22 C
Matola
Terça-feira, Maio 19, 2026
Site Página 6

Vagas de emprego do dia 11 de Maio de 2026

Foram publicadas hoje, dia 11 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Site Supervisor – High Voltage Electrical

A SGS pretende recrutar um (1) Site Supervisor – High Voltage Electrical. Saiba mais.

2. Vaga para Completions Application Engineer

A Baker Hughes pretende recrutar um (1) Completions Application Engineer. Saiba mais.

3. Vaga para Agronomists (Mozambique)

A RINA pretende recrutar Agronomists (Mozambique). Saiba mais.

4. Vaga para MYP PHE Teacher

A Aga Khan Academy Maputo pretende recrutar um (1) MYP PHE Teacher. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para International Peacebuilding Programme Consultant

A International Organization for Migration (IOM) – UN Migration pretende recrutar um (1) International Peacebuilding Programme Consultant. Saiba mais.

2. Vaga para Education Officer – KOICA

A World Vision pretende recrutar um (1) Education Officer – KOICA. Saiba mais.

3. Vaga para Packaging Team Leader

A AB InBev pretende recrutar um (1) Packaging Team Leader. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Procurement

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende recrutar um (1) Oficial de Procurement. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Gestão de Informação (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informação (Maputo). Saiba mais.

6. Vagas para Assistentes de Armazém (Matola e Magude)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Assistentes de Armazém (Matola e Magude). Saiba mais.

7. Vagas para Oficiais de Saúde e Nutrição Escolar (Matutuine e Manhiça)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Saúde e Nutrição (Matutuine e Manhiça). Saiba mais.

8. Vaga para Motorista – (1) Nampula (EAC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista para o projecto EAC baseado em: Nampula. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial – Gestão de Informação (Nampula EAC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Gestão de Informação baseado em: Nampula. Saiba mais.

10. Vaga para General Manager – Project

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) General Manager – Project. Saiba mais.

11. Vaga para Security Technician

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Security Technician. Saiba mais.

12. Vaga para Analista de Crédito – Comercial

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Crédito – Comercial. Saiba mais.

13. Vaga para Especialista em Inclusão Económica

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Especialista em Inclusão Económica. Saiba mais.

14. Vaga para Gestor – Projecto/Consórcio (Cabo Delgado e Nampula)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Projecto/Consórcio (Cabo Delgado e Nampula). Saiba mais.

15. Vaga para HR Officer I – Pemba

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) HR Officer I – Pemba. Saiba mais.

16. Vaga para Moçambique – Consultancy Service for PARES project, Training on Visual Quality Control of Vegetables

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar um (1) Moçambique – Consultancy Service for PARES project, Training on Visual Quality Control of Vegetables. Saiba mais.

17. Vaga para Production Manager

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Production Manager. Saiba mais.

18. Vaga para Warehouse Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Warehouse Supervisor. Saiba mais.

19. Vaga para Safeguarding Officer

A Johanniter-Unfall-Hilfe e.V. International Assistance pretende recrutar um (1) Safeguarding Officer. Saiba mais.

20. Vagas para Médicos Generalistas

A Comunidade de Sant’Egidio – ACAP APS pretende recrutar dois (2) Médicos Generalistas. Saiba mais.

21. Vaga para Finance Assistant

A Johanniter-Unfall-Hilfe e.V. International Assistance pretende recrutar um (1) Finance Assistant. Saiba mais.

22. Vaga para Crane Eletrical Technician

A DP World pretende recrutar um (1) Crane Eletrical Technician. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor Administrativo

A 3R – Reduzir, Reusar e Reciclar pretende recrutar um (1) Gestor Administrativo. Saiba mais.

24. Vaga para Assistente de Contabilidade

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

25. Vagas para Ajudantes de Construção e Carpinteiros, Armadores de Ferro e Pedreiros

A RHDC – Consultoria & Serviços pretende recrutar 500 Ajudantes de Construção e 100 Carpinteiros, Armadores de Ferro e Pedreiros. Saiba mais.

Vaticano critica “Cura Gay” e defende inclusão de pessoas LGBTQIAPN+

O Vaticano divulgou um importante documento que aborda a inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ na Igreja Católica e critica veementemente as chamadas terapias de conversão, conhecidas como “cura gay”. O texto reconhece o sofrimento enfrentado por fiéis homossexuais e enfatiza a necessidade de promover práticas de acolhimento nas comunidades católicas.

Elaborado por um grupo de estudos vinculado ao Sínodo sobre a Sinodalidade – um processo convocado pelo Papa Francisco –, o relatório reúne reflexões teológicas e relatos de fiéis, abordando temas sensíveis relacionados à vivência da fé por pessoas atraídas pelo mesmo sexo.

Intitulado “Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes”, o documento defende que a Igreja deve enfrentar essas questões por meio da escuta e da experiência concreta dos fiéis.

Entre os pontos mais destacados, o texto reconhece que a comunidade cristã pode ser um espaço de “cura e inclusão”, mas também admite a possibilidade de reproduzir a exclusão. O relatório assinala que muitas pessoas LGBTQIAPN+ vivem em “solidão, angústia e estigma”, mesmo dentro da própria Igreja, e menciona a presença de atitudes de “homofobia e transfobia” em ambientes religiosos. “Trata-se de pessoas que frequentemente se sentem incompreendidas, marginalizadas e excluídas”, afirma o documento.

Com esta publicação, o Vaticano reafirma seu compromisso com a inclusão e a acolhida de todos os fiéis, buscando criar um ambiente mais receptivo e compreensivo dentro da Igreja. A iniciativa sinaliza uma mudança de postura em relação às questões de sexualidade e identidade de género, alinhando-se com a visão de um diálogo mais aberto e empático com todos os membros da comunidade católica.

Ussene Isse exige maior rigor na gestão de medicamentos em Moçambique

O Ministro da Saúde, Ussene Isse, apelou à adopção de decisões fundamentadas em dados e evidências no que diz respeito à gestão da cadeia de abastecimento de medicamentos, sublinhando que a dependência de métodos improvisados tem comprometido a eficácia do sistema nacional de saúde.

Durante a abertura do II Conselho Nacional de Logística Farmacêutica e Artigos Médicos, realizado hoje na capital, o governante expressou a sua insatisfação face à persistência de modelos de gestão baseados em práticas empíricas. “Actualmente, a gestão é pautada pela improvisação e emoções, e não por evidências, dados e números”, afirmou, defendendo uma abordagem mais rigorosa na planificação e distribuição de medicamentos.

Ussene Isse destacou que a deficiente utilização de dados tem levado à expiração de medicamentos e à má distribuição de produtos, os quais não se ajustam ao perfil epidemiológico do país. “Existem produtos que expiram devido a uma planificação inadequada. Estamos a aceitar doações que não correspondem ao perfil de doenças do nosso país”, apontou, sem revelar números específicos.

O Ministro frisou que a dificuldade encontra-se na aplicação dos instrumentos existentes, e não na sua ausência. “Não é por falta de normas ou instrumentos de gestão. O problema somos nós”, assegurou. O sector da saúde também enfrenta desafios associados à corrupção, à má utilização de recursos e à falta de responsabilização.

“Não haverá mais tolerância ao desperdício, ao roubo e ao laissez-faire”, alertou, defendendo um comando único e uma maior integração entre programas e níveis de gestão no sistema nacional de saúde.

Por sua vez, a representante da Organização Mundial da Saúde em Moçambique, Nelida Cabral, enfatizou a importância da logística farmacêutica para assegurar uma cobertura universal de saúde. Defendeu a necessidade de cadeias de abastecimento integradas, uma melhor coordenação institucional e a aceleração da digitalização dos processos logísticos.

“Sem dados oportunos e fiáveis, a cadeia de abastecimento perde a sua capacidade de resposta e eficiência”, sublinhou, realçando a importância da visibilidade em tempo real da cadeia logística como um factor crucial para minimizar rupturas de stock e desperdícios desnecessários.

Governo de Manica considera nova fase de retoma da mineração após suspensão

Após oito meses desde a implementação do decreto que ordenou a paralisação das actividades mineiras na província de Manica, o governo moçambicano está a considerar a autorização da terceira fase de retoma para mais empresas do sector.

Inicialmente, o levantamento da suspensão abrangeu empresas dedicadas à extracção de recursos minerais distintos do ouro, logo após a paragem das actividades. Em Dezembro do ano passado, seis das vinte e oito empresas que exploram ouro, anteriormente paralisadas, reiniciaram as operações. Este avanço foi possível em resultado do segundo levantamento da suspensão, por terem atendido às recomendações da equipa multi-sectorial de fiscalização.

Durante uma visita de trabalho ao distrito de Manica, o Secretário de Estado, Lourenço Lindonde, comunicou que, com base nas observações da equipa de fiscalização, um número crescente de empresas está a cumprir as directrizes estabelecidas. Lindonde indicou que a suspensão pode ser levantada em breve, permitindo assim que essas empresas retomem as suas actividades.

Apesar dos progressos, o Secretário de Estado destacou que o desafio persistente na área mineira continua a ser o garimpo ilegal, responsável pela contaminação das águas dos rios.

Os representantes das empresas mineradoras em Manica, que participaram na reunião com o dirigente, aguardam ansiosamente pela terceira fase do levantamento da suspensão, a fim de reiniciar as suas actividades. Importa recordar que cerca de três mil trabalhadores do sector mineiro viram os seus postos de emprego suspensos devido à interrupção das actividades na região.

Polícia mata três suspeitos de explosão de multibancos na África do Sul

Em um intenso confronto ocorrido na província sul-africana de North West, três suspeitos envolvidos na explosão de caixas electrónicas multibanco perderam a vida após um tiroteio com as forças da polícia.

Durante a operação, que visou desmantelar uma rede de assaltantes, cinco indivíduos foram detidos, incluindo um agente da polícia. As autoridades conseguiram ainda recuperar armas de grande calibre, indicando a potencialidade do armamento utilizado pelo grupo.

As forças de segurança estimam que o grupo de assaltantes era constituído entre 10 a 12 membros, revelando a gravidade da situação de insegurança na região.

As investigações prosseguem para esclarecer o alcance das actividades criminosas e identificar todos os membros envolvidos.

Moçambique destaca direitos humanos como pilar essencial da paz e desenvolvimento

O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, afirmou que Moçambique considera os direitos humanos não apenas uma obrigação internacional, mas um pilar fundamental para a paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável do país.

A declaração foi proferida esta semana em Genebra, durante a 52ª sessão do Grupo de Trabalho sobre o Mecanismo de Revisão Periódica Universal das Nações Unidas, que analisou o relatório de Moçambique sobre a situação dos direitos humanos.

Saize enfatizou que a boa governação é um compromisso do governo moçambicano em promover e proteger os direitos humanos, além do reforço contínuo do Estado de Direito. O ministro garantiu que o governo continuará a trabalhar em estreita colaboração com os parceiros para enfrentar os desafios que ainda subsistem. Manifestou, assim, a disposição total do país em participar na sessão de adopção do relatório final.

O governante destacou ainda os esforços para assegurar a responsabilização e prevenir abusos nos contextos de violência pós-eleitoral, assim como as medidas estruturais destinadas a fortalecer a integridade e credibilidade dos processos eleitorais.

Saize anunciou progressos no sector empresarial em matéria de direitos humanos, com a iminente aprovação de um instrumento estratégico nacional que visa integrar melhor as questões dos direitos nas práticas empresariais. Referiu, também, os avanços na adesão a instrumentos internacionais essenciais e o fortalecimento da protecção dos grupos vulneráveis através de reformas legislativas e parcerias internacionais. Este grupo inclui pessoas idosas, com deficiência e crianças afectadas por conflitos armados.

O ministro garantiu o fortalecimento do quadro institucional, com a criação de mecanismos de coordenação interministerial e a intensificação da cooperação com parceiros nacionais e internacionais. No que diz respeito à segurança, realçou o compromisso com a responsabilização dos sectores público e privado, bem como a viabilidade de adesão a iniciativas internacionais relevantes.

Reconheceu os desafios que permanecem, sobretudo na proteção dos jornalistas, reiterando a determinação em reforçar mecanismos eficazes de prevenção e resposta. Por último, no plano ambiental, Saize destacou os esforços concretos para integrar os direitos humanos nas políticas climáticas e ambientais, que incluem reformas legais e a elaboração de instrumentos estratégicos de financiamento.

OTM-CS critica violência xenófoba na África do Sul

A Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS) expressou a sua profunda condenação face ao aumento de actos xenófobos na África do Sul, onde a violência dirigida contra estrangeiros põe em risco a estabilidade, não apenas nacional, mas também regional e continental.

Os ataques têm como alvos principais cidadãos africanos, suscitando preocupação sobre as implicações para a coesão social na região. A OTM-CS, em comunicado, sublinha que “estes ataques não constituem actos isolados de violência urbana; eles representam ameaças sistémicas à coesão regional e continental, aos direitos laborais internacionais e aos princípios fundamentais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), do Conselho de Coordenação Sindical da África Austral (SATUCC), da SPSF e da União Africana”.

A central sindical exigiu que as autoridades sul-africanas se posicionem de forma firme e responsabilizem os perpetradores. Criticou, ainda, o uso de narrativas políticas que buscam justificar a violência, afirmando que “a xenofobia dos sul-africanos é alimentada por discursos oportunistas que culpam o trabalhador estrangeiro pelas falhas estruturais no emprego”.

A OTM-CS considera que a violência em questão encarna “o assassinato simbólico do espírito pan-africanista”, frisando a destruição de negócios e o impacto negativo no comércio regional, o que refreia a integração económica.

“Ao assistirmos ao linchamento de trabalhadores africanos e à destruição dos seus empregos e negócios sob a complacência das autoridades, assistimos a um atentado ao espírito pan-africanista”, ressaltou a organização.

Além de destacar a violação de compromissos, como a Carta Africana dos Direitos Humanos e a Agenda 2063, a OTM-CS apela à SADC, à União Africana e à COSATU para que rompam o silêncio em face desta situação alarmante.

Embora a organização reconheça a necessidade de cumprimento das normas migratórias, defende que estas não devem ser obstáculo à integração económica regional.

(AIM)

Combustíveis em Moçambique sofrem aumento de até 45,5%

A Autoridade Reguladora de Energia de Moçambique (ARENE) anunciou um aumento dos preços dos principais combustíveis líquidos de até 45,5%.

O aumento mais acentuado recai sobre o gasóleo, cujo preço passa de 79,88 para 116,25 meticais por litro, correspondendo a uma subida de quase 46%. O litro de gasolina, por sua vez, sofrerá um aumento mais moderado, passando de 83,57 para 93,86 meticais, representando uma subida de 12,1%. O preço do querosene, anteriormente fixado em 66,86 meticais, subirá para 97,56 meticais, o que se traduz num aumento de 46%. O gás natural veicular (CNG) terá um novo preço de 52,73 meticais por litro, comparado aos anteriores 41,11 meticais, enquanto o gás de cozinha (LPG) verá o seu custo aumentar de 86,05 para 87,82 meticais por quilo.

De acordo com Paulo da Graça, presidente da ARENE, esta informação foi divulgada após uma reunião do Conselho de Ministros. O ajuste dos preços dos combustíveis varia entre 1,7 meticais e 36,37 meticais por litro. “Esta actualização mantém Moçambique com preços baixos em comparação com a região da África Austral. O governo e a ARENE continuarão a monitorar a evolução dos preços no mercado, bem como desenvolver acções de supervisão para prevenir faltas de stock e práticas especulativas”, afirmou.

Da Graça esclareceu que esta actualização tinha sido anunciada para ocorrer “entre o final de Abril e o início de Maio”, tendo em conta os preços praticados a nível do mercado internacional. Desde o início de Abril, Moçambique tem recebido estes produtos a preços internacionais actualizados.

Nos últimos dias, o país enfrentou dificuldades no fornecimento de combustíveis, com estações de serviço fechadas, longas filas e limitações na compra de diesel ou gasolina, além da redução na oferta de transportes. O governo reconheceu que a crise dos combustíveis está ligada à escassez de divisas, especialmente dólares americanos, o que impede que o combustível chegue dos portos às bombas. As empresas responsáveis pelas estações de serviço enfrentam problemas financeiros para obter as garantias bancárias necessárias para a importação dos produtos.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, informou à Assembleia da República que os preços dos combustíveis seriam ajustados em resposta à tendência de alta nos mercados internacionais, influenciada pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

Aproximadamente 80% das importações de combustível de Moçambique passam por rotas conectadas ao Estreito de Ormuz, o que torna o impacto da guerra no Médio Oriente potencialmente devastador para a economia do país. O Estreito de Ormuz, responsável por quase 20% das vendas de petróleo mundial diariamente, enfrenta bloqueios que impossibilitam a passagem de navios transportando gás e petróleo.

Crise nos combustíveis em Lichinga gera filas e descontentamento

A recente subida dos preços dos combustíveis, particularmente da gasolina e do gasóleo, tem gerado inquietação entre automobilistas e operadores de transporte na cidade de Lichinga. 

A procura por abastecimento nos postos formais permanece elevada, com longas filas de viaturas e motorizadas a serem observadas em diversas localidades.

Os consumidores, diante do agravamento dos custos, relatam a falta de alternativas viáveis, essencialmente para garantir o transporte de mercadorias e a prestação de serviços básicos. A situação provoca preocupações, uma vez que o aumento dos preços dos combustíveis poderá ter impacto directo no encarecimento de produtos e serviços essenciais.

A governadora da província do Niassa, Judite Massengele, apelou aos automobilistas e transportadores para evitarem a especulação de preços. A governadora frisou a importância de aguardar decisões dos órgãos competentes em relação à possível alteração nos preços praticados nas diferentes rotas.

Os desafios enfrentados pelos cidadãos em Lichinga refletem a necessidade urgente de uma resposta por parte das autoridades competentes, a fim de mitigar os efeitos da subida dos preços nos combustíveis.

Moçambique libera um bilhão para retomar promoções na administração pública

A Primeira-Ministra de Moçambique anunciou a disponibilização de mil milhões de meticais (cerca de 15,6 milhões de dólares ao câmbio actual) para a retoma das promoções e mudanças de carreira na administração pública, após a suspensão destes processos em 2022 devido à escassez de fundos para cobrir os gastos necessários.

Durante uma sessão no Parlamento, na Assembleia da República, a Primeira-Ministra esclareceu que foram estabelecidas condições para avançar com a retoma das promoções e mudanças de carreira no sector público. Levi, citado pela imprensa, indicou que a administração pública conta com cerca de 180.500 funcionários que estão em condições de ser promovidos ou de mudar de carreira.

O Plano Económico e Social e o Orçamento do Estado (PESOE 2026) prevê a alocação de mil milhões de meticais para retomar gradualmente estas promoções, considerando os desafios macro-fiscais que o país enfrenta actualmente.

No último ano, o governo, através do Ministério da Administração do Estado, anunciou a destinação de um orçamento para permitir o que foram designados como “actos administrativos”. Contudo, foi admitido que os fundos eram insuficientes para abranger todos os funcionários elegíveis para promoção ou progressão na carreira.

Os grupos prioritários incluem os funcionários cujos processos já haviam sido analisados pelo Tribunal Administrativo antes da suspensão das promoções.

Coral Sul FLNG consolida Moçambique como potência mundial de LNG

Marica Calabrese, Directora da Eni Rovuma Basin, afirmou em Maputo que o projecto Coral Sul FLNG solidificou a posição de Moçambique como um dos principais produtores mundiais de gás natural liquefeito (LNG).

Em sua intervenção na 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC), que decorre na capital desde quarta-feira, Calabrese destacou os resultados positivos alcançados desde o início da produção, em 2022, e as perspectivas promissoras do Coral Norte FLNG.

O Coral Sul FLNG, conforme notou a responsável da petrolífera italiana, foi o primeiro projecto a colocar o gás da bacia do Rovuma em produção, num contexto de ceticismo generalizado sobre a viabilidade da iniciativa. “Os parceiros da Área 4, liderados pela Eni, estavam convencidos de que esse projecto era fundamental para o País”, afirmou Calabrese.

Segundo a Eni, a produção iniciada em 2022 demonstra actualmente uma estabilidade que não tem paralelo a nível global. O Coral Sul FLNG é apresentado como um feito tecnológico sem precedentes, sendo a única plataforma flutuante operando em águas ultraprofundas, ao mesmo tempo que cumpre rigorosos padrões internacionais de saúde, segurança e integridade técnica.

Os dados apresentados durante a conferência indicam que o projecto Coral Sul já gerou cerca de 300 milhões de dólares em receitas para o Estado moçambicano, além de mais de 150 carregamentos de gás natural liquefeito para exportação, resultados que sublinham o sucesso operacional e financeiro da iniciativa.

A Directora da Eni manifestou o orgulho da petrolífera e dos seus parceiros da Área 4, destacando que todos os moçambicanos devem também se sentir orgulhosos pelo que foi alcançado. “A Eni e todos os parceiros da Área 4 estão orgulhosos disso”, declarou.

Sobre o futuro da indústria de gás natural em Moçambique, Calabrese anunciou que o próximo capítulo será o Coral Norte FLNG, cujo plano de desenvolvimento já foi aprovado e a decisão final de investimento foi tomada. “O Coral Norte já está em construção e a produção deverá iniciar em 2028”, disse.

Este novo projecto, conforme explicou Calabrese, beneficiará da experiência acumulada com o Coral Sul, sendo uma versão tecnicamente melhorada da primeira unidade. Espera-se que gere maiores benefícios para o Governo moçambicano, aumente o conteúdo local e eleve os ganhos para o País. “O que nós fizemos de verdade foi uma cópia melhorada”, afirmou.

A responsável da Eni também realçou a importância da estratégia de conteúdo local, enfatizando que o envolvimento das empresas moçambicanas deve ser visto como parte natural do desenvolvimento industrial. A multinacional tem promovido diversas iniciativas para preparar as empresas nacionais para competir no mercado internacional de petróleo e gás, incluindo seminários e parcerias com universidades.

A Eni destacou ainda a realização de “Open Days”, destinados a conectar empresas moçambicanas às oportunidades existentes na cadeia de fornecimento do sector energético, com a participação de equipas de procurement baseadas em Maputo e Pemba.

Calabrese finalizou sua intervenção referindo-se ao potencial para o desenvolvimento de um terceiro grande capítulo na indústria de LNG, reiterando a expansão do gás natural na Bacia do Rovuma, afirmando: “Obviamente, há uma terceira história para o LNG. Não tem duas, tem três”.

Vagas de emprego do dia 08 de Maio de 2026

Foram publicadas hoje, dia 08 de Maio no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para International Peacebuilding Programme Consultant

A International Organization for Migration (IOM) – UN Migration pretende recrutar um (1) International Peacebuilding Programme Consultant. Saiba mais.

2. Vaga para Education Officer – KOICA

A World Vision pretende recrutar um (1) Education Officer – KOICA. Saiba mais.

3. Vaga para Packaging Team Leader

A AB InBev pretende recrutar um (1) Packaging Team Leader. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Procurement

O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil pretende recrutar um (1) Oficial de Procurement. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de Gestão de Informação (Maputo)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial de Gestão de Informação (Maputo). Saiba mais.

6. Vagas para Assistentes de Armazém (Matola e Magude)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Assistentes de Armazém (Matola e Magude). Saiba mais.

7. Vagas para Oficiais de Saúde e Nutrição Escolar (Matutuine e Manhiça)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar dois (2) Oficiais de Saúde e Nutrição (Matutuine e Manhiça). Saiba mais.

8. Vaga para Motorista – (1) Nampula (EAC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Motorista para o projecto EAC baseado em: Nampula. Saiba mais.

9. Vaga para Oficial – Gestão de Informação (Nampula EAC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Gestão de Informação baseado em: Nampula. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para General Manager – Project

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) General Manager – Project. Saiba mais.

2. Vaga para Security Technician

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Security Technician. Saiba mais.

3. Vaga para Analista de Crédito – Comercial

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Analista de Crédito – Comercial. Saiba mais.

4. Vaga para Especialista em Inclusão Económica

A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Especialista em Inclusão Económica. Saiba mais.

5. Vaga para Gestor – Projecto/Consórcio (Cabo Delgado e Nampula)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Projecto/Consórcio (Cabo Delgado e Nampula). Saiba mais.

6. Vagas para Estivadores

A Save the Children Internacional (SCI), Uma Organização Humanitária sem fins lucrativos com Seu enfoque virado ao Bem-Estar da Criança, pretende recrutar vinte e cinco (25) Estivadores. Saiba mais.

7. Vaga para HR Officer I – Pemba

A TechnipFMC pretende recrutar um (1) HR Officer I – Pemba. Saiba mais.

8. Vaga para Oficial – Supply Chain (Cabo Delgado – Pemba)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Supply Chain (Cabo Delgado – Pemba). Saiba mais.

9. Vaga para Moçambique – Consultancy Service for PARES project, Training on Visual Quality Control of Vegetables

A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar um (1) Moçambique – Consultancy Service for PARES project, Training on Visual Quality Control of Vegetables. Saiba mais.

10. Vaga para Production Manager

A Mota-Engil pretende recrutar um (1) Production Manager. Saiba mais.

11. Vaga para Warehouse Supervisor

A AB InBev pretende recrutar um (1) Warehouse Supervisor. Saiba mais.

12. Vaga para Safeguarding Officer

A Johanniter-Unfall-Hilfe e.V. International Assistance pretende recrutar um (1) Safeguarding Officer. Saiba mais.

13. Vagas para Médicos Generalistas

A Comunidade de Sant’Egidio – ACAP APS pretende recrutar dois (2) Médicos Generalistas. Saiba mais.

14. Vaga para Finance Assistant

A Johanniter-Unfall-Hilfe e.V. International Assistance pretende recrutar um (1) Finance Assistant. Saiba mais.

15. Vaga para Crane Eletrical Technician

A DP World pretende recrutar um (1) Crane Eletrical Technician. Saiba mais.

16. Vaga para Cost Controller and Contract Administrator

A RINA pretende recrutar um (1) Cost Controller and Contract Administrator. Saiba mais.

17. Vaga para Manager/Gestor de Consultoria

A EY pretende recrutar um (1) Manager/Gestor de Consultoria. Saiba mais.

18. Vaga para Gestor – MEAL (Matola)

A Save the Children Internacional, uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Monitoria e Avaliação (Matola). Saiba mais.

19. Vaga para Director – Recursos Humanos e Administração

A Population Services International (PSI) pretende recrutar um/a (1) Director(a) – Recursos Humanos e Administração. Saiba mais.

20. Vaga para Field Engineer Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Field Engineer Intern. Saiba mais.

21. Vaga para Field Specialist Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Field Specialist Intern. Saiba mais.

22. Vaga para Mechanical and Electrical/Electronics Technician Intern

A SLB pretende recrutar um (1) Mechanical and Electrical/Electronics Technician Intern. Saiba mais.

23. Vaga para Gestor Administrativo

A 3R – Reduzir, Reusar e Reciclar pretende recrutar um (1) Gestor Administrativo. Saiba mais.

24. Vaga para Assistente de Contabilidade

A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

25. Vagas para Ajudantes de Construção e Carpinteiros, Armadores de Ferro e Pedreiros

A RHDC – Consultoria & Serviços pretende recrutar 500 Ajudantes de Construção e 100 Carpinteiros, Armadores de Ferro e Pedreiros. Saiba mais.

Putin ignora cessar-fogo de Kiev e mantém ataques na Ucrânia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Vladimir Putin ignorou o cessar-fogo unilateral anunciado por Kiev, mantendo operações militares em várias frentes. 

Desde o início da trégua, o governo ucraniano reportou pelo menos 1.820 violações, afirmando que responderá “de forma simétrica” a qualquer quebra da pausa nos combates.

Zelensky afirmou que as forças russas não apenas não respeitaram o cessar-fogo, como intensificaram os ataques. “Os combates continuam em todos os principais segmentos da frente. É um flagrante desrespeito pelo cessar-fogo e pela preservação de vidas”, destacou o presidente ucraniano.

O cessar-fogo, que teve início à meia-noite de quarta-feira, foi apresentado pela Ucrânia como um gesto antecipado face à proposta russa de uma pausa nos combates nos dias 8 e 9 de Maio, em celebração do ‘Dia da Vitória’ da Rússia sobre a Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial. Apesar disso, Moscovo nunca reconheceu oficialmente o cessar-fogo proposto por Kiev.

As autoridades ucranianas relataram bombardeamentos em várias regiões, incluindo Zaporijia, onde infraestruturas industriais foram atingidas. Alertas aéreos foram activados em cidades como Kherson, Donetsk, Kharkiv, Sumy e Mykolaiv. Embora a escalada dos combates continue, Kiev assegura que manterá o compromisso com o cessar-fogo, ao mesmo tempo que alerta para uma resposta adequada a qualquer ataque.

Do lado russo, não foram reportadas acções militares ucranianas nas primeiras horas do cessar-fogo, evidenciando o contraste nas posições adoptadas por ambas as partes no conflito. A situação continua a ser monitorizada, enquanto as tensões permanecem elevadas na região.

Especialista afirma que pandemia de hantavírus “é baixo”

Robert Badura, infecciologista do Hospital de Santa Maria, declarou ao CM que a transmissão do hantavírus entre humanos é “rara”, embora a estirpe dos Andes, identificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em contágios analisados a bordo do MV Hondius, possa aumentar essa probabilidade.

Segundo Badura, essa variante do vírus afecta os pulmões de forma mais intensa, provocando hemorragias que podem resultar em secreções durante a tosse, potencialmente contagiando outras pessoas.

O médico comentou sobre os oito casos confirmados do vírus, dos quais três resultaram em morte, e indicou que a transmissão humano-humano ocorre geralmente através de contacto muito próximo, como beijos ou a partilha de camas. A hipótese mais aceita até o momento aponta para um casal neerlandês como ‘paciente-zero’, que contraiu o vírus após visitar um aterro para observação de aves.

Com mais de uma centena de pessoas a bordo do navio, cinco casos de hantavírus foram confirmados. Apesar da gravidade da situação, o infecciologista evita especulações sobre a possibilidade de uma nova pandemia, como a vivida durante a covid-19. “Creio que o vírus não tem essa capacidade, é um risco baixo. É importante compreender como estes casos ocorreram”, afirmou.

A OMS continua a monitorar a situação, que até agora está restrita ao MV Hondius. Nesta quarta-feira, três pessoas, incluindo dois tripulantes, foram retiradas do navio em Cabo Verde e transportadas ao aeroporto da Praia, com destino aos Países Baixos. Uma das aeronaves fez uma paragem nas Canárias, Espanha, para abastecimento.

A bordo do navio, encontram-se cerca de 150 pessoas originárias de 23 países diferentes, e as autoridades de saúde mantêm vigilância sobre o estado de saúde dos passageiros e tripulação.

Cruzeiro com casos de hantavírus segue viagem com passageiros assintomáticos

O navio de cruzeiro Hondius, que se encontrava ao largo do porto da Praia, em Cabo Verde, partiu com 144 passageiros a bordo, todos sem sintomas. 

A informação foi divulgada pela directora nacional de Saúde do país, Ângela Gomes, após a detecção de cinco casos suspeitos e dois confirmados de hantavírus a bordo da embarcação.

Durante a estadia do navio em Cabo Verde, três pessoas que apresentavam dificuldades respiratórias acabaram por falecer. A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que, antes da chegada do cruzeiro ao porto da Praia no último domingo, os doentes foram avaliados. Entre os afectados, ainda permanecem no navio dois membros da tripulação com sintomas e um passageiro que partilhou cabine com a última vítima fatal. Estes três indivíduos foram evacuados para aviões ambulância que partiram hoje de Cabo Verde rumo aos Países Baixos.

“O Ministério da Saúde informa que o navio cruzeiro Hondius deixou o território nacional após o cumprimento de todos os procedimentos definidos pelas autoridades sanitárias”, afirmou Ângela Gomes. A bordo, uma equipa composta por quatro profissionais de saúde, entre médicos e epidemiologistas, acompanha os passageiros, reforçando a assistência durante a viagem.

O navio está previsto para chegar às ilhas Canárias dentro de três dias, onde os passageiros deverão ser retirados e repatriados através do mecanismo europeu de protecção civil. O Hondius esteve sob quarentena em águas de Cabo Verde desde domingo, e as autoridades locais garantiram que a situação foi gerida de forma preventiva, sem registo de riscos para a população.

Os profissionais de saúde que acompanham a transferência dos ocupantes do navio para os aviões ambulância deverão cumprir um período de quarentena. Cabo Verde destacou o seu compromisso em colaborar com a comunidade internacional, observando rigorosamente as normas do Regulamento Sanitário Internacional, num contexto de saúde global complexo. A OMS também indicou que as Canárias são o porto mais próximo com todas as capacidades técnicas para lidar com a situação.

FADM reforçam segurança em Mocímboa da Praia com patrulhas intensivas

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) reforçaram o seu contingente e as operações de vigilância no distrito de Mocímboa da Praia, com especial atenção à localidade de Mitope. 

Esta mobilização tem como objectivo neutralizar possíveis movimentações de grupos terroristas e assegurar que as comunidades locais possam retomar as suas actividades quotidianas com segurança.

Os militares posicionados nesta área estratégica da província de Cabo Delgado mantêm um regime de prontidão combativa permanente. O plano operacional em vigor inclui patrulhas terrestres diárias e monitorização constante das vias de acesso, acções consideradas fundamentais para desencorajar incursões armadas e garantir a protecção das populações que regressaram às suas zonas de origem.

Segundo as FADM, além do reforço bélico e da presença física no terreno, a nova estratégia também se baseia numa colaboração mais estreita com os residentes. A partilha de informações entre a população e as forças de combate tem sido destacada como um elemento essencial para o sucesso das operações de limpeza e manutenção da ordem.

As autoridades militares reafirmam o seu compromisso de continuar e intensificar as missões de busca e destruição de esconderijos de insurgentes. O objectivo central é consolidar a autoridade do Estado e expandir o perímetro de segurança em todo o norte de Moçambique, assegurando que o desenvolvimento socioeconómico da região não seja prejudicado pela instabilidade.

Coreia do Norte abandona meta de reunificação com o Sul

A Coreia do Norte implementou uma mudança significativa em sua estratégia de Estado ao eliminar da sua Constituição qualquer referência à reunificação com a Coreia do Sul, definindo oficialmente sua relação com o vizinho como a de dois países distintos. 

Esta revisão, divulgada por Seul na quarta-feira, reflete anos de endurecimento político sob o regime de Kim Jong-un e estabelece a doutrina de dois Estados hostis na legislação fundamental do país.

A nova Constituição, aprovada em Março de 2026 durante uma reunião da Assembleia Popular Suprema, deixa de lado a cláusula que proclamava o objectivo de “alcançar a unificação da pátria”, a qual, por décadas, expressou a narrativa oficial que considerava as duas Coreias como uma nação dividida artificialmente.

O documento, conforme informado pelo Ministério da Unificação da Coreia do Sul, introduz pela primeira vez uma cláusula territorial explícita, apontando que o território da Coreia do Norte inclui as áreas “limitrofes à República Popular da China e à Federação da Rússia ao norte, bem como à República da Coreia ao sul”. O texto utiliza, de maneira significativa, o nome oficial do Estado sul-coreano.

Além disso, a nova legislação abrange as águas territoriais e o espaço aéreo correspondentes, enfatizando que o país “não tolerará jamais qualquer violação de seu território”. No entanto, não são delineadas de forma precisa as fronteiras com o sul, nem são mencionadas as disputas marítimas existentes.

O professor Lee Jung-chul, da Universidade Nacional de Seul, ressalta que esta é a primeira vez que a Constituição norte-coreana incorpora formalmente uma cláusula territorial, representando uma mudança estrutural na maneira como o regime define sua soberania. Este desenvolvimento levanta questões sobre o futuro das relações intercoreanas e a possibilidade de diálogo entre os dois países, que permanece bloqueado neste momento.

Governo planeia reabilitar 974 Km de estradas até 2029

O Governo de Moçambique anunciou a sua intenção de reabilitar 974 km de estradas durante o presente quinquénio, que abrange o período de 2025 a 2029. O plano inclui ainda a asfaltagem de 741 km, a manutenção anual de cerca de 15.000 km de estradas e a construção de 12 pontes. 

A informação foi divulgada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante a Sessão Parlamentar de Perguntas ao Governo na Assembleia da República, que encerra na quarta-feira.

Matlombe destacou que está em curso a implementação do Programa de Reabilitação de Estradas Rurais nas províncias da Zambézia e Nampula, abrangendo 1.308 km. Este programa tem como foco a melhoria do acesso e o reforço dos meios de subsistência das comunidades locais, contribuindo significativamente para a redução da pobreza.

Além destas iniciativas, o Governo está a implementar o programa “Mais Estradas – 2031”, recém-lançado pelo Presidente da República, cujo objectivo é acelerar a transformação da rede rodoviária nacional, com intervenções planeadas em mais de 3.000 km de estradas estratégicas até 2031.

Relativamente à Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal rodovia do país, o ministro informou que cerca de 55% do seu percurso de 2.620 km, que vai da cidade de Pemba (Cabo Delgado) à fronteira da Ponta D’Ouro (Maputo), está “em estado bom ou razoável”. Contudo, Matlombe reconheceu que as intervenções realizadas até ao momento, muitas delas de carácter localizado, tiveram um efeito limitado em relação ao nível de degradação existente, caracterizando-as como medidas paliativas.

O ministro também revelou que o Governo está a avançar para uma abordagem “mais estrutural”, que inclui a reabilitação do troço Gorongosa-Caia, o lançamento de concurso para o troço Chimuara-Nicoadala, a mobilização de financiamento para o troço Pambara-Inchope, e o desenvolvimento de parcerias público-privadas para o troço Marracuene-Xai-Xai. Estas acções visam melhorar a infraestrutura rodoviária do país e impulsionar o desenvolvimento socioeconómico.

Governo admite subida inevitável dos combustíveis em Moçambique

A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, informou à Assembleia da República que o governo considera a possibilidade de ajustar o preço dos combustíveis devido à sua tendência ascendente nos mercados internacionais.

Cerca de 80% das importações de combustíveis de Moçambique transitam por rotas ligadas ao Estreito de Ormuz, o que torna o país vulnerável aos impactos da guerra no Médio Oriente. O Estreito é vital, responsável por quase 20% do fluxo diário de vendas de petróleo a nível global, e actualmente enfrenta bloqueios que impedem a passagem de navios transportando gás e petróleo.

Durante uma sessão de perguntas pelos deputados, a Primeira-Ministra sublinhou que a situação internacional actual é marcada pela incerteza relativa ao desfecho do conflito no Médio Oriente. “Esta situação provocou uma tendência de alta nos preços dos combustíveis nos mercados internacionais, da qual Moçambique não está imune. Sendo um importador líquido de combustíveis, e considerando o contexto internacional, o país enfrentará um ajustamento gradual nos preços destes produtos ao nível nacional, o que se torna inevitável”, afirmou.

Nas últimas semanas, Moçambique tem enfrentado dificuldades no fornecimento de combustíveis, com várias bombas a encerrarem e filas longas nas estações de serviço, além de limitações na compra de gasolina e gasóleo, bem como uma redução no fornecimento de transportes.

O governo reconheceu que a crise de combustíveis está relacionada com a escassez de moeda estrangeira, especialmente dólares americanos, o que implica que “o combustível não chega aos postos devido aos problemas de tesouraria enfrentados pelas empresas que os operam”. Normalmente, os distribuidores de combustíveis utilizam garantias bancárias, denominadas em dólares, para pagar pelas encomendas feitas nos portos, mas alguns já não conseguiram obter estas garantias junto dos bancos comerciais.

Para mitigar os impactos negativos do aumento dos preços dos combustíveis na vida dos cidadãos e na economia, o governo implementará um conjunto de medidas multisectoriais. “Reiteramos o apelo a todos para que continuem a acompanhar a evolução da situação com serenidade e evitem propagar mensagens que possam gerar pânico na sociedade”, acrescentou.

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, declarou que o governo irá subsidiar o transporte público para atenuar os efeitos da crise de combustíveis, caracterizada por escassez e limitações nas importações. “O Governo pretende utilizar mecanismos de estabilização financeira para evitar grandes aumentos em larga escala para as famílias.

Esta abordagem assegura que a população mais vulnerável mantenha acesso ao transporte e a produtos essenciais, sem sofrer grandes impactos imediatos da crise de abastecimento”, concluiu.

Caixa Geral reitera apoio ao BCI e à economia moçambicana

O presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, reiterou hoje o firme compromisso da instituição portuguesa em apoiar o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e, por extensão, a economia moçambicana. 

A declaração foi feita durante uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo, que contou também com a presença de vários administradores do BCI.

O encontro teve como objectivo fortalecer a relação institucional entre as partes, reforçando a presença da CGD em Moçambique através da sua participação accionária no BCI. Paulo Macedo sublinhou a intenção da CGD em continuar a ser accionista do BCI, um banco que classifica como um importante agente da economia local. “Reafirmamos o interesse em apoiar o BCI e manter a nossa presença em Moçambique, um país que consideramos estratégico,” afirmou Macedo.

O responsável da CGD salientou ainda que a continuidade da presença da instituição em Moçambique deverá ocorrer em consonância com as autoridades nacionais, mostrando abertura para se ajustar às necessidades do contexto local.

Esta reunião sublinha a relevância da cooperação entre a CGD e as instituições moçambicanas, reafirmando o papel do BCI como um pilar fundamental no desenvolvimento económico do país.

Últimas Notícias Hoje

Califórnia enfrenta novo incêndio florestal com risco de evacuações

Um incêndio florestal, apelidado de Sandy, está a ameaçar milhares de residências no condado de Ventura, próximo a Los Angeles, na Califórnia.  O fogo, que...

Ataque armado em Centro Islâmico de San Diego resulta em cinco mortes

Um ataque a tiros no Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia resultou na morte de pelo menos cinco pessoas. A informação foi confirmada...

Greve indeterminada em Quelimane por salários atrasados há sete meses

Mais de 1.500 trabalhadores do Conselho Municipal de Quelimane iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado, reivindicando o pagamento de sete meses de salários...

Agricultores de Mecanhelas já comercializaram 482 toneladas de tabaco

Na presente campanha de comercialização, os agricultores do distrito de Mecanhelas, localizado no sul da província do Niassa, poderão arrecadar cerca de 670 milhões...