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Sábado, Abril 11, 2026
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Hosni Mubarak escorrega na prisão e fere-se na cabeça

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak, que cumpre prisão perpétua pela Norte de manifestantes durante a onda de protestos civis que culminou com a sua saída do poder em janeiro de 2011, escorregou no banheiro e se machucou na cabeça e no peito.

Hosni Mubarak escorrega na prisão e fere-se na cabeça

A informação foi dada neste sábado por um integrante das forças de segurança do Egipto, que falou a repórteres sob condição de anonimato, sem em entrar em detalhes sobre a gravidade das lesões contraídas por Mubarak.

Aos 84 anos, Mubarak passou por um incidente similar há dois meses na prisão de Tora, no Cairo, onde está detido desde Junho de 2012, quando foi condenado. Esta notícia chega no primeiro dia do referendo constitucional no Egipto, que será concluído no próximo sábado (22).
Mubarak governou o Egipto com mão de ferro entre 1981 e 2011.

Em janeiro do ano passado, quando deixou a Presidência, foi internado em um hospital militar, de onde só saiu para a prisão.

Ele assumiu o poder no país depois que militantes islâmicos mataram o seu antecessor, Anwar Sadat, durante um desfile militar em 1981. Como presidente, Mubarak  aproximou-se de potências ocidentais – os EUA foram um de seus principais aliados – e reprimiu opositores até o último momento.

Um ferido na explosão de uma bomba num campo de refugiados no Quénia

Um ferido na explosão de uma bomba num campo de refugiados no Quénia
Uma pessoa foi ferida hoje, sexta-feira, por um engenho explosivo num dos campos de Dadaab (leste do Quénia), que abriga centenas de milhares de refugiados somalis, relatou um correspondente da AFP no local, assim como a Cruz Vermelha no Quénia.

A explosão ocorreu num dos centros de registo eleitoral, destinado a população local queniana que vivem nas proximidades desses campos, e abre as eleições gerais convocadas para 04 de Março próximo no Quénia.    

Pelo menos 468.000 refugiados somalis estão abrigados em acampamentos de Dadaab.

Uma série de atentados abalou o Quénia, desde a decisão de Nairobi de enviar em Outubro de 2011 o seu exército para lutar contra os insurgentes islamistas shebab na vizinha Somália. O ataque de sexta-feira foi o primeiro perpetrado contra um centro de registo eleitoral.

A polícia queniana lançou recentemente uma operação ampla visando os refugiados em situação ilegal, suspeitos de cumplicidade com os autores destes ataques. As autoridades quenianas também ordenaram que todos os refugiados somalis em campos fossem levados para os seus destinos, do qual 33.000 deles vivem hoje na capital Nairobi, segundo com as estimativas.

Estas medidas têm tensas relações com a comunidade queniana de origem somali, que conta com 2,3 milhões de pessoas, ou seja 6% da população total do país.

População moçambicana atingirá 24,3 milhões em 2013

População moçambicana atingirá 24,3 milhões em 2013
De acordo com o “Macauhub”, o crescimento natural da população moçambicana é estimado, em média, em cerca de 2,7%.

A população de Moçambique deverá passar de 23,7 milhões de pessoas este ano para 24,3 milhões em 2013, um aumento de cerca de 666 mil pessoas, de acordo com previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE), citadas pela imprensa moçambicana.

De acordo com o “Macauhub”, o crescimento natural da população moçambicana é estimado, em média, em cerca de 2,7%. O último censo populacional do INE estima que 75,2% da mesma população estão ligados à actividade agrícola, pecuária, caça, pesca e silvicultura.

Nestas actividades, as mulheres são a maioria, representando cerca de 86,7%, contra 63,4% dos homens, segundo Laura Duarte, do INE, realçando que, no geral, existem mais homens do que mulheres funcionários e agentes do Estado e que a função de chefia também é elevada para os homens, no mesmo sector.

Este ano, 68,8% da população moçambicana têm por área de residência a zona rural, contra 31,2% que vivem na zona urbana.

Preços começam a subir na Beira

Numa altura em que a quadra festiva se aproxima, os preços dos produtos de 1.ª necessidade estão nos últimos tempos a registar uma subida nos mercados da cidade da Beira.

Preços começam a subir na Beira

Os vendedores justificam que tal aumento se deve à especulação nos locais onde adquirem produtos tais como frangos, ovos, tomate e batata.

O frango, que antes custava 120 meticais, agora é vendido a 150MT; um saco de batata de 10 quilogramas, que antes se vendia a 200 meticais, nos últimos tempos passou a custar mais 50. Ao favo de ovos acrescentaram-se mais 20 meticais, sendo que antes se podia comprar cada por 100 meticais. O tomate, que custava 20 por quilograma, custa agora 30 meticais.

O mesmo está a acontecer com o arroz, cuja subida abrangeu igualmente o circuito comercial formal. Tanto o arroz considerado de primeira, como o da última categoria conheceram um acréscimo de 100 a 200 meticais.

Tais agravamentos, entretanto, acontecem numa altura em que as autoridades da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), delegação de Sofala, repetem que não vão tolerar a especulação de preços. Os revendedores, por seu turno, dizem que se não aumentarem os preços estarão a correr risco de entrar em falência.

João Matandize, vendedor de frangos no Mercado de Maquinino, disse que o preço do frango subiu onde adquirem, sob alegação de que também estão a aumentar os preços devido à subida do preço da ração.

‘Estamos a aumentar para obtermos lucro, é uma questão de sobrevivência’ defendeu-se. Nos mercados do Goto, Maquinino e Praia Nova, quase todos os preços dos produtos subiram. Como se isso fosse pouco, alguns clientes acusam muitos vendedores de estarem também a adulterar as suas balanças.

Entretanto, as autoridades do INAE reafirmam que equipa inspectiva já está no terreno, onde em colaboração com o sector de Inspecção do Conselho Municipal da Beira irão procurar travar a especulação.

Centro de Saúde de Mutava-rex em Nampula não satisfaz os utentes

Centro de Saúde de Mutava-rex em Nampula não satisfaz os utentes
Um ano depois da entrada em funcionamento do Centro de Saúde de Mutava-rex, arredores da cidade de Nampula, Norte de Moçambique, os moradores do bairro com o mesmo nome da unidade sanitária continuam a enfrentar problemas para ter acesso aos cuidados de saúde. Os serviços localmente prestados não satisfazem aos utentes. Para os residentes das zonas próximos, como Namutequeliua, na Unidade Comunal de Nampaco, recorrer àquele hospital, em caso de doença, é perder tempo.

A população de Mutava-rex percorre longas distâncias para beneficiar de um tratamento médico, dirigindo-se aos centros de saúde de 1º de Maio, de Namicopo, 25 de Setembro, há mais de 10 quilómetros do centro da cidade, ou mesmo ao Hospital Central de Nampula.

O @Verdade apurou que as principais doenças que afectam os residentes daquele bairro são a malária, a cólera e as dores de cabeça. Para além da falta de um atendimento humanizado, os utentes daquele centro de saúde são constantemente confrontados com a ruptura de stock de medicamentos. A alternativa têm sido as farmácias privadas.

Pacientes são extorquidos

Em contacto com a nossa Reportagem, os residentes do bairro de Mutava-rex acusam os técnicos daquele centro de saúde de mau atendimento e relacionamento com os pacientes. Quem quiser ser melhor atendido é obrigado a pagar algum dinheiro. Os que não se submetem à extorsão são relegados a segundo plano. As mulheres que dão à luz naquele centro são as maiores vítimas.

Os residentes de Mutava-rex queixaram-se igualmente do transporte semicolectivo de passageiros que não permite que eles cheguem a qualquer hospital a horas.

Agentes da saúde trabalham duas vezes por semana e não cumprem horário

No Centro de Saúde de Mutava-rex, o @Verdade apurou que os técnicos só se apresentam aos seus postos de trabalho duas vezes por semana, concretamente às segundas e sextas-feiras. Os utentes suspeitam de que eles tenham assumido outros compromissos com algumas organizações não-governamentais. Consequentemente, os serviços médicos no mesmo centro só são prestados nesses dias úteis. No fim-de-semana e aos feriados, não é possível contar com eles. Em caso de doença, a população fica entregue à sua própria sorte.

Segundo os nossos entrevistados, há vezes que os agentes da saúde entram às 12 horas e, quando chegam, atendem poucas pessoas. Há relatos de casos de serventes que substituem os enfermeiros. Aliás, uma das serventes confirmou à nossa Reportagem os atrasos dos técnicos.

Mariamo Vicente, de 31 anos de idade, é um cidadão que encontrámos no referido centro na companhia do seu filho, que padecia de malária. “O director provincial da Saúde, o presidente do município, e o governador já sabem disto, mas, infelizmente, a intervenção deles não se faz sentir”, lamentou.

Falta água

Os problemas do Centro de Saúde de Mutava-rex não são somente os acima narrados, há ainda a falta de água, situação que abrange também o bairro todo. A limpeza daquela unidade hospitalar é feita com muito sacrifício. O @Verdade constatou que o tanque de água que é abastecido pela chuva estava seco, pois já decorre algum tempo sem que, ao menos, chuvisque nesta parcela do país.

Enquanto isso, os moradores usam poços porque não existe nenhum sistema convencional de abastecimento do precioso líquido.

Deputados querem maior divulgação da Lei da Família

Os deputados da comissão dos Assuntos Sociais, do Género e Ambientais (CASGA), defenderam fim-de-semana, na Namaacha, província de Maputo, que a falta de divulgação tem condicionado a implementação eficaz da Lei da Família em vigor há oito anos no país.
Deputados querem maior divulgação da Lei da Família

Esta constatação foi feita durante um encontro de reflexão sobre a Lei da Família que tinha como intuito identificar lacunas existentes neste dispositivo legal para uma possível revisão, bem como aferir o grau da eficácia da sua implementação.

De acordo com a presidente da CASGA, Conceita Sortane, a reflexão em torno deste dispositivo trouxe ao de cima alguns aspectos que precisam de ser esclarecidos dentro desta lei, sobretudo no que se refere a questões ligadas a união de facto, filiação e perfilhação, os Direitos da Família, as modalidades do casamento, separação dos cônjuges e dos bens; a separação litigiosa e não litigiosa.

“Também chegámos a conclusão de que é necessário que os deputados da Assembleia da República, na comissão em conjunto ou separadamente, devem se empenhar, nos seus círculos eleitorais, na divulgação deste dispositivo legal que é importante para a família moçambicana”, disse a deputada comungando da ideia de que a falta de divulgação do dispositivo tem minado a sua implementação no país.

Questionada sobre a possibilidade ou não da revisão da Lei da Família, a deputada Sortane disse que os resultados dos debates havidos no seminário da Namaacha serão partilhados com as bancadas parlamentares para se apurar a sensibilidade delas quanto a revisão geral ou pontual da Lei da Família.

Por seu turno, Cecília Lubrino Simbine, advogada da Associação Moçambicana das Mulheres de Carreira Jurídica (AMMCJ), disse que vários aspectos da Lei da Família deverão ser analisados com maior profundidade e esclarecidos para que não se criem interpretações dúbias desta lei.

“A Lei da Família contempla aspectos que nos remetem à situação de poligamia, mas a nossa Constituição da República advoga a monogamia. Isto é uma incongruência que deve ser sanada”, disse a advogada Simbine, ajuntando que outra questão tem a ver com o casamento cujos valores, como é o caso de respeito e fidelidade, não estão contemplados na lei, daí que na sua implementação possa haver dualidade de critérios.

Outro aspecto destacado por aquela especialista do Direito da Família tem a ver com a questão da filiação. Segundo disse, as crianças nascidas dentro de um casamento tem os mesmos direitos, quanto a herança, com as outras crianças nascidas fora do casamento.

“Com esta acepção nós não estamos a valorizar o instituto do casamento, uma vez que as crianças nascidas dentro dele, assim como fora estão cobertos pelos mesmos direitos, o que não incentiva que as pessoas não optem pelo adultério”, observou Simbine, para quem “deve ser claramente definida esta situação para que salvaguardemos e valorizemos o casamento monogâmico”.

Durante a reflexão sobre a Lei da Família, os deputados membros da CASGA indicaram outros aspectos que precisam de ser revistos como é o caso do divórcio, no que tange aos motivos dos quais se desemboca em separação do casal, sobretudo em como provar esses motivos, o caso de vida e costumes desonrosos do outro cônjuge previsto na alínea c) do artigo 181 da Lei da Família.

Os parlamentares viram, igualmente, a necessidade de introdução nas comunidades de modelos de registo de casamento sobretudo religioso e tradicional conforme a legislação do registo civil, com vista a serem transcritos no livro de casamento, uma vez que só depois deste acto é que o casamento pode ser considerado válido.

Outro aspecto reflectido pelos deputados membros da CASGA relaciona-se com a necessidade de se considerar o trabalho doméstico da mulher que na actual lei não consta. A ideia é que a mulher enquanto cuida de filhos, da casa e do marido está a contribuir para o rendimento da família, daí que o seu esforço deva ser considerado e valorizado neste dispositivo.

O seminário de reflexão sobre a Lei da Família para identificar lacunas existentes neste dispositivo legal para uma possível revisão, bem como aferir o grau da eficácia da sua implementação, contou com apoio da Associação dos Parlamentares Europeus com a África (AWEPA).

Frelimo encoraja Governo a manter diálogo com a Renamo

A Comissão Política da Frelimo encoraja o Governo a continuar o diálogo com a Renamo, na busca de soluções para as questões colocadas à mesa pelo principal partido da oposição em Moçambique.
Frelimo encoraja Governo a manter diálogo com a Renamo

Reunida quinta-feira última, na sua III sessão extraordinária, sob a direcção do respectivo presidente, Armando Guebuza, a Comissão Política saudou o Governo por ter concedido audiência, pela segunda vez à Renamo, na passada segunda-feira.

Apesar de não terem chegado a consenso sobre os processos eleitorais, o Governo e a Renamo acordaram que a próxima ronda negocial deverá ter lugar na segunda-feira, com a discussão da questão sobre a partidarização da Administração Pública.

Ainda nesta sessão, a Comissão Política saudou as Forças de Defesa e Segurança, pelo trabalho que tem realizado na garantia da ordem, segurança e tranquilidade públicas, factores importantes para a livre circulação de pessoas e bens e o desenvolvimento do país.

Saudou igualmente o povo moçambicano pelo comprometimento na consolidação da unidade nacional, na preservação da paz e da harmonia social, factores que galvanizam o combate a pobreza.

Foi igualmente informada sobre o decurso dos trabalhos da VI sessão ordinária da Assembleia da República tendo felicitado a bancada parlamentar da Frelimo pela forma como tem honrado o mandato que o povo a conferiu.

Comportas em Corumana serão colocadas só em 2014

A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) espera que a colocação de comportas na Barragem de Corumana, vista como alternativa para abastecer a cidade de Maputo em água, inicie em 2014, a tempo de satisfazer o ambicioso projecto de transportar água dali para abastecer o norte de Maputo, em franco crescimento.
Comportas em Corumana serão colocadas só em 2014

De acordo com o director-geral da Administração Regional de Águas do Sul (ARA-SUL), Belarmino Chivambo, estão criadas as condições, com financiamento do Banco Mundial, para concluir que a Barragem de Corumana vai dar mais 30 por cento de água e vai criar mais capacidade para minimizar as cheias. Vai também garantir o fornecimento de água à cidade de Maputo.

Durante todo o próximo ano, segundo Chivambo, vai-se trabalhar no desenho detalhado do projecto para a colocação das comportas e um dique fusível, que é uma pequena barragem de segurança que será preciso instalar num local pré-determinado, bem como no reassentamento da população que se encontra na área do projecto e ou de inundação.

“O estudo do impacto ambiental de Corumana está concluído. De igual modo, a primeira fase de estudos, que era revisão para ver se a barragem está em condições de instalar comportas para não termos problemas, foi também concluído. Agora estamos no desenho do projecto detalhado e na contratação da empresa que vai fazer a supervisão das obras e da firma que vai connosco gerir o reassentamento das populações e que vai garantir também que as obras tenham projectos que beneficiem as comunidades locais”, indicou.

Segundo adiantou Chivambo, logo que o projecto detalhado estiver concluído, vai-se avançar para a contratação do empreiteiro, que deverá estar no terreno em 2014.

Colocar comportas na Barragem de Corumana é a solução mais urgente e mais barata para disponibilizar água para Maputo porque, a partir de 2014, os “Pequenos Libombos” já não terão capacidade de oferecer mais água e as projecções do FIPAG apontam para uma fonte num horizonte de cinco anos.

Segundo Chivambo, a solução a longo prazo para o problema de água na cidade do Maputo é Moamba-Major, que pode levar dez anos a ser construída após o arranque.

Com a colocação das comportas em Corumana, avaliadas em perto de 50 milhões de dólares, adiciona-se água até 1 200 milhões de metros cúbicos, um aumento em 30 por cento da actual capacidade que anda à volta de 800 milhões. Com as comportas, consegue-se ter uma quantidade de água igual à actual dos “Pequenos Libombos” (350 milhões de metros cúbicos).

Para acomodar o desenvolvimento previsto na área metropolitana de Maputo, que inclui a cidade capital, Matola, Marracuene e Boane, nos próximos 20 a 50 anos, para além de se concluir a Barragem de Corumana, considera-se fundamentall construir Moamba-Major.

Neste momento, são necessários pouco mais de 67 milhões de metros cúbicos por ano para abastecer a área metropolitana de Maputo. Com a expansão ora em curso do sistema para bairros até aqui não servidos, e para a demanda da parte do parque industrial, as necessidades deverão atingir 91 milhões de metros cúbicos por ano a partir deste ano. A Barragem dos Pequenos Libombos foi projectada para armazenar 400 milhões de metros cúbicos de água, estando neste momento com capacidade útil de 350 milhões de metros cúbicos.

Corumana localiza-se a 90 quilómetros a noroeste de Maputo e foi construída na década de oitenta com o objectivo de regularizar os caudais do Rio Sábie, para a rega de 36 000 hectares, no Vale do Sábie, quer no reforço dos caudais de estiagem no médio e baixo Incomáti e geração de energia eléctrica.

Produtores de Mopeia dispõem de 36 milhões para aumentar a renda

Mais de trinta e seis milhões de meticais estão a ser investidos este ano, no Projecto de Apoio aos Pequenos Produtores Orientados para o Mercado, no distrito de Mopeia na província da Zambézia.
Produtores de Mopeia dispõem de 36 milhões para aumentar a renda

O coordenador do projecto e especialista em extensão rural, Joaquim Labiano, disse há dias à nossa Reportagem que o grande objectivo deste investimento é dar incentivos financeiros e materiais para que a população beneficiária trabalhe para combater a pobreza, através do incremento da produção agrícola para alimentação e comercialização, bem como de actividades suplementares de geração de renda como a apicultura, pesca artesanal e comercialização de vários excedentes.

O nosso entrevistado disse ainda que ao implementar esse projecto o Executivo pretende reduzir a vulnerabilidade social dos residentes no Vale do Zambeze devido aos efeitos combinados de cheias e secas, que destruíam as fontes de rendimentos da população.

Joaquim Labiano acrescentou que no distrito de Mopeia, por exemplo, aquele projecto está a trabalhar com um total de 104 associações agrícolas na disseminação de tecnologias para melhorar o amanho da terra e assistência técnica para obtenção de melhores resultados por hectare.

A nossa fonte indicou que fruto da disseminação de técnicas agrícolas como melhor preparo da terra, uso da tracção animal e maior agressividade da rede de extensão rural os rendimentos por hectare subiram de 1.9 toneladas para 3.9 toneladas por hectare. O outro aspecto fundamental referido por Labiano tem a ver com a contratação de um provedor de prestação de serviços agrários.

Os produtores receberam gado bovino para a tracção animal. Fazem parte deste lote, uma charrua e um atrelado. Os animais estão a ser treinados para na segunda época da presente campanha agrícola 2012/2013 entrarem no campo para iniciar com as lavouras. Os beneficiários, segundo explicou Joaquim Labiano, podem ajudar outros produtores.

“É preciso referir que quando falamos de associações, não estamos a dizer machambas colectivas. São machambas em blocos e cada uma tem a sua porção e isso facilita a assistência do que numa situação de estarem a produzir de forma dispersa”, disse o coordenador do Projecto de Apoio Aos Pequenos Produtores Orientados para o Mercado.

As perdas pós-colheitas devido a má conservação dos cereais, colheitas antes da maturação e exposição ao clima são enormes. Para contornar o problema, acabam de ser construídos 120 celeiros tipo Gorongosa. Cada celeiro tem a capacidade de conservar durante um ano e meio uma tonelada de cereais.
Muitos produtores estão sensibilizados para a necessidade de aderirem à iniciativa, o que poderá facilitar a conservação dos cereais e comercialização em melhor momento. Devido à falta de conservação mais adequada, os produtores viam-se na contingência de comercializar os seus excedentes o mais rápido possível para evitar que se deteriorassem.

Nampula gradua mais 367 professores

A província de Nampula conta desde esta semana com um total de 367 professores do ensino básico, sendo 317 de formação inicial e os restantes em exercício, que foram graduados no Instituto de Formação de Professores de Nampula (IFPN), e sido todos colocados em todos os distritos, esperando-se que venham a contribuir para a melhoria de qualidade de ensino.
Nampula gradua mais 367 professores

A directora provincial de Educação e Cultura, Páscoa de Azevedo, disse na ocasião que a conclusão do curso de formação daqueles professores acontece numa altura em que, efectivamente, o desafio no ensino básico é resolver os problemas que os alunos deste nível enfrentam, os quais são relativos à leitura e escrita.

“Como é do vosso conhecimento, os pais e encarregados de educação querem ver os seus educandos a saberem ler e escrever correctamente no fim do primeiro ciclo de aprendizagem. Isso deve estar no centro das vossas atenções, claro, com recurso a todas as metodologias e técnicas de ensino aprendidas durante a vossa formação”, salientou Páscoa de Azevedo.

De Azevedo referiu que ser professor requer também ser patriota, aceitando trabalhar em qualquer ponto do país, e como que a demonstrar isso ela anunciou na mesma cerimónia a colocação de todos os professores ora formados em todos os distritos da província de Nampula, isso em função das necessidades de cada um desses distritos.

Por outro lado, a directora provincial de Educação e Cultura de Nampula enalteceu o espírito de entrega e sacrifício dos professores em exercício formados, pois, segundo ele, demonstraram que é possível estudar e aumentar o nível profissional sem abandonar o posto de trabalho nem a família, experiência que espera que seja transmitida aos demais colegas, para o bem da educação das crianças na província.

Por seu lado, a governadora da província de Nampula, Cidália Chaúque, disse também esperar que aqueles professores dêem o seu contributo na melhoria da qualidade de ensino básico, para que os alunos, ao terminarem o ensino primário, demonstrem as competências exigidas, sobretudo na leitura e escrita, competências cujo alcance constitui a maior preocupação da sociedade moçambicana.

Aquela governante acrescentou: “Contamos convosco para a grande luta da melhoria da qualidade de ensino e, consequentemente, a redução da pobreza no país, em geral, e na província de Nampula, em particular. A nossa esperança é de vermos futuramente a vossa grande contribuição para o desenvolvimento das comunidades. A vossa prática deverá reflectir os conhecimentos adquiridos, consubstanciados com aquilo que é saber ser, saber fazer e saber estar”.

Esta é a 11ª graduação que o Instituto de Formação de Professores de Nampula, que funciona na capital provincial, realiza desde a sua criação.

Enfermeiros apoiam mas não vão à greve

A Associação Nacional dos Enfermeiros de Moçambique (ANEMO) manifestou ontem, em Maputo, o seu apoio moral à causa dos médicos, que ameaçam paralisar as suas actividades a partir de segunda-feira, mas dizem que são contra a realização de uma greve da classe no país.
Enfermeiros apoiam mas não vão à greve

A ANEMO posicionou-se dessa maneira por entender que a paralisação das actividades não é a única alternativa para a solução dos problemas em causa, pois, na sua maioria, afectam a todo o pessoal do Serviço Nacional de Saúde.

A presidente do Conselho de Direcção da ANEMO, Maria Olga Matavel, clarificou, porém, que o pronunciamento da organização não significa afastamento da causa dos médicos, porque os membros das duas associações debatem-se com o mesmo tipo de problemas.

“Estamos do lado dos médicos e garantimos o nosso apoio moral, porque temos todos as mesmas preocupações. Apesar de sofrermos de igual maneira acreditamos numa resolução baseada no diálogo,  daí não aderirmos à greve”, explicou.

Matavel, que falava em conferência de Imprensa convocada para falar da situação dos enfermeiros no país, disse que a classe também se debate com problemas de salários baixos, que não satisfazem as suas necessidades básicas, falta de habitação, excesso de carga horária, falta de progressão nas carreiras profissionais e impossibilidade de continuar com os estudos.

Aliado a estas questões, segundo a fonte, a ANEMO também está a trabalhar com o Governo na elaboração do estatuto do enfermeiro, um documento que, tal como disse, poderá solucionar grande parte dos problemas dos profissionais da área.

“Este documento e as nossas contribuições para o Estatuto do Pessoal do Serviço Nacional de Saúde já estão depositados no Ministério de Saúde, daí acreditarmos que as nossas preocupações serão resolvidas”, garantiu Maria Matavel, escusando-se a prever um horizonte temporal em que tais inquietações poderiam ser ultrapassadas.

“Não vamos idealizar se os problemas serão resolvidos a curto, médio ou longo prazo, mas temos certeza que um dia serão ultrapassados”, acrescentou ela, afastando, inclusive, a hipótese de o Governo resolver apenas as reivindicações dos médicos, uma vez serem todos elementos de uma equipe que não funciona sem um dos membros.

Maria Matavel afirmou que outra garantia que demonstra o interesse do Governo em resolver as preocupações apresentadas é o facto de já ter sido elaborado um estudo sobre o pacote salarial a ser atribuído aos profissionais da classe, igualmente depositado no MISAU.

Garantiu que o posicionamento ontem apresentado representa o sentimento dos mais de nove mil enfermeiros existentes no país e apelou, igualmente, a estes profissionais para continuarem a optar pelo diálogo para a solução dos seus problemas.

A Associação Médica de Moçambique (AMM) ameaça realizar a greve por ainda não ter chegado a consenso com o Governo em relação à questão salarial. Foi já ultrapassada a questão de atribuição de residências e do Estatuto do Médico, que deverá ser revisto.

Professores pedem pagamento mais rápido dos seus salários

Cento e oitenta e um novos professores graduados pelo Instituto de Formação de Professores de Morrumbala, na província da Zambézia, pedem ao Governo maior celeridade na tramitação do expediente administrativo para contratação e pagamento de salários e horas extras no mês correspondente ao início da actividade docente, isto é em Fevereiro de 2013.
Professores pedem pagamento mais rápido dos seus salários

O pedido neste sentido foi apresentado às autoridades de Educação e Cultura da Zambézia durante a quinta cerimónia de graduação promovida pelo Instituto de Formação de Professores de Morrumbala.
A outra preocupação apresentada pelos novos professores está ligada à promoção e melhoria das condições de trabalho nas escolas, de forma que o desafio de melhoria da qualidade do ensino seja uma realidade tangível.

Na sua mensagem apresentada por ocasião da passagem de testemunho, os professores recordaram-se de algumas dificuldades que marcaram a sua formação, nomeadamente a falta de laboratórios e transporte para práticas pedagógicas nas escolas onde estiveram a aliar a teoria e a prática.

O director provincial adjunto da Educação e Cultura da Zambézia, Faustino Amimo, disse que há um grande esforço para satisfazer a preocupação apresentada pelos professores. A título de exemplo, afirmou que todos os professores formados deverão se apresentar nas escolas para onde foram afectos até ao dia 17 deste Dezembro, com toda a documentação pronta, de forma a permitir maior flexibilização do processo de contratação.

Soubemos no local que a direcção do Instituto de Formação de Professores de Morrumbala já tinha orientado a todos formandos há um mês do fim do curso para que tivessem toda a documentação necessária para a contratação, na perspectiva de reduzir o tempo de espera para o primeiro salário.

Entretanto, Faustino Amimo disse, na ocasião, que todo o investimento que está ser feito pelo Executivo e parceiros na formação de professores visa, fundamentalmente, resolver dois grandes problemas, nomeadamente a redução do rácio professor-aluno e a melhoria da qualidade de ensino. Para o efeito, segundo ainda Amimo, o Governo tem vindo a formar mais professores, construir mais escolas e alocar livros escolares e outro material didáctico aos principais intervenientes no processo de ensino-aprendizagem.

O director do Instituto de Formação de Professores de Morrumbala, Hélder de Araújo, disse que a quinta cerimónia de graduação marcou um grande esforço na aplicação de aspectos ligados entre a teoria e a prática numa perspectiva integrada. Segundo disse aos presentes, o ano lectivo prestes a findar iniciou com um efectivo de 144 formandos, dos quais, quatro mulheres e 116 do curso regular e 26 de inglês.

Hélder de Araújo disse que para além daqueles graduados de formação inicial, o Instituto de Formação de Professores de Morrumbala funcionou com 14 núcleos pedagógicos nos distritos de Chinde, Milange, Morrumbala, totalizando 560 professores em exercício, dos quais 110 são mulheres. Dos professores em exercício graduaram naquela cerimónia 54 professores, sendo 43 homens e 11 mulheres.

Entretanto, para o próximo ano, aquela instituição de formação de professores tem disponíveis 150 vagas, sendo 70 para o sexo feminino. O Instituto de Formação de Professores de Morrumbala forma professores com o nível de 10.ª classe+1 para leccionarem no ensino básico.

Hospital Provincial de Quelimane reforça capacidade de atendimento

Com vista a dar resposta a uma eventual demanda de serviços de saúde durante a quadra festiva do Natal e fim de ano, o Hospital Provincial de Quelimane comprometeu-se a reforçar as suas equipas de enfermeiros e médicos no banco de socorro, bloco operatório e nos centros de saúde.
Hospital Provincial de Quelimane reforça capacidade de atendimento

A directora clínica daquela unidade sanitária, Nélia Mutisse, disse que há capacidade humana, disponibilidade de medicamentos, mas será necessário reforçar o stock de sangue tratando-se dum periódico em que a procura aumenta drasticamente.

Sem avançar as quantidades de sangue disponíveis, aquela médica afirmou que há já confissões religiosas e instituições de ensino e formação técnico-profissional que se prontificaram a doar mais sangue para reforçar o stock existente. Apelou aos cidadãos para a necessidade de doarem sangue como um gesto de humanismo para não só no período das festas, como também em qualquer altura do ano.

O banco de sangue já enviou para diversas instituições do Estado e privadas 20 solicitações para a doação de sangue. Neste momento, os maiores doadores encontram-se fora dos estabelecimentos de ensino por causa das férias escolares.

Estão preparadas ambulâncias para evacuar doentes graves dos centros de saúde para o Hospital Provincial de Quelimane. Por outro lado, equipas médicas estão disponíveis para trabalhar durante 24 horas para não só atender casos relacionados com eventuais acidentes de viação, como também por se tratar de um período chuvoso onde poderão eclodir muitas doenças diarreicas e malária, dado o potencial que Quelimane possui para a reprodução do mosquito, principal vector de transmissão da malária.

As autoridades sanitárias apelaram igualmente aos munícipes de Quelimane para evitar exageros, porquanto um dos problemas que marca o período festivo é a ocorrência de intoxicações alimentar e alcoólica. Para Nélia Mutisse, há toda pertinência dos alimentos serem bem conservados e consumir-se quantidades razoáveis de álcool.

Novos ingressos para 2013: MINED reconhece fraca participação nas matrículas

A 18 dias para o final do processo de matrículas antecipadas para as crianças que pela primeira vez irão frequentar a escola em 2013, o Ministério da Educação veio a público ontem reconhecer que o processo está a experimentar fraca adesão dos pais e encarregados de educação.

Novos ingressos para 2013: MINED reconhece fraca participação nas matrículas
De acordo com Eurico Banze, porta-voz do MINED, que falava ontem em conferência de Imprensa, volvidos mais de 60 dos 90 dias desde que o pelouro abriu espaço para se matricularem todas as crianças que para o ano irão frequentar a 1.ª classe, do universo de milhão, 228 mil e 802 crianças por matricular, apenas foram inscritas 453.475 crianças, ou seja, 36,8 por cento a nível nacional. Estes números, segundo ele, estão muito abaixo daquilo que eram as expectativas do sector, uma vez que o processo caminha a passos largos para o seu final.

A título demonstrativo, e por província, o porta-voz do MINED disse que a cidade de Maputo é que está avançada, tendo matriculado até aqui 71 por cento do total dos alunos. Seguem-se as províncias de Cabo Delgado e Sofala, com 69,9 e 53,9 por cento, respectivamente. Nas posições cimeiras figuram Tete (43,5), Nampula (39,9), Niassa (38,5), Zambézia (38,4) e Maputo província (36,6). Nas três últimas posições encontram-se as províncias de Inhambane (29), Gaza (21) e Manica (19,9).

Apresentando as razões que estarão por detrás da fraca adesão ao processo de matrículas, Banze apontou três pontos. A primeira, segundo ele, está relacionada com a fraca divulgação do processo por parte das autoridades competentes. Sendo um processo novo, pouca gente está a par do mesmo, daí que muito mais devia ter sido feito para a sua divulgação.

“A segunda razão está relacionada com o facto de as matrículas terem iniciado a 1 de Outubro, mês em que grande parte da população está empenhada na campanha agrícola. Embora não tenhamos todas as causas devidamente identificadas, a terceira pode estar relacionada com o facto de Novembro ter sido um mês de realização de exames finais, onde todas as comunidades escolares estavam empenhadas em que o mesmo fosse realizado sem sobressaltos. Contudo, reiteramos que não é condição essencial levar as crianças com documentos. As pessoas podem fazer inscrição da matrícula sem qualquer documento, que os podem apresentar mais tarde” – disse.

Por outro lado, Eurico Banze observou que os casos das províncias de Nampula e Zambézia são mais preocupantes, uma vez que juntas perfazem 556.995 crianças por matricular, quase metade do universo nacional da meta fixada para a primeira classe, mas que até aqui ainda não preencheram as vagas disponíveis.

“Decorridos dois meses deste processo e com os resultados que nos são presentes, mostramo-nos preocupados. Faltam poucos dias para findar o processo, daí que apelamos a todos os que ainda têm crianças por matricular para o fazerem rapidamente. A nossa intenção é ter todas as crianças que em 2013 completam seis anos de idade matriculadas” – apontou.

Refira-se que o MINED vinha realizando o processo de matrículas do primeiro ingresso em Janeiro mas, a partir deste ano, antecipou-o para 31 de Outubro a 31 de Dezembro, como forma de permitir que os pais e encarregados de educação disponham de mais tempo para inscrever os seus educandos. Igualmente, a intenção fundamental é conceder às escolas e aos professores mais tempo para organizarem as turmas e as cerimónias de abertura do ano lectivo.

Taipo intervêm na greve da Shoprite

A Ministra do Trabalho, Maria Helena Taipo, manifestou ontem o seu interesse em ver solucionadas as reivindicações que levam os trabalhadores da cadeia sul-africana de supermercados Shoprite, a paralisarem as suas actividades.

Taipo intervêm na greve da Shoprite

Taipo manifestou essa intenção durante a manhã quinta-feira, numa visita “relâmpago” que efectuou às instalações do “Shoprite”, na cidade de Maputo, para auscultar as preocupações dos pouco mais de 150 trabalhadores daquele supermercado, em greve desde anteontem.

No local, a governante foi explicada que os grevistas reclamam, entre outras questões, o aumento salarial, o pagamento de subsídios, o reajustamento de horário, a elaboração de regulamento interno que satisfaça a classe trabalhadora e o melhoramento das relações laborais.

Na ocasião, Helena Taipo expressou seu total apoio à causa dos trabalhadores e prometeu envolver-se pessoalmente na resolução daquela preocupação, com vista ao retorno da normalidade, sem, no entanto, prejudicar-se a classe trabalhadora.

Tal como tem sido habitual, a ministra do Trabalho fez questão de lembrar aos trabalhadores grevistas que estes estão no seu próprio país, onde as relações laborais são regidas por uma Lei que deve ser cumprida por todos os investidores que operam no território nacional.

“Já entramos em contacto com a direcção do grupo Shoprite na vizinha República da África do Sul e solicitamos a sua comparência para podermos aclarar este assunto”, garantiu a ministra, tranquilizando os trabalhadores que a situação seria resolvida.

Ainda ontem, os grevistas reiteraram que a paralisação seria por tempo indeterminado, até que a entidade patronal tome a peito as suas reivindicações que afectam o pessoal de todas as unidades do grupo abertas no país.

Os grevistas reclamam um aumento salarial na ordem de 15 a 18 por cento sobre valores que variam de 3.500 a 15 mil meticais, este último atribuído apenas a trabalhadores contratados há mais de 15 anos.

Consta que as negociações laborais datam desde o ano 2004 quando foi apresentado à entidade patronal o caderno reivindicativo, mas a situação nunca chegou a ser alterada. As recentes negociações datam do mês de Setembro, período em que começou a ser levantada a hipótese de se realizar uma greve.

Entretanto, até ao fecho da presente edição continuavam as negociações entre o Ministério do Trabalho, a direcção do Grupo Shoprite e o comité sindical com vista a busca de solução para o problema.

Resgatadas mais duas vítimas de afogamento em Xai-Xai

A delegação da Administração Marítima de Gaza resgatou ontem mais dois corpos sem vida, subindo desta forma para três o número de mortos resgatados, dos seis jovens perecidos por afogamento na tarde de quarta-feira na praia de Xai-Xai.
Resgatadas mais duas vítimas de afogamento em Xai-Xai

De acordo com Marcelino Uamusse, Delegado Provincial da Administração Marítima, as operações de resgate continuam visando a recuperação das restantes vítimas daquela fatídica ocorrência, que ainda continuam desaparecidas. Recorde-se que a tragédia teve lugar quando um grupo de jovens constituído por quatro rapazes e duas meninas, à margem de uma missão ecuménica que os levava à Gaza, se fez à chamada Praia Velha, para um mergulho, numa zona proibida, dada a profundidade das águas.

África do Sul reabre inquérito à morte de Samora Machel

A unidade de elite de investigação sul-africana, The Hawks, abriu novas investigações ao acidente de aviação que matou o primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, há 26 anos.

África do Sul reabre inquérito à morte de Samora Machel

‘Confirmo que os Hawks estão a investigar as circunstâncias do acidente’, disse Paulo Ramaloko, porta-voz da unidade de investigação.

A viúva de Samora Machel, Graça, que voltou a casar-se em 1998 com Nelson Mandela, já tinha apelado à reabertura da investigação. ‘Vocês reabrirão as feridas quando voltarem aos detalhes: como aquele dia (da sua morte) começou, como foram informados (do acidente), porque a página não foi virada’, declarou Graça Machel à AFP em 2011.

A morte do dirigente marxista Samora Machel, no poder entre 1975 e 1986, suscitou muita polémica pois o acidente ocorreu em plena Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética.

A África do Sul do apartheid, ferozmente anti-comunista, mantinha relações tensas com o vizinho Moçambique liderado pelo antigo guerrilheiro marxista Samora Machel.

Na noite de 19 de outubro de 1986, o Presidente moçambicano voltava de Lusaka para Maputo quando o Tupolev 134, de fabrico soviético, que o transportava se despenhou na África do Sul, na zona das montanhas Lebombo, perto de Moçambique. Machel perdeu a vida, bem como 30 outros passageiros, incluindo alguns ministros.

Uma investigação levada a cabo pelo Governo sul-africano concluiu que o acidente se deveu a um erro do piloto. Mas esta tese de acidente foi posta em causa, alguns alegavam que um falso sinal de rádio induziu em erro o piloto, levando-o a desviar o aparelho e fazendo-o voar suficientemente baixo para embater contra as montanhas.

Passageiros das LAM queixam-se de violação e extravio de bagagens

Quatro passageiros do voo TM345, das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que no passado dia 4 de Novembro de 2012 saiu de Maputo com destino à Harare-Zimbabwe, com escalas em Vilankulo e cidade da Beira, procuraram a nossa fonte para denunciar a violação das suas bagagens e extravio de bens nelas contidas, e que a empresa transportadora recusou-se a indemnizá-los

Passageiros das LAM queixam-se de violação e extravio de bagagens
Manuel Muanera, funcionário do Ministério da Saúde, é um dos passageiros que viu a sua bagagem violada. Conta a nossa fonte que no dia 4 de Novembro passado viajou de um avião da empresa LAM com destino à cidade da Beira, onde o voo tinha escala antes do destino final, Harare.

Só que quando Muanera desembarcou no seu destino, encontrou a sua mochila violada e equipamentos electrónicos extraviados.

Na verdade, o passageiro da empresa LAM conta que não era a sua intenção despachar os electrónicos para irem ao porão do avião. Pretendia levá-los a bordo, mas uma funcionária da companhia, na hora do check-in, aconselhou-o a despachar os electrónicos, que por normas de aviação internacional não podem ir ao porão do avião.

Segundo conta Muanera, `quando ia embarcar no Aeroporto de Maputo, na minha bagagem, que pretendia levar a bordo, havia dois computadores portáteis, um do Ministério da Saúde e outro pessoal e uma mochila que tinha uma bolsa com uma máquina fotográfica digital e seus acessórios. Uma funcionária das LAM disse que não seria possível levar toda a bagagem a bordo. Despachei e a mochila foi ao porão. Chegados à Beira a mochila estava a flutuar e sem equipamento´, disse sublinhando que no local outros três passageiros reclamavam a violação das suas malas.

Muanera diz que lhe foram extraviados uma máquina fotográfica, grafia/filmagem, cabo de computador, cabo de carregador, cabo de televisor, bateria Sony, cartão de memória e bolsa de máquina. Todos estes equipamentos o passageiro das LAM havia despachado na bagagem e diz que estão avaliados em 40 mil meticais, segundo atesta uma cotação da loja Tiger Center.

Muanera acredita que durante o processo de scanner os intervenientes neste processo teriam visto o que tinha lá dentro da mochila e extraíram.

`Descobrimos isto no Aeroporto da Beira. Imediatamente comunicámos ao agente que estava em serviço. Não se tratou apenas do meu caso, houve também violação de três bagagens entre elas de um casal de brancos e de uma assessora de uma instituição que não importa referenciar´, disse explicando que o voo TM345, partira de Maputo com destino à Harare, com duas escalas, uma em Vilanculos e outra na Beira, onde era o seu destino.

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique diz em carta (N/Ref:10LAMLZ-12) datada de 5 de Dezembro de 2012 que após uma análise cuidadosa do processo de reclamação reportada no voo TM345 do dia 4 de Novembro de 2012, proveniente de Maputo com destino à Beira, um passageiro constatou que a sua bagagem havia sido violada e retirada uma máquina fotográfica, cartão de memória, bateria Sony e vários cabos.

A carta explica que face a esta ocorrência, foram feitas todas diligências no sentido de se poder recuperar o artigo em falta, mas os resultados da investigação foram infrutíferos.

`Pelos motivos atrás referenciados, lamentamos que a empresa LAM não poderá assumir a responsabilidade pelo pagamento da indemnização por si reclamada de 40.000,00 MTS, por se considerar a sua reclamação improcedente´, lê-se na carta da Central de Análise de Reclamação de Bagagem da empresa LAM, datada de 5 de Dezembro corrente e assinada por Elisa Sitoe

China reconhece fraca qualidade de produtos que exporta para o mundo

`Estamos cientes da existência de alguns problemas na nossa cooperação com África, onde os media e a população no geral estão preocupados com o problema da qualidade dos produtos chineses´.

China reconhece fraca qualidade de produtos que exporta para o mundo

As autoridades de Beijing estão preocupadas em melhorar a imagem dos produtos chineses no mundo, particularmente em África, incluindo Moçambique, onde existe a percepção de que muito dos produtos importados daquele gigante asiático são de baixa qualidade. A percepção da má qualidade é extensiva às obras de engenharia, incluindo o sector de construção civil.

`Estamos cientes da existência de alguns problemas na nossa cooperação com África, onde os media e a população no geral estão preocupados com o problema da qualidade dos produtos chineses´, confessou o director-geral adjunto do Departamento para Assuntos Africanos e da Ásia Ocidental do Ministério do Comércio da China, Cao Jiachang

`Por isso, estamos a trabalhar para melhorar a situação. Gostaria de enfatizar que somos muito exigentes no que diz respeito à qualidade dos nossos produtos de exportação´, acrescentou Cao, em recente entrevista à imprensa moçambicana em Beijing.

Actualmente, a China é o maior exportador do mundo e os Estados Unidos vem a seguir. A oferta de preços competitivos constitui um dos maiores atractivos dos produtos manufacturados na China.

Moçambique é um exemplo da forte presença chinesa, principalmente no sector do comércio e infra-estruturas, onde destaca-se a construção do novo Aeroporto Internacional de Maputo, Centro de Conferências Joaquim Chissano, Assembleia da República, estradas e pontes, edifícios do Governo, entre outras.

Cao explica que as autoridades de Beijing não gostariam que a qualidade dos produtos chineses tenha uma influência negativa nos benefícios e qualidade de vida dos consumidores.

Para o efeito, o Governo adoptou uma série de medidas ao nível dos serviços alfandegários e do controlo de qualidade. Por isso, disse o governante, `a qualidade dos produtos chineses está a melhorar´.

Segundo Cao, em muitos casos a fraca qualidade dos produtos de exportação deve-se à exigência dos importadores, que querem pagar um preço mínimo por um determinado produto cuja qualidade não é fiável. Por isso, disse aquele dirigente, `não posso concordar com as acusações de que a exportação de produtos de baixa qualidade é uma política do governo chinês´.

No caso das obras de construção civil, o Governo chinês acredita que as novas infra-estruturas, tais como estádios, centros de conferência, hospitais, escolas, entre outras, venham a melhorar a qualidade de vida dos africanos.

O governo também introduziu sistemas rigorosos de controlo de qualidade para os projectos na área de construção civil.

Matrículas para primeira classe decorrem a ritmo lento em Moçambique

Matrículas para primeira classe decorrem a ritmo lento em Moçambique
O processo de matrículas que arrancou em Outubro passado, em Moçambique, para o ingresso à primeira classe no ano lectivo 2013, está a decorrer a um ritmo lento, segundo o portavoz do Ministério da Educação (MINED), Eurico Banze.

Desde o arranque do processo, a 01 de Outubro até 30 de Novembro, foram matriculadas, à escala nacional, 453.475 crianças, correspondente a 36,8 por cento do universo de 1.228.802. Entre as prováveis causas que concorrem para o facto, Banze aponta para a época chuvosa que se regista no país que leva os moçambicanos envolvidos na actividade agrícola a abster-se de se deslocar às escolas para efectuar o processo de matrículas, bem como os exames realizados à escala nacional.

“Os meses de Outubro, Novembro e Dezembro são meses de exames e calham com a época chuvosa e agrícola e muitos moçambicanos estão envolvidos na campanha agrícola, o que faz com que tenhamos este ritmo”, disse

Para fazer face a este problema, Banze revelou que o MINED esteve reunido Terça-feira, em Maputo, com as confissões religiosas, onde se discutiu a necessidade de se realizarem matrículas a nível das Igrejas. “Estivemos reunidos com as confissões religiosas, foi agradável. Elas propuseram a realização de matrículas nas Igrejas, mas ainda é um plano. Como sabem, cada Igreja tem a sua hora de culto, então estamos ainda a planear as coisas nesse sentido,” disse.

O porta-voz disse que serão criadas condições de receber as crianças que não se matricularem durante o período proposto. “Não vamos aceitar que as crianças que não se matricularem fiquem de fora, queremos que todas as crianças que vão completar seis anos até 31 de Dezembro de 2013 estudem,” disse.

Segundo Banze, o MINED está preocupado com a província nortenha de Nampula, que apenas alcançou a fasquia de 39,9 por cento, e Zambézia (Centro do país) com 38,4 por cento, já que as metas fixadas para as duas províncias correspondem a quase metade do universo de crianças a matricular no país.

Com efeito, Nampula e Zambézia, segundo as previsões, deverão matricular um total de 556.995 crianças. A cidade de Maputo foi a que registou maior índice de matrículas com cerca de 71 por cento, seguida de Cabo Delgado com 60 por cento. Enquanto isso, as províncias de Gaza (no Sul) e Manica (Centro) foram as que matricularam o menor número de crianças, na ordem dos 21 e 19,9 por cento respectivamente.

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