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Terça-feira, Abril 7, 2026
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Economia moçambicana resiste bem à crise da zona Euro

Economia moçambicana resiste bem à crise da zona Euro
O Governo moçambicano considera que a economia moçambicana tem estado a resistir aos abalos da crise da zona euro, tendo a produção global crescido no primeiro semestre 7.3 por cento, contra uma meta anual de 8.5 por cento planificada para Dezembro de 2012.

Segundo o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, considera que esses dados indicam que a produção global está no bom caminho.

Para que o crescimento da produção global no período em análise atingisse aquela percentagem, foi determinante o desempenho dos sectores de construção, como resultado do volume de investimentos na construção e reabilitação de infra-estruturas públicas e privadas; a indústria extractiva, mercê da contribuição das areias pesadas de Moma e da produção de carvão mineral em Moatize e Benga.

Os transportes e comunicações, como resultado do reforço da frota rodoviária para os serviços públicos e a crescente demanda de serviços resultante da expansão das zonas peri-urbanas; e a agricultura e indústria manufactureira, contribuíram também para esse crescimento.

Os dados, divulgados por Cuereneia ontem, em Maputo, vêm contidos na proposta do Balanço do Plano Económico e Social referente ao primeiro semestre de 2012, ontem aprovado pelo Conselho de Ministros na sua 28ª Sessão Ordinária, documento a ser submetido até ao próximo dia 15 de Agosto corrente à aprovação pela Assembleia da República.

“Os indicadores são bastante encorajadores e mostram-nos que estamos no bom caminho. A taxa de inflação média até Junho foi de 6.18 por cento, a nossa meta anual é de 7.2 por cento; nas exportações referentes ao primeiro trimestre deste ano conseguimos 938 milhões de dólares norte-americanos correspondentes a 30 por cento do valor total previsto até ao final do ano. Para as nossas exportações planificamos até ao final do ano 3116 milhões de dólares e vamos conseguir alcançá-los”, disse.

As reservas internacionais, que se referem às poupanças do país depositadas no exterior, até Junho de 2012, totalizavam 2264 milhões de dólares, sendo o plano até ao final do ano, de se ter 2438 milhões de dólares.

Em termos de receitas, o Estado arrecadou no primeiro semestre 43567.3 milhões de meticais, representando 45.6 por cento da meta anual, que é de 95538 milhões de meticais.
“A nossa economia está a conseguir combater as externalidades que se lhe aparecem, principalmente no que diz respeito a crise na zona euro, a economia moçambicana consegue fazer frente a essa crise aumentando a sua produção interna”, acrescentou Aiuba Cuereneia.

Polícia Municipal está a limitar direitos constitucionais dos automobilistas

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Na sequências das operações de controlo de viaturas mal estacionadas, levadas à cabo por agentes da polícia Municipal nas cidade de Maputo e Beira, e que obrigam aos automobilistas infractores a pagarem as multas no local para que a viatura não seja bloqueada ou rebocadahá uma clara violação de direitos constitucionais dos cidadãos assim como aplicação abusiva do código de estrada.

O advogado Gilberto Correia afirmou, ao jornal Diário de Moçambique, que a Polícia está a coartar os direitos constitucionais dos automobilistas, ao obrigá-los a pagar imediatamente as multas e outras despesas advenientes. Segundo o advogado existem várias irregularidades cometidas entre as quais a relacionada com o parqueamento forçado sem justificação, privando os cidadãos do gozo das garantias atribuídas pela Constituição da República, nomeadamente, “as de sempre que forem acusados, impugnem e levem o caso aos órgãos não acusatórios”.

Um outro ponto levantado tem a ver com a relação entre a Polícia de Trânsito e os proprietários dos carros do chamado “breakdown”, pois, na sua opinião, a mesma é indecente, pela obrigatoriedade de os cidadãos pagarem um serviço contratado pelas autoridades policiais.

“Os cidadãos têm o direito de reclamar as multas impostas num prazo de sete dias. O prazo pode ser alongado, caso os automobilistas não concordem com a penalização, mas neste caso vertente, os carros são obrigados a ficar parqueados, avolumando deste modo os valores relativos ao parqueamento” — disse Gilberto Correia citado pelo jornal Diário de Moçambique.

Aquele advogado sublinhou que a Polícia encontrou, nesta operação, formas de coagir os cidadãos a não exercerem os direitos consagrados legalmente.

Para além das anormalidades acima apontadas, Correia referiu que mesmo tendo o dinheiro na mão para o pagamento das taxas, os automobilistas são inibidos de o fazer no dia do cometimento da infracção, sendo obrigados a fazê-lo depois, aparentemente para a Polícia garantir uma receita pelo parqueamento.

“Porque é que se deve pagar a multa a posterior se no mesmo dia da infracção o cidadão pode pagar? Portanto, fazem isso para justificar o pagamento do parqueamento. Acontece que os cidadãos estão disponíveis para a liquidação voluntária da coima, mas são obrigados a fazê-lo um dia depois, isto porque a Polícia de Trânsito ainda não extorquiu dinheiro suficiente” — declarou o o advogado, anotando que ao abrigo do Código de Estrada, a Polícia de Trânsito pode passar multas, sem ter que “mandar” parquear as viaturas.

“Isto é uma autêntica fraude, pois há casos em que os carros não chegam a ficar parqueados, mas pagam o parqueamento” — elucidou Gilberto Correia.

Automobilista não tem que pagar o serviço de “breakdown”

Por outro lado, ele questionou a legalidade na contratação do “breakdown”, afirmando a que a Polícia de Trânsito é a instituição que requer estes serviços privados e é “suposto que os impostos pagos pelos cidadãos sirvam para a organização de vários serviços do Estado, tais são os casos de compra de carros para a recolha de viaturas, armamento para a Polícia e Forças Armadas, para além de outras finalidades relativas à construção de escolas, centros de saúde e outras infra-estruturas económicas e sociais.

Os nossos impostos servem para isso e com este dinheiro o Estado deveria comprar ‘breakdown’ para fazer esse trabalho, sem mais uma despesa adicional ao cidadão”.

“Se a Polícia de Trânsito contrata estes serviços é ela que deve pagar e não o cidadão. A Polícia de Trânsito faz isso porque nesta relação promíscua, o acto beneficia alguns agentes da corporação e não ao Estado, na medida em que o Estado recebe o dinheiro das multas” — salientou o nosso entrevistado, acrescentando existir, no âmbito dos serviços de “ breakdown”, situações inexplicáveis, as quais prendem-se com o pagamento de valores iguais para casos de reboque de viaturas em distâncias diferentes.

“Um carro que é rebocado na Manga, paga o mesmo valor que outro rebocado na baixa da cidade para a migração, sem se importar pelas distâncias e tempo de percurso. Portanto, é sem dúvida, no meu ponto de vista, uma extorsão por parte do Estado aos cidadãos. Afinal a quem pertence o parque onde os carros são parqueados? Este pertence ao Estado e como é que o mesmo Estado manda pagar o uso deste que foi por si construído na base dos nossos impostos?” — questionou.

“Mesmo que fossem parques privados, o cidadão não devia pagar, na medida em que não é este quem aluga este parque. As esquadras, a Migração e o Comando da PRM são territórios e terrenos do Estado” — realçou Gilberto Correia, anotando que estas anomalias são do conhecimento dos comandantes cessante e actual. “Eles sabem, mas toleram e fecham os olhos. A operação está a ser feita a custa do cidadão, que é ao mesmo tempo o último prejudicado nos seus direitos, no seu património, na sua propriedade e nos seus rendimentos” — afirmou Gilberto Correia.

Lei está a ser cumprida ou abusivamente utilizada

Uma advogada contactada esclareceu ainda que os artigos 50 a 53 do código da estrada regulam a paragem e estacionamento de veiculos, e prevêm as diversas sanções, sendo que em lado nenhum está a necessidade de reboque do veículo. Para a nossa fonte os agentes de Trânsito poderão estar a cumprir abusivamente a lei  pois o código da estrada impõe restrições ao reboque de veículos (arts 163 e 164), ou seja não são todos os veículos mal estacionados que podem ser rebocados.

E acrescenta, “numa situação de estacionamento incorrecto de veículo, apenas deve ser aplicada a multa ao condutor (ou, se este não for conhecido, o dono do veículo). O bloqueio/reboque apenas deve acontecer nas situações listadas nos arts 163 e 164, e apenas se o condutor não estiver presente para remover o veículo, ie o reboque/bloqueio em si não é sanção para o mau estacionamento, apenas deveria ocorrer porque o veículo está a atrapalhar o trânsito e se torna necessário retirar o veículo desse local, quando o condutor não está presente.” concluiu

Em Maputo vão acabar bloqueios

Entretanto no município de Maputo o prazo de pagamento da multa vai ser estendido até sete dias, segundo o vereador de Transportes e Trânsito no Conselho Municipal de Maputo, João Matlombe, a ideia é que os agentes da polícia camarária passem multa ao infractor, que deve ser paga dentro de sete dias. Caso os proprietários das viaturas não cumpram com esta norma, a multa poderá ser agravada.

“Temos essa intenção de dar tempo às pessoas para pagarem a multa, em vez de serem obrigadas a fazer no local da infracção. Ninguém deve ser obrigado a andar com dinheiro”, referiu o vereador.

Moçambique termina não leva medalhas nos jogos olímpicos

Apenas Kurt Couto conseguiu passar às meias-finais, nos 400 metros barreiras, mas acabou em último na corrida de acesso à final.
A participação de Moçambique nos Jogos Olímpicos Londres 2012 terminou na segunda-feira, sem que nenhum dos seis atletas da equipa olímpica nacional alcançasse uma medalha.

A corredora Sílvia Panguana encerrou a presença de Moçambique na competição, ao ficar em último lugar na sua série dos 100 metros barreiras.

Apenas Kurt Couto conseguiu passar às meias-finais, nos 400 metros barreiras, mas acabou em último na corrida de acesso à final.

Os nadadores Chakil Camal e Jéssica Vieira, ambos nos 50 metros livres, não conseguiram passar da primeira eliminatória, acontecendo o mesmo com o pugilista Julião Máquina, 45 kg, e com o judoca Neúsio Sigaúque, 60 kg, ambos derrotados logo no primeiro combate.

Com o insucesso de Londres, Moçambique continua com apenas duas medalhas olímpicas, uma de ouro e uma de bronze, ganhas pela ex-corredora Lurdes Mutola, nos 800 metros, em Sidney2000 e Atlanta96, respetivamente.

Província de Manica ‘gigante’ na produção da suruma em Moçambique

cannabis sativa
A província de Manica lidera as estatísticas de produção da “cannabis sativa”, droga também conhecida por “soruma”, com mais de 94 por cento das apreensões efectuadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM), em 2011.

Em 2011, foram apreendidos no país cerca de 32 toneladas de “cannabis sativa”, sendo que 94,2 por cento são atribuídos à província de Manica, que fez explodir a produção desta droga de de pouco mais de três toneladas em 2010.

Ainda em Manica, segundo o Director Nacional do Gabinete de Prevenção e Combate à Droga, Alfredo Dimande, foram destruídas 200 machambas de “soruma”, na sua maioria no distrito de Guro, considerado o maior produtor e onde os camponeses de Calombolombo escondem esta droga nos seus campos agrícolas.

Alfredo Dimande informou ainda que, durante o ano de 2011, foram apreendidos 4,690 quilogramas de cocaína, contra os 3.776 do ano anterior, o que representou um aumento na ordem de 24,2 por cento.

Relativamente a haxixe, estatísticas apresentadas há dias, em Cafumpe, no distrito de Gondola, no decorrer da VIII Reunião do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga, revelam terem sido apreendidos 48,055 quilogramas, contra 10.015 do ano de 2010.

Para além das drogas habituais, nomeadamente, “cannabis sativa”, cocaína, haxixe e heroína, segundo a fonte, foi feita, em 2011, a apreensão de 37,5 quilogramas de efedrina e 0,440 quilograma de mandrax, o que sugere ser prenúncio, tendo em conta as quantidades referenciadas, de tentativa de produção de anfetaminas, no país, com recurso a laboratórios clandestinos.

Quatro vítimas mortais de acidentes de viação em Maputo

Quatro vítimas mortais de acidentes de viação em Maputo

Doze acidentes de viação foram registados na capital de Moçambique, na semana finda, contra 15 do igual período do ano passado, dos quais oito foram do tipo atropelamento, três do tipo choque entre carros e um do tipo queda de passageiro.

Em consequência das sinistralidades rodoviárias, foram registados no período em análise quatro óbitos contra cinco do mesmo período de 2011, sete feridos graves contra seis e 14 feridos ligeiros contra 13 do mesmo período comparativo.

No rol dos resultados operativos efectuados pela Polícia de Trânsito foram fiscalizadas 5.248 viaturas, das quais 21 foram apreendidas por diversas irregularidades e foram impostas 2.092 multas.

Detido polícia que alvejou mortalmente uma menor em Maputo

Detido polícia que alvejou mortalmente uma menor em Maputo

Encontra-se detido o agente da Polícia da República de Moçambique (PRM) que alvejou, acidentalmente, uma criança no bairro de Maxaquene “C”, na cidade de Maputo. A detenção foi legalizada no dia em que ocorreu o incidente (30 de Julho).

Consta que o agente queria alvejar indivíduos acusados de violação sexual e crime de homicídio voluntário, tendo falhado, o projéctil atingiu uma criança.

O porta-voz do comando da Polícia da República de Moçambique a nível da cidade de Maputo, Orlando Modumane, disse que tratava-se do agente de nome J.Timane, afecto a Procuradoria-Geral da Cidade de Maputo, que, na tentativa de capturar indivíduos procurados pela polícia no bairro de Maxaquene “C”, acidentalmente alvejou uma menor de 10 anos com arma de fogo do tipo pistola.

Foi instaurado o processo-crime e, neste momento, Timane está detido enquanto aguarda o desfecho do processo-crime e disciplinar.

Acrescenta a fonte que Timane não respeitou a disciplina policial, uma vez que tinha em sua posse dois mandatos de busca e captura e saiu sozinho sem o conhecimento da corporação daquela área jurisdicional, por isso, esta atitude poderá contribuir para aplicação da pena máxima, dependendo das atenuantes ou agravantes que possam surgir com o andamento do caso.

Ainda na onda dos casos criminais, o bairro do Jardim, foi palco no último fim-de-semana de um roubo perpetrado por indivíduos não identificados, por volta da uma hora da madrugada, onde ameaçaram o proprietário de um estabelecimento comercial com recurso a arma de fogo, tendo os meliantes de seguida se apoderado de diversos bens.

Tanzanianos detidos por porte de drogas

No Aeroporto Internacional de Mavalane, foram interditos de desembarcar no território moçambicano 30 emigrantes ilegais, oriundos da Etiópia, por possuírem vistos falsos, onde foram imediatamente recambiados para a terra de origem.

Ainda naquela estância aeroportuária, sete cidadãos tanzanianos foram detidos pela polícia por porte de drogas no interior do organismo, onde foram retiradas até cerca de 280 ampolas de droga não especificada, estando ainda sob custódia policial na 18 Esquadra da PRM.

O porta-voz da PRM no comando da cidade de Maputo afirma que no rol das detenções, recolheram às celas 75 indivíduos que cometeram diversas irregularidades, dentre as quais 50 incidiram contra propriedades e 25 contra pessoas.

“Os governos deverão estar preparados para realizar escolhas difíceis”

A ABIODES está a desenvolver um estudo de Avaliação de Políticas Nacionais do Emprego, visando promover iniciativas de geração de emprego para jovens no âmbito dos ODM.
“Os governos deverão estar preparados para realizar escolhas difíceis”
Um estudo recentemente apresentado por Tomás Vieira Mário revela que Angola e Moçambique têm potencial para atingir parte significativa das metas do Milénio, mas ficam aquém das metas mais críticas : redução dos índices da pobreza para metade e das taxas de morte da criança e da mãe.

Moçambique continua sem dados para avaliar o primeiro objectivo sobre a redução da pobreza, no capítulo que diz respeito à “garantia de um emprego decente para todos, incluindo mulheres e crianças até 2015”, e no sétimo Objectivo do Desenvolvimento do Milénio (Sustentabilidade ambiental), particularmente no que se refere à necessidade de reduzir a perda da biodiversidade. Trata-se de áreas sobre as quais a Associação para Desenvolvimento Sustentável (ABIODES), uma organização não-governamental moçambicana que lida com a problemática de desenvolvimento sustentável, tem vindo a defender a necessidade de o governo olhá-las com atenção.

Para o efeito, a ABIODE está a desenvolver um estudo de Avaliação de Políticas Nacionais do Emprego, visando promover iniciativas de geração de emprego para jovens. O objectivo é avaliar as oportunidades e os obstáculos das políticas e estratégias nacionais de emprego na promoção de emprego para jovens. Trata-se de um instrumento que irá iluminar, não só o Governo, como também organizações da sociedade civil no desenho das suas estratégias de advocacia com vista a propor alternativas de intervenção que possam estimular a criação de emprego para os jovens em resposta às necessidades do alcance das metas do Milénio no capítulo de emprego.

Advocacia necessita-se

Nas constatações, o estudo da CPLP, encomendado pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), apresentado aos estadistas da CPLP, reitera às Fundações da CPLP as recomendações do segundo relatório, no sentido de empreender acções de advocacia junto aos governos da CPLP, focalizadas para a adopção de políticas e de medidas concretas, mais arrojadas, em áreas de enfoque, criteriosamente seleccionadas. Os governos deverão estar preparados para  realizar escolhas difíceis. Com constrangimentos temporais e recursos humanos e financeiros escassos terão de escolher entre falhar todos os objectivos na data prevista ou atingir algumas metas que considerem de maior importância para o seu desenvolvimento a longo prazo.

Nessa perspectiva, acrescentando, e tomando em linha de conta o sentido dado pelos diferentes indicadores dos Índices de Desenvolvimento das Nações Unidas, bem como de inquéritos nacionais sobre a qualidade de vida e os orçamentos das famílias, as políticas orçamentais deverão ter como primeiro alvo as camadas mais vulneráveis da sociedade, nomeadamente as mulheres e as crianças, o que equivale a uma concentração maior sobre a necessidade de se eliminar a disparidade do género no ensino primário e secundário, de preferência até 2005 e em todos os níveis de ensino, o mais tardar até 2015; e a redução em dois terços da taxa de mortalidade abaixo de cinco anos até 2015.

A Ásia Oriental, o Pacífico, O Médio Oriente e o Norte de África; a Europa e a Ásia Central já alcançarem o ODM 1.a., enquanto a pobreza no Sul de Ásia e na África Sub-saharina mantém-se nos dois dígitos. As estimativas presentes mostram que a pobreza vai ainda cair para 16.3 por cento em termos globais até 2015. Olhando para trás em 1990, a Ásia Oriental e o Pacífico eram a região com o maior número de pessoas pobres no mundo, com 962 milhões vivendo com menos de $1.25 por dia.

Em contrapartida, a taxa da pobreza absoluta na maioria dos países membros da CLPLP, nomeadamente Angola, Guiné-bissau, Moçambique, S.Tomé e Príncipe e Timor-Leste, ainda comporta dois dígitos.

Tendo em conta estes factos, este relatório constata que, com as excepções do Brasil e de Cabo Verde, na sua grande maioria, os países da CPLP continuam com atrasos praticamente irrecuperáveis nos escassos três anos que restam até 2015, impondo-se-lhes decisões de política mais arrojadas e contundentes, e ajudas externas mais robustas, num contexto internacional adverso.

Tais são os casos de Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, S.Tomé e Príncipe e Timor-Leste, onde os índices de pobreza absoluta ainda atingem mais de metade da população, sendo pouco provável a sua redução para metade até 2015.

Assaltos e violações continuam no bairro Cumbeza

Assaltos e violações continuam no bairro Cumbeza
O clima de terror e pânico continua a dominar a vida dos residentes no bairro Cumbeza, distrito de Marracuene, província de Maputo. os malfeitores teimam em tirar sono aos moradores daquele bairro, com as suas investidas criminais.

É que contrariamente aos assaltos nas ruas sem iluminação, os criminosos agora começaram a invadir residências, com o principal objectivo de violar mulheres e crianças. Só na semana passada, dois casos foram registados naquele bairro na calada da noite. duas raparigas foram violadas e diversos residentes assaltados em suas residências.

“Eu conversei com a vítima e ela conta que acabava de regressar da escola e, chegada a casa, dois homens entraram na sua casa, amedrontaram-na com facas e forçaram-na a fazer sexo com eles. Eu encontrei-me com ela no hospital a fazer o segundo teste de HIV e o pior é que teve de deixar de estudar por causa disso. Alguém deve fazer alguma coisa, porque isto está a piorar a cada dia que passa”, disse uma das vizinhas em jeito de anonimato.

Alguns moradores, que não quiseram mostrar a cara por temer represálias, dizem ser preocupante, e chegam mesmo a considerar-se esquecidos pelas autoridades.

“Eles já não escolhem, violam adultas, crianças, na rua ou nas suas casas, por isso, estão com muito medo e agora já não se pode andar à noite”, explicou uma das moradoras de Cumbeza.

Com a falta de iluminação pública nas principais ruas de entrada ao bairro pela Estrada nacional número 1, os moradores recorriam à estrada da vila olímpica para minimizar o problema. Porém, na prática nem isso funcionou.

Mais de 170 funcionários da educação na Zambézia ainda não receberam salários de Julho

São claras as motivações que estão a ditar tal atraso de salários. A direcção provincial das Finanças diz ter feito descargas nas contas no dia 30.
Mais de 170 funcionários da educação na Zambézia ainda não receberam salários de Julho

Um total de 173 funcionários afectos à direcção provincial da educação e cultura da Zambézia ainda não viram os seus ordenados referentes ao mês de julho entrar nas suas contas.

Ainda não são claras as motivações que estão a ditar tal atraso de salários nas contas dos respectivos 173 funcionários, mas, por aquilo que colhemos junto à direcção provincial das finanças, aquele sector fez as operações de descargas dos valores com sucesso no dia 30 do mês de Agosto no Banco de Investimentos de Moçambique (Bim), na Zambézia, mas, até ontem, as verbas não estavam disponíveis.

Neste sentido, de acordo com o director provincial adjunto das finanças, José da Cunha, “na verdade não sabemos onde é que está o problema, se é com o banco ou se é ao nível central”, disse da Cunha, acrescentando que “mas da interacção que efectuámos ao nível central, diz-se que não há nenhum caso pendente no sistema em termos de libertação de quotas, por tanto, provavelmente, o problema esteja aqui na província com o banco que faz a acreditação dos valores nas contas dos funcionários”.

Neste sentido, o sector das finanças faz as transacções para as contas das instituições públicas, designadamente direcções provinciais e distritais, e de seguida os bancos fazem as operações internas para alimentar as contas dos funcionários.

Inspecção do Trabalho encerra obras da Fomento-Armazéns na Matola

Inspecção do Trabalho encerra obras da Fomento-Armazéns na Matola

A Inspecção-Geral do Trabalho ordenou a suspensão imediata das actividades laborais nas obras Fomento-Armazéns, localizadas ao longo da EN4, no Bairro do Fomento, cidade da Matola, província de Maputo, por falta de segurança, o que representa perigo de vida para os trabalhadores.

Adjudicadas à empresa de construção civil ATA Construções, as obras estavam, segundo o comunicado do Ministério do Trabalho, a ser executadas sem o mínimo de segurança recomendável para o tipo de actividade, pondo assim em perigo a vida da massa laboral nelas envolvida.

Praça de touros terá novo nome

Praça de touros terá novo nome
O projecto de remodelação do local foi a concurso em 2007 e o  vencedor foi apurado em 2008.

A famosa praça de touros, localizada na cidade de Maputo, vai passar a ser praça municipal da cultura, negócios e serviços, segundo revelou o director das actividades económicas do município da capital, Filimão Joaquim Suaze.

“nós não vamos voltar a ter touros naquela praça, o nome agora será praça municipal da cultura, negócios e serviços e, nesta componente de negócios e serviços, vamos ter a componente comercial”.

O empreendimento que no passado acolhia as “touradas”, hoje está completamente degradado e nos seus inúmeros espaços florescem oficinas de reparação de viaturas, lojas de venda de roupa, tascas, barracas de venda de bebidas alcoólicas e muito mais.

Desde então, começou a verificar-se uma desordem, com os vendedores informais a construírem barracas com recurso a material precário e sem observar um mínimo de organização, transformando-se num “dumba-nengue”, o que fere a estética da zona, localizada ao longo de um dos principais acessos ao centro da cidade, a partir do aeroporto e de um dos maiores supermercados da capital.

Estabilidade de preços regressa ao mercado grossista do Zimpeto

Estabilidade de preços regressa ao mercado grossista do Zimpeto

A estabilidade nos preços praticados nos principais produtos alimentares deve-se ao aumento da produção nacional destes produtos que se encontra na fase de pico, o que aumenta a disponibilidade de produtos e diminui a especulação do preço.

Contribui, ainda, para este facto a estabilidade que a moeda nacional – o metical – está a registar face à moedas estrangeiras.

`A produção é muita neste momento, por isso, os preços aplicados são muito acessíveis. Por exemplo, o preço da caixa de tomate de 20 quilogramas custa entre 40 e 120 meticais; a lata de laranjas custa de 120 a 140 meticais. Já na importação, a batata custa entre 160 e 170 meticais, quando a cebola custa entre 150 e 170. Portanto, como se pode ver, são preços melhores que em outras épocas do ano´, disse o administrador do mercado grossista do Zimpeto, Moisés Covane…

Complicações durante parto angustiam Massangena

Complicações durante parto angustiam Massangena
Seis mulheres perderam os seus bebés, no primeiro semestre deste ano, por causa de complicações durante o  parto no distrito de Massangena, porque aquele ponto de Gaza não tem condições clínicas à altura de responder a casos considerados difíceis.

A solução tem sido a transferência das mães para o Hospital Rural do Chókwè, que dista há aproximadamente quatrocentos quilómetros, numa estrada degradada, o que concorre para que os bebés e ou as mães morram, ao longo do percurso, noticiou a Rádio Moçambique. O administrador de Massangena, Virgílio Pande, diz que a situação é preocupante, dado que cada transferência custa ao Governo cerca de vinte mil meticais, despesa que deveria ser evitada, aplicando-se o valor na construção de um bloco operatório naquele centro de saúde do tipo um.

Terra não deve ser motivo de conflitos

Terra não deve ser motivo de conflitos
Geir melhor a terra para evitar a eclosão de conflitos face às novas descobertas e exploração de recursos naturais, sobretudo minerais, foi uma das mensagens de fundo que a Ministra da Administração Estatal, Carmelita Namashulua, emitiu ontem, em Gondola, província de Manica.

Acrescentou na ocasião que os recursos constituem uma plataforma de desenvolvimento que igualmente vai contribuir para fortalecer a vida da população.

Falando no XVIII Conselho Coordenador do seu ministério, que decorre até amanhã, Carmelita Namachulua afirmou que este tema se reveste de capital importância nesta fase de desenvolvimento, porque há cada vez mais descobertas de recursos naturais estratégicos e, consequentemente, um fluxo cada vez maior de investimentos e a população ergue os seus empreendimentos que podem colidir, em termos de espaço, com as necessidades de exploração destes recursos.

“Se deixarmos a população implantar as suas infra-estruturas hoje e amanhã pretendermos retirá-la, porque queremos colocar no mesmo lugar uma escola, aí poderemos criar conflitos, o que pode ser evitado se nos prepararmos melhor, ordenando cada vez melhor os espaços disponíveis” – alertou.

Dirigindo-se particularmente aos órgãos locais do Estado, disse que devem desenvolver acções de coordenação com as entidades competentes de ordenamento territorial, para que prevejam os espaços habitacionais e ou para implantação de projectos (agrários ou mineiros) de grandes investimentos, respeitando neste exercício as reservas do Estado.

Em Tete, por exemplo, com a explosão da indústria mineira, várias pessoas, que dependiam do solo para produzir comida, cederam a sua terra para a mineração. Como consequência do conflito de interesse que se instalou a seguir, assistimos a greves para reivindicar reassentamentos e recompensas devido às perdas.

Por seu turno, a Governadora de Manica, Ana Comoane, disse que, a nível provincial, o Governo tem feito tudo no sentido de poupar para investir em actividades de combate à pobreza.

Em 2011, segundo a fonte, 26 novas casas foram construídas para funcionários públicos, e 106 cisternas para armazenamento de água, para melhorar a vida da população.Afirmou, por outro lado, que o Executivo que dirige tem estado a trabalhar na distribuição da rede de energia nacional aos distritos, para fortalecer o funcionamento dos órgãos de Estado, e assim fornecer os dados do nível distrital, através do Gov Net (Governo electrónico).

No 18.º Conselho Coordenador, que ontem iniciou em Gondola e que decorre sob o lema “Por Uma Descentralização Orientada Para o Empoderamento das Comunidades”, deverão, entre outras matérias, discutir-se ainda os ganhos e recomendações das presidências abertas realizadas pelo Presidente da República, a situação da gestão de calamidades e dos reassentamentos.

Estradas pavimentadas: Prevista concessão para manutenção

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O Ministério das Obras Públicas e Habitação está a preparar termos de referência para o lançamento do Sistema de Concessão para manutenção de estradas pavimentadas no país.

A concretização da intenção passa, necessariamente, pelo aval do Conselho de Ministros, a acontecer ainda este ano.

Falando recentemente, na Beira, o Ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, disse terem sido já identificadas algumas vias contempladas pelo projecto, mas que ainda não foram aprovadas pelo Governo.

Entre outras rodovias destaque vai para a Estrada Nacional N.º 1, que liga o país do Rovuma ao Maputo, o trajecto Beira/Machipanda e Vandúzi/Changara que estabelece comunicação entre as vizinhas cidades do Chimoio e de Tete, na zona centro.

Para o caso concreto da Estrada Nacional N.º 6, aquele governante revelou ainda estar em curso negociações, em estado avançado, com o investidor, cujo nome não revelou, para o financiamento este ano das obras de reabilitação de raiz, estimadas em cerca de 500 milhões de dólares norte-americanos.

Trata-se de uma via estratégica para a África Austral, sobretudo para Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e RD Congo, na importação e exportação de mercadorias, através do Porto da Beira, cujo tráfego diário actual, situado acima de três mil viaturas, contribui para a sua acentuada degradação precoce.

Contudo, o trajecto está em obras de melhoramento localizado nas secções críticas em 135 km entre Beira e Inchope pela construtora portuguesa MCA, empreendimento orçado em 135 milhões de meticais. Na avaliação do ministro das Obras Públicas e Habitação, tais obras já permitem o melhoramento da transitabilidade de viaturas.

Entretanto, o projecto-piloto em Moçambique do sistema de acampamento para manutenção de estradas é descrito pela nossa fonte como estando a decorrer sem sobressaltos nas regiões de Búzi, em Sofala, e Panda, na província de Inhambane.

O facto acontece nesta época de seca em que a circulação rodoviária é efectiva de e para todas as sedes dos 128 distritos do país. Mesmo em tempo chuvoso, Muthemba projecta que com a descentralização de fundos para a manutenção de estradas terciárias e não classificadas, não haverá problema na livre circulação de pessoas e bens.

Governo quer comprar operadoras de telefonia móvel

Loja Mcel
O governo de Moçambique encomendou um estudo para determinar a natureza e o modelo de funcionamento da entidade que irá gerir as infra-estruturas de telecomunicações propriedade das três empresas de telefonia móvel a operar no país, informou o ministro dos Transportes e Comunicações.

De acordo com o diário estatal Notícias, de Maputo, o ministro Paulo Zucula não deu muitos mais pormenores sobre este assunto mas adiantou que a ideia é comprar as infra-estruturas da Moçambique Celular, Vodacom e Movitel e investir na construção de outras, no âmbito da melhoria de qualidade dos serviços.

Paulo Zucula é da opinião que uma vez libertadas da gestão das infra-estruturas e das dívidas contraídas para a sua construção, as empresas poderão ocupar-se, a tempo inteiro, das operações de telecomunicações.

“Encomendámos um estudo para averiguar a possibilidade de termos uma empresa ou uma entidade governamental ou paraestatal que possa comprar toda a infra-estrutura a fim de a gerir ao serviço das operadoras”, frisou Paulo Zucula.

O ministro disse que o estudo pretende averiguar se tal aquisição faz sentido, “embora do ponto de vista teórico pareça racional, tendo em atenção que aos livrarmos as empresas dos custos associados libertamos a sua capacidade de investimento.”

O governo de Moçambique está, igualmente, a estudar a viabilidade da unificação do licenciamento de telefonia fixa e móvel e de acesso à Internet aos novos operadores que pretendam entrar no mercado moçambicano.

Mercado Central beneficia de reabilitação

Mercado Central beneficia de reabilitação
O Mercado Central da capital do país reabre hoje, depois de obras de restauração que consistiram numa reabilitação de raiz da sua zona frontal, compreendendo a cobertura, bancas, lojas, sistemas de abastecimento de água, esgotos, iluminação e pintura interior e exterior.

No entanto, a reabilitação completa do mercado compreenderá uma segunda fase, que também implicará a transferência de alguns vendedores e de lojas para o local provisório construído nas imediações do mercado. A reabilitação até aqui efectuada custou 63 milhões de meticais, segundo o Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

Porto de Maputo vai beneficiar de operação de dragagem

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Centenas de milhares de metros cúbicos de sedimentos serão retirados em breve dos canais de acesso e demais áreas operacionais do porto de Maputo, ao abrigo de uma operação de dragagem de emergência, informou o matutino Notícias, de Maputo.

A ser efectuada pela Empresa Moçambicana de Dragagem (Emodraga) e pela firma dinamarquesa Rohde Nielsen, o objectivo desta operação é restaurar a profundidade de 11 metros alcançada no decurso de uma anterior operação de dragagem, numa altura em que a profundidade no porto não ia além de 9,4 metros.

Esse programa de dragagem decorreu de Setembro de 2010 a Janeiro de 2011, de que resultou a retirada de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos, incluindo rochas, tendo o impacto no tráfego de navios sido imediato com o número de embarcações recebidas pelo porto em 2011 a superar o número recorde de mais de mil navios em 2010.

A projectada dragagem de manutenção, a iniciar-se ainda este mês e devendo demorar quatro a seis semanas, de acordo com informações divulgadas pela autoridade portuária, será assegurada por uma embarcação da Rohde Nielsen, uma draga de sucção que deverá chegar a Maputo nos próximos dias.

Resultado dos investimentos que têm vindo a ser efectuados, a carga processada no porto de Maputo poderá atingir 14 milhões de toneladas até finais deste ano, de acordo com previsões avançadas pelo Maputo Port Development Company (MPDC), entidade gestora do empreendimento.

Moçambique terá participação de 5% nos projectos da Vale

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O Estado moçambicano realizou, este ano, uma participação de 5% no projecto de exploração de carvão de Moatize, controlado pela Vale Moçambique. O país entra no capital da mineradora por via da Empresa Moçambicana de Exploração Mineira, uma entidade criada, recentemente, pelo Governo, com objectivo de assegurar os interesses do país nos projectos de carvão.

A informação foi avançada pela ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, que não avança os valores envolvidos na operação.

Depois da Vale Moçambique, o Governo prepara-se para realizar o mesmo capital no projecto de carvão de Benga, nas mãos da Rio Tinto. Trata-se de projectos de capital elevado, daí a entrada tímida do estado moçambicano. Por exemplo, a Vale Moçambique investiu 1.3 bilião de dólares norte-americanos desde que começou a operar a esta parte.

“É nosso objectivo garantir uma participação moçambicana, mesmo se minoritária, nos grandes empreendimentos do sector, incluindo de carvão e de hidrocarbonetos”, destacou a ministra dos Recursos Minerais na abertura do XXVII Conselho Coordenador do sector que dirige.

À luz dos contratos de concessão, o estado moçambicano pode ter uma participação de até 25% nos grandes projectos. O Governo assegura esta posição e em seguida cede, em partes, a singulares e empresas nacionais, muitas vezes sem capacidade financeira para entrar no capital das multinacionais.

A Vale Moçambique e a Rio Tinto detêm os projectos de carvão mais importantes do país, na província de Tete.

O empreendimento de Moatize iniciou a produção e exportação de carvão no segundo semestre de 2011.

Trabalhadores da Kenmare querem aumento salarial e continuam com ameaças de greve

Kenmare
Inicia nesta segunda-feira (6), a mediação do conflito laboral existente na empresa Kenmare envolvendo os mais de mil trabalhadores nacionais e esta empresa que explora as areias pesadas em Topuito, no distrito de Moma, província nortenha de Nampula desde o ano de 2007. O ponto de discórdia é a reivindicação dos trabalhadores de um reajustamento salarial de 30 por cento que a entidade patronal não pretende satisfazer e propõe apenas 6,5 por cento.

De acordo com o caderno reivindicativo que o comité sindical daquela empresa apresenta, os trabalhadores exigem, para além do aumento salarial, a revisão dos pontos acordados nas últimas negociações, entrada em vigor do plano de formação profissional e consequente substituição da mão-de-obra estrangeira.

Em contacto com o director dos Recursos Humanos daquela empresa, Caetano Amurane, deu a conhecer que a empresa decidiu ceder parte de algumas exigências dos trabalhadores, ficando apenas o aumento do salário em 30 por cento porque a direcção da Kenmare sentiu que a sua instituição não está a altura de fazer esses pagamentos sob pena de entrar em falência, tendo decidido para aumentar apenas os 6.5 por cento.

Contudo, tendo não concordado com a decisão da direcção da empresa, os trabalhadores decidiram fazer uma carta de pré-aviso antecipando a realização de uma greve geral de modo a paralisar as actividades da empresa visando forçar a entidade empregadora a ceder as suas exigências.

Amurane assegurou que esta segunda-feira deverão ser finalizadas todas as negociações com vista a atingir um consenso em prol do desenvolvimento da empresa e melhoramento da vida dos trabalhadores. A fonte disse que caso não se chegue a um concenso satisfatório e os trabalhadores continuarem a bater na mesma tecla em relação a greve “nós vamos deixar que façam a sua vontade”, concluiu advertindo que caso venha a acontecer a direcção da empresa irá tomar medidas punitivas disciplinarmente ou mesmo de expulsão. Porque a greve geral, segundo aquele responsável, poderá agravar mais os baixos níveis de produção e consequente perda de alguns clientes que com os quais existem compromissos.

Por outro lado, pediu aos trabalhadores no sentido de poderem aceitar as ofertas que a empresa oferece, pois com a entrada em funcionamento da segunda fase do projecto de exploraçao dos recursos minerais estará a contar com mais rendimentos e daí haverá a possibilidade de aumento das percentagens que desejam.

Neste momento, a empresa não oferece condições financeiras necessárias para suportar esses pagamentos, sob o risco de fechar as portas devido à falência, visto que o mercado internacional não está bastante competitivo. Aliás, Caetano Amurane revelou que aquela mineradora está a registar, nos útimos anos, uma baixa em termos de níveis de produção, factor aliado ao fraco desempenho dos próprios trabalhadores.

A título ilustrativo, explicou que no ano de 2010 cada operário produzia cerca de 1.200 toneladas por mês e agora estão na cifra de 800 toneladas.

Informações em poder da nossa reportagem indicam que uma equipa de Inspecção da Direcção Provincial do Trabalho já se encontra naquele ponto da província de Nampula com o objectivo de fazer a mediação no sentido de resolver o problema.

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