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Sábado, Abril 18, 2026
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Gaza – Malária faz 14 mortos nos primeiros dois meses

Na origem desta situação estão as cheias e inundações que fustigaram recentemente a província de Gaza, contribuindo, de certo modo para o agravamento das condições de saneamento do meio, proliferação de águas estagnadas e consequente criação do habitat de mosquito, principal vector e causador da malária.

Dados recolhidos junto do Subsistema de Vigilância Epidemiológica, na Direcção Provincial de Saúde de Gaza, indicam que as cidades de Xai-Xai e Chókwè, bem como os distritos de Guijá, Chibuto e Mandlakaze, são os que mais se ressentiram desta enfermidade, principalmente em crianças de zero aos 4anos de idade.

As degradadas condições de saneamento e a proliferação de águas estagnadas, particularmente nalguns centros de acolhimento das vítimas das cheias, com destaque para o de Chihaquelane, no distrito do Chókwè, permitiram o aumento de casos de malária durante o período em referência.

Sabe-se ainda que a taxa de prevalência da doença situou-se no período em referência, na ordem dos quatro por cento, do total dos casos notificados pelas autoridades sanitárias da província de Gaza.

Com o intuito de se fazer face à situação prevalecente, a Direcção Provincial de Saúde de Gaza, em parceria com diversas organizações não-governamentais e uma vasta falange de solidariedade interna e internacional para com as vítimas das cheias, em Gaza, colocou à disposição das populações afectadas, mais de 70 mil redes mosquiteiras, numa acção inserida na prevenção desta enfermidade.

Gaza - Malária faz 14 mortos nos primeiros dois meses

Surto de Diarreias em Gaza

Uma outra preocupação decorrente da degradação das condições de saneamento do meio, particularmente nas zonas atingidas pelas cheias, houve uma subida vertiginosa de casos de doenças de origem hídrica, com especial referência para as diarreias em crianças.

Para além das intervenções do governo para fazer face a estes condicionalismos impostos por esta situação calamitosa, as autoridades têm estado a receber, ultimamente, um grande contributo por parte de organizações não-governamentais, dentre elas a Visão Mundial.

Para o efeito foram treinados recentemente 80 activistas para um programa específico de saneamento do meio e abastecimento de água nos novos assentamentos populacionais criados na sequência das cheias.

Com esta iniciativa, as populações estão a ser dotadas, nos bairros de reassentamento, de noções sobre o tratamento da água com purificadores, saneamento, higiene individual e colectiva, de forma a se garantir que naqueles locais as pessoas possam viver num ambiente são e sem ameaças da ocorrência de doenças de origem hídrica

Através de contactos ao domicílio, os referidos agentes deverão, durante um período inicial de um ano, trabalhar nesses locais de forma a se observarem as regras de saneamento, tratamento e conservação de água em condições seguras.

Gaza – Já iniciou a ceifa de arroz em Chókwè

Nesta operação, de acordo com Inácio Mugabe, Director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas em Chókwè, estão envolvidas pelo menos 10 auto-combinadas que, até ao momento, já fizeram colheita do arroz, numa área superior a 300 hectares.

A ceifa está a ter lugar nas zonas agrícolas de Nwachicoloane, onde se nota a presença dos grandes agricultores com áreas que atingem entre 100 e 200 hectares, bem como em Massavasse.

Enquanto isso, em Muianga, a empresa Mocfer, está empenhada na colheita daquele cereal para que, na próxima temporada agrícola, seja garantida semente melhorada aos produtores.

Segundo a nossa fonte, trata-se de uma intervenção que tem estado a decorrer sem grandes sobressaltos, pelo facto de o trabalho estar a ser desenvolvido numa área relativamente mais pequena, propiciando assim ambiente para uma menor disputa de auto-combinadas para a ceifa.

Por seu turno, os produtores do sector familiar que, tradicionalmente, recorrem à ceifa manual, estão praticamente na fase conclusiva de colheita e na busca de melhores mercados para a comercialização do seu arroz, tendo em linha de conta as habituais inquietações porque passam para colocar a sua produção a preços justos.

Gaza - Já iniciou a ceifa de arroz em Chókwè

Segunda Época para Salvar Descalabro

Tendo em vista, a recuperação do tempo e dinheiro perdidos devido ao drama imposto pelas cheias, os agricultores e governo do Chókwè, estão determinados a trabalhar nesta segunda época com todo o afinco, de forma a se relançar a actividade.

Para o efeito, para além dos trabalhos de tapamento dos rombos no canal geral realizados pela Hidráulica do Chókwè, empresa pública gestora do regadio local, de forma a se garantir a irrigação dos 4.000 hectares naquelas infra-estruturas, outros 16 mil hectares de milho, hortícolas, e feijões, serão feitos no distrito, havendo já disponibilidade financeira para o efeito. Tal financiamento, de acordo com a fonte, pode ser solicitada, dentre várias fontes, junto do Fundo de Fomento Agrário (FDA) e de outras linhas de financiamento na banca comercial.

Segundo nos garantiu Inácio Mugabe, Director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas do Chókwè, trata-se, essencialmente, de pacotes virados ao financiamento à produção de hortícolas e de cereais.

“Os agricultores do Chókwè sabem que podem contar com o financiamento da campanha, recorrendo à Cooperativa de Poupança do Limpopo, com modalidades simplificadas para a sua obtenção. Por isso temos que continuar com a nossa firmeza e determinação para salvar esta temporada agrícola, porque o que aconteceu, foi resultado de algo fora das nossas capacidades para contrariar. Resta-nos é levantar a cabeça e prosseguir com a coragem e firmeza que sempre nos caracterizaram nos momentos difíceis”, disse Mugabe.

Segundo o director dos Serviços Distritais de Actividades Económicas, as autoridades ainda irão disponibilizar, a título de crédito, um total de 10 moto-bombas e três tractores aos agricultores que trabalham na zona de sequeiro.

No quadro da ajuda aos produtores afectados pelas cheias, em Chókwè, o governo irá garantir sementes no âmbito da emergência, com especial destaque para o milho, feijão-manteiga e hortícolas diversas.

Explosão na “Fizz” mata trabalhador

A malograda, de nome de Yolanda Mendes, 35 anos de idade, encontrou a morte quando a máquina na qual que labutava, no sector de fabrico de garrafas plásticas para o enchimento daquele sumo, explodiu.

O ferido, identificado por Alexandre Felício, que na altura se encontrava a escassos metros da finada, foi transportado pela o Hospital Central de Maputo (HCM), onde está sob cuidados intensivos.

A explosão da máquina, cujas causas ainda se desconhecem, ocorreu numa altura em que os trabalhadores do turno da noite estavam empenhados na produção daquele refrigerante feito à base de corante e açúcar.

Segundo a advogada da empresa, Denise Tarmade, as máquinas são assistidas regularmente, daí que aventa a possibilidade de se tratar de um problema de fabrico do referido equipamento.

“Ainda não conhecemos as reais causas do sinistro mas o nosso equipamento é assistido regularmente. Eu penso que a explosão esteja relacionada com problemas do fabrico da máquina”, disse Tarmade, acrescentado que a empresa vai se responsabilizar pelas despesas do funeral e indemnizar a família pela perda do seu ente.

Explosão na “Fizz” mata trabalhador

Entretanto, a directora provincial do Trabalho, Olga Manjate, lamentou ontem o incidente que ceifou a vida da jovem Yolanda Mendes, prometendo intensificar a fiscalização nas indústrias, na medida em que, como disse, há, em muitas delas, falta observância de medidas de segurança.

Olga Manjate referiu que a sua direcção poderá ordenar o encerramento da fábrica por tempo indeterminado até que se crie condições de segurança dos trabalhadores para evitar casos similares no futuro.

A empresa, segundo a dirigente, só voltará a funcionar quando cumprir todas as recomendações a serem dadas pela Direcção Provincial do Trabalho.

“Algumas empresas não têm medidas de segurança. Nós vamos intensificar a actividade de fiscalização para evitar que situações do género voltem a acontecer. Por exemplo, se a finada tivesse botas e capacete, possivelmente não teria perdido a vida”, afirmou Manjate, acrescentado que há muitos problemas em algumas fábricas localizadas na província de Maputo.

Este é o segundo incidente num espaço de quatro dias em que um trabalhador perde a vida na sequência da explosão em fábricas do ramo localizadas na província de Maputo. O primeiro aconteceu na quinta-feira de manhã na empresa da produção de refrescos de marca Pepsi.

Gaza – Contingência para agricultura necessita de 66 milhões

Daquele montante, de acordo com informações facultadas ao nosso Jornal por Ernesto Paulino, Director Provincial da Agricultura, em Gaza, mais de 46 milhões deverão cobrir, para além das necessidades resultantes das destruições que as cheias provocaram em cerca de 90 mil hectares, dentre outros pontos em Chókwè, Chibuto, Xai-Xai e Guijá, à aquisição de sementes, material vegetativo e equipamento de rega.

Em resultado das inundações, mais de 76 mil famílias foram duramente afectadas pela tragédia, necessitando, deste modo, de uma imediata intervenção para se garantir a sua segurança alimentar nos próximos três meses.

Enquanto isso, o remanescente do plano orçamental de contingência, na ordem dos quatro milhões e 900 mil meticais, destinar-se-á à compra de medicamentos, desinfectantes, garantia de banhos carracicidas, para além da aquisição de instrumentos de trabalho, entre outras necessidades para a área da pecuária.

Até ao momento, a Direcção Provincial da Agricultura de Gaza (DPA) procedeu à distribuição de pelo menos 180 toneladas de milho que beneficiaram um total de 35 mil famílias em Xai-Xai, Bilene, Chibuto, Massingir, Massangena, Chókwè, Mandlakaze e Mabalane.

Por seu turno, o Ministério da Agricultura (MINAG) colocou à disposição dos camponeses, quantidades consideráveis de sementes de milho, feijões e hortícolas, para além de instrumentos de trabalho como enxadas, regadores e pulverizadores.

Gaza - Contingência para agricultura necessita de 66 milhões

Segundo o nosso interlocutor, foram ainda garantidas aos produtores, estacas de mandioca em toda a região nortenha de Gaza e rama de batata-doce de polpa alaranjada, para Xai-Xai, Bilene, Mabalane e Chigubo.

De referir que, para se assegurar a multiplicação da rama da batata-doce, foram estabelecidos quatro campos, sendo um no distrito de Xai-Xai e os restantes em Mabalane.

Segundo nos foi dado a conhecer por Ernesto Paulino, a DPA, teve igualmente que intervir numa área de cerca de 6000 hectares no combate à praga de lagarta invasora, que atacou nomeadamente os distritos de Mabalane, Guijá e Xai-Xai. Mercê à referida acção, ainda de acordo com a nossa fonte, foi possível salvar extensas áreas de milho e de feijão-nhemba, que corriam sérios riscos de serem dizimados por aqueles predadores.

De salientar que mais de 100 mil bovinos em seis distritos de Gaza, foram afectados na província, tendo como impacto imediato a redução considerável das áreas de pasto, surgimento de doenças gastrointestinais, movimentação de animais, dentre outros transtornos para os criadores.

A aquisição de pulverizadores e de medicamentos, bem como o estabelecimento de corredores de tratamento, são algumas das acções de emergência definidas para a presente fase pelas autoridades pecuárias de Gaza, para fazer face aos estragos causados pelas cheias.

Na “Eduardo Mondlane”: Oficina e moradores disputam espaço

Os carros, alguns dos quais aparentemente irrecuperáveis, estão a gerar embaraço na área onde funciona, há mais de dez anos, uma oficina auto.

A queixa foi apresentada pelos moradores do edifício, que falaram na condição de anonimato, como forma de procurar solução do problema e voltarem a ter espaço para estacionar as suas viaturas.

Em síntese, os visados contestam o facto de os proprietários da oficina em causa estacionarem viaturas avariadas na parte frontal e traseira do edifício, impedindo os residentes de usar os espaços.

O problema afecta igualmente os utentes dos estabelecimentos que operam na área.

Na “Eduardo Mondlane”: Oficina e moradores disputam espaço

Os queixosos afirmam ter já apresentado o problema ao Conselho Municipal da Cidade de Maputo que, como disseram, já enviou agentes da Polícia Municipal para o local, mas nada ficou resolvido até agora.

“Há viaturas estacionadas neste local há mais de três anos e já em estado de degradação. Não sabemos se o problema é da oficina ou dos proprietários dos carros que pensam ter encontrado neste local um lugar para se livrarem dos seus carros avariados, mas a verdade é que vieram para aqui para serem reparados”, disse um residente do edifício 1190.

No entanto, o proprietário da oficina, identificado apenas pelo nome de António, disse desconhecer o problema apresentado pelos moradores, sublinhando que aqueles que têm viaturas usam o parque do prédio para estacioná-las.

“As pessoas que têm carros estacionam aqui na oficina e eu mesmo é que pago os guardas sem contribuição de ninguém”, reiterou António, repisando que em nenhum momento impediu a quem quer que seja de usar aquele local público.

Sobre os veículos nos passeios, a fonte disse também não ser verdade que permaneçam naquele local por longo período, uma vez que vão à oficina para efeitos de reparação e posto isso entregues aos proprietários.

Mundial -2014 – Moçambique com um pé fora

Com um saldo negativo – dois empates e uma derrota – os “Mambas” têm de hoje em diante uma missão espinhosa se quiserem estar na fase final do Campeonato do Mundo, Brasil-2014.

É que a Selecção Nacional não só depende de si, como dos outros concorrentes principalmente do desfecho do embate entre o Egipto e o Zimbabwe, agendado para terça-feira, em Alexandria.

Os “Mambas”, mesmo jogando abertamente para o ataque ontem frente à Guiné-Conacry, não conseguiram traduzir em golos as oportunidades que criaram, sobretudo na segunda parte, em que estiveram praticamente em cima do adversário.

Até ao final da primeira volta, os “Mambas” apenas somam dois pontos fruto de igual número de empates com o Zimbabwe, na primeira ronda, e com a Guiné-Conacry, ontem; e de uma derrota com o Egipto, em Alexandria.

Mundial -2014 - Moçambique com um pé foratendendo que em cada grupo apenas se qualifica o primeiro, Moçambique terá que rezar para que o Egipto, que comanda sem derrota, perca terça-feira, em casa, com o Zimbabwe, o que é pouco provável, uma vez que os homens da terra de Mugabe também não têm tido actuações convincentes.

Porém, esperemos que a sorte bafeje os moçambicanos ao longo da segunda volta com duas saídas bastante arriscadas. É que os “Mambas” apenas recebem o Egipto em casa e viajam para Zimbabwe e Conacry.

Guebuza no encerramento do CC: Frelimo é do diálogo

Quem assim o afirmou foi o Presidente do partido, Armando Guebuza, no encerramento, ontem, dos trabalhos da II Sessão Ordinária do Comité Central, que iniciou na sexta-feira na cidade da Matola, província de Maputo.

Armando Guebuza disse que foi no processo do diálogo que a Frelimo foi-se forjando como uma organização política coesa, madura e visionária. Segundo afirmou, o diálogo é interacção, em espaços formais e sob regras previamente definidas e não necessariamente concordância entre os interlocutores.

“Diálogo é um passo importante para a partilha de visões e de propostas de solução para desafios concretos. Diálogo é um importante mecanismo para a construção de consensos”, indicou.

Lembrou, aliás, que a fundação da Frelimo, há 50 anos, só foi possível porque todo o processo teve no diálogo, entre os moçambicanos provenientes das mais diversas origens, o seu ponto de partida e de chegada. Graças a um diálogo intenso e inclusivo, foi possível esbater as diferenças que existiam no seu seio e gradualmente criar os consensos que propiciaram a aproximação das partes, facto que culminou com a sua criação.

Através desse diálogo foi possível aprofundar e cristalizar um pensamento comum entre os moçambicanos de espírito arrojado, com perseverança e compromisso com os valores que conferem identidade singular à Frelimo. Armando Guebuza observou que só com um partido dialogante e promotor do diálogo da dimensão da Frelimo seria possível levar a cabo uma luta de libertação nacional, popular e prolongada, bem como assegurar que os obreiros da nacionalidade obtivessem conquistas irreversíveis nos vários domínios da vida do país.

Guebuza no encerramento do CC: Frelimo é do diálogo

O Presidente da Frelimo falou da importância que teve o diálogo no período de transição para a independência nacional, após a proclamação desta, quer na mobilização do povo moçambicano para as tarefas da reconstrução nacional, quer na defesa da soberania e das instituições democráticas em implantação. Disse ter sido com o diálogo que foram consolidados os mecanismos para a construção da paz e enveredou-se por um processo de reconciliação exemplar.

No espírito do diálogo, afirmou Armando Guebuza, a Frelimo continuará a esclarecer as vozes que pensam que a unidade nacional pode ser substituída por uma visão limitada e estereotipada de povo e de nação expressa pela reclamação para si, e só para si, dos recursos e das oportunidades localmente existentes.

Disse que os dirigentes da Frelimo, a todos os níveis, têm uma agenda de trabalho que dá substância e relevância ao diálogo em que se engajam com os militantes do partido e com o povo moçambicano. Uma agenda que, segundo afirmou, resulta de um plano que operacionaliza um programa que se inspira, interpreta e implementa os anseios mais profundos dos cidadãos.

“É com a Frelimo dialogante e promotora do diálogo que devemos vencer, de forma esmagadora e convincente, as próximas eleições autárquicas”, disse, acrescentando que é no ambiente criado pela Frelimo que se vai demonstrar aos compatriotas que se sentem carentes de patrão, que deve ser necessariamente estrangeiro, que Moçambique é livre e independente.

Até 2025 em Moçambique: Água para todos custa 30 milhões USD/ano

Entretanto, para garantir uma cobertura universal, meta a ser alcançada até 2025, esta cifra deverá sofrer um agravamento, passando para cerca de 30 milhões de dólares por ano.

Falando ontem a jornalistas, em Maputo, durante a celebração do 22 de Março, Dia Mundial da Água, Hélio Banze, Director Nacional Adjunto de Águas, no Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), explicou que a carteira de investimentos está preconizada dentro dos planos nacionais de gestão de recursos hídricos e de abastecimento de água e saneamento, ao mesmo tempo sintetiza a vontade do Governo em querer ver os moçambicanos providos de água potável.

“Este esforço que temos estado a levar a cabo visa assegurar que até 2025 todos os moçambicanos que vivem nas cidades tenham água nos seus quintais e os que estão nas zonas rurais percorram distâncias mínimas para ter acesso à água. Mas para que isso se efective é necessário que os investimentos iniciem hoje”, disse Hélio Banze.

Questionado sobre a qualidade de água que os moçambicanos consomem, a nossa fonte respondeu nos seguintes termos: “A qualidade de água que os moçambicanos consomem está dentro dos padrões aceitáveis. Claramente que a água para ser consumida tem de ser tratada, o que é assegurado pelas empresas estabelecidas aqui no país”.

E quanto à qualidade da água dos rios que correm em Moçambique, Hélio Banze disse: “Nós julgamos que a qualidade da água dos nossos rios está dentro dos parâmetros estabelecidos e aceitáveis mundialmente”.

Até 2025 em Moçambique: Água para todos custa 30 milhões USD/ano

Falou ainda da necessidade de se criarem mais infra-estruturas para garantir uma melhor gestão do precioso líquido.

“Estou a falar concretamente de barragens que nos permitam ajudar a minimizar aquilo que são os impactos que possam emergir dos eventos extremos climáticos como são os casos de chuvas excessivas que depois causam problemas de inundações tanto nos países a montante, mas também a jusante”, disse.

Na sua intervenção, Patrício José, Reitor do Instituto Superior de Relações Internacionais e Diplomacia (ISRI), falou da relação existente entre a água e o poder. E explicou: “A água é poder porque sem ela se está desprotegido. É poder porque se alguém gere água e a aloca para os diferentes usos, efectivamente, acaba moldando a postura e os interesses das partes que merecem essa água”.

No seu tema “A Água como instrumento para a promoção da paz, desenvolvimento e estabilidade regional”, Patrício José afirmou igualmente que, na relação entre estados se um, que esteja, por exemplo, a montante e controla água de tal forma que o está a jusante não tenha acesso a este recurso então está a exercer o poder no sentido de poder até medir o seu nível de desenvolvimento na base do controlo de água.

“E é aí que nós estamos a dizer que na região da África Austral, através dos mecanismos de cooperação, é preciso assegurar que todos os estados, independentemente de se estão a montante ou a jusante, tenham acesso justo a este recurso precioso de vida. É só imaginar que um agricultor acorde e, de repente, não tem água para irrigação. Então condiciona-se todo um conjunto de atitudes na base do recurso água. Então, nós temos de, na minha opinião, promover uma diplomacia regional que permita que haja uma partilha justa deste recurso essencial para a vida humana”, disse, adicionando que a água deve ser usada na perspectiva de assegurar a sua justa distribuição por todas as partes envolvidas na cooperação regional.
Explicou ainda que as mudanças climáticas colocam o Continente Africano em dois extremos: ou há escassez ou há abundância prejudicial, por causa das cheias. Logo, todos os projectos de desenvolvimento têm de estar, segundo o Reitor, ajustados a esta realidade, isto para que no momento de escassez se tenha um mínimo de capacidade de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

E isto passa por ter-se mais barragens que permitam conservar água para posterior utilização no período de escassez.

Por outro lado, no período de abundância prejudicial deve-se criar capacidade de gerir os prejuízos, regulando a própria circulação da água sem prejuízo das comunidades.

Droga contentorizada no Porto de Maputo

Segundo apuramos no local, uma acção preliminar de perícia policial e análise laboratorial ao conteúdo permitiu concluir que se está de facto em presença de droga, o que levou as autoridades a determinar que o contentor deveria ser novamente selado.

Porém, ainda são escassas as informações sobre a presença da estranha carga no recinto ferro-portruário, num caso em que ressaltam à partida divergências sobre a divulgação ou não da ocorrência entre uma parte das autoridades intervenientes nas várias fases de manuseamento de carga no porto.

Enquanto uma fonte da Autoridade Tributária prontamente colocava o nosso Jornal a par do assunto, posição contrária era assumida pela brigada da Policia de Investigação Criminal (PIC), defendendo que era ainda muito cedo para se avançar neste sentido e remetendo o esclarecimento do caso para a próxima segunda-feira.

Droga contentorizada no Porto de Maputo

Refira-se que o acesso da nossa Reportagem ao porto, que chegou a ser dificultado por alguns membros da forças locais, viria, pouco depois, a ser facilitado numa colaboração dos que julgavam que o assunto, uma vez descoberto, não mais poderia continuar no segredo dos deuses.

Foi nesta arte de “manobra” que chegamos a zona dos chamados armazéns de leilões, onde se encontram os contentores apontados como estando a transportar droga. No impasse que depois se gerou entre os diversos ramos de forças que funcionam no porto sobre a divulgação ou não do assunto não foi possível apurar as quantidades, a origem da droga e muito menos se está em trânsito ou destinada ao nosso país.

EUA doam material hospitalar às FADM

Trata-se de uma oferta financiada pelo Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o alívio da SIDA (PEPFAR), constituída por sete viaturas, três hospitais de campanha e material cirúrgico destinado à realização da circuncisão masculina e testes rápidos do HIV.

Entregue no âmbito da cooperação entre o Programa de Prevenção do HIV/SIDA do Departamento de Defesa Americano (DHAPP), o donativo também inclui uma sala de esterilização e gabinetes para assistir pacientes vítimas de violência baseada no género, três máquinas portáteis para a medição de células CD4 (importante para avaliar o sistema imunológico dos seropositivos), computadores portáteis para o pessoal médico e uma ligação de internet sem fio para o Hospital Militar de Maputo (HMM).

Falando em nome do Governo moçambicano, o Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nyusi, ressaltou a importância de as FADM gozarem de boa saúde para que o país continue a usufruir da estabilidade política, económica, social, democrática e boa governação.

“Este apoio faz parte do Programa de Emergência do Presidente dos Estados Unidos que desde 2004 tem vindo a apoiar a saúde militar. Desde então, temos elaborado uma longa e bem-sucedida parceria com as Forças Armadas de Moçambique que tem beneficiado não só os soldados moçambicanos mas também as suas famílias e as comunidades que vivem nas proximidades dos hospitais e centros de saúde das Forças Armadas”, disse o governante.

EUA doam material hospitalar às FADM

Na ocasião, Filipe Nyusi congratulou-se com o facto de Moçambique ser um dos três países africanos que recebe fundos do Programa de Emergência do Presidente dos EUA, especialmente destinados à expansão do trabalho que tem sido feito sobre questões relacionadas com a violência baseada no género, prevenindo que tais situações ocorram e oferecendo cuidados e tratamentos às vítimas.

Por sua vez, o Embaixador dos Estados Unidos em Maputo, Douglas Griffths, que representou o Executivo dos EUA na cerimónia de entrega deste donativo, afirmou que a vida militar é algo singular, onde o serviço pela pátria é absoluto e exige sacrifícios, entre eles o serviço em locais de difícil acesso.
Por isso, defende que as viaturas e as tendas móveis vão contribuir para criar um serviço a essas unidades isoladas, especialmente na campanha militar da circuncisão masculina médica e voluntária.

“Espero que a oferta do serviço da circuncisão masculina junto à população militar estimule a vontade individual de saber o seu sero-estado e em caso de resultado negativo, as tropas recorram imediatamente à circuncisão”, disse.

O embaixador explicou que, no caso de resultado positivo, as máquinas portáteis de testagem irão garantir que o acesso ao tratamento seja imediato dependendo do nível de infecção identificado.

“Estou confiante que o esforço conjunto que temos feito na luta contra a SIDA é a melhor forma de atacar este inimigo silencioso e invisível. Já temos sinais evidentes da redução do número de infecções, mas quero colocar o desafio de marcarmos como meta do nosso sucesso zero infecção nova nas FADM”, disse. Entretanto, pouco mais de 5000 pessoas em todo país aderiram, no ano passado, ao serviço da circuncisão masculina, uma iniciativa promovida pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), revelou, em Maputo, o chefe da medicina, Celso da Conceição.

Resolução de conflitos: Mecanismos alternativos aceleram processos judiciais

Abdul Carimo, director da Unidade Técnica para a Reforma Legislativa (UTREL), que falava na qualidade de orador no III Congresso do Direito da Língua Portuguesa, esta semana realizado pelo Instituto de Ciências e Tecnologias de Moçambique (ISCTEM), em Maputo, disse que apesar destas profundas reformas, a área judicial moçambicana é o único sistema colectivo que não registou nenhuma evolução.

Carimo salientou que há necessidade de se criar instituições de resolução alternativa de litígios como forma de introduzir uma mudança qualitativa na reforma da Administração da Justiça. “Com a entrada em funcionamento dos Mecanismos Alternativos para Resolução de Conflitos, dos 7.913 processos litigiosos remetidos ao sistema judicial, em 2010, 5.000 foram resolvidos de forma pacífica, ou seja, não foi necessária a intervenção do tribunal”, disse.

Resolução de conflitos: Mecanismos alternativos aceleram processos judiciais

Acrescentou que em 2011 deram entrada 8.673 processos, dos quais 5.960 foram resolvidos pelos tribunais comunitários, o que significa que 67 por cento deixaram de dar entrada nos tribunais formais, contra 64 por cento do ano anterior.

Já em 2012, deram entrada 8.972 processos, dos quais 6.630, o correspondente a 71 por cento, não entraram nos tribunais formais, o que reduziu a pressão sobre o Sistema Judicial.

De acordo com Carimo, antes da introdução dos Mecanismos Alternativos para Resolução de Conflitos, havia 13 mil processos que há cinco anos aguardavam pela sua tramitação nos tribunais formais.

O encontro que teve lugar no ISCTEM contou com a presença de altas personalidades ligadas à área, em Portugal, Timor-Leste, Angola, Brasil e São Tomé e Príncipe. Dentre os temas eleitos destaca-se “reformas penais e direito da anti-discriminação”, “protecção dos direitos sociais e crise do estado social”, “reformas processuais civis e resolução alternativa de litígios”, entre outros.

Concessão de vistos: Moçambique e Portugal desvalorizam conflitos

Neste momento, as autoridades moçambicanas passam, por dia, 200 vistos de entrada no país a cidadãos portugueses, um aumento de quatro vezes em relação a um “passado recente”, segundo revelou o Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique, Henrique Banze.

“Há muita gente a pedir vistos em pouco tempo, mas não há problema nenhum na concessão, desde que as pessoas preencham os requisitos”, disse Banze, falando após um encontro em Maputo com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.

Os dois desvalorizaram a existência de conflitos na concessão mútua de vistos, tendo José Cesário afirmado que o consulado português em Maputo está pronto para emitir vistos de entrada em Portugal a moçambicanos “em 24 horas, desde que toda a documentação esteja em ordem”.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas terminou quarta-feira uma visita de três dias a Moçambique, que definiu como “muito positiva” para as relações bilaterais.

Concessão de vistos: Moçambique e Portugal desvalorizam conflitos

“Há uma grande vontade de Portugal colaborar com Moçambique neste grande esforço de desenvolvimento do país”, disse Cesário citado pela RM.

“Estamos muito apostados e disponíveis para colaborar com Moçambique numa lógica de cooperação”, enfatizou o governante português.

O vice-ministro moçambicano defendeu que a cooperação entre os dois países “está num bom nível” e disse esperar que a economia de Moçambique “possa ter um contributo de Portugal”.

José Cesário encontrou-se, com responsáveis da Escola Portuguesa e da Associação dos Portugueses, na capital moçambicana e, à noite, participou num jantar com elementos da comunidade portuguesa

Cabo Delgado – Núcleo provincial da SIDA capacita jornalistas comunitários

Decorrido na vila de Chiúre, os fazedores de informação das rádios e televisões dos distritos de Chiúre, Montepuez, Mueda, Macomia, Mocímboa da Praia, Balama e Muidumbe, tiveram momentos de debate à volta da situação do HIV/SIDA, na província, em 2012, conceitos e manifestação, adesão, tratamento, redução de abandono, bem assim reportagens sobre a doença.

Pretendeu-se, segundo os organizadores, harmonizar e dinamizar, o que apelidam de resposta, através das rádios e televisões comunitárias, bem assim procurar formas de produção de reportagens que não exijam o envolvimento de custos avultados.

Cabo Delgado - Núcleo provincial da SIDA capacita jornalistas comunitários

No fim, o núcleo provincial comprometeu-se a prestar ajuda às rádios e televisões comunitárias em material essencial para a recolha e produção da informação que alimenta os respectivos órgãos de comunicação social, na tentativa de minorar as dificuldades com que se debatem os comunicadores nos distritos.

Não deixaram, porém, de apresentar as suas inquietações face à luta que trava no dia-a-dia, contra a indisponibilidade dos detentores de informação, secundarização da sua existência, bem assim uma espécie de censura, partindo de dirigentes àquele nível.

Cabo Delgado – Precisa-se logística para gás e petróleo

Falando num encontro onde estiveram presentes proprietários das pequenas e médias empresas locais e outros participantes, aquele dirigente afirmou que há muito interesse do Governo provincial de ver o empresariado nacional envolvido no processo de exploração dos recursos naturais de que o país dispõe, explicando que a logística que se quer, deve ser feita de uma maneira integrada, de modo a que todos possam participar.

Fernandes defendeu que o Governo quer que Pemba ocupe a categoria de terceira maior cidade do país, nos próximos anos, devido aos grandes investimentos que a província está a receber nos últimos dias, sublinhando que, no processo de entrada de investidores estrangeiros, os empresários nacionais não devem, de maneira nenhuma, ficar de mãos cruzadas, sob pena de estarem ultrapassados.

“Agora todos olhos do mundo estão virados para Pemba. Aproveitem esta oportunidade para também estarem dentro de todo o processo desde já. Pesquisa, prospecção até à altura em que o gás ou petróleo poder ser processado, em todo momento devem estar. Este sentimento também é do Governo provincial. Só assim teremos mais impostos e, quiçá, a redução da pobreza no nosso país porque teremos dinheiro suficiente para construirmos mais infra-estruturas públicas”-afirmou.

Num outro desenvolvimento, Fernandes fez saber que, no ano passado, a receita cobrada pela Autoridade Tributária de Moçambique, em todo o país, foi de 95.8 mil milhões de meticais (3,2 milhões de dólares) valor que pode vir a ser ultrapassado no presente ano porque o ambiente de cobrança, apesar da situação calamitosa que se abateu sobre o país na presente época chuvosa tenha perturbado o ritmo normal da actividade.

Cabo Delgado - Precisa-se logística para gás e petróleo

Revelou que a dependência externa no que concerne ao financiamento do Orçamento do Estado caiu, no ano passado, para menos de 30 por cento. Fernandes afirmou que nos primeiros dois meses de 2013 a Autoridade Tributária de Moçambique arrecadou acima de 100 por cento do que estava planificado, o que o leva a crer que o presente ano fiscal é promissor.

Rosário Fernandes disse, no encontro, que Moçambique é um dos países do mundo cujo crescimento está nos níveis aceitáveis e que atinge, actualmente, os 15 milhões de dólares do PIB. Afirmou que, por esta razão, o país recebeu elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, lamentou o facto de existirem ainda crianças que estudam sentados no chão e populações que continuam a caminhar longas distâncias para encontrar uma unidade sanitária e a situação de degradação das vias de acesso.

“Havemos de ultrapassar esta situação, precisamos de acções combinadas para sairmos de uma vez por todas desta situação. Temos que pensar em investimentos seguros em todos os sectores de actividades do nosso país, temos que pagar impostos. Vocês que são contribuintes continuem a honrar o vosso compromisso. O Estado dá parte do seu orçamento ao CTA para vocês continuarem a desenvolver os vossos negócios”-referiu.

Ainda no que tange aos impostos, o presidente da Autoridade Tributária de Moçambique afirmou que não está nos planos da sua instituição o aumento de taxas de impostos tal como está acontecer na Europa, mergulhada na crise financeira. Acrescentou que a AT não está também a pensar em reduzir as referidas taxas, “talvez em 2019 quando o gás começar a dar resultados que todos esperamos porque este, não é o momento para pensarmos em aventuras”.

Fernandes deu a conhecer que do valor cobrado pela AT em todo o país no ano passado, Cabo Delgado contribuiu com cerca de 600 milhões de meticais, uma cifra que considera ser aquém das necessidades, a avaliar pelas potencialidades que possui. Disse que a madeira, turismo, mármore, grafite e outros recursos que a província detém em quantidade e qualidade devem contribuir para a criação da riqueza para o país.

Nacala: ode pelo tributo

Depois de afrontarmos todos os avisos de muitos maus tempos – sobretudo os riscos de cairmos pontes abaixo ao longo da Estrada Nacional Nº 1 (EN1) – eis que, sucessivamente atravessamos os rios Incomáti, Limpopo, Save, Zambeze, Licungo e Ligonha. E quarta-feira, 30 de Janeiro, acordamos sacudidos por um raio de um dia solarengo que, já às 6.00 horas da manhã, invadiu a cidade de Nampula, só amortecido pelo vento que vinha da montanha que se ergue ali ao lado e confere uma vista magnífica a mais à urbe.

Como as árvores – que morrem em pé! – já estamos, mais uma vez, com sacolas às costas e mal conseguimos descer do primeiro andar que alberga os quartos, cujos preços e ares se contradizem de forma nunca vista. Mas o cansaço devido ao percurso de mais de dois mil quilómetros – Maputo-Nampula – e escassez de tempo varreram a pretensa briga com os donos do térreo edifício encravado numa das avenidas com gente 24 horas. Decididos, e de novo ‘presos” pelos cintos do ‘Ranger’, seguimos para um lugar chamado Nacala.

Para ir à Nacala vale contemplar uma cadeia de montanhas e gente que parece ter sido domada pelo feitiço do tempo. Esta paisagem – espantosa – nos acompanha até Namialo, um lugar que, de repente, se tornou rebelde connosco. Mas o incrível é: quanto mais deixamos os cruzamentos de Monapo e da Ilha de Moçambique – que se deitam a Este, e marchamos célere para o Noroeste, sentimo-nos mais hipnotizados pelo perfume da vida e cheiro do futuro.

E não estávamos enganados: pelas frestas do “4X4” – leia-se fóbaifó – ao comando de Lemos Formiga, chefe de Divisão de Educação Fiscal na AT – perscrutamos os sinais da vida: obras de engenharia (que em breve levarão água potável à cidade), muitos edifícios novos nas duas margens da ‘avenida’ e muita gente – sempre optimista –, fazem com que Nacala, esta mítica cidade portuária sobre a qual escrevemos, nos receba de braços abertos.

Nacala: ode pelo tributo

Mas Nacala esconde uma história que se confunde com a própria mãe-natureza e com Moçambique: afinal, o seu nome original é Minguri? “ Sim é Minguri”, responde-nos a História que reza, em seus anais, que Minguri era uma espécie de uma árvore já extinta – infelizmente – do distrito e que abundava na zona costeira desta terra e servia de refúgio aos primeiros habitantes da zona.

A História tem um objectivo insuspeito: exumar o passado para sabermos que os primitivos habitantes daqui – Minguri – depararam-se com inúmeras dificuldades devido à presença de feras, sobretudo leões, leopardos. E como se não bastassem, as cobras venenosas e mosquitos também os atacavam, sem menor clemência sequer.

Perante essas diversidades – avançam os historiadores – os nativos costumavam interrogar-se: “n’nakala?”. “N’nakala” é uma expressão que em Emakua, a língua de Whampula, traduz-se em “será que vamos sobreviver?”.

E não era tudo: com a chegada dos colonos portugueses, por volta de 1914, o povo de Minguri voltou a ser assombrado pelo medo com a presença dos intrusos. Mais uma vez agredido, incessante e novamente os nativos repetiam: “n’nakala?”, daí que os portugueses passaram a denominar aquele território de Nacala.

Cabo Delgado – Governo de Palma põe fim a pedidos de terra

No passado dia 30 de Janeiro do ano em curso, o Governo distrital reuniu com as autoridades comunitárias, lideres, personalidades influentes e convidados da sociedade civil, com o objectivo de fazer uma reflexão sobre o estágio actual da procura de espaços para a aquisição de licenças de uso e aproveitamento da terra, na área territorial sob a sua jurisdição, donde saiu a tomada da presente decisão.

Segundo um documento que depois fez circular, o encontro reconheceu os avanços registados na sensibilização dos habitantes locais, no sentido de se absterem das ofertas de valores, em troca de parcelas das suas machambas ou locais habitacionais.

”No entanto, os participantes do encontro registaram, com preocupação, a persistência de casos de pessoas, a título singular ou representando empresas, que aliciam as comunidades com valores monetários para a aquisição de parcelas nos locais de produção ou áreas residenciais, sem anuência das autoridades competentes”, destaca o Executivo dirigido por Pedro Romão Gemusse.

O Governo do Distrito de Palma diz que “reconhecendo o principio constitucional de que a terra é propriedade do Estado, a garantia que o uso e aproveitamento da terra é direito de todo moçambicano e reconhecendo o direito de propriedade consagrado constitucionalmente que decidiu que “os pedidos de parcelas, para o desenvolvimento dos projectos, no âmbito do turismo, só serão atendidos após a conclusão do processo de ordenamento territorial em poder dos Serviços Provinciais de Geografia e Cadastro, da Direcção Provincial da Agricultura”.

Cabo Delgado - Governo de Palma põe fim a pedidos de terra

E mais: avisa que não se responsabilizará, bem como declina toda e qualquer responsabilidade pelos prejuízos que possam advir em consequência, em relação àqueles que adquirirem parcelas sem prévia consulta, assim como agradece aos que, tendo remetido pedidos de espaços, aguardam com paciência e assegura que merecerão o tratamento devido.

O Governo Distrital de Palma exorta, por outro lado, a todos os actores do desenvolvimento nacionais e estrangeiros, a pautarem por um clima de confiança e respeito pelas leis e instituições existentes, do mesmo modo que aconselha a fazerem dos processos em curso no distrito, na província e no país, em geral, um contributo para a consolidação da unidade nacional, do espírito de auto-estima e fortalecimento da paz em Moçambique.

Em reportagem recente, o nosso Jornal constatou que, em menos de um ano, a Direcção de Infra-Estruturas, no distrito de Palma, recebeu mais de 600 pedidos de terreno, cerca de 100 dos quais para investimento e 500 para outros fins, incluindo habitacionais.

Esta demanda serve para medir a velocidade com que os moçambicanos, e não só, correm para aquele distrito setentrional de Cabo Delgado, para a ocupação de espaço, depois das notícias da existência de jazigos de hidrocarbonetos.

Cidadãos, maioritariamente residentes da capital do país, querem construir, seja o que seja, perto daquilo que os planos dizem ser locais que vão acolher infra-estruturas de apoio às actividades de pesquisa e exploração dos hidrocarbonetos, prestando serviços.

Dizíamos então, que a balança pendia mais para os pedidos de terreno destinado àquilo que a Direcção de Infra-Estruturas chamava de outros fins, cerca de 500. Os pedintes pretendem assegurar espaços para a construção de habitação, mas, grosso modo, o facto denuncia um próximo passo, não menos pacífico, de transacção de terrenos para os mais abastados, tendo em conta o nível de vida de alguns moçambicanos na lista.

Vítimas das chuvas em Maputo: Famílias reassentadas em terreno conflituoso

Os beneficiários constituem o primeiro grupo de agregados, cujas residências foram totalmente destruídas pelas águas das chuvas que caíram na capital durante cerca de três horas, no dia 15 de Janeiro, deixando um rasto de destruição comparado ao do ano 2000.

Agora instalados em centros de acomodação e/ou em casas de parentes, as famílias que durante a próxima semana deverão começar a construir as suas casas no Zimpeto viviam em bairros como Ferroviário, Mahotas, Laulane, Polana-Caniço, Maxaquene, entre outros pontos dos distritos de KaMavota, KaMaxakene e KaMubukwane e Lhamanculo.

Dados avançados por David Simango, presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, indicam que a ideia foi começar por fazer o reassentamento dos agregados familiares que perderam tudo e posteriormente avançar-se para os que viram as suas casas parcialmente destruídas.

Na terceira fase vai-se abranger aqueles, cujas residências ficaram inundadas, revelando que estão construídas em zonas impróprias para a habitação.

Os 12 centros de acomodação que chegaram a funcionar na cidade de Maputo acolheram no período de pico cerca de cinco mil vítimas, representando quase 1200 famílias.

Vítimas das chuvas em Maputo: Famílias reassentadas em terreno conflituoso

Alivio e Desanimo

Se algumas vítimas estavam ontem muito felizes por receber o título de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT´s), outras como Alberto Serafim mostram-se ainda abalados pela tragédia.

Falando ao nosso Jornal, aquele cidadão cuja casa foi seriamente destruída no bairro Ferroviário, disse que o kit de instalação dado pelas autoridades está longe de o proporcionar o conforto que tinha até ao dia em que a sua casa desabou devido ao aluimento de terras provocado pelas chuvas.

“Levei 17 anos a construir a minha casa destruída pela água da chuva e não creio que tenha forças para construir outra igual. A recepção deste terreno não muda nada”, disse.

Por sua vez, Antónia Muchanga Manganhe, que residia na Polana-Caniço B, quarteirão 31, disse não ter nada a reclamar. “Estou muito feliz com o DUAT e logo que receber os materiais virei recomeçar a vida aqui no Zimpeto”, disse a cidadã, visivelmente emocionada.

Cada família a ser reassentada recebe além do terreno, uma tenda, 10 sacos de cimento, 12 chapas de zinco, dois colchões e comida para trinta dias.

Com Dilon como cabeça-de-cartaz: “Show” de marrabenta levado a Ka Mpfumo

Segundo o músico, que afirma estar a dar nova roupagem ao seu repertório na perspectiva de torná-lo ainda mais atractivo e agradável em actuações ao vivo, este trabalho culminará com a produção de um novo álbum até ao final do ano.

O concerto de Dilon, que se fará acompanhar por um naipe de instrumentistas constituído por João Cossa (viola solo), Ernesto Zevo (viola ritmo), César Francisco (bateria) e Pedro Chau (baixo), para além de duas bailarinas, inicia-se às 21.00 horas.

Com Dilon como cabeça-de-cartaz: “Show” de marrabenta levado a Ka Mpfumo

Também hoje, o músico Stewart e a Banda Nkuvo, que o tem acompanhado de há uns anos para cá, irão actuar na Matola em concerto a ter lugar no espaço “Matola Shining Night Live”.

Também na música, amanhã o Projecto Trânsito, desenvolvido por Chico António, Chude Mondlane, Nico M’Sagarra e Edmundo Matsielane, chega ao fim no Teatro Avenida.

Baleado pela polícia: Condutor do “Chapa” foi ontem a enterrar

A cerimónia, bastante concorrida, contou com a presença de familiares, colegas de profissão do malogrado, amigos, para além de agentes da Polícia destacados para acompanhar o cortejo fúnebre.

A cerimónia decorreu num ambiente de muita emoção, mas também de inconformismo, com os presentes a lamentarem a forma bárbara como o jovem Alfredo Tivane encontrou a morte.

Pessoas entrevistadas pelo nosso Jornal foram unânimes em afirmar que a actuação dos agentes da Polícia da 7ª esquadra da PRM, no bairro T3, sempre foi má porque não é a primeira vez que os agentes matam cidadãos inocentes.

Acrescentaram que para além de disparar mortalmente contra pessoas inocentes, os agentes daquela subunidade policial fazem cobranças ilícitas a cidadãos encontrados sem bilhetes de identidade (BI) durante as suas patrulhas nocturnas.

Em contacto com a nossa Reportagem, Francisco Zacarias, colega de profissão do finado, disse que a morte de Tivame representa uma grande perda porque deixa um vazio no seio do seu grupo.

Baleado pela polícia: Condutor do “Chapa” foi ontem a enterrar

Por seu turno, Augusto Tivane, irmão mais velho do malogrado, disse estar agastado com a situação e pede justiça. “O que aconteceu foi uma grande injustiça, daí que pedimos a quem de direito para fazer justiça”, precisou.

Recorde-se que Alfredo Tivane, condutor de “chapa” na rota Museu-T3, encontrou a morte cerca da 1.00 hora de madrugada da quarta-feira, quando, no fim de mais uma jornada ia parquear a viatura, de marca Toyota Hiace, na 7ª Esquadra da Polícia.

Foi nesse instante que terá sido interpelado por agentes, que na altura se faziam transportar num carro pertencente àquela subunidade policial. Os polícias bloquearam o seu veículo e o acusaram de promover ralis, tendo-o exigido três mil meticais em troca de liberdade.

Tivane, 31 anos de idade, terá tentado negociar para menos de três mil meticais, o que a Polícia não aceitou. O malogrado fez então uma manobra que levou a Polícia a acreditar que se tratava de uma tentativa de fuga. Foi nesse instante que um deles disparou, alvejando o jovem. Ele deixa viúva e dois filhos.

Presidente Guebuza da Abertura do CC: Manter vigilância contra comportamentos estranhos

Segundo Armando Guebuza, o povo moçambicano tem sido bem sucedido na sua missão de devolução da dignidade negada pelos cinco séculos de dominação estrangeira. Num discurso proferido na abertura da II Sessão Ordinária do Comité Central, cujos trabalhos decorrem até amanhã na cidade da Matola, província de Maputo, Guebuza apelou para que os moçambicanos continuem na caminhada, com auto-estima e sentido de pátria e missão, convictos e a acreditar que se podem libertar da pobreza.

“Temos sido bem sucedidos porque valorizamos os nossos órgãos, contribuímos nos processos de tomada de decisão e apropriamo-nos dessas decisões. Temos sido bem sucedidos na liderança do nosso povo nesta caminhada rumo à realização do seu sonho de dignidade e bem-estar, porque assumimos o debate franco e aberto, o diálogo e a crítica e a autocrítica como factores de reforço da nossa coesão interna”, disse.

O Presidente da Frelimo afirmou que a devolução da dignidade do povo moçambicano não é algo negociável, pois isso é a sua razão de ser. “Mudam os contextos, as estratégias, as tácticas e as pessoas. Mudam os símbolos, a designação e composição dos órgãos. Todavia, o compromisso com a causa do povo continua o mesmo”, acrescentou.

Disse que é nesse compromisso com a causa do povo moçambicano que a Frelimo muda para, na continuidade, servir os seus interesses mais nobres, os daqueles que ousaram lutar para que hoje os moçambicanos fossem donos dos seus próprios destinos e os dos heróis. Trata-se dum título que continua a ser conquistado, por mérito próprio, por muitos compatriotas que, nesta fase, se empenham em fazer a sua parte, com fé, paixão e inteligência, bem como com dedicação e criatividade.

Presidente Guebuza da Abertura do CC: Manter vigilância contra comportamentos estranhos

Guebuza aludiu ao Décimo Congresso realizado em Setembro do ano passado em Pemba, considerando-o como um dos pontos mais altos da reafirmação desse compromisso. Ajuntou que ao longo dos 50 aos da sua existência a Frelimo tem estado a assumir, com responsabilidade, firmeza e serenidade, a liderança do povo moçambicano rumo à realização do sonho colectivo de 1962, o sonho de dignidade, de um país próspero, sempre unido e em paz e com crescente prestígio no cencerto das nações.

Indicou que a renovação na continuidade tem alcance profundo que confere a adaptação dentro da Frelimo. Segundo Armando Guebuza, o partido presta atenção aos contextos em que opera e ajusta a sua mecânica interna para continuar igual a si próprio.

Sobre as eleições autárquicas, o Presidente da Frelimo afirmou que elas serão um dos maiores acontecimentos políticos do presente ano.

“Como membros do Comité Central, temos a responsabilidade de garantir que a nossa máquina partidária entre em acção em todas as frentes para demonstrar ao nosso povo os muitos bons resultados que com ele fomos construindo ao longo da nossa governação autárquica e que têm um impacto directo nas suas vidas. Sob a direcção da Frelimo os dirigentes das autarquias venceram desafios e demonstraram aos moçambicanos que com a nossa organização política vão continuar a melhorar as suas vidas rumo à vitória contra a pobreza”, disse Guebuza a dado passo da sua alocução.

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