As autoridades meteorológicas de Moçambique emitiram um alerta para o risco de inundações nas cidades de Maputo, Matola e Chibuto nas próximas 48 horas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) advoga que a previsão de chuvas intensas e acompanhadas de trovoadas poderá agravar a situação, especialmente em áreas mais vulneráveis.
As chuvas previstas são um reflexo de uma depressão atmosférica que se aproxima da região, o que poderá aumentar significativamente o volume de precipitação. O INAM apela à população para tomar precauções, evitando permanecer em zonas susceptíveis a alagamentos e, quando possível, garantindo a segurança das suas famílias e bens.
As autoridades locais estão em alerta máximo e já iniciaram preparativos para a resposta a possíveis situações de emergência. Equipas de intervenção rápida foram mobilizadas e estão preparadas para agir caso as inundações se concretizem.
Os cidadãos são aconselhados a estar atentos às actualizações meteorológicas e a seguir as recomendações das autoridades para assegurar a sua segurança e a dos seus familiares.
Um avião militar da Rússia despenhou-se durante um voo de treino na aldeia de Krasnoyarovo, situada na região do Extremo-Oriente russo de Amur.
Este trágico incidente resultou na morte de seis tripulantes e deixou uma pessoa com ferimentos ligeiros, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Defesa russo, conforme noticiado pela agência de notícias TASS.
A queda do aeronave ocorreu pouco tempo após a descolagem da base aérea Ukrainka e causou um incêndio que está a ser combatido pelos serviços de emergência. As notícias da queda foram também relatadas pela agência Vesti e pelo jornal Kommertsant, que ressaltaram que as autoridades regionais de Amur garantem que a situação está “sob controlo”.
Uma comissão das Forças Aeroespaciais da Rússia foi enviada ao local do acidente para investigar as circunstâncias que rodearam a queda da aeronave. De acordo com dados preliminares, obtidos pelo Kommertsant, é possível que uma falha técnica tenha sido a causa do despenhamento.
Em Julho deste ano, os serviços secretos russos tinham informado que conseguiram evitar “actos terroristas em grande escala” que estavam a ser planeados pela Ucrânia contra as bases Ukrainka e Shagol, tendo apreendido 24 drones e explosivos relevantes para os planos.
As informações sobre o acidente continuam a ser actualizadas à medida que os especialistas realizam as investigações necessárias.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deu início à segunda fase da campanha de recolha e destruição de armas ilegais em várias províncias do país. Esta iniciativa visa reforçar a segurança pública e promover a paz, num contexto de crescente preocupação com a violência armada.
A cerimónia de lançamento decorreu na capital, onde foram apresentadas as metas e estratégias para a execução desta fase. O Inspector-Geral da PRM, ao proferir o seu discurso, sublinhou a importância da colaboração da população no processo, apelando à denúncia de posse de armamento não autorizado.
Durante a primeira fase da campanha, anteriormente realizada, a PRM conseguiu recolher e destruir um número significativo de armas, o que evidenciou a eficácia da iniciativa. Com a nova etapa, as autoridades esperam aumentar a participação cidadã, promovendo um ambiente mais seguro para todos os moçambicanos.
As operações de recolha ocorrerão em pontos estratégicos e contarão com a mobilização de diversas forças de segurança. Os cidadãos que entregarem armas voluntariamente serão garantidos de um tratamento confidencial, além de poderem beneficiar de incentivos estabelecidos pela PRM.
A continuidade deste programa reflete o compromisso do Governo moçambicano em criar um ambiente seguro, sem espaço para a ilegalidade armada, e a determinação das autoridades em trabalhar em conjunto com a sociedade civil.
A PRM convida toda a população a participar neste esforço, sublinhando que a segurança é uma responsabilidade conjunta que requer a colaboração de todos.
O Presidente da República, Daniel Chapo, expressou os seus parabéns à selecção nacional de futebol, os Mambas, e à equipa técnica, pelo impressionante resultado obtido no confronto contra o Sudão.
O Chefe do Estado sublinhou o crescimento notável da selecção, enfatizando a importância de um apoio incondicional a todos os seus membros.
Os Mambas alcançaram uma vitória expressiva, derrotando a equipa sudanesa por 4-1, em jogo correspondente à segunda jornada do grupo J de qualificação para a Copa Africana de Nações (CAN) 2027. Com esta vitória, Moçambique assume a liderança do grupo, somando 4 pontos, igualando-se ao Senegal, que também teve um desempenho positivo ao vencer a Etiópia por 1-0.
Na próxima jornada, os Mambas preparam-se para enfrentar a Etiópia, que marcará o encerramento da primeira volta e o início da segunda metade da fase de apuramento. A expectativa é elevada entre os adeptos da selecção, que torcem por mais um resultado positivo.
Na noite deste domingo, uma mulher foi encontrada sem vida na sua residência na zona de Mungassa, na cidade da Beira, província de Sofala, apresentando sinais visíveis de estrangulamento.
A vítima, que residia no local com os seus dois filhos, teve o seu ex-marido apontado como o principal suspeito pelos moradores da comunidade.
A desconfiança da vizinhança acerca do ex-marido baseia-se em constantes desavenças entre o casal, no inconformismo do homem com a separação e na sua tendência para controlar a vida da ex-esposa. A sua presença na casa da vítima após as 21 horas levantou mais suspeitas, uma vez que ele já não habitava ali. Ele teria sido o responsável por alertar os vizinhos sobre a porta trancada, com as chaves do lado de fora.
Apesar das acusações, o homem negou qualquer envolvimento no crime, afirmando que se deslocou à residência apenas para visitar os filhos. No entanto, a revolta da comunidade em resposta às suas explicações levou a uma agressão violenta por parte dos populares. O ex-marido foi posteriormente salvo por familiares e autoridades locais, que intervieram para evitar que a situação se agravasse. A investigação do caso prossegue para apurar as circunstâncias em torno da morte da mulher.
Pelo menos 164 pessoas foram detidas na sequência de manifestações organizadas por estudantes em diversos liceus da região de Paris. Estas manifestações ocorreram na véspera de uma greve do sector público marcada para esta terça-feira em toda a França.
Nos últimos dias, uma dezena de liceus na região da Ilha de França tem estado bloqueada pelos estudantes, que exigem melhorias nas condições de ensino, incluindo o combate à superlotação das salas de aula, à falta de docentes e a horários considerados excessivos. O clima de tensão culminou em distúrbios descritos como uma situação de “violência urbana”, conforme palavras do ministro do Interior francês, Laurent Núñez.
No decurso dos confrontos, várias pessoas sofreram ferimentos, incluindo doze membros das forças de segurança, oito docentes – sendo três directores – e uma dezena de estudantes do ensino secundário. O ministro Núñez referiu que os confrontos não se trataram de uma manifestação comum, mas sim de acções violentas protagonizadas por indivíduos encapuçados e armados com projécteis, que visavam claramente as forças de segurança.
Em reacção, o ministro da Educação, Édouard Geffray, reiterou a degradação da situação, considerando inaceitável a utilização da violência como forma de reivindicação. Geffray responsabilizou “pessoas alheias” às instituições pelos actos de violência registados.
O principal sindicato estudantil, a União Sindical de Liceus (USL), fez um apelo ao bloqueio de liceus em todo o país nesta terça-feira, no contexto do dia de mobilização do sector público. As manifestações rapidamente se alastraram por outras cidades, como Alpes Marítimos, Marselha, Lille, Grenoble, Lyon e Sedan, onde os estudantes expressaram indignação sobre a falta de recursos e condições adequadas nas escolas.
Particularmente em Lille, os estudantes destacaram problemas como a elevada tarifa dos refeitórios, salas de aula com temperaturas extremas, e infraestruturas deterioradas, como percevejos e chuveiros avariados nos internatos.
Em Créteil, observou-se um número significativo de centros envolvidos nas manifestações, especialmente nas áreas de Val-de-Marne e Seine-Saint-Denis. Nos Alpes Marítimos, a autarquia confirmou que dez liceus encerraram, sobretudo em Nice, Grasse, Cagnes-sur-Mer e Menton, embora a situação tenha sido classificada como “geralmente tranquila”.
Este movimento de protesto é um ponto de conflito entre o Governo conservador e o partido de esquerda França Insubmissa (LFI), a poucos meses das eleições presidenciais. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, criticou a postura da LFI, que incentivou a continuidade do bloqueio dos liceus, enquanto o líder do partido, Jean-Luc Mélenchon, acusou o Governo de promover uma repressão desmedida.
A Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) defendeu que as reivindicações dos estudantes não são meramente partidárias, mas refletem preocupações legítimas relacionadas com as suas condições de vida e de estudo. O presidente da Câmara de Saint-Denis, Bally Bagayoko, do LFI, apelou para que as autoridades dialoguem com os estudantes, sublinhando que estes não são arruaceiros, mas jovens que anseiam por serem ouvidos e que têm o direito de se organizar e defender o seu futuro.
Os corpos de dois trabalhadores que ficaram soterrados numa obra de um hotel em Porto Covo foram encontrados após várias horas de buscas intensas. Os homens, de 28 e 26 anos e de nacionalidade estrangeira, trabalhavam numa vala quando um aluamento de terras ocorreu, provocando o desabamento.
Segundo o presidente da Câmara de Sines, Álvaro Beijinha, o alerta para o acidente foi dado pelas 16h30. A primeira vítima foi localizada por volta das 18h, enquanto o segundo corpo foi resgatado às 23h15.
As circunstâncias que levaram ao acidente ainda estão a ser investigadas pelas autoridades competentes.
No âmbito da política nacional, o governo português enfrenta críticas acentuadas da oposição em relação à proposta do Orçamento do Estado para 2027. O Partido Socialista, representado pelo líder parlamentar Eurico Brilhante Dias, afirmou que o Executivo prevê para o próximo ano um crescimento económico de cerca de 2%. Esta previsão é recebida com cepticismo, especialmente no que toca à insensibilidade do governo em relação ao aumento do custo de vida.
O Chega, um dos partidos que se reuniu com o ministro das Finanças, expressou desilusão com a falta de medidas para amparar as populações mais afectadas pelo aumento do preço dos combustíveis e do cabaz alimentar. O líder da bancada, Pedro Pinto, criticou a ausência de qualquer proposta de apoio, considerando a situação um reflexo da falta de sensibilidade do governo.
Já a defesa do ex-secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, que também está entre os acusados no caso das gémeas luso-brasileiras, divulgou um comunicado em que contesta as acusações do Ministério Público, alegando que os factos apresentados são inconclusivos e que a análise do processo ainda está em curso.
Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Polícias, Paulo Santos, organizou um protesto no Porto, posicionando-se contra a falta de condições políticas do ministro da Administração Interna para implementar reformas necessárias ao sector.
Na esfera internacional, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que a Rússia está a reforçar as suas tropas com soldados e mísseis da Coreia do Norte. Zelensky revelou que mais de 8 mil soldados norte-coreanos já se encontram em território russo, com preparativos para um contingente adicional.
Estes desenvolvimentos marcam uma jornada tumultuosa tanto nos domínios da segurança laboral em Portugal como nas relações internacionais, refletindo preocupações profundas em ambos os contextos. A Rádio Observador continuará a acompanhar e a informar sobre as atualizações relevantes.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, anunciou a reconstrução total e modernização do Infantário 1.º de Maio, localizado na Cidade de Maputo, após um incêndio que causou danos significativos no edifício, móveis e equipamentos da instituição.
A decisão foi tomada após uma visita da Primeira-Dama ao infantário, durante a qual ficou evidente que a estrutura carece de uma intervenção mais profunda do que uma simples reabilitação.
“Constatámos que o edifício está totalmente danificado e que o mobiliário não pode ser recuperado, uma vez que quase tudo foi destruído. Assim, concluímos que é necessário demolir e reconstruir do zero”, declarou Gueta Chapo.
Após a ocorrência do incêndio, o Gabinete da Primeira-Dama mobilizou parceiros e madrinhas da instituição para avaliar a situação e definir uma estratégia de apoio à reconstrução. A Primeira-Dama expressou alívio pelo facto de nenhuma criança ter saído ferida durante o incidente, destacando a actuação eficaz dos funcionários na evacuação das crianças.
“Queremos congratular os nossos colegas, os funcionários deste infantário, que conseguiram evacuar todas as crianças. Nenhuma criança sofreu”, afirmou.
Gueta Chapo sublinhou a importância de reforçar a segurança nas infraestruturas que acolhem crianças, exortando os funcionários a redobraram os cuidados e os empreiteiros a observarem padrões de construção adequados. “É essencial construir um edifício robusto e seguro”, enfatizou, realçando que a intervenção contemplará também a melhoria das instalações eléctricas, tendo em vista o aumento de incidentes em instituições similares.
No âmbito da assistência às crianças que foram transferidas para o Infantário da Matola, a Primeira-Dama visitou ainda aquela instituição para avaliar as condições do edifício, pátio, cozinha e armazém, identificando a necessidade de novos brinquedos e alimentação. Durante a visita, foram entregues géneros alimentícios e fraldas, para reforçar a assistência às crianças alojadas no local.
Gueta Chapo reafirmou que a reconstrução do Infantário 1.º de Maio contará com a colaboração de parceiros, abrangendo a construção, equipamento e modernização da instituição. “Vamos construir do zero, equipar o infantário e modernizar as instalações, para que as nossas crianças e os funcionários se sintam mais seguros”, concluiu.
A Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo (EMIM) deu início, esta semana, a uma campanha de manutenção viária, que ocorrerá até 3 de Outubro. Esta iniciativa tem como objectivo principal melhorar a fluidez e a segurança nas estradas da capital moçambicana.
Segundo um comunicado oficial da EMIM, os trabalhos consistem na formatação e tapamento de buracos em diversas vias estratégicas da cidade, com o intuito de reduzir os constrangimentos provocados pelo desgaste do pavimento urbano. A operação abrange troços prioritários, onde o fluxo veicular é intenso.
A programação técnica destaca quatro eixos viários centrais de Maputo: a Rua do Beja, entre a Rua de Silves e a Rua da Resistência; a Rua Carlos da Silva, entre a Rua Ernesto Paulo e a Rua João Albazini; a Avenida Guerra Popular, no trecho entre a Avenida Eduardo Mondlane e a Avenida da Maguiguana; e finalmente, a Avenida Eduardo Mondlane, que contará com melhoramentos operacionais entre a Estátua Eduardo Mondlane e a Avenida do Rio Limpopo.
A EMIM apela à colaboração de automobilistas e peões durante o período de execução das obras, enfatizando a importância de respeitar a sinalização temporária colocada nas zonas de intervenção. A entidade visa, assim, garantir a segurança rodoviária a todos os cidadãos.
Para mais informações, os interessados podem consultar os canais oficiais da EMIM.
A Tailândia enfrenta uma grave crise provocada por chuvas torrenciais que, desde o dia 16 de Setembro, resultaram na morte de oito pessoas, conforme anunciado pelo Governo do país.
Em Banguecoque, a capital tailandesa, foi declarado um estado de desastre, embora não tenha sido registada oficialmente qualquer fatalidade na cidade.
De acordo com informações da agência France-Presse, áreas no lado oriental da capital sofreram com chuvas intensas e inundações, obrigando os residentes a percorrerem ruas submersas, com águas que atingiam quase os joelhos. As vítimas das inundações foram contabilizadas em várias províncias do leste, nomeadamente em Sa Kaeo (cinco mortos), Chanthaburi (dois) e Saraburi (um).
Além de Banguecoque, mais de 500 mil habitações e 1,7 milhões de pessoas em 27 províncias do Sudeste Asiático foram severamente afectadas. Na capital, cerca de 52 mil casas também sofreram danos, levando à declaração do estado de desastre geral no último sábado. Este anúncio ocorreu após quase 48 horas seguidas de chuvas intensas, que provocaram o transbordo de canais e alagamentos em várias via públicas.
De modo a responder à situação, as escolas foram encerradas e a população foi aconselhada a recorrer ao trabalho remoto. O porta-voz do Governo, Ekkapob Pianpises, declarou numa conferência de imprensa que “algumas zonas de Banguecoque continuam a enfrentar níveis elevados de água”, ressaltando que os sistemas de drenagem têm contribuído para reduzir o nível das águas, permitindo que mais pessoas se desloquem.
A Tailândia é habitual a períodos chuvosos, com setembro a ser o mês em que a estação das chuvas atinge o seu auge. No entanto, muitos cidadãos afirmam que este ano a situação se apresenta mais crítica do que em anos anteriores. Vale lembrar que, em 2011, o país já havia passado por uma das piores cheias da sua história, que resultou em mais de 500 mortes e milhares de casas danificadas.
O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que o seu Governo tomará medidas rigorosas contra influenciadores digitais que pretendem utilizar Portugal como base para promover plataformas de apostas online, numa tentativa de contornar a legislação vigente no Brasil.
Esta declaração foi feita durante uma entrevista à TV Band no passado domingo.
Na sexta-feira, Lula promulgou uma Medida Provisória que proíbe a actividade de apostas e casinos online no país e enviou um projecto de lei ao Congresso, que visa criminalizar estas práticas. “Nós chegamos a proibir mais de mil ‘bets’ ilegais, mas a capacidade deles se mover é muito grande”, afirmou o Presidente.
Em resposta às acções de influenciadores que planeiam operar a partir de Portugal, Lula declarou: “Nós vamos pra cima. Porque, dessa vez, é o seguinte, não vai acontecer. Eu não vou permitir.” O chefe de Estado sublinhou que o objectivo destas acções é proteger as famílias brasileiras dos vícios associados às apostas, que podem levar a compromissos financeiros indesejados.
Estas medidas foram anunciadas a menos de dez dias da primeira volta das eleições gerais, que ocorrerá no próximo domingo. A decisão do Governo gerou reacções adversas entre vários candidatos à Presidência, que consideram a intervenção como uma jogada eleitoral.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) já iniciaram uma ação judicial no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a nova proibição. O Governo brasileiro planeia encontrar-se esta semana com representantes de equipas de futebol, após críticas de várias federações que temem que as novas medidas comprometam o futuro do desporto no Brasil.
O presidente da União Nacional (RN), Jordan Bardella, está no centro de uma controvérsia após a divulgação de supostas conversas escritas com conotações antissemitas, segundo reporta o portal de investigação Mediapart.
As alegações surgem em um momento crucial para o partido de direita radical, que se prepara para as eleições presidenciais de 2027, onde as sondagens indicam a possibilidade de vitória.
As mensagens, que teriam sido escritas em 2013, antes de Bardella completar 18 anos, contêm comentários que sugerem que “todos os bancos são propriedades de judeus” e acusam os judeus de querer dominar outros povos. Essas declarações levantam preocupações sobre a continuidade da associação do RN com o antissemitismo, uma questão que já foi problemática devido aos posicionamentos históricos do fundador do partido, Jean-Marie Le Pen.
Em resposta às acusações, Bardella utilizou a plataforma X para desmentir categoricamente as alegações. “Contesto formalmente as acusações, que me atribuem comentários delirantes e antissemitas que alegadamente proferi quando era menor. Crop seja absurdo,” declarou. O político sustentou também que a divulgação dessas informações visa desestabilizar a sua campanha presidencial e atacar a sua honra.
O líder partidário avança que já instruiu o seu advogado a dar início aos procedimentos legais necessários contra o Mediapart. Além disso, a investigação aponta que Bardella teria expressado apoio às opiniões de Alain Soral, um activista de extrema-direita com um passado controverso ligado à negação do Holocausto.
Reacções à controvérsia não tardaram a surgir. Marine Le Pen, uma das principais figuras do partido, saiu em defesa de Bardella ao considerar as alegações como uma manipulação e farsa fabricada pela imprensa, acrescentando que “nenhuma pessoa saudável pode acreditar nesta estupidez.”
Com a pressão crescente à medida que a corrida eleitoral se aproxima, os desdobramentos desta acusação poderão ter um impacto significativo na imagem do RN e nas suas aspirações enquanto partido.
Na passada segunda-feira, três indivíduos perderam a vida ao tentarem atravessar o Canal da Mancha, numa tentativa de entrar de forma clandestina no Reino Unido.
As autoridades do departamento territorial de Pas-de-Calais, situadas na margem francesa do canal, confirmaram o trágico incidente.
Este episódio eleva para 22 o número de vítimas que faleceram desde o início do ano enquanto tentavam realizar a perigosa travessia do Canal da Mancha de forma ilegal.
Na semana anterior, as autoridades britânicas relataram a chegada de 781 migrantes ilegais ao país, o que representa o maior total diário de entradas não autorizadas registado até ao momento neste ano.
Na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou que a Ucrânia havia enviado cidadãos norte-coreanos capturados na linha da frente para a Coreia do Sul.
Esta revelação provocou uma forte reacção do Governo sul-coreano, que acusou Zelensky de tornar público um acordo secreto referente a esta transferência de prisioneiros de guerra.
A administração sul-coreana convocou o embaixador ucraniano em Seul, exigindo um pedido de desculpas formal. O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, expressou a sua perplexidade relativamente à decisão da Ucrânia de romper o acordo de confidencialidade, manifestando o seu descontentamento: “Estamos muito desapontados”.
Em resposta, Seong Ghi-hong, secretário para as relações públicas da presidência sul-coreana, qualificou a divulgação unilateral da informação por parte de Kiev como “um facto muito grave” que mina a confiança entre os dois países. Na manhã seguinte, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Park Yoon-joo, convocou o embaixador Andrii Vieshkin, que exprimiu o “profundo pesar” pela quebra do sigilo do acordo.
Por seu lado, a Ucrânia defendeu-se, afirmando que a confidencialidade não fazia parte do acordo. Dmytro Lytvyn, director de Comunicações da presidência ucraniana, salientou que a entrega dos soldados em segredo seria inusitada. “Relatamos apenas o facto: que foram enviados para a República da Coreia”, afirmou.
Seong Ghi-hong mais tarde rejeitou as alegações ucranianas, afirmando que a desinformação prejudica gravemente as relações amistosas entre os dois países. Em consequência do sucedido, a Coreia do Sul exige uma explicação e um pedido de desculpas formal. A presidência sul-coreana também está a avaliar “medidas adicionais” que possam ser necessárias.
Apesar de ter demonstrado solidariedade com a Ucrânia face à invasão russa, a Coreia do Sul tem mantido uma postura cautelosa, não fornecendo armamento letal em virtude da sua política de neutralidade. No entanto, o Governo sul-coreano enviou um pacote de apoio financeiro de cem milhões de dólares, limitado a equipamentos não letais.
A Ucrânia esperava um maior assertivismo diplomático da parte da Coreia do Sul, sobretudo devido à aliança militar entre a Coreia do Norte e a Rússia, que complicou os esforços de guerra ucranianos. Estima-se que Pyongyang tenha enviado desde outubro de 2024 cerca de 15 mil soldados e mais de seis mil engenheiros para apoiar as tropas russas, enquanto Kiev indica que cerca de 8.500 militares norte-coreanos ainda estão destacados em território russo, predominantemente na região fronteiriça de Kursk.
A Electricidade de Moçambique (EDM) divulgou um comunicado, através da sua Direcção de Operação do Sistema, informando a população sobre uma interrupção temporária no fornecimento de energia eléctrica.
Esta suspensão está relacionada com a realização de trabalhos de manutenção preventiva nas infra-estruturas eléctricas programados para a próxima quarta-feira, 30 de Setembro de 2026.
Conforme indicado na nota, a interrupção afecta particularmente a Província de Maputo, abrangendo os bairros de Fomento, Matola G e parte do Bairro Matola B. O corte de fornecimento ocorrerá entre as 07:00 e as 15:00 horas do dia mencionado.
A EDM alerta que, por questões de segurança, todas as instalações eléctricas devem ser tratadas como estando permanentemente em tensão durante o período de trabalho.
Os jovens talentos moçambicanos Alírio Júnior, Khensane Machel e Martinho Começar foram nomeados para integrar o melhor onze da fase de grupos da Taça COSAFA Sub-20 2026.
Esta competição, que decorreu na capital moçambicana, Maputo, não só serviu como uma plataforma para o desenvolvimento do futebol juvenil, mas também como um torneio de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN) Sub-20 de 2027, a realizar no Gana.
Durante o torneio, os três atletas mostraram-se essenciais para a performance da selecção moçambicana, os Mambinhas, contribuindo com oito dos 14 golos marcados pela equipa. Alírio Júnior e Martinho Começar formam uma dupla prometedora ao lado do goleador sul-africano Steven Mendes, enquanto Khensane Machel assume um papel de destaque como pivot no meio-campo, ao lado do sul-africano Lazola Maku e do zambiano Tumelo Mununga.
O onze ideal é predominantemente sul-africano, com 44 jogadores seleccionados, seguidos por dois da Zâmbia e dois da Namíbia.
A organização do torneio também recebeu elogios, com a impressão de que, além do desempenho em campo, a logística e a preparação do evento foram à altura das expectativas, conforme reportado por Manuel Cardoso.
O Arcebispo de Maputo e vice-presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), Dom João Carlos Hatoa Nunes, solicitou um esclarecimento célere sobre a morte do bispo de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, que foi assassinado a tiro na sua residência em Quelimane no dia 6 de Junho.
Em declarações à AIM, Dom João Carlos sublinhou a necessidade de que a investigação esclareça os factos, de modo a evitar especulações sobre o caso. “É a verdade que desejamos. O que realmente se passou ali naquela casa, naquele dia?” questionou o prelado, enfatizando que a Igreja Católica espera pelos resultados da investigação em curso.
Dom Osório Citora Afonso, que contava com 54 anos, foi fatally ferido por disparos de arma de fogo nas instalações episcopais, num contexto que permanece sob avaliação das autoridades. O arcebispo frisou que o ocorrido num ambiente que deveria ser seguro eleva a gravidade da situação. “Se tivesse ocorrido na estrada, poderíamos analisar sob uma outra perspectiva. Porém, aconteceu na própria casa; houve uma arma, houve um disparo”, salientou.
Desde o trágico evento, foram apreendidos diversos materiais que poderão auxiliar na elucidação dos factos, incluindo telefones celulares e computadores. Embora a Igreja reconheça que a investigação requer o seu tempo, Dom João Carlos considera fulcral que os resultados sejam divulgados. “Quanto mais tempo se demora, maior é o risco de surgirem especulações”, advertiu, realçando que os elementos recolhidos devem servir para esclarecer as circunstâncias da morte do bispo.
A morte de Dom Osório provocou um forte abalo na Igreja Católica em Moçambique, especialmente por ocorrer num espaço que é considerado seguro. O bispo era também Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira e secretário-geral da CEM.
Os membros da hierarquia católica, sob a liderança de Dom João Carlos, comprometeram-se a advogar por uma investigação transparente e pela preservação da confiança dos fiéis.
A polícia malauiana efectuou a detenção de dois cidadãos moçambicanos, no domingo, dia 27, sob a acusação de posse ilegal de várias armas de fogo.
O incidente teve lugar no posto de controlo da ponte Kamuzu, localizado no distrito de Chikwawa, no sul do Maláui, nas proximidades da fronteira com Moçambique.
Os indivíduos detidos foram identificados como Júlio Armando, de 25 anos, e Steven George, de 30 anos. A informação foi avançada pela porta-voz da Polícia Nacional malauiana, Gladys Chiawala, que revelou que os agentes da corporação desconfiaram dos suspeitos e os interceptaram antes de conseguirem atravessar o bloqueio policial. A operação resultou na apreensão de uma arma AK-47, duas pistolas Star, uma arma de fogo modelo Heckler & Koch, além de uma picareta, uma catana e um martelo.
Chiawala sublinhou que “armas de fogo ilegais e ofensivas não são permitidas nas nossas comunidades. Qualquer pessoa encontrada em posse de tais itens enfrentará todo o rigor da lei”.
A polícia malauiana ainda aproveitou a ocasião para recordar ao público que está em vigor um período de amnistia, que permite aos cidadãos entregarem armas de fogo ilegais às autoridades competentes, promovendo assim a segurança nas comunidades.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, declarou que a presença de droga nas imediações das escolas representa uma "linha vermelha", assegurando que...
A Companhia Industrial da Matola (CIM) emitiu um comunicado a rejeitar veementemente a suspensão por tempo indeterminado das suas operações de importação de trigo...