Munícipes querem encerramento da lixeira de Hulene
A lixeira de Hulene, localizada na zona pobre da Avenida Julius Nyerere (bairro de Hulene), apesar de cheia continua aberta e a receber toneladas de todo o tipo de lixo, diariamente. A situação é tão nojenta que os automobilistas que passam daquele local, fazem-no de vidros fechados, mas quem não tem alternativa são as milhares de pessoas que vivem nas redondezas daquele depósito de resíduos sólidos. Amanhã, sábado, centenas de pessoas pertencentes a diferentes organizações da sociedade civil irão discutir mais uma vez com o Governo o estágio do processo do encerramento desta lixeira.

Num evento denominado “Seminário sobre Encerramento da Lixeira de Hulene”, organizado pela organização ambientalista Livaningo, espera-se a participação do Governo através de técnicos dos ministérios para a Coordenação da Acção Ambiental (MICOA), Saúde (MISAU), Fundo Nacional do Ambiente (FUNAB), Conselho Municipal de Maputo e sector privado, instituições académicas e a sociedade civil. O objectivo é mobilizar a sociedade e os munícipes de Maputo em particular para o encerramento da lixeira, devido aos riscos que representa para a saúde pública, o meio ambiente, entre outros.

Segundo a Livaningo, a lixeira existe há mais de 30 anos. É um espaço a céu-aberto e o único destino onde todo o tipo de lixo produzido na capital do país vai parar.

Depois de várias acções de pressão lideradas pela Livaningo em parceria com algumas entidades da sociedade civil, pessoas singulares e as comunidades afectadas, o Governo comprometeu-se a encerrar a lixeira e a construir até 2014 um aterro sanitário no Bairro de Matlhemele, na Matola, numa área de 36 hectares, para servir os dois municípios. Contudo, só em 2007 é que foram divulgados os resultados preliminares dos estudos de impacto ambiental e económico e fixou-se 2009 como o ano de retirada da Lixeira de Hulene, mas até hoje o processo continua parado.