Já foi legalizada a prisão dos nove indivíduos detidos por ordens do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), por suspeita de envolvimento no desfalque financeiro de mais de 30 milhões de meticais, no Ministério da Educação.

Dos implicados, dois são antigos funcionários do MINED, expulsos em consequência de processos disciplinares instaurados assim que foi detectada a fraude, uma no activo e seis são familiares e amigos que doaram as suas contas bancárias para se drenar o valor desviado.

Esta modalidade de actuação é vista como determinante para que os funcionários do MINED lograssem os seus intentos, prejudicando o Estado num valor global de 30 milhões, 501 mil e 213 meticais.

Enquanto isso, um mandado de captura foi emitido pelo GCCC com vista à localização e detenção do financeiro-pagador do MINED, foragido desde Novembro do no passado, também implicado na fraude. O foragido é visto como “peça-chave” não só para ajudar a esclarecer os mecanismos e os montantes envolvidos na fraude, como também apurar o grau de envolvimento ou participação de outros funcionários ligados ao sector e fora do Aparelho do Estado.

Consta que era ele que elaborava e levava as folhas de salário ao banco para os correspondentes depósitos ou transferência de valores para as contas dos restantes funcionários do MINED. É neste processo que ele duplicava os pagamentos, drenando valores para as contas identificadas como parte do esquema da fraude.

Fonte autorizada do GCCC confirmou ao nosso Jornal que as acções conjugadas para localizar e levar à justiça o foragido estão num bom caminho, visto que equipas especializadas e envolvendo as autoridades policiais já estão a trabalhar com informações seguras sobre o seu paradeiro. O financeiro-pagador fugiu assim que se apercebeu da descoberta da fraude naquela instituição.

Para hoje, o Gabinete Central de Combate à Corrupção agendou uma conferência de Imprensa para explicar, em pormenor, o esquema da fraude que durante dez meses esteve a ser investigada.