Vereadora de KaMavota acusada de negar audiências com munícipes

Numa atitude que os munícipes dizem estar a alimentar a corrupção dos funcionários do distrito municipal de KaMavota (ex-distrito municipal n.º 4) em Maputo, a vereadora daquele distrito municipal, Estrelinda Ndove, é acusada de estar a inviabilizar as audiências com os munícipes.

Um dos denunciantes disse mesmo que Estrelinda Ndove não aceitou lhe receber para pedido de esclarecimento que havia lhe dirigido ao pretender montar um dos seus empreendimentos naquele ponto do município da cidade de Maputo.

Uma das denúncias foi feita semana passada por um jovem que tenciona abrir um “Take Away” no bairro de Hulene, durante um seminário sobre o papel do empreendedor na produção da riqueza rumo à independência económica de Moçambique, que teve como principal orador o ex-presidente da República, Joaquim Chissano.

O que não quis que o seu nome fosse revelado na Imprensa, queixou-se na ocasião a Joaquim Chissano que “eu desde Janeiro do ano passado aguardo pela audiência a ser concedida pela vereadora”.
“Eu sou jovem, não trabalho, mas tive essa iniciativa de abrir um take away como forma de garantir o meu auto-emprego. Mas a iniciativa está a ser sabotada pelas autoridades do distrito municipal de KaMavota.
Segundo o jovem empreendedor, para além de lhe estar a ser negado a audiência com a vereadora, as autoridades não lhe querem passar uma licença de exploração do empreendimento que tenciona instalar.
Diz o mesmo cidadão que primeiro teria requerido um espaço para instalar o seu contentor, que não teve resposta. Vendo a demora, acrescenta ainda a mesma fonte, decidiu pedir a uma família amiga um espaço no seu recinto para pôr o contentor, o que teria sido facilitado pelos donos do recinto.

Já com o espaço oferecido pelos seus amigos, o jovem disse que requereu a licença de exploração no distrito municipal de KaMavota, onde lhe disseram que devia pagar 5 mil meticais o requerimento da aquisição do espaço oferecido pela família amiga, apesar de ter explicado que o espaço não era público mas sim de uma família, e outros requisitos que diz ter satisfeito.

“Eu até agora aqui onde estou, tenho os contactos das pessoas que deviam ir fazer a vistoria e que até agora não apareceram”, disse a pessoa que estamos a citar acrescentando que “até comprei créditos de telefones para agentes da Polícia Municipal daquele distrito que se prontificaram a agilizar o processo”.
Na ocasião, o presidente Chissano disse que os funcionários e agentes do Estado devem ajudar os cidadãos que procuram os serviços estatais, bem como a ler e a compreender as leis.