Secretárias preocupadas com assédio sexual nos locais de trabalho
A presidente da Associação das Secretárias moçambicanas manifestou, ontem, uma “profunda preocupação” com o índice de assédio, sobretudo sexual, protagonizado pelos dirigentes nas suas instituições de trabalho, e a ocultação dos casos pelas vítimas.

Em declarações à Lusa, Julita Juma, presidente da Associação das Secretárias e Secretários de Moçambique (Assemo), disse, em Chimoio, centro de Moçambique, que muitas vítimas se recusam a reportar os casos à organização, receando a retaliação dos seus protagonistas, geralmente seus superiores hierárquicos.

“A secretária tem de ser capaz de mostrar o que ela é e o que vale. Sempre que há casos de assédio, geralmente reportados pela imprensa, nós tentamos nos aproximar da vítima, mas muitas se fecham”, precisou Julita Juma.

“A secretária, como mulher, tem sido conotada como estando sempre ao dispor dos chefes, mas o nosso desafio é mostrar à sociedade que não é isso”, disse a responsável, apelando aos membros da organização a serem mais activos na participação de casos.