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Sábado, Abril 11, 2026
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Greve geral na Shoprite

O secretário do comité sindical do Shoprite Maputo e porta-voz dos grevistas, Rafael Nunes, disse que a questão de salários se arrasta desde 2004 quando os trabalhadores apresentaram o primeiro caderno reivindicativo, que não foi atendido pelo patronato.
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Desde então seguiram-se negociações que culminaram com o último aumento salarial, na ordem dos 20 por cento, em Outubro do ano passado, na condição de no mês de Dezembro do mesmo ano a direcção fazer um outro reajuste salarial.

De acordo com o nosso interlocutor actualmente o grupo Shoprite em Moçambique paga um salário mínimo mensal de 3.560 meticais e o máximo de 15.600 para os trabalhadores com 15 anos de trabalho, tempo em que esta entidade opera no país.

Nunes afirmou que a paralisação é para pressionar um aumento de 2.500 meticais para os trabalhadores que auferem um salário virtual de 3.510 meticais, 18 por cento para os que auferem de 10 a 15 mil meticais e os que ganham acima deste último valor deverão ter um acréscimo de 15 por cento.

Associado a questão dos salários, os trabalhadores reivindicam o pagamento de subsídios, o reajustamento de horário, a elaboração de regulamento interno que satisfaça a classe trabalhadora e o melhoramento das relações laborais.

“Não estamos em greve por simples vontade, mas sim como medida de pressão ao patronato e em defesa dos nossos direitos que estão a ser violados. Há falta de vontade por parte da direcção da empresa em resolver os nossos problemas que duram já há muito tempo”, disse Nunes.

A direcção da empresa ainda não se pronunciou sobre a greve, mas a representação dos trabalhadores esteve reunida com a Comissão Nacional de Mediação de Conflitos, disse Nunes, vincando quem a paralisação laboral é nível nacional e deverá se prolongar até que a direcção da empresa se pronuncie em relação as preocupações dos trabalhadores.

Tentativas de buscar explicações junto a direcção da empresa resultaram num fracasso porque o Gerente Geral no Shoprite Maputo, de nome Feliciano Boane, escusou-se a falar com os Jornalistas, enviando através de um agente de segurança privada, um papel contendo o endereço electrónico e numero de telefone de Sarita Van Wyk, da sede do grupo Shoprite, na vizinha República da Africa do Sul, alegadamente por esta ser a única pessoa indicada para falar do assunto.

A paralisação dos supermercados Shoprite, na Praça da Paz, no edifício Marés e na Matola, criou embaraços a centenas de clientes que, nas primeiras horas da manhã, se deslocaram àqueles estabelecimentos para fazer as suas compras.

Entretanto grande parte dos trabalhadores grevistas afiançaram que o patronato está, desde a noite de segunda-feira, a treinar agentes de segurança para trabalharem como operadores de caixa para poder manter a loja a funcionar o que, segundo eles, não vai acontecer antes que a sua situação seja normalizada.

Novo edifício à vista na Rua da Imprensa

A cidade de Maputo tem registado o aumento de novas infra-estruturas que lhe conferem uma nova imagem. Agora é a vez da Rua da Imprensa, bem próximo à Avenida 25 de Setembro ser palco de mais uma destruição seguida de obras de construção.

Desde um pouco antes da Independência que o pequeno prédio de dois pisos acolhia funcionários da Fazenda e Contabilidade, então pertencente ao Ministério das Finanças. Até princípios do presente ano, o edifício albergava onze famílias e servia de parque de Vistorias da Seguradora EMOSE.

Desde algum tempo surgiu a ideia de dotar aquela infra-estrutura de melhores condições de acolhimento, acompanhando o crescimento da entidade que a tutela. Foi assim que há dias, a partir da Rua Joe Slovo eram visíveis máquinas Bulldozers a demolir o pequeno prédio e criar curiosidade aos que dali passavam sobre a futura vista que isso poderá conferir à Rua da Imprensa.

Ao que tudo indica, as obras de construção do imóvel arrancam dentro de dias. Estas obras vêm, de certa forma, transformar a estética de toda uma zona e até de toda a cidade.

O “Notícias” conversou ontem, com o Secretário Permanente do Ministério das Finanças, Paulo Manhique, sobre o futuro a ser dado ao espaço que avançou tratar-se do edifício que vai acolher quer a Autoridade Tributária de Moçambique (AT), quer qualquer outro órgão do ministério.

“Não podemos garantir que órgão é que estará ali representado. O ministério tem vindo a registar um crescimento no pessoal humano e órgãos e isto implica melhorar as condições de acolhimento e de serviços a serem prestados”, disse.

Sem avançar quaisquer datas e a forma que a nova edificação vai tomar, Manhique explicou que as famílias que ali se encontravam foram reassentadas em uma nova zona residencial e que o processo seguiu todas as vias legais.

“O que é importante avançar é que este processo seguiu todos os trâmites legais. Tivemos o cuidado de trabalhar com todas as instituições, desde o Conselho Municipal, a Universidade Eduardo Mondlane até ao Ministério da Cultura para que não houvesse quaisquer prejuízos”, concluiu.

Governo reafirma forte optimismo na economia

O Governo apresentou ontem, em Maputo, a proposta do Plano Económico e Social e da Lei do Orçamento do Estado para o ano 2013 à Assembleia da República, reafirmando a sua determinação em alcançar níveis de crescimento económico cada vez mais altos e sustentáveis.
Governo reafirma forte optimismo na economia

Não obstante os desafios impostos pela continuada crise económica internacional, as taxas apresentadas pelo “Executivo” para 2013 incluem um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8.4 por cento, uma inflação em torno de 7.5 por cento, enquanto que as exportações deverão atingir 3558 milhões de dólares norte-americanos, representando um incremento de 14 por cento, comparativamente à meta prevista para 2012.

O Orçamento do Estado proposto pelo Governo para 2013, segundo o Primeiro-Ministro, Alberto Vaquina, operacionaliza a política financeira e os objectivos da política económica e social definidos pelo Executivo. Assim, o total de recursos planificados no Orçamento é de 174,9 mil milhões de meticais, dos quais 98,2 mil milhões para as despesas de funcionamento e 68,5  mil milhões  para despesas de investimento.

Ainda de acordo com Alberto Vaquina, trata-se de um Orçamento que visa responder ao imperativo de estabilidade económica, da promoção do crescimento económico e da sustentabilidade da dívida pública.

Vaquina defendeu que para a fixação das metas para 2013 foi tomada como base uma avaliação feita à implementação do Programa Quinquenal do Governo 2010-2014 e as previsões da conjuntura económica e financeira internacional que, entre outros aspectos, apontam para um crescimento da economia mundial superior ao esperado no ano em curso.

“Se as previsões se confirmarem, a nossa economia terá maior capacidade de compra de produtos internacionais como trigo, petróleo e seus derivados, entre outros, os quais têm uma grande influência na constituição dos preços dos produtos de primeira necessidade no país”, disse.

Intervindo na mesma ocasião, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, destacou o facto de as descobertas recentes de importantes reservas de recursos minerais constituírem uma oportunidade para o desenvolvimento mais rápido de Moçambique, dado possibilitarem a emergência de uma indústria pesada e consolidação da indústria transformadora.

Aiuba Cuereneia apontou algumas acções que o Governo irá desenvolver em 2013, salientando a continuação da inventariação dos metais preciosos em áreas com potencial, nomeadamente no distrito de Macanga, na província de Tete, bem como a prospecção e desenvolvimento das areias pesadas em Chibuto e Xai-Xai, na província de Gaza; Jangamo, em Inhambane; Moebase, na Zambézia, e Angoche, em Nampula.

Exército convoca diálogo no Egipto

Exército convoca diálogo no Egipto

Milhares de opositores ao presidente egípcio Mohamed Mursi protestaram terça-feira diante de seu palácio, a alguns quilómetros de uma manifestação de militantes favoráveis ao chefe do Estado, num clima de forte tensão que levou o Exército a convocar uma reunião para hoje (quarta-feira).

O ministro da Defesa e comandante das Forças Armadas, general Abdel Fattah al-Sissi, convocou “os parceiros da pátria”, incluindo o presidente islamita, seu governo e as forças políticas de todos os campos.

Esta iniciativa marca um regresso ao primeiro plano da instituição militar para tentar tirar o país da sua mais grave crise desde a eleição de Mursi, primeiro presidente civil do Egipto, em Junho.

À tarde, milhares de manifestantes contrários à realização no sábado de um referendo constitucional conseguiram transpor uma barreira de blocos de cimento e barras de metal, erguida para proteger o complexo presidencial em Heliópolis, subúrbio do Cairo.
 
Eles também penetraram no perímetro de segurança do palácio do presidente, em torno do prédio protegido por muros de mais de quatro metros de altura, soldados e tanques.
     
“As pessoas que se sacrificaram para se livrar de uma ditadura laica vão ficar com uma ditadura islamita, e isso é pior”, disse Miral Brinjy, uma manifestante de cerca de vinte anos.
     
Impulsionada pela Frente de Salvação Nacional (FSN), a oposição protestava também na Praça Tahrir, grande palco da contestação no centro da capital.

A FSN, que reúne partidos e grupos de tendência maioritariamente liberal e de esquerda, rejeitou o referendo de sábado e o projecto de Constituição que deve ser submetido a votação, por considerar que o texto abre caminho para uma islamização mais ampla da
legislação e que não oferece garantias para as liberdades.

Policial é demitida depois de publicar fotos sensuais no Facebook

Policial é demitida depois de publicar fotos sensuais no Facebook
Uma policial ousou e foi demitida após publicar fotos em poses sensuais de uniforme, no Facebook.

Em uma das fotos, a mulher aparece “de quatro” com um par de algemas na boca.  A polícia da Rússia não curtiu e ela foi demitida.

Primeiro-ministro do Mali renuncia após ser detido por militares

Primeiro-ministro do Mali renuncia após ser detido por militares
O presidente do Mali, Dioncounda Traoré, nomeou o mediador da República Diango Sissoko para ocupar o cargo de primeiro-ministro no lugar de Cheik Modibo Diarra, que anunciou sua renúncia terça-feira, poucas horas depois de ser detido por militares envolvidos no golpe de Estado de 22 de Março contra o presidente Amadou Toumani Touré.

O mediador da República Diango Sissoko foi nomeado para o cargo de primeiro-ministroi, informou a televisão estatal.

Sissoko, de 62 anos, desempenhava o papel de mediador da República desde maio de 2011, após ser secretário-geral da presidência de Moussa Traoré, um militar derrubado em 1991 após mais de 22 anos no poder.

Sissoko ocupou as mesmas funções de 2008 a 2011, na presidência de Amadou Toumani Touré, deposto por militares golpistas em Março passado.
         
O Mali enfrenta há quase um ano uma crise sem precedentes que provocou a divisão do país, onde se questiona a possibilidade de uma intervenção militar estrangeira para expulsar os islamitas vinculados à rede extremista Al-Qaeda.

Frequentes cortes de energia causam prejuízos aos comerciantes

Frequentes cortes de energia causam prejuízos aos comerciantes
Os cortes de energia eléctrica estão a ficar cada vez mais frequentes na cidade de Maputo. Não têm hora, nem local.

As oscilações ou restrições de electricidade afectam quer estabelecimentos comerciais, quer hospitais privados, restaurantes, empresas públicas e privadas, entre outros.

Semana passada, por exemplo, a cidade ficou várias vezes às escuras e, esta segunda-feira, registaram-se vários apagões entre 17 às 22h00.

Os frequentes cortes de energia eléctrica em Maputo, sobretudo na zona baixa da cidade, estão a deixar alguns comerciantes indignados com a empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM).

Os mesmos dizem estar a registar avultados prejuízos decorrentes de oscilações frequentes.

Os talhos e armazéns de venda de alimentos são os mais prejudicados pelos cortes, uma vez que a conservação de grande parte dos produtos que vendem depende de refrigeração.

“Realmente, os cortes de energia são muito frequentes aqui e isso é muito mau para nós. As nossas balanças electrónicas, os frigoríficos e outros  materiais não funcionam sem electricidade, o que causa sérios problemas”, disse Daniel Calú, proprietário de um talho em Maputo, acrescentando que “os prejuízos são muito grandes dependendo das quantidades que temos na loja, mas o frango é efectivamente o mais sensível e que facilmente deteriora-se”.

Os hospitais, públicos e privados, também não escapam aos cortes de energia, mesmo tendo equipamentos clínicos sensíveis e vitais para os pacientes. A clínica Cruz Azul, na baixa da cidade, é o exemplo claro da situação.

“Nós temos registado frequentemente cortes de energia, o que é muito perigoso para os pacientes, mas temos um gerador que minimiza os danos. O departamento de pediatria é o mais afectado, porque sempre que há cortes, as máquinas não se reiniciam com facilidade”, explicou Aurélio Manuel, representante da Clínica Cruz Azul.

Para além dos cortes, os cabos eléctricos são deixados de qualquer maneira, sob todos os riscos, quando a EDM efectua escavações para a colocação dos mesmos, para além de deixar os passeios de qualquer maneira.

Enfermeiros distanciam-se da greve dos médicos

Enfermeiros distanciam-se da greve dos médicos
A Associação Nacional dos Enfermeiros de Moçambique distancia-se da greve dos médicos e apela à classe ao trabalho. Por seu turno, a Ordem dos Médicos diz que as preocupações são legítimas e afirma que o Estatuto dos Médicos aprovado pelo governo não os confere dignidade.
Os enfermeiros, que trabalham lado a lado com os médicos, afirmam que não vão participar da greve dos seus colegas. Através de um comunicado enviado à nossa redacção, a Associação Nacional dos Enfermeiros de Moçambique apela à classe a serenidade e diz que as suas preocupações estão a ser negociadas com o Ministério da Saúde e o Banco ABC.
“A ANEMO, reconhecendo os problemas que afectam a classe de enfermagem e os trabalhadores em geral, vem por este meio exortar a todos os profissionais de enfermagem, que já deram provas de dedicação e espírito de sacrifício em diversos acontecimentos e em outras situações difíceis, que continuem a ter a mesma calma e a serenidade para o bem da saúde do povo, não se envolvendo em acções de greves”.
A Associação dos Enfermeiros diz que está a negociar com o Ministério da Saúde e o Banco ABC, para que as suas preocupações tenham a devida solução.
A Ordem dos Médicos pensa de forma diferente e dá razão aos médicos, que anunciaram abrir uma greve dia 17, para pressionar o governo a aumentar salários e outras condições.
“A Ordem dos Médicos de Moçambique entende que uma abertura para o diálogo construtivo e auscultação permanente  deve ser mantida com o intuito de melhorar os cuidados de saúde prestados à população moçambicana”. 

PRM pronta para manter ordem e tranquilidade durante a quadra festiva

PRM pronta para manter ordem e tranquilidade durante a quadra festiva
O Comando Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM) está a desencadear trabalhos de fiscalização e controlo da ordem e tranquilidade públicas, à escala nacional, visando reprimir quaisquer ameaças à passagem da quadra festiva.

Para o efeito, o comandante- geral da PRM, Jorge Khálau, disse que a corporação, através dos comandos distritais e postos provinciais, está aberta 24 horas por dia para receber todas as queixas e denúncias de qualquer cidadão.

Khálau, que ontem em Maputo falava no habitual briefing à imprensa, afirmou que a ordem e tranquilidade públicas de que o país desfruta resultam de um esforço conjugado entre a PRM e as comunidades, a vários níveis, apelando, portanto, à continuidade dessa comunicação.

“Queremos apelar a todos os cidadãos, a todas as populações, a continuarem com o apoio que têm dado à Polícia, no sentido de manter a ordem e tranquilidade. Os resultados que temos logrado resultam do apoio da população,” disse o comandante.

Transportadores da rota Xipamanine/Laulane paralisam actividades

Operadores protestam contra a degradação avançada da rua da Beira. Dizem que já estão cansados de colocar em `risco´ as suas viaturas.

Transportadores da rota Xipamanine/Laulane paralisam actividades

Os transportadores que operam na rota Xipamanine/Laulane, na cidade de Maputo, paralisaram, desde as primeiras horas de ontem, as actividades, em protesto contra a degradação da estrada que usam, a famosa rua da beira, concretamente na paragem Sitoe e mercado Mavalane.

Trata-se de um problema crónico, sobretudo quando chove. O Conselho Municipal já tentou tapar os buracos, mas a solução mostrou-se fraca para a dimensão do problema, que agudiza dia-a-dia.

Inicialmente, os transportadores semi-colectivos, isto é, os operadores privados, até arriscavam as suas viaturas, mas, com o andar do tempo, o mal foi agravando-se. Ontem, por causa da pequena chuva que se fez sentir na capital do país, a rua alagou-se, como sempre.

Os transportadores quebraram o silêncio e paralisaram as actividades, estacionando todos os seus `chapas´ ao lado da pequena lagoa.

`Não estamos em greve. Só que, como pode ver, não temos como trabalhar nestas condições´, desabafou Jefreys Pong, um dos transportadores entrevistados pela nossa fonte, tendo, em seguida, acrescentado que o maior problema é que mesmo o Estado não consegue colocar as suas viaturas, nesta via, por causa das condições da estrada. É só ver, os autocarros dos Transportes Públicos de Maputo são os primeiros a desistir por causa da degradação avançada da estrada. E nós? Como podemos ter a coragem de trabalhar com todos os riscos que incorremos? Estamos a trabalhar com empréstimos bancários, e com os problemas que esta situação nos provoca aos carros, não vamos conseguir liquidar as dívidas´.

Instituições de ensino militares: Nyussi recomenda revisão dos currículos

O Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyussi, recomendou, há dias, a revisão dos currículos nas instituições de ensino militar em todos os níveis, de modo a que o seu produto final consiga resolver os problemas e satisfaça as necessidades reais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) perante os novos desafios.
Instituições de ensino militares: Nyussi recomenda revisão dos currículos

Falando em Nampula na cerimónia de graduação do IV Curso de Oficiais da Academia Militar e III Curso Complementar de Oficiais Milicianos, o ministro da Defesa Nacional referiu-se às orientações deixadas em Outubro passado pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique, Armando Guebuza, na abertura do XIII Conselho Coordenador da instituição, segundo as quais as FADM devem incrementar os níveis de prontidão combativa e participação activa e sustentável em missões de interesse público, com destaque para as missões humanitárias de salvamento de populações e seus bens, assim como nas acções de desminagem.

As FADM devem ainda prosseguir com o reforço das relações civis-militares, assegurar a formação especializada para os ramos de Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra de Moçambique e incrementar medidas conducentes à melhoria do quadro disciplinar nas unidades militares, à escala nacional.

Filipe Nyussi disse, na ocasião, que as orientações deixadas pelo Presidente da República devem ser interpretadas ao detalhe, pois farão parte da directiva anual do Ministério da Defesa Nacional para 2013.

“Temos que aprimorar as lições que permitam acomodar mais preparação combativa, que acomodam a atitude de mais carinho e apoio às populações, que assegurem a formação profissional por ramos e a disciplina nas FADM”, disse, acrescentando que esta missão deve ser garantida pelos graduados da Academia Militar Samora Moisés Machel, do Instituto Superior de Estudos de Defesa Tenente General Armando Emílio Guebuza, da Escola de Sargentos das Forças Armadas General do Exército Alberto J. Chipande e de todas as escolas práticas.

O titular da pasta da Defesa Nacional apelou para que os comandos daqueles estabelecimentos tenham planos e programas de investigação, através da criação de núcleos instituídos e devidamente responsabilizados.

Paralelamente a este processo, disse, pretende-se que as instituições das Forças Armadas tenham planos de formação do corpo docente, condição principal para a elevação da qualidade de ensino e consequentemente das FADM.

Dirigindo-se especialmente aos finalistas, Filipe Nyussi disse que a estes é entregue a responsabilidade de, com o espírito patriótico e de suas vidas se necessário, defenderem a Constituição da República e ao Estado constitucionalmente instituído e erguerem bem alto a bandeira de Moçambique, tornando indefinidamente um país uno, soberano e indivisível.

“O vosso diploma é uma credencial que para além de vos legitimar a darem continuidade e com responsabilidade o legado deixado pelo corpo de oficiais que em conformidade com o legislado têm estado regularmente a passar a reserva. Passar à reserva é um direito do militar, é um processo contínuo que resulta duma actividade dinâmica, numa perspectiva de renovação permanente das fileiras das FADM”, disse.

O diploma conferido aos finalistas confere-os imediatamente o poder de comandar o pelotão. Segundo Filipe Nyussi, o pelotão que poderá estar em frente dos graduados exigirá destes não apenas os conhecimentos científicos adquiridos nas carteiras da academia mas o efeito prático deste conhecimento.

“O nosso oficial, o nosso comandante é o que possui a mais alta visão estratégica e coloca o seu pelotão sempre em prontidão para cumprir com bravura, disciplina e civismo as suas missões”, disse.

AR aprova legislação eleitoral

O Parlamento aprovou ontem, na generalidade, os projectos de Revisão da Legislação Eleitoral, um “pacote” composto por cinco dispositivos legais que nos últimos dois anos foram alvo de uma ampla discussão, quer a nível da Assembleia da República, como na sociedade política e civil nacional.
AR aprova legislação eleitoral

Trata-se dos Projectos de Revisão das Leis atinentes à eleição do Presidente da República e dos Deputados da Assembleia da República (AR); da Criação da Comissão Nacional de Eleições (CNE); do Recenseamento Eleitoral; da Eleição dos membros das Assembleias Provinciais; e da Eleição dos Órgãos Autárquicos.

Estes dispositivos foram adoptados depois de calorosos debates, nos quais as três bancadas reiteraram as divergências que marcaram o processo de harmonização das propostas referentes à alteração destes dois dispositivos.

Neste contexto, foram realizadas votações nas quais as bancadas da Frelimo e o MDM, com um total de 199 votos, pronunciaram-se a favor da adopção dos documentos, enquanto os 35 parlamentares da Renamo, preferiam “chumbá-los”.

A Frelimo e o MDM, afirmaram que votavam a favor da alteração destas leis porque a sua adopção constituía um “passo muito importante” para a criação de condições legais para a realização das eleições autárquicas do próximo ano, e das eleições gerais e provinciais de 2014.

As intervenções e declarações de voto dos deputados destes dois grupos parlamentares referiam ainda que as alterações introduzidas em todas estas leis “vão de encontro às recomendações do Conselho Constitucional, da Comunidade Internacional, assim como da sociedade civil nacional, com vista a melhorar a legislação eleitoral moçambicana”, recomendações feitas no final do processo eleitoral de 2004.

Por sua vez, os deputados da Renamo referiam que votaram contra estes documentos porque esta bancada é por uma legislação eleitoral consensual. “Sendo que os projectos em apreço contêm aspectos divergentes, o que pressupõe uma eleição longe da transparência, justiça e liberdade de escolha dos cidadãos”, a bancada da Renamo é pela reprovação dos instrumentos jurídicos componentes do Pacote Eleitoral, por não garantirem eleições livres, justas e transparentes.

Aliás, as divergências manifestadas ao longo dos debates realizados em torno destes cinco dispositivos legais reflectem, sem surpresas, as posições que foram assumidas ao longo do processo.

A harmonização das mais de 60 propostas de alteração destes dispositivos legais teve lugar nos últimos dois anos em sede da Comissão da Administração Pública, Poder Local e Comunicação Social, presidida por Alfredo Gamito.

Foi nesta qualidade que o deputado Gamito apresentou ontem a versão final dos projectos de alteração de cada uma destas cinco leis, documentos que foram apreciados pelo plenário da AR durante pouco mais de sete horas, precisamente, das 12 às 19 horas.

Na apresentação dos documentos, Alfredo Gamito afirmou que para a sua alteração destes dispositivos legais, a sua comissão contou com um total de 60 propostas, provenientes de partidos políticos com assento parlamentar e extra-parlamentares e de organizações da sociedade civil.

Para além do depósito de tais propostas, o processo de revisão destes dispositivos foi caracterizada por uma ampla consulta popular, que se circunscreveram em seminários provinciais, encontros com organizações da sociedade civil, entre outras iniciativas que totalizaram uma participação de mais de mil cidadãos e pouco mais de 300 intervenções.

Em discussão, segundo Gamito, estava um total de cinco leis, consubstancias em 747 artigos, sendo a 7/2007, atinente à Eleição do Presidente da República e dos Deputados da AR a maior com 238 artigos.

Com a adopção das alteraçõesi, este dispositivo passa a ser uma espécie de Lei base do processo eleitoral nacional, pois, nela são incorporados todos os procedimentos das leis sobre as autarquias locais e da eleição dos membros das Assembleias Provinciais que se mostravam repetitivos. Este documento também incorpora todos os procedimentos sobre a observação eleitoral, quer por actores nacionais, quer por os observadores internacionais.

Parque Nacional das Quirimbas: Comando conjunto reforça fiscalização

Trinta e um elementos, provenientes essencialmente das forças de fiscalização do Parque Nacional das Quirimbas e da Policia da República de Moçambique, estiveram em formação, no acampamento de Muanona, distrito de Macomia, para a constituição de um comando conjunto para a fiscalização do ecossistema do Rovuma, que vai desde este rio à estrada Montepuez (em Cabo Delgado) / Ruassa (no Niassa).
Parque Nacional das Quirimbas: Comando conjunto reforça fiscalização

Esta região, segundo Mariano Matias, do comando conjunto, que também se chama área de paisagem do Rovuma, onde abundam vários ecossistemas, que urge defender de exploradores ilegais e danificadores do ambiente, tem o seu pulmão no interior do Parque Nacional das Quirimbas, que engloba seis distritos centrais de Cabo Delgado, para o que um corpo de formadores, proveniente do Parque Nacional da Gorongosa esteve à frente desta acção formativa.

Mariano Matias disse tratar-se de um conjunto de acções visando responder à onda de criminalidade contra a natureza (principalmente a caça furtiva e corte ilegal da floresta), tendo em conta ainda que as forças em presença no terreno, incluindo as da guarda-fronteira, não são suficiente para controlar, principalmente a situação ao longo do rio Rovuma, onde continuam a chegar insistentes informações de invasão de furtivos do outro lado da fronteira para pilhar os recursos naturais moçambicanos.

Mesmo assim, a situação, considerada bastante crítica de há dois anos para cá, segundo a fonte, parece estar a abrandar, principalmente a partir do segundo semestre deste ano, aparentemente em resultado das operações realizadas.

“Houve um trabalho persistente de fiscalização e de operações ao longo do rio Rovuma e no interior do Parque Nacional das Quirimbas, apesar de se tratar de período propício de caça e corte furtivos, regista-se um abrandamento notável”, explicou Mariano Matias.

Os primeiros elementos em formação para a constituição do comando conjunto, segundo César Francisco, formador, beneficiaram de temas educativos e instrutivos ligados à auto-defesa, marcha e disciplina, táctica anti-caça furtiva, Leis e Regulamentos da Floresta e Fauna Bravia, gestão de animais problemáticos, entre outros.

Em relação ao facto de no geral se sentir certo abrandamento nas incursões de exploradores ilegais dos recursos naturais, o nosso jornal pôde confirmar pela escassez de reclamações populares nos comícios orientados pelos altos responsáveis, bem assim, pelas últimas estatísticas que falam num relativo abrandamento.

Durante três dias da semana passada, a nossa Reportagem esteve em quatro distritos, nomeadamente, Ancuabe, Meluco, Macomia e Ibo, na tentativa de medir o nível de confrontação entre os homens na sua relação com os recursos naturais, quer no continente, quer na parte insular do Parque Nacional das Quirimbas.

A linguagem das autoridades, quer administrativas, quer das ligadas ao Parque Nacional das Quirimbas foi unânime em afirmar que a situação tende a melhorar, ficando por identificar claramente as razões determinantes, onde não se afasta o cada vez impiedoso cerco dos furtivos pela fiscalização.

Chineses vão explorar 20 mil hectares em Xai-Xai

A Wambao Africa Agriculture Development, uma empresa moçambicana com capitais chineses, que trabalha no país no âmbito dos acordos de cooperação entre Moçambique e a República da China, assumiu desde ontem o direito de exploração de uma área de 20 mil hectares em Gaza, na sequência da assinatura de um contrato rubricado ontem em Xai-Xai, por Luo Haoping e Armando Ussivane, respectivamente pela Wambao e pela empresa Regadio do Baixo Limpopo (RBL).
Chineses vão explorar 20 mil hectares em Xai-Xai

Segundo foi tornado público no acto da assinatura daquele documento, que teve lugar na sala de sessões do Governo Provincial de Gaza, e testemunhado pelo vice-ministro da Agricultura, António Limbau, governador de Gaza, Raimundo Diomba, e membros do seu Executivo, o valor do investimento do projecto na sua fase de implantação é de 250 milhões de dólares norte-americanos.

Ao abrigo do referido contrato com duração de 50 anos, os chineses irão construir infra-estruturas hidráulicas e implantar unidades de processamento de produtos agrícolas. O contrato prevê igualmente a transferência de tecnologia e treinamento na área agrícola, para além da produção e comercialização de sementes.

Outras acções como a formação de curta duração, troca de experiência nas áreas de irrigação, produção de cereais, processamento e apoio à produção através do parque de máquinas, bem como adopção de esquemas de produção por contrato, constitui parte das responsabilidades que cabem à Wambao Africa Agriculture Development, junto dos mais de 6.000 produtores locais.

Armando Ussivane, director do Regadio do Baixo Limpopo, falando durante aquele acto solene, disse que a materialização daquele objectivo traduzido pela assinatura do presente contrato, é o início da realização de um grande sonho, de ver em breve o Baixo Limpopo, finalmente transformado numa referência no país, na produção de alimentos em grande escala.

De acordo com Ussivane, doravante as atenções deverão estar viradas igualmente para a busca de alternativas face à redução drástica das áreas de pastagem para dar lugar à construção dos sistemas de regadio.

Por seu turno, Han Changi, um dos representantes da Wambao na China, disse ser importante honrar este grande passo nas relações entre todos os intervenientes, com muito trabalho, honestidade e vantagens mútuas.

“Prometemos muito trabalho em prol dos objectivos preconizados no contrato de exploração, numa perspectiva de ajudar o país a relançar a sua economia e, sobretudo, na produção de alimentos com qualidade e quantidade suficientes”, disse Changi.

Refira-se que vigora há pouco mais de cinco anos um acordo de gemelagem entre os governos das províncias de Gaza e de Hubei, da República Popular da China, virados para a consolidação de desenvolvimento entre as duas regiões.

Delimitação de terras consome um milhão de USD

Um montante de um milhão, cento e quarenta e dois mil dólares norte-americanos está a ser investido na delimitação de terras comunitárias em nove distritos da província da Zambézia.
Delimitação de terras consome um milhão de USD

O investimento que visa, entre outros objectivos, apoiar as comunidades para terem as suas terras e outros recursos naturais delimitados, está sendo feito de forma faseada e inclui a capacitação em legislação sobre terra e elaboração de planos de negócios com vista a aumentarem a capacidade de geração de renda para resolver os seus problemas.

O representante da Iniciativa de Terras Comunitárias (ITC) na província da Zambézia, Hilário Patrício, disse há dias à nossa Reportagem que na terceira fase da implementação do programa serão investidos mais de 568 mil dólares para nove projectos nos distritos de Gúruè, Alto Molócuè, Pebane, Gilé e Ile.

O nosso entrevistado disse que nas primeiras duas fases foram financiados sete projectos comunitários de delimitação de terras nos distritos de Namacurra e Maganja da Costa, cujos resultados são bastante animadores, porquanto, conforme assinalou, os beneficiários tiveram maior acesso à terra para actividades agrícolas, desenvolvimento de actividades alternativas à agricultura face ao avanço da doença do amarelecimento do coqueiro, desenvolvimento de actividades de ecoturismo, entre outras.

Hilário Patrício afirmou que os governos distritais têm vindo a colaborar muito no processo de delimitação de terras comunitárias. Explicou que, através do apoio concedido pelos governos distritais, a Iniciativa de Terras Comunitárias assinou vários memorandos de entendimento com as associações para apoia-las na concepção e implementação de planos de negócios.

O nosso entrevistado disse também que o grande desafio é municiar as comunidades de ferramentas jurídicas no que tange o acesso à terra e outros recursos, gestão de negócios para que quando, nos próximos onze meses, terminar o programa, as próprias comunidades continuem com as actividades.

Neste momento, as várias comunidades beneficiárias estão suficientemente capacitadas e estão a aprofundar os seus conhecimentos sobre a Lei de Terras, para além de estarem organizadas em comités e associações e outros grupos de interesse, com vista à exploração sustentável de recursos naturais.

O outro trabalho em curso, segundo Hilário Patrício, é incutir nos beneficiários uma agenda de desenvolvimento comunitário, em que se identificam oportunidades e procura de parceiros para executarem vários projectos.

Mais de 224 milhões de USD para agricultura em Tambara

Mais de 244 milhões de dólares norte-americanos vão ser investidos na decorrente campanha agrícola em actividades de produção de cereais, leguminosas e hortícolas no distrito de Tambara, a norte da província de Manica.
Mais de 224 milhões de USD para agricultura em Tambara

O investimento pertence a empresa ZR Energy, de capitais mistos – Moçambique e Reino de Oman, no Médio Oriente -, a qual desenhou e está a implementar um ambicioso projecto no ramo agrário, no quadro da filosofia de gestão integrada da coutada oficial n.º 7, localizada no distrito de Tambara.

ZR Energy, segundo o administrador do distrito de Tambara, Gilberto Canhenze, é uma empresa subsidiária da Good Ealth Power e, entre outras culturas, as suas atenções estão viradas a produção por irrigação, de milho, trigo, arroz, feijão e hortícolas.

Para além destas actividades, aquela empresa pretende financiar acções de conservação da fauna bravia, visando potenciar o desenvolvimento do turismo cinegético a nível do distrito de Tambara.

O montante ora disponibilizado já se encontra registado no Banco de Moçambique, segundo o administrador, qual explicou que passos significativos já foram dados com vista a materialização da iniciativa que pretende tirar o distrito de Tambara do anonimato e do marasmo económico.

“Para nós aquele investimento constitui um pontapé de saída para que Tambara venha a erguer-se da pobreza. É um valor significativo o qual vai, sem dúvidas, catapultar o desenvolvimento do distrito rico em recursos hídricos, por ser atravessado pelo caudaloso Zambeze e outros cursos de água de regime permanente” – disse o administrador de Tambara.

Acrescentou que para além dos 244 milhões de dólares norte-americanos, o projecto poderá recorrer a outros financiamentos junto das instituições financeiras internacionais quando a exigência da actividade assim o justificar.

No quadro desta iniciativa, segundo a nossa fonte, já foi realizado o trabalho de consulta às comunidades para a aquisição do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) e está em curso a mobilização de equipamentos visando o início do projecto.

Para além disso, Canhenze referiu terem sido recrutados os 100 trabalhadores necessários para dar início a lavoura dos primeiros 50 hectares a serem lavrados e semeados na presente campanha agrícola.

Estão igualmente projectadas no âmbito das acções de responsabilidade social da empresa a reparação do grupo gerador da sede do distrito, o restabelecimento do sistema de abastecimento de água que se encontra avariado, bem como a reparação da ambulância do centro de saúde local.

É perspectiva deste grupo de investidores, que o projecto vai criar uma grande motivação para que mais investidores possam mais apostar no distrito. A disponibilidade de água para a irrigação, a existência de extensas áreas planas ao longo do rio Zambeze, que favorece a rega por sistema de pivô, as temperaturas altas que permitem a prática da agricultura ao longo de todo o ano são alguns dos incentivos que justificam investimentos no ramo agro-pecuário no distrito de Tambara.

O Governo de Tambara, na voz do respectivo administrador, considera que a entrada em funcionamento daquela empresa poderá catapultar o desenvolvimento do distrito, contribuindo deste modo para o aumento de mais postos de trabalho, surgimento de novas infra-estruturas, disponibilidade de produtos a serem comercializados, bem como o alargamento da base tributária.

Acidentes matam três pessoas em Manica

Três pessoas perderam a vida, no último fim-de-semana, vítimas de acidentes de viação. Os sinistros de tipo choque entre carros e motos e atropelamento carro/peão registaram-se nas cidades de Chimoio e Manica e no distrito de Sussundenga
Acidentes matam três pessoas em Manica

De acordo com Bartolomeu Amone João, chefe do departamento das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM de Manica, o primeiro acidente mortal foi de tipo colisão carro/motorizada e registou-se na Estrada Regional 341, na região de Matarara, em Dombe, no distrito de Sussundenga.

No sinistro resultante de excesso de velocidade e circulação fora da faixa de rodagem, culminou com a morte instantânea da vítima que em vida respondia pelo nome de Castigo Manuel, de 48 anos de idade.

O segundo acidente de tipo atropelamento carro/peão deu-se na Estrada Nacional Número 6, na região da Shoprite, e resultou na morte do transeunte. Travessia irregular do peão foi apontada como sendo a causa do sinistro.

Enquanto isto, no distrito de Manica, um acidente de tipo choque entre carro e motorizada matou o motociclista que em vida respondia pelo nome de Tacale Bernardo. O acidente foi causado por corte de prioridade por parte da vítima, segundo Bartolomeu Amone.

Amone apelou aos automobilistas e ao público em geral para a observância das regras de trânsito, de modo a evitar a ocorrência de mais acidentes durante a decorrente quadra festiva.

Noventa milhões de dólares para projecto de irrigação em Manica

Noventa milhões de dólares norte-americanos deverão ser investidos nos próximos seis anos nos programas de irrigação sustentável, âmbito do projecto de irrigação sustentável (PROIRI) que está a ser desenvolvido nas províncias de Manica, Sofala e Zambézia, no centro do país.
Noventa milhões de dólares para projecto de irrigação em Manica

O secretário permanente provincial de Manica e porta-voz do Executivo local, António Mapure, que revelou o facto, disse que o montante visa, entre outras acções, financiar programas de produção com o recurso a sistemas de irrigação e capacitar material e tecnicamente os serviços distritais de actividades económicas para melhorar assistência a esses programas.

Para além disso, na sua filosofia, o projecto visa aumentar a produção e produtividade, a renda dos produtores, em particular os pequenos produtores e criar capacidade técnica e de sustentabilidade dos programas de produção, com particular incidência para hortícolas.

Nas três províncias, o projecto vai ser implementado em nove distritos, sendo que cada um destes vai receber o equivalente a nove milhões de dólares norte-americanos, montante que será investido na materialização dos seus programas de produção sustentável com o uso de sistemas de irrigação.

Na província de Manica, segundo o secretário permanente provincial de Manica, foram alocados 30 milhões de dólares norte-americanos a razão de 10 milhões a cada um dos três distritos abrangidos pelo projecto, nomeadamente Manica, Sussundenga e Báruè.

Falando a jornalistas no final da 5.ª sessão do Governo liderado por Ana Comoane, Mapure informou que naquela província, onde o projecto foi desenhado e funciona desde o ano de 2003, existem enormes potencialidades para a prática da agricultura de irrigação, tendo em vista a disponibilidade de imensuráveis recursos hídricos, pois abundam em Manica, muitos cursos de água.

Com efeito, entre outras acções, na província de Manica, o projecto contempla a capacitação de 100 extensionistas, 50 técnicos distritais e provinciais e os próprios produtores em técnicas de produção melhoradas, através do uso sustentável dos recursos hídricos disponíveis.

Entre outras actividades, no quadro deste projecto já foram adquiridas e alocadas a cada um dos serviços distritais de actividades económicas, viaturas e outros meios de trabalho, visando responder a demanda do projecto que se espera venha a melhorar a produção e produtividade dos camponeses.  

Polícia Municipal vende produtos apreendidos

Noventa e oito variedades de produtos apreendidos recentemente a serem comercializados em lugares proibidos ou à margem das normas foram vendidos há dias em hasta pública pela Polícia Municipal da Cidade de Maputo.
Polícia Municipal vende produtos apreendidos

O acto bastante concorrido maioritariamente pelos vendedores informais, foi antecedido de colocação de editais em todos os distritos municipais contendo a lista dos bens e os respectivos preços.
A medida foi tomada para que qualquer cidadão, incluindo os anteriores donos, pudesse ter a oportunidade de comprá-los, querendo. Por outro lado, tal corresponde a um formalismo legal tendo em vista tornar transparente o processo.

Enoque Paulo, chefe da Repartição de Educação Cívica na Polícia Municipal, disse, a propósito, que a transacção daqueles bens em hasta pública demonstra que não há outro destino que se dá aos bens apreendidos a não ser armazená-los para posterior venda.

No caso dos produtos perecíveis como por exemplo as verduras, a edilidade tem os encaminhado às instituições de caridade que acolhem crianças, idosos ou pessoas portadoras de deficiência.

Nota particular é que os preços praticados são acessíveis. O único bem vendido a um preço relativamente elevado (1500Mts) é uma coluna de som. Basta dizer, por exemplo que uma lâmpada para o uso doméstico era vendida a cinco meticais.

Ao agir naqueles termos, a edilidade pretende desencorajar o comércio informal que, nos últimos tempos, tem criado transtornos e embaraços na via pública.

Zonas há em que é difícil circular devido à forte presença dos negociantes. Aliás, por causa da agressividade e expansão dos informais, é bastante complicado entrar nalgumas lojas, o que gera conflitos no seio dos comerciantes.

Ao município preocupa ainda o facto de aqueles vendedores não cumprirem com as suas obrigações fiscais. É assim que a Polícia Municipal promete continuar a actuar para garantir o mínimo de ordem na cidade de Maputo.

Penas desproporcionais na Cadeia Feminina de Ndlavela: PGR questiona dualidade de critérios

O Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, questionou a dualidade de critérios encontrada na Cadeia Feminina de Ndlavela, em Maputo, onde muito recentemente constatou situações de reclusas condenadas a penas que variam de 14 a 18 anos por certos tribunais provinciais e, enquanto outros, com relativas situações factuais idênticas condenam-nas a penas entre 2 e 4 anos de prisão.
Penas desproporcionais na Cadeia Feminina de Ndlavela: PGR questiona dualidade de critérios

Segundo ele, que falava no início dos trabalhos da I Sessão Ordinária do Conselho Coordenador da Procuradoria-Geral da República, embora se saiba que cada caso é diferente do outro, a desproporção é por demais significativa.
“O equilíbrio deste tipo de situações, que acabam desaguando em tratamento desigual para factualidade semelhante, só se pode conseguir com o recurso obrigatório do Ministério Público para que um tribunal de nível superior se pronuncie em sede de reverificação dos factos, do direito e da medida da pena aplicada em concreto. É, pois, por esta e outras razões que dialogaremos sobre o cumprimento das diversas circulares de execução permanente” – explicou.

O Procurador-Geral referiu que foi por estas e outras razões que o Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público aprovou e fez publicar em Boletim da República a Resolução nº 2/CSMMP/P/2012, de 2 de Novembro, que determina a elaboração de um relatório anual obrigatório por cada magistrado do Ministério Público, sobre o seu desempenho, medida que permitirá que até 1 de Março de 2013 se tenha os primeiros relatórios em cumprimento da Resolução.

No que tange ao fenómeno corrupção, Augusto Paulino apontou que é preciso encontrar formas de responder, com proficiência, ao clamor do povo e que a instituição não ficará indiferente como se nada estivesse a acontecer.

“Temos logrado grandes avanços neste domínio, na responsabilização penal dos infractores, indiciando, acusando e levando-os a julgamento e até à condenação. No entanto, na vertente preventiva, na componente palestras, temos estado, sistematicamente, a falar para as mesmas pessoas, nomeadamente, os funcionários públicos aos diversos níveis e falamos pouco com o povo. Ou seja, as nossas palestras são feitas nas salas com aparelhos de ar-condicionado e não debaixo do cajueiro, com o cidadão, de modo a educá-lo com suficiência para saber encarar o fenómeno ou a saber onde e como denunciar” – disse.

Disse ainda que irá ser feito um estudo específico sobre a Lei de Probidade Pública, na vertente de desafios que se colocam ao Ministério Público, às Procuradorias e, sobretudo, ao Gabinete Central de Combate à Corrupção. Trata-se de uma lei que já está em vigor, o que, segundo ele, chama atenção para a sua aplicação a todos os abrangidos por ela.

Na presente sessão, a PGR está a fazer o balanço das actividades desenvolvidas nos últimos meses; apreciação e análise de questões administrativas e orçamentais tendo em vista a execução do Plano Estratégico da PGR, Plano Estratégico do GCCC e do Plano e Orçamento da PGR para 2013; Apresentação e discussão de matérias específicas, nomeadamente a Lei de Probidade Pública – desafios para o Ministério Público, jurisdição do Estado moçambicano nos crimes de pirataria marítima e desafios actuais na luta contra a corrupção.

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