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Terça-feira, Abril 7, 2026
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A dor do polícia expulso das fileiras da PRM

A dor do polícia expulso das fileiras da PRM
Expulso sem justa causa da corporação, Bonifácio João Baptista, de 39 anos de idade, natural da cidade de Nampula e residente no bairro de Muatala, sente na pele o drama da condição de desempregado. Sem perspectiva de reintegração nas fileiras da Polícia da República de Moçambique, ele luta para sustentar a sua família. E, diga-se de passagem, guarda mágoas do antigo comandante provincial da PRM em Nampula, Jorge Khalau.

O cidadão Bonifácio João Baptista e três colegas seus foram expulsos da corporação sem justa causa. A história começou no mês Novembro de 1994 quando ele e o seu colega Victor Isac foram chamados pelo seu chefe e levados para a prisão alegadamente por terem abandonado o posto de trabalho no dia anterior, tendo ficado nos calabouços durante cinco dias onde eram torturados.

Numa das habituais formaturas semanais, que acontecem nas segundas-feiras, eles foram apresentados aos colegas a nível da cidade como “desertores”, tendo sido posteriormente expulsos das fileiras da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Baptista afirmou que depois da decisão do comandante provincial, na altura Jorge Khalau, foram forçados a abandonar o recinto e tratados como cães.

“No suposto dia que alegam que teríamos abandonado o posto de trabalho, não devíamos trabalhar a partir das 18 horas. A nossa obrigação era vigiar a zona arredores da casa do comandante provincial. E fazíamos essa actividade durante a noite, pois tínhamos deixado dois colegas de sentinela a substituírem-nos como mandam as normas policiais”, contou o ex-polícia tendo acrescentado que faziam patrulha e voltavam para o posto de trabalho.

Entretanto, quando Baptista e o seu colega regressavam ao posto de trabalho, como era habitual, por volta das cinco horas para cumprir o seu turno, foram surpreendidos com a notícia de que seriam recolhidos para as celas do Comando Provincial da PRM em Nampula.

Quando procuraram saber as razões, foram informados de que teriam abandonado o posto de trabalho. “Na verda- de, a nossa obrigação era fazer patrulha e não trabalhar como sentinelas”, diz.

Aquele ex-membro da PRM em Nampula afirmou que em Novembro de 1994 foi expulso sem aviso prévio nem um documento que o obrigasse a abandonar a corporação. Durante aproximadamente três meses, Bonifácio Baptista deslocava-se até ao Comando Provincial, porém, por ordem do comandante provincial, não o deixavam assinar o livro de ponto e, muito menos, entrar no recinto.

Várias tentativas em busca de esclarecimento

O nosso entrevistado afirmou que, sem sucesso, remeteu vários requerimentos a solicitar um diálogo com o comandante provincial, além de pedir a sua reintegração nas fileiras da PRM. Bonifácio Baptista disse que já submeteu diversos documentos ao Comando Geral da PRM, na cidade e província de Maputo, a solicitar que fossem feitas investigações sobre a sua situação, mas nada foi feito.

Segundo o ex-membro da PRM, no total foram 15 requerimentos submetidos ao Comando Geral e mais de 17 ao Comando Provincial.

Em 2009, foi solicitado a anexar ao pedido cinco documentos, nomeadamente fotocópia de Bilhete de Identidade, Declaração do Bairro, Certificado de Registo Criminal, Certificado de Formação e Atestado Médico.

Bonifácio afirma ter tratado todos os documentos solicitados em duas semanas e encaminhado de imediato para o Comando Provincial, porém, nunca chegou a receber uma resposta sequer.

O mais inquietante é que não teve sucesso, quando tentou marcar uma audiência com os comandantes que passaram pelo Comando da província de Nampula.

“Já tentei marcar audiência com todos os comandantes, desde Jorge Khalau que me expulsou, passando por José Weng San, Manuel Saíde, Arsénia, até ao actual”, disse.

Pedidos a Jorge Khalau

Baptista vive em condições de pobreza extrema. Na sua família, é a única pessoa que teve a sorte de se sentar no banco de uma escola.

O seu sonho era trabalhar para sustentar os seus parentes, tendo-o realizado quando obteve formação policial e, de seguida, foi colocado nas fileiras da PRM.

Desde que foi expulso da corporação, Baptista e a sua famí- lia vivem ao deus-dará. Nos últimos dias, sobrevive de alguns biscates.

“Um dia Deus vai abrir-me as portas e voltarei a trabalhar, apesar de passarem 18 anos”, disse e acrescentou: “Senhor Comandante Geral, sua excelência Ministro do Interior e outros sectores da defesa dos cidadãos ajudem-me a ser reintegrado na corporação”.

Formação

Bonifácio João Baptista ter- minou o sétimo curso de for- mação da Polícia da República de Moçambique em 1994, no Centro de Formação de Natikiri em Nampula, tendo sido afectado no Comando Provincial da PRM. Era estagiário e trabalhava como sentinela.

Governo precisa de 150 milhões USD para adquirir carteiras escolares

Governo precisa de 150 milhões USD para adquirir carteiras escolares
O governo precisa de 150 milhões de dólares para solucionar, por definitivo, o problema da falta de carteiras escolares. Para isso, o Ministério da Educação já está a desenhar estratégias para minimizar a situação.

O Ministério da Educação diz que o número de alunos que se matriculam, anualmente, está acima das carteiras existentes, o que coloca muitas crianças a estudarem sentadas no chão.

A solução já foi encontrada, mas falta dinheiro para comprar mais de um milhão de carteiras: “O problema de carteiras não é o único no sistema de educação, e estamos atentos a este fenómeno. Sentimos que em cada ano há crianças com idade escolar a ingressarem, e isto, de alguma forma, vai criar enchentes nas escolas. Fizemos um trabalho de levantamento do nível do défice de carteiras e descobrimos que precisamos de mais um milhão de carteiras para colocarmos todos os alunos do país a estudarem sentados em carteiras, uma coisa como 150 milhões de dólares norte-americanos”, esclareceu Eugénio Maposse.

O Ministério da Educação estuda parcerias de financiamento e quer que o projecto seja desenvolvido por empresas nacionais e internacionais mediante concurso público.

Aumento de autocarros não vai resolver problemas de transporte em Maputo

Aumento de autocarros não vai resolver problemas de transporte em Maputo

O estudo  conclui que é necessário criar um plano director de transportes para minimizar a falta de transporte, de estacionamento e congestionamento.

Foram ontem apresentados, em Maputo, os resultados de um estudo para a elaboração do plano director de transportes para a Região de Grande Maputo.

Encomendado pelo Conselho Municipal de Maputo, em parceria com o Japão, o mesmo conclui que é necessário criar um plano director de transportes para a Região do Grande Maputo, com vista a minimizar a falta de transporte, de estacionamento e congestionamento.

O projecto, financiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão e pela edilidade de Maputo, aponta a elaboração de um estudo de pré-viabilidade, desenvolvimento de uma estrutura de implementação e transferência de tecnologias do Japão para Moçambique.

Segundo o vereador de Transportes e Trânsito do Município de Maputo, João Matlombe, o workshop tinha como objectivo partilhar os resultados das pesquisas realizadas, com vista a revalidá-los, para se proceder à consolidação da rede integrada de transportes.

“Este é o segundo workshop que estamos a realizar no âmbito da elaboração do plano para a área metropolitana de Grande Maputo. O objectivo essencial deste workshop é partilhar os resultados das pesquisas que foram realizadas desde Janeiro até cá, tentar revalidar os resultados, por forma a avançarmos com a consolidação da rede integrada dos transportes para toda a área do grande Maputo”, explicou.

Para o vereador de Transportes e Trânsito no Município de Maputo, o aumento de autocarros não é uma solução à crise de transportes, sendo necessárias outras medidas de gestão.

Estradas de Maputo poderão vir a ter faixas de rodagem exclusivas para “chapas”

Estradas de Maputo poderão vir a ter faixas de rodagem exclusivas para “chapas”
Estradas do país poderão vir a dispor de faixas de rodagem destinadas especificamente aos transportes públicos e semi-colectivos de passageiros, vulgo “chapa”. A medida enquadra-se no âmbito das estratégias de combate ao congestionamento que se verifica, sobretudo nas principais vias rodoviárias do país consubstanciado pelo aumento do parque automóvel no país.

Para o efeito, foi debatido ontem em Maputo o “Plano Director de Transporte Urbano para Região do Grande Maputo”, visando colher subsídios para elaboração do plano. O plano deverá estar pronto até finais do presente ano. A sua posterior implementação deverá ser ainda acordada após a conclusão da elaboração do plano, segundo foi dado a conhecer no encontro. É, por tudo isso, muito prematuro.
O debate reuniu várias pessoas e organizações nacionais e internacionais que operam em Moçambique ligadas aos ramos de transportes rodoviários.

Segundo foi dado a conhecer, a Estrada Nacional Número 1 (EN1), apenas na zona de Maputo, será a primeira estrada onde será introduzido este programa de faixa de rodagem destinada especificamente a transportes públicos e semi-colectivos de passageiros.

João Matlombe, vereador para área de transportes do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, disse que numa fase experimental o projecto será implementado apenas na província de Maputo-Cidade. Justificou a escolha de Maputo alegando o facto de a província estar a registar um aumento crescente de parque de automóvel, situação que cria congestionamento nas suas vias. Mesmo sem avançar valores, Matlombe reconheceu que o projecto custará somas elevadas tendo em conta que nalguns casos haverá necessidade de reajustar as infra-estruturas rodoviárias, aumentando as larguras das estradas de modo a criar condições para que haja outra faixa destinada apenas aos transportes semi-colectivos.

Por seu turno, David Simango, presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, disse que a implementação do projecto constitui um grande desafio, alegadamente pelo facto de acarretar fundos elevados. Simango classificou de “caótica” a actual situação de congestionamento em Maputo, tendo garantido que o projecto ora em debate poderá resolver a actual situação de congestionamento que se verifica.

Simango alertou que o problema de congestionamento se resolverá também com uma boa educação na condução dos próprios automobilistas que devem saber respeitar as regras de trânsito.
“Após a implementação deste projecto, caberá à Federação Moçambicana dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) juntamente com seus membros educar os automobilistas para saberem respeitar as regras”, Vincou Simango.

Associações de transportes semi-colectivos

Por seu turno, as associações de transportes semi-colectivos de passageiros congratularam-se com a iniciativa, acreditando, também, que o projecto poderá mesmo resolver o caos de transportes. Mas criticaram o facto de só agora o projecto estar a ser debatido. Para eles, este projecto já deveria estar a ser implementado, tendo em conta o martírio e o caos instalado nas rodovias.

Refira-se que o projecto de criação de faixas de rodagens destinado apenas a transportes semi-colectivos de passageiros é parte do denominado projecto “Estrada Circular” cujas obras já arrancaram, estando ainda na fase de organização documental e legalização. A estrada circular está avaliada em 315 milhões de dólares americanos, dos quais 300 milhões são disponibilizados pelo Governo da China. Terá 74 quilómetros, segundo os promotores do projecto que permitirá a ligação entre a cidade de Maputo, Matola e a vila de Marracuene, como alternativa para o crescente congestionamento do trânsito no acesso à capital do país.
O preço de construção do quilómetro da estrada circular tem estado a suscitar comentários preocupantes pelo elevado valor que se projecta. Alega-se que inexplicavelmente os números apontam para valores que são muito elevados comparativamente ao custo de um quilómetro das melhores estradas noutras partes do mundo.

Ainda ninguém do governo veio a público explicar devidamente os valores envolvidos neste empreendimento que deverão ser pagos aos financiadores pelas gerações vindouras.

Governo recomenda internacionalização de empresas moçambicanas

Governo recomenda internacionalização de empresas moçambicanas

O Governo moçambicano desafia as empresas moçambicanas a procurar a sua internacionalização que possa garantir a conquista dos mercados a nível mundial.

“A internacionalização do LIDE em curto espaço de tempo deve levar-nos a reflectir no processo de internacionalização das empresas moçambicanas, que à medida que vão ganhando maior robustez terão que caminhar necessariamente para a sua própria internacionalização, facilitando, desse modo, a conquista de um vasto mercado disponível da região, do continente e planetário”, disse o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, ao discursar na tarde de quarta-feira na cidade de Maputo onde representou o primeiro-ministro, Aires Ali, na cerimónia de lançamento oficial do LIDE Moçambique, “os líderes de empresas” filiados naquele fórum “devem contribuir para a criação de parcerias estratégicas  nacionais  e internacionais que permitam um posicionamento seguro e sustentável no mercado internacional”.

“É claro que este não será um passo fácil de ser dado, tendo em conta que a competição no mercado internacional requer uma adequada musculatura onde terão de enfrentar regras de mercado muito sofisticadas e exigências cada vez mais elevadas”, reconheceu o ministro.

Armando Inroga defendeu a intervenção do LIDE como fórum de pensamento dos líderes empresariais, em vectores como a abordagem e discussão  de temas económicos e políticos de interesse nacional, o fortalecimento dos princípios de boa governação e a defesa  da ética, dos princípios democráticos e a eficiência de gestão nos sectores públicos e privados pode complementar os esforços do Governo.

Entretanto, foi quarta-feira última oficialmente apresentado em Maputo o LIDE Moçambique, uma organização de empresários destinada a fortalecer o pensamento e relacionamento entre vários líderes empresariais moçambicanos. A cerimónia foi testemunhada pelo ministro da Indústria e Comércio, Armando Inroga, pelo ministro do Turismo, Fernando Sumbana, e líderes empresariais.

O LIDE Moçambique é uma organização que tem por objectivo debater assuntos de negócios de variados sectores, como a economia, educação, saúde, meio ambiente, questões sociais, desporto, juventude, cultura, mulher, energia, recurso minerais, mar, entre outros.

A organização que tem como presidente do Comité de Gestão o actual presidente do Conselho de Administração (PCA) do Millennium bim, Mário Machungo, ainda integra Ana Paula Figueiredo, como presidente executiva, e Calane da Silva, como presidente do sub-comité de Cultura, entre outras personalidades do mundo político, empresarial e cultural. Pretende a harmonização dos associados no sentido de fazerem propostas que sejam estrategicamente importantes para as comunidades das diferentes regiões do país.

O fórum conta com representações em mais de 10 países, entre os quais Itália, Portugal, Argentina, Chile, Uruguai, Angola, China, Estados Unidos da América, África do Sul e agora Moçambique.
O grupo é uma congregação de empresas, de pessoas, de academias e da sociedade, que tem convergência em ideais e visa organizar as empresas a trocarem ideias com instituições.

Na essência, os princípios do LIDE têm de se adaptar segundo a realidade de cada região.
Através da organização, os empresários internacionais poderão adquirir conhecimentos sobre a peculiaridade das oportunidades que Moçambique oferece, para além da réplica de modelos vencedores de outros países, troca de ideias, bem como de oportunidades de negócios e ajuda às comunidades.
“Moçambique precisa mostrar-se e dar condições de comunicação, as oportunidades, as condições em que se colocam, através de universitários, empresários, jornalistas, economistas e outros intervenientes”, disse o presidente do LIDE Internacional, Fernando Luiz Furlan.

Ao mostrar as potencialidades que o país oferece, a organização estará, segundo Fernando Luiz Furlan, a provocar a atracção de investimentos e parcerias, assim como a propagandeá-las, para além de poder oferecer estágios a baixo custo a jovens recém-formados.

Para as pequenas e médias empresas, a vantagem, segundo Fernando Furlan, vai ser a possibilidade de integração em vários processos de negócios, parcerias e até de investimentos e troca de ideias.
Moçambique é o segundo país africano depois de Angola a receber o grupo de líderes empresariais (LIDE), organização que tem como missão promover a integração entre empresas, organizações e entidades privadas, através de programas de debates, fóruns de negócios, actividades de conteúdo e iniciativas de apoio a sustentabilidade e responsabilidade social.

O LIDE Moçambique surge como herdeiro do LIDE Brasil, uma rede de lobbying e networkking empresarial que congrega os gestores das principais empresas privadas brasileiras e líderes de corporações internacionais, cujo objectivo é criar sinergias, ideias e actividades no âmbito de pensamento, relacionamento e princípios éticos de governação corporativa no Brasil. Actualmente reúne no seu seio cerca de 47 por cento do Produto Interno Bruto privado brasileiro.

Munícipes querem encerramento da lixeira de Hulene

Munícipes querem encerramento da lixeira de Hulene
A lixeira de Hulene, localizada na zona pobre da Avenida Julius Nyerere (bairro de Hulene), apesar de cheia continua aberta e a receber toneladas de todo o tipo de lixo, diariamente. A situação é tão nojenta que os automobilistas que passam daquele local, fazem-no de vidros fechados, mas quem não tem alternativa são as milhares de pessoas que vivem nas redondezas daquele depósito de resíduos sólidos. Amanhã, sábado, centenas de pessoas pertencentes a diferentes organizações da sociedade civil irão discutir mais uma vez com o Governo o estágio do processo do encerramento desta lixeira.

Num evento denominado “Seminário sobre Encerramento da Lixeira de Hulene”, organizado pela organização ambientalista Livaningo, espera-se a participação do Governo através de técnicos dos ministérios para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), Saúde (MISAU), Fundo Nacional do Ambiente (FUNAB), Conselho Municipal de Maputo e sector privado, instituições académicas e a sociedade civil. O objectivo é mobilizar a sociedade e os munícipes de Maputo em particular para o encerramento da lixeira, devido aos riscos que representa para a saúde pública, o meio ambiente, entre outros.

Segundo a Livaningo, a lixeira existe há mais de 30 anos. É um espaço a céu-aberto e o único destino onde todo o tipo de lixo produzido na capital do país vai parar.

Depois de várias acções de pressão lideradas pela Livaningo em parceria com algumas entidades da sociedade civil, pessoas singulares e as comunidades afectadas, o Governo comprometeu-se a encerrar a lixeira e a construir até 2014 um aterro sanitário no Bairro de Matlhemele, na Matola, numa área de 36 hectares, para servir os dois municípios. Contudo, só em 2007 é que foram divulgados os resultados preliminares dos estudos de impacto ambiental e económico e fixou-se 2009 como o ano de retirada da Lixeira de Hulene, mas até hoje o processo continua parado.

Vacina da hepatite A permanece eficaz por 10 anos

Vacinar crianças menores de dois anos contra a hepatite A garante imunização por pelo menos dez anos, mostra uma nova pesquisa publicada no periódico Hepatology. O estudo revela que a transferência de anticorpos da mãe não influencia na resposta imunológica à vacina.
Vacina da hepatite A permanece eficaz por 10 anos

A OMS estima que 1,4 milhão de casos da doença ocorrem no mundo a cada ano. A hepatite A afecta o fígado e é comum em áreas com más condições sanitárias, onde a ingestão de comida e água contaminada pode transmitir o vírus. Nos EUA, os casos caíram 90% nos últimos 20 anos, com cerca de 20 mil novos casos a cada ano. Especialistas atribuem o declínio à vacinação rotineira de crianças entre 12 e 18 meses.
De acordo com os líderes do trabalho, trata-se do primeiro estudo a examinar a eficácia das duas doses da vacina em crianças menores de dois anos por um período de dez anos. 
Além disso, os autores investigaram se anticorpos da mãe poderiam impactar na protecção da vacina. Com o consentimento dos pais, os pesquisadores avaliaram crianças saudáveis com seis meses de idade. As mães foram testadas para constatar os anticorpos da hepatite A. No total, 197 crianças foram divididas em três grupos: um dos 6 aos 18 meses, outro de crianças entre 12 e 18 meses e outro de 15 a 21 meses de idade. Cada grupo foi separado conforme o status da mãe em relação aos anticorpos da doença. Os níveis dos anticorpos foram medidos com um e com seis meses, e houve um seguimento com três, cinco, sete e dez anos após a segunda dose da vacina.
Um mês após a segunda dose, todos os grupos mostraram sinais de protecção contra o vírus. Dez anos após, a maioria deles tinha protecção contra a doença. 
“O estudo mostra que a soropositividade para hepatite A persiste por pelo menos dez anos após a vacinação primária com duas doses da vacina quando administrada a crianças com mais de 12 meses de idade, independentemente da condição da mãe”, dizem os pesquisadores. 
Segundo os autores, a descoberta reforça as directrizes sobre a vacinação actual, de administrar duas doses para todas as crianças a partir dos 12 meses. Os autores apontam que uma futura dose de reforço pode ser necessária para manter a protecção e que continuarão a seguir essas crianças por um período para avaliar os benefícios da imunização inicial.

Nove mil casas do Estado ainda estão por alienar

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Cerca de nove mil casas da Administração do Património Imobiliário do Estado (APIE) ainda não foram alienadas pelos respectivos inquilinos em todas as principais cidades do país, revelou em Montepuez o Ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba.

Falando à margem do XX Conselho Coordenador daquele ministério que se realizou semana passada naquela Autarquia do extremo sul de Cabo Delgado, Muthemba indicou que o Estado ainda está à espera que os inquilinos alienem as casas.
“Estamos à espera que todas elas sejam alienadas porque as nove mil casas constituem um peso para o Estado, que não tem dinheiro para a sua manutenção”, sublinhou o Ministro, recordando que o Governo iniciou a implementação do processo de alienação da imobiliária do Estado nos anos 90 com o objectivo de dar oportunidade aos inquilinos que viviam nas casas do Estado para passarem a serem proprietários das mesmas.

Para além das casas que ainda não foram alienadas, segundo Muthemba, há também inquilinos que ainda não venceram as suas prestações há mais de 20 anos. “Para estes, o Estado está à espera que um dia possam concluir as suas prestações”, referiu.

Explicou ainda que só podem alienar as casas da APIE os inquilinos que nelas vivem. “É um direito que assiste apenas os inquilinos das casas da APIE, sejam eles jovens ou velhos desde que sejam inquilinos, portanto não se pode confundir este processo de maneira nenhuma com outros projectos de habitação que o Estado está a implementar no país”, esclareceu.

Segundo ele, devido à demora na alienação das casas por parte dos inquilinos, o Governo ainda não tem datas para extinguir a APIE. “A gestão destes imóveis não permite até aqui o Governo extinguir a APIE e a subida de custos de arrendamento tem sido uma das medidas tomadas para encorajar os inquilinos das casas a comprá-las”, defendeu.

Segundo dados do Ministério das Obras Públicas e Habitação, a maior parte dos imóveis da APIE ainda não alienados localiza-se nas cidades de Maputo, Beira e Nampula. Nos últimos meses, a APIE arrecadou para os cofres do Estado mais de 50 milhões de meticais como resultado da alienação das casas do Estado.

A maior parte das casas da APIE foi ocupada pelos inquilinos logo a seguir à proclamação da independência, em 1975.

Cerca de 550 processos de corrupção estão em investigação

Cerca de 550 processos de corrupção estão em investigação
Cerca de 550 processos sobre delapidação de recursos públicos em vários pontos do país estão, neste momento, em investigação no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).

Parte dos 549 casos nas mãos daquela repartição da Procuradoria-Geral da República entraram na fase de investigação no ano passado, tendo os trabalhos se prologando até ao presente período devido à sua delicadeza, complexidade e outros factores.

A directora da instituição, Ana Maria Gêmo, que ontem avançou os dados, destacou o contributo dos cidadãos na instauração dos processos já julgados e os que estão em investigação, afirmando que “diariamente recebemos várias denúncias do público sobre alegadas ilegalidades”.

A responsável falava ontem, em Maputo, no início da quarta reunião nacional do GCCC, evento que, juntando, entre outros, magistrados e investigadores dos gabinetes central e provinciais, bem como pontos focais das procuradorias para a prevenção e combate à corrupção, visa fazer uma retrospectiva das realizações do sector e aprimorar mecanismos de coordenação institucional.

O desvio de fundos e a conformação dos actos administrativos, o contributo da lei da probidade pública no combate à corrupção e o papel da sociedade civil na eliminação deste flagelo são parte dos temas alistados para os debates.

A cerimónia de abertura, orientada pelo Procurador-Geral da República, Augusto Paulino, contou com a presença da Ministra da Função Pública, Vitória Diogo. A governante apontou, entre outras questões, que “a promoção da boa governação e o combate à corrupção constituem prioridades permanentes da nossa governação”.

Acrescentou que o Governo continuará a priorizar a implementação de políticas que contribuam para a consolidar as realizações, dando ênfase aos sistemas de controlo interno e externo.

Por seu turno, Augusto Paulino defendeu a necessidade de se prestar mais atenção à prevenção da corrupção e no aconselhamento aos órgãos apropriados para que estaquem as oportunidades que facilitam os desvios de recursos públicos ou condicionamentos dos funcionários ou membros de direcção que chegam a afirmar “não faço seguir este expediente enquanto não tiver a minha parte”.

“Ninguém tem a sua parte no expediente de um cidadão que demanda os serviços do Estado”, disse o PGR, acrescentando que “esse tipo de servidor público deve ser denunciado por todos os meios possíveis e até impossíveis para que tenha a punição que merece”.

Num outro desenvolvimento, Augusto Paulino apontou que com o quadro legar existente, as infra-estruturas criadas e os meios disponíveis, a sociedade já não pode tolerar justificações quando os resultados não aparecem ou quando forem escassos.

Polícia detém quatro burladores de terrenos na Matola

Os quatro indivíduos caíram nas malhas da polícia e estão detidos na 5ª esquadra da Polícia da República de Moçambique, na Machava.

Polícia detém quatro burladores de terrenos na Matola
A polícia deteve quatro indivíduos que se dedicavam à venda ilegal de terra nos bairros Txumene, Tsalala e Mulotana, no município da Matola. Os quatro indivíduos caíram nas malhas da polícia e estão detidos na 5ª esquadra da Polícia da República de Moçambique, na Machava.

A polícia diz que a operação iniciou depois de denúncias de três pessoas que terão sido burlados, comprando o mesmo terreno. “São indivíduos que se dedicam a este crime há já vários anos, as pessoas burladas neste caso, que se consideravam proprietárias do mesmo espaço, colaboraram e conseguiram identificar os prevaricadores. Neste momento, há processos que foram instaurados e estão a seguir os trâmites legais”, afirmou Emídio Mabunda, porta-voz substituto do Comando provincial da PRM.

Nas investigações, a polícia descobriu vários terrenos que já têm vários donos, supostamente vendidos pelos detidos. A corporação acredita que haja mais prevaricadores à monte.

Secretárias preocupadas com assédio sexual nos locais de trabalho

Secretárias preocupadas com assédio sexual nos locais de trabalho
A presidente da Associação das Secretárias moçambicanas manifestou, ontem, uma “profunda preocupação” com o índice de assédio, sobretudo sexual, protagonizado pelos dirigentes nas suas instituições de trabalho, e a ocultação dos casos pelas vítimas.

Em declarações à Lusa, Julita Juma, presidente da Associação das Secretárias e Secretários de Moçambique (Assemo), disse, em Chimoio, centro de Moçambique, que muitas vítimas se recusam a reportar os casos à organização, receando a retaliação dos seus protagonistas, geralmente seus superiores hierárquicos.

“A secretária tem de ser capaz de mostrar o que ela é e o que vale. Sempre que há casos de assédio, geralmente reportados pela imprensa, nós tentamos nos aproximar da vítima, mas muitas se fecham”, precisou Julita Juma.

“A secretária, como mulher, tem sido conotada como estando sempre ao dispor dos chefes, mas o nosso desafio é mostrar à sociedade que não é isso”, disse a responsável, apelando aos membros da organização a serem mais activos na participação de casos.

Aluno esfaqueado até à morte na “Lhanguene Piloto”

Aluno esfaqueado até à morte na “Lhanguene Piloto”
Tudo teria acontecido quando José acudia uma colega numa rixa que também envolvia estudantes da mesma escola.

Um estudante de 15 anos de idade terá sido esfaqueado até à morte pelos seus colegas, quando saía da Escola Primária Completa Lhanguene Piloto, na cidade de Maputo. O caso deu-se na passada sexta-feira e a vítima respondia pelo nome de José Fernando Mindo, de 15 anos de idade, estudante da referida escola. José encontrou a morte na zona das mangueiras, bem perto da escola.

Tudo teria acontecido quando José acudia uma colega numa rixa que também envolvia estudantes da mesma escola. Ele acabou esfaqueado na zona do abdómen e perdeu a vida a caminho do hospital.

O facto é confirmado pelo director da Escola, Justino Manjate, que não confirma nem desmente a participação dos estudantes da mesma escola no crime, uma vez ter ocorrido fora do recinto escolar “O que nos sabemos é que o facto se deu fora da escola, e nos não temos muitas informações sobre os envolvidos neste crime. Contudo, esperamos a investigação da polícia de Investigação Criminal (PIC) para que possa dar-nos esclarecimentos”, disse Justino Manjate.

Assembleia da República pretende agravar penas contra terrorismo

A Assembleia da República propõe-se a agravar as penalizações resultantes do crime de terrorismo, particularmente se estes se saldarem na morte de cidadãos.
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A proposta vem inserida no Projecto de Revisão do Código Penal, cuja autoria é da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade, documento que desde a semana passada está a ser submetido a debate público a fim de se recolher opiniões da sociedade civil com vista a enriquecê-lo, quer em termos de forma, quer de conteúdo.

O Projecto, a que o `Notícias´ teve acesso, estabelece, assim, uma pena de dezasseis a vinte anos de prisão maior para punir actos de terrorismo praticados no território nacional.

Esta sanção deverá ser aplicada a todo aquele que `colocar ou fizer colocar, por qualquer meio, em nave ou aeronave, em local ou instalação pública ou privada, bem como em qualquer equipamento de uso público ou privado, um artefacto ou engenho capaz de destruir ou danificar os mesmos, pondo em perigo a segurança de bens, locais e vidas humanas ou animais, com o intuito de criar insegurança social, terror ou pânico na população ou de pressionar o Estado ou alguma organização de carácter económico, social, política a realizar ou abster-se de realizar certa ou certas actividades´…

Incêndio destrói fábrica de algodão em Manica

Incêndio destrói fábrica de algodão em Manica

 Um incêndio de grandes proporções deflagrou na noite de terça-feira última na Fábrica de Algodão, sita no distrito de Guro, em Manica.

O Serviço de Salvação Pública local foi chamado a intervir, mas perante a dimensão das chamas teve de recorrer a uma equipa da Beira e até às primeiras horas de ontem a operação conjunta não tinha conseguido debelar completamente o fogo. Já na cidade da Beira, os Bombeiros intervieram num incêndio registado num acampamento e que se alastrou por três casas de construção precária nas imediações.

Governo procura alternativa à Europa

Governo procura alternativa à Europa
Moçambique procura financiamento externo nas economias emergentes e em instituições financeiras multilaterais como alternativa à provável redução dos doadores europeus face à crise na Europa.

Os Países Baixos decidiram suspender a sua ajuda financeira referente ao ano de 2013.

O Governo afirmou publicamente que alguns países parceiros e doadores internacionais estão a retrair-se porque também atravessam momentos difíceis, enquanto outros reduziram inicialmente os financiamentos, depois introduziram algumas cláusulas quanto à utilização e desembolso desses fundos.
O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuerneia, falando terça-feira em Maputo, num `briefing´ com a Imprensa, afirmou que o maior contribuinte da economia moçambicana é a União Europeia.

`A estratégia de Moçambique para fazer face a essa crise é incentivar a produção nacional e procurar financiamento para a economia noutros quadrantes do mundo, principalmente nos países de economias emergentes, e trabalhar com instituições multilaterais de financiamento. Importa referir que, apesar da crise na Europa, Moçambique continua a crescer´, afirmou…

Governo vai recorrer a empréstimo interno para financiar economia

Governo vai recorrer a empréstimo interno para financiar economia

O governo moçambicano vai recorr a um empréstimo interno no valor de 3,150.1 milhões de meticais (cerca de 113 milhões de dólares), para financiar a economia nacional ao longo dos próximos tempos, anunciou, Terça-feira (7), em Maputo, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros que durante a sua 28a sessão ordinária realizada, Terça-feira (7), em Maputo, que autorizou o Ministro das Finanças, Manuel Chang, a emitir obrigações do tesouro.

Esta decisão do Governo surge numa altura em que correm notícias na imprensa moçambicana sobre atrasos na canalização das contribuições ao Orçamento do Estado por parte de alguns parceiros do Governo.

Por outro lado, há relatos de desgaste de poupanças do Estado junto do sistema bancário interno em 711,6 milhões de meticais (25,6 milhões de dólares) ao longo do primeiro trimestre deste ano.

Segundo o documento da conjuntura económica e perspectiva de inflação elaborado pelo Banco de Moçambique esta situação deve-se a conjugação da redução dos donativos recebidos pelo Governo dos seus parceiros e incapacidade das receitas internas cobrirem o total das despesas públicas.

“O Ministro das Finanças foi autorizado a contratar Obrigações de Tesouro para financiar a economia. É uma divida interna que o Governo vai contratar. O Governo não pode ir buscar mais para não concorrer com as empresas nacionais, porque queremos que os recursos existentes sirvam para financiar as empresas nacionais”, disse.

Refira-se que nos próximos tempos, Moçambique terá que buscar fontes alter- nativas para responder ao défice orçamental, quer por via do aumento da arrecadação de receitas para o Estado, ou contracção de dívidas, sobretudo ao nível interno.

Esta situação deve-se a crise da divida soberana que se vive na Europa, que forçou alguns parceiros do Governo a reduzir os seus apoios e outros, já declararam que não vão continuar a financiar o Orçamento do Estado.

Entretanto, as receitas internas ainda não são suficientes para cobrir as despesas públicas, o que obriga o Governo a se endividar. Neste momento os níveis de endividamento de Moçambique quer interno, quer externo são considerados sustentáveis.

“A estratégia do país, apesar da crise, é incentivar a produção nacional, procura da economia noutros quadrantes do mundo, como as economias emergentes, trabalhar com instituições multilaterais, para conseguir mais financiamentos”, frisou Cuereneia.

Vereadora de KaMavota acusada de negar audiências com munícipes

Vereadora de KaMavota acusada de negar audiências com munícipes

Numa atitude que os munícipes dizem estar a alimentar a corrupção dos funcionários do distrito municipal de KaMavota (ex-distrito municipal n.º 4) em Maputo, a vereadora daquele distrito municipal, Estrelinda Ndove, é acusada de estar a inviabilizar as audiências com os munícipes.

Um dos denunciantes disse mesmo que Estrelinda Ndove não aceitou lhe receber para pedido de esclarecimento que havia lhe dirigido ao pretender montar um dos seus empreendimentos naquele ponto do município da cidade de Maputo.

Uma das denúncias foi feita semana passada por um jovem que tenciona abrir um “Take Away” no bairro de Hulene, durante um seminário sobre o papel do empreendedor na produção da riqueza rumo à independência económica de Moçambique, que teve como principal orador o ex-presidente da República, Joaquim Chissano.

O que não quis que o seu nome fosse revelado na Imprensa, queixou-se na ocasião a Joaquim Chissano que “eu desde Janeiro do ano passado aguardo pela audiência a ser concedida pela vereadora”.
“Eu sou jovem, não trabalho, mas tive essa iniciativa de abrir um take away como forma de garantir o meu auto-emprego. Mas a iniciativa está a ser sabotada pelas autoridades do distrito municipal de KaMavota.
Segundo o jovem empreendedor, para além de lhe estar a ser negado a audiência com a vereadora, as autoridades não lhe querem passar uma licença de exploração do empreendimento que tenciona instalar.
Diz o mesmo cidadão que primeiro teria requerido um espaço para instalar o seu contentor, que não teve resposta. Vendo a demora, acrescenta ainda a mesma fonte, decidiu pedir a uma família amiga um espaço no seu recinto para pôr o contentor, o que teria sido facilitado pelos donos do recinto.

Já com o espaço oferecido pelos seus amigos, o jovem disse que requereu a licença de exploração no distrito municipal de KaMavota, onde lhe disseram que devia pagar 5 mil meticais o requerimento da aquisição do espaço oferecido pela família amiga, apesar de ter explicado que o espaço não era público mas sim de uma família, e outros requisitos que diz ter satisfeito.

“Eu até agora aqui onde estou, tenho os contactos das pessoas que deviam ir fazer a vistoria e que até agora não apareceram”, disse a pessoa que estamos a citar acrescentando que “até comprei créditos de telefones para agentes da Polícia Municipal daquele distrito que se prontificaram a agilizar o processo”.
Na ocasião, o presidente Chissano disse que os funcionários e agentes do Estado devem ajudar os cidadãos que procuram os serviços estatais, bem como a ler e a compreender as leis.

PCA das Águas de Maputo assume incapacidade

PCA das Águas de Maputo assume incapacidade
O presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Águas da Região de Maputo, Frederico Martins, reconheceu finalmente que a empresa não tem ainda contadores suficientes para fazer face à demanda dos consumidores nos últimos tempos.

Frederico Martins, que prestou semana passada declarações em exclusivo ao Canalmoz, em Maputo, reconheceu, por outro lado, que um número considerável de clientes tem actualmente os contadores avariados e outros não os tem, o que faz com que a facturação seja feita a base de cálculos mentais de consumo mínimo ou consumo médio dos últimos 3 a 4 meses.

Esta situação, ainda de acordo com o presidente do Conselho da Administração das Águas da Região de Maputo, permite que “às vezes as facturas passadas pela empresa aos clientes sejam elevadas em relação ao consumo, levando, por conseguinte, à reclamação dos clientes”.

“De facto por causa desse problema, devemos reconhecer que temos registado erros de cálculos nas facturas e os clientes têm vindo a reclamar e nós respondemos com peritagens para corrigirmos a situação”, esclareceu a fonte da empresa Águas da Região de Maputo.

“Apesar da melhoria na distribuição da água, tem-se registado mais roturas nos canais de distribuição deste precioso líquido”, reconheceu também o engenheiro Frederico Martins.
O PCA das Águas da Região de Maputo disse, por outro lado, que “estamos a melhorar substancialmente a distribuição da água”.

“Por outro lado, devemos considerar que com a maior distribuição da água, também registamos alguns problemas na rede. Há mais roturas que nos obriga a desenvolver um esforço mais aturado neste sentido da distribuição”, reconheceu Martins.

Ele disse ainda que actualmente a rede de distribuição da água na região de Maputo serve a 58 por cento da população da província de Maputo e Maputo-cidade, uma percentagem que representa 800 mil a 900 mil habitantes.

Num outro desenvolvimento, a fonte que citamos reconheceu a existência de facturas que não correspondem ao consumo do cliente.

Sobre os cortes que os consumidores dizem estarem a ser feitos sobretudo nos bairros periféricos, o nosso entrevistado respondeu que “o nosso objectivo tem sido procurar que a facturação corresponda ao consumo para cada um dos nossos consumidores”.

“Em relação ao corte no fornecimento da água por falta de pagamento, esta tem sido a última medida que a empresa toma. Em princípio procuramos persuadir o consumidor a pagar a água, mesmo que não consiga pagar a factura na totalidade, oferecemos a possibilidade de negociar o pagamento da factura”, disse o nosso entrevistado.

“Apesar desses problemas, nada afecta os nossos objectivos, porque neste momento há muita gente que precisa de água que infelizmente não tem”, concluiu o engenheiro Frederico Martins.
Os clientes da empresa Águas de Maputo têm frequentemente reclamado que os agentes daquela empresa passam facturas elevadas que não condizem com a quantidade de água consumida durante o período a que se referem às facturas.

Benefícios fiscais para os mega-projectos a caminho do fim

mozal
OS excessivos incentivos fiscais concedidos ao mega projectos caminham para o fim, segundo indicou o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, falando ontem a jornalista, em Maputo. O governante acrescentou que a maioria dos projectos considerados como estando naquela posição têm mais de dez anos, tempo limite previsto pela lei para o fim dos benefícios.

“Temos desde o ano 2007, uma nova lei que reduz significativamente os incentivos aos mega projectos, principalmente na área de extracção mineira. Em relação aos projectos anteriores, como a Sasol, Mozal e Kenmare, estão, na sua maioria, na fase terminal dos benefícios fiscais que lhes foram concedidos, o que quer dizer que alguns já estão a pagar ou vão começar a pagar ao Tesouro nos próximos tempos”, disse.

De referir que a contribuição fiscal dos mega-projectos na economia nacional tem sido largamente contestada por alguns círculos de opinião por alegadamente ser insignificante.

O Governo, entretanto, tem enfatizado que o país tem beneficiado com a presença dos mega-projectos, apontando como exemplos a transferência de tecnologias e conhecimento, geração de emprego, criação de infra-estruturas, promoção e desenvolvimento de pequenas e médias empresas, geração de receitas, poupança e reservas externas, promoção de exportações, desenvolvimento comunitário, entre outros.

O primeiro mega-projecto no país, a fábrica de fundição de alumínio Mozal, foi autorizado em 1997.

Na altura, o Governo justificava necessidade de conceder incentivos fiscais aos grandes empreendimentos igualmente pelo facto de, no período pós guerra civil, a evolução da economia moçambicana exigir a introdução de um conjunto de incentivos para atrair capital estrangeiro espevitando a actividade produtiva nacional e colocando o país na rota do investimento directo estrangeiro.

 Aiuba Cuereneia falou também dos esforços que o Governo está a empreender para reduzir a dependência externa do país, particularmente no que respeita à questão do endividamento.

Nesse sentido, apontou como exemplo o facto da Autoridade Tributária estar empenhada em expandir o universo de contribuinte através de acordos que está a rubricar com várias agremiações da sociedade civil para a consciencialização dos seus membros sobre a necessidade de se pagar os impostos.

“Ainda hoje (ontem), o ministro das Finanças foi autorizado a contratar Obrigações do Tesouro no valor de 3 mil milhões de meticais para que possa financiar a nossa economia, portanto, essa é uma dívida interna que o país vai contrair. Logicamente que o Governo não pode ir buscar grandes valores à banca nacional, porque assim estará a concorrer com as empresas nacionais quando o que queremos é que grande parte desse crédito seja dado às empresas nacionais”, disse.

Salário opõe trabalhadores e Administração dos TPM

TPM
OS trabalhadores e o Conselho de Administração da Empresa Municipal de Transporte Rodoviário de Maputo (EMTPM, E.P.) estão de costas voltadas, na sequência da falta de consenso quanto ao reajuste salarial da massa laboral daquela transportadora.

O pomo da discórdia tem a ver com o facto de a empresa pretender pagar apenas seis dos 17.13 por cento a que os trabalhadores da empresa dizem ter direito, conforme foi aprovado pelo Governo no quadro da última revisão salarial, em que ficaram enquadrados no chamado “Grupo 7”.

Uma fonte do comité sindical local explicou que o Conselho de Administração da EMTPM, E.P., alega que somente pode pagar seis por cento e não 17.13 instituídos pelo Governo porque a empresa está endividada.

As negociações iniciaram a 25 de Maio último e se arrastam até hoje, estando, neste momento, numa situação de impasse.

Dados obtidos dão conta que o comité sindical e os trabalhadores teriam cedido de 17.13 para 16 por cento, ao que o Conselho de Administração não anuiu, aceitando apenas tirar um por cento de um outro sector, não especificado, para acrescentar nos seis anteriormente propostos e assim ficar em sete. Esta “aritmética” não terá sido do agrado dos mais de mil e quatrocentos trabalhadores da empresa que, segundo o comité sindical local, se consideram injustiçados.

Na segunda-feira, em mais uma ronda negocial, o sindicato teria solicitado que fosse a própria Direcção da empresa a informar que somente pagaria seis por cento e não os 16 aceites pela massa laboral. No mesmo dia os administradores da empresa reuniram-se com os sectores de manutenção e administrativo com vista a dar o informe, acto prontamente recusado por este grupo de trabalhadores.

A situação forçou a Direcção da empresa a anular o encontro que havia marcado no período da tarde com o sector de tráfego, considerado o “coração” da empresa.

A nossa Reportagem soube ainda que foi marcada para hoje à tarde mais uma sessão de negociações.
Entretanto, num comunicado emitido na tarde de ontem, a Direcção dos EMTPM, E.P., reconhece haver negociações visando o reajustamento salarial que vêm decorrendo desde o mês de Maio.

No seu documento, a Direcção da empresa refere que, uma vez já passar muito tempo desde que iniciaram as negociações sem consenso entre as partes, houve necessidade de se esclarecer aos trabalhadores sobre o ponto de situação, num encontro realizado com os trabalhadores.

“Não obstante os esforços em curso, a Direcção da empresa ficou surpreendida com a atitude tomada por alguns colaboradores, que pretendem criar um clima de agitação no seio da empresa, numa altura em que ainda decorrem os procedimentos recomendados para este tipo de situações visando encontrar uma solução eficaz que satisfaça as partes”, lê-se na nota de imprensa da empresa, que, igualmente, apela à calma e colaboração de todos em prol do desenvolvimento da empresa.

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