A 5 de Setembro de 2012 assumia o comando da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) o elenco presidido por Custódio Duma. A Comissão Nacional dos Direitos Humanos é uma agremiação criada no intuito de acautelar e fazer com que os direitos humanos sejam salvaguardados. Hoje, um ano depois, os membros da CNDH dizem ter enfrentado vários desafios, desde à procura de uma sede própria até à sua afirmação e reconhecimento no tocante à assistência dos direitos humanos.
Para Custódio Duma, alguns destes problemas foram ultrapassados, como é o caso da aquisição de instalações onde pudesse funcionar a sua sede e a divulgação dos serviços prestados pela agremiação, mas a aposta agora está virada para a expansão da assistência dos direitos humanos a milhões de moçambicanos espalhados por todo o país: “Temos estado a lutar para nos afirmar, é verdade que no começo foi difícil, mas quanto mais crescemos passamos a conhecer novos ângulos de abordagem da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e podemos dizer que os desafios que nos aguardam não são poucos, visto que nos pretendemos fazer sentir em todos os pontos do país, como forma de garantir que os direitos humanos sejam salvaguardados”. Duma falava ontem, em Maputo, no primeiro seminário anual sobre direitos humanos em Moçambique, um evento organizado para, num leque de actividades, celebrar o primeiro aniversário da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, subordinado ao lema “Por um Moçambique com mais respeito pelos direitos humanos e menos violações”.
A cerimónia de comemoração de um ano da Comissão Nacional dos Direitos Humanos contou com a presença do primeiro-ministro, Alberto Vaquina, que falou do compromisso da Comissão na garantia dos direitos humanos no país: “encorajamos a Comissão Nacional dos Direitos Humanos a prosseguir com as actividades que têm vindo a realizar, centradas na educação para a cidadania, apresentando as propostas de soluções de carácter administrativo e institucional que possam contribuir para o aprofundamento da promoção, protecção e elevação do grau de respeito pelos direitos humanos em Moçambique”, contribuiu Vaquina, que se fazia acompanhar pelo procurador-geral da República, Augusto Paulino, vice-ministro da Justiça, Alberto Nkutumula, entre outras figuras.

















