Uma explosão devastadora em uma fábrica de fogos de artifício na província de Hunan, na China, resultou na morte de 26 pessoas, com outras 61 feridas.
O trágico incidente ocorreu nesta segunda-feira (04), e o número de vítimas fatais foi confirmado na madrugada desta terça-feira. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre as causas da explosão.
Segundo a agência de notícias Xinhua, uma força-tarefa de resgate foi mobilizada, composta por cinco equipes, mais de 480 pessoas e três robôs para auxiliar nas operações de busca e socorro.
A explosão aconteceu por volta das 16h40, horário local (5h40 em Brasília), nas instalações da Huasheng Fireworks Manufacturing and Display Company, localizada em uma região reconhecida por sua produção em larga escala de fogos de artifício.
O presidente chinês, Xi Jinping, determinou a abertura de uma investigação abrangente e pediu que todos os esforços fossem direccionados para localizar quaisquer desaparecidos. O incidente levanta preocupações sobre a segurança nas fábricas de fogos de artifício, um sector que já enfrentou tragédias semelhantes no passado.
As autoridades locais devem agora investigar as circunstâncias que levaram a este desastre e implementar medidas para evitar que ocorrências semelhantes se repitam no futuro.
Uma explosão em uma mina de carvão no estado de Cundinamarca, na Colômbia, resultou na morte de nove mineiros, que ficaram presos a cerca de 600 metros de profundidade. O trágico incidente ocorreu na segunda-feira (04).
Segundo as autoridades locais, inicialmente, 15 mineiros estavam presos na mina. O governador de Cundinamarca, Jorge Emilio Reyo, informou que três deles conseguiram escapar dos escombros “por seus próprios meios” e uma pessoa foi encaminhada a um centro médico para avaliação. Além disso, outras três pessoas foram resgatadas com vida, conforme comunicado da Agência Nacional de Mineração.
As informações preliminares indicam que a explosão foi causada pelo acúmulo de gases na mina La Ciscuda, situada no município de Sutatausa, a aproximadamente 74 quilómetros ao norte da capital, Bogotá.
Equipes de resgate foram mobilizadas rapidamente para a área, com três ambulâncias — uma medicalizada e duas básicas — já presentes no local, conforme relatado pelo governador em suas redes sociais.
As autoridades também estão avaliando a necessidade de revisar o sistema de monitoramento contínuo de gases, a fim de determinar a viabilidade de entrada na mina e a possibilidade de resgatar os trabalhadores que ainda podem estar presos no interior. A tragédia destaca os riscos associados ao trabalho em minas de carvão e a urgência de medidas de segurança mais rigorosas para proteger os trabalhadores.
A Assembleia da República de Moçambique aprovou, em definitivo, a revisão pontual do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado (EGFAE), que altera a idade da reforma obrigatória dos actuais 60 para 65 a 70 anos.
A votação não ocorreu por consenso, com 201 dos 222 deputados presentes a votar a favor da medida, enquanto 21 se posicionaram contra. A Assembleia conta actualmente com um total de 250 deputados.
Em declarações após a votação, o deputado da Renamo, Juliano Picardo, expressou a sua desaprovação, considerando a lei desajustada face à realidade moçambicana, onde a esperança média de vida é de 61 anos. Picardo argumentou que esta decisão limita a entrada de jovens na Função Pública, uma camada social que deveria estar preparada para os desafios da era da inteligência artificial. “Defendemos uma administração pública jovem, capaz de responder aos desafios do século XXI”, afirmou.
Contrapondo-se, o deputado do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), José Lobo, salientou que a nova legislação não elimina a possibilidade de aposentação voluntária. “Acreditamos que a manutenção de profissionais com vasta experiência, como médicos e académicos, é essencial para o aproveitamento do conhecimento que pode ser transmitido às futuras gerações”, afirmou.
O deputado Ivandro Massingue, do PODEMOS, sublinhou que, num contexto de suspensão de novas contratações, forçar a aposentação de quadros experientes pode deixar sectores fundamentais, como a educação e a saúde, sem profissionais qualificados. “É crucial que a prorrogação da idade de reforma não seja utilizada como justificativa para bloquear o futuro da nova geração”, disse.
Por seu turno, Saíde Issufo Momade, da Frelimo, o partido no poder, defendeu que a presença de profissionais experientes traz melhorias significativas para a qualidade dos serviços públicos e garante uma transferência de conhecimento e mentoria às novas gerações. “A nossa bancada votou a favor, reconhecendo o impacto positivo que esta decisão terá no Estado e nos cidadãos”, concluiu.
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) anunciou a implementação de uma ampla campanha de vacinação destinada a proteger o gado e diversos animais de doenças que podem comprometer a produção pecuária em Moçambique.
A iniciativa visa vacinar aproximadamente 2,4 milhões de bovinos contra o carbúnculo hemático, um milhão contra o carbúnculo cintomático, 2,4 milhões contra a febre aftosa, 1,3 milhão contra a dermatose nodular e 20 mil bovinos contra a febre do Vale do Rift.
A cerimónia de lançamento da Campanha Nacional de Vacinação Animal 2026 decorreu no distrito de Magude, na província de Maputo. O evento foi presidido pelo secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Juízo, e a campanha abrangerá distritos e localidades em todo o território nacional.
Sob o lema “Por uma Pecuária Sustentável e Orientada para o Mercado”, a campanha não se limita apenas ao gado bovino. Estão previstas, ao longo do ano, a vacinação de mais de 44 milhões de galinhas do sector familiar contra a doença de Newcastle, assim como a imunização de mais de 300 mil cães e gatos contra a raiva.
A iniciativa é um passo importante para assegurar a saúde animal e garantir a sustentabilidade da produção pecuária em Moçambique.
O Conselho Municipal de Maputo revelou a criação de um fundo no valor de 70 milhões de meticais destinado a financiar iniciativas empreendedoras da juventude, no âmbito do recém-inaugurado Fundo Municipal para o Empoderamento da Juventude.
Durante a apresentação da iniciativa, o presidente do município, Rasaque Manhique, explicou que este constitui um marco significativo no fortalecimento das políticas locais de inclusão económica. O fundo tem como objectivo promover projectos que possam gerar emprego, aumentar a renda e dinamizar a economia da capital moçambicana.
“Estamos a investir no que Maputo possui de mais valioso, que é a sua juventude”, afirmou Manhique, esclarecendo que o financiamento será concedido com base em critérios que garantem transparência, inclusão e viabilidade das propostas apresentadas.
Com esta medida, o município planeia beneficiar directamente mais de cinco mil jovens ao longo deste ano, dando prioridade a iniciativas nas áreas de serviços, economia digital, indústrias criativas, agro-negócio e pequenas indústrias. O montante total será distribuído pelos sete distritos municipais, com cada um a receber cerca de 10 milhões de meticais.
Os jovens seleccionados não apenas receberão financiamento, mas também terão a oportunidade de participar em programas de capacitação nas áreas de gestão de negócios, educação financeira e desenvolvimento de projectos, visando assegurar a sustentabilidade das suas iniciativas.
O vereador da Juventude e Criação de Conhecimento, Nércio Duvane, apontou que este fundo preenche uma lacuna no apoio directo ao empreendedorismo juvenil, atingindo cidadãos entre os 18 e 35 anos que residem no município.
As autoridades municipais apelam a uma adesão significativa por parte dos jovens, enfatizando que o êxito do programa estará também condicionado à responsabilidade na gestão e reembolso dos valores atribuídos, de modo a garantir a continuidade desta iniciativa nos próximos anos.
A partir de quarta-feira, os consumidores sul-africanos enfrentarão um aumento nos preços dos combustíveis. O litro da gasolina verá um acréscimo de 3 rands e 27 céntimos, o que equivale a pouco mais de 12 meticais.
Por sua vez, o gasóleo terá um aumento de 6 rands, aproximadamente 24 meticais.
O governo da África do Sul atribui esta subida à escalada dos custos globais do petróleo e à desvalorização da moeda local, o rand. Este ajuste nos preços dos combustíveis poderá exercer uma pressão significativa sobre os custos de transporte e contribuir para a inflação em geral.
Este é o segundo ajuste nos preços dos combustíveis desde o início do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irão.
A empresa pública de portos e caminhos de ferro de Moçambique (CFM) anunciou a reabertura da linha ferroviária do Limpopo, que esteve encerrada durante três meses devido às intensas chuvas e subsequentes inundações que ocorreram em Janeiro.
A gestão da CFM confirmou que a linha está agora disponível tanto para o transporte de mercadorias como para passageiros. A linha do Limpopo liga Maputo a Chicualacuala, na fronteira com o Zimbabwe, e inclui ainda serviços a Xinavane, uma cidade produtora de açúcar.
Inicialmente, a CFM esperava que a linha pudesse ser reaberta até 17 de Março, contudo, essa previsão foi adiada para meados de Abril, com a operação a reiniciar apenas a 1 de Maio.
Em condições normais, circulam quatro comboios por dia na linha do Limpopo. A interrupção prolongada impossibilitou a chegada de comboios de mercadorias ao Zimbabwe, resultando em significativas perdas financeiras para a CFM.
No dia 23 de Abril, o presidente da CFM, Agostinho Langa, revelou que as perdas rondam os 47 milhões de dólares. Desse total, 12,75 milhões correspondem a carga perdida e 25 milhões são atribuídos aos custos de reparação da linha.
Langa alertou que “estes são valores significativos, que podem comprometer os resultados previstos para 2026, se não adoptarmos medidas eficazes.”
Os governos de Moçambique e da África do Sul estão a reforçar contactos diplomáticos em resposta à recente onda de manifestações e actos xenófobos contra estrangeiros indocumentados no país vizinho.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, está previsto para deslocar-se amanhã (5) a Pretoria, onde se reunirá com o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa.
A visita do Presidente Chapo tem como objectivo avaliar a situação actual e procurar soluções conjuntas que assegurem uma convivência pacífica, numa época de crescente tensão nas cidades sul-africanas, onde comunidades estrangeiras têm sido alvo de protestos e ameaças de expulsão.
A informação foi divulgada hoje em Maputo pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana, Maria de Fátima Manso, que assinalou que o Governo moçambicano está a acompanhar a situação desde o início das manifestações, que tiveram origem em grupos de cidadãos sul-africanos.
Segundo a Secretária de Estado, os actos xenófobos têm sido mais frequentes na cidade de Durban, com o intuito de pressionar as autoridades a expulsar imigrantes indocumentados. Manso destacou que mais de 300 mil moçambicanos residem na África do Sul e, neste momento, enfrentam um ambiente de medo e incerteza.
Apesar do clima de tensão, a Embaixada de Moçambique na África do Sul não tem reportado, até ao momento, óbitos, agressões ou perdas patrimoniais de cidadãos moçambicanos resultantes destas manifestações. Contudo, têm circulado mensagens nas redes sociais convocando protestos em cidades como Cape Town, Joanesburgo, Pretoria e Durban, o que elevou o nível de alerta das autoridades.
As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, juntamente com a polícia sul-africana, estão a monitorizar a situação, prevendo-se um reforço das medidas de segurança para conter as manifestações e prevenir episódios de violência. O Executivo moçambicano também instruiu as suas missões diplomáticas e consulares na África do Sul a intensificarem a assistência e protecção aos cidadãos moçambicanos que ali residem.
Em continuidade dos esforços de cooperação, os governos de Moçambique e da África do Sul mantêm um contacto regular para mitigar o impacto dos protestos. O governo moçambicano está, ainda, a criar condições junto à fronteira de Ressano Garcia para acolher os cidadãos nacionais que, por questões de segurança, desejem retornar ao seu país.
A Secretária de Estado apelou ao governo sul-africano para garantir a proteção e segurança não apenas dos moçambicanos, mas também dos demais africanos residentes na África do Sul, incluindo comunidades zimbabweanas, malawianas, ganesas, nigerianas e somalis, que também têm sido afetadas pela situação actual.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, realizou uma visita de solidariedade à residência da família Mondlane, situada no Bairro 25 de Junho, na Cidade de Maputo.
A visita surge na sequência do falecimento da Senhora Virgínia Bila Mondlane, mãe de Venâncio Bila Mondlane, membro do Conselho de Estado.
Durante a sua passagem pela casa da família enlutada, o Chefe do Estado expressou o seu profundo pesar pela perda da Senhora Mondlane. Daniel Chapo transmitiu à família os seus sentimentos de condolência, oferecendo conforto em tempos de dor e consternação.
A visita do Presidente reflete a sua sensibilidade e solidariedade para com os moçambicanos em momentos difíceis.
A Catholic Relief Services (CRS) pretende recrutar um (1) Moçambique – Consultancy Service for PARES project, Training on Visual Quality Control of Vegetables. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial– MEAL baseado (a) em Nacarôa. Saiba mais.
A Save the Children Internacional, uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Monitoria e Avaliação (Matola). Saiba mais.
A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.
Um navio petroleiro, identificado como Eureka e operando sob a bandeira de Togo, foi sequestrado na região costeira do Iémen, especificamente em Shabwa. O incidente ocorreu no sábado (02), conforme relatado pela Guarda Costeira do país.
Segundo as autoridades iemenitas, a embarcação foi abordada por homens armados que se encontravam em barcos, sendo posteriormente desviada em direcção à Somália. A Guarda Costeira do Iémen afirmou que a localização do navio sequestrado já foi identificada.
“Estão em curso esforços para monitorar de perto a situação e tomar as medidas necessárias com o objectivo de recuperar o petroleiro e garantir a segurança da sua tripulação,” informou um trecho do comunicado emitido pela autoridade marítima iemenita.
Caso o sequestro do Eureka seja confirmado, ele se soma a uma série de episódios de pirataria que têm ocorrido no Golfo de Aden e no Oceano Índico, onde grupos da Somália actuam desde meados da década de 1990. A situação levanta preocupações sobre a segurança na navegação nesta região, bem como a protecção das embarcações que operam nas suas águas. As autoridades locais e internacionais devem intensificar esforços para combater a pirataria e assegurar a segurança marítima.
Um trágico acidente envolvendo um caminhão “monster truck” resultou na morte de três pessoas e deixou 35 feridas durante um evento na cidade de Popayán, Colômbia, no domingo (03).
Segundo a polícia local, o condutor do veículo perdeu o controle após passar por um obstáculo, atropelando a multidão que assistia ao espectáculo.
Imagens do incidente mostram o momento em que o motorista não consegue controlar o veículo, culminando em uma situação devastadora para os espectadores. O governador do estado de Cauca, onde está localizada Popayán, manifestou sua solidariedade às famílias das vítimas.
“Desde a nossa Secretaria de Saúde, dispusemos toda a nossa capacidade institucional e a articulação com a rede hospitalar pública e privada, bombeiros e rede de ambulâncias para atender à situação. Expressamos nossa solidariedade com os familiares de quem foi afectado neste trágico acidente, assim como com nossa cidade capital, Popayán”, declarou o governador de Cauca, Octávio Guzman.
Segundo informações do jornal colombiano Caracol, as vítimas fatais incluem dois adultos e uma criança. Os feridos foram encaminhados a várias unidades hospitalares da cidade para receber o atendimento necessário.
O evento trágico levanta preocupações sobre a segurança em actividades desse tipo e a necessidade de regulamentações mais rigorosas para garantir a protecção do público. As autoridades locais devem agora investigar as circunstâncias que levaram ao acidente.
A Organização dos Trabalhadores de Moçambique (OTM), a principal federação sindical do país, levantou sérias preocupações sobre a natureza precária do emprego em Moçambique.
Aproximadamente 95% dos trabalhadores encontram-se em situações de informalidade, conforme revelado pelo Secretário-Geral da OTM, Damião Simango, durante uma declaração proferida na passada sexta-feira, em Maputo, em celebração do Dia Internacional do Trabalhador, a 1 de Maio.
Simango destacou que, apesar dos progressos alcançados ao longo das últimas décadas, assistimos a uma erosão sistemática dos direitos sociais dos trabalhadores. A expansão do trabalho precário, a subcontratação e o enfraquecimento das relações laborais são características preocupantes do cenário actual.
“Milhões de trabalhadores do sistema formal não possuem contractos, não têm direito a um salário mínimo, nem acesso à protecção social. São trabalhadores invisíveis. É imprescindível implementar uma estratégia de formalização progressiva para que as convenções internacionais deixem de ser meros protocolos”, afirmou.
O Secretário-Geral da OTM sublinhou a necessidade de uma reflexão profunda sobre os direitos e interesses dos trabalhadores, indicando que a organização deve perseverar na luta pela implementação eficaz das convenções internacionais.
A elevada taxa de desemprego juvenil surge como um dos principais desafios, assim como os riscos associados à segurança e saúde ocupacional. “Estamos a defrontar uma pandemia silenciosa, com centenas de acidentes laborais anuais, muitos dos quais não são sequer reportados”, disse Simango.
Na esfera económica, o líder sindical apelou a uma mudança estrutural no modelo de desenvolvimento. “Exportamos matérias-primas e importamos produtos acabados, o que, na prática, equivale a exportar empregos”, concluiu.
O ministro do Interior, Paulo Chachine, revelou que a recente onda de desinformação sobre o alegado atrofiamento de órgãos genitais masculinos já resultou em 39 mortos e 74 feridos em diversas províncias do país, com maior impacto em Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia.
Além disso, 132 indivíduos foram detidos, acusados de envolvimento em agressões físicas e linchamentos de cidadãos inocentes.
Durante a cerimónia de abertura do ano lectivo de 2026 da Escola de Sargentos da Polícia (ESAPOL), realizada em Metuchira, província de Sofala, o ministro descreveu a situação como “deplorável e condenável”, alertando para o clima de pânico, desconfiança e violência provocados por tais boatos, que têm consequências graves para a sociedade.
“Este fenómeno, que se manifestou pela primeira vez no dia 18 de Abril em Cabo Delgado, já contabiliza 93 casos, com 74 feridos e 39 óbitos”, afirmou Chachine.
Face ao aumento da violência, o governante apelou à unidade nacional para combater a propagação de rumores e prevenir novos ataques a inocentes. “Devemos unir esforços contra este mal que, se persistir, colocará em risco a nossa harmonia social”, enfatizou.
Chachine reiterou a urgência em desmantelar a narrativa em torno do alegado fenómeno, que classificou como inexistente, argumentando que o seu propósito é desviar a atenção da população das actividades produtivas e fomentar instabilidade social. “São muitas vidas inocentes perdidas por causa de algo que não existe”, frisou.
Com os tumultos associados à difusão de desinformação, 132 indivíduos estão detidos por alegado envolvimento em actos de agressão e linchamento, conforme os dados apresentados pelo ministro.
Adicionalmente, Chachine instou as autoridades policiais a reforçarem a vigilância e a actuar prontamente para impedir qualquer tentativa de propagação de informações que possam causar desordem pública, ao mesmo tempo que incentiva a população a denunciar quaisquer manifestações que ameacem a paz social.
A intervenção do ministro foi marcada pelo trágico balanço associado a esta onda de desinformação, uma questão que tem preocupado as autoridades moçambicanas.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial– MEAL baseado (a) em Nacarôa. Saiba mais.
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A CRH Consultores, Lda pretende recrutar um/a (1) Consultor(a) de Viagens, para uma empresa que opera no ramo de Turismo, Logística e Transporte. Saiba mais.
Um grupo de terroristas islamitas invadiu a vila de Minhoene, localizada no distrito de Ancuabe, na província nortenha de Cabo Delgado. Durante este ataque, os indivíduos incendiariam uma igreja católica histórica na paróquia de São Luís de Montfort.
Os terroristas obrigaram os residentes a abandonar as suas casas, que também foram consumidas pelas chamas. Um vídeo que se tornou viral nas redes sociais revela os escombros da igreja após o acto de vandalismo.
Fontes locais indicam que forças armadas moçambicanas e ruandesas foram destacadas para a região, com o intuito de restaurar a segurança no distrito de Ancuabe. Suspeita-se que os atacantes, em grande parte crianças e adolescentes, tenham fugido para o distrito de Montepuez.
De acordo com um relatório do projecto independente de registo de conflitos, ACLED (Armed Conflict Location and Event Data Project), a actividade terrorista tem vindo a intensificar-se desde Abril, especialmente nas localidades dos distritos de Macomia (Litandacua) e Muidumbe (Miangaleua).
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do Governo com a promoção da liberdade de imprensa, considerado um pilar fundamental da democracia e um instrumento essencial na promoção da paz, transparência e justiça social.
Numa mensagem dirigida à Comunicação Social moçambicana, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Chefe do Estado destacou a importância dos órgãos de informação na construção de uma sociedade mais plural e aberta, particularmente numa época de rápidas transformações tecnológicas e crescentes ameaças à segurança dos profissionais da área.
Na sua comunicação, Chapo afirmou que “promover e proteger a liberdade de imprensa é defender a paz, a fraternidade, a solidariedade, a democracia, o amor ao próximo e o respeito à diferença”. Realçou que a liberdade de imprensa, junto à liberdade de expressão e ao direito à informação, é um direito fundamental consagrado na Constituição da República.
Este ano, sob o lema “Moldando um Futuro em Paz”, o Presidente enfatizou que a celebração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa deve reforçar a salvaguarda do exercício do jornalismo, essencial para a convivência pacífica, num cenário internacional repleto de incertezas e ameaças à paz.
Chapo também fez questão de enaltecer o trabalho dos jornalistas moçambicanos, reconhecendo o seu contributo para a consolidação do Estado de Direito Democrático, muitas vezes em condições adversas que exigem coragem, ética e um elevado sentido de responsabilidade profissional.
O Presidente reiterou, ainda, o compromisso governamental em criar as condições necessárias para o exercício livre, responsável e seguro da actividade jornalística, promovendo um ambiente de respeito pelos direitos, liberdades e garantias fundamentais de todos os cidadãos, incluindo os profissionais da comunicação social.
O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado anualmente a 3 de Maio, foi proclamado pela UNESCO em 1991, após a Declaração de Windhoek, e reconhecido formalmente pelas Nações Unidas em 1993. A data visa celebrar os princípios fundamentais da liberdade de imprensa, avaliar a situação dos meios de comunicação e homenagear os jornalistas que perderam a vida no exercício da sua profissão.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) revelou que, no ano de 2025, contribuiu com aproximadamente 300 milhões de dólares norte-americanos ao Estado moçambicano, através de impostos, taxas e dividendos.
Esta realização ocorreu apesar das significativas restrições hidrológicas que afectaram a produção e o fornecimento de energia.
As contas do exercício económico de 2025 foram aprovadas por unanimidade durante a sessão ordinária da Assembleia Geral da HCB, realizada a 30 de Abril. A empresa conseguiu manter os seus compromissos comerciais, continuando a fornecer energia não apenas à Electricidade de Moçambique (EDM), mas também à Eskom da África do Sul, à Zimbabwe Electricity Supply Authority (ZESA) e aos mercados do Southern Africa Power Pool (SAPP).
Tomás Matola, presidente do Conselho de Administração da HCB, declarou que a empresa gerou receitas na ordem de 344 milhões de dólares, resultando num lucro líquido de 112 milhões de dólares. Este desempenho é um reflexo da gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros da companhia.
A exportação de energia desempenhou um papel crucial na geração de divisas, contribuindo para a solidez da balança de pagamentos de Moçambique. Contudo, a empresa enfrentou um desafio significativo com a acentuada redução do armazenamento de água na albufeira, que, no final da época chuvosa 2024/2025, se situava em 26,01 por cento. Graças a medidas de restrição e recuperação, este volume aumentou para 27,23 por cento até 31 de Dezembro de 2025, um valor superior aos 21,19 por cento registados no ano anterior.
No que diz respeito à modernização, a HCB avançou com projectos de reabilitação, incluindo a Central Sul e a Subestação Conversora do Songo. Além disso, continuam a ser desenvolvidos projectos de expansão, como a Central Norte e a Central Fotovoltaica, que visam reforçar a capacidade de produção e diversificar a matriz energética do país.
Para 2026, as perspectivas são optimistas, com os níveis de armazenamento de água na albufeira a situarem-se actualmente em 56 por cento. Este cenário poderá facilitar uma produção superior aos 11.716,76 GWh previstos para este ano, representando um crescimento de 7,29 por cento comparativamente a 2025.
Matola sublinhou que os resultados obtidos em 2025 evidenciam a resiliência da HCB face a um contexto hidrológico adverso, assim como o compromisso da empresa com a sustentabilidade operacional e a criação de benefícios económicos e sociais para o país.
O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) reafirmou o seu compromisso em promover a criação de redes organizadas de mulheres em Moçambique, visando incrementar a sua participação na gestão de bens públicos, na prevenção de conflitos e na consolidação da paz.
A afirmação foi realizada pelo director executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo, durante a 2.ª Conferência de Mulheres Religiosas, Académicas, Políticas e da Sociedade Civil, que decorreu na cidade da Beira, na província de Sofala.
Mulhovo sublinhou a importância do reforço da liderança feminina como um elemento crucial para transformar crises em oportunidades de desenvolvimento sustentável, assim como para fortalecer as respostas comunitárias face a conflitos e desastres naturais.
“São as mulheres que, em muitos casos, suportam o maior peso das crises, enfrentando deslocamento, insegurança, pobreza e riscos acrescidos de violência baseada no género. Contudo, também são as mulheres que lideram, que cuidam, que organizam, que mobilizam e que reconstruem”, declarou.
O director executivo defendeu que o papel das mulheres deve ser reconhecido não apenas como uma resposta à vulnerabilidade, mas como uma força activa na reconstrução social, na mediação comunitária e na promoção do diálogo.
Neste contexto, o responsável destacou iniciativas como o programa PROPAZ – Cultura para Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social – considerando-as instrumentos essenciais para fortalecer as infraestruturas locais de paz e criar espaços de mediação e prevenção de conflitos.
“Com a convergência de vozes da fé, da academia, da política e da sociedade civil, estamos a criar um ecossistema de solidariedade regional que ultrapassa fronteiras, permitindo que boas práticas da região da SADC sejam partilhadas e convertidas em políticas inclusivas”, enfatizou.
Mulhovo salientou ainda que a missão do IMD de consolidar a democracia multipartidária em Moçambique depende, necessariamente, da inclusão efectiva das mulheres nos diversos pilares da governação, da gestão de crises e dos processos de paz.
A Conferência reuniu participantes de Eswatini, África do Sul e Zâmbia, sublinhando a dimensão regional do debate em torno da liderança feminina em contextos de conflito e desastres naturais.
Aproximadamente cinco mil trabalhadores de empresas prestadoras de serviços no distrito de Boane encontram-se em situação de incerteza, à espera de indemnizações em decorrência do encerramento da Mozal, a principal indústria de fundição de alumínio em Moçambique.
Estes trabalhadores estão filiados a cerca de 20 empresas que prestavam serviços à Mozal. O Secretário-geral do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica, Metalomecânica e Energia, Américo Macamo, revelou que muitas dessas empresas ainda não estabeleceram acordos com a massa laboral, o que tem dificultado o processo de indemnização.
O encerramento das instalações da Mozal ocorreu em Março deste ano, resultado da incapacidade da empresa em suportar os elevados custos de produção.
Um incêndio florestal, apelidado de Sandy, está a ameaçar milhares de residências no condado de Ventura, próximo a Los Angeles, na Califórnia.
O fogo, que...
Mais de 1.500 trabalhadores do Conselho Municipal de Quelimane iniciaram hoje uma greve por tempo indeterminado, reivindicando o pagamento de sete meses de salários...
Na presente campanha de comercialização, os agricultores do distrito de Mecanhelas, localizado no sul da província do Niassa, poderão arrecadar cerca de 670 milhões...