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Domingo, Abril 26, 2026
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III Fórum Africano Termina em Maputo: Parceiros juntam-se para dinamizar agricultura

A União Africana (UA), a Aliança para uma Revolução Verde em África (AGRA) e os parceiros governamentais e não governamentais vão continuar a desenvolver esforços para impulsionar a agricultura para um crescimento robusto e sustentável, considerando as oportunidades que o continente oferece para a dinamização deste subsector importante para a economia.

O compromisso segue-se à constatação de que uma década depois da Declaração de Maputo, em que os chefes de Estado e de Governo se comprometeram a alocar 10 por cento de investimento público para a agricultura, os progressos alcançados ainda são insuficientes.

Neste sentido, os participantes ao III Fórum sobre a Agricultura em África, organizado pela AGRA, identificaram como principais eixos do crescimento na agricultura a aposta nos pequenos e médios agricultores que podem fazer a diferença, atendendo que o sector emprega 65 por cento da população.

O entendimento é de que o empenho que os países têm demonstrado no aumento dos investimentos no sector deve prosseguir de forma a que num futuro breve não sejam apenas oito países com investimentos acima de dez por cento e que, de facto, se possa cumprir a Declaração de Maputo sobre a agricultura em África.

A União Africana, através do Programa Compreensivo para a Agricultura em África (CADDP) e a Aliança para a Revolução Verde em África (AGRA), e os parceiros estão alinhados com o objectivo que visa assegurar que nenhum africano passe fome, o que passa por um engajamento a vários níveis.

A estratégia consiste na provisão de sementes de qualidade e disseminação de tecnologias de baixo custo e sustentáveis, que permitam melhor desempenho e que os camponeses possam intervir no mercado, uma cadeia de valor que pode estimular maior produção e ajudar as famílias rurais a sair da pobreza. Mas, para que isto possa acontecer, também será preciso um engajamento na provisão de infra-estruturas de escoamento.

A presidente da AGRA, Jane Karuku, disse, por ocasião deste fórum, que mais do que avaliar os progressos da agricultura em África, foi importante ter-se conseguido, em Maputo, um compromisso de engajamento dos governos com relação a agricultura em África.

Segundo dados avançados na ocasião, a agricultura africana registou na última década um incremento de três por cento e o objectivo, segundo Makuru, deve ser mais ambicioso ainda atendendo que é preciso responder à demanda suscitada pelo crescimento da população e das necessidades.

Para além do aumento da produção em si, esforços devem ser direccionados também para o aumento da produtividade, que continua a ser um dos principais dilemas. Com efeito, a produção de cereais no continente tem-se situado numa média de 1.2 tonelada por hectare, a mais baixa a nível global, atendendo que na Ásia e América latina se chega a 3 e 5,5 toneladas por hectare na União Europeia, o que faz com que continue a depender de importações para satisfazer às necessidades.

Falando na cerimónia de encerramento do evento, o vice-ministro da Agricultura, António Limbau, destacou que o fórum foi uma ocasião para a interacção entre os diferentes actores das cadeias de valor, que permitirá tirar maior proveito das oportunidades para transformar a agricultura através de parcerias inclusivas e inovadoras.

Reafirmou o compromisso do Governo de proporcionar um ambiente favorável para o desenvolvimento de plataformas que reúnam o Governo, sector privado e organizações de produtores e os parceiros de desenvolvimento.

O III Fórum da Agricultura em África, reunido em Maputo desde a passada quarta-feira, foi um importante marco para o continente, porque a partir desta edição passa a estar disponível, anualmente, um relatório sobre o estágio da agricultura, uma avaliação que tem em vista medir os progressos no sector.

Eram há muito procurados pela polícia: Detidos após roubar material de escritório

Três indivíduos, supostamente envolvidos na morte de um guarda em Fevereiro último na Matola, foram detidos há dias e conduzidos à 1.ª esquadra da Polícia, naquele município. Eles foram neutralizados depois de terem roubado material de escritório e latas de tinta em quantidades não especificadas.

Trata-se de Inácio B., de 27 anos de idade, Alfredo E. (26) e Cândido J. (22) que na semana passada assaltaram um estabelecimento comercial, no bairro da Matola “A”, zona do Santos.

O trio, segundo fontes policiais, faz parte de uma quadrilha que se dedica a assaltos a estabelecimentos comerciais e residências, com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes.

Emídio Mabunda, porta-voz da Polícia no Comando provincial de Maputo, disse que estes indivíduos eram bastante procurados pela corporação porque são responsáveis por vários assaltos que ocorrem nos bairros do município da Matola.

Frisou que estes indivíduos terão sido os mesmos que no passado mês de Fevereiro assassinaram um guarda da fábrica Metal Service, Lda., na Matola, e roubaram diverso material de escritório.

“Eles fazem parte de uma perigosa quadrilha que se dedica a assaltos a residências e estabelecimentos comerciais com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes e já eram procurados”, disse Mabunda.

De referir que a sua neutralização foi possível graças à colaboração da comunidade e do trabalho que tem vindo a ser levado a cabo pela Polícia, naquele ponto do país.

Assaltantes queimam processos no tribunal de Caia

Desconhecidos invadiram na madrugada de hoje, domingo, o Tribunal Distrital de Caia, provincial de Sofala, onde queimaram processos em tramitação naquela instância judiciária.

O caso ocorreu à 1.00 hora, quando os assaltantes usando um machado forçaram a entrada das instalações e já no seu interior, dirigiram-se ao compartimento onde ficam guardados alguns processos ligados a casos de corrupção. É a segunda vez que os chamados amigos do alheio “visitam” o Tribunal distrital de Caia com a intenção de destruir e roubar documentos.

Incêndio no mercado de Chókwè

Um incêndio de proporções consideráveis devorou três barracas na manhã de hoje, domingo, no mercado “senta-baixo” da vila de Chókwè, província de Gaza.

A informação foi avançada a nossa fonte pelo Serviço Nacional de Salvação Pública (SENSAP), cuja causa ainda é desconhecida.

O fogo foi prontamente debelado pela população que acorreu prontamente ao local, após gritos de pedidos de socorro. Os danos materiais são visivelmente altos, pois as três barracas acabaram em cinza.

Entretanto, a mesma fonte refere que nas últimas 24 horas registou-se um outro incêndio no Bairro Muelé, cidade de Inhambane tendo como causa curto-circuito.

Pedido pela RENAMO: CC rejeita declaração de ilegalidade da CNE

O Conselho Constitucional (CC) rejeitou o pedido de declaração de ilegalidade que lhe foi submetido pela Renamo, por falta de legitimidade processual activa para o efeito.

Segundo o acórdão, pelos fundamentos expostos pela Renamo, o plenário do Conselho Constitucional decidiu não admitir o pedido de declaração do partido Resistência Nacional Moçambicana por “carecer de legitimidade processual activa” para efeito nos termos da Constituição da Republica.

Segundo a AIM, na essência, a fundamentação da Renamo para declarar a ilegalidade da actual CNE cingia-se no facto de a sua composição não reflectir expressamente o que e’ exigido na lei e, por conseguinte, não está devidamente constituída pelo que não podia legalmente entrar em funcionamento.

Em reacção a esta decisão do CC, o mandatário judicial deste partido, Saimone Macuiane, citado pelo diário “Mediafax”, disse que apesar da rejeição outras acções serão desenvolvidas para defender os interesses do seu partido em relação as alegadas ilegalidades que afirma que existem na composição da CNE.

“Este não e’ o fim, há ainda outras formas de luta para defender os interesses da Renamo e da democracia”, disse Macuiane.

Como uma das opções, Macuiane aventou a hipótese de o partido reunir duas mil assinaturas exigidas pela Constituição da Republica para o pedido de declaração de inconstitucionalidade da composição da CNE por integrar alegadamente um juiz em exercício de funções.

A Renamo, na voz de Macuiane, defende que “a designação de um juiz em exercício indicado pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial viola o artigo 219 da Constituição que determina que “os magistrados em exercício não podem desempenhar outras funções públicas”.

“Também podemos recorrer ao Tribunal Administrativo para impugnar a composição da CNE, conforme sugere no acórdão o próprio Conselho Constitucional”, disse Saimone Macuiane.

Refira-se que o pedido da Renamo e’ o segundo a ser rejeitado pelo Conselho Constitucional, o primeiro foi submetido pela Oposição de Mãos Dadas

Produtos fora do prazo: Inspecção encerra Shoprite

Os supermercados Shoprite de Maputo, Matola, Boane e Chimoio, nas províncias de Maputo e Chimoio respectivamente serão encerrados, na segunda e terça-feira, por ordens da Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) que constatou a venda reincidente de produtos fora do prazo.

O encerramento dos Shoprite foi anunciado hoje, sexta-feira, em Maputo, pelo Inspector-geral do INAE, José Rodolfo, que disse que para além de produtos cuja validade de consumo tinha expirado foram detectados outros cujo prazo tinha sido viciado.

Entre os produtos fora do prazo à venda no Shoprite destacam-se enlatados e outros bens alimentares, a maioria dos quais eram usados para confeccionar comida que era posteriormente vendida ao público naquele supermercado.

José Rodolfo afirmou que o comportamento desta cadeia de supermercados é de claro desrespeito aos seus consumidores daí que para além de fechar as portas ao público, o grupo seria sancionado com pesadas multas e, possivelmente, processado criminalmente.

“O encerramento dos supermercados, por dois dias, visa remover todos os produtos fora do prazo e efectuar uma inspecção minuciosa para evitar problemas do género”, referiu a fonte.

Disse igualmente que esta posição foi já comunicada aos gestores daquele estabelecimento comercial e estes deverão ser envolvidos nos trabalhos de inspecção que serão efectuados nos dois dias.

O Shoprite foi o primeiro grupo sul-africano de supermercados a fixar-se no país e o primeiro conjunto de lojas abriu em Agosto de 1997, na cidade de Maputo. Para José Rodolfo esta é umas das razões que faz com que seja intolerável o comportamento deste grupo.

Academia da mulher africana: Nyeleti Mondlane reeleita presidente

A Deputada da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, Nyeleti Mondlane, foi esta semana reeleita, em Londres, Inglaterra, ao cargo de Presidente da Academia Mulher Africana, uma agremiação continental que junta personalidades femininas que militam em partidos da social-democracia.

A parlamentar moçambicana foi eleita pela primeira vez para este cargo aquando da criação da Academia, tornando-se assim a primeira mulher a liderar a organização. Por se tratar de uma indicação interina, a filha de Eduardo Mondlane dirigiu a agremiação por um período de dois anos, tendo agora sido confirmada no posto para um mandato de quatro anos.

A Academia Mulher Africana é uma organização criada com a ajuda do Partido Trabalhista britânico e tem por objectivo o empoderamento da mulher africana que milita em partidos de ideologia social-democrata africanos com vista à sua cada vez maior intervenção na vida política dos seus países.

Falando à nossa Reportagem, Nyeleti Mondlane disse que são principais apostas do seu novo mandato a capacitação das mulheres em matéria de carácter político, ideológico e de participação nos órgãos de tomada de decisão política, sobretudo jovens, uma acção que, praticamente, foi iniciada no período em que esteve à frente da organização.

Fazem parte desta academia partidos políticos da social-democracia dos Camarões, Gana, África do Sul, Tanzania, Zimbabwe e Uganda.

Fraude no Ministério na Educação: Legalizada prisão dos nove indiciados

Já foi legalizada a prisão dos nove indivíduos detidos por ordens do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), por suspeita de envolvimento no desfalque financeiro de mais de 30 milhões de meticais, no Ministério da Educação.

Dos implicados, dois são antigos funcionários do MINED, expulsos em consequência de processos disciplinares instaurados assim que foi detectada a fraude, uma no activo e seis são familiares e amigos que doaram as suas contas bancárias para se drenar o valor desviado.

Esta modalidade de actuação é vista como determinante para que os funcionários do MINED lograssem os seus intentos, prejudicando o Estado num valor global de 30 milhões, 501 mil e 213 meticais.

Enquanto isso, um mandado de captura foi emitido pelo GCCC com vista à localização e detenção do financeiro-pagador do MINED, foragido desde Novembro do no passado, também implicado na fraude. O foragido é visto como “peça-chave” não só para ajudar a esclarecer os mecanismos e os montantes envolvidos na fraude, como também apurar o grau de envolvimento ou participação de outros funcionários ligados ao sector e fora do Aparelho do Estado.

Consta que era ele que elaborava e levava as folhas de salário ao banco para os correspondentes depósitos ou transferência de valores para as contas dos restantes funcionários do MINED. É neste processo que ele duplicava os pagamentos, drenando valores para as contas identificadas como parte do esquema da fraude.

Fonte autorizada do GCCC confirmou ao nosso Jornal que as acções conjugadas para localizar e levar à justiça o foragido estão num bom caminho, visto que equipas especializadas e envolvendo as autoridades policiais já estão a trabalhar com informações seguras sobre o seu paradeiro. O financeiro-pagador fugiu assim que se apercebeu da descoberta da fraude naquela instituição.

Para hoje, o Gabinete Central de Combate à Corrupção agendou uma conferência de Imprensa para explicar, em pormenor, o esquema da fraude que durante dez meses esteve a ser investigada.

Procurador cobra 50 mil para inocentar arguido

Um Magistrado afecto à Procuradoria Provincial de Sofala foi condenado a dois anos e dois meses de prisão convertidos em multa, por prática de corrupção passiva para acto ilícito, por ter cobrado 50 mil meticais como forma de evitar que um arguido fosse responsabilizado num crime de que vem sendo acusado.

O Procurador, de identidade não revelada, vinha trabalhando no processo em que o cidadão em causa é arguido e decidiu inocentá-lo a troco de 50 mil meticais. O facto foi revelado na manhã desta sexta-feira por Bernardo Duce, porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), na habitual conferência de imprensa de apresentação dos resultados do desempenho do sector nos últimos 30 dias.

Ele ajuntou que o magistrado em causa está suspenso das suas funções.

Mais pormenores sobre o assunto nas próximas horas.

Conflito na Síria: G20 encerra cimeira dividido

A Cimeira do G20 em São Petersburgo, Rússia, quinta-feira e ontem, não serviu para aproximar as grandes potencias a respeito da crise Síria. Os dois campos entrincheiram-se nas suas posições e o mundo fica à espera do parecer do Congresso norte-americano, que próxima semana vota na resolução que autoriza ou não o Presidente Barack Obama a lançar um ataque “limitado” contra o Governo de Damasco.

EUA, França, Turquia e Reino Unido continuam partidários de uma acção militar contra o Executivo sírio pelo seu alegado ataque com armas químicas que no passado 21 de Agosto passado matou, no leste de Damasco, entre 300 e 1500 pessoas consoante as fontes.

No lado oposto, a Rússia e China rechaçam uma acção de força porque não consideram provado “de forma independente” que o governo sírio seja responsável pela matança.

O Presidente Obama não cedeu à pressão russa nem aos apelos para que se dê uma oportunidade à diplomacia do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, da União Europeia nem do Papa. Os EUA e seus aliados tão pouco consideram relevante, para iniciar o ataque, o resultado das análises dos dados recolhidos no terreno pelos inspectores da ONU porque o mandato destes limita-se a determinar se houve recurso ao armamento químico e não quem foi o responsável, o ponto central em discussão.

Obama e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, continuam, assim, distantes um do outro em relação à questão. Os dois reuniram-se ontem “por 20 ou 30 minutos”, à margem da cimeira. “Foi uma conversa construtiva, significativa e cordial. Cada um manteve as suas posições”, referiu fonte russa.

O Presidente chinês, Xi Jinping, alinhou com a Rússia sem reservas. Xi transmitiu a Obama que na crise síria só cabe uma resolução política e não recurso a um ataque militar. Não obstante, Obama já decidiu atacar. Segundo o “The New York Times” (NYT), o Presidente ordenou o Pentágono para elaborar uma lista de potenciais objectivos para que a operação seja efectiva.

A impossibilidade de contar com o aval do Conselho de Segurança da ONU para levar a cabo o ataque, ante as negativas de Moscovo e de Beijing, levam Obama a concentrar os seus esforços legitimadores no seu próprios país. A 30 de Agosto, o Presidente anunciou a decisão de procurar a aprovação do Congresso para atacar a Síria.

VOTO AINDA INCERTO

O Congresso reúne-se próxima segunda-feira e o resultado ainda é incerto, embora o Comité das Relações Exteriores do Senado tenha aprovado esta semana uma proposta de resolução que autoriza uma intervenção militar na Síria durante 60 dias com uma extensão possível até 90 dias.

Segundo observadores, há muito poucos republicanos dispostos a dar o voto de confiança ao Presidente e apoiar os seus planos de acção militar contra Damasco.

A possibilidade de infligir a Obama uma derrota que poderia afectar seriamente o seu prestígio e a sua presidência é demasiado tentadora parta alguns congressistas, entre eles muitos que apoiaram a guerra lançada por George W. Bush contra o Iraque de Saddam Hussein.

Há também congressistas que vêem o ataque contra a Síria como uma cortina de fumo para ocultar outros supostos escândalos internos, entre os quais os programas de espionagem da NSA (Agência Nacional de Segurança), que mais os preocupa.

Por outro lado, a opinião pública norte-americana pendendo contra a guerra faz hesitar muitos legisladores. Vários congressistas asseguram que, por cada chamada que recebem dos seus eleitores a favor da intervenção militar, têm 30 contra, um dado relevante a 14 meses das eleições legislativas.

Já está ultrapassada a crise de frango na Beira

Há meses que consumidores de frango na cidade da Beira queixavam-se da falta daquele produto. É que a empresa que fornece frangos à cidade da Bei­ra não estava a conseguir res­ponder à demanda.

Esta situação, de certo, gerou confusão no seio dos comprado­res, sobretudo no processo da aquisição do franco e alguns re­vendedores aproveitaram-se da mesma para especular o preço.

Na sequência da falta de fran­go, a empresa fornecedora de­cidiu aumentar a quantidade disponibilizada àquela cidade, passando de 1200 para 1600 sa­cos por semana.

Actualmente, a situação foi superada e há quantidades con­sideráveis de frango nos arma­zéns da empresa Abílio Antu­nes.

Em relação à confusão que se verificou nos últimos tempos no processo de distribuição de se­nhas para posterior compra de frangos, funcionários daquela empresa desdramatizam e di­zem as mesmas serviam para fa­zer um controlo eficaz dos clien­tes tendo em conta a demanda desusada que se assistia.

Cidadão assassinado e esquartejado no T3

Um cidadão de nacionalidade burundesa foi brutalmente assas­sinado e de seguida esquartejado na noite da última terça-feira no bairro T3, no município da Mato­la, província de Maputo.

Testemunhas acreditam que os malfeitores, que ainda estão a monte, assassinaram o indivíduo na sua residência, no bairro de Ndlavela, e a seguir transportam­-no para o seu estabelecimento comercial, que se localiza no mer­cado do bairro T3.

É que, segundo explicam, no interior do seu estabelecimento foram encontrados lençóis cheios de sangue.

A seguir, o malogrado foi es­quartejado e os pedaços do seu corpo foram metidos em sacos plásticos que, posteriormente, fo­ram depositados num contentor de lixo ao lado do mesmo merca­do.

Para já, ninguém conhece os contornos deste crime que cho­cou os moradores do bairro, bem como os vendedores do mercado T3.

“Não temos detalhes sobre o assunto. Ontem, por volta das 14 horas, vimos um grupo de polícias acompanhado por umas senhoras que vinham ver um corpo que estava no contentor”, explicou Isabel Buque, uma das vendedeiras do mercado, acres­centando que o mesmo estava dentro de sacos plásticos, despe­daçado. Ou seja, cada membro do organismo estava num saco plástico separado.

Gonçalves Joel, um outro ven­dedor que assistiu à retirada do corpo, diz que foram as pessoas que iam deitar o lixo que desco­briram o primeiro pedaço.

“Viram um braço num saco plástico ali no contentor e logo chamaram-se as autoridades para se vasculhar e encontraram-se muitos plásticos com os pedaços da pessoa”, revela.

Neste momento, a Polícia da República de Moçambique, ao nível do Comando Provincial de Maputo, diz estar já a trabalhar no assunto.

“Não podemos detalhar muito porque estamos ainda no momen­to das investigações. O que sabe­mos é que de facto havia lá um corpo de um indivíduo estran­geiro, despedaçado. As comuni­dades aproximaram-se de nós, e fomos fazer o resto do trabalho. Já temos pistas, neste momento esta­mos a trabalhar para esclarecer o assunto”, disse Emídio Mabunda, oficial de imprensa do Comando Provincial de Maputo.

Duma diz que agremiação ainda enfrenta enormes desafios

A 5 de Setembro de 2012 assumia o comando da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) o elenco presidido por Custódio Duma. A Comissão Nacional dos Direitos Humanos é uma agremiação criada no intuito de acautelar e fazer com que os di­reitos humanos sejam salvaguar­dados. Hoje, um ano depois, os membros da CNDH dizem ter enfrentado vários desafios, desde à procura de uma sede própria até à sua afirmação e re­conhecimento no tocante à assis­tência dos direitos humanos.

Para Custódio Duma, alguns destes problemas foram ultrapas­sados, como é o caso da aquisição de instalações onde pudesse fun­cionar a sua sede e a divulgação dos serviços prestados pela agre­miação, mas a aposta agora está virada para a expansão da assis­tência dos direitos humanos a milhões de moçambicanos espa­lhados por todo o país: “Temos estado a lutar para nos afirmar, é verdade que no começo foi difícil, mas quanto mais cresce­mos passamos a conhecer novos ângulos de abordagem da Co­missão Nacional dos Direitos Hu­manos e podemos dizer que os desafios que nos aguardam não são poucos, visto que nos preten­demos fazer sentir em todos os pontos do país, como forma de garantir que os direitos humanos sejam salvaguardados”. Duma falava ontem, em Maputo, no primeiro seminário anual sobre direitos humanos em Moçambi­que, um evento organizado para, num leque de actividades, cele­brar o primeiro aniversário da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, subordinado ao lema “Por um Moçambique com mais respeito pelos direitos humanos e menos violações”.

A cerimónia de comemoração de um ano da Comissão Nacio­nal dos Direitos Humanos con­tou com a presença do primeiro­-ministro, Alberto Vaquina, que falou do compromisso da Comis­são na garantia dos direitos hu­manos no país: “encorajamos a Comissão Nacional dos Direitos Humanos a prosseguir com as ac­tividades que têm vindo a reali­zar, centradas na educação para a cidadania, apresentando as propostas de soluções de carác­ter administrativo e institucional que possam contribuir para o aprofundamento da promoção, protecção e elevação do grau de respeito pelos direitos humanos em Moçambique”, contribuiu Va­quina, que se fazia acompanhar pelo procurador-geral da Repú­blica, Augusto Paulino, vice-mi­nistro da Justiça, Alberto Nkutu­mula, entre outras figuras.

Intenso tráfego de camiões danifica condutas de água no Alto da Manga

Estradas completamente danificadas, várias condutas de água destruídas e dezenas de famílias sem água potável há um mês é o saldo do intenso tráfego de camiões pesados através da Rua 1 do bairro Alto da Manga na cidade da Beira. Segundo os moradores, devido ao tráfego constante de camiões, torna-se quase impossível para o Fundo de Investimento em Património de Abastecimento de Água (FIPAG), que gere o sistema da cidade da Beira, fazer a reposição de tubos de água que vão sendo destruídos pela força dos camiões e, quando tal facto acontece, os mesmos não tardam e voltam a rebentar.

Este é o cenário que está a tirar o sono a dezenas de moradores da Manga que são obrigados a percorrer longas distâncias à procura do precioso líquido e a viver com seus quintais totalmente alagados de água, que devia jorrar nas suas torneiras, mas que vai parar à rua.

Com a passagem dos camiões, alguns em grande velocidade, a água é projectada para os quintais, criando outros charcos além dos já existentes nas ruas, o que, por si, representa perigo à saúde pública.

No bairro do Alto da Manga, os moradores acreditam que a solução do problema passa por nivelamento da estrada de 15 a 15 dias, por forma a fortalecer a estrada e, dessa forma, proteger as conduta da água.

Para alegria dos moradores esta solução está para breve, pois, de acordo com Shabir Hassan, gerente de uma das empresas de transporte instaladas naquela rua, num total de nove, está previsto, para breve, um projecto de reabilitação daquela rua financiada pela sua empresa.

Encontrado cadáver feminino mutilado no canavial de Xinavane

O cadáver de uma menor do sexo feminino, que aparentava ter 12 anos de idade, foi encontrado com mutilação nos órgãos sexuais, na manhã desta quinta-feira (05), no canavial da Açucareira de Xinavane, no posto administrativo de Xinavane, na província de Maputo.

Manuel Nhampossa, jornalista da Rádio Gwevhane, naquela parcela da zona Sul do país, reportou a nossa fonte que o cadáver foi descoberto, em avançado estado de decomposição, por um grupo de trabalhadores numa altura em que cortavam cana.

A Polícia esteve no local, tendo transportado o corpo para o Hospital Rural de Xinavane. Suspeita-se que a vítima, até aqui não reclamada, tenha sido assassinada por indivíduos de má-fé e posteriormente decepado os órgãos genitais para fins desconhecidos.

Quadros do Porto de Nacala serão formados em Portugal

Um acordo assinado ontem entre o Porto de Nacala e o Porto de Leixões, Portugal, vai permitir a formação de quadros do porto moçambicano naquele país europeu.
De acordo com o presidente da Comissão Executiva dos Portos do Norte, Fernando Couto, o acordo insere-se na relação de cooperação empresarial existente entre as empresas gestoras dos dois portos, que permite a promoção dos dois empreendimentos em ambos os países.

“Nós enquanto Porto de Norte necessitamos de assistência, de ajuda em muitas áreas e uma das áreas fundamentais é na formação de recursos humanos. Formar homens para o sector portuário não é algo que se faça instantaneamente, não se faz apenas em cursos de curta duração este processo demora muitos anos. Há um escasso número de quadros a nível nacional para fazer face às necessidades e desafios do país”, disse Fernando Couto.

O Porto de Nacala, antes dirigido pelo Corredor de Desenvolvimento do Norte, passou para a gestão da empresa Portos do Norte desde 15 de Março do corrente ano.
Da parte do Porto de Leixões, assinou o acordo o presidente de Administração dos Portos de Douro e Leixões (APDL), Brogueira Dias, que disse que este protocolo vem reforçar o acordo assinado em 2010 e espera consolidar a presença da instituição que dirige em África e em Moçambique em particular.
Brogueira explicou que o Porto de Leixões tem o maior centro de formação portuário de Portugal.

O acordo prevê transferência de conhecimentos nas áreas da organização, planeamento e gestão portuária bem como dos sistemas de apoio à gestão do sector portuário; formação em diversas áreas do saber portuário; promoção dos dois Portos em cada um dos respectivos Países; fomento das ligações marítimas entre o Porto de Leixões e o Porto de Nacala; promoção de boas práticas de gestão portuária; e concessão de estágios e acções de formação.

Governo não cumpre recomendações para melhoria do ambiente de negócios

De um total de 21 pontos prioritários da agenda de reforma, acordados para resolução no decurso de 2013, no âmbito da melhoria do ambiente de negócios no País, apenas 27 por cento foi implementado, conforme foi revelado, no 8.º Conselho Alargado de Consulta (CAC), realizado quinta-feira última, em Maputo.

Presidido pelo primeiro-ministro, Alberto Vaquina, o 8.º Conselho Alargado de Consulta reuniu membros do Governo, sobretudo dos sectores económicos, o Conselho Directivo da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, líderes dos pelouros e individualidades, com o objectivo de analisar as matérias definidas como prioridades de reforma para 2013, com vista à melhoria do ambiente de negócios no País.

Da avaliação da matriz geral 2007-2013 consta que 38 por cento dos pontos prioritários não foi realizado, estando ainda em curso a implementação de 36 por cento das prioridades acordadas. Entre os pontos não realizados destaca-se a efectiva isenção do IVA na agricultura, criação de um fundo industrial, conclusão da regulamentação da Lei do Trabalho, criação da central de registo de crédito privada, entre outros.

Momentos após o encontro, Rogério Manuel, presidente da CTA, fez uma avaliação positiva do 8º CAC: “O sector privado apresentou as questões de uma forma aberta e o Governo respondeu e apresentou outras questões também de forma aberta e, acima de tudo, houve um comprometimento, por parte do Governo, através do primeiro-ministro, de continuar com o diálogo e a discussão da matriz ”, referiu.

“Acreditamos que daqui em diante as coisas vão mudar com a aprovação do EMAN-II (Estratégia de Melhoria do Ambiente de Negócios) pelo que acredito que as reformas vão ser mais céleres, conforme o Governo garantiu”, frisou Rogério Manuel.

No seu discurso de abertura do encontro, o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, indicou que “estamos aqui juntos, porque a causa do sector privado é a causa da economia nacional e compreendemos as dificuldades que o sector enfrenta, porque, dentre as várias razões, esta é a primeira geração de empresários verdadeiramente moçambicanos”.

“Estamos a começar e por isso confrontamo-nos com aquilo que são as dificuldades de quem está a começar o caminho”, referiu Alberto Vaquina, exortando ao empresariado nacional a continuar a preparar-se adequadamente para explorar as oportunidades de negócio associadas aos recursos naturais que têm vindo a atrair a atenção dos investidores de todo o mundo.

Refira-se que o Conselho Alargado de Consulta é um órgão colegial de consulta entre o sector privado e público que ocorre ordinariamente duas vezes ao ano.

Mozambique Leaf Tobacco acusada de explorar produtores de tabaco

Os produtores de tabaco no distrito de Macanga, na província de Tete, acusam a empresa Mozambique Leaf Tobacco de se aproveitar da pobreza dos camponeses para explorá-los naquela região. A empresa fomenta a produção de tabaco e, como consequência, dita o preço de compra.

“Os camponeses de Macanga dizem que preferem ser explorados pelas empresas que compram tabaco, que nada ter. Produzem culturas alimentares, mas em pequena escala, dando prioridade ao tabaco. O tabaco é a cultura de rendimento para eles”, denunciou ontem António Jane, estudante de mestrado em Desenvolvimento e Ordenamento Territorial na “A Politécnica,” no decurso da Conferência do sector Agrário e Desenvolvimento Rural em Moçambique, organizado pelo Observatório do Meio Rural.

Jane apresentou o tema: Efeito da produção de cultura de rendimento nos sistemas de produção em Macanga. O Caso de tabaco. Ele não entrou em detalhes sobre os preços praticados pela empresa fomentadora nem das relações entre os agricultores e a empresa comparadora.

“Uma coisa é certa. Os agricultores não estão satisfeitos com os rendimentos de tabaco. Mas dizem que se Macanga deixar de produzir tabaco haverá colapso. Preferem ser explorados a não vender tabaco”, disse.

Efeitos

Durante a sua apresentação, António Jane disse que o cultivo e a comercialização do tabaco têm efeito positivo na quantidade de terra alocada para a prática do milho, amendoim e hortícolas. E não tem efeito nas culturas de feijão e batata-reno e batata-doce.

Quanto às práticas culturais, disse que o cultivo de tabaco não tem efeitos sobre o tipo de lavoura usada no cultivo de culturas alimentares, assim como não impulsiona o uso de sementes melhoradas, estrume, pesticidas.

“São apontados como efeitos positivos desta prática o uso de fertilizantes na produção das culturas alimentares, assim como na adopção da rotação de culturas”, disse.
Indicou que os produtores de tabaco produzem as culturas alimentares com auxílio de mão-de-obra adicional e os rendimentos agronómicos das culturas de milho e batata-doce se mostram impactadas positivos.

O tabaco é uma das principais culturas de rendimento praticada pelos camponeses de Macanga, que os vendem às empresas do sector, muitas vezes em detrimento das culturas alimentares.

Partido extraparlamentar retira-se da corrida eleitoral

O presidente do Partido de Liberdade de Moçambique (PLD), Caetano Fabile, anunciou ontem que a formação política que dirige não vai participar nas eleições autárquicas de Novembro próximo, alegando não haver “um ambiente político favorável”.

O PLD é um partido político sem presença no parlamento e agora faz parte do grupo denominado Oposição de Mãos Dadas liderado por Francisco Campira, que recentemente interpôs recursos ao Conselho Constitucional a requerer a declaração de nulidade da deliberação da Comissão Nacional de Eleições (CNE) cuja decisão acabava com as dúvidas sobre a legalidade ou não da CNE, levantada pelo Professor Gilles Cistac. O CC não julgou o recurso da OMD alegando que foi submetido fora do tempo (recurso intempestivo).

Em contacto com o Canalmoz, Caetano Fobile apontou a “ilegalidade da Comissão Nacional de Eleições”, “instabilidade político-militar no centro do País”, a “falta de acordo político entre a Renamo e a Frelimo” e a “instalação de mais de treze quartéis das forças de defesa e segurança nas proximidades da residência do líder da Renamo”, como as principais causas que levam o PLD a desistir de concorrer às eleições.

“Não há campo favorável para a participação nas eleições. A composição da Comissão Nacional de Eleições não está completa. Apelamos ao Conselho Constitucional para que declare nulas as deliberações tomadas por indivíduos que actualmente se fazem passar por membros da CNE”, disse.

O apelo do PLD é extensivo ao chefe de Estado, Armando Guebuza, no sentido de evitar as consequências desastrosas que podem advir por falta de vontade política de acatar com as exigências apresentadas pela Renamo nas negociações com o governo.

Neste fim-de-semana, Caetano vai trabalhar na zona norte do País onde deverá explicar aos seus membros as razões de não participação no pleito eleitora. Na semana passada, trabalhou em Chókwè, Xai-Xai e Maxixe.

Renamo denuncia assassinato do seu ex-guerrilheiro pela PRM

Um ex-guerrilheiro da Renamo, de nome Oliveira Magazanhica, que trabalhava na base onde se encontra a residir o líder do partido, em Sandjundjira, foi encontrado morto perto da sua residência no distrito de Nhamatanda, para onde se deslocara para visitar a família. A Renamo alega que o seu guerrilheiro, com patente de major, foi sequestrado e morto por agentes da força de defesa e segurança.

Segundo o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga, o assassinato ocorreu no dia 27 de Agosto, dois dias após a vítima ter sido “sequestrada na sua casa e mantida em cativeiro, seviciada e depois morta e abandonada no mato”. Seu corpo “foi descoberto por populares que apanhavam lenha”. Mazanga diz que este é um plano do Governo de assassinar ex-guerrilheiros da Renamo.

“A situação política do País tende a deteriorar-se, com o retorno a práticas terroristas que estão a ser levadas a cabo pelo Estado, a mando do Partido FRELIMO e o seu governo que estão a semear luto nas famílias moçambicanas, na região centro de Moçambique, com maior enfoque nos distritos de Dondo, Nhamatanda, Buzi, Cheringoma, Chibabava, povoados de Pandja, Nhango, Magomane e Matcheme”, disse MAzanga.

“Estas práticas hediondas são materializadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), com colaboração directa dos Secretários dos Bairros e Policiamento Comunitário, que vão de casa em casa dos desmobilizados da RENAMO, e os rapta para serem torturados até à morte”, continuou explicando que foi o que “aconteceu com o ex-guerrilheiro, major Oliveira Magazanhica”.

Mazanga explicou como tudo teria sucedido, segundo a Renamo.

“Este membro da RENAMO, natural do distrito de Caia, província de Sofala que residia, actualmente, com a sua família no distrito de Nhamatanda, foi executado às 17h30, depois de ter sido seviciado e mantido no cativeiro, de 25 a 27 de Agosto, altura da sua execução. O major Oliveira fazia trabalhos no quartel-general da RENAMO, em Sandjundjira, Gorongosa, e teria se deslocado a Nhamatanda para visitar a família como usualmente o fazia. Estranhamente, às 20horas do dia 25/8/2013 a PRM chegou à sua casa, o raptou e o levou para o mato onde viria a ser assassinado.

O major Oliveira foi descoberto sem vida na sexta-feira, por alguns populares que procuravam lenha, tendo informado imediatamente a PRM que rapidamente fez-se ao local acompanhada pelo secretário do Grupo Dinamizador da FRELIMO. No local enterraram o major Oliveira, sem se informarem da identidade do finado.

A preocupação da PRM foi a de enterrá-lo imediatamente porque já sabia de quem se tratava. Enquanto isso a esposa, estranhando o desaparecimento do marido, informou aos membros da RENAMO que de imediato iniciaram diligências para a sua localização, tendo escalado esquadra, hospital e arredores sem sucesso.

Só viriam a descobrir e a confirmar que o major Oliveira havia sido executado ontem, quarta-feira dia 4/9/2013, quando uma das pessoas que assistiu ao macabro assassinato e enterro foi com eles para o local, onde a viúva identificou a jaqueta do marido”.

Um plano do Governo

Mazanga diz que o assassinato do seu ex-guerrilheiro não é caso isolado. “Sabemos que o governo da FRELIMO deu ordens à PRM, FIR, FADM para andarem de casa em casa à procura dos desmobilizados da RENAMO e têm instruções claras e exactas para os capturar e executá-los”, disse Mazanga.
A Renamo diz que há outros 16 antigos guerrilheiros do partido que escaparam ao assassinato.

“…ontem (terça-feira) escaparam 7 ex-guerrilheiros no Posto Administrativo de Muda e Bebedo, distrito de Nhamatanda, 4 em Savane, Distrito de Dondo, e 5 em Goonda, distrito de Buzi, somando 16 que neste momento estão em fuga, em parte incerta, para escaparem dos esquadrões da morte a soldo do Partido FRELIMO”, denunciou Mazanga.

A Renamo não prometeu retaliar este assassinato.

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