédito pode facilitar o planeamento de investimentos e o desenvolvimento da actividade económica, mesmo que as taxas de juro permaneçam elevadas.
A Prime Rate desempenha um papel crucial como taxa de referência utilizada pelos bancos para a definição dos juros aplicáveis aos empréstimos de taxa variável. O valor final pago pelos clientes resulta da soma da Prime Rate com o spread determinado pela instituição financeira, segundo o perfil de risco da operação.
A AMB sublinha que o actual modelo de cálculo da Prime Rate integra o Acordo sobre o Indexante Único do Sistema Bancário Moçambicano, desenvolvido para promover maior transparência na definição das taxas de juro e melhorar a transmissão da política monetária do Banco de Moçambique na economia.
O Fórum das Organizações da Sociedade Civil na província de Cabo Delgado (FOCADE) manifestou a sua preocupação e descontentamento em relação à decisão do governo em designar Maputo como local para a formação inicial na Academia de Gás de Moçambique.
A Academia de Gás de Moçambique, que irá iniciar a formação de 260 jovens técnicos seleccionados para frequentar cursos, foi criada numa iniciativa da empresa francesa de petróleo e gás, Total Energies, em colaboração com o Ministério da Educação, o Instituto Industrial da Matola e o Instituto Comercial de Maputo.
O término dos cursos será seguido por uma formação prática nas instalações do Projecto de Gás de Moçambique em Afungi, no distrito de Palma, na província de Cabo Delgado. Este projecto faz parte dos programas de formação profissional técnica e das iniciativas de conteúdo local promovidas pela Total Energies, que lidera o projecto orçado em cerca de 20 mil milhões de dólares.
Após um parêntese nas operações em 2021 devido a um ataque terrorista significativo contra a cidade de Palma, a empresa retomou o projecto com a melhoria das condições de segurança.
Em comunicado, o FOCADE sublinha a preocupação de que a fase inicial da formação ocorra fora da província onde o projecto está localizado, considerando que Cabo Delgado, e especialmente a cidade de Pemba, possui instituições, infraestruturas e capacidade técnica para acolher a iniciativa.
A organização questiona a verdadeira extensão do compromisso com o conteúdo local e a inclusão das comunidades anfitriãs. “O fortalecimento da capacidade local não deve limitar-se à contratação de trabalhadores moçambicanos; é essencial que as oportunidades de formação, transferência de conhecimento e fortalecimento institucional beneficiem directamente as regiões onde são implementados os grandes investimentos”, refere o comunicado.
O documento destaca que iniciativas desta magnitude também devem contribuir para o fortalecimento das instituições de formação existentes em Cabo Delgado, permitindo que a província desenvolva uma base técnica capaz de responder às necessidades actuais e futuras da indústria do gás.
“Realizar esta formação em Maputo representa uma oportunidade perdida de impulsionar a economia local de Cabo Delgado, estimular a utilização dos serviços provinciais e aproximar os jovens da realidade do projeto que, em última análise, está a gerar estas oportunidades”, afirma a nota.
O FOCADE apela ainda ao governo e à Total Energies que reavaliem as futuras fases do programa, garantindo uma maior descentralização das oportunidades de formação e priorizando Cabo Delgado como um local estratégico para o desenvolvimento de competências ligadas ao projeto.
“A província que sofre os impactos, desafios e expectativas associadas a grandes investimentos deve também ser um centro de conhecimento, formação e oportunidades. O conteúdo local deve ser uma realidade vivida pelas comunidades anfitriãs, não apenas proclamado como um princípio”, conclui o comunicado.
As obras de asfaltagem da Estrada Tica-Búzi, que haviam sido interrompidas há mais de dois anos devido a atrasos nos pagamentos ao empreiteiro, foram reactivadas.
A informação foi revelada por Egídio Morais, Delegado Provincial da Administração Nacional de Estradas em Sofala.
Os trabalhos em curso visam concluir e reabilitar estruturalmente a estrada, além de aplicar o revestimento asfáltico em cerca de 17 quilómetros que permanecem em terra batida. A retoma das obras ocorre após o governo ter efectuado o desembolso da porção pendente que estava em atraso ao empreiteiro responsável.
A conclusão deste projecto é aguardada com expectativa, dado o impacto significativo que terá na mobilidade e desenvolvimento da região.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um(a) Consultoria de Consultor/a para Análise Institucional da Gestão Financeira, Controlo Interno, Gestão de Riscos e Fortalecimento da Função Financeira. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um(a) Consultor(a) para Produção de Vídeos dos resultados das Actividades de Consolidação de Cinco Iniciativas Juvenis no Âmbito da Extensão do Programa IGUAL Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Desenvolvimento de Propostas de Programa. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador (a) – MEAL – (Gaza). Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial de Redução do Risco de Desastres e Adaptação as Alterações Climáticas. Saiba mais.
Neymar Júnior anunciou a sua despedida da selecção brasileira, encerrando uma trajectória marcada por conquistas, mas sem o sonho de levar para casa o tão desejado troféu da Copa do Mundo.
Embora tenha conquistado a Taça das Confederações em 2013 e a medalha de ouro inédita nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, o avançado não conseguiu atingir o maior objectivo da sua carreira: vencer um Campeonato do Mundo pelo Brasil.
Ao longo da sua carreira com a “Canarinha”, Neymar disputou 130 jogos e marcou 80 golos, tornando-se assim o maior artilheiro da história da selecção. Com o seu talento, criatividade e capacidade para decidir em momentos decisivos, o jogador deixa um legado que permanecerá na história do futebol brasileiro e mundial.
A sua saída da selecção é marcada pela reflexão sobre o impacto que teve no desporto e pelos momentos memoráveis que proporcionou aos fãs ao longo dos anos. Neymar será recordado não apenas pelos seus feitos em campo, mas também pela influência que exerceu como figura proeminente do futebol.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), em colaboração com o Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), realizou a incineração de uma vasta quantidade de produtos químicos e matérias-primas destinadas ao fabrico de drogas pesadas, no distrito da Moamba, na província de Maputo.
As substâncias, apreendidas durante a detenção de dois cidadãos de nacionalidade mexicana no Aeroporto Internacional de Maputo, estavam associadas ao desmantelamento de um armazém que funcionava como laboratório clandestino de drogas na cidade da Matola.
Segundo as informações fornecidas pelas autoridades, a ação resultou na destruição de cerca de 560 sacos e bidões de reagentes e compostos químicos, que tinham como objectivo a produção em larga escala de estupefacientes para posterior comercialização tanto no mercado nacional quanto, possivelmente, internacional.
As operações refletem os esforços contínuos das autoridades moçambicanas no combate ao tráfico de drogas e à criminalidade associada.
Uma jovem de 19 anos foi detida nas celas da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, sob a acusação de furtar 52 mil meticais do cofre da própria mãe.
O montante estava destinado aos preparativos do casamento da progenitora, e a jovem tentou repor o valor com notas falsas de mil meticais.
Segundo o seu depoimento, a indiciada confessou ter retirado o dinheiro sem autorização para emprestar a uma terceira pessoa a juros. A jovem alegou que o devedor pagou-lhe com notas falsas, sem que ela tivesse notado a contrafacção no momento da transacção. Ela ainda afirmou que já havia emprestado dinheiro à mesma pessoa em uma ocasião anterior.
A jovem nega qualquer envolvimento na produção das notas falsas e afirma que se dirigiu voluntariamente à esquadra policial para denunciar o suposto falsificador, mas acabou por ser detida. Em declarações à Miramar, a jovem expressou arrependimento por furtar os fundos da mãe para realizar operações de agiotagem.
No entanto, a polícia contestou a versão apresentada pela jovem. A porta-voz da PRM em Maputo, Marta Pereira, confirmou a detenção e indicou a existência de várias incongruências nas declarações da indiciada. Segundo informações apuradas, a jovem teria tentado solicitar uma impressora a cores, conforme mensagens encontradas no seu telemóvel.
As recentes inundações ocorridas no início do ano exacerbaram a escassez de salas de aula na província de Sofala. Actualmente, o número de turmas que funcionam ao ar livre aproxima-se das setecentas, uma situação preocupante para a comunidade educativa.
Segundo os dados mais recentes, a província enfrenta uma necessidade de aproximadamente 2.400 salas de aula. Este déficit afecta directamente mais de 43.000 alunos obrigados a estudar em condições precárias. O director provincial de Educação em Sofala, Luís Meno, identificou os distritos de Chemba, Marromeu, Muanza e Machanga como os mais afectados por esta carência.
Luís Meno informou que o governo está a mobilizar recursos para a construção de novas infraestruturas escolares e para a restauração das que foram danificadas por desastres naturais. A situação apresenta-se como um desafio urgente para garantir um ambiente de aprendizagem adequado às crianças da província.
O Governo moçambicano anunciou o lançamento de um concurso único para a concessão da Estrada Nacional Número Quatro (N4), que integra também os corredores números dois (N2) e três (N3).
Esta iniciativa visa potenciar a logística e facilitar o acesso aos países do interior, reconhecendo a relevância estratégica dessas infraestruturas.
Simultaneamente, o troço Marracuene-Xai-Xai na Estrada Nacional Número Um (N1) poderá ser concessionado num futuro próximo. A Administração Nacional de Estradas (ANE) já se encontra em fase de pré-selecção dos concorrentes que poderão participar neste processo.
De acordo com Miguel Coanai, director-geral-adjunto da ANE, a instituição está a aguardar a recepção das propostas, que incluirão componentes técnicas e financeiras. Assim que o processo estiver concluído, o vencedor será anunciado, proporcionando uma nova fase de desenvolvimento para essas importantes vias de comunicação.
A Frelimo promoveu uma ação solidária na cidade de Nampula, ao entregar duas cadeiras de rodas, bens alimentares e produtos de higiene a Gizela Francisco, uma jovem de 14 anos que enfrenta desafios devido a uma deficiência física e comunicativa, e que se encontra em situação de orfandade.
O evento teve como anfitrião o primeiro-secretário do Comité Provincial da Frelimo em Nampula, Gilberto Francisco, que realçou o compromisso da formação política com a solidariedade e a inclusão social. Durante a cerimónia, o líder do partido destacou a importância de apoiar famílias em situações de vulnerabilidade, reforçando que a assistência a pessoas com deficiência é um passo fundamental para fortalecer laços entre instituições e comunidades.
Gilberto Francisco fez um apelo a outras entidades para que também se mobilizem em apoio à jovem Gizela, enfatizando a necessidade de assistência psicológica e o fortalecimento da cesta básica, a fim de assegurar uma alimentação adequada à adolescente.
Por sua vez, Filomena Madeira, tia de Gizela, expressou o seu agradecimento pelo apoio recebido, sublinhando que a nova cadeira de rodas facilitará a mobilidade da jovem, que até então enfrentava dificuldades significativas na sua deslocação.
Este gesto não apenas alivia as necessidades imediatas, mas também reforça a protecção social das pessoas com deficiência, promovendo dignidade e melhores condições de vida para as camadas mais vulneráveis da sociedade.
O Banco de Moçambique, na sua função de regulador do sistema financeiro nacional, anunciou que tanto empresas como indivíduos poderão utilizar os seus cartões bancários no estrangeiro apenas para efectuar pagamentos até três milhões de meticais (equivalentes a 46.900 dólares norte-americanos à taxa de câmbio actual).
Anteriormente, o montante permitido para pagamentos internacionais era de seis milhões de meticais. Segundo o comunicado do Banco Central, esta medida aplica-se a empresas e indivíduos que utilizem cartões de débito, crédito e pré-pagos emitidos por instituições financeiras supervisionadas pelo sistema financeiro do país.
Importa assinalar que o limite é válido por titular de cartão, independentemente do número de bancos onde a pessoa possua conta, da quantidade de cartões que detenha ou dos canais de pagamento utilizados. Esta regra tem efeito imediato para todos os titulares de cartões, independentemente do volume de transacções realizadas sob o regime anterior. A não conformidade com esta medida representa uma violação das leis cambiais do país, estando sujeita a sanções.
“Ocorre que, uma vez atingido o tecto anual estabelecido de três milhões de meticais, todas as instituições financeiras deverão bloquear imediatamente os cartões daquele titular para transacções no exterior. Os limites diários definidos por cada banco comercial continuarão a ser aplicáveis”, refere o documento.
Segundo a nota, os bancos comerciais devem notificar os seus clientes sobre a utilização do limite anual em quatro momentos: ao atingir 50% do limite anual, ao alcançar 75%, ao atingir a totalidade de três milhões de meticais e no momento em que o cartão for bloqueado para pagamentos internacionais.
Adicionalmente, antes de emitir ou renovar qualquer cartão, os bancos comerciais devem consultar o Banco de Moçambique para verificar a situação do cliente quanto à utilização dos limites cambiais.
O documento menciona que o titular do cartão deverá apresentar um pedido fundamentado a uma instituição de crédito de sua escolha para solicitar um montante adicional.
Este processo deve ser acompanhado de prova da necessidade da quantia requerida, sendo que “o banco comercial terá cinco dias úteis para encaminhar a recomendação ao banco central, que decidirá no prazo de 15 dias úteis”.
O projecto hidroeléctrico Mphanda Nkuwa, situado no rio Zambeze, na província central de Tete, prevê gerar receitas na ordem dos 13,98 mil milhões de dólares americanos.
De acordo com um comunicado do Gabinete de Informação do Governo (Gabinfo), durante a fase de construção, o projecto deverá criar cerca de 7.000 postos de trabalho. O cronograma de implementação do projecto aponta para a conclusão da fase de desenvolvimento até 2028, o início da construção em 2029 e o arranque das operações comerciais em 2034.
Durante a fase de construção, são estimados entre 6.000 e 7.000 empregos directos, enquanto a receita pública prevista ascendia a cerca de 13,98 mil milhões de dólares, oriunda de impostos, taxas e dividendos ao longo do ciclo de vida do projecto.
O documento revela que o projecto continua a atrair um robusto interesse de instituições financeiras internacionais e parceiros estratégicos, o que facilita o encerramento financeiro e o início da fase de construção, apesar de alterações na composição do consórcio privado, as quais não comprometem o desenvolvimento do projecto nem o cronograma estabelecido.
Entre os marcos principais alcançados desde a concepção do projecto, destaca-se a conclusão do estudo de viabilidade da linha de transmissão de energia Tete-Maputo, considerada estratégica para o abastecimento dos principais centros de consumo, reforçando a segurança energética nacional e aumentando a capacidade de exportação de electricidade para a região.
O projecto Mphanda Nkuwa integra a estratégia de Moçambique para expandir a geração de electricidade, prevendo a construção de uma central hidroeléctrica a 61 quilómetros rio abaixo da Central Hidroeléctrica de Cahora Bassa.
O empreendimento envolve a edificação de uma barragem cerca de 60 quilómetros abaixo da existente em Cahora Bassa, bem como uma central que irá gerar 1.500 megawatts de electricidade. Será também construída uma linha de transmissão de alta tensão com 1.300 quilómetros, ligando o Vale do Zambeze a Maputo.
A construção da barragem e da central está orçada em 5,5 mil milhões de dólares. Uma vez que a energia comece a ser gerada, serão criados 3.000 postos de trabalho permanentes, sendo 95% destes ocupados por moçambicanos.
A embaixadora de Moçambique em Angola, Osvalda Joana, esteve presente no lançamento da campanha continental “Reforçar a Resiliência para Mulheres e Raparigas: Clima, Conflitos e Futuros Sustentáveis”.
Segundo a diplomata, esta iniciativa realça a importância de uma aliança entre os países africanos para enfrentar os desafios trazidos pelos conflitos e pelas alterações climáticas, que impactam directamente a vida das mulheres e raparigas africanas.
Osvalda Joana sublinhou que as crises actuais tornam as mulheres e raparigas particularmente vulneráveis, necessitando, por isso, de uma maior mobilização de recursos e parcerias que visem o fortalecimento da sua resiliência e o desenvolvimento sustentável. Durante a sua intervenção, a embaixadora afirmou: “Estamos presentes para reforçar o apelo e o contributo para um futuro mais resiliente para as mulheres e raparigas africanas.”
A Embaixadora destacou ainda a intenção de Moçambique em Luanda, ao partilhar as lições aprendidas na gestão de fenómenos climáticos, como ciclones, cheias e secas. Além disso, expressou a vontade de recolher experiências de outros países africanos, no intuito de aprimorar a capacidade de resposta nacional às adversidades climáticas.
As autoridades nigerianas anunciaram o desmantelamento de um laboratório considerado o maior de metanfetamina no país.
Esta operação ocorreu no âmbito de um processo judicial envolvendo três cidadãos mexicanos e revelou uma rede transnacional de tráfico avaliada em várias centenas de milhões de dólares.
A apreensão desvendou este laboratório de substâncias sintéticas, a maior estrutura deste tipo já encontrada na Nigéria. James Taalba, comandante-adjunto da Agência Nacional de Combate às Drogas (NDLEA, na sigla em inglês), destacou que o país está preparado para enfrentar o desafio dos cartéis mexicanos e garantiu que a instituição dispõe de pessoal qualificado para lidar com situações desta gravidade.
O laboratório, com uma área de cerca de 4.000 metros quadrados, situava-se numa floresta na fronteira entre as aldeias de Abidagba e Iroto.
As autoridades locais reforçam a importância desta operação para o combate ao tráfico de drogas, que representa uma ameaça crescente na região.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e o Programa Mundial para a Alimentação (PMA) dirigiram um apelo à comunidade internacional, solicitando apoio ao Governo de Moçambique para investimento em medidas que visem preparar as comunidades para os impactos do fenómeno conhecido como El Niño.
Em comunicado oficial, as duas entidades destacam a urgência em mobilizar recursos e garantir um apoio coordenado para a implementação de ações preventivas, tendo em vista a elevada intensidade deste fenómeno climático.
As estimativas da FAO e do PMA indicam que serão necessários cerca de 54 milhões de dólares para assistir 2,3 milhões de pessoas que poderão enfrentar consequências diretas do fenómeno El Niño em Moçambique, Madagáscar, Malawi e Zimbabwe.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável – Supply Chain (Maputo). Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) pretende contratar um(a) Consultor(a) para Produção de Vídeos dos resultados das Actividades de Consolidação de Cinco Iniciativas Juvenis no Âmbito da Extensão do Programa IGUAL Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Responsável de Desenvolvimento de Propostas de Programa. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de MEAL (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador (a) – MEAL – (Gaza). Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial de Redução do Risco de Desastres e Adaptação as Alterações Climáticas. Saiba mais.
O balanço de vítimas mortais do sismo de magnitude 7.1 que atingiu o sudoeste do Japão na terça-feira aumentou para 28, conforme confirmado por um porta-voz do Governo japonês durante uma conferência de imprensa.
“O balanço subiu agora para 28 mortos, incluindo pessoas cujo óbito ainda está a ser investigado para determinar se está relacionado com o sismo”, declarou o secretário-geral do Governo japonês, Minoru Kihara.
A Agência Meteorológica do Japão informou que o terramoto teve como epicentro a Prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudeste do país, e foi seguido por dezenas de réplicas, que têm agravado a situação nas áreas afectadas. As autoridades continuam a monitorar a situação e a prestar apoio às vítimas e às comunidades afectadas pelo desastre.
Um objecto ainda não identificado caiu perto da vila de Tarnawa-Kolonia, na região de Lublin, no leste da Polónia, causando uma cratera com 10 metros de diâmetro.
O incidente ocorreu na quinta-feira (30), e levantou preocupações sobre possíveis ligações com os ataques da Rússia à Ucrânia.
De acordo com informações do exército polonês, os radares detectaram o objecto sobrevoando o território nacional, o que levou à mobilização de um caça F-16 para interceptá-lo. No entanto, o objecto desapareceu dos registos antes que as autoridades pudessem identificá-lo. Um helicóptero Mi-24 foi enviado para a área onde o objecto havia sido avistado.
O exército confirmou que o objecto caiu em um terreno não construído, e uma equipe de busca e salvamento foi rapidamente despachada para a região. “Às 3h40, no espaço aéreo polonês, foi detectado um objecto não identificado movendo-se em direcção ao oeste. Para identificá-lo e interceptá-lo, um caça F-16 de sobreaviso foi direccionado para a área. Às 3h46, antes de uma identificação inequívoca, o objecto desapareceu das indicações dos sistemas de radiolocalização”, informou o exército polonês.
Na mesma noite, a Rússia disparou ataques massivos contra a Ucrânia, o que aumentou as preocupações sobre a segurança na Polónia. “Durante as horas nocturnas, os sistemas nacionais e aliados de reconhecimento detectaram intensa actividade de combate da aviação de longo alcance da Federação Russa”, acrescentou o comunicado do exército polonês. O incidente ressalta a crescente tensão na região, à medida que a Polónia continua a monitorar a actividade militar russa nas proximidades.
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