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Sábado, Abril 11, 2026
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Jovem mata pai e sogro no distrito de Báruè

Jovem mata pai e sogro no distrito de Báruè
Luvumo Xadreque, de 28 anos de idade, residente no bairro Tongogara, na vila de Catandica, província central de Manica, é acusado de matar o próprio pai e o sogro com recurso a um machado, alegadamente porque estes impediam o seu casamento.

Segundo a sua mãe, Enessia Balanha, esta terça-feira, 11 de Dezembro, ela encontrou-se, a caminho da machamba, com o filho, logo pela manhã, que lhe informou de que matou o sogro na noite do dia anterior.

Na manhã do mesmo dia 11, Luvumo Xadreque acabou com a vida do pai, identificado pelo único nome de Xadreque. Ele alegou que as vítimas estavam a impedir o seu casamento com a namorada e que o progenitor praticava actos supersticiosos contra si.

O secretário do bairro Tongogara, Izac Tobias, afirmou que tomou conhecimento do crime na madrugada desta terça-feira.

A Rádio Comunitária Catandica dirigiu-se, sem sucesso, ao Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique em Báruè para colher mais esclarecimentos. O jovem indiciado do referido crime encontra-se em parte incerta.

Adolescente foge de casa e simula rapto em Nacala-Porto

Adolescente foge de casa e simula rapto em Nacala-Porto
Uma adolescente de apenas 12 anos de idade, identificada pelo nome de Shanasse Abubacar Assane Ayob, natural da cidade portuária de Nacala, fugiu da casa dos pais, na quinta-feira passada, 06 de Dezembro, para se encontrar com um amigo, supostamente seu namorado, e simulou um rapto. Apercebendo-se do caso, o pai pediu a intervenção da Polícia.

A Polícia veio a apurar, na companhia da família, que a menina estava na cidade de Nampula num convívio com o suposto namorado. Ela alegou que havia sido raptada porque queria ficar com o rapaz sem o incómodo dos progenitores.

O namorado, chamado Nichard Will Eugénio, de 22 anos de idade, natural da cidade de Nampula, está neste momento a contas com as autoridades policiais em Nacala-Porto. Ele é estudante da Universidade A Politécnica, delegação de Nampula.

Entretanto, suspeita-se de que a mãe tinha conhecimento da relação entre a filha e o jovem. Outros membros da família também sabiam da saída da adolescente para a cidade de Nampula ao encontro do rapaz, com quem se relacionava há quatro meses.

“A Polícia encontrou os dois numa residência localizada no bairro de Muahivire, onde o jovem estudante vive sozinho. Tratamos de detê-lo apesar de se tratar de um rapto consentido, pelas circunstâncias em que aconteceu. A adolescente já está com a família”, afirmou Inácio Dina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Nampula.

A jovem declarou à Polícia que está apaixonada pelo seu namorado, e que, caso os pais impeçam a relação, ela poderá enforcar-se.

Não há acordo entre os médicos e o Governo; mantém-se aviso de greve

Não há acordo entre os médicos e o Governo; mantém-se aviso de greve

Governo e médicos continuam desavindos. Não há acordo quanto às exigências dos profissionais de saúde e o espectro de greve ainda é uma ameaça real. Nem duas reuniões encurtaram distância entre os lados.

Os médicos foram ao anfiteatro da faculdade de medicina da UEM com três propostas. A primeira incluía o pagamento de novos salários a partir de 2013. Contudo, sem direito a retroactivos. A segunda e que foi reuniu consenso dos médicos exigia o pagamento de novos salários em Abril de 2013. Porém, com a inclusão de retroactivos. De todas as formas, o salário líquido deveria variar de 50 à 107 mil meticais.

O Governo, por seu turno, apresentou uma contra-proposta muito aquém daquilo que os médicos exigiam. O executivo de Armando Guebuza pretende pagar salários base que variam de 20 à 60 mil meticais sem direito a casa. Ainda assim o Governo chegava aproximava ao valor exigido por via de subsídios. Os médicos presentes chumbaram a proposta pelo facto de um salário base continuar muito abaixo daquilo que pretendem.

Depois da reunião de quatro horas e 36 minutos ainda teve lugar um jantar para aproximar posições. Desse segundo encontro nenhuma informação foi disponibilizada. Contudo, @Verdade sabe que a solução do problema ainda é uma miragem e a greve cada vez mais uma certeza.

Entretanto os médicos nas províncias não conseguiram participar da reunião, usando as novas tecnologias (neste caso através do skype, um software que permite a realização de chamadas com custo baratos) como das outras vezes porque alegadamente não estavam reunidas condições no anfiteatro da faculdade de Medicina da UEM. O descontentamento, sobretudo de médicos afectos a província da Zambézia foi muito grande, uma vez que julgavam que os seus problemas estavam a ser decididos sem que a sua posição fosse tida em conta. Refira-se que os médicos que trabalham naquela província foram dos mais afectados pela retirada das casas.

Mandela "recupera", segundo presidente Jacob Zuma

Mandela "recupera", segundo presidente Jacob Zuma
O ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela, hospitalizado por uma infecção pulmonar desde sábado, aos 94 anos, “recupera”, indicou hoje, quinta-feira, o presidente Jacob Zuma.

“Madiba recupera da infecção pulmonar que o levou internar num hospital de Pretória”, disse durante uma cerimónia no aeroporto de Bloemfontein (centro), usando o nome de clã do seu ilustre predecessor, carinhosamente adoptado pela maior parte dos sul-
africanos.

“Nós desejamos-lhe uma rápida recuperação e recebemos mais uma vez o amor e apoio de muitas pessoas no país e no estrangeiro”, acrescentou Zuma, que mais tarde deve inaugurar  uma estátua do ícone da luta anti-apartheid sobre uma colina com vista para Bloemfontein.

Ele descreveu como “um homem que se tornou um símbolo da nossa luta pela liberdade e da África do Sul, livre e democrática”.

A Presidência anunciou terça-feira que os exames realizados ao herói nacional revelaram o renascimento de uma antiga infecção pulmonar, e repete que não há motivo para alarme.

“O seu estado continua a melhorar”, disse brevemente à AFP hoje, quinta-feira, o seu porta-voz Mac Maharaj, incapaz, no entanto, de dizer quando Nelson Mandela poderá deixar o hospital militar em Pretória, onde foi internado sábado.

Governo financia comunidades onde se exploram recursos minerais

Governo financia comunidades onde se exploram recursos minerais
O Governo moçambicano vai transferir 766 mil euros, no próximo ano, para as comunidades das regiões onde se exploram recursos minerais em Moçambique, anunciou o primeiro-ministro, Alberto Vaquina.

Falando no parlamento, o primeiro-ministro disse que o executivo inscreveu este valor no Plano Económico e Social e no Orçamento do Estado para o ano 2013 e o dinheiro visa assegurar que a população e o Estado moçambicano tirem maiores benefícios da actividade mineira.

As autoridades moçambicanas pretendem promover ligações empresariais entre as pequenas e médias empresas locais, para criar mais oportunidades de negócios com as multinacionais.

“Desta forma, a indústria extrativa poderá constituir uma oportunidade para a consolidação e fortalecimento das pequenas e médias empresas locais e do empresariado moçambicano. A este respeito, importa referir que o Governo vai transferir, no próximo ano, 30 milhões de meticais (um dólar equivale a 100 kwnzas) para as comunidades onde se exploram recursos minerais”, disse Alberto Vaquina.

Em Moçambique, cerca de 50 empresas estão envolvidas na pesquisa e exploração de recursos minerais como carvão, gás natural, ferro, ouro, pedras precisas e semi-preciosas, areias pesadas.

Contudo, os ganhos destes projectos pela população têm sido questionados por alegadamente beneficiarem mais as multinacionais.

Recentemente, os bispos católicos de Moçambique apelaram para uma “reflexão séria” sobre a implantação dos mega-projectos no país “para saber quem é que na verdade ganha” com estes empreendimentos, cujo impacto, afirmam, é “superficial”
na vida da população moçambicana.

A crítica da Igreja Católica em Moçambique vem expressa em comunicado enviado à Lusa onde se denuncia a eventual violação dos direitos humanos pelos proprietários de mega-projectos que “expropriam terras dos pobres”.

“É necessário que reflictamos seriamente para saber quem é que na verdade ganha com os mega-projetos e o que é que realmente ganha. O que ganha e quanto ganha a população. O que ganha e quanto ganha o país” e “o que ganha e quanto ganham os donos dos projectos”, questionam.
 
 Na carta pastoral, os bispos católicos moçambicanos dizem ter apenas uma certeza do impacto dos mega-projectos em Moçambique.

“Uma coisa é certa: quem mais perde até ao presente momento são a população e o país e quem mais ganha, e muitíssimo, são os donos dos projectos. Estes tinham sempre que ganhar, mas, actualmente, estão a ganhar muito acima do normal, faltando até ao cumprimento das suas promessas iniciais que, regra geral, não há ninguém que as faça cumprir”, referem os bispos.

Botswana busca experiência sobre JUE em Moçambique

Uma delegação da República do Botswana constituída por nove elementos das Alfândegas,  Ministério do Comércio, Ministério das Finanças e do sector privado e dirigida pelo Presidente da Autoridade Tributária daquele país, Keneilwe Morris, esteve em Maputo de 9 a 11 de Dezembro, com o objectivo de se familiarizar com o sistema da Janela Única Electrónica (JUE) das Alfândegas e colher experiências sobre os passos para a implementação de um sistema desta magnitude.
Botswana busca experiência sobre JUE em Moçambique

Durante a estadia em Maputo, a delegação teve a oportunidade de visitar alguns locais, onde o sistema já está em pleno funcionamento, nomeadamente o centro de operações e de dados da JUE, o Porto de Maputo, um banco comercial participante, o escritório de um despachante, o centro de formação da JUE e a sede das Alfândegas.

O presidente da Autoridade Tributária de Moçambique, Rosário Fernandes, acompanhado pelos directores gerais e seus adjuntos, para além dos membros da equipa de implementação da Janela Única Electrónica (JUE), recebeu, no seu gabinete, a delegação do Botswana, tendo na altura manifestado satisfação pelo facto de uma delegação de um país economicamente estável, com referência no continente e no mundo, como é o caso do Botswana, ter escolhido humildemente Moçambique para adquirir experiências sobre a implementação do sistema da Janela Única Electrónica.

Um país com um elevado nível de desenvolvimento como o Botswana, segundo Rosário Fernandes, tinha várias opções de escolha, “ao invés de vir a Moçambique, poderia ir até Singapura, Gana ou Madagáscar que também utilizam o sistema da Janela Única Electrónica”.

“Eles olharam para o sucesso da experiência que tivemos com a Janela Única Electrónica e viram que somos um exemplo a seguir”, frisou.

Mais adiante, o presidente da AT explicou que uma das vantagens para o sucesso da JUE foi a grande aposta na formação e capacitação de quadros para a operacionalização do sistema.

“A equipa de implementação desenhou e levou a cabo um programa de formação muito arrojado, para permitir a capacitação em muito pouco tempo do maior número de utilizadores quer de despachantes, quer de funcionários aduaneiros, para a adopção desta nova filosofia de trabalho”, disse.

Rosário Fernandes afirmou, mais adiante, que a adopção da JUE não foi casual, mas sim uma estratégica para a qual foi necessário escolher o momento certo para a sua implementação, tendo como objectivo não apenas a facilitação do comércio externo, mas também para dar garantia do aumento da capacidade de controlo aduaneiro e de monitoramento”, concluiu o presidente da AT.

Por seu turno, o chefe da delegação do Botswana, explicou que “as lições que estamos aqui a aprender pretendemos replicá-las no nosso país, sem necessidade de reinventar a roda ou cometer os erros que eventualmente Moçambique tenha cometido. Apesar de o Botswana possuir melhores indicadores de desenvolvimento económico, o nosso pais também está a experimentar os mesmos problemas de Mocambique, relativos à necessidade de facilitar o comércio e aumentar a receita do estado”.

Refira-se que, para além do Botswana, Moçambique já recebeu igualmente delegações da Tanzânia, República do Congo, Malawi, Namíbia e Madagáscar, que estiveram entre nós, para inteirar-se do processo de modernização das Alfândegas através da introdução do sistema da JUE.

FAO constata redução de fundos na Agricultura

Em média, os governos de todas as regiões do mundo gastam actualmente mais em Defesa do que em Agricultura, tendo diminuído proporcionalmente em todo o mundo também os investimentos nos transportes e comunicações, que favoreciam o sector agrícola.
FAO constata redução de fundos na Agricultura

Os dados fazem parte do relatório de 2012 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), ontem divulgado em Roma e que tem como lema “Investir na Agricultura para um Futuro Melhor”.

“Em média, os governos de todas as regiões gastam actualmente mais em Defesa do que em Agricultura. A proporção das despesas públicas na Educação também aumentaram, nomeadamente desde 1980, em todas as regiões, com excepção do Médio Oriente e Norte de África, tendo em todas as regiões aumentado as dotações para a Saúde ou Protecção Social, ou ambas”, diz o documento citado pela Lusa.

Estas despesas podem porém favorecer o sector agrícola, diz o relatório, que nota que os investimentos públicos nos transportes e comunicações (que também o favoreciam) no entanto diminuíram na maior parte do mundo.

De acordo com o relatório, segundo os últimos dados disponíveis (2007) a região do Oriente Asiático e Pacífico gastava 6,5 por cento do orçamento em Agricultura e 7,2 por cento em Defesa, a Europa e Ásia Central 2,1 e 9,9 por cento (respectivamente), a América Latina 1,9 e 3,3 por cento, o Médio Oriente e Norte de África 3,1 e 10,5 por cento, e a África subsaariana 2,7 e 5,4 por cento.

O documento diz também que o investimento em investigação no sector agrícola é muito maior nos países desenvolvidos do que nos países em desenvolvimento, sendo que a maior parte das despesas em investigação nos países de baixos e médios rendimentos se concentra num pequeno grupo de Estados.

“A China representa cerca de dois terços do total de gastos em investigação agrícola no Oriente Asiático e Pacífico”, diz o relatório, segundo o qual na América Latina é o Brasil que tem a maior fatia em investigação (42 por cento do total, em 2006).

José Graziano da Silva, o director geral da FAO, alerta no documento que estabilizou ou baixou o investimento público e privado por cada trabalhador agrícola nas regiões mais pobres, onde “com demasiada frequência” os investimentos públicos na Agricultura não obtêm a esperada produtividade, redução da pobreza e sustentabilidade.

“Não há dúvida de que se devem destinar mais recursos públicos à Agricultura”, avisa o responsável, que advoga também “uma nova estratégia de investimentos que coloque os agricultores no centro” e que assente num clima geral propício para a aposta na Agricultura.

Devido à crise que o mundo atravessa, diz a FAO que não podem ser apenas os governos a investir na Agricultura, pelo que “os investidores privados, nomeadamente os próprios agricultores, devem de ocupar um lugar central em toda a estratégia de investimento na Agricultura”.

A FAO lembra que a Agricultura mundial deverá de alimentar uma população estimada em mais de nove mil milhões de pessoas em 2050 e que “a maior parte do crescimento demográfico acontecerá em países que já estão afectados pela fome e pela degradação dos recursos naturais”.

A organização das Nações Unidas acredita que o mundo vive um ambiente propício para o investimento agrícola, devido à manutenção de preços elevados dos produtos, que começou na última década.

Constituído Conselho de Negócios Inclusivos

Com vista à implementação de iniciativas empresariais economicamente rentáveis, ambiental e socialmente sustentáveis, desenvolvidas sobre uma base de relacionamentos de longo prazo com as comunidades de baixa renda, foi oficialmente lançado, segunda-feira última, em Maputo, o Conselho de Negócios Inclusivos (CNI).
Constituído Conselho de Negócios Inclusivos

Criada em Outubro do corrente ano, a nova entidade nacional é constituída pelo sector privado, entidades públicas, organizações não-governamentais e organizações da sociedade civil e propõe-se a disponibilizar a provisão de assistência técnica a empresas e comunidades.

Com a implementação dos negócios inclusivos nas grandes empresas, o Conselho de Negócios Inclusivos espera que as comunidades cheguem a adquirir uma participação no capital dos grandes investimentos em curso no País.

Intervindo na cerimónia de lançamento do CNI, o presidente da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Rogério Manuel, disse que “a CTA, ciente da responsabilidade das empresas no desenvolvimento económico e na inserção das comunidades de baixa renda na cadeia das mesmas, não hesitou em liderar o processo de constituição deste conselho”.

“Acreditamos que a prosperidade económica e social de um país depende da estabilidade social e segurança material básica de todos, que só são possíveis através da distribuição de renda mais justa e na participação de todos os estratos da sociedade na criação de riqueza”.

Aiuba Cuereneia, ministro da Planificação e Desenvolvimento, que testemunhou o acto, referiu que o Governo encoraja os investidores a integrarem as comunidades nas suas cadeias de produção, fornecimento, distribuição e consumo.

”As comunidades podem inclusivamente ser parceiras dos negócios do sector privado, detendo uma percentagem do capital social nestes empreendimentos”, realçou o governante.

Diálogo como “arma” para a paz e harmonia – defende Joaquim Chissano

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, defendeu esta semana, em Maputo, a importância do diálogo na sociedade como forma de se reduzirem possíveis contradições e garantir uma vida harmoniosa.
Diálogo como “arma” para a paz e harmonia - defende Joaquim Chissano

O antigo estadista moçambicano defendeu essa necessidade durante a Conferência Africana da Juventude sobre Democracia e Boa Governação, um evento de quatro dias organizado pelo  Parlamento Juvenil e que hoje termina.

Além de Joaquim Chissano, o evento, que junta jovens idos de diversos países africanos, conta com a participação do ex-Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires.

Na sua intervenção durante um painel sobre Democracia e Boa-Governação em África, o antigo Presidente moçambicano disse que o Estado de direito assenta na Constituição da República, como lei fundamental, e em diversas leis específicas que devem ser cumpridas por todos.

Contudo, ele admitiu que, às vezes, surgem “confusões” em alguns países quando há grupos de indivíduos que não gostam de determinadas partes da lei. “Isso não pode”.

Por isso, Chissano defendeu a necessidade de se alterar as leis que não sejam consensuais de modo a reduzir possíveis diferenças na sociedade.

“Tem que haver uma abertura para o diálogo permanente. A criação de confiança mútua na sociedade para que as discussões sejam feitas duma maneira tranquila e harmoniosa – o que não quer dizer não contraditória. Pode ser contraditória, mas que se procure reduzir a contradição para se alcançar a harmonia”, disse.

“Nós fizemos isto na nossa governação e, como disse, eu aprendi durante a minha experiência como dirigente de várias organizações e sobretudo na Frelimo”, disse Chissano.

Segundo anotou, a obediência a essas normas constitui uma característica do Estado de direito, que por sua vez é uma característica da democracia e da boa governação.

Sobre a boa governação, o antigo estadista moçambicano disse que o mais essencial é que esta tenha o objectivo de melhorar o bem-estar da população.

“Quanto mais nós melhorarmos o bem-estar da população melhor é a boa governação. Este é o termómetro da boa-governação. Melhor ainda se a população por si própria sentir que está a viver melhor hoje do que ontem”, referiu.

Sobre o papel da juventude africana para se ultrapassar os problemas actuais, o antigo estadista afirmou que o desafio recai nos próprios jovens que, ao assumirem cargos de liderança – a qualquer nível – devem contribuir para se alcançar as metas que pretendem.

Chissano recordou que as críticas aos líderes africanos datam há mais de 50 anos – desde o início das descolonizações.

“Os líderes nunca fazem bem. Mas eu digo em 50 anos os líderes não são os mesmos. Quem são os líderes de hoje? São aqueles que foram jovens. Aqueles que quando estavam na escola fizeram marchas, manifestações contra os líderes, alguns que estavam no exército fizeram golpes de Estado, mas chegados ao poder, a liderança não muda”, explicou.

O antigo estadista desafiou os jovens africanos a velarem para que todas mudanças ocorram com eficácia, criando-se as condições necessárias para se alcançar a “grande mudança almejada”.

Para tal, Joaquim Chissano indicou que em primeiro lugar é importante uma mudança de mentalidades por parte dos jovens africanos para depois identificarem identidades próprias.

Reconheceu que esses condimentos – mudança de mentalidade e identificação da identidade própria – não são fáceis de se alcançar pelos jovens num mundo globalizado como o que se vive hoje.

“A personalidade e a identidade não podem ser como a roupa que se muda frequentemente. Em cada país onde chegamos temos de saber o que somos”, disse.

“O que acontece é que a juventude, com o seu dinamismo, às vezes tem várias ideias que não se consolidam ou quando chega o momento da consolidação ainda não estão preparados para realizar a mudança desejada”, referiu a fonte.

Governo garante eleições autárquicas no próximo ano

O Governo garantiu ontem, no Parlamento, que no próximo ano vai realizar as quartas eleições autárquicas em todos os 43 municípios nacionais.
Governo garante eleições autárquicas no próximo ano

A garantia foi dada pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiúba Cuereneia, durante a apresentação do Plano Económico e Social (PES) e Orçamento do Estado (OE) para 2013.

A posição governamental surge numa altura em que decorrem conversações entre o Governo e a Renamo que ameaça inviabilizar (boicotar) os próximos pleitos eleitorais caso as suas exigências não sejam satisfeitas, entre as quais a aprovação de uma legislação eleitoral consensual, despartidarização da Função Pública e reintegração de elementos deste partido nas forças de defesa e segurança.

Esta posição surge, por outro lado, um dia depois do Parlamento ter adoptado, na generalidade, as propostas de Revisão da legislação eleitoral, processo que teve votos favoráveis da Frelimo e do MDM, e voto contra da Renamo.

Na mesma ocasião, Cuereneia disse que o Executivo mantém firme e inalterável o compromisso de assegurar a contínua consolidação de uma governação transparente e participativa que assegure uma prestação de serviços que satisfaça as necessidades e anseios de todos os cidadãos.

“Assim, no exercício das liberdades constitucionais, em 2013 iremos realizar as quartas eleições autárquicas em todos os 43 municípios e capacitar estes municípios em matérias de gestão de processos administrativos, colecta de recursos, prestação de serviços, ordenamento territorial e gestão de solos”, sublinhou o governante.

As declarações do ministro Cuereneia vieram, assim, reforçar as declarações do Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, que na apresentação do PES e OE para o próximo ano referiu que o Executivo, para consolidar a democracia, o Estado de direito e boa governação prosseguirá com os esforços visando a profissionalização da Função Pública, promoção do acesso à justiça pelos cidadãos, colocando mais juízes e procuradores nos distritos.

“A Presidência Aberta e Inclusiva e as suas réplicas na forma de governação aberta e inclusiva continuarão a ser referência do diálogo, prestação de contas e promoção da participação das populações na governação e na procura de soluções para os problemas locais”, enfatizou o Primeiro-Ministro.

Os documentos, apresentados por Alberto Vaquina e detalhados pelos ministros da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, e das Finanças, Manuel Chang, têm como objectivo fazer com que o país atinja, em 2013, um crescimento de 8.4 por cento; uma inflacção na casa dos 7.5 pontos percentuais; e que consiga realizar exportações na casa dos 3.558 milhões de dólares norte-americanos, o que representará um crescimento de 14 por cento, comparativamente à meta prevista para 2012; para além de perspectivar uma produção global que crescerá em 8.5 pontos percentuais, suportados pelos sectores de Agricultura, Pescas, Indústria Transformadora; Construção e Transportes e Comunicações.

No que respeita ao Orçamento do Estado, o Governo afirma que este prevê uma despesa de 174.955,0 milhões de meticais, correspondentes a 36,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), e uma receita estimada de 113.962,0 milhões de meticais, o correspondente a 23,6 por cento do PIB, mais 0,5 por cento do fixado no Orçamento de 2012.

Após a apresentação destes documentos, as diferentes comissões de especialidade da AR apresentaram os respectivos pareceres técnicos, nos quais ressaltam posições antagónicas das três bancadas no que respeita à adopção dos mesmos.

Com efeito, o grupo parlamentar da Frelimo, nas sete comissões existentes na AR, recomenda ao plenário a adopção destes instrumentos, alegadamente porque estão em consonância com a implementação necessária para o alcance dos objectivos do Programa Quinquenal do Governo 2010/2014, para além destes instrumentos integrarem, de forma abrangente as acções em todas as áreas que irão conduzir a um desenvolvimento harmonioso, sustentável, mais rápido e, sobretudo, de paz.

Por uma vez, as bancadas parlamentares da Renamo e do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) são pela reprovação destes documentos por considerarem que não respondem aos anseios prementes do povo, pois não apresentam políticas e estratégias conducentes a um verdadeiro e real combate à pobreza, bem assim de considerarem não existir alinhamentos entre as matrizes das principais acções, por programas, do PES com o Orçamento do Estado.

Funcionários condenados por corrupção passiva em Inhambane

A Primeira Secção Criminal do Tribunal da Cidade de Inhambane condenou na passada segunda-feira, dois funcionários do Conselho Municipal da capital provincial a dois anos e seis meses de pena suspensa de cúmulo jurídico e um ano de pena correccional, para além de um mês de multa à taxa diária de 30 meticais.
Funcionários condenados por corrupção passiva em Inhambane

Trata-se de Yassin Faquirá Dauto e Armindo Zunguze, funcionários do Conselho Municipal de Inhambane, ambos condenados pelos crimes de corrupção passiva e ilícita e de abuso de cargo ou função, esta última circunstância punida nos termos do artigo 16 da Lei N.º 09/87, de 19 de Agosto, sobre a defesa da economia.

No mesmo processo, tinha sido arrolado João Baptista Fernando que, entretanto, foi absolvido pelo Tribunal pois, segundo explicou o juiz da causa, Alexandre Dlovo, durante a produção das provas, não foram encontrados elementos bastantes que consubstanciassem o envolvimento deste funcionário, que responde pelo Departamento Financeiro da edilidade.

A sentença ditou também que os condenados, que deverão pagar os devidos impostos e emolumentos das custas judiciárias, apropriaram-se de 137 mil meticais, montante subtraído de 138 mil meticais desembolsados por um cidadão estrangeiro para pagar o foral da exploração da terra naquele município.

Alexandre Dlovo explicou que quanto ao chefe das Finanças, João Baptista Fernando, o tribunal ficou com dúvidas da sua participação ou não do desvio desse dinheiro, pois não consta nos livros que o dinheiro terá sido retirado com o conhecimento do respectivo chefe.

“Quando o tribunal tem dúvidas não condena ninguém, foi isto que fizemos pois, não há indícios de falsificação de documentos, o que o Departamento Financeiro recebeu foi o que foi registado nos livros e João Baptista confirmou sem no entanto saber que afinal havia outro dinheiro”, explicou o juiz da causa, depois da leitura da sentença.

Alexandre Dlovo chamou atenção aos condenados no sentido de observarem o acórdão pois, durante a vigência da pena suspensa, os réus estão proibidos de cometer qualquer outro crime, dado que a sua condenação activa automaticamente esta sentença. Os réus deverão devolver o dinheiro subtraído ao Município de Inhambane.

O advogado da defesa, Elivio Ibraimo David Foloco conformou-se com a decisão do tribunal e prescindiu do recurso. Disse que esperava pela absolvição de todos, mas conseguiu que apenas um dos três fosse ilibado e por isso sentia-se à vontade.

Com este desfecho, chegou ao fim a novela do alegado enriquecimento ilícito por parte de alguns funcionários do Município de Inhambane, um assunto que suscitou muitos comentários por parte dos residentes da capital provincial.

Reabilitar regadios e aumentar a produção

A província de Maputo está a apostar na reabilitação dos regadios e mecanizar a agricultura como forma de aumentar as suas áreas de produção de alimentos com destaque para cereais, hortícolas e fruteiras.
Reabilitar regadios e aumentar a produção

Neste momento estão a ser feitas algumas intervenções ao nível dos regadios de Mahelane e Vala Moçambique, pese embora, neste último, a execução esteja a ser feita de forma paulatina, por este ser muito extenso.

A Reportagem do “Notícias” soube que para o ano de 2013 fez-se uma proposta de reabilitação de regadios da Moamba, uma vez que o Governo da província de Maputo prioriza o sector da agricultura para o desenvolvimento.

A governadora da província de Maputo, Maria Jonas, que falava recentemente no distrito da Namaacha, província de Maputo, disse que os camponeses devem assimilar as novas tecnologias para o aumento das áreas de produção e da produtividade.

“Exortamos a nossa população para ser mais proactiva e ambiciosa na produção e em termos de extensões de áreas, e passarem de uma agricultura de cabo curto para uma agricultura de mecanização”, disse Maria Jonas, acrescentando que há vários programas desenhados pelo Governo para o financiamento da agricultura e de novas tecnologias de produção.

Aquela governante sublinhou que a província de Maputo, a cada campanha vai aumentando as áreas de produção. “No ano passado, por exemplo, cultivamos cerca de 300 mil hectares e este ano pretendemos chegar aos 350 mil hectares”, disse Jonas, acrescentando que “em termos da produtividade também a tendência é de subir, por isso que o ano passado conseguimos produzir cerca de seis milhões de produtos diversos e na presente campanha tencionamos atingir mais de sete milhões”.

No campo de fomento de gado bovino, o Governo da província de Maputo está a trabalhar de modo que os animais cresçam bem e que produzam carne de qualidade, por isso que anualmente estão a ser graduados novos extensionistas.
Por seu turno, a directora da Agricultura na província de Maputo, Leonor Neves, disse que os níveis de produção de comida daquele ponto do país tende a crescer graças aos esforços feitos nesse sentido.

“Porque o governo da nossa província prioriza o sector da agricultura, principalmente para a produção de hortícolas e cereais, pretendemos aumentar a capacidade dos nossos regadios”, disse Neves, frisando que actualmente a província de Maputo tem cerca de 240 mil cabeças de gado bovino e a grande aposta é chegar aos 50 mil e isso será possível com o uso de novas técnicas.

Na componente agro-processamento, Leonor Neves, disse que no distrito de Marracuene existe uma unidade de processamento de hortícolas, embora não seja ao nível desejado uma vez que há maior quantidade de produção.

Precisou que nos próximos tempos, vai se montar no distrito da Moamba uma unidade maior para a conservação da hortícola e da batata-reno, enquanto isso, em 2013 prioriza-se a reabilitação de regadios.

MINED lança Jornadas de Educação

O Ministério da Educação lançou ontem Jornadas de Educação, para, segundo a Secretária Permanente do pelouro, Maria de Fátima Zacarias, demonstrar o cometimento do sector em busca da evidência empírica que fundamente as estratégias existentes, bem como alimentar a reflexão sobre o papel da pesquisa face às exigências da escola do futuro.
MINED lança Jornadas de Educação

Ao que explicou, a promoção da pesquisa educacional, os desafios que se colocam hoje à educação e, particularmente, na melhoria da qualidade da aprendizagem, são complexos, urgentes, mas de realização possível. É neste contexto que, segundo ela, a pesquisa, o debate franco, aberto e participativo sobre o processo educativo afiguram-se importantes, pois criam espaço para o questionamento, o confronto de ideias e a construção de consensos.

“Importa trazer à nossa memória o célebre slogan “a educação é tarefa de todos nós”, para destacar o papel de todos e cada um dos profissionais da educação, dos académicos e da sociedade em geral, na reflexão permanente sobre as realizações presentes e futuras no âmbito da educação. Olhando para o Plano Estratégico da Educação 2012-2016, o mesmo coloca-nos como grande desafio, no âmbito da qualidade, a eficácia do processo de ensino-aprendizagem, privilegiando o Ensino Primário” – disse.

As primeiras Jornadas de Educação, organizadas pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), uma unidade do MINED, decorrem sob o lema “por uma pesquisa educacional com foco na qualidade da aprendizagem”.

Os debates em volta destas jornadas serão caracterizados por mesas-redonda e palestras em torno da Educação, onde se sobressaem temas como “contributos para melhoria da qualidade de ensino em Moçambique”; “reflexão sobre ensino e educação de qualidade”; qualidade de educação e ensino em Moçambique”; “o papel da pesquisa na implementação do Plano Estratégico da Educação 2012-2016, no domínio da qualidade de educação; bem como debate em torno da “formação de professores de educação bilingue em Moçambique – resultados da experimentação do ensino bilingue”.

Neste evento serão apresentadas 58 comunicações em conferências e palestras. Tomam parte nesta cerimónia cerca de 160 participantes.

Diminuem casos de malária mas aumentam óbitos

Os casos de malária reduziram em Sofala, no período entre Janeiro e Novembro do presente ano. Paradoxalmente, no mesmo espaço de tempo aumentaram os óbitos. As longas distâncias em relação aos centros de saúde, assim como a chegada tardia dos doentes às unidades hospitalares por tentativa de cura por via tradicional, são apontadas como as principais causas de tal aumento de mortes por esta doença.
Diminuem casos de malária mas aumentam óbitos

De acordo com o médico chefe provincial de Sofala, Francisco Guilingue, a província registou uma redução de casos de malária dos anteriores 293.138 reportados no ano passado para 263.203 casos, o que representa uma redução em 29.935 casos, correspondentes a 11 por cento. Quanto aos óbitos, segundo a nossa fonte, houve um aumento para 199 contra os 179 registados em igual período do ano passado.

A fonte explicou igualmente que, dum modo geral, todos os distritos daquela província tiveram uma redução de casos de malária, como resultado das medidas preventivas desenvolvidas por técnicos de saúde a todos níveis, dentre as quais a sensibilização das comunidades em relação às medidas básicas de higiene ambiental, pulverização intra-domiciliária e acesso universal a redes Mosquiteiras, sobretudo para as mulheres grávidas.

Guilingue explicou ainda que apesar da província de Sofala ter uma capacidade imediata para diagnosticar os casos da doença, ainda constitui um desafio ao seu sector a intensificação de campanhas de sensibilização das comunidades, de modo a dirigirem-se com urgência às unidades sanitárias mais próximas em caso de suspeita da doença, como forma de reduzir o número de óbitos que tendem a aumentar quando comparado aos anos anteriores.

Ainda de acordo com o nosso entrevistado, o distrito de Nhamatanda lidera a lista dos que mais óbitos registaram no presente ano, pelas razões já apontadas, ligadas ao difícil acesso às unidades sanitárias,  associada à tentativa de cura da doença através da medicina tradicional.

Saúde capacita mães em matéria de nutrição em Tsangano

As autoridades sanitárias na província de Tete estão desde os finais do ano passado empenhadas na formação e capacitação de um grupo de 80 mães seleccionadas em diversas comunidades do distrito de Tsangano em matéria de culinária para inverter a situação de mal-nutrição infantil que tem registado elevados índices na região.
Saúde capacita mães em matéria de nutrição em Tsangano

A directora provincial de Saúde, Dra. Carla Mosse, revelou que embora o estado de saúde da população avaliado pelos indicadores de vigilância nutricional apresentar uma melhoria, quando comparados ao ano passado, os resultados do distrito de Tsangano são bastante assustadores, principalmente em crianças.

«As nossas atenções estão para Tsangano, onde já estamos a trabalhar com oito grupos compostos por 10 mulheres-mãe seleccionadas em várias comunidades na sua capacitação em matéria de culinária, porque não faz sentido haver índices altos de malnutrição num distrito potencialmente agro-pecuária» – apontou Carla Mosse.

A nossa fonte referiu ainda que as mulheres que estão sendo capacitadas por técnicos da direcção provincial de Saúde receberam material educativo e de trabalho constituído por utensílios para demonstrações culinárias, para além de assistirem aulas práticas através de programas dirigidos gravados em vídeo-cassetes.

Ainda no âmbito de reabilitação nutricional, foram ao longo do primeiro semestre do ano em curso, realizadas em diversas comunidades, unidades sanitárias e nas feiras de saúde na província, 293 demonstrações culinárias, onde foram abordados vários temas, tais como alimentação infantil, da mulher grávida e da família, com base nos alimentos disponíveis localmente, bem como a promoção e consumo da moringa.

Entretanto, o programa de reabilitação nutricional já foi expandido em todas as unidades sanitárias da província, onde foram distribuídos novos livros de registo para crianças dos seis meses até 15 anos de idade.

«Em cada distrito existem três facilitadores locais para réplicas. Já se encontra projectada a construção de infra-estruturas físicas e neste momento aguardam a sua aprovação e posterior orçamento para a sua edificação nos distritos de Tsangano, Mutarara, Changara, Moatize, Mágoè e Cidade de Tete» – disse a directora provincial de Saúde em Tete, Carla Mosse.

Tribunal Administrativo vai impulsionar Função Pública – segundo César de Carvalho

O Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Tete, César de Carvalho, disse recentemente que a abertura do Tribunal Administrativo na província vai imprimir uma nova dinâmica no processo de reforma do Sector Público, premissa fundamental nas acções de combate à pobreza no país.
Tribunal Administrativo vai impulsionar Função Pública - segundo César de Carvalho

Carvalho afirmou que a legalidade dos actos administrativos constitui a espinha dorsal para o funcionamento das instituições públicas no Estado de direito, uma vez que se tornam válidos somente após a verificação e achados conforme os procedimentos processuais.

«As dificuldades que rodeiam a tramitação, devido à avalancha dos processos provenientes do país inteiro, criavam constrangimentos sem precedentes na vida das pessoas e das instituições, onde, frequentes vezes, muitos documentos têm que aguardar bastante tempo à espera, até que tenham o devido tratamento, com todas as consequências daí resultantes» – disse César de Carvalho.

Por outro lado, César de Carvalho acrescentou que a existência do Tribunal Administrativo em Tete vem chamar à responsabilidade os gestores dos recursos humanos, materiais e financeiros, que jamais fará sentido qualquer situação da demora no tratamento dos documentos, sob a alegação de os mesmos ainda não terem sido visados pelo Tribunal Administrativo, em Maputo.

«O Homem precisa de ver garantidos, do ponto de vista legal, os seus direitos e deveres, para que possa dar o seu empenho técnico-profissional com eficiência e eficácia para o crescimento sócio-económico e cultural de qualquer sociedade» – referiu Carvalho.

De recordar que o Tribunal Administrativo de Tete, aberto na semana finda, é o sétimo de nível provincial instalado no país desde que este processo iniciou em 2010 e enquadra-se nos esforços visando garantir a aproximação dos tribunais à população, assegurar maior acesso dos cidadãos aos mesmos, a celeridade processual e a modernização dos métodos de trabalho, tendo em vista a melhoria da qualidade dos serviços.

De realçar que o Presidente do Tribunal Administrativo do nosso país, Dr. Machatine Munguambe, disse, em Tete, que a sua instituição está paulatinamente a tornar o processo da produção da justiça menos pesado, expurgando-lhe de formalismos caducos, de modo que os destinatários tenham conhecimento num prazo razoável das decisões que os tribunais tomam face aos relatórios de auditorias.

A instalação de tribunais administrativos nas províncias constitui um dos pilares da reforma do Tribunal Administrativo para permitir uma prestação em tempo útil a todos aqueles que, legitimamente, os demandam na ânsia de verem saciada a sede da justiça que transportam na sua vida.

O Tribunal Administrativo de Tete está a funcionar com três magistrados e 45 outros funcionários efectivos.

Mais de 20 mil toneladas de peixe capturadas em Cahora Bassa

A direcção provincial de Pescas, em Tete, registou nos últimos 10 meses do ano em curso uma produção de cerca de 20 mil toneladas de peixe diverso, ao longo das águas da albufeira de Cahora Bassa.
Mais de 20 mil toneladas de peixe capturadas em Cahora Bassa

A directora daqueles serviços, Maria Cunhete Manyamba, disse que da quantidade pescada se destacam cerca de 10 mil toneladas de kapenta, peixe miúdo com bastante valor nutritivo e um dos produtos de exportação que contribui para o balanço de receitas para a província e do país em geral.

A produção pesqueira naquele maior rio que atravessa o nosso país, entrando pela província de Tete, na zona centro, está nos últimos anos a registar um crescimento derivado, fundamentalmente, do facto de, nos últimos tempos, não haver a turvação das águas da albufeira, possibilitando aos operadores e pescadores artesanais exercerem com tranquilidade a sua actividade.

De acordo com a directora provincial de Pescas, o objectivo central do governo é reforçar a contribuição do sector na melhoria da segurança alimentar e nutricional para a população, bem como aumentar a contribuição líquida para o equilíbrio da balança de pagamentos.

Entretanto, os operadores da pesca semi-industrial de peixe kapenta, ao longo da albufeira de Cahora-Bassa, nos distritos de Cahora-Bassa e Mágoè, estão apreensivos com a crescente onda de roubo do pescado nos últimos anos, protagonizados pelos seus trabalhadores, nos centros de produção e processamento.

Em contacto com o nosso jornal, Steven Kausendo, um dos empresários da pesca semi-industrial de kapenta, na região de Nhambandu, distrito de Cahora-Bassa, disse que a maior parte dos trabalhadores pratica roubos nos centros de processamento e no regresso da recolha das redes de pesca na calada da noite.

«Estes nossos compatriotas estão a prejudicar-nos porque são aliciados por alguns cidadãos nacionais e estrangeiros, como zambianos, zimbabweanos e congoleses, que existem ao longo da albufeira de Cahora-Bassa à procura do pescado, que levam em sistema de contrabando para os seus países» – disse Steven.

A situação de roubos de pescado já atinge níveis bastante altos e a contribuir negativamente na balança dos rendimentos no final de cada ano e, como consequência, algumas empresas pesqueiras estão a reduzir a mão-de-obra e outras correm o risco de encerrarem as portas por incumprimento de algumas obrigações, como salários, impostos, combustíveis e outros lubrificantes.

Presentemente, operam na Albufeira de Cahora-Bassa, em Tete, na pesca semi-industrial de kapenta 52 empresas, com uma frota de 252 embarcações de diverso calibre.

Seis jovens morrem afogados em Xai-Xai

Seis jovens, da cidade do Maputo, que se encontravam em Gaza com o intuito de participar numa missão ecuménica, perderam a vida no final da tarde de ontem, na Praia de Xai-Xai, vítimas de afogamento, num local vulgarmente tratado por Praia Velha, região restrita ao acesso de banhistas devido à profundidade das águas.
Seis jovens morrem afogados em Xai-Xai

De acordo com informações de Jeremias Langa, porta-voz da PRM trata-se de quatro rapazes e duas meninas. Dados avançados por aquele oficial de Imprensa indicam que até ao final da tarde de ontem havia sido resgatado apenas um corpo de uma das meninas, prosseguindo esforços para a recuperação das restantes vítimas.

Mais docentes para Educação em Tete

A província de Tete graduou, há dias, através das escolas de formação de professores, 450 docentes para o Ensino Primário, o que vai contribuir para a redução do défice destes profissionais da Educação em vários estabelecimentos de ensino nesta região do país.
Mais docentes para Educação em Tete

O Director Nacional de Formação de Professores no Ministério de Educação, Feliciano Mahalambe, disse na ocasião que este ano no país foram graduados 4500 docentes para leccionarem diversos níveis de ensino, mas que devido à crise financeira que assola o seu sector um considerável número de formados não terá afectação.

«Estamos com um desequilíbrio forte entre a formação e a afectação dos graduados devido à crise financeira que afecta o MINED nos últimos dois anos. As nossas necessidades, por exemplo, para o ano lectivo de 2013 são de 6518 professores para todo o país e, neste momento, não temos capacidade financeira para contratar este número» – disse Mahalambe.

Relativamente ao melhoramento curricular de formação de professores, sobretudo para o nível primário, Feliciano Mahalambe referiu que está esboçado que até 2016 sejam concluídos e introduzidos em todos os estabelecimentos de formação de professores os cursos com o mínimo de três anos de duração para garantir o melhoramento da qualidade dos docentes.

«Já iniciamos a formação de professores com a 10ª classe e mais 3 anos de aprendizagem em matérias de ensino em alguns institutos de formação de professores no país e, paulatinamente, estamos a estender para outros estabelecimentos do género e até 2016 vamos concluir em todos os estabelecimentos de formação de professores» – disse Mahalambe.

O Director Nacional de Formação de Professores no Ministério da Educação disse que a batalha de melhoramento da qualidade do ensino no país deve partir dos estabelecimentos de formação de professores para garantir que, no final de cada curso, saiam quadros qualificados capazes de educar um homem cientifica e tecnicamente bem preparado para enfrentar os desafios do futuro do país.

«Queremos atingir em termos de qualidade de ensino o patamar dos países vizinhos e de outros deste planeta. Os nossos professores devem possuir a mesma qualidade e competir no mercado de emprego com outros países à nossa volta e porque não do mundo inteiro?» – realçou o Director Nacional de Formação de Professores no MINED.

Dirigindo-se aos docentes recém-formados, Feliciano Mahalambe afirmou haver necessidade de aperfeiçoar os seus conhecimentos através da elevação dos níveis de escolaridade, ensino à distância e trocas de experiências com outros professores há mais tempo na profissão.

“O professor é como um ferro que quando fica muito tempo no mesmo sítio enferruja-se e vocês que são novos devem transmitir os vossos conhecimentos aos outros que lá vão encontrar na fase de enferrujarem ou estagnar» – apelou Mahalambe.

Aquele responsável afirmou que o professor tem que se actualizar constantemente sobre o que se passa em seu redor, no mundo, através de aperfeiçoamento e capacitação, sendo que hoje no mundo moderno, com as tecnologias de informação e comunicação, há facilidades em quase todo o país para os professores efectuarem consultas de matérias, entre outros aspectos técnicos e profissionais.

«A qualidade do professor avalia-se pelo seu empenho de fazer moldar as pessoas, a sua maneira de ser e de fazer as coisas, pontualidade e um rigor permanente de disciplina e aprumo no sector de trabalho. Queremos que o nosso professor nos próximos tempos possua um padrão internacional de educador» – concluiu Feliciano Mahalambe.

Novo edifício à vista na Rua da Imprensa

A cidade de Maputo tem registado o aumento de novas infra-estruturas que lhe conferem uma nova imagem. Agora é a vez da Rua da Imprensa, bem próximo à Avenida 25 de Setembro ser palco de mais uma destruição seguida de obras de construção.
Novo edifício à vista na Rua da Imprensa

Desde um pouco antes da Independência que o pequeno prédio de dois pisos acolhia funcionários da Fazenda e Contabilidade, então pertencente ao Ministério das Finanças. Até princípios do presente ano, o edifício albergava onze famílias e servia de parque de Vistorias da Seguradora EMOSE.

Desde algum tempo surgiu a ideia de dotar aquela infra-estrutura de melhores condições de acolhimento, acompanhando o crescimento da entidade que a tutela. Foi assim que há dias, a partir da Rua Joe Slovo eram visíveis máquinas Bulldozers a demolir o pequeno prédio e criar curiosidade aos que dali passavam sobre a futura vista que isso poderá conferir à Rua da Imprensa.

Ao que tudo indica, as obras de construção do imóvel arrancam dentro de dias. Estas obras vêm, de certa forma, transformar a estética de toda uma zona e até de toda a cidade.

O “Notícias” conversou ontem, com o Secretário Permanente do Ministério das Finanças, Paulo Manhique, sobre o futuro a ser dado ao espaço que avançou tratar-se do edifício que vai acolher quer a Autoridade Tributária de Moçambique (AT), quer qualquer outro órgão do ministério.

“Não podemos garantir que órgão é que estará ali representado. O ministério tem vindo a registar um crescimento no pessoal humano e órgãos e isto implica melhorar as condições de acolhimento e de serviços a serem prestados”, disse.

Sem avançar quaisquer datas e a forma que a nova edificação vai tomar, Manhique explicou que as famílias que ali se encontravam foram reassentadas em uma nova zona residencial e que o processo seguiu todas as vias legais.

“O que é importante avançar é que este processo seguiu todos os trâmites legais. Tivemos o cuidado de trabalhar com todas as instituições, desde o Conselho Municipal, a Universidade Eduardo Mondlane até ao Ministério da Cultura para que não houvesse quaisquer prejuízos”, concluiu.

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